Mais Semelhante a Jesus

Alejandro Bulln

Digitalizao e correco de Maria Fernanda da Conceio  Pereira

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Lngua Portuguesa

cedidos pela Casa Publicadora Brasileira

Editado em Portugal por:

PUBLICADORA ATLNTICO, S.A. fpVSFT      Rua Salvador Allende, Lote 18 - 1        2685 Sacavm - Portugal

1a Edio em Portugal Outubro/1995
4.000 Exemplares

Reviso: Redaco da Publicadora Atlntico Capa: Filipe J. S. Aniceto Diagramao: Raquel Barbosa Impresso e Acabamento:

Rolo & Filhos, Lda.

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Depsito Legal - 91489/95

O Autor

Alejandro Bulln Paucar nasceu em Jauja, Peru. Formou-se em Teologia no Seminrio da Unio Incaica, em Lima, Peru. Depois de trabalhar dez anos no seu pas, como 
conselheiro de jovens, foi chamado para o Brasil onde trabalhou na mesma rea, nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Esprito Santo, Bahia, Pernambuco, Sergipe, 
Alagoas e Rio Grande do Norte.Nos ltimos trs anos o Pastor Bulln tem trabalhado como evangelista em toda a Amrica do Sul. Ele define-se como pregador e a sua 
mensagem principal tem salientado a necessidade de conhecer Jesus como a soluo para todos os problemas humanos. A propsito, este  o tema do seu livro - Conhecer 
Jesus  Tudo, j na dcima edio, com 100 mil exemplares impressos. Tambm escreveu: A Crise Existencial', Jesus, Tu s a Minha Vida e Volta Para Casa, Filho.

Casado com Sara Orflia, tem quatro filhos: Jos, 22 anos; Ruben, 20; Samuel, 18 e Moacyr, 16.

1 de Janeiro - Segunda-feira

A Mensagem da Cruz Vazia

"Porque nada me propus saber, entre vs, seno Jesus Cristo, e este crucificado. " I Corntios 2:2

Da minha janela, olho para a relva seca de Braslia e penso: "Esta relva j morreu de vez."

A regio de Braslia tem um clima ingrato. De Maio a Setembro no cai um pingo de gua e a humidade do ar chega a mnimos alarmantes. Olhamos para a relva e sentimos 
d. Tem-se a impresso de que ela nunca mais ir renascer, de que est definitivamente seca. Ento um amigo aproxima-se de mim e diz: "No conhece a relva de Braslia. 
Espere at carem as primeiras chuvas e onde no existe nada, renascer de novo a relva."

Pode perguntar: "Que tem a ver comigo a relva de Braslia?" Eu respondo: "Muito, porque no entardecer de mais um ano que se foi embora, quem sabe, se ficou por a 
um plano ressequido, murcho pelo tempo, ou um sonho empoeirado pelas circunstncias. No importa, as primeiras gotas de chuva de um novo ano esto a chegar e, de 
onde parece no haver mais nada, pode renascer a esperana."

Ao longo do ano que terminou, imaginei muitas vezes a cruz de Cristo. Tenho pensado nela de muitas formas. Tenho visto e levado muita gente a olhar o Salvador dando 
a Sua vida para salvar a humanidade. Desta vez, quero desafi-lo a olhar a cruz vazia. Sabe porqu? Porque l na cruz, quando Jesus morreu, tudo parecia perdido. 
Todo o Seu trabalho parecia frustrado. Onde estava o fruto da Sua obra? Onde estavam os resultados do Seu esforo? Os Seus discpulos tinham-no abandonado. Todos 
os Seus sonhos tinham sido convertidos em cinzas. J aconteceu isto consigo alguma vez? Ento, olhe para a cruz, olhe-a vazia, sem ningum. Sabe o que isto quer 
dizer? Que a aparente derrota pode acontecer. Hoje e amanh pode parecer que o mal triunfa sobre as esperanas e os sonhos. Nalgum momento pode ficar triste, vendo 
como a obra  qual dedicou toda a sua vida parece cair em pedaos aos seus ps. A derrota  um facto trgico e real. O fracasso pode ser doloroso e amargo.

Mas por quanto tempo? Hoje e amanh, talvez. Porm, no terceiro dia, a tristeza transforma-se em alegria e a derrota em vitria; a morte d lugar  vida.

Da minha janela, olho para a relva seca de Braslia e j no fico triste. Olho para cima e no vejo uma s nuvem a anunciar chuva, mas, eu sei que a chuva vir, 
como vem o ms de Janeiro cada ano. A vida renascer, os sonhos sero uma realidade e a tristeza fugir para dar lugar  alegria. Esta  a mensagem da cruz vazia 
e da relva seca de Braslia.


2 de Janeiro - Tera-feira

Mais Semelhante a Jesus

"Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda no  manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque, 
assim como , o veremos." I Joo 3:2

A manh est calma aqui na praia de Acupe, em Ilhus. O mar impetuoso agita-se inquieto e incansvel.

O vento sopra refrescando a areia quente e torna mais agradvel o ambiente. Tudo parece perfeito. O movimento ritmado das ondas, o cu azul, o quase uniforme desenho 
dos coqueiros e at a areia branca contrasta com o verde intenso das guas.

Podia ser tudo perfeito, mas no consigo tirar da cabea a imagem do rapaz que me procurou ontem  noite, depois da pregao, ainda sob os efeitos da droga. Os seus 
olhos pareciam querer sair das cavidades.O seu rosto marcado pela vida, pelo sofrimento, pelo peso da culpa e pela sensao de fracasso, estava todo deformado. "Sou 
lixo, pastor", disse angustiado, "no consigo sair, no consigo, no consigo!"

A manh est calma aqui na praia. O mundo podia ser belo e perfeito. Os homens podiam ser felizes tal como quando Ado saiu das mos do Criador; mas, a imagem do 
rapaz de ontem, traz  minha mente uma pergunta: O que foi que aconteceu ao longo do caminho? Porque  que hoje, olhando para o espelho da vida detestamos a forma 
do nosso ser? Porque sentimos que o nosso temperamento est muito longe de ser o que devia? Porque carregamos traumas, complexos, deformaes de carcter? Porque 
nos sentimos, s vezes, escravos de paixes ou de vcios, acorrentados a sentimentos e pensamentos que gostaramos de abandonar?

Quando contemplamos a beleza do carcter de Jesus apodera-se de ns um sentimento de pequenez e insignificncia que nos faz suspirar, pensando:"Como eu gostaria 
de ser como Ele: calmo na tormenta, manso na ira, puro na impureza, doce na amargura!"  possvel ter o carcter de Jesus? O verso de hoje diz que sim. Deus quer 
reproduzir na nossa vida o carcter maravilhoso do Salvador. As meditaes de cada dia, ao longo deste ano, tm como objectivo mostrar a maneira como Deus trabalha 
na nossa vida para podermos reflectir o carcter de Jesus.

E a minha orao  que em 1996, cresa no seu corao o desejo de ser cada dia MAIS SEMELHANTE A JESUS!

3 de Janeiro - Quarta-feira

 A Justia, uma Pessoa

 "Nos seus dias , Jud ser salvo, e Israel habitar seguro; e este ser o nome, com que o nomearo: O SENHOR JUSTIA NOSSA."  Jeremias 23:6

    Quando eu era criana, a minha me orava: "Oh, Senhor, cobre-me
com"o Teu manto de justia divina." Muitas vezes eu imaginava como seria este manto. Depois, fui crescendo e ouvi dizer na igreja que Deus estava disposto a dar-nos 
a Sua justia. Posteriormente, aprendi que a justia  um atributo divino. Mas o que o texto de hoje diz  que a justia no  um objecto, no  simplesmente um 
atributo, no  algo,  ALGUM.

Este ser o Seu nome:"Senhor, Justia Nossa."Jesus  a justia e quando Deus nos d a Sua justia, d-nos Jesus. No existe justia separada dEle, porque Ele  a 
justia.

O convite que Deus nos estende esta manh  para sairmos de um cristianismo terico, para deixarmos de viver preocupados apenas com definies teolgicas e entrar 
na realidade da vida prtica, porque se a justia  uma Pessoa, ento o cristianismo  uma experincia pessoal; ser justo  uma experincia pessoal e praticar actos 
de justia  o resultado de conviver com a Pessoa-Justia que  Jesus.

Toda a famlia est reunida esta manh antes de sair para as activi-
dades do dia? Que tal sair de mos dadas com a maravilhosa Pessoa-Justia?

Que tal andar com Jesus ao longo do dia, recordando que, ao estar com
Ele, est com a Justia? As crianas e os jovens no gostam de ter ami-
!      gos? Os adolescentes no gostam de ter sempre um amigo especial a
     quem confiar os segredos? Os mais velhos, no aprenderam j, que vale
a pena ter um amigo a quem podemos recorrer nos momentos de tristeza?

Porque no fazer ento da Pessoa-Justia esse amigo? Porque no encarar
a vida crist e a vida justa como essa experincia mpar de conviver com
um amigo em quem se pode confiar?

Enquanto encararmos a vida justa como um nvel de vida ideal que os cristos tm que alcanar a fim de nos prepararmos para o Cu, estaremos sempre a distorcer o 
plano de Deus para ns; mas, quando entendermos e comearmos a ensinar aos nossos filhos que, a justia, em lugar de ser uma meta distante a alcanar,  uma Pessoa 
que est de braos abertos e com a qual precisamos de aprender a conviver, ento teremos paz e os nossos filhos, longe de terem medo da religio ou de viver frustrados 
porque no vivem como todos esperam que vivam, ento, gostaro de ser cristos e vivero o autntico cristianismo que sai da mediocridade da teoria para tornar-se 
a realidade da vida prtica.

Interiorizeestaspalavras: Senhor, ajuda-meaver-TenocomoumDeus

distante, mas como uma Pessoa prxima de mim. Vive em mim,  Deus, neste dia. Habita em mim pela presena do Teu Santo Esprito. Enfrentarei a vida e estarei seguro 
da Tua companhia. Tu s a minha Justia!

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4 de Janeiro - Quinta-feira

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O Seu Passado Tem Futuro

"Assim que, se algum est em Cristo, nova criatura : as coisas velhas j passaram; eis que tudo se fez novo." II Corntios 5:17

A carta terminava assim: "Esta  a histria da minha vida, um erro atrs do outro, uma asneira atrs de outra. E o que resta? S farrapos, s cacos que ningum mais 
poder juntar. A vida acabou. J no h futuro para mim, ningum acredita em mim, todos me condenam."

Fiquei ali com a carta sobre a mesa, olhando atravs da janela da minha sala e lembrei-me ento de outra mulher que viveu h quase dois mil anos.

O seu nome era Maria e fez tanta coisa errada na vida, tinha "cado" tantas vezes, que ningum acreditava que pudesse levantar-se. Mas um dia encontrou-se com Jesus, 
foi perdoada e transformada. A sua gratido foi to grande que, durante uma festa, entre muita gente, lavou os ps de Jesus com um perfume caro, beijou-os. Um fariseu 
viu a cena e pensou:"Se este homem fosse profeta, saberia que esta mulher  uma pecadora." Note o que o fariseu disse " uma pecadora." Para os homens, algum que 
"foi" sempre continuar a ser, carregar o estigma do seu erro para sempre. Para Jesus, ela tinha sido uma pecadora, j no era, porque Ele estava entre a mulher 
e o seu passado; Ele  que faz a diferena entre o passado e o presente, a vida e a morte, o fracasso e a vitria.

Jesus no conta o passado, por mais improdutivo que tenha sido. Para Jesus, a histria da minha vida  apenas histria, por mais que ela esteja cheia de episdios 
escabrosos. O que conta, para Ele,  o meu presente e o meu futuro; e Ele v sempre um futuro maravilhoso e promissor em qualquer pessoa.

s vezes, camos, levantamo-nos, pedimos perdo, tornamos a cair e pedimos novamente perdo. Dir, todo envergonhado:"Senhor, estou aqui outra vez." Jesus olha para 
si com amor e pergunta: "Outra vez? Porqu outra vez, se  a primeira vez que te vejo aqui?" Sabia que, quando Jesus perdoa, Ele esquece? Lana o seu passado no 
fundo do mar e mostra-lhe o azul lmpido de um cu sem limites, cheio de possibilidades futuras.

5 de janeiro, sexta-feira
Ao Lado da Justia no h Lugar Para a Injustia

"No vos prendais a umjugo desigual com os infiis; porque, que sociedade tem a justia com a injustia? E que comunho tem a luz com as trevas?" II Corntios 6:14

Constantemente recebo cartas e converso com pessoas que dizem: "Pastor, estou cansado de lutar. Acho que nunca conseguirei." So pessoas sinceras que um dia se tornaram 
crists, mas nunca experimentaram a alegria de uma vida vitoriosa. "Quanto mais eu luto - dizem parece que mais defeitos aparecem na minha vida." O que fazer para 
resolver esta situao?  preciso compreender um princpio simples da vida crist: ao lado da justia no h lugar para actos pecaminosos. O nosso grande problema 
est no facto de querermos vencer os defeitos de carcter ou os actos pecaminosos separados de Jesus.

Se tivesse uma laranjeira e no desejasse laranjas, o que deveria fazer? Montaria guarda dia e noite com um faco na mo para cortar toda a laranja que aparecesse 
ou cortaria a laranjeira?

O problema do ser humano no est no facto de roubar, mentir ou matar, mas em estar separado de Jesus. O homem no  pecador porque mata. Ele mata porque  pecador. 
A nossa grande preocupao deveria ser arrancar a laranjeira porque desaparecendo a laranjeira, no haver mais laranjas.

O apstolo Paulo  claro ao estabelecer o princpio de que, ao lado da justia, no h lugar para a injustia. Existem pessoas que passam a vida a tentar vencer 
sozinhas os defeitos de carcter, enquanto que Jesus com os braos abertos espera que elas corram para Ele e que vivam uma vida de permanente comunho e vitria.

Quando viemos a este mundo, viemos com uma natureza pecaminosa, isto , separados de Deus e, enquanto carregarmos esta natureza dentro de ns, gostaremos sempre 
de viver longe de Jesus.

 possvel que ao conhecer o cristianismo, tenhamos chegado tambm ao conhecimento de princpios morais; mas o cristianismo, para ser autntico, tem que ser mais 
do que uma coleco de princpios morais. Tem que estar baseado em princpios espirituais. Os princpios morais trabalhan de fora para dentro e geralmente ficam 
no aspecto exterior. Os espirituais, porm, trabalham de dentro para fora. Longe de Jesus s podemos conseguir, na melhor das hipteses, moralismo, mas moralismo 
no  cristianismo. Com um pouco de domnio prprio e princpios morais podemos passar toda a vida sem frequentar lugares de m reputao, mas no podemos tirar 
esses lugares da cabea. Mas, se formos a Jesus e Ele criar dentro de ns princpios espirituais, os pensamentos impuros desaparecero e, como resultado, no iremos 
a esses lugares. A diferena  muito grande.

Precisamos de ir a Jesus cada dia. Precisamos de aprender a conviver com Ele atravs de um perodo de orao e estudo da Sua Palavra, e depois, ao longo do dia, 
manter um cntico no corao e aproveitar toda a oportunidade para falar do Seu amor a outras pessoas.

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6 de Janeiro - Sbado

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Fala, Senhor

"Ento veio o Senhor, e ali esteve, e chamou como das outras vezes.- Samuel, Samuel. E disse Samuel: Fala, porque o teu servo ouve . "

I Samuel 3:io

Samuel viveu numa poca em que "a palavra do Senhor era muito rara" (versculo 1). Isto no significa que Deus no quisesse comunicarse com o ser humano. Deus tentou 
sempre falar com o homem, de muitas maneiras. Acontece que, naqueles dias, as pessoas j no ouviam a voz de Deus. A Bblia diz que: "Eli j era muito velho; e ouvia 
tudo quanto os seus filhos faziam a Israel, e de como se deitavam com as mulheres que ministravam na porta da tenda da congregao. E dizia-lhes: Porque fazeis estas 
coisas? No, filhos meus, no  boa fama esta que ouo. Fazeis transgredir o povo de Deus... Todavia, eles no ouviam a voz de seu pai." (I Samuel 2:22 a 25).

Foi naquelas circunstncias que Deus se apresentou a Samuel, um jovem que desde pequeno tinha aprendido a ser sensvel  voz de Deus.

A histria  um facto conhecido. A resposta de Samuel ficou registada como uma das frases mais doces aos ouvidos de Deus: "Fala Senhor, porque o Teu servo ouve."

Hoje vivemos numa poca muito parecida com a de Samuel. As pessoas so confundidas por milhares de vozes. O existencialismo, o racionalismo, e uma sucesso interminvel 
de ismos, apresenta cada um uma teoria mais moderna e interessante do que a outra. Existe pouca gente disposta a dizer: "Fala Senhor, porque o Teu servo ouve." As 
pessoas esto mais prontas a ouvir outras vozes do que a voz de Deus.

Jouviu algum dizer: "No  isto o que quero para mim?" J escutou algum argumentar, que ningum tem o direito de fazer moral para si?

Os amigos de Jesus, aqueles que saram da rotina de ser simplesmente bons membros de Igreja, entraram na dimenso maravilhosa do cristianismo,que  vida de companheirismo 
permanente com Jesus, so sensveis  Sua voz. Andam pelas ruas, estudam nas universidades, compram, vendem, participam da vida quotidiana de um pas que cresce 
cada dia, mas esto cada minuto prontos a dizer: "Fala Senhor, porque o Teu servo ouve."

Hoje,  um novo dia para si. Est pronto para sair? Est pronta a pasta, a mochila, o carro? Que tal no esquecer o que realmente importa? Que tal, dizer: "Senhor 
Jesus, ests pronto para sair comigo?" Tenha um dia maravilhoso e ao longo do dia no se esquea: Jesus est ao seu lado. Seja sempre sensvel  Sua voz.

No saiu? Est na cama, doente? Olhe para Jesus e diga: "Fala Senhor, atravs desta situao, porque o Teu servo ouve."

7  de janeiro, domingo
S nEle Podemos Ser Justos

"quele que no conheceu pecado, o fez pecado por ns, para que nele fssemos feitos justia de Deus. " II Corntios 5:21

Como  que um homem se torna justo? Depende. Se o meu conceito de justia  apenas moral, tentarei serum homem justo observando um comportamento moral correcto. 
Mas, se o meu conceito de justia  pessoal, ento, tentarei viver uma experincia de comunho pessoal com a Pessoa-Justia.

O texto desta manh diz-nos que: "n'Ele somos feitos Justia de Deus." A nica maneira de ser justo  correr para os braos de Jesus e viver uma vida de permanente 
comunho com Ele.

William abandonou a casa paterna quando tinha apenas doze anos de idade. Saiu pelo mundo em busca de "realizao. "Sentia-se oprimido, quase asfixiado pelos conselhos 
paternos. No queria fronteiras para a sua vida, limites, regras, nem horrios para entrar ou sair de casa. Fugiu em busca de "liberdade" a fim de conhecer tudo 
o que "a vida oferece". No incio, tudo foi fantstico e maravilhoso. Novos amigos, novas sensaes. Sem perceber, foi mergulhando perigosamente nas guas turbulentas 
dos vcios: cigarros, bebidas e drogas, at que um dia a corda rebentou. Foi ferido,  bala, pela polcia e acabou na priso. Sozinho numa cela fria, em Recife, 
viu o tempo passar e conseguiu reflectir na sua insensatez. H anos que no sabia nada dos seus pais e irmos. Porque fugira de casa? Tinha valido a pena a aventura 
de palmilhar caminhos tortuosos? Tuberculoso, com graves problemas de sade e com os seus sonhos desfeitos, imaginou se haveria alguma sada para ele! Pedir ajuda 
aos pais? Para qu? Tinha vergonha que eles descobrissem o seu lamentvel estado. Vendo-se sem sada, preparou-se para acabar aos poucos naquela priso.

Certo dia, um grupo de jovens estudantes de Teologia, iniciaram um trabalho de evangelizao na cadeia. Foi assim que Virglio, um jovem estudante convertido havia 
poucos anos, encontrou atrs das grades, o irmo William, que fugira de casa com doze anos de idade. Magro, doente, envelhecido e maltratado pelas circunstncias. 
Abraaram-se e Virglio apelou em nome de Jesus para que William abrisse o corao ao Salvador.

- No posso - disse William. - J  muito tarde para mim. J arruinei a minha vida, sou a vergonha da famlia.

- No  verdade - apelou o irmo mais velho. - Jesus ama-te e se acreditares n'Ele, Ele entrar na tua  vida e perdoar o teu passado e te far um homem justo.

William foi a Jesus. Caiu de joelhos ali na cela. Comeou a viver uma vida de comunho permanente com a Pessoa-Justia e, hoje William  um jovem pastor no Norte 
do Brasil.

Tambm pode ir ao encontro de Jesus esta manh e deixar que Ele revolucione toda a sua vida. Viva com Ele ao longo do dia.

8de  janeiro - Segunda 

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Corao Rebelde

"Enganoso  o corao, mais do que todas as coisas, e perverso: quem o conhecer?" Jeremias 17:9

Todo o Brasil ouviu a notcia: "verton Rmulo Madeira, de 12 anos, saltou em estado de sonambulismo, do quinto andar do prdio onde morava."

O que mais me impressionou foi a resposta do pai, ao ser indagado pela reprter sobre a atitude que tomaria depois de descobrir que o filho era sonmbulo.

- Colocaria grades em todas as janelas, para ele no saltar outra vez
- disse na maior simplicidade.

E o que aconteceria se, por acaso, a criana tivesse que dormir num apartamento sem grades?

As vezes confundimos as coisas. Concentramos a ateno em detalhes externos e esquecemos os problemas fundamentais. Os cristos no esto livres desse perigo. Corremos 
o risco de pensar que, o que realmente vale  o que fazemos ou deixamos de fazer, quando o fundamental  o que realmente somos. Os nossos actos so o resultado natural 
do que somos. O problema da criana e da notcia no  ter saltado da janela. O seu problema real  ser sonmbulo. De igual modo, o problema do ser humano no  
fazer coisas ms,  ser mau. Nascemos em pecado, separados de Deus, e gostamos de viver assim. Carregamos dentro de ns uma natureza que nos leva a fazer coisas 
ms. Chame-se a isto tendncia, inclinao, propenso, ou o que for. O facto  que  uma realidade bem presente e  uma natureza que no gosta de viver com Deus.

Leva-nos para longe d'Ele. O resultado de vivermos separados de Deus  que acabamos por fazer coisas ms.

O propsito do cristianismo  levar as pessoas de novo a Deus. Lev-las a confiar n'Ele - o nico capaz de criar dentro de ns uma nova natureza. Mas s vezes os 
cristos esto mais preocupados em corrigir os actos errados, isto , "colocar grades em todas as janelas". Se no pudermos saltar a janela, no seremos capazes 
de abrir o gs de cozinha e morrer envenenados na inconscincia do sonambulismo?

Se, para ser cristo bastasse no fazer coisas erradas, bastava s colocar o indivduo numa cela solitria e faramos dele um ptimo cristo. Mas, o cristianismo 
genuno transcende os limites da conduta exterior. Ele vai s razes. Cura l dentro. Muda o corao, transforma a natureza, reproduz na pessoa a mente de Cristo. 
E o resultado de toda essa maravilha, chamada converso,  uma vida cheia de actos bons - e cada vez menos actos maus.

Sou cristo? Cristo na forma ou na essncia? Medite nisto ao longo deste dia.
9  de janeiro, tera-feira
Justia Oca

"Porque vos digo que, se a vossajustia no exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino do cu." Mateus 5:20

S existem duas maneiras de nos tornarmos justos. A primeira  ir a Jesus, a Pessoa-Justia e viver com Ele uma vida de permanente comunho. A segunda  tentarmos 
sozinhos corrigir todos os defeitos de carcter e adquirir as virtudes descritas na Palavra de Deus.

A justia dos fariseus e escribas era deste segundo tipo. Eles estavam, apenas, preocupados com o que se via, com o aspecto exterior, com o comportamento moral. 
Eles no buscavam a autenticidade dos frutos. Estavam, apenas, preocupados em produzir frutos.

O jovem rico  um triste exemplo disso. Qualquer pessoa que observasse a vida do jovem rico, chegaria  concluso de que, com ele, estava tudo bem. Nenhum Conselho 
de igreja o chamaria  ateno e o disciplinaria. Moralmente, vivia uma vida correcta, mas espiritualmente estava perdido. Sentia-se vazio, oco por dentro, infeliz.

Deus deleita-se em ver os Seus filhos vitoriosos. Ele veio a este mundo na pessoa do Seu Filho Jesus Cristo, no simplesmente para livrar-nos da culpa do pecado, 
mas tambm para libertar-nos do poder que o pecado exerce em ns. Ele no quer filhos apenas justificados, mas tambm santificados. Ele quer filhos obedientes e 
cheios de frutos de justia, e para alcanar este objectivo Ele tem um s mtodo, a vida de comunho que o ser humano tem que viver de maneira ininterrupta com a 
fonte da verdadeira justia que  Jesus.

Os fariseus no compreenderam isto. Pensavam que a nica coisa que importava era um bom comportamento  sua maneira. Com um pouco de moralismo e domnio prprio 
conseguiram apresentar uma justia prpria, mas Jesus disse-lhes: "A vossa justia  como trapo de imundcie." Porqu? Simplesmente porque tudo o que o homem consegue 
com o seu prprio esforo  casca, oca por dentro.

Jesus olha para ns esta manh e diz: "Filhos, se a vossa justia no for diferente da justia dos fariseus e escribas, ento vs tambm tereis o mesmo fim."

Jesus estava com os braos abertos esperando que os judeus fossem a Ele e vivessem uma vida de permanente comunho com Ele e, como resultado dessa experincia, fossem 
homens cheios de frutos de justia. Os judeus no O receberam, Eles condenaram-no e crucificaram-no, e sozinhos tentaram produzir a sua prpria justia. O fim da 
histria j todos conhecemos.

Agora  consigo. Correr aos braos de Jesus e iniciar o dia de mos dadas com Ele? Ou tentar sozinho portar-se bem? De que tipo  a sua justia? No v para a 
luta diria sem Ele. Deixe que Ele viva em si a Sua vida vitoriosa.

10  de janeiro, quarta16 de janeiro, quarta-feira

10 de janeiro, quarta-feira
16
Cristianismo de Fachada

"Gileade  a cidade dos que praticam a iniquidade, calcada de sangue. "
Os  ias 6:8

Pode haver maior decepo do que um bolo bonito por fora e cru por dentro? Deus olhava com tristeza para o Seu povo e via que era um povo preocupado apenas com a 
aparncia. No tinha vida interior. No vivia ligado  nica fonte de poder que  Deus, mas eram homens e mulheres desesperadamente preocupados em mostrar boas obras, 
uma conduta correcta e um aspecto exterior que despertasse elogiosos comentrios.

Anos depois, Jesus veio a este mundo e os homens do Seu tempo tinham o mesmo problema. Desta vez, Jesus no chamou "bolo que no foi virado." Foi mais duro, chamando-lhes 
"sepulcros caiados." O que  um sepulcro caiado? V ao cemitrio e veja aqueles tmulos trabalhados artisticamente em mrmore branco. Fique a admirar aquelas fachadas 
maravilhosas, cheias de flores e detalhes atractivos. O que no pode ver  a realidade interior desses tmulos.  um espectculo repugnante, habilmente disfarado 
pela branca fachada de mrmore.

O ser humano que nasce separado de Deus  especialista em disfarar. Viemos ao mundo com a natureza pecaminosa. Esta natureza  egosta e o que mais gosta  de aparentar. 
Quando somos crianas no disfaramos o egosmo humano. Somos de certa maneira autnticos. Se vemos algum que nos desagrada, dizemo-lo de imediato, sem rodeios. 
Se algum nos oferece um doce de que no gostamos, rejeitamo-lo sem demora. Se numa festa de amigos fica o ltimo pedao de bolo, somos os primeiros a querer apanh-lo 
para ns. Mas  medida que vamos crescendo, aprendemos a esconder os nossos verdadeiros sentimentos e a disfarar as nossas reaces. Numa roda de amigos pode restar 
o ltimo pedao de bolo e ns, mesmo desejando-o, dizemos no.

Sorrimos mesmo quando algo nos desagrada. Dizemos: "muito prazer", embora no fundo do corao, desejemos nunca mais ver aquela pessoa. Tudo isto  transferido de 
alguma maneira para a vida espiritual. Quase inconscientemente habituamo-nos a fazer do cristianismo um assunto de fachada. Na ltima mensagem de Deus para a Sua 
igreja, na carta a Laodiceia, encontramos a mesma preocupao em Jesus. "Sois mornos", disse. Mornido  resultado do frio e do calor. De alguma forma ,a Igreja 
dos ltimos dias  uma igreja de dois lados, como Efraim, que tinha um lado cozido e um cru, como os judeus do tempo de Cristo, que tinham um lado bonito e outro 
feio. A Igreja de Laodiceia tem um lado quente e outro frio. O resultado  a mornido. Jesus apresenta o nico remdio: "Que te vistas de vestes brancas."

Um dia, no den, um cordeiro foi sacrificado e com a sua pele foi resolvido o problema da nudez humana. Sculos depois, no Calvrio, o Cordeiro de Deus foi crucificado 
e, pelo Seu sacrifcio foi resolvido o problema da mornido. N'Ele o cristianismo deixa de ser fachada para tornar-se autntico. N'Ele est a nica sada para a 
mornido da Igreja, e a Igreja no  o meu irmo, sou eu.

11       de Janeiro-Quinta-feira

17

As Boas Obras que Levam  Perdio

"Muitos me diro naquele dia: Senhor,Senhor,no profetizmos ns em teu nome? e em teu nome no expulsmos demnios?e em teu nome no fizemos muitas maravilhas? 
E ento lhes direi, abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vs que praticais a iniquidade. "

Mateus 7:22 e 23

Alguma vez j pensou porque  que os homens mencionados neste texto se perdem no dia do acerto de contas? Eles no se perdem porque roubaram, mataram ou cometeram 
adultrio; eles no se perdem por se terem portado mal. Pelo contrrio, a vida destes homens  to cheia de boas obras ao ponto de "expulsar demnios", "profetizar" 
e "fazer milagres" . J imaginou algum perder-se tendo feito coisas to boas como estas? Quer dizer que quando Cristo voltar, haver gente que se perder apesar 
de ter feito tudo bem, cumprindo tudo ao p da letra e sem nunca ter sado da linha?

 precisamente o que o texto desta manh est a querer dizer. Ningum pode depositar a sua confiana de salvao no seu bom comportamento ou nas suas obras "maravilhosas" 
ou "prodigiosas".

A resposta que Jesus deu a estes homens  algo que nos deveria fazer pensar muito: "Nunca vos conheci". "No viveram uma vida de comunho comigo, estavam na Igreja, 
tinham cargos nela, participavam activamente nas actividades dela, mas no passavam tempo comigo na meditao, na orao e no estudo da Minha Palavra. Quantas vezes 
Eu vos vi com o corao cheio de tristeza correndo de um lado para outro, sempre ocupados, sempre atarefados em muitas ocasies, at com actividades que tinham que 
ver com a Minha Obra, mas viviam para a Obra, no para Mim. s vezes abriam a Bblia s para apagar o grito da conscincia e ento partiam como loucos para as actividades 
do dia.  noite, chegavam sempre cansados e j no havia mais tempo, nem energia, para ficar comigo. Ns nunca convivemos. Nunca tivemos tempo para conhecer-nos. 
Vocs so estranhos para Mim."

- Mas, Senhor, e as nossas obras no contam? Olha para a nossa vida, ns no s guardmos todos os mandamentos, mas "profetizmos", "expulsmos demnios", "fizemos 
milagres", e isto no conta?

- Contaria, filhos, se isso tudo fosse resultado de uma vida de comunho comigo. Ah, como Eu esperava que a vossa vida fosse uma vida cheia de frutos, mas frutos 
autnticos, frutos do Esprito e no frutos resultantes somente do esforo humano. No, filhos, esses frutos que vocs apresentam so para Mim como trapos de imundcie. 
Vocs so "praticantes da iniquidade."
"Nunca vos conheci." E quanto a si? Est a separar o tempo necessrio para conhecer a Jesus? Est disposto a sair esta manh levando Jesus consigo, mantendo-se ligado 
com Ele atravs da orao silenciosa ou simplesmente conservando um hino no corao?

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12deJaneiro-Sexta-feira         

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Voc Nunca Est S

"Guarda-me,  Deus, porque em ti confio." Salmo 16:1

Eu ia de Madrid para Paris no expresso Puerta dei Sol, quando conheci uma histria de solido. O meu companheiro acidental de viagem era um espanhol de olhos tristes 
e rugas no rosto. Viajava com o olhar perdido atravs da janela.

- Vai a Paris? - perguntei. Ele disse que no. Dirigia-se a Burgos, a sua terra natal. Ento falou-me da tragdia que  viver numa cidade grande como Madrid.

- Vim aqui com a minha famlia procurar trabalho. E nada. Sinto-me s, girando pelas ruas como um pio. Os ces, quando se encontram, pelo menos mexem a cauda. Mas 
os seres humanos no.

Fez uma pequena pausa, e prosseguiu:

- Uma noite, tinha chovido muito e a barraca em que morvamos estava molhada por dentro. O meu filho pequeno tinha febre e no parava de chorar. A minha mulher estava 
no hospital. Procurei os vizinhos, mas ningum tinha tempo para me ajudar. Procurei um mdico e ele disse-me que o lugar era perigoso quela hora, e que s iria 
se lhe pagasse o dobro. Dava vontade de morrer. S... s, no meio de tanta gente!

A experincia deste espanhol  a mesma de milhares de pessoas que andam pelas ruas das grandes cidades brasileiras. Perdido na multido, cada indivduo  um ser 
solitrio e desesperado. Com razo, muitos psiclogos dizem que a mais terrvel doena deste fim de sculo  a solido.

As cidades absorvem o ser humano. A corrida  intensa, desde o nascer do dia at altas horas da noite. Fique parado  tardinha numa rua com grande movimento e ver 
que as pessoas correm loucamente. Elas arrastam-nos nesse turbilho. Ningum conhece ningum. Cada um vive a sua histria, cada um corre atrs do seu sonho.

Se ns parssemos para pensar que existe um Ser que Se preocupa com cada indivduo, que se interessa pelos nossos sonhos e percebe cada sorriso e cada lgrima, o 
mundo seria diferente. A solido deixaria de existir.

13 de janeiro, Sbado
Trapos de Imundcia

todos ns somos como  imundos, e todas as nossas justias como trapos da imundcia; e todos ns camos, como ajolha, e as nossas culpas, como um vento, nos arrebatam. 
" Isaas 64:6

O ser humano nasce separado de Deus e o que mais gosta de fazer  viver longe d'Ele. Por tal motivo, a justia que Deus espera de ns no pode ser mera justia humana, 
tem que ser algo mais profundo. A simples mudana exterior de hbitos, o simples bom comportamento que podemos conseguir com um pouco de esforo e domnio prprio 
no contam para Deus.

Diz o Esprito de Profecia:

"No basta a mudana exterior para nos pr em harmonia com Deus. Muitos h que procuram reformar-se, corrigindo este ou aquele mau hbito, e esperam desse modo tornar-se 
cristos, mas esto a comear no lugar errado." Parbolas de Jesus, pg. 97 "Muitos que se chamam cristos so meros moralistas." Idem, pg. 315

Nenhuma reforma autntica comea com a comida, o cabelo-bu a roupa. Mera mudana de hbitos no  cristianismo. "Esto a comear no lugar errado." Isto no quer 
dizer que a comida, a roupa ou o comportamento no tenham nada a ver com a vida do cristo. Tm sim, mas eles so o resultado e no a causa. Qualquer coisa que o 
homem faa, separado de Deus, est manchada pelo orgulho e o egosmo, que so a marca registada do pecado. Quer ver? Se algum, que no tenha uma verdadeira experincia 
com Jesus, mudar os hbitos do seu comportamento para melhor, isto enche-lo- de orgulho, f-lo- sentir-se mais justo do que os outros e, por mais que negue, as 
suas atitudes revelaro o seu orgulho e o seu menosprezo por aqueles que no alcanaram determinados padres estabelecidos.

O versculo de hoje diz que todas as "nossas justias so como trapo da imundcie". Se uma pessoa no vive uma autntica vida de comunho com Jesus, no tem condies 
para viver as verdadeiras obras da justia de Deus, porque a mancha do pecado est em tudo o que ela realiza. O que mais gosta  de aparentar, de ser vista pelos 
outros. Deleita-se na forma das coisas, julga e condena, implacavelmente, os que no conseguem mostrar "actos de justia." Isto, para Deus,  como trapo da imundcia.

Que a nossa orao hoje, seja: "Senhor, Tu s a minha justia; sem Ti eu no sou nada. Quero viver perto de Ti, quero andar contigo ao longo deste dia, quero sentir 
a Tua presena permanente, mostrando-me o caminho e produzindo nos meus actos os verdadeiros frutos da Tua justia."

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14 de Janeiro-Domingo

O Nome de Outro

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Cristianismo de Perto

"E fao disse ao seu pai: Eu sou Esa, o teu primognito; tenho feito como me disseste: levanta-te agora,assenta-te, e come da minha caa, para que a tua alma me 
abenoe. " Gnesis 27:19

Jac queria a primogenitura porque ela significava uma bno especial. H algum mal em querer receber a bno divina? No  a salvao a Maior bno de Deus, 
e no queremos todos ns alcanar a salvao? O problema de Jac era no entender qual era o caminho certo para receber essa bno. "Fiz o que me ordenaste", disse 
ao pai, "levanta-te e come da minha caa, para que me abenoes."Jac pensava que Deus dava a bno por merecimentos humanos. Ser que existe hoje algum que pensa 
que a salvao  o prmio por "ter feito tudo conforme me ordenaste?" O pai perguntou: "Quem s tu, meu filho?" Jac teve vergonha de dizer: "Sou Jac."Jac significava: 
ladro, enganador, mentiroso. Era muito duro reconhecer tudo isto. Foi mais fcil esconder-se atrs do nome de outro. "Sou Esa", disse. Naquele momento ele vestia 
as roupas do irmo e exalava o cheiro do irmo. Porque somos sempre assim? De um lado parecemos Esa, do outro somos Jac. Por fora, geralmente, est tudo bem, mas 
por dentro, no passamos de pobres Jacs, apresentando as nossas "boas obras" para alcanar a salvao.

A histria bblica diz-nos que Jac foi para uma terra distante onde ficou 20 anos tentando alcanar a bno. Foi vtima de enganos, mas apesar de tudo progrediu 
financeiramente. O progresso financeiro significa progresso espiritual? Jac continuava vazio, procurava a bno almejada e nunca a alcanou.

Naquela noite, na beira do rio, ficou sozinho e chorou implorando a bno. Foi ali que Jesus apareceu e lhe fez a pergunta que lhe fizera h
20 anos atrs: "Como te chamas? Quem s tu?" Desta vez Jac no tentou enganar, nem fugir como sempre o fizera. Caiu aos ps de Jesus e disse: "Eu sou Jac." Sou 
um ladro, trapaceiro e mentiroso. Mas Jesus colocou o dedo na boca do arrependido Jac e disse: "Meu filho, tu no s mais Jac, tu s Israel, prncipe de Deus."

O que Deus espera de mim e de si  isto: "Filho, no fujas, no tentes enganar, reconhece quem s. Ento, Eu farei por ti o que no tens foras para fazer por ti 
mesmo."

15 de janeiro, segunda-feira

"Ento chegaram a Mara; mas no puderam beber as guas de Mara, porqueeramamargas:por issochamou-se o seu nome Mara. "xodo 15:23

O povo de Israel andava pelo deserto sem achar gua h trs dias. No terceiro dia estavam j a chegar ao limite da resistncia, quando viram, ao longe, a silhueta 
de enormes palmeiras e onde h palmeiras, existe gua. Estavam salvos!

Com as ltimas energias que lhes restavam chegaram ao osis. L estava uma bela fonte de gua. Aparentemente estava tudo bem, mas a decepo do povo foi grande ao 
constatar que a gua no servia para beber. Era gua amarga.

Noutra ocasio, Jesus e os Seus discpulos aproximavam-se de Jerusalm. No estavam com sede, estavam com fome e, de repente, viram ao longe a silhueta de uma enorme 
figueira, cheia de folhas e, quando uma figueira tem este aspecto, geralmente,  porque est carregada de frutos. O Mestre e os discpulos correram, mas, ao chegarem 
perto ficaram decepcionados, porque a figueira aparentava ter frutos, mas, na realidade, s tinha folhas.

Percebe, nestas duas experincias, como  decepcionante esperar algo de algum e ver que no  nada do que imaginmos?

Ahistria da figueira diz que Jesus amaldioou a figueira e no dia seguinte ela estava completamente seca. Alguma vez voc perguntou a si prprio por que razo Jesus 
amaldioou a figueira? No foi, como muitos crem, porque no tinha frutos, mas porque aparentava t-los.

Um cristo que no der frutos na sua vida pode pelo menos sentir a necessidade de t-los, e isto j  um motivo para procurar Jesus, mas a pessoa que aparenta ter 
frutos ou que fabrica os seus prprios frutos, vive contente e pensa que os seus frutos humanos deixam Jesus feliz, sem saber que a justia humana  como trapos 
de imundcia.

Para ver se os frutos de uma pessoa so autnticos ou falsos, basta conviver com ela. De longe, todos os frutos parecem iguais. De longe, onde h palmeiras h gua 
e onde h folhas h frutos.  preciso aproximarmo-nos para ver.

Pergunto a mim nesta manh: Podem a minha mulher e os meus filhos ver os frutos da minha vida? Sou pastor apenas no plpito, sou cristo apenas na Igreja, enquanto 
trato a minha famlia sem amor e compreenso?

Frutos autnticos s podem aparecer na vida quando a rvore tem as razes a beber da fonte, e a fonte  Jesus

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16 de janeiro, tera-feira
Ouvindo a Voz de Deus

"Respondendo, porm Pedro, e Joo, lhes disseram: Julgai vs se  justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vs do que a Deus." Actos 4:19

Pedro e Joo tm duas histrias parecidas. Chegaram um dia a Jesus, com temperamentos orgulhosos e impetuosos, que constantemente lhes criavam problemas. Ai daqueles 
que ousassem cruzar os seus caminhos! Joo pediu, um dia, que casse fogo do cu e que acabasse com os samartanos. Pedro puxou a espada e cortou a orelha de Malco. 
Pedro estava sempre a levantar a mo para ser o primeiro. Joo apelou at  sua me para garantir um lugar especial no futuro reino de Cristo. Pedro, o homem rude, 
grosseiro e cheio de improprios. Joo, o filho do trovo. Ambos pobres escravos de um temperamento egosta e prepotente, alegando sempre que tudo o que faziam era 
em nome da justia.

No foi Joo que pediu fogo do cu para um povo que no queria saber nada de Jesus? No foi Pedro que tirou a espada para defender o seu Mestre? No era a justia 
que ambos defendiam?

Quantas vezes, em nome de Jesus, ofendemos pessoas, ferimos coraes, arrancamos lgrimas de inocentes. Sentimos a voz de Deus dizendo: "Filho, no  assim" ou "filho, 
 deste modo..." mas no a ouvimos. A voz interior dos nossos gostos e convenincias pessoais  mais forte.

Precisamos de permanecer aos ps de Jesus, conviver com Ele e aprender d'Ele como o fizeram Pedro e Joo. Neste relacionamento de amor com Jesus, precisamos de aprender 
a ser sensveis  Sua voz, no importando o que a nossa natureza reclama ou o que os nossos preconceitos pedem ou o que as nossas convenincias dizem. No importa 
se o perigo ou as provaes vm. Na escola de Cristo aprendemos a am-lo, e ento, por amor perguntamos a ns mesmos: " justo diante de Deus ouvir outras vozes 
em vez da voz de Deus?"

Que Deus o abenoe neste dia. Saia para a rua hoje sempre pronto a perguntar a si prprio: "Estou a ouvir a voz de Deus?" Muitas vozes o chamaro durante o dia, 
no autocarro, no trabalho, na escola ou mesmo em casa. Muitas vozes tentaro desviar os seus olhos de Deus.

A voz egosta da natureza pecaminosa, que ainda carregamos, tentar lev-lo por caminhos estranhos e perigosos. Neste momento pergunte-se como Pedro e Joo: " justo 
fazer isto com o meu Deus?"

Eu sei que Ele me ama. Eu amo-O tambm,  justo o que estou a fazer?
      17 de janeiro - Quarta-feira

O Maior Argumento em Favor do Cristianismo

"Antes, santificai a Cristo, como Senhor, nos vossos coraes; e estai sempre preparados para responder, com mansido e temor, a qualquer que vos pedir razo da 
esperana que h em vs." I Pedro 3:15

Um velho pastor contava a histria do ancio que, nervoso, advertia o membro da igreja: "No sabe que beber caf  pecado?" O membro, com aquela simplicidade das 
almas nobres, respondeu: "Calma, irmo, eu bebo caf e o pastor  que fica nervoso?"

Se percebeu o esprito da histria, ver quanta razo tinha o apstolo Pedro quando aconselhou que devemos estar sempre preparados para defender os nossos princpios, 
dar a razo do que cremos, apresentar de maneira clara os ensinamentos de Deus e fazer tudo isso com mansido
e temor.

Que poder tem a mensagem de que o caf altera os nervos, vinda dos lbios de um homem incapaz de controlar o seu temperamento irascvel?

O Maior argumento em favor do cristianismo no so conceitos nem doutrinas, mas a vida transformada de uma pessoa. Devemos conhecer a doutrina, sim, devemos estar 
preparados para dar a razo da esperana que h em ns, sim. Mas tudo isto  oco sem o apoio de uma vida serena e de uma atitude de amor.

Nos primeiros anos do meu ministrio, Deus usou-me para libertar uma mulher da bebida e da promiscuidade em que vivia, numa favela da capital peruana.

Deus transformou a vida daquela pobre mulher, tirou-a do vcio, arrancou da sua vida o passado de tristeza e misria, devolveu-lhe o marido e os filhos e f-la completamente 
nova em Cristo.

Alguns anos depois tomei conhecimento que ela tinha levado a Jesus mais de 30 pessoas. Fiquei intrigado e perguntei-me como, uma mulher simples, que mal sabia ler 
e escrever, podia levar, num ano, mais de 30 pessoas a Jesus.

Perguntei lhe: "Como  que a senhora faz? Quero saber o seu segredo." E ela, com aquele olhar manso e a simplicidade do seu corao, respondeu-me: "No sei, pastor, 
eu apenas conto s pessoas quem eu era, como vivia, como tinha perdido a minha famlia por causa do vcio, e como Cristo me encontrou, transformou e me devolveu 
a famlia. As pessoas ficam a olhar para mim e depois vm para Jesus."

Que Deus o ajude a ser neste dia, ao andar, trabalhar, estudar e viver, o Maior argumento em favor do poder transformador de Jesus.
18 de janeiro_Quinta-feira      

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 Jesus que D Valor s Pessoas

"A glria desta ltima casa ser maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exrcitos, e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos Exrcitos. "

Ageu 2:9

A inaugurao do templo de Salomo foi coroada pela glria de Deus enchendo toda a casa e pelo fogo consumindo o holocausto do sacrifcio. Anos depois, quando o 
segundo templo foi inaugurado, "nenhuma nuvem de glria foi vista inundar o Santurio recm erigido. Nenhum fogo desceu do cu para consumir o sacrifcio sobre o 
seu altar." Profetas e Reis, pg. 597 Em que sentido ento, segundo o profeta Ageu, a glria da ltima casa seria Maior do que a da primeira? O prprio profeta d-nos 
a resposta: "Neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos Exrcitos." Algum viria anos mais tarde e diria aos homens.- "A Minha paz vos deixo, a Minha paz vos dou." 
A glria do templo no dependeria do brilho das suas luzes, nem da riqueza do seu acabamento. Tudo isto  passageiro. Isto tudo no passa de glria terrena e efmera. 
Cristo seria a diferena. Ele, pessoalmente, encheria de glria aquele templo, e o que Ele est a querer dizer-nos esta manh  que no importa quo simples e humilde 
possa ser uma pessoa, no importa quo rejeitado e menosprezado possa algum  sentir-se, Jesus pode encher de glria a casa pela presena do Seu Esprito Santo. 
Ns, seres humanos, geralmente damos muita importncia s coisas que se vem. Medimos o xito ou fracasso por nmeros e estatsticas. Julgamos a glria pelo brilho. 
Com Deus as coisas so diferentes. Ele julga as pessoas pela comunho que elas mantm com a fonte de toda a verdadeira glria, que  Jesus. No importa a aparncia, 
nem o grau de instruo, nem a raa, nem a posio social.

Tem a certeza de que Jesus habita no seu corao na pessoa do Seu Esprito Santo?  Ele que santifica a vida e "enche de glria o Templo". A Sua presena transforma 
uma simples construo de tijolo e cimento no Santo Templo de Deus. A Sua presena tambm pode transformar um simples corpo humano no Santo Templo do Esprito Santo.

V hoje com um sentimento de gratido a Deus porque a Sua presena e companhia fazem de si uma pessoa especial. Enfrente as lutas deste dia sabendo que, sob o controlo 
do Esprito de Deus, pode ser invencvel e a glria divina ser vista pelos homens na simplicidade do seu olhar e na pureza das suas palavras.

19 de janeiro, sexta-feira
 O dia Mais Feliz

"Se desviares o teu p do sbado, e de fazer a tua vontade no meu santo dia, e se chamares ao sbado deleitoso,e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares 
no seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua prpria vontade, nem falar as tuas prprias palavras, ento te deleitars no Senhor, e tefarei cavalgar 
sobre as alturas da terra, e te sustentarei com a herana de teu pai Jac; porque a boca do Senhor o disse." Isaas 58:13 e 14

Quando Jos, o nosso primognito, nasceu, a minha mulher e eu decidimos chamar ao Sbado - "O dia mais feliz." Assim,  medida que a criana crescia, ia aprendendo 
os nomes dos dias: domingo, segunda, tera, quarta, quinta, sexta e "o dia mais feliz."

Certa vez, estvamos num acampamento, perto da praia e dedicmos, com os jovens, o dia de sbado para o culto e para o desenvolvimento de especialidades JA relacionadas 
com a Natureza. Estava calor, e o menino, que na poca tinha 4 anos, queria entrar na gua . "No, meu filho", disse a me, "hoje  o dia mais feliz." Uma hora depois 
ele apelou para mim e eu confirmei a advertncia da me: "Lembra-te que hoje  o dia mais feliz."

O tempo passava e ele ficava cada vez mais impaciente. Eu estava ocupado a dialogar com os jovens numa roda. Deviam ser 3 ou 4 horas da tarde quando ele interrompeu 
o dilogo e perguntou nervoso: "Pai, falta muito para acabar o dia mais feliz?"

Foi num Sbado  tarde, perto da praia, que o meu filho me fez compreender que o Sbado no  o dia mais feliz, simplesmente, porque tem este nome. Perguntei-me: 
"O que estou a fazer com o meu filho?! Estou a ensin-lo a gostar do Sbado ou estou a fazer do Sbado uma carga insuportvel?"

 o Sbado um dia deleitoso porque  proibido trabalhar nas nossas empresas ou andar nos nossos caminhos ou falar as nossas palavras? Ou deixamos de fazer tudo isto 
porque o Sbado  um dia deleitoso?

Deus separou, desde o den, o Sbado para ser um dia de comunho com Ele. Ao longo da semana, na luta pela sobrevivncia, no trabalho, estudo e outros afazeres, 
passamos um tempo formal com Ele de manh e  noite, mas, no Sbado podemos ficar todo o dia com Ele.  um dia de especial comunho com Jesus. E ele  to agradvel, 
que deixamos que o trabalho, os estudos e outras tarefas rotineiras fiquem para o restante da semana.

O que faz do Sbado um dia santo no  o pararmos de trabalhar e irmos para a Igreja. A presena de Jesus  que santifica o Sbado. Se tirarmos Jesus do Sbado, 
no teremos mais do que um dia como qualquer outro. Faamos de Jesus o personagem central do Sbado e ele tornar-se- um dia deleitoso, santo e agradvel.

Ao longo da semana convm pensar cada dia no encontro maravilhoso que teremos com Jesus, desligados dos afazeres quotidianos. Esperemos o Sbado com alegria e recebamo-lo 
ao pr do sol de Sexta-feira cantando hinos de louvor ao Seu nome.   

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20 de Janeiro - Sbado      

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150 Anos de Julgamento

"E ele me disse: At duas mil e trezentas tardes e manhs-, e o santurio ser purificado." Daniel 8:14

1994 no foi apenas mais um ano para o povo adventista. Completaram- , se 150 anos desde que se cumpriu a profecia que escolhemos para hoje. Quando Daniel recebeu 
a profecia das duas mil e trezentas tardes e manhs, ficou confuso, sem poder entend-la. Enfermo, caiu de joelhos e orou a Deus confessando o seu pecado e o do 
seu povo. Ento, o anjo Gabriel apresentou-se a ele e disse: "Considera, pois, a palavra e entende a viso. Setenta semanas esto determinadas sobre o teu povo e 
sobre a tua santa cidade (...). Sabe e entende: desde a sada da ordem para restaurar e para edificar Jerusalm, at ao Messias, o Prncipe, sete semanas, e sessenta 
e duas semanas (...). E depois das sessenta e duas semanas ser tirado o Messias." (Daniel 9:23 26).

A contagem da profecia dos dois mil e trezentos anos comeava, segundo o Anjo Gabriel, com a sada do decreto para reconstruir a cidade de Jerusalm. Esse decreto 
saiu por ordem de Artaxerxes no ano 457 a.C. Contando a partir da as setenta semanas simblicas, separadas para o povo de Israel, chegamos justamente ao ano em 
que o Messias foi rejeitado e, continuando a contagem encontramos o ano de 1844.

No dia 22 de Outubro daquele ano, profeticamente, "o santurio seria purificado". Os primeiros adventistas pensavam que o santurio era a Terra, e que seria purificada 
com a volta de Cristo. Miller e os primeiros adventistas proclamaram essa verdade e esperaram que a volta de Jesus ocorresse no dia 22 de Outubro de 1844.

Cristo no veio e isto levou-os a estudar com muita orao as Sagradas Escrituras. Estudando o livro de Hebreus e o ritual do santurio na Terra, chegaram  concluso 
de que, neste dia Cristo transitou do lugar Santo ao lugar Santssimo, l no Cu e .naquele dia comeou o julgamento dos seres humanos.

1844 , por isso, um ano marcante na histria da Igreja Adventista. H 150 anos comeou o juzo investigative no Cu e um povo nasceu profeticamente para pregar 
a mensagem de Apocalipse 14:6 12. Estamos preparados para encontrar-nos com Jesus?

No se Pode Guardar Silncio

"E, respondendo ele, disse-lhes: Digo-vos que, se estes se calarem, as prprias pedras clamaro. " Lucas 19:40

O estudo das Sagradas Escrituras levou Guilherme Miller  concluso de que Jesus voltaria na Primavera de 1844.

Durante 13 anos, Miller guardou essa descoberta para si. Estudou e reestudou os clculos profticos e descobriu que outras profecias se tinham cumprido matematicamente. 
Mas permaneceu em silncio no retiro da sua quinta. Era tmido, falou  sua esposa e a uns poucos amigos sobre as suas concluses, mas no passou disto.

L no fundo do corao ele sentia a voz de Deus chamando-o a pregar o que tinha descoberto, e depois de muito relutar, fez um pacto com Deus. "Senhor", disse Miller, 
"se algum me convidar a pregar, eu irei." O velho agricultor estava seguro de que ningum se atreveria a convid-lo, mas para sua surpresa, num Sbado de Agosto 
de 1831, o seu sobrinho da cidade vizinha de Dresden disse-lhe que no tinham pregador para aquele Domingo. No gostaria de ir e apresentar  congregao as suas 
concluses sobre a profecia dos 2.300 anos? Miller dirigiu-se a um bosque e a pediu foras a Deus para aceitar o convite.

Ele estava muito longe de ser um orador eloquente, mas, a sinceridade e a fora da sua mensagem devem ter impressionado aquela congregao, porque lhe pediram que 
permanecesse em Dresden toda a semana. Aceitou; e naquela semana apareceu gente de todas as aldeias vizinhas para escutlo. A partir da, comeou a ser convidado 
por diferentes igrejas de Nova Iorque e Nova Inglaterra e a mensagem do advento foi-se espalhando.

Em 1990, a minha mulher e eu tivemos a alegria de visitar a quinta de Miller e conhecer o bosque onde o velho agricultor se ajoelhou para buscar de Deus o poder 
para falar. Com toda certeza, enquanto sofria em silncio, as palavras do verso de hoje martelavam no seu corao: "Se eles se calarem, as prprias pedras falaro."

Os que desejam ser cada dia mais semelhantes a Jesus, no podem ficar calados, guardando a mensagem de paz que Jesus trouxe  sua vida. Ao cumprirmos 150 anos de 
pregao da mensagem do juzo investigatiyo, convm renovar o voto de consagrao no cumprimento da misso que Jesus deixou  Sua igreja.
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22 de Janeiro - Segunda-feira     

Monumento da Criao e da Redeno

"E abenoou Deus o dia stimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra, que Deus criara e fizera." Gnesis 2:3

No ltimo verso do captulo um de Gnesis, Moiss regista que "viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. E foi a tarde e a manh, o sexto dia". Logo 
a seguir, o Deus Criador santifica o Sbado, levanta'ndoo como um monumento da Criao.

A Criao estava terminada. Um mundo perfeito para um homem perfeito. Uma verdadeira obra de arte. Deus olha para a Sua obra como o pintor olha satisfeito para o 
seu quadro recm acabado. "Eis que tudo era muito bom."

De repente, aparece a figura de Lcifer, o anjo cado, e como uma criana malvada, coloca a mo na tinta fresca da Criao e estraga todo o quadro de equilbrio 
e felicidade em que o homem se movia.

 necessrio agora reconstruir a Criao estragada.  preciso restaurar o homem cado,  imperativo colocar novamente cada coisa no seu lugar, cada cor no seu verdadeiro 
tom, cada matiz na medida certa.

 para isso que Cristo veio ao mundo. Assumiu a forma de homem e viveu entre os homens, e desde a tentou reconstruir, no ser humano, a imagem perdida de Deus. Ao 
longo de 33 anos Jesus tentou ensinar os homens, pela palavra e pelo exemplo, que a nica sada para o problema humano  o seu retorno a Deus. Ele vive no seio de 
uma humanidade cansada, louca, desesperada e, repetidas vezes disse: "Vinde aMim, todos os que estais cansados e sobrecarregados". Ele tentou cumprir a misso dada 
pelo Pai. " necessrio que faamos as obras d'Aquele que Me enviou, enquanto  dia; a noite vem, quando ningum pode trabalhar." (Joo 9:4).

Jesus encontrou no Seu caminho cegos, leprosos, paralticos, endemoninhados,prostitutas, ladres, e o Seu corao enchia-se de dor e compaixo. No era este o homem 
perfeito que Deus criara no Jardim. O que foi que aconteceu ao longo do caminho? Mas Ele estava ali, para restaurar o ser humano e viveu cada minuto da Sua vida 
na Terra no cumprimento da misso.

Finalmente, numa Sexta-feira,  tarde, da Cruz do Calvrio, olhou para o mundo e viu que a obra da redeno que viera realizar estava completada. Na agonia, entre 
a vida e a morte, exclamou: "Est consumado! "No Sbado descansou na sepultura, "conforme o mandamento".

Agora, o Sbado  no somente um monumento da Criao, mas tambm um monumento da redeno.  como se fosse o aniversrio da obra criadora e da obra redentora. Ningum 
pode mudar o aniversrio de uma pessoa. Porqu, ento, esse af para mudaro dia separado porDeus na Criao e confirmado na redeno?

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23 de janeiro, tera-feira
Andar com Deus

 andou Henoque com Deus; e no se viu mais; porquanto Deus para si o tomou." Gnesis 5:24

Algumas vezes, ouvi por a a histria de Enoque contada para crianas de uma maneira diferente. A histria dizia que Enoque e Deus eram muito amigos. Andavam juntos, 
caminhavam, brincavam e dormiam juntos. Enoque era muito dorminhoco e Deus tinha que o acordar com o cotovelo, dizendo: "Acorda Enoque, j  muito tarde." Ento 
ambos saam da cama, escovavam os dentes e depois de tomar o pequeno almoo saam como todos os dias. Corriam pelos campos, nadavam na lagoa, colhiam frutos, descansavam 
debaixo das rvores e quando o sol comeava a ocultar-se; Enoque dizia para Deus: "Senhor, j  tarde, voltemos para casa." Os dois voltavam e dormiam juntos para 
comear tudo de novo no dia seguinte.

Um dia, Deus acordou Enoque e disse: "Olha como brilha o sol, parece que hoje ser um dia diferente."

Levantaram-se e comearam as actividades de sempre, mas naquele dia andaram como nunca, distrados na maravilhosa comunho em que ambos viviam. De repente, o sol 
comeou a ocultar-se e Enoque disse: "Senhor, j  tarde, temos que voltar." Mas Deus respondeu: "Filho, hoje andmos tanto que a Minha casa est mais perto do que 
a tua. O que te parece se hoje formos para a Minha casa?" Naquele dia Enoque desapareceu, porque Deus o levou.

Embora contada para crianas, esta histria mostra-nos de maneira simples a beleza e a simplicidade do cristianismo.

Cristianismo nada mais  do que viver uma maravilhosa experincia de comunho e companheirismo com Jesus. Fazer d'Ele o centro da nossa vida. Relacionar tudo com 
Ele. Permitir que Ele participe das nossas actividades e empreendimentos dirios. Fazer da Sua presena algo real, como a criana que pediu ao seu pai para se deitar 
do outro lado porque Jesus estava deitado do seu lado direito.

Est a comear mais um dia. Porque no fazer dele um dia diferente, fazendo da presena de Cristo uma presena viva?

Como? Conservando um cntico no corao, relacionando tudo com Jesus, aproveitando qualquer oportunidade para falar aos outros do amor de Cristo.


30

24 de janeiro, quarta-feira
Primeiro Jesus, Depois a Vitria

"Mas, buscai primeiro o reino de Deus e a Suajustia, e todas estas coisas vos sero acrescentadas. " Mateus 6:33

A promessa de hoje  muito mais do que, simplesmente, a garantia de que no passaremos necessidades na vida material se dermos, sempre a Deus, o primeiro lugar. 
O texto de hoje, na realidade, mostra como  que Deus quer reproduzir o carcter de Jesus na vida dos Seus filhos.

Buscar primeiro o reino de Deus e a Sua justia. O que  a justia? J vimos repetidas vezes que a justia  Jesus. A justia no  uma coisa,  uma Pessoa. O conselho 
divino : Buscai a Pessoa Justia. Esta  a primeira coisa que se deve fazer. Isto  o bsico, tudo o mais vos ser acrescentado. A grande ansiedade que vivemos 
na vida crist  para vermos reproduzido em ns o carcter de Jesus. Olhamos para a nossa vida e desesperamos. No gostaramos de falar as coisas que falamos, nem 
pensar o que pensamos e, muito menos, fazer o que fazemos. Detestamos o nosso temperamento e o carcter que, muitas vezes, nos cria dificuldades no nosso relacionamento 
com as outras pessoas.

O que fazer para abandonarmos os defeitos e adquirir as virtudes? O conselho : Ir primeiro a Jesus. Jesus  a Justia. Relacione-se cada dia com Ele. Faa disto 
a sua grande preocupao e depois espere os milagres de Jesus na sua vida. "Pastor, esta receita  muito simples", poder dizer, "isto  um evangelho barato, temos 
que esforar-nos, temos que lutar, no podemos estar s a orar, estudar a Bblia, e ficar de braos cruzados  espera que Jesus faa tudo por ns!"

Um momento. No tenha tanta pressa em lutar e esforar-se. No coloque a carroa  frente dos bois. Pense um pouco. O conselho divino : "Buscai primeiro a justia." 
A Justia  Cristo. O que acontece quando vai a Ele, no apenas ora e estuda a Bblia de manh, mas vive com Jesus uma vida de constante comunho ao longo do dia? 
Ele habita no seu corao atravs do Esprito Santo. No sou mais eu quem vive,  Cristo quem vive em mim (Galatas 2:20). E o que  que o Esprito Santo faz em si? 
Santifica a sua vontade. J no  um homem com vontade pecaminosa, agora passa a ser um homem com vontade santificada pela presena do Esprito Santo na sua vida. 
Ento, quando a tentao chegar, quando surgir um momento difcil em que o temperamento ser posto  prova, a vontade santificada ser sempre vitoriosa. Porqu? 
Porque lutou em primeiro lugar? No, o seu segredo foi buscar Jesus e viver com Ele, e a presena de Jesus na sua vida santificou a sua vontade e levou-o  vitria. 
"Tudo foi acrescentado." Esta  a promessa. Acredite nela!
       25 de janeiro - Quinta-feira

31

Conhecer Para Confiar

"Ora, sem jsus,  impossvel agradar-lhe-, porque  necessrio que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe, e que  galardoador dos que o buscam." Hebreus 
11:6

F  confiana. Ter f em Deus  confiar n'Ele; mas ningum pode confiar em algum que no conhece e ningum pode conhecer uma pessoa se no conviver com ela.

Se tivesse um vizinho a quem cumprimentasse pela manh ao sair para o trabalho e pela tarde ao voltar para casa, mas com quem no tivesse oportunidade de trabalhar, 
andar e de comer juntos, enfim, de conviver, poderia dizer que o conhece? Com certeza conhece o rosto dele, a roupa que ele usa e, at, a cor dos seus olhos, mas 
isto  conhecer algum? Poderia confiar a sua vida a esta pessoa?

Quando algum diz que no tem f, est a querer dizer que no confia em Deus e pelo facto de no confiar n'Ele, significa que no O conhece, porque no convive com 
Ele, no passa tempo com Ele.

Isto  o que Paulo est a querer dizer quando afirma que, sem f,  impossvel agradar a Deus.

O que  que deixa Deus triste? Criou o ser humano para viver perto do Seu corao. Ele gostaria de andar com o ser humano como o fez com Enoque, com Abrao, com 
No e outros homens da Bblia, mas o ser humano, muitas vezes, est preocupado com outras coisas em lugar de correr para os braos de Jesus e viver com Ele uma vida 
de comunho permanente.

No h nada que deixe Deus mais triste do que algum no querer passar tempo com Ele.

Quando Deus chegou naquela tarde ao Jardim e se deparou com o homem cado, no ficou triste, apenas, porque um fruto tinha sido comido. O que magoou o Seu corao 
foi a ausncia do filho. Onde estava o filho querido que corria aos Seus braos e gostava de estar com Ele?

A f no  algo que o homem produz sozinho. A f   confiana, e esta nasce naturalmente do relacionamento de duas pessoas que convivem.

Faz de Deus apenas o Ser Supremo que habita nas alturas dos Cus? Ou Deus  para si um amigo que participa do dia a dia da sua vida quotidiana?

Saia esta manh para as suas actividades dirias, e permita que Jesus conviva consigo. Consulte-O antes de tomar uma deciso, de escolher uma roupa, de ouvir uma 
msica, de tomar uma refeio, enfim, deixe que ele participe nos seus sonhos e planos. Conviva com Ele. Conhea-O e confie n'Ele. Seja uma pessoa de f.


32

26 de Janeiro - Sexta-feira

O segredo do Crescimento

"Pela manh, semeia a tua semente, e  tarde, no retires a tua mo, porque tu no sabes qual prosperar: se esta, se aquela, ou se ambas sero boas. " Eclesiastes 
11:6

Esta  uma figura tirada do mundo da agricultura. A ideia comea a ser
trabalhada no verso 1: "Lana o teu po sobre as guas, porque depois de
muitos dias o achars." Nenhuma rvore produz frutos de um momento
para o outro.  preciso primeiro plantar, regar, cultivar, adubar, esperar que
saia o sol, que a chuva venha, que apaream as flores e finalmente os frutos.
"Semeia pela manh a tua semente e  tarde no repouses a tua mo"  o
conselho de Salomo. Como podemos aplicar este conselho  vida espiritual

na maravilhosa expectativa de ver produzido em ns o carcter de Jesus?
Aqui, Deus est a tentar mostrar-nos para que serve o esforo humano,
Tem que arar a terra, plantar a semente, adubar, cultivar a terra, mas no
pode fazer sair o sol, nem cair a chuva. No pode fazer germinar a semente
nem fazer crescer a planta.
O esforo deliberado do homem  para deixar-se atrair pelo poder da cruz. Pode perguntar-se: " Tenho que me esforar para me deixar atrair por Jesus?" Claro, e sabe 
porqu? Porque ns carregamos a natureza pecaminosa e ela no gosta de viver em comunho com a Justia. Ela gosta de viver separada de Jesus, deleita-se nas coisas 
erradas da vida, as suas preferncias so contrrias ao carcter de Jesus. Mesmo quando vamos a Jesus estamos apenas a responder  Sua atraco porque a iniciativa 
da salvao  divina. No somos salvos porque queremos,  Jesus que inspira em ns tanto o querer como o fazer, atravs da Sua boa vontade.

Portanto,  preciso um esforo deliberado para orar, estudar a Bblia, testificar e manter-nos ligados a Jesus cada minuto. Se nos descuidarmos, num piscar de olhos, 
j nos estaremos a afastar d'Ele. "Semeia pela manh a tua semente, e  tarde no repouses a tua mo",  o conselho de Salomo, e ele sabia o que estava a dizer 
porque conheceu os dois lados da vida e, finalmente, foi vitorioso. O livro de Eclesiastes foi escrito depois de Salomo ter cado profundamente no pecado e ter 
experimentado dias de solido, desespero e vazio interior. Mas venceu e agora, vitorioso em Cristo, diz: "Faz a tua parte, no deixes repousar a tua mo, coloca 
a semente e depois espera." Fazer sair o sol no  com o ser humano. Fazer germinar, brotar e crescer a planta  com Deus. Busque-O, de manh e de tarde. Cada minuto 
da vida sinta que Ele est ao seu lado, santificando a sua vontade e levando-o para as grandes obras de vitria que Ele promete aos Seus filhos.

27 de janeiro-Sbado

33

A Fonte da Vida

"Ento o Senhor fendeu a caverna que estava em Lequi; e saiu dela gua, e (Sanso) bebeu-, e o seu esprito tornou, e reviveu-, pelo que chamou o seu nome: A fonte 
do que clama, a qual est em Lequi at ao dia de hoje. "Juizes 15:19

Sanso acabara de matar mil filisteus com a queixada de um asno. Depois daquela vitria ele comps um poema em que atribuiu toda a glria  sua fora e no ao Deus 
da sua fora. Deus est sempre desejoso de dar-nos vitrias, mas sabe que os fracassos so muitas vezes mais didcticos e levam-nos a depender muito mais d'Ele do 
que das vitrias.

Sanso esqueceu o Senhor da sua fora e imediatamente comeou a sentir as consequncias do seu afastamento de Deus. A sede implacvel atormentou-o e levou-o  beira 
da morte.

Deus est a ensinar-nos uma lio extraordinria hoje. Um dia Sanso, cheio do esprito de Deus, foi capaz de matar sozinho mil filisteus. No dia seguinte, este 
mesmo Sanso, sem Deus, estava a morrer vtima das circunstncias.

A nossa vitria hoje no  garantia de vitria amanh. Se hoje estivermos com Cristo seremos vitoriosos, mas, manh, s continuaremos vitoriosos se continuarmos 
com Cristo.

Desesperado, Sanso clamou a Deus. "Ento o Senhor fendeu a cavidade que estava em Lequi e dela saiu gua; tendo Sanso bebido, recobrou alento e reviveu."

Um dia os soldados feriram Jesus no Calvrio e daquela ferida saiu gua e sangue. Hoje podemos correr aos ps da Cruz e beber, recuperar o alento e reviver. No 
 maravilhoso?

Se est no leito do hospital e os mdicos disseram que o seu caso  srio, olhe para a fonte do Calvrio e recupere a esperana.

Se est mal nos negcios, olhe para a fonte do Calvrio e lembre-se que, se o ser humano s tiver diante de si o fracasso, ainda resta a oportunidade de Deus. No 
importa qual seja a circunstncia que esteja a enfrentar, mas, se sentir que as foras esto a faltar, que j no tem mais animo para tentar de novo, se sentir que 
a sede o est a levar  morte, clame como Sanso: "Ajudaste-me tantas vezes no passado e hoje morrerei de sede e cairei nas mos dos meus inimigos?"

Ento, tenha a certeza de que Deus lhe mostrar a fonte do Calvrio. Poder beber, recuperar o alento e reviver.s vezes Deus permite que cheguemos a um momento 
extremo da nossa vida para levar-nos a confiar mais n'Ele do que nas nossas foras. Tente Jesus. Ele nunca falha.
28 de Janeiro, domingo 
- Dormiremos 
 Exultaremos na Sua Salvao?

"E, naquele dia, se dir: Eis que este  o nosso Deus, a quem aguardvamos, vamos, e ele nos salvar: este  o Senhor, a quem aguardvamos: /," sua salvao, gozaremos 
e nos alegraremos. " Isaas 25:9

Alguma vez j pensou como  que, quando Jesus voltar, "ns exultaremos  e nos alegraremos na Sua salvao" se no aprendermos a desfrutar da Sua presena nesta vida? 
A vida do cristo no pode ser uma vida de medo, de incertezas e de dvidas. O cristo no pode andar na vida "a pisar ovos" com medo de os partir, no pode viver 
na ansiedade permanente de estar ou no a fazer a vontade de Deus. A sua vida tem que ser uma vida de paz, de descanso em Cristo e de obedincia natural aos Seus 
mandamentos.

A vida crist tem que ser uma vida de comunho, um relacionamento de amor. Temos que desfrutar o companheirismo de Jesus cada dia e esperar, com ansiedade, o dia 
da Sua vinda em glria e majestade.

Naquele grande dia haver dois nicos grupos: aqueles que correro para as rochas e montes e clamaro: "Sepultai-nos e escondei-nos do rosto d'Aquele que est sentado 
sobre o trono e da ira do Cordeiro." Estes sero os que no tiveram em conta Deus; viveram uma vida libertina, deram rdeas soltas aos seus apetites e inclinaes, 
no foram lavados no sangue do Cordeiro e agora, no grande dia no podem resistir  Sua presena. Mas neste grupo tambm estar outro tipo de pessoas: aquelas que 
buscaram Deus, aceitaram-no por medo, viveram um cristianismo de medo que os levou em momentos crticos a obedecer, e quando O perigo passou, continuaram a viver 
uma vida de desobedincia.

Estes no se regozijavam no companheirismo de Jesus, viveram simplesmente para a Igreja, para os pais, para os homens. A sua imagem era o que importava. Viveram 
em funo da aparncia e agora, ao chegar o grande dia, so tambm consumidos pelo medo.

O segundo grupo de pessoas,  dos que foram a Jesus como estavam. Compreenderam o amor de Cristo e arrependidos O buscaram. Foram lavados no sangue do Cordeiro e 
viveram com Ele a mais linda histria de amor. Quando Jesus aparecer em glria e majestade, a Natureza toda tremer e os elementos da terra forem decompostos, ento 
estes levantaro os braos e diro:"Eis aqui o nosso Deus, ns O esperamos e Ele nos salvar." A vida eterna para estes ser o prolongamento definitivo do companheirismo 
que aprenderam a cultivar com Cristo na Terra. Faa deste dia um dia de companheirismo com Jesus. Conserve um cntico no corao. Tenha a certeza da Sua presena 
ao seu lado e prepare-se para desfrutar essa comunho pessoal com Ele na eternidade.

29

 29 de janeiro,  Segunda-feira

35

Vitria em Cristo

"Mas graasaDeus, que nos d a vitria, por nosso Senhor Jesus Cristo."

I Corntios 15:57

A vida do Lus  um exemplo de vitria. Trabalhava na torre de controlo no aeroporto internacional de Santa Cruz, na Bolvia, falava quatro idiomas e era um profissional 
bem conceituado, at que, por coisas da vida comeou a ficar viciado no lcool e, finalmente, acabou no mundo das drogas.

Perdeu o emprego, depois a famlia, a dignidade e o respeito prprio. Andava pelas ruas da sua cidade como um pobre trapo humano, dormindo nos tmulos vazios do 
cemitrio. Ningum, que o visse, poderia imaginar que o Lus era filho de uma das famlias mais conceituadas da sociedade cruzenha.

Quando tudo parecia perdido e quando j no restava mais esperana humana, o Lus encontrou-se um dia com Jesus. Paulo disse:"Graas a Deus que nos d a vitria 
por intermdio de nosso Senhor Jesus Cristo."

Jesus mudou a vida do Lus. Tirou-o da misria em que vivia, fez dele um homem vitorioso e devolveu-lhe no s a dignidade e o respeito prprio, mas tambm a famlia.

No livro do Apocalipse, que  a ltima mensagem de Deus para os homens, achamos repetidas vezes a promessa "ao que vencer." Isto quer dizer que a vitria  possvel. 
Pode ser uma realidade, como tem sido na vida de tantas pessoas ao longo da histria e pode ser tambm na sua experincia.

Quando Jesus esteve neste mundo, Satans tentou derrot-lo muitas vezes, mas no conseguiu. Quis mat-lo quando criana, mas no pde. Tentou derrot-lo no deserto, 
mas fracassou. No Getsmani, fez tudo para que Jesus desistisse da Sua misso e perdeu. Finalmente, pensou que tinha vencido quando Jesus morreu na Cruz. Mas ao 
terceiro dia Jesus ressuscitou, emergiu da terra, venceu a morte e Satans compreendeu que estava perdido para sempre, e que as suas possibilidades de vitria tinham 
sido reduzidas a zero.

Esse Cristo vitorioso  seu hoje. Segure no Seu brao poderoso ao longo do dia!

36

30 de janeiro tera-feira.  a

Amor Incompreendido.

37


Quando o capito Lus Cassis, professor da Escola Boliviana de Aviao, descobriu que a sua esposa tinha sido baptizada na Igreja Adventista do Stimo Dia, ficou 
completamente irado. No podia admitir que, tendo ambos nascido na Igreja Catlica e, tendo selado o seu compromisso matrimonial na mesma Igreja, agora a sua esposa, 
sem o seu consentimento, decidira mudar de religio.

A perseguio que o Capito Cassis iniciou contra a sua esposa e a igreja foi implacvel. Ele dizia que "odiava os adventistas, queria v-los todos mortos".

Certo dia o pastor da Igreja da sua esposa, estava no hospital  beira da morte. Precisavam urgentemente de um tipo de sangue que ningum tinha por ali. A esposa 
ento lembrou: " o tipo de sangue do meu marido." Foram ter com ele: "Precisamos que o senhor d sangue para o pastor da igreja da sua esposa", disseram-lhe.

"Quero  que ele morra", foi a primeira resposta do seu corao, mas o seu senso de humanidade, de solidariedade e de amor foi Maior do que o seu dio. Foi dar sangue.

Depois, sentiu-se mal por isso. Sentiu como se tivesse sido derrotado, at que algum lhe disse: "o amor de Cristo foi provado em que, sendo Seus inimigos, Cristo 
morreu por ns. No fique triste, porque esta atitude maravilhosa que o senhor teve s pode ter sido inspirada por Jesus."

H algum tempo atrs fiz uma campanha evangelstica em La Paz e aquele capito foi um dos primeiros a aceitar o convite de unir-se  Igreja atravs do santo baptismo.

Quem pode compreender a imensido do amor de Jesus? Odiado, gozado, ferido, crucificado l na Cruz do Calvrio, Ele olha para o ser humano e diz: "Filho, podes pensar 
que no existo, que o cristianismo no passa de pura tolice; podes at ter-me raiva porque achas que Eu trouxe problemas  tua famlia, mas Eu amo-te, Eu morri por 
ti porque s a coisa mais importante que tenho neste mundo."

Como resistir a semelhante amor?

Pode hoje abrir o corao a Jesus e dizer: "Senhor, aceito o Teu sacrifcio por mim." Que Deus o abenoe neste novo dia de actividades que tem diante de si.

31 de janeiro, quarta-feira
O Dia Terrvel do Senhor

"Tocai a buzina em Sio, e clamai em alta voz, no monte da minha sant'dade: pertubem-se todos os moradores da terra, porque o dia do Senhor vem, ele est perto." 
Joel 2:1

O captulo 1 de Joel descreve a terrvel realidade do dia do Senhor.  uma descrio que causa espanto, terror e medo, e os lderes so chamados no captulo dois 
a tocar a trombeta em Sio e anunciar no Santo Monte de Deus que esse dia vem e que est muito prximo.

Novamente aparece a pergunta: Devemos levar a igreja a viver uma vida de comunho com Jesus por amor ou por medo?

Quando eu era estudante de Teologia, ouvi um velho professor de Homiltica dizer que todo o grande sermo devia ter umas boas pitadas de fogo e de inferno, mas devia 
terminar levando a esperana de salvao aos homens.

Parece que, nalgum momento da experincia humana, Deus tem que usar a nica linguagem que o ser humano  capaz de entender: o castigo, o chicote e a ameaa. Quando 
Israel saiu de quatrocentos anos de escravido no Egipto, s compreendia esta linguagem. Seria intil falar com amor a umpovo escravo, que s entendia o cdigo da 
ameaa e do castigo.

s vezes, como pais, temos que dar umas palmadas no mido, mas a nossa maior alegria  lev-lo a tomar as suas prprias decises de maneira equilibrada e madura. 
Seria triste e at prejudicial, ter que castigar fisicamente um filho de 15 anos. O castigo fsico tem, biblicamente, o seu lugar num momento determinado do processo 
educativo.

O plano de Deus para o Seu povo era exactamente este: lev-lo da linguagem dura e ameaadora que compreendiam, para a linguagem do Calvrio, que  uma linguagem 
de amor. No era desejo de Deus que os homens obedecessem aos mandamentos apenas pelo facto de terem sido escritos com letras de fogo e serem entregues ao povo atravs 
de trovoadas e fumo. O que Deus desejava era escrever a lei no corao dos homens, e que estes obedecessem por amor.

No livro de Joel encontramos descrito o dia do Senhor como um dia terrvel e cheio de destruio, mas no fim do captulo dois encontramos descrita a misericrdia 
divina.  como se Deus dissesse: "Por qualquer um destes caminhos quero lev-los  salvao, mas prefiro que seja por este ltimo."

J perguntou a si prprio o que  que o leva a obedecer? Obedece porque existe uma norma escrita ou porque ama o Senhor Jesus e quer v-lo feliz?

Aquele que deseja ser cada dia mais semelhante a Jesus, viver com Ele a maislinda histria de amor e, nesse convvio, sentir que o carcter de Cristo  reproduzido 
na sua vida. Obedecer, mas a sua obedincia ser o resultado do seu esforo santificado pela presena permanente do Esprito Santo na sua vida.

38
1 de fevereiro, Quinta-feira

A Grande Reunio
 
"E vs sabereis que eu sou o Senhor, vosso Deus, que habito em Sio, " monte da minha santidade... " Joel 3:17

No versculo 28 do captulo 2 de Joel encontramos a promessa de
uma grande reunio entre Deus e Israel, mas que nunca se cumpriu porque
Israel no cumpriu a condio: "E acontecer que todo aquele que invo.
car o nome do Senhor ser salvo", dizia a promessa, mas Joo afirma
que Ele "veio para o que era Seu, e os Seus no O receberam" Joo 1.

Anos mais tarde, Deus repete a promessa ao Seu povo em Apocalipse i
Aparentemente, as figuras mudam um pouco. J no  Deus com os Seus
filhos no Monte de Sio. Agora  o Cordeiro com os 144.000, no Monte
de Sio. Evidentemente, Sio  o lugar onde Deus pretende reunires
Seus filhos para o conflito final.

A pergunta de hoje : O que simboliza o Monte de Sio? Para saber a resposta temos que ir ao Velho Testamento e descobrir o que era o Monte de Sio naquele tempo. 
Segundo o texto desta manh, Sio era o lugar onde Deus habitava. Qual  o lugar onde Deus diz: "Se dois ou trs se reunirem em Meu nome, ali estarei Eu"? Sio tambm 
era o lugar onde Deus pretendia congregar os Seus filhos (Joel 2:15). Qual  o lugar onde Deus est hoje a congregar os Seus filhos? Sio tambm era o lugar onde 
Deus falava. Qual  o lugar onde Deus hoje rene os Seus filhos para alimentar com a Sua Palavra?

Ao ler todo o captulo 14 de Apocalipse descobriremos que Deus est a reunir no Seu "Monte Sio", os Seus filhos de todos os cantos da Terra, usando um instrumento 
contido nos versos 6 a 12.  a Trplice Mensagem Anglica, que conclama os seres humanos a reconhecer Deus como o nico Deus Criador e a ador-lo, reconhecendo a 
Sua assinatura de Criador e estabelecendo o Santo Sbado como dia de repouso. A segunda parte da mensagem  um convite para aceitar Jesus como o nico Redentor, 
a nica Fonte de Justia, o nico Mediador que hoje ministra no Santurio Celestial em favor do homem. A terceira parte da mensagem  uma ordem para sair de todos 
os cantos e vir  grande reunio na Igreja de Deus. Sio, sem dvida,  a Igreja de Deus na Terra.

A Igreja  simbolizada por um monte, porque o monte sempre foi o smbolo de segurana. Mas ai dos seres humanos se depositarem a confiana somente na estrutura, 
esquecendo que a Rocha  Cristo, esquecendo que os convocados quela reunio tm o "Meu nome e o nome de Meu Pai, escritos em sua fronte".

Ao sair esta manh para os afazeres quotidianos, saia confiante na Rocha.

Que os seus pensamentos estejam sempre permeados do sangue do Cordeiro. Que as suas atitudes sejam as atitudes do Cordeiro. No tenha medo de nada, porque os seus 
ps esto firmados na Rocha dos Sculos e, como resultado disso, forma parte daquela grande reunio no Monte Sio.
2 de fevereiro,sexta-feira

39

Submetei-vos aos Vossos Maridos

"Vs mulheres, sujeitai-vos aos vossos maridos, como ao Senhor;
o marido  a cabea da mulher, como, tambm, Cristo  a cabea
da igreja, sendo ele prprio o salvador do corpo. " Efsios 5:22 e 23

A epstola aos Efsios tem um desenvolvimento progressivo que poucas pessoas percebem. Comea no captulo um, e apresenta Cristo como o Autor da nossa redeno, 
depois, no segundo captulo, o apstolo Paulo salienta que a salvao  pela graa, e que s Deus, mediante a cruz de Cristo,  capaz de unir as pessoas e ajud-las 
a conviver em amor.

Paulo roga aos efsios, no captulo trs, que sejam capazes de entender que a unidade da f e os frutos de uma vida santa s podem vir depois do homem ter sido purificado 
no sangue de Jesus e transformado pela Sua graa. Ento, ele aconselha as mulheres a serem submissas aos seus maridos. Como compreender este conselho de Paulo num 
mundo em que homens e mulheres lutam para ficarem a saber quem  o melhor?

Homens que nunca foram a Cristo, embora possam estar na igreja, usaro este versculo como uma autorizao para dominar a mulher, sentindo-se superiores a ela. Mulheres 
que nunca tiveram uma experincia com Jesus, pensaro que a Bblia  "machista", ao pedir que a esposa se submeta ao seu marido.

Paulo sabia que este conselho, nas mos de pessoas sem uma experincia viva com Jesus, seria uma bomba-relgio. Por isso ele usa os primeiros captulos da epstola 
para levar os homens a compreenderem que, tanto o homem como a mulher, so "nada", sem Cristo.

A exortao de Paulo  submisso  o resultado natural da sua vida de comunho com Cristo.  a maneira de viver de pessoas cuja mentalidade foi mudada por Cristo. 
"Sejam submissas aos seus prprios maridos como ao Senhor",  o conselho. O Senhor no rebaixa nem humilha ningum. Ele respeita, valoriza, ama. Entrega-se pela 
pessoa amada e finalmente conquista e espera em silncio.

Maridos que s conhecem Jesus de nome, mas nunca tiveram uma experincia real com Ele, so incapazes de conquistar, como Jesus o fez. Mulheres que apenas levam o 
nome de Cristo, mas no passam tempo a sscom Ele, so incapazes de se submeter, embora o marido seja um cristo genuno. Enquanto isso, o lar vai caindo aos pedaos. 
Porqu? Porque tem que ser assim? Levante os olhos esta manh e veja Jesus com os braos abertos, a convid-lo para uma vida cheia de amor. N'Ele est a soluo. 
Ele  a nica sada.


1

-          ___ 3 de Fevereiro_-sbado

Os Problemas da Lngua

"Porque todos tropeamos em muitas coisas. Se algum no tropea na palavra, o tal varo  perfeito, e poderoso para tambm refrear todo corpo." Tiago 3:2

O captulo 3 de Tiago  o captulo da Bblia que mais se alonga no       estudo do poder da lngua. No incio, d a impresso de que os problemas todos do ser humano 
esto no mau uso da lngua e que, refreando esta, poder controlar todos os outros impulsos. Quem no ofende com palavras, diz Tiago,  varo perfeito, capaz tambm 
de refrear todo o corpo, Quem ler somente este versculo estar a querer corrigir os problemas no lugar errado. Mas quem continuar a leitura, at ao versculo 12, 
descobrir que a raiz do problema est no corao. "Pode a figueira produzir azeitonas, ou a videira, figos?",  a pergunta com a qual Tiago tenta levar-nos  verdadeira 
raiz do problema.

Quantas pessoas andam pela vida, feridas, magoadas, desiludidas e ofendidas por uma simples palavra e, a pessoa que a pronunciou, nem sequer sabe disso? Nalguns 
casos a palavra grosseira, sarcstica, ofensiva, j se tornou um estilo de vida; nem percebemos, s vezes, que as nossas palavras, como flechas acesas e envenenadas, 
vo levando dor e tristeza aos nossos semelhantes.

Existem muitos tipos de desculpas que inventamos para continuar a usar a palavra dura. Algumas so: "Digo sempre a verdade, sou muito franco, comigo no existem 
meias palavras, sou sincero, eu no ando com rodeios, o que tenho a dizer, eu digo". Quem diz que a verdade e a honestidade magoam ou ferem algum? As pessoas no 
so feridas pela verdade nem pela sinceridade, mas pela maneira como essa "verdade"  dita.

Nunca esquecerei a entrevista que tive com o meu presidente quando era um jovem pastor. L no fundo eu sabia que estava errado, mas no o queria reconhecer e fui 
para a entrevista com ele, armado "at aos dentes". "A melhor defesa, pensava para mim,  o ataque"; e ia disposto a "atacar". Mas, a maneira como ele encarou o 
assunto, a maneira como ele disse as "verdades" abalou-me, acabou com os meus argumentos e fez-me pedir perdo e corrigir algo que mais tarde foi uma chave no meu 
ministrio. Como controlar a lngua sem controlar o corao? E como controlar o corao sem permitir que Jesus habite nele? No podem existir dois controlos. "Acaso 
alguma fonte jorra da mesma abertura, gua doce e amarga?", pergunta Tiago no verso 11. Se percebe que tem dificuldades com a lngua, que diz coisas certas nos momentos 
inoportunos, ou mentiras pelo gosto de falar ou dizer boas coisas da maneira errada, e sente que essa atitude j lhe trouxe muitos problemas na vida, acredite, o 
segredo no  fechar os olhos e contar at dez, antes de falar. Esse mtodo  humano e os mtodos humanos s curam por fora. O verdadeiro remdio  ir a Jesus e 
viver com Ele uma vida de comunho permanente.

4 de Fevereiro - Domingo

41
o prmio da Vitria

"Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a f. Desde agora, coroa da justia me est guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dar naquele dia; e no 
somente a mim, mas, tambm, a todos os que amarem a Sua vinda. " U Timteo 4:7 e 8

Em 1969 visitei a priso Mamertina na cidade de Roma. Naquela poca era um jovem de 20 anos, cheio de conflitos espirituais. Aquela experincia foi uma das mais 
emocionantes da minha vida. Fechei os olhos e imaginei o ancio Paulo, j cansado, a escrever a epstola para o jovem Timteo. A sua carta continha palavras de f 
e esperana. Era a declarao de um velho vitorioso, "No tenho medo da morte, dizia, estou pronto para partir, mas cumpri tudo o que tinha que ser cumprido, venci 
e agora s espero a coroa da vitria."

Poderia imaginar que aquele velho vitorioso era o mesmo homem que escreveu Romanos 7 onde exprimiu um grito de desespero: "Miservel homem que eu sou, quem me livrar 
do corpo desta morte?"

Onde estava o conflito de querer servir a Deus e no poder? Onde tinham ficado as boas intenes e as promessas no cumpridas? Tudo no era nada menos do que um 
triste passado. Agora, no fim dos seus dias, aguardava a morte sem temor, seguro da vitria e da vida eterna.

Meus amados, fico emocionado cada vez que penso nesta ltima declarao de Paulo. Quer dizer que apesar dos conflitos da luta interior que hoje experimento, que 
apesar de que hoje talvez "esteja em mim o querer, no porm o efectuar", que apesar disso tudo, eu tambm posso ser um vitorioso em Cristo?  isso mesmo.  justamente 
isso que Paulo est a querer dizer quando acrescenta: "No somente a mim, mas tambm a todos os que amam a Sua vinda."

Est includo, neste grupo, com certeza. Hoje pode tornar-se um vitorioso em Cristo. Essa  a promessa de Deus.

Ao sair esta manh para as actividades do dia, leve na mente esta Promessa. Apodere-se dela com f. No ande perturbado pelos erros de ontem. Hoje  um novo dia 
e todo o poder dos Cus est  sua disPosio. Esquecendo tudo o que fica atrs, projecte-se para a frente, Para o prmio da soberana vocao em Cristo.



 5 de Feveireiro - Segunda-feira

 O que Significa "Subjugar" o Corpo?

"Antes, subjugo o meu corpo e o reduzo  servido, para que, pregan do aos outros, eu mesmo no venha, de alguma maneira, a ficar reprido. "1 Corntios 9:27

No meu pas existiu uma mulher que foi canonizada como Santa
Rosa de Lima. A histria regista factos interessantes a seu respeito.
como a ocasio em que a si prpria colocou uma corrente na cintura(
atirou a chave do cadeado para um poo. Com o tempo ela comeou a
engordar e a corrente apertada feria-lhe a carne. Noutra ocasio, ela
decidiu passar muitas noites sem dormir e, para impedir que o sono a
vencesse, amarrou os seus longos cabelos a um prego na parede e cada
vez que ela adormecia e inclinava a cabea para a frente, era acordada
pelos puxes dos cabelos. Ela ficou famosa, entre outras coisas, pelo
tipo de penitncias que fazia.
Ser que o apstolo Paulo, no texto de hoje est a defender a ideia da auto flagelao? "Subjugo o meu corpo e o reduzo  servido", o que  que o apstolo est 
a querer dizer? Para os gregos a matria era m em si e devia ser maltratada para aperfeioar o esprito. Devemos castigar o corpo porque nele esto as tendncias 
pecaminosas? O que que nos leva a pecar? O sangue, a carne, ou a mente? Quando nascemos neste mundo, nascemos afastados de Deus e o que mais deseja a natureza pecaminosa 
 viver separada de Deus, pois viemos com mente inimiga. No queremos saber de Deus, viver em comunho com Ele, ou sujeitarmo-nos  Sua vontade. Somos independentes, 
queremos viver sem restries de nenhum tipo, ser o capito do nosso prprio destino. Este  o nosso grande problema.  preciso depor a nossa suficincia. "Subjugar 
o corpo" no  faz-lo passar fome, sede ou frio. "Subjugar o corpo"  dar-lhe aquilo que a natureza humana mais detesta: lev-la a depender, a no fazer as coisas 
sozinha, por sua conta, mesmo que as coisas sejam boas, como "portar-se bem".

Por incrvel que parea, a natureza pecaminosa tambm  independente, gosta de guardar os mandamentos, s que, por motivos errados. Este era o problema dos fariseus: 
portavam-se bem para "serem vistos pelos outros", gostavam de dar a aparncia de bondade. O inimigo est feliz com este tipo de obedincia.

Obedecer pelo nico meio que Deus tem para levar os Seus filhos a uma vida justa, que  o caminho da dependncia, no  fcil, porque esta nossa natureza "no se 
sujeita, nem pode".  preciso subjug-la e lev-la  escravido, renunciar  sua independncia, no fazer caso dela, cair aos ps de Jesus e dizer: "Senhor, retira 
a minha suficincia humana e faz por mim o que  impossvel eu fazer por mim mesmo. Este  o nico caminho que Deus reconhece. De outro modo, tendo pregado para 
os outros, corremos o perigo de ser desqualificados como o jovem rico. Faamos deste dia, um dia de dependncia total de Jesus.

6  de fevereiro, tera-feira
 
- aaqui esto os que guardam os man"damentos de Deus e af de Jesus." Apocalipse 
a pacincia  um dos frutos do Esprito Santo e  tambm um dos traos distintivos do carcter de Cristo. O texto de hoje apresenta a pacincia como uma das caractersticas 
do povo de Deus dos ltimos dias. Este  um povo perseguido, vivendo em circunstncias difceis, mas  um povo que aprendeu a viver em comunho com Cristo. A sua 
pacincia no significa morder os lbios para no proferir uma palavra ofensiva contra os seus inimigos. A demonstrao da sua pacincia no  controlar-se para 
no tirar a pacincia ao motorista do veculo que fez uma manobra imprudente no trnsito. A sua pacincia no  o domnio das suas emoes no momento certo, no. 
A pacincia deste povo  algo que nasce do corao. Eles no insultam, no por causa do seu autocontrole. Eles falam de maneira suave porque assim o sentem no corao.

Como  que este povo chegou a semelhante grau de pacincia? Eles no s agem com pacincia. Eles so pacientes. Eles no se preocupam apenas com o que se v. O que 
se v na sua vida exterior  o que so no fundo do corao.

Onde est o segredo? Qual a receita para viver assim? A ltima parte do versculo tem a resposta: eles tm a f de Jesus. Eles vivem em comunho com Jesus. Eles 
so amigos de Jesus e o carcter de Cristo foi reproduzido na vida dos que, um dia, O escolheram como seu Salvador.

Porventura Joo no foi ter com Jesus levando em si os traos de um carcter impetuoso e irrascvel? No foi Pedro ao Mestre carregando uma personalidade deformada 
pelo ambiente da pesca?

Ambos aceitaram Jesus como seu Salvador. Ambos viveram diariamente com Ele. Ambos O amavam de todo o corao e ambos foram, finalmente, transformados pela Sua companhia.

Pode algum ainda dizer: "Para mim no h soluo". No importa quo forte seja o seu temperamento. No importa se, com ele, j magoou muita gente querida. No importa 
se alguma vez pensou que seria imposSvel mudar. Jesus diz-lhe esta manh: "Vem a Mim, meu filho e aprende a ser manso e humilde de corao."


7 de fevereiro Quinta-feira

45

"Ora, quele que  poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente alm daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em ns opera." Efsios 3:20

Um dia, um rapaz procurou-me, esgotado pelo tipo de vida que levava Contou-me coisas terrveis. Era homossexual, viciado em drogas e muitas vezes at vendia o seu 
corpo para sobreviver. Ao longo do meu ministrio j encontrei pessoas de todo o tipo e maravilhosamente vi como Jesus  "poderoso para fazer as coisas muito mais 
abundantemente do que pedims ou pensamos ".

Mas, naquele dia, tive d daquele rapaz e de certa maneira, "duvidei" do poder divino. Quando o vi partir, pensei que nunca mais o veria. Largar as drogas no ponto 
em que ele estava, j seria um milagre, mas mudar de tendncias arraigadas, fazer uma higiene completa da maneira de pensar e sentir, ah! era tanta coisa. Claro 
que Deus era capaz de fazer um milagre, mas naquele dia compreendi que ainda tinha muito que aprender de Deus. Orei com ele, contei-lhe os milagres que Deus fizera 
noutros lugares, com outras pessoas. Ele, por momentos, acusou Deus: "Porque  que Deus me criou com estas tendncias? Porque  que eu sou assim?" Tinha nascido 
e crescido numa famlia crist. "Talvez,se no fosse assim" - disse o rapaz, "hoje a conscincia no me atormentasse tanto, no teria o peso de saber que estou a 
fazer algo que desagrada a Deus.".

Alguns dias depois recebi uma carta dele. Pedi ajuda a alguns especialistas. O Dr. Csar Vasconcelos, do Hospital Silvestre, respondeu ao meu pedido e mandou-me 
alguns artigos. Escrevi ento ao rapaz uma longa carta. Orei por ele muitas vezes. s vezes, quando na rua via algum parecido, lembrava-me do rapaz e doa-me o 
corao, lembrava-me das suas lgrimas de impotncia, de fracasso e desespero. Lembrava-me da sua angstia de querer ser diferente. Tinha ido longe demais, era verdade, 
mas se pedia ajuda era porque o Esprito de Deus ainda falava ao seu corao. Ainda havia esperana.

Dois anos depois, recebi outra carta dele. Era uma carta diferente. "Um dia ainda vai ficar surpreendido comigo", dizia.

H pouco mais de duas semanas vi-o. Vestia um fato azul marinho e uma gravata colorida, muito moderna. No fim do culto abraou-me. No_o reconheci, nunca o reconheceria 
se ele no desse alguns detalhes. "No pode ser, s tu?", perguntou-me. "O senhor no acredita nos milagres que prega?", disse-me sorrindo.

Sim, eu tinha que continuar a conhecer "Aquele que  poderoso para fazer todas as coisas muito mais abundantemente do que pedimos ou pensamos".

Hoje ele vive num outro pas. Disse: "Era preciso cortar todas as minhas razes aqui, e agora sou feliz em Cristo. Vivo bem, tenho um bom salrio e um dia o senhor 
ainda vai fazer o meu casamento." Isto  o que Jesus promete: "Far-te-ei de novo. Devolver-te-ei o respeito e a dignidade. Apagarei completamente o teu passado e 
reproduzirei em ti o Meu carcter." Acredita nisto?

8  de fevereiro, quinta-feira
A Obedincia dos Filhos

  filhos, sede obedientes aos vossos pais, no Senhor, porque isto 
justo.

Efsios 6:1
A obedincia  um fruto da vida crist. A obedincia como simples cdigo moral  de pouco valor para Deus, mas como fruto espiritual  um cheiro agradvel para glria 
do Seu nome.

quase sempre usamos o texto desta manh para "lembrar" aos filhos o dever de obedecer, mas o leitor cuidadoso perceber verdades maravilhosas contidas no texto, 
como por exemplo: Como  que se faz para que a obedincia seja autntica? Porque obedecer? A obedincia  resultado do ser ou do fazer?

"Sede obedientes", diz Paulo. O apstolo vai  essncia das coisas. H uma enorme diferena entre ser obediente e obedecer. Aquele que simplesmente est disposto 
a obedecer vai faz-lo enquanto est a ser vigiado. A sua preocupao  que todos fiquem satisfeitos ao observarem o seu comportamento. Mas aquele que  obediente 
encara a obedincia no como um dever, mas como um estilo de vida. A obedincia brota de um corao regenerado e transformado pelo Esprito de Deus. Por isso o conselho 
de Paulo  que sejamos obedientes no Senhor. No existe outro caminho que nos leve  genuna obedincia;  s no Senhor, no Seu poder e na Sua graa. Porque "isso 
 justo", acrescenta Paulo, e se se lembrar que a justia no  apenas um atributo, mas uma Pessoa, ento ter um quadro completo do que o apstolo est a querer 
dizer: "Filhos busquem a Jesus, faam d'Ele o centro da vossa vida, vivam em companheirismo permanente com Ele. Faam d'Ele o vosso Grande Amigo. N'Ele acharo o 
perdo, a transformao e o poder para viver e para ser e no somente para aparentar".

Se  filho, pergunte-se: " Jesus uma simples teoria, uma doutrina, um nome bonito que ouviu os seus pais pronunciarem desde criana? ou  Jesus um amigo em quem 
voc pode confiar e com quem gosta de Passar muito tempo a ss?"

, Eu, como pai, penso: Estou eu a mostrar aos meus filhos que Jesus e uma Pessoa? Ou estou mais preocupado em que eles "no saiam da linha" sem dar-me ao trabalho 
de lhes ensinar que o cristianismo no e sinplesmente uma coleco de proibies, mas um estilo de vida e de companheirismo com a Pessoa mais extraordinria e maravilhosa 
que
o  mundo j viu: Jesus?

46
9  de fevereiro, sexta-feira.

Luz Para o Caminho    

47
lmpada para os meus ps  a tua palavra, luz para o meu caminho. Salmo 
119

Lembro-me do famoso e grande "Congresso" em Belo Horizonte
organizado pelo Pastor Assad Bechara, em 1973. O Pastor Bechara
pediu ao Costa Jnior para compor o hino oficial do Congresso com o tema
"Pedras". O tempo corria e a inspirao no aparecia de nenhum lado

O jovem compositor tinha inutilmente tentado e, agora, j sentia a presso
do tempo porque a data da entrega do hino aproximava-se inexorvel-
mente. Uma noite, ao sair das aulas, na Faculdade de Msica de So
Paulo, Costa Jnior ajoelhou-se e pediu que Deus lhe desse a msica sobre
o referido tema. Ao terminar a orao ouviu com muita clareza no seu
corao uma voz dizer: "Vai  Bblia.".
Era quase meia-noite quando ele comeou a procurar na Bblia tudo o que tivesse que ver com "Pedras". Mas, enquanto os seus olhos procuravam a palavra Pedra, o seu 
corao encontrou o brilho da pessoa de Jesus. Lembrou-se da Pedra Angular, contemplou-O no silncio da noite, sentiu-se comovido, tocado, inspirado. O dia quase 
amanhecia e o hino estava pronto:

Ns ramos pedras da rua,
Chutadas, pisadas por ps,
Batamos contra outras pedras,
Rolvamos sempre em revs.
At que camos no abismo,
Disformes, quebradas, sem luz, ;
Nas trevas da noite ficmos,
Perdidas,  sombra da Cruz. :
A pedra que os homens quebraram, }
Ficou como Pedra Angular, 
A Pedra que foi rejeitada,
 Pedra que pode salvar. 
Se tu te perderes contigo,
Procura encontrar a Jesus,
A Jia das jias, amigo, 
 Pedra que vida traduz. 
Em muitas situaes da vida a Palavra de Deus pode ser uma lmpada para os nossos ps e uma luz para iluminar o caminho. Embora a Bblia seja um livro que fala de 
histria, geografia, sociologia e tantas outras coisas, ela  principalmente o livro do Cordeiro. Jesus  a personagem central do princpio ao fim. Desde o Gnesis 
at ao Apocalipse h um fio vermelho a atravessar cada uma das suas pginas.-  o sangue que um dia foi derramado na cruz do Calvrio para livrar o homem da morte.

10  de fevereiro, sbado
"" Vitria Sobre o Inimigo

diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graa abunde? "Que  nenhun de Ns que estamos mortos para o pecado, como viver ainda nele?" Romanos 6:1 e 2

Nos captulos 4 e 5 da epstola aos Romanos, o apstolo Paulo apresenta o caminho para alcanar a salvao. Ele  claro ao dizer que somos justificados somente pela 
f em Jesus Cristo. No captulo seis ele fala dos resultados de uma vida justificada. A obra de salvao no tem que ver apenas com a vida passada do ser humano; 
ela tem que ver tambm com a vida presente e futura. Cristo no deseja apenas livrarnos da culpabilidade do pecado. Ele tambm quer livrar-nos do poder que o pecado 
exerce em ns e, finalmente, da presena do pecado na natureza humana. Teologicamente chamamos a estas trs fases: justificao, santificao e glorificao.

O que realmente importa  o que o evangelho  capaz de fazer quando chega a uma vida. O que temos que fazer  correr para os braos de Jesus com as nossas fraquezas 
e pecados, cair arrependidos aos Seus ps e permanecer em comunho com Ele. Permanecendo em Cristo, no permaneceremos mais no pecado, tendo morrido para o pecado, 
desfrutaremos de vida plena em Cristo.

Conheci a Rose em Fortaleza, enquanto realizava a campanha de evangelismo REVIVE. Todas as noites era dominada pelo inimigo e gritava assustadoramente ao longo da 
pregao. No ltimo Sbado ela estava na fila dos candidatos ao baptismo, quando foi novamente possuda pelo inimigo. Os diconos levaram-na para o camarim, mas 
ela pediu que a voltassem a levar para o tanque baptismal.

Quando os diconos ma entregaram, o inimigo ainda lutou para controlar a vontade dessa angustiada jovem. Pensei que no deveria baptiz-la nestas condies, mas 
os seus olhos suplicantes pareciam dizer: Pastor, por favor, baptize-me." Fiz a orao e baptizei-a em nome do pai, do Filho e do Esprito Santo e ao sair da gua 
toda a Igreja pde Ver o brilho de felicidade nos olhos da Rose. Abracei-a e disse-lhe que nao devia temer de ali em diante, porque Jesus a tinha libertado.

Nove meses depois encontrei-me com a Rose e com os olhos ainda a
brilhar de regozijo disse: "Pastor, sou vitoriosa em Cristo, o inimigo nunca
mais me atormentou- Mantenho,comunho diria com Jesus atravs da
bblia e da orao e dou testemunho a 38 pessoas que estou a levar a
Cristo."

o Poder que libertou a Rose  seu hoje. Aceita-o?




        11 de Fevereiro-Domingo

Ele Terminar o que Comeou

      "Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vs comeou a obra a aperfeioar at ao dia de Jesus Cristo;" Filipenses 1:6       ! Fui sempre um grande admirador 
daquele homem que deu meia volta na sua vida quando se dirigia a Damasco, perseguindo os cristos. Durante  muitos anos preocupou-me muito o drama da vida espiritual 
que ele descrevia no captulo sete da Carta aos Romanos: "No consigo entender o meu procedimento, porque o bem que quero no o fao, e o mal que detesto isso fao.". 
No versculo 24 desse captulo ele exclama desesperado' "Miservel homem que eu sou, quem me livrar do corpo desta morte? Muitos telogos acreditam que Paulo est 
a falar da sua experincia antes da converso, mas, pelo que conhecemos, pessoas no convertidas no experimentam a luta, porque s tm a natureza pecaminosa que 
domina e controla a vida. Para que haja luta, tem que haver duas naturezas. "Quando um no quer, dois no lutam", diz o ditado popular. O facto do apstolo falar 
de luta, prova que ele est a falar da luta que a pessoa, que aceitou Jesus, experimenta na vida aps a sua converso. Porque acontece isto? Porque a natureza pecaminosa 
morta ainda pode ressuscitar, dependendo da maneira como a tratamos. Se aps a converso, continuamos a aliment-la, ela estar em forma e tentar controlar a nossa 
vida.

No versculo de hoje o apstolo Paulo apresenta um conselho que deve ser assimilado por todo aquele que deseja ser cada dia mais semelhante a Jesus. Aquele que comeou 
a boa obra, certamente a terminar. Que grande promessa! No posso esquecer o drama que vivi quando era um jovem, sendo j um pastor. Nas minhas horas de devoo 
pessoal contemplava a minha vida e desesperava. No aceitava a ideia de que um pastor tivesse certos pensamentos ou sentimentos. Os anos passaram, e no  que me 
tenha acostumado a aceitar a mediocridade espiritual, no, mas, ao ver o passado, vejo que Jesus j tirou muita coisa errada da minha vida. Olho para o futuro e 
vejo que existe muito para ser ainda tirado, mas j no desespero. Acredito que, Aquele que comeou a obra em mim, certamente a terminar. Tenho paz e confiana 
no amor maravilhoso de Jesus.

L na Priso Mamertina, vi o lugar onde Paulo passou os ltimo5 dias. Velho, sozinho, preso, mas vitorioso, escreveu: "Combati o bom combate, acabei a carreira, 
guardei a f". Noutras palavras: Venci! J no havia mais desespero na sua vida, j no havia a angstia de querer fazer o bem e no conseguir. Tinha descoberto 
o segredo: "Esquecendo tudo que fica para trs, prossigo para a frente". "Tudo posso n'Aquele que me fortalece", e o resultado final foi a vitria. Essa pode tambm 
ser a sua realidade, agora!

, 12 de Fevereiro, Segumda-feira_

49

~Tratai as Vossas Esposas com Dignidade

igualmente vs, maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra  mulher    como vaso mais fraco, como sendo vs os seus co-herdeiros da graa da vida, 
para que     no sejam impedidas as vossas oraes.  I Pedro 3:7

Aparecida e Raul chegaram um dia ao meu escritrio, com o lar 
Beira do colapso.  Onde estavam os sonhos que um dia os levaram ao altar? o que foi que aconteceu em apenas cinco anos de casamento?  ""       
  
Foram apenas seis meses de felicidade, pastor - disse ela a chorar.

- Depois, foi s agresso e mgoa, que hoje se est a transformar em desprezo'e indiferena.

Estamos a viver em tempos crticos para a famlia. Os noivos chegam ao casamento levando debaixo da manga a possibilidade do divrcio se as coisas no derem certo. 
Cada dia aceita-se com mais naturalidade a separao de um casal.

O interessante  saber que todos os casais chegam ao altar com desejo de ser felizes e amarem-se muito um ao outro. Porque fracassam os lares? Est provado pela 
prpria vida que ,para se ser feliz no casamento, no basta simplesmente querer ser feliz, nem amar muito o cnjuge, porque se fosse assim, a grande maioria dos 
casamentos daria certo.

O que est a faltar ento? "Vivei a vida comum do lar com discernimento", diz Pedro. Discernimento e equilbrio so dons que s Cristo pode dar. Para que um casamento 
dure a vida toda  preciso que seja construdo em bases slidas e no apenas sobre sentimentos e boas intenes humanas.

O marido precisa de ir cada dia aos ps de Jesus e depor perante Ele a sua intransigncia, o seu radicalismo, o seu autoritarismo. Dever dizer:

- "Senhor Habita em mim pela presena do Teu Santo Esprito e transforma o meu carcter. Ajuda-me a considerar a minha esposa como o lado frgil que ela , e ensina-me 
a trat-la com respeito e dignidade."

Jesus, que v e compreende tudo, sem dvida saber ir polindo as
arestas do nosso carcter e ensinar a viver a essncia do evangelho
na "vida comum do lar".

O Raul contou-me, naquele dia, que h muito que no passava tempo com Deus. A vida era to agitada e cheia de actividade que no tinha tempo para ficar a ss com 
Deus. Estava a prosperar financeiramente, mas o seu lar caa aos pedaos. Juntos, chegmos  concluso de que valia a pena esforar-separa separarcada dia tempo 
para Jesus. 

 Tenho a certeza de que ele est a aprender na escola de Cristo, porque   um dia destes vi aquele casal de mos dadas na Igreja.

e   este Jesus maravilhoso que est a colocar o equilbrio naquele lar,
est disposto esta manh a entrar no seu e a colocar cada coisa no seu
lugar.  s dizer: "Senhor, eu aceito!"

13 de fevereiro, tera-feira

O Segredo da Vitria de Jesus

       "Orai sem cessar. "1 Tessalonicenses 5:17 v

Cristianismo  uma vida de permanente comunho com Cristo. Existe dois tipos de comunho. A comunho formal, que no  o mesmo que comunho "formalsta", mas formal 
no sentido de estabelecida, regular. Esta comunho envolve o tempo que separamos diariamente para   nos dedicarmos ao estudo da Bblia,  orao,  meditao e tambm 
a participar dos cultos da igreja. O outro tipo de comunho  a comunhi informal, aquela que mantemos com Jesus ao longo do dia, enquanto realizamos outras actividades.

O conselho de Paulo esta manh  "orai sem cessar". Ele est a falar aqui do esprito de orao que deve caracterizar a vida do cristo, o apstolo trabalhava "dia 
e noite", e tambm orava "de dia e de noite. ITess. 2:9,10.

Entende o que ele est a querer dizer? Ele est a falar aqui da comunho informal. O cristo deve fazer da sua vida uma orao interminvel, no no sentido de ficar 
ajoelhado o dia todo, mas no sentido de relacionar com Cristo tudo o que faz.

O Esprito de Profecia aconselha as donas de casa a, enquanto arrumam, limpam ou preparam o po, estar em orao. Pode trabalhar, estudar, praticar desporto, comprar 
e vender com esprito de orao. Aqui est a grande luta do cristo. Se dedicar ateno aos detalhes da sua prpria vida, observar que no tem muita dificuldade 
para separar diariamente tempo para a sua devoo com Jesus. O grande problema dos cristos est no facto de no mantermos a comunho informal ao longo do dia. "Orai 
sem cessar." Este  o ponto chave da vida crist, Quando a Bblia afirma que Enoque, David, Abrao, No e tantos outros vitoriosos da f andavam com Deus, est a 
mencionar justamente o esprito permanente de orao que estes homens tinham conseguido na sua experincia.

A vida de Jesus foi uma vida de permanente orao - Marcos 3:13> E, se Ele, que era Deus feito carne, precisava diariamente da comunho com o Pai, quanto mais ns, 
homens enfraquecidos por quase seis mil anos de pecado!

Jesus veio a este mundo no tanto para ensinar-nos que devemos ser vitoriosos mas, para mostrar-nos como se vive para alcanar os grandes frutos de vitria. Ele 
veio indicar o caminho do poder que qualquer homem pode conseguir, porque Deus est disposto a dar este poder aos que, reconhecendo a sua fraqueza, O buscam diria 
e incessantemente.

14 de Fevereiro quarta-feira

51 
quem ser Contra Ns?

diremos pois, a estas coisas? Se Deus  por ns, quem ser contra ns?" Romanos 8:31

de repente, a Vnia e o Alexandre eram notcia em todos os jornais. dia Que parecia rotineiro para os dois universitrios transformou-se no maior pesadelo. Durante 
vrios dias, o povo brasileiro acompanhou com ateno o noticirio, desejando que a histria dos estudantes Cequestrados, na porta da faculdade, tivesse um final 
feliz. E teve. Para alegria de todos, foram libertos depois de ter sido pago o resgate exigido. Sucederam-se as entrevistas e as reportagens. Falou-se de muita coisa, 
mas impressionou-me uma frase da Vnia: "Cada vez que pensava em Deus, sentia-me segura".

j percebeu que pensar em Deus e estar ligado com Ele  uma necessidade absoluta do ser humano? A grande tragdia do homem moderno est no facto de ter perdido a 
viso correcta de Deus. Com isto, sente-se infeliz, porque no pode viver sem Deus. O ser humano foi criado para permanecer em contnuo contacto com o seu Criador. 
Quando se desliga do Criador, comea a criar deuses substitutos. Vejamos:

No fale de Deus a uma criana e ela adorar o Sol, as estrelas, o vento ou as montanhas; adorar os seus antepassados ou ento, o mar ou a Lua. E quando crescer, 
com certeza adorar os seus prprios sonhos e ideais, a sua arte ou a sua tcnica.

Mas, embora adore a sua prpria vontade ou inteligncia, ou, desiludido pelos deuses msticos, se volte para os sentidos e prazeres, l no fundo estar a buscar 
o seu Criador.

Pode fazer o que quiser: negar a existncia de Deus e afirmar que Ele  fruto da imaginao de almas fracas que tentam compensar a falta de coragem para enfrentar 
a vida. Pode dizer que Ele no passa de mveno de mentes espertas para enganar os ingnuos. Diga o que Quiser. Mas l no fundo do corao haver sempre um vazio 
estranho que o poder e a altura no sero capazes de preencher, nem o dinheiro, nem o prazer, nem a fama.

O maravilhoso de tudo  que Deus no exige nada de si. Ele ama-o

sem Se importar com o que pensa a respeito d'Ele, sem olhar para a sua
connduta boa ou m, sem Se importar com a  suas realizaes ou fra-
cassos, com a sua aparncia ou com o nome da sua famlia.

Neste   Pesadelo. a Vnia entendeu melhor do que ningum tudo

Na escurido, cheia de incertezas, ansiedades e temores, sentiu Jesus cono um amigo que sussurra ao ouvido: "Filha, estou aqui. No
Podes ver, mas estou aqui e nada te vai acontecer".

Esse Deus  Seu. Saia hoje com Ele.


52


15 de Fevereiro - Quinta-feira

 Dia de Preparao

"Porquenaqueledia se far expiao por vs, para purificar-vos.- e sereis  purificados de todos os vossos pecados perante o Senhor. " Levtico i 

Uma vez no ano, o sumo sacerdote entrava no lugar Santssim para fazer expiao pelos pecados do povo. Era um dia especial. Todo  o povo tinha que se preparar. "No 
ms stimo, aos dez dias do ms  afligireis as vossas almas".

Para o povo de Israel o dia da expiao era sinnimo de auto-exame ( da vida, teriam que analisar a sua vida passada; era preciso fazer um balano completo, procurar 
Deus, confessar os pecados, restituir as dvidas  e ter mais ateno aos deveres negligenciados.

O povo devia colaborar com o sacerdote no sentido de ser consciente da sua necessidade e do seu pecado. S os pecados confessados faziam parte dos pecados pelos 
quais o sacerdote podia fazer expiao e esta era a grande oportunidade que o povo tinha, de ter um passado definitivamente apagado e limpo.

Em 1844 Jesus, o nosso Sumo Sacerdote (Daniel 8:14, Hebreus
9:24-26) passou do lugar Santo ao Santssimo no Santurio Celestial e o grande dia da expiao comeou.

A pergunta para meditao de hoje : Se o povo de Israel se preparava solenemente para esse dia, no deveramos hoje fazer uma reviso completa da nossa vida?

Neste momento o povo de Deus est a ser julgado. s vezes nem percebemos isto. Como podemos estar conscientes da nossa necessidade e vermos os nossos erros? O Senhor 
Jesus disse antes de ir para o Cu: "Ele vir e quando Ele vier convencer o mundo do pecado, da justia e do juzo". Aqui entra a pessoa maravilhosa do Esprito 
Santo. Ele est a bater, diariamente, ao nosso corao. Ele est sempre a falar, Ele est constantemente a mostrar a quem devemos pedir perdo e porque devemos faz-lo.

Ningum pode. preparar-se para o dia da expiao sem o trabalho do Esprito Santo, mas por outro lado, o Esprito Santo s pode trabalhar na vida dos que buscam 
Jesus cada dia atravs da orao, do estudo da Bblia e da comunho permanente com Deus.

"Assim como o sumo sacerdote, depois de realizar o seu servio no lugar Santssimo, saa com as suas roupas pontificais diante da congregao, assim tambm Cristo 
vir a segunda vez revestido com as vestes gloriosas do branco mais puro. Vir com a Sua prpria glria e com a glria do Pai, como Rei dos reis e Senhor dos senhores." 
Comentrio Bblico, vol. I, pg. 1,126.

H 150 anos comeou esta Obra bendita. J passou muito tempo. Cristo est s portas. Estamos a viver uma vida diria de comunho com Ele?

 16 de Fevereiro_
Sexta-feira

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Uma Nova Oportunidade

so as geraes de No: No era varo justo e recto em oraes: No andava com Deus." Gnesis 6:9

Na vida de No, como acontece com muitos seres humanos, houve um episdio que, sem dvida, o perturbou durante muito tempo. Foi um momento vergonhoso e que trouxe 
vexame para toda a famlia. Ficou bbado e sob os efeitos da embriaguez apareceu nu diante da famlia, provocando o maior escndalo e troa.

Com certeza, no dia seguinte, quando lhe contaram o que tinha feito, No no teve coragem de sair  rua.

Mas, quando o escritor bblico faz um resumo da vida deste patriarca, diz que era um homem justo e ntegro entre os seus contemporneos, porque andava com Deus.

Aqui h algo maravilhoso que precisamos de entender. No momento em que No ficou bbado, estava sem dvida longe de Deus, porque no  possvel estar em comunho 
com Deus e praticar actos pecaminosos ao mesmo tempo. Mas, a graa de Deus alcanou-o e No levantou-se e, embora no seu passado houvesse episdios vergonhosos, 
no fim da sua vida ele  considerado um homem justo e perfeito.

Quanta esperana para os que um dia na vida foram feridos pelos dardos do inimigo. Quanta esperana para aqueles que um dia escorregaram e caram e conheceram o 
gosto da derrota.

O segredo de No foi aprender a andar com Deus. No  fcil, no. s vezes, atrados pelo brilho deste mundo, deixamos o brao poderoso de jesus e magoamo-nos, mas 
Ele est sempre com o seu brao estendido.

Disse algum que, muitas vezes a queda  to forte que no restam
foras nem para levantar a mo. Mas  s olhar para Jesus, que entende
tudo, que sabe interpretar o nosso grito de socorro e corre at ns, que
se  levanta, cura as nossas feridas e declara-nos justos, como se nunca
tivssemos cado.

seja hoje a nossa orao: "Graas, Senhor, por seres assim, por me
amares e me compreenderes e me dares sempre novas oportunidades. Tomaa   a minha mo e guia-me pelos caminhos da vida."



O Servo Sofredor

17 de Fevereiro
Sbado,

        "Ento o seu senhor o levar aos juizes e o far chegar  porta ou postigo, e o seu senhor lhe furar a orelha com uma sovela; e o servir para sempre. xodo 
21:6 

Aqui encontramos outra figura maravilhosa de Cristo. O relato que
o texto nos traz fala-nos de um incidente da vida domstica. Um servo
hebreu  o protagonista da histria. O perodo da sua escravido
acabou. O amo j no tem mais direitos sobre ele. Pode ficar livre se
quiser, mas a liberdade no tem atractivo para ele. Existem vnculos
que o ligam ao seu senhor. As suas maiores alegrias esto ali e final.
mente, conclui: "Amo o meu senhor, a minha mulher e os meus filhos;

no sairei livre." (xodo 21:5)

Agora, numa cerimnia simples, chamam-se os juizes e as testemunhas e uma ferida  feita no seu corpo como um smbolo visvel e permanente: "o seu senhor o levar 
aos juizes e o far chegar  porta ou ao postigo, e o seu senhor lhe furar a orelha com uma sovela; e o servir para sempre." A partir deste momento o servo j 
no  servo por obrigao, mas porque quer.

No Salmo 40:6 encontramos a figura de Cristo como o Servo. Jesus anuncia o facto: "Pai, as Minhas orelhas tm sido furadas pela Tua prpria mo". Talvez a nossa 
mente finita nunca consiga entender a imensido do amor de Cristo, que sendo igual a Deus, deixou tudo por amor ao homem. O Esprito de Profecia diz que os anjos 
se ofereceram para vir no Seu lugar. No podiam suportar a ideia de verem Jesus na posio de um servo e morrendo na morte ignominiosa da cruz. Mas, nenhum ser criado 
podia fazer expiao pelo homem. S podia ser Jesus e mais ningum. Na forma de Servo, Ele veio a este mundo e teve que andar, lentamente, cada passo marcado na 
profecia. A Sua comida e bebida so fazer a vontade do Seu Pai. No h descanso. Vive numa cidade desprezada. Trabalha como carpinteiro e usa as suas ferramentas. 
Bebe o clice da Sua humilhao e, quando se aproxima o momento final, aceita o clice mais amargo.- O Jardim do Getsmani  a Sua agonia. O Servo carrega o pecado 
de todo o mundo. No reclama, no exige justia, simplesmente ama em silncio e, finalmente, morre.

 este carcter de Servo que Ele quer reproduzir na vida dos que o seguem, a docilidade do Seu carcter para entregar mansamente a orelha para ser furada e servir-lo 
por amor. Como chegar a esse ponto do carcter? S h um caminho.- viver cada dia e cada minuto sentindo a Sua presena ao nosso lado, pela presena do Esprito 
Santo.

 18 de Fevereiro domingo_

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A Igreja de Deus

O drago irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao resto da sua sEmente.  os que guardam os mandamentos de Deus e tm o testemunho de Jesus.  Apocalipse 12:17

Em 1973 eu era Pastor entre os ndios da tribo Campa, no interior da Amaznia do meu pas. Estvamos a preparar uma grande reunio com os irmos ndios de todas 
as aldeias e encerraramos aquele encontro com uma grande sesso baptismal.

Como convidado para aquela reunio viria da capital um pastor aposentado. Para chegar ao lugar do encontro era necessrio viajar um dia de autocarro, quatro horas 
de camio e ainda duas horas de canoa pelo rio. Os preparativos para a grande festa espiritual tinham-me ocupado completamente. No podia ir a La Merced, a cidade 
at onde o autocarro chegava, para esperar o pastor visitante. Ento pedi a um jovem ndio para fazer esse trabalho por mim.

- Como saberei quem  o Pastor Aguilar, se no autocarro viro pelo menos 40 pessoas? - foi a pergunta do jovem ndio.

- No te preocupes - respondi. - Aqui, neste papel, esto escritas as caractersticas do pastor.  idoso, cabelo branco, alto, magro, usa culos, tem uma pinta grande 
no lado esquerdo do rosto e anda sempre de gravata.

Mais tranquilo, o jovem ndio foi a La Merced e ao cair da tarde estava de volta, trazendo consigo, o pastor visitante.

Neste mundo existem nove grandes religies e s dentro da religio crist existem pelo menos 3 mil subdivises. Como saber qual  a verdadeira igreja de Deus?  
uma pergunta que muita gente faz, mas a resposta de Deus est no versculo de hoje. O texto descreve as duas caractersticas principais da verdadeira igreja de Deus 
nos nossos dias: Tem o testemunho de Jesus e guarda os mandamentos de Deus."

Para ser a Igreja Verdadeira no basta ter uma das caractersticas. preciso ter ambas. Crer em Jesus de todo o corao, levantar Jesus no  centro da vida e da mensagem 
e como resultado da f em Jesus,
ter uma vida de obedincia aos mandamentos de Deus.

Pode procurar hoje esta Igreja. Deus est a reunir os Seus filhos .  para o grande encontro final com Cristo. O meu sonho  ver e poder abraar Jesus
naquele dia.

poderemos conhecer-nos, pessoalmente, ao lado de Jesus?

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19 de fevereiro, segunda-feira
Ressuscitados Para Uma Nova Vida

"Sepultados com ele no baptismo, nele, tambm, ressuscitastes pelo no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos. " Colossenses 2i Conheo muitos homens e mulheres 
maravilhosos, familiares de gente 
adventista que vo de vez em quando  igreja, apoiam a famlia e' tudo, acreditam em Jesus e na Sua mensagem, mas no tomam a deciso do baptismo. O meu pai era 
um deles.

O argumento que constantemente usam  que ainda no esto prepara. dos para tomar uma deciso to sria. Eles olham para a sua prpria vida e vem que h muita coisa 
que deve ser ajustada e corrigida para poderem ser baptizados.

 O versculo de hoje mostra-nos que a experincia do cristo no termina com o baptismo. O baptismo no  o certificado que a igreja da quem demonstrou que pode 
cumprir todas as normas estabelecidas na Palavra de Deus. O baptismo  praticamente o comeo da experincia crist. Depois dele somos "ressuscitados mediante a f 
no poder de Deus", A partir do baptismo comea a experincia mpar de companheirismo e vitria com Cristo. Cada dia  um dia de aprendizagem. Fomos ressuscitados 
para uma nova vida e passamos a ser como crianas que esto a aprender a andar.

J teve um filho pequeno que aprendeu a andar? Ele no caiu muitas vezes antes de dominar a arte de caminhar? E o que fazia cada vez que ele tropeava e caa? Corria 
para o castigar porque no tinha conseguido ou encorajava-o e animava-o a tentar outra vez?

Deus  um pai de amor disposto a ver crescer e amadurecer os Seus filhos na nova experincia de andar com Ele.

Se est  espera de viver uma vida "perfeita" para tomar a deciso do baptismo, saiba que nunca decidir, porque sozinho nunca alcanar o ideal de Deus para si.
O baptismo no  o fim do curso,  o incio da experincia com Jesus,  a declarao pblica de que O ama e quer viver com Ele o resto da sua vida. Como no casamento, 
a vida a dois  uma escola que no tem direito a  diploma. Vamos aprendendo diariamente com os acertos e com os erros, mas conseguimos vencer sustentados pelo amor 
que nos une  outra pessoa.

Se est no vale da deciso, faa deste dia, o seu grande dia. Abra o  seu corao e diga.- "Senhor, decido hoje entregar-me definitivammente a Ti e preparar-me para 
participar no prximo baptismo.

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20 de fevereiro, tera-feira
Porque Confessar?

  o que  encobre as suas transgresses, nunca prosperar; mas o que as confessa e deixa, alcanar misericrdia. " Provrbios 28:13

Ningum necessita de viver atormentado por um erro do passado, porque, na Cruz do Calvrio, foi pago por Cristo o preo por todos os pecados de todos os homens de 
todos os tempos. O perdo foi providenciado. Teologicamente, no  quando confessamos os nossos pecados que Deus providencia o perdo. O perdo j foi providenciado 
no
Calvrio.

Mas a vida crist no  apenas uma exposio de Teologia.  um relacionamento pessoal com Cristo. Teologicamente, todos os pecados de todas as pocas podem estar 
perdoados, mas eu tenho que aceitar pessoalmente a validade deste perdo para mim. Eu tenho que aceitar, e a confisso no  mais do que dizer: "Sim, Senhor, eu 
aceito o Teu perdo porque eu sou um pecador e preciso dele. "

Existe um grande perigo em dizer: "Eu no preciso de confessar os meus pecados para que Deus me perdoe, porque no Calvrio j foi providenciado o perdo." Esta declarao 
 verdadeira e  falsa. Universal e teologicamente verdadeira, mas pessoalmente falsa.

De que adianta ter um milho de dlares no banco se no se assinar o cheque? o dinheiro existe, est ali, na minha conta bancria, mas  preciso eu apoderar-me dele 
e coloc-lo no meu bolso para poder pagar as minhas dvidas.

Quando olhamos para a Cruz do Calvrio e vemos morrer um Deus
De amor, feito homem, semgemer, semreclamar, apenas morrer em siln-
cio e por amor, quando vemos o Seu olhar, sem condenao, sem crtica, esperando, sofrendo e amando, ento o corao humano no tem
outra sada seno cair de joelhos e dizer: "Senhor Jesus, eu sou um Pecador, no mereo todo esse sofrimento por mim, mas eu preciso de
ti. aceita--me como estou e gera em mim o poder necessrio para sair desta situao.  Ento, e s ento, o perdo providenciado na cruz  vlido para o
meu pecado.  e este  o comeo de uma vida de prosperidade.





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21 de Fevereiro - quarta-feira      

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Duas Vezes Pai

"Porque no recebestes o esprito de escravido, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o esprito de adopo de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. 
" Romanos 8:15

Servir por obrigao  uma coisa, servir por amor  outra completamente diferente. Nos internatos acontece com frequncia algo que ilustra muito bem o que estou 
a tentar dizer.

As meninas que trabalham na lavandaria passam camisas como parte das suas obrigaes. O que significam estas camisas para elas? Trabalho, remunerao e dever; nada 
mais. Mas imagine que um dia uma menina comea a gostar de um rapaz e por coincidncia, enquanto est a trabalhar na lavandaria, chega s suas mos a camisa do rapaz 
de quem ela gosta. Como acha que a jovem ir tratar esta camisa? Com certeza vai pass-la com muito carinho, vai ser cuidadosa com cada cantinho da camisa e se puder, 
vai at colocar um pouco do perfume dela.

Onde est a diferena? No amor,  claro e  justamente a esta experincia que o Senhor Jesus deseja levar-nos.

Antes de conhec-lo ramos escravos do pecado, dos temores, das dvidas e preconceitos. Obedecamos de alguma maneira por temor de nos perdermos ou de sofrer as 
consequncias do nosso erro. Mas um dia, chegamos a conhec-lo e comprendemos o Seu amor maravilhoso. Como Ele abandonou tudo e veio a este mundo para nos salvar, 
como Ele nos ama e est disposto a aceitar-nos tal como somos, ento, apaixonamo-nos por Ele, somos conquistados pela atraco da Cruz e, voluntariamente, tornamo-nos 
escravos do Seu amor.

J no so as correntes de escravido que nos atam. J no obedecemos por temor ao castigo do patro. Somos atados por cordas de amor. Amamos, e porque amamos queremos 
ver o nosso Senhor Jesus sempre a sorrir. Os seus pensamentos passam a ser os nossos pensamentos e os Seus sentimentos os nossos. A Lei no est escrita apenas em 
tbuas de pedra, os seus princpios foram gravados com amor no nosso corao e  medida que os dias passam vemos cada vez mais o Seu carcter reflectido no nosso. 
As pessoas percebem que somos cada vez mais semelhantes a Jesus. Ento brota do corao um cntico de jbilo: "Aba Pai, que quer dizer, duas vezes Pai."

22 de fevereiro, quinta-feira

Ele No Se Esqueceu De Si

"Mas Sio diz: J me desamparou o Senhor, e o Senhor se esqueceu de mim. Pode uma mulher esquecer-se do seu filho que cria, que se no compadea dele, do filho do 
seu ventre? mas, ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, me no esquecerei de ti." Isaas 49:14 e 15

Tnhamos concludo o acampamento de jovens, no Parque de Exposies em Braslia e todos preparavam as mochilas para ir embora. As tendas estavam a ser desmontadas. 
Em breve, ficariam s lembranas do que tinha sido uma semana maravilhosa na vida de quase 20 mil jovens.

Ento vi, sentada na cerca do anfiteatro, uma jovem de uns 16 anos. Parecia uma esttua. No se mexia; imvel, olhava fixamente para um ponto indefinido no horizonte.

- J ests com saudades do acampamento? - perguntei aproximandome dela. Olhou para mim com indiferena, como se no me conhecesse. Tentava ser dura, demonstrar que 
no estava a sofrer, mas no conseguia, as lgrimas estavam l, nos olhos, e, mais do que as lgrimas, o grito silencioso de um corao carente, jovem demais para 
ver as cores da vida.

- Porque tem que acabar tudo o que  bom? - perguntou angustiada. - O sonho acabou, encontrei aqui bons amigos. Senti que havia gente que se importava comigo, mas 
o sonho acabou, porque tem que ser sempre assim?

Depois, falou da sua vida (apenas 16 anos) e concluiu: "Ningum gosta de mim, ningum se importa comigo."

Alguma vez esta pergunta j passou pela sua cabea? Vivemos num mundo contraditrio. As pessoas vivem apinhadas em apartamentos, mas parece que ningum conhece ningum. 
Entra no Metro, estao S ou Jabaquara, quatro da tarde, e tem a impresso de ser uma sardinha enlatada, mas quem se importa se os seus ps doem porque andou o 
dia todo a procurar, emprego? Ou quem se interessa em conhecer o vulco de tristeza que parece explodir dentro do seu peito?

J se sentiu como um objecto usado pelas pessoas? J foi tratado assim, at pelas pessoas mais prximas de si? Ningum se importa consigo? Ningum gosta de si?

Nunca se esquea da promessa de Deus: "Pode uma mulher esquecer-se do seu filho que cria, que no se compadea dele, do filho do seu ventre? mas, ainda que esta 
se esquecesse, eu, todavia, me no esquecerei de ti." Isaas 49:15. 
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23 de Fevereiro - Sexta-feira

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Semelhantes a Ele

"Sede vs, pois, perfeitos, como  perfeito o vosso Pai que est nos cus. "Mateus 5:48

Esta declarao, que tem atormentado muita gente,  praticamente o resumo do sermo da Montanha. No versculo 45 Jesus apresenta o ideal de Deus para ns: "Que sejais 
filhos de vosso Pai". Os filhos geralmente parecem-se com o pai, no carcter. Pais e filhos tm uma convivncia diria e permanente e quase sem perceber os filhos 
seguem as pisadas do pai.

No Sermo da Montanha, Cristo est a combater a "perfeio" humana. Os judeus preocupavam-se tanto com os detalhes mnimos da letra que tinham perdido o esprito 
da lei de Deus. Amavam a sua gente, eram gentis e corteses, praticavam actos de "misericrdia" entre eles, mas nem olhavam para os gentios e na melhor das hipteses 
olhavam-nos com desprezo.

Jesus desafia-os no versculo 46: "Pois, se amardes os que vos amam, que galardo havereis? No fazem os publicanos tambm o mesmo?" Ento vem a ordem: "Sede vs, 
pois, perfeitos, como perfeito  o vosso Pai que est nos cus." Vosso Pai, aquele do versculo 45, que "faz que o sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desa 
sobre justos e injustos".

Embora o versculo de hoje se refira  perfeio de carcter em geral, o contexto mostra-nos que Jesus fala em especial da perfeio no relacionamento com as pessoas, 
com os que no so da nossa raa, com os que no pertencem ao nosso grupo social, com aqueles que pertencem a outra religio ou tm filosofias diferentes das nossas.

Pode voc olhar com amor para um "punk" ou um homossexual que defende na TV a posio de que o homossexualismo no  um pecado mas uma nova opo?

 capaz de orar por um neonazi ou por um lder poltico desonesto? "Que mrito tem", pergunta Jesus, "se ama os que o amam?" Se o Pai que est nos Cus ama os bons 
e os maus, seja perfeito como o Seu Pai. Seja capaz de aceitar e amar as pessoas como so.

E duro, no ? Mas o Pai tambm prometeu: "Eis que estarei convosco, todos os dias at  consumao dos sculos." Como? Pela presena do Esprito Santo na nossa 
vida. Santificando a nossa vontade, purificando os nossos sentimentos e reproduzindo cada dia na nossa vida o Seu carcter, para nos tornarmos mais semelhantes a 
Jesus.

Sbado, 24 de Fevereiro

No Desanimar

"E Jesus lhe dissse: Ningum, que lana mo do arado e olha para trs,  apto para o reino de Deus. " Lucas 9:62

Conheci Dirceu num momento dramtico da sua vida. Apaixonou-se por Jesus, entregou-Lhe o corao sem reservas e o Mestre transformou a sua vida completamente.

O inimigo lanou todos os dardos contra a sua vida. Os seus negcios desceram a pique, perdeu carros, casas, terrenos, tudo. Meses depois encontrei-me com ele e 
sabendo da situao que atravessava, perguntei-lhe quase com temor:

- Como vai?

- As coisas no andam bem, Pastor - foi a sua resposta - mas continuo a amar o meu Senhor Jesus. Prefiro todo o sofrimento presente do que a terrvel angstia de 
viver sem Cristo.

"Ningum, que lana mo do arado e olha para trs,  apto para o reino de Deus", disse Jesus.

Se aceitou Jesus e foi baptizado h pouco tempo na sua igreja, ento, sem dvida, est a atravessar aqueles momentos difceis em que todas as foras do inimigo se 
concentram para o derrubar e fazer com que olhe para trs. Mas, lembre-se: No est sozinho. Milhares de anjos esto a contemplar a sua luta.  possvel que esteja 
a passar pelo fogo. As suas roupas podem estar a arder, mas escapar ileso.  a promessa de Deus.

Depois da provao estar, sem dvida, mais maduro. Voc ter aprendido a depender menos dos seus recursos humanos e confiar mais no poder de Deus.

No caminho para o reino dos Cus existe muita gente ferida e cansada porque olhou para trs, ou para o lado, em lugar de olhar para Cristo. " constante empenho 
de Satans conservar a ateno desviada do Salvador, e evitar assim a unio e comunho da alma com Cristo. Com os prazeres do mundo, os cuidados, perplexidades e 
pesares da vida, as faltas alheias, ou as nossas prprias faltas e imperfeies para uma destas coisas ou para todas elas ele procurar distrair a ateno. No vos 
deixeis desviar pelos seus estratagemas." Caminho a Cristo, pg. 71

Que Deus o ajude para que neste dia, mesmo sendo tentado a olhar para trs, olhe s para Cristo "O AutoreConsumadorda sua f."Conserve um cntico no seu corao, 
coloque uma cassete com msica inspiradora no seu carro e ande com Deus.


25 de Fevereiro, domingo

O Desafio e a Promessa

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Nunca  Tarde Para Dizer Sim

"Mas recebereis a virtude do Esprito Santo, que h-de vir sobre v ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalm como em toda a Samaria, e at aos confins da terra. 
" Actos 1:8 

 O casal de idosos que levou a minha me ao conhecimento do evan-
gelho no sabia praticamente ler nem escrever, mas tinha uma vida
maravilhosa de comunho com Cristo. Libertos da ignorncia e da
escravido do pecado, aqueles ancios tinham experimentado na vida
a paz que s Cristo pode dar. Eram felizes, podamos perceber isso na
maneira como viviam, e tendo conhecido um Salvador maravilhoso

no podiam guardar para si. Testemunharam. Viveram a vida testifi'
cando e um dos frutos desse testemunho foi a minha me, que teve
nove filhos que cresceram e que se conservam na igreja e que lhe deram
vinte netos, todos na igreja, seguindo Jesus.
Pode imaginar a dimenso do testemunho destes idosos? Deus quer que cada cristo seja uma testemunha. A palavra testemunho aparece 13 vezes nos Actos dos Apstolos. 
O livro de Actos no contm a biografia  mas as experincias maravilhosas de um ou outro apstolo em particular. O livro de Actos  o registo de uma igreja que testemunhava. 
Ningum ficava calado. Todos anunciavam "o que temos visto e ouvido" (I Joo 1:3). O desafio de Actos 1:8 foi dado a uma igreja temerosa e triste, porque se aproximava 
o momento da partida do Mestre. O desafio de serem testemunhas em Jerusalm, Judeia, Samaria e at o ltimo lugar da terra parecia um trabalho impossvel de ser 
feito.

Isto, unido ao pensamento de que Cristo s voltaria quando este trabalho fosse terminado, criava nos discpulos uma sensao de perda definitiva. Mas o que eles 
comearam a compreender naquele dia  que Deus nunca d um desafio sem ser acompanhado por uma promessa: "Mas recebereis a virtude do Esprito Santo, que h-de vir 
sobre vs. Ento, e s ento, sereis Minhas testemunhas. Testemunhar no  algo que se faz como atributo humano. Testemunhar  tambm um futo que brota na vida 
de quem, pela comunho com Cristo, tem a presena do Esprito Santo controlando voluntariamente a sua vida.

Hoje ter "ao longo do dia" a oportunidade de relacionar-se com Pessoas. A Maioria no conhece Jesus, vivem angustiadas, tristes e vazias Tem a resposta que atormenta 
os seus coraes. Conhece Jesus?  porque razo no testificar?

26 de fevereiro, segunda-feira
no me regeites no tempo da velhice; no me desampares, quando se fora   minha fora." Salmo 71:9

em janeiro de 1985 voltei ao Peru para visitar os meus pais e irmos.

Foi doloroso ver o meu pai velho e cansado, apagando-se lentamente.

Tinha rejeitado Jesus durante 34 longos anos. Tinha sempre fugido e
inventado desculpas, embora sentisse que o Esprito Santo o estava a
chamar.
De repente, um cancro assassino comeou a devorar o seu corpo, e ento, entre lgrimas e dores reconheceu que no estava a lutar contra a esposa, nem contra os filhos, 
nem contra a Igreja, mas contra Jesus. E na calada da noite, sozinho, entre lgrimas, caiu de joelhos e aceitou o Senhor Jesus.

Na noite de Natal daquele ano, o meu pai disse: "Filho, tenho um presente para ti, tu no sabes, mas h mais de um ano que eu entreguei a minha vida a Jesus, e estive 
s  espera que chegasses para me baptizares."

No Sbado seguinte, entrei no tanque baptismal e baptizei o meu prprio pai. E ento, ao sair da gua ele disse: "Estou feliz porque sei que Deus me aceitou, mas 
estou triste porque j estou velho e entreguei a minha vida a Deus quando j no tenho mais foras para fazer nada por Ele."

"No me rejeites no tempo da velhice", clamou David. Deus nunca rejeita. Est sempre com os braos abertos  espera do momento da deciso, a suplicar e a chamar.

O meu pai fechou os olhos, dois meses depois, mas f-lo com a bendita esperana da ressurreio. O seu corpo desceu ao sepulcro consumido pelo cancro, mas no meu 
corao brilha a esperana de o ver ressuscitado e transformado para louvar o nome de Jesus ao lado da famlia crist, por toda a eternidade.  Jesus est a bater 
a Porta do seu corao. Se  jovem, esta  a hora para dizer: "Eis-me aqui". Mas se o tempo passou e j  um homem idoso, Ele ama-o igualmente.
Nunca  tarde Para dizer sim a Jesus. Abra-Lhe o corao hoje:  Senhor> aceito-Te. Resisti muito tempo, tentei fugir, corri, mas no consigo mais fugir, estou aqui, 
aceita-me."
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27 de Fevereiro - Tera-feira

A Dor Que Cura

"E fazei veredas direitas para os vossos ps, para que o que manqueja se no desvie inteiramente, antes seja sarado." Hebreus 12:13

Estava, numa tarde cinzenta, na Estao da Luz, em So Paulo,  espera de um txi para me dirigir ao Bairro de Belm onde realizava uma campanha evangelstica, quando 
fui surpreendido por Helena, uma mulher polcia no adventista, que me ofereceu boleia. J no caminho ela contou-me que me tinha conhecido no IASP, num dos momentos 
mais trgicos da sua vida, quando at desejava morrer por causa da morte do seu filho de 16 anos. Na ocasio ela disse que a mensagem pregada naquele dia tinha-a 
ajudado a compreender que valia a pena confiar em Deus e continuar a viver.

Muitas vezes contei este incidente ao introduzir a mensagem do porqu do sofrimento, mas h poucos dias a minha secretria chamou-me no meio de uma reunio, dizendo 
que algum precisava de falar comigo urgentemente.

Era Helena, a mulher polcia do vestido branco e do revlver 38. Estava desesperada.

- Porqu, Pastor? - foi a sua primeira pergunta. - O meu outro filho de 15 anos de idade acaba de morrer num acidente de trnsito e no consigo compreender porqu.

Que razo dar a uma mulher atingida tantas vezes pela tragdia? Alguns dias depois escrevi-lhe uma carta de nimo e conforto, mas o sofrimento da Helena no saa 
da minha cabea.

Esta manh, ao ler a minha Bblia encontrei o versculo de Hebreus
12:13. No captulo 12 de Hebreus encontramos uma exortao  constncia, pacincia e santidade. O versculo 11 diz: "E, na verdade, toda a correco, ao presente, 
no parece ser de gozo, seno de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacfico de justia, nos exercitados com ela." Depois menciona os "veredas direitas... para 
que o que manqueja no se desvie inteiramente".

H um caminho glorioso para si, Helena, embora agora devido s lgrimas e  dor no o consiga ver. Existe um caminho do qual no pode sair. Esse caminho  Jesus 
e muitas vezes a dor e a tristeza batem  porta do nosso corao porque Deus est a chamar-nos para esse caminho glorioso que tem reservado para ns.

A meditao de hoje  para todas as Helenas que no conseguem compreender o porqu do sofrimento a fim de que tornem "a levantar as mos cansadas, e os joelhos desconjuntados" 
(versculo 12) e consigam glorificar o nome de Deus apesar dos espinhos da dor, da tristeza e da saudade.


28 de Fevereiro - quarta-feira

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Jesus ou a Jumenta?

"Ento o Senhor abriu a boca da jumenta, a qual disse a Balao: Que te fiz eu, que me espancaste estas trs vezes?" Nmeros 22:28

Balao era um homem confuso. Precisava de uma mensagem especial para o despertar. Mas no havia nenhum pastor por perto, no havia nenhum pregador, nem professor 
da Escola Sabatina. Tudo o que havia era uma jumenta e Deus entregou a mensagem quela jumenta e ela falou.

Os homens, porm, correm o perigo de esquecer o Deus da mensagem e seguir a jumenta, e a jumenta tambm corre o perigo de pensar que ela  o que realmente importa.

Quando era jovem ouvi a histria do jumentinho que carregou Jesus na Sua entrada triunfal em Jerusalm. Todos gritavam hosanas, todos se encurvavam e agitavam ramos, 
enquanto Jesus passava, mas o jumentinho pensou que as homenagens eram para ele.

Naquela noite o jumentinho chegou a casa e disse aos seus pais: "A partir de hoje tm que me tratar com maior considerao, porque sou muito importante. Esta manh, 
fui  cidade e todos se inclinaram diante de mim e agitaram ramos para me homenagearem."."

Os pais - diz a histria - ficaram intrigados com a notcia e no dia seguinte acompanharam-no  cidade para ver se era verdade o que o filho contava.

Para decepo do jumentinho, desta vez ningum olhava para ele e havia gente que at o agredia para que se retirasse do caminho.

Ai dos mensageiros que, esquecendo o Deus da mensagem, permitem que o orgulho e a suficincia prpria tomem conta de si.

E ai dos homens que, esquecendo o Senhor da mensagem, concentram a sua ateno no mensageiro.

No somos seguidores de homens. Jesus deveria ser o centro da nossa ateno. Jesus crucificado, ressurrecto e prestes a voltar. Os homens podero falhar para connosco, 
decepcionar-nos e at trair-nos. Jesus, nunca. Construir o discipulado num homem  edificar na areia. Jesus  a Rocha dos Sculos. S n'Ele estaremos seguros

Sou seguidor de Jesus ou estou seguindo homens? Esta  uma pergunta para ser respondida hoje.

V com Jesus, siga a Estrela da Manh. Ele vai conduzi-lo ao porto seguro.
29 de Fevereiro - Quinta-feira        

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Viver Com Jesus  Repouso

" Vinde amim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vs o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de corao; e 
encontrareis descanso para as vossas almas."

Mateus 11: 28 e 29

Muitos perguntam se o esforo para manter a comunho com Jesus no se pode tornar tambm em legalismo.

Antes o indivduo vivia preocupado em cumprir normas e hoje passa a viver preocupado em estudar a Bblia, orar e testemunhar para encontrar a salvao. Evidentemente, 
por tudo o que j vimos at aqui, na vida do cristo h lugar para o esforo.

a vida de comunho com Jesus tambm  uma batalha. Precisamos de disciplina para separar um tempo para Jesus e para manter comunho com Ele ao longo do dia.

Quem alguma vez tentou colocar isto em prtica saber por experincia prpria que no  nada fcil. Qual  ento a diferena? Notemos o convite de Jesus: "Vinde 
a mim, todos os que estais cansados."

Ele convida-nos a deixar o fardo da luta infrutfera contra o pecado e a entrar na luta pela comunho. "Tomai sobre vs o meu jugo." Jesus promete que a comunho 
com Ele pode parecer um jugo, mas  leve e d sentido  vida.

Viver ansioso para obedecer apenas por obedecer  cansativo, frustrante e desanimador. Mas viver esforando-se para passar cada dia com Jesus e para manter ao longo 
do dia a comunho viva com Ele, gera alegria, plenitude, gozo e satisfao sem fim.

"A vida em Cristo  uma vida de descanso. Pode no haver xtase de sentimentos, mas deve existir uma confiana constante e serena. A vossa esperana no est em 
vs mesmos; est em Cristo. A vossa fraqueza acha-se unida  Sua fora, a vossa ignorncia  Sua sabedoria,  vossa fragilidade ao Seu eterno poder."

O esforo para manter comunho pode com o tempo tornar-se legalismo?  possvel que sim, se comearmos a tornar o estudo da Bblia, a orao e o testemunho actos 
mecnicos, pensando que a mera leitura da Bblia ou a simples orao, repetida de frases aprendidas tem algum poder em si.

Precisamos de esforar-nos para separar tempo em dilogo com o nosso melhor Amigo, o poder est n'Ele e vem d'Ele.

1  de maro, -sexta-feira
A Menina dos Olhos

"Guarda-me como  menina do olho, esconde-me  sombra das tuas asas. "

Salmo 17:8

Na manh de Tera-feira, 28 de Julho, como preparao para a meditao no III Seminrio Ministerial das Unies Brasileiras, a Professora Mirtes Ribeiro cantou um 
hino de louvor a Deus. Antes da apresentao musical, ela contou, com a voz carregada de emoo, um incidente que acontecera durante as frias, enquanto arrumava 
a cozinha para depois ir brincar com os seus filhos pequenos, e que mostra a maneira maravilhosa como Deus protege o Seu povo. Segundo ela, aquela experincia ajudoua 
a achar uma nova luz no texto bblico que escolhi para hoje.

"Estava a limpar os pratos e os talheres, enquanto as crianas me ajudavam a guardar as coisas, quando subitamente uma delas soltou um gemido de dor e colocou a 
mo nos olhos. Apressei-me para ver o que se passava e fiquei apavorada ao notar uma faca na mo da outra criana. Instintivamente, clamei a Deus por proteco. 
Tive medo, imaginando o que podia ter acontecido; com cuidado tirei a mo dos olhos da criana e notei que tinha os olhos em perfeitas condies, embora um fio de 
sangue sasse da ferida que a ponta da faca tinha causado a milmetros do olho esquerdo."

Aps ter contado esta histria, a Professora Mirtes abriu a Bblia, leu o Salmo 17:8 e cantou um hino que trouxe novo significado ao versculo a todos os que estvamos 
presentes naquela reunio. "Guarda-me como  menina do olho", diz o salmista. Pode haver algo mais delicado, mais sensvel e de maior importncia do que a menina 
do olho? Os que pela graa de Deus tm uma boa viso e os olhos perfeitos, talvez no entendam, na sua plenitude, o que Deus nos quer dizer esta manh.

O ser humano  to importante para Deus que Ele cuida dele como a coisa mais delicada. Anjos de Deus esto sempre a vigiar os seus passos.

Muitas vezes o dia finda e podemos pensar que foi um dia sem grandes riscos, mas sem perceber, a mo poderosa de Deus salvou a nossa vida.

Ao sair de casa hoje, faa-o com a certeza do cuidado divino; sinta-se escondido  sombra das asas divinas.

Na violncia das grandes cidades, rodeado de perigos, de assaltos, acidentes de trnsito, v sem temor, com os olhos firmes no Autor e Consumador da sua a f: Jesus 
Cristo.
68

2 de Maro- Sbado

O Poder da Palavra

"Como mas de ouro em salvas de prata, assim  a palavra dita a seu tempo. " Provrbios 25:11

Quanto vale uma palavra? Tudo ou nada. Depende da palavra. Depende do momento e at da forma como  dita.

Alguns mal conseguem dizer uma palavra. Isto quando no esto totalmente ausentes. Ausentes da realidade, do amor e da vida. Outros do um passo adiante. Conseguem 
dizer alguma coisa ainda que com esforo, mas no so capazes de entender o valor real de uma simples palavra. No conseguem us-la para fazer algo positivo. No 
conseguem construir. Na melhor das hipteses, s destroem, derrubam e magoam.

H, porm, os que conhecem o verdadeiro valor de uma palavra, uma simples palavra. E, com ela, so capazes de construir imprios, propagar ideias, refazer vidas, 
acender a esperana, mudar os caminhos do mundo.

Uma palavra. Uma s palavra dita na hora e da maneira certa mudou o rumo da minha vida.

H muitos anos, um grupo de adolescentes inscrevia-se para um concurso de oratria. Havia um rapaz tmido que no se animava a pensar na possibilidade de falar em 
pblico. "Eu nunca conseguirei", pensava. Faltava apenas um para completar o grupo de dez participantes. Aquele jovem estava trmulo e sentindo-se incapaz, quando 
o velho professor se aproximou dele, no minuto final, e com uma s palavra, cheia de nimo e ternura, definiu-lhe talvez o futuro. A sua voz parecia um convite e 
ao mesmo tempo uma ordem: "Vai!" Apenas isto. E a minha vida mudou. Fui, venci o concurso e comecei a acreditar que podia. Hoje, quando falo para milhares de pessoas 
em diferentes pases, ningum poderia imaginar o velho professor com a sua palavra oportuna: "Vai!" Quanto pode uma palavra! Uma s palavra dita por Deus mudou o 
destino da raa humana. Estvamos condenados, porque o salrio do pecado  a morte. O nosso futuro era incerto, ou quem sabe, certo demais. Seria o fim de tudo, 
a morte eterna, o "acabou-se"! Mas o Pai deu-nos a Palavra na vida do Seu Filho. No princpio era a Palavra e a Palavra era Deus!

Quem for a Ele e viver com Ele s ter palavras de amor, porque Ele  amor. Quem for a Ele e viver com Ele s ter palavras de verdade, porque Ele  a verdade. Quem 
for a Ele e viver com Ele s ter palavras de vida, porque Ele  a vida. Faa d'Ele hoje o centro da sua vida.

3 de Maro - Domingo

69

Olhe Para o Cordeiro

"Ento levantou Abrao os seus olhos, e olhou; e eis um carneiro detrs dele, travado pelas suas pontas num mato; e foi Abrao, e tomou o carneiro, e ofereceu-o 
em holocausto em lugar do seufilho."

Gnesis 22:13

Era o momento fatal. No havia mais esperana humana de salvao para Isaque. Abrao obedeceu  ordem divina. Sara de casa na esperana de que Deus mudasse o Seu 
plano. Cada hora que passava, o velho patriarca esperava uma nova ordem de Deus. Trs dias depois, chegaram ao monte do sacrifcio. Podia ainda Deus mudar a Sua 
ordem? Talvez; mas nada aconteceu. L estava Isaque sobre o altar de pedra, preparado para o sacrifcio. Finalmente, Abrao levantou a faca pronto a dar o golpe 
certeiro que ceifaria a jovem vida do filho. Era o filho da promessa, o filho com quem tanto sonhara, o filho esperado. Como  que tudo podia ter um fim to triste?

E quando tudo parecia acabado, ouviu a voz de Deus que lhe dizia: "No estendas a tua mo sobre o moo; porquanto, agora sei que temes a Deus, e no me negaste o 
teu filho, o teu nico."

"Ento levantou Abrao os seus olhos, e olhou; e eis um carneiro num mato."

J percebeu que nos momentos mais dramticos da vida humana, est sempre o cordeiro? Ado e Eva vestiam folhas ridculas de figueira, e um cordeiro foi sacrificado 
para lhes providenciar vestimentas duradouras. A morte rondava as casas do Egipto e um cordeiro teve que morrer para que o seu sangue identificasse as casas que 
no deviam ser tocadas!

O que Deus est a querer dizer-nos hoje  que a soluo para os nossos problemas s pode estar no Cordeiro. "E foi Abrao, e tomou o corneiro, e ofereceu-o em holocausto 
em lugar do seu filho."

Todos ns estvamos condenados  morte, porquanto todos pecmos, mas Deus no poupou o Seu Filho para morrer no nosso lugar. Cristo  o Cordeiro de Deus que tira 
o pecado do mundo.

Sente o frio de uma conscincia culpada? Olhe para o Cordeiro; a sua l poder aquec-lo.

Anda a tropear na escurido da vida? Olhe para o Cordeiro, a sua gordura poder providenciar combustvel para iluminar as trevas.

Sente fome que o po no satisfaz e sede que a gua no acalma? Olhe para o Cordeiro e lembre-se que um dia Jesus disse: "Quem comer da Minha carne no ter fome, 
quem beber do Meu sangue no ter sede."

Se chegou ao ponto de pensar que j no existe soluo para o seu problema; se est a viver hoje o momento mais crtico da sua vida; se tudo lhe parece escuro e 
sem sada, por favor, deixe de olhar para os seus problemas e olhe para o Cordeiro. Ele poder abrir a janela por onde o sol tornar a entrar na sua vida.

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4 de maro - Segunda-feira    

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Amigos Gostam de Conversar

"E, orando, no useis de vs repeties, como os gentios. " Mateus 6:7

H momentos na vida em que nos sentimos sozinhos, indefesos e impotentes. De repente, tudo parece escuro. Podem existir multides ao seu redor, mas voc est l, 
solitrio e triste. Incompreendido, abandonado, rejeitado, talvez. Nessas horas, como  bom saber que existe Algum bem perto de ns! No podemos v-lo, nem tocar-Lhe, 
mas podemos senti-lo. Est l, olhando para ns com amor.  o amigo de todas as horas, de todas as circunstncias. O seu nome  Jesus ou Emanuel, que quer dizer 
"Deus connosco".

J falou com Ele alguma vez? J lhe abriu o corao como se Ele fosse o seu melhor amigo?

Quero falar consigo sobre a orao - este acto maravilhoso de conversar com Deus como se conversa com um amigo.

Muitas pessoas pensam que a orao  um instrumento para pedir coisas a Deus e que Ele tem a obrigao de responder. E, quando passam os dias e a orao parece no 
ser respondida, perde-se a motivao para continuar a orar.

Agora, eu pergunto: se tem um amigo, conversa com Ele s para pedir coisas, ou conversa pelo prazer de conversar? A orao, meu amigo,  um veculo de comunicao 
com Deus e o seu grande objectivo  cultivar o companheirismo com Ele, conversar com Ele, passar o tempo ao Seu lado, embora isto no anule a possibilidade de pedir. 
Mas, se orar s para pedir coisas, depressa passar o desejo de orar.

Um dos maiores inimigos da orao  o formalismo (que, alis, no combina com o cristianismo). A orao no pode ser algo formal, aprendido de cor. Repetir sempre 
as mesmas palavras por considerar que  nosso dever faz-lo no  cultivar o companheirismo com Deus. O segredo de uma orao poderosa est na sinceridade.

Devemos ir a Deus tal como estamos, abrir-Lhe o corao e contarLhe todos os nossos sonhos, tristezas, alegrias, enfim, contar-Lhe o que estamos a sentir, o que 
deu ou no deu certo durante o dia; partilhar com Ele as nossas dvidas, problemas e alegrias. Precisamos de fazer isto todos os dias, durante toda a vida.

Quando falamos com Deus, no  para O informar sobre os nossos actos. Ele sabe tudo. Conhece at os segredos mais ntimos do nosso corao. Precisamos de fazer isto 
para colocarmos o nosso ser na dependncia d'Ele. Somos ns que precisamos d'Ele, somos ns que precisamos de ficar seguros ao Seu lado e sentir o Seu brao forte 
a segurar a nossa mo frgil.
5 de maro,tera-feira
No  Tempo de Dormir

"Ento temeram os marinheiros, e clamava cada um ao seu deus, e lanavam no mar as fazendas que estavam no navio, para o aliviarem do seu peso; Jonas, porm, desceu 
aos lugares do poro, e se deitou, e dormiu um profundo sono. " Jonas 1:5

O barco estava  beira da tragdia. O mar enfurecido batia na pobre embarcao. Havia confuso, desespero e angstia. Estava tudo escuro, no se via muita coisa. 
Os marinheiros na nsia de se salvarem, clamavam cada um ao seu deus e atiraram ao mar a carga, com o fim de aliviar o peso do barco.

No meio de toda esta azfama, sem ningum perceber a razo por que estava a acontecer aquilo, havia um homem, chamado Jonas, que sabia o porqu de tudo. S que ele 
estava deitado e dormia um sono profundo, no poro da embarcao.

Vivemos hoje os tempos mais turbulentos da histria humana. Os homens esto confusos e correm de um lado para outro sem saber o que fazer. Todos esto conscientes 
de que o barco se est a afundar, mas parece que ningum sabe qual  a sada. Uns procuram o poder, outros acham que a soluo est no dinheiro, outros imaginam 
que a mudana da estrutura social pode salvar a humanidade e mergulham na poltica. Uns buscam Deus dentro de si, outros na Natureza. H os que correm atrs do conhecimento 
humano, da cultura, da filosofia, e outros que se escondem atrs da incredulidade, dos vcios ou da satisfao dos sentidos.

Existe, porm, neste mundo um povo que sabe o porqu de tudo e sabe qual  a nica sada. S que este povo parece dormir tranquilamente no poro.

Corria o ano de 1986 e os Pastores Jos Clodoaldo Barbosa e Jos Carlos Bezerra, viajavam para a Conveno de Maus, a bordo da lancha missionria Luzeiro XXI, quando 
o cu comeou a escurecer e as nuvens negras anunciavam a tormenta. De repente, tudo ficou escuro. Ondas gigantescas entravam na embarcao, molhando tudo. Jos 
Carlos, o jovem pastor, piloto da lancha, permaneceu firme no leme e embora houvesse momentos em que parecia tudo perdido, tinha a sua confiana depositada "n'Aquele 
que no pode falhar". Foram minutos que pareceram horas, mas, finalmente, saram da tempestade, as guas acalmaram-se e quando o perigo passou, aconteceu o imprevisto. 
O motor da lancha deixou de funcionar. O que teria acontecido se o motor deixasse de funcionar em plena tempestade?

Estamos hoje a viver a noite da nossa histria. L fora est tudo escuro e pessoas sinceras correm desesperadas de um lado para outro. No Peru, milhares andam de 
joelhos atrs da imagem do "Senhor de los Milagros" manchando as ruas de sangue. No Oriente, pessoas deitam-se em brasas vivas  procura da salvao. As pessoas 
esto confusas e vazias. Cada um "atira a carga" esperando aliviar o peso da embarcao e ns temos a Palavra de Deus como uma "tocha que alumia na escurido". Ser 
que hoje vai contar a algum que no  preciso desesperar, porque h esperana em Jesus?

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6de Maro - Quarta-feira      

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Os Caminhos de Deus

" profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da cincia de Deus. Quo insondveis so os seus juzos e quo inescrutveis os seus caminhos!" Romanos 11:33

Jos Carlos Bezerra, o jovem pastor que dirigia a lancha Luzeiro XXI cumpria o seu itinerrio normalmente naquela manh de 1985. De acordo com o previsto, Jos Carlos 
devia parar num determinado ponto do Rio Madeira, mas, repentinamente, sentiu dentro de si a profunda convico de que devia continuar. Instinto? Pressentimento? 
Revelao? Alguma vez j aconteceu isto consigo? Quase sem saber o motivo, Jos Carlos avanou pelo rio. A esposa perguntou intrigada:

- No devamos parar naquele lugar?

- No sei - disse o marido - no sei o que est a acontecer comigo. Uma hora depois, viram algum a fazer sinais do outro lado do rio e

aproximando-se da praia, encontraram um homem desesperado, a pedir ajuda.

- Estou aqui ajoelhado h trs horas,  espera que algum aparea para ajudar a minha esposa - disse angustiado.

Jos Carlos e a sua esposa conseguiram, com a interveno de Deus, salvar a vida daquela mulher que estava a ter srias dificuldades de ps-parto. Hoje, existe ali, 
na Fazenda So Paulo, na beira do Rio Madeira, uma Igreja Adventista dirigida pelo Sr. Miro, o homem que naquela manh estava no rio a pedir que Deus fizesse aparecer 
algum, que soubesse de medicina, para ajudar a sua esposa.

- "Quo inescrutveis so os Seus caminhos" - disse o apstolo Paulo. Como entender os planos que Deus s vezes tem para ns? Como salvar a vida daquela pobre mulher 
l no interior da Amaznia, seno fazendo sentir ao jovem pastor a profunda convico de que devia continuar sem se deter no ponto previsto no itinerrio?

 possvel que hoje precise de tomar uma deciso que ser definitiva para resolver uma situao. Pea com f a orientao divina na Sua Palavra e no Esprito de 
Profecia. Depois, ajoelhe-se e tome a sua deciso em nome de Jesus. Deixe que Ele o oriente, v confiando "nas profundidades das riquezas da Sua sabedoria". Ele 
no falhar. Saber lev-lo pelos caminhos certos. Abrir as portas no momento oportuno. Far brilhar o sol na escurido.  a Sua promessa, confie n'Ele!

7 de maro, quinta-feira
Entre a Vida e a Morte

"Os cus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra vs, que te tenho proposto a vida e a morte, a bno e a maldio: escolhe, pois, a vida, para que vivas, 
tu e a tua semente. " Deuteronmio 30:19

Eu estava a conversar com um grupo de universitrios sobre a inverso dos valores nos nossos dias; ento, um deles levantou-se e protestou: "Isso depende da cabea 
de cada um, ningum tem o direito de fazer a moral para ningum, cada um  responsvel pelos seus actos."

Estou a falar de amor livre, homossexualidade, aborto, drogas... E, neste campo, ser verdade que cada um  dono dos seus actos? O que  imoral? Quem determina os 
valores morais? O padre, o pastor, os pais, cada um? Como funciona este assunto? Os valores morais mudam com o tempo, de uma gerao para outra, de uma cultura para 
outra?

Ao longo da Histria, o homem tentou vrias vezes criar a moral para si mesmo. A frase "Eu sei o que  bom para mim" no  de hoje. Sempre foi assim. O homem sempre 
tentou mudar as regras do jogo, modificar os princpios de comportamento, criar um novo cdigo moral que se adapte ao seu modo de ser e de pensar.

O trgico de tudo  que, por mais que a pessoa tente justificar o seu comportamento, no consegue eliminar o complexo de culpa que se segue, de modo quase automtico 
aos actos imorais. Por mais que todos digam ao nosso redor: "Vai em frente", "Fora", "Est tudo certo"; por mais que o indivduo diga para si prprio " uma maravilha", 
" fantstico" ou "Est tudo bem", a verdade  que ele continua a angustiar-se e a sentir-se culpado, embora nem sempre saiba porqu.  ento que aparecem os desencontros 
com ele prprio e com as pessoas com quem se relaciona. A vida complica-se e torna-se uma confuso.

Deus  soberano, e na soberania do Seu amor,  Ele quem determina o que  bom e o que  mau. O que  certo e o que  errado. E faz isso por amor, repito.

O ser humano  livre, meu amigo. Livre para aceitar os princpios morais que Deus estabeleceu para o proteger ou livre para rejeitar esses princpios. Livre para 
ouvir ou deixar de ouvir. Livre para aceitar o que Ele determinou como certo ou para seguir o seu prprio caminho. O que Deus no permite  que o homem, ao escolher 
o caminho errado, lhe chame certo. Fazer a moral no  atribuio da criatura.  Deus quem faz a moral, porque Ele  amor, e a moral que realmente vale  a que tem 
origem no amor.

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8 de maro, sexta-feira

Deus Ouviu a Voz do Menino

"E ouviu Deus a voz do menino, e bradou o anjo de Deus a Agar, desde os cus, e disse-lhe: Que tens, Agar? no temas, porque Deus ouviu a voz do rapaz, desde o lugar 
onde est. " Gnesis 21:17

Em 1960 realizou-se na cidade de Lima, Peru, o Congresso de Jovens da Unio Incaica. Era a primeira vez que eu saa do interior para a capital e tambm a primeira 
oportunidade que tive de ver tantos adventistas juntos. Na pequena congregao da minha cidade nunca se reuniam mais de 20 pessoas e agora estava ali eu, deslumbrado 
com quase mil jovens adventistas do Peru, Bolvia e Equador.

Naquela ocasio, fizemos uma corrente de mos dadas para receber oPastor Jairo Arajo, que era o lder sul-americano dos jovens. Lembro-me, como se fosse hoje, que 
fiquei muito tempo a andar atrs do Pastor Jairo. Parecia-me enorme e quando pregava o meu corao tremia.

Na poca eu era apenas um adolescente de 12 anos. O congresso foi maravilhoso. Cantei, vibrei e participei como nunca.

Quando tudo acabou, fiquei sozinho no auditrio das reunies e ajoelhado disse a Deus: "Senhor, ajuda-me a entrar neste Colgio para estudar e ser um pastor. Um 
dia, quero ser um lder de jovens e fazer um congresso to grande como este."

O que eu no podia saber naquele dia era que "Deus ouviu a voz do rapaz, ali, no lugar onde ele estava".

Dois anos depois voltei ao Colgio Unio de Nana, na cidade de Lima, Peru, para terminar os estudos secundrios. Ali estudei posteriormente Teologia e alguns anos 
mais tarde, fui ordenado ao Ministrio.

O tempo passou. Cheguei a ser director de jovens no meu pas, vim depois para o Brasil e aqui, um dia, Deus e uma equipa maravilhosa de amigos, ajudaram-me a montar 
um Congresso para10   mil jovens e depois outro para 20 mil.

A minha orao de adolescente de doze anos estava respondida.

Se  pai e no deserto desta vida acha que o seu filho no ir muito longe, se a sede das filosofias, dos vcios e do existencialismo parecem estar a sufoc-lo, lembre-se 
que o seu filho no foi sempre assim. Um dia, quando criana, teve sonhos, orou e, tenha a certeza, "Deus ouviu a voz do rapaz" e responder  sua orao.

Se  filho e tem a impresso de que a vida deu a outros a oportunidade que a si negou, se alguma vez passou pela sua mente a ideia de que no conseguir realizar 
os seus sonhos, fique de joelhos, clame ao Senhor e lembre-se: "E ouviu Deus a voz do menino." No h clamor que Ele no escute, no h lgrima que Ele no conhea, 
no existe um sonho que Ele no seja capaz de realizar, se este for colocado nas Suas mos.
        9 de Maro - Sbado

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Eles Ainda Viro

"E a quarta gerao tornar para c; porque a medida dos amorreus no est ainda cheia. " Gnesis 15:16

Depois de prometer que a sua descendncia seria como a areia do mar, Deus tambm prometeu a Abrao a terra de Cana. Uma das clusulas desta promessa dizia: "E a 
quarta gerao tornar para c." Seguramente o patriarca perguntou: "Porqu s na quarta gerao? Porque no agora?" E a resposta de Deus foi: "Porque a iniquidade 
dos amorreus ainda no est cheia."

Qual era essa "iniquidade dos amorreus?" Pode encontr-la na descrio da conduta do povo que morava na terra de Cana, no captulo 18 de Levtico. Era uma promiscuidade 
sem precedentes. Depravaes prprias de umagerao sem Deus. Parecia que todos esses nomes: cananeus, amorreus, jebuseus, heteus, no tinham outra coisa a fazer 
seno inventar novas maneiras de procurar prazer, porque as coisas naturais no lhes bastavam. Pode ver o quadro em Levtico. Pais com filhos; homens com homens; 
mulheres com mulheres, animais com seres humanos, enfim, aberraes e mais aberraes.

Passaram-se dois sculos. Abrao j tinha morrido. Os filhos foram a Deus e perguntaram:

- Senhor, quando nos dars a Terra? E a resposta foi:

- Ainda no se encheu a medida da iniquidade daquele povo.

Aquele povo continuou a afundar-se na misria. Passaram-se quatro sculos e Deus disse: "Ainda no se encheu a medida da iniquidade daquele povo."

Voc  capaz de imaginar a pacincia de Deus? Hoje muitas vezes clamamos a Ele:

- Senhor, quando virs e pors fim a tudo? Estamos cansados de viver neste mundo, queremos a terra prometida. Falta muito?

E a resposta divina :

- Ainda no se encheu a medida da iniquidade dos homens.

- Senhor - podemos argumentar - olha Copacabana  noite, o centro de So Paulo, no  isto suficiente?

- No, Meu filho - diz o Senhor. - Eu amo essas pessoas tal como te amo a ti. Eu morri por elas tambm!

- Mas, Senhor, elas no querem saber nada de Ti.

- Eu sei, Meu filho, mas continuarei amando-as e esperando por elas, um dia talvez elas venham.

Finalmente, depois de 430 anos, Deus entregou a terra. Finalmente, tambm Jesus vir  Terra. J fez algo para que as pessoas saibam disto?


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 10 de Maro - Domingo       - 

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A Verdadeira Liberdade

"Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. "Joo 8:36

O ser humano foi criado livre. Para viver e morrer livre. Por isso, revolta-se contra tudo aquilo que leva  opresso ou  escravido. Est disposto a gritar, a 
exigir, a reclamar e, se preciso for, a morrer para defender a sua liberdade.

Pode v-lo a ser esquartejado como o Tupac Amaru, no Peru, ou enforcado como o Tiradentes, em Vila Rica, Minas Gerais. Pode v-lo degladiando-se nas arenas romanas 
como Esprtaco, ou sendo queimado vivo como Joana D'Arc, na Frana. Nos nossos dias, pode encontr-lo na Praa da Paz Celestial, com pedras, paus e explosivos nas 
mos, ou ento encontr-lo nas portas das embaixadas ou em longas manifestaes com cartazes, t-shirts e crachs. Tudo pela liberdade.

Certa vez eu contemplei um grupo assim. Muitos deles com cigarros nas mos. Havia um, especialmente, que gritou at ficar vermelho. Fumava um cigarro atrs do outro. 
Depois ele disse-me que fumava dois maos por dia e quando estava nervoso chegava a trs. Disse que sabia que o cigarro prejudicava a sade, mas que no conseguia 
parar de fumar.

E agora estava ali, a gritar pela liberdade. Que ningum se atrevesse a atentar contra este direito seu! Estava disposto a enfrentar qualquer um que quisesse suspender 
a manifestao, a morrer como um heri (se possvel), em defesa da liberdade. Mas aceitava passivamente ser escravo de um cigarro. Somos assim: contraditrios.

s vezes, nem somos capazes de compreender os nossos prprios sentimentos.

O jovem com 14 anos de idade, praticamente a comear a vida, encara o pai e grita: "Quero ser livre! Tenho o direito de tomar as minhas decises." "Eu sou o seu 
filho e no o seu escravo!" Minutos depois, entrega-se aos embalos de Sbado  noite, incapaz de defender a prpria liberdade. Submisso, escravo dos seus instintos 
e paixes, torna-se uma vtima passiva do mundo consumista ou da subjugante maneira de pensar da sua gerao.

Joo fala no versculo de hoje de LIBERDADE, com maisculas. Liberdade plena, no apenas de opressores externos, mas dos nossos temores internos, das nossas paixes 
misteriosas, dos nossos sentimentos alienados.

S quem conhece Jesus pode experimentar a verdadeira liberdade. Longe d'Ele, a nossa liberdade torna-se mesquinha, fugaz, passageira e com frequncia torna-se libertinagem. 
Separados d'Ele, vivemos presos a um monte de complexos. Mas quando Jesus entra na vida de uma pessoa, tudo muda. Ela pode estar aparentemente amarrada, impedida 
de ir e vir, mas est livre.

11 de maro, segunda-feira
Esfora-te! Mas...

"No se aparte da tua boca o livro desta lei; antes, medita nele, dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele est escrito; porque, 
ento, fars prosperar o teu caminho, e, ento, prudentemente te conduzirs." Josu 1:8

O versculo desta manh para muitos, poderia sugerir a ideia de que a prosperidade e o sucesso na vida do cristo  simplesmente o resultado do fiel cumprimento 
de todos os mandamentos. Mas no versculo 5, antes de dar a Josu a ordem do versculo 8, Deus lembra-lhe que "como fui com Moiss, assim serei contigo."

Moiss era um homem de uma comunho extraordinria com Deus. No captulo 11 de Hebreus, ele  apresentado na galeria dos vencedores. Certa ocasio ele ficou a ss 
com Deus 40 dias e 40 noites. S temos registo de algo semelhante na vida de Jesus. A vida vitoriosa de Moiss foi, sem dvida, o resultado da sua vida de comunho 
diria com a fonte de Poder.

Moiss tinha morrido e agora a responsabilidade de liderar o povo de Deus na conquista da terra prometida, recaa sobre os ombros de Josu. "Ningum te poder resistir", 
disse Deus para o animar, "como fui com Moiss, assim serei contigo." Noutras palavras, "viveremos juntos e juntos seremos invencveis. Esfora-te, e o teu esforo 
santificado pela Minha presena na tua vida, ser capaz de cumprir tudo o que est escrito no livro da lei e o resultado final ser a prosperidade e o sucesso."

 muito mais fcil esquecer a ordem das coisas estabelecidas por Deus para uma vida vitoriosa: 1. Comunho com Cristo; 2. Ele em ns santificando a vontade; 3. Esforo 
com a vontade santificada pela presena do Esprito Santo e 4. Obedincia completa aos mandamentos, que traz consigo a prosperidade e o sucesso.

Se invertermos a ordem, certamente, estaremos com problemas. O esforo com a vontade pecaminosa prpria do ser humano, levar-nos- ao fracasso. O esforo humano 
 necessrio, mas s  vlido com a vontade santificada e a vontade s  santificada pela presena do Esprito Santo na vida, ou seja, pela comunho ininterrupta 
com Jesus.

Se, por algum momento, nos desligarmos de Jesus, a vontade deixa de ser santificada, torna a ser uma vontade pecaminosa e no tem a mnima possibilidade de vitria. 
Na melhor das hipteses, s pode aparentar, disfarar, fingir que est a cumprir tudo, mas os actos so ocos por dentro. Por isso so como trapos de imundcia diante 
de Deus.

Est pronto a sair para as actividades do dia?

Lembre-se: junte a sua fraca vontade  vontade divina. Deixe que Ele viva em si e seja vitorioso n'Ele.

12  de maro, tera-feira


78

Fugindo do Perigo

"O avisado v o mal e esconde-se-, mas os simples passam e sofrem a pena." Provrbios 22:3

Quando era missionrio na Amaznia Peruana, aprendi a conviver com os perigos e as dificuldades de uma selva que no conhecia. Um desses perigos era a presena de 
cobras nos lugares mais inesperados. Com o tempo, acho que Deus me ajudou a desenvolver o estranho instinto de pressentir quando alguma serpente andava por perto.

Certa ocasio dirigia-me  aldeia de Zotami, por um caminho estreito no meio da mata quando subitamente senti o perigo. Fiquei completamente parado, em silncio, 
observando qualquer detalhe  minha volta. Em poucos segundos vi a cobra com a cabea levantada, disposta a atacar. As cobras em geral no atacam, elas simplesmente 
defendem-se quando algum passa no seu campo de aco. Com frequncia, somos ns que, sem perceber, entramos no seu territrio e a elas atacam motivadas pelo instinto 
de sobrevivncia.

Naquela manh, o indesejado bicho estava  beira do caminho. No havia outra direco a seguir. Entrar na mata era algo que no me animava a fazer nestas circunstncias. 
Fiquei vrios minutos  espera que ela fosse embora, mas ela no foi. Depois de algum tempo baixou a cabea e ficou agachada  beira do caminho.

De repente, uma ideia veio  minha mente. Agarrei no meu sapato e atirei-o para onde estava a cobra. Instantaneamente ela saltou sobre o sapato e depois desapareceu 
rapidamente.

Com que sabedoria, Salomo faz um contraste entre o nscio e o prudente. Porqu brincar com o perigo? O prudente v o mal e afasta-se. Se Ado e Eva tivessem feito 
isto, no teriam sido enganados. Deus tinha-os advertido. O nico lugar onde o inimigo seria capaz de os enganar era perto da rvore da cincia do bem e do mal. 
"Fiquem longe dela", disse o Senhor, mas eles pensaram: "Que mal tem?" e brincaram com o perigo.

Conheo jovens que arruinaram as suas vidas por brincarem com o mal. "Que mal tem um cigarro, s por curiosidade?" "Como saberei que a droga faz mal se no a experimentar?" 
"Porque  que o sexo antes do casamento no  correcto, se o amor  maravilhoso?", perguntam e justificam as suas atitudes ao se aproximarem do mal. "Passam adiante", 
diz Salomo. S que o tempo  o juiz implacvel e d o seu veredicto: "viciado", "acabado", "condenado", "perdido". Que Deus nos ajude a sermos inteligentes e a 
evitarmos o mal.

       13 de Maro - Quarta-feira

79

A Primeira Vez

"E descobriu-lhe todo o seu corao, e disse-lhe: Nunca subiu navalha  minha cabea, porque sou nazireu de Deus, desde o ventre da minha me: se viesse a ser rapado, 
ir-se-ia de mim a minha fora, e me enfraqueceria, e seria como todos os mais homens. " Juizes 16:17

H alguns anos atrs, numa cidade mineira, um irmo convidou-me para almoar. Durante o almoo ele falou do nico filho que tinha, um jovem bonito de olhos lmpidos 
e rosto infantil. Estava a desabrochar para a vida e o pai fazia planos para o futuro do filho querido.

"Ele vai estudar medicina, - dizia - "e quando for mdico no precisar de trabalhar para ningum. Eu construirei para ele o seu prprio hospital." Quantos planos, 
quanta expectativa, quantos sonhos!

Um ano depois voltei quela cidade e aps a pregao aquele homem procurou-me angustiado e disse: "Pastor, o Senhor tem que ir l a casa e ajudar o meu filho."

Ao entrar no quarto do rapaz no pude reconhec-lo! Onde estava o jovem bonito do ano passado? Plido, com os olhos reflectindo medo, parecia um tigre enjaulado, 
desesperado para sair. As drogas tinham deixado em farrapos aquela jovem vida.

Como  que uma pessoa adquire um vcio? Como  que se torna escrava de uma situao que acaba com o respeito prprio e com a dignidade humanas?

A nica maneira de se afundar nos vcios  dar o primeiro passo. Existe sempre uma primeira vez e essa  muito difcil. A segunda e a terceira sero sempre mais 
fceis e o fim ser a desgraa e a runa.

"Nunca subiu navalha  minha cabea", disse Sanso. Ali estava o segredo do seu xito. Vivia uma vida de comunho com Deus e o resultado era que "nunca subira navalha 
 sua cabea". Podia ele dizer: "Nunca passou um cigarro pelos meus lbios" ou "nunca passou uma gota de lcool pela minha boca"?

O poder de Sanso no estava no cabelo. O cabelo era apenas um pacto de entrega, de dedicao e de comunho com a fonte da sua fora que era Deus.

No  o no fumar, o no beber, ou no fazer nada mal feito que determina se uma pessoa  boa ou no. S se ser bom, na medida em que se viver uma vida de comunho 
com Jesus. E se conseguir viver esta experincia, "nada errado acontecer na sua vida".

Lembre-se, a melhor maneira de evitar a escravido do vcio  evitar a primeira vez e neste dia, segure a mo poderosa de Jesus e diga-Lhe: "Senhor, sou Teu filho, 
fiz um pacto de amor contigo. Ajuda-me a ficar longe de tudo aquilo que Te causa tristeza."



80

14 de Maro -Quinta feira     

81

O Fim Pode Ser Fatal

"H caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele so os caminhos da morte. " Provrbios 14:12

H cerca de quinhentos anos, num ms de Outubro, Cristvo Colombo e um grupo de aventureiros espanhis, depois de navegar durante vrios meses, descobriram um novo 
mundo. "Terra, terra!", exclamou Rodrigo de Triana, e a Amrica foi descoberta para o mundo.

A histria do ser humano est marcada por uma interminvel sucesso de descobrimentos. Descobriu-se a lei da gravidade, descobriu-se a electricidade. Vai-se descobrindo 
e espera-se vir a descobrir ainda mais. Hoje, por exemplo, a cincia luta para descobrir o remdio definitivo contra o cancro, tenta desvendar o segredo da eterna 
juventude e at procura novos mundos fora do Sistema Solar.

Existe, no ntimo do ser humano, um estranho fascnio por tudo o que  desconhecido. Isto est no corao do velho, da criana e do jovem. Esta preocupao de desvendar 
novos horizontes, conquistar novas fronteiras e abrir cada dia as cortinas do desconhecido  boa, mas pode tambm ser fatal, se for mal direccionada.

Um dia, um jovem de 25 anos veio ter comigo. Qualquer um que olhasse para ele dava-lhe pelo menos 40 anos. Estava fisicamente acabado e era fcil de descobrir a 
causa. As drogas consumiam lentamente a sua vida.

O perigo das drogas no  apenas fsico. Os estragos fsicos so sempre acompanhados do sentimento de culpa e do complexo de fracasso. "Ajude-me, por favor!", dizia 
aquele jovem. "Se soubesse a desgraa que me esperava, eu no teria comeado a usar drogas. Eu s queria experimentar, queria descobrir novas sensaes."

Descobrir novas sensaes! Acha que o preo  justo? Existem descobertas que valem o preo que cobram. At a prpria vida podia ser entregue.  o caso de Alexander 
Fleming que descobriu a penicilina e experimentou-a no seu prprio corpo, para salvar milhes de vidas. Mas apenas "descobrir novas sensaes" entrando no mundo 
das drogas, ou da homossexualidade, ou da promiscuidade, ou de qualquer outro vcio, ser que isto vale o preo exigido?

Sabia que ningum se vida porque quer? Toda a gente quer "apenas experimentar", "descobrir o que h por trs disso". Quando se percebe a dependncia, s vezes  
tarde demais.

Porque no aproveitar o exemplo da histria? Milhares e milhares de vidas arruinadas no deviam ser mensagem suficientemente persuasiva para saber que a "montanha 
dessas novas sensaes" no vale a pena ser escalada?

15 de maro, sexta-feira
O Problema  o Corao

"E vos darei um corao novo, e porei dentro de vs um esprito novo, e tirarei o corao de pedra da vossa carne, e vos darei um corao de carne." Ezequiel 36:26

Um dia um colega e eu comprvamos batatas numa feira. A pessoa que nos atendia era uma mulher muito simples, que certamente mal sabia ler e escrever e, com certeza, 
nunca tinha sado daquele pequeno canto do mundo.

A mulher em lugar da balana usava um aparelho artesanal que s tinha capacidade para pesar at meio quilo. O que me chamou a ateno foi a esperteza com que a mulher 
pegava em duas ou trs batatas que j tinham sido pesadas e colocava-as de novo na balana at completar os dois quilos que queramos comprar.

Quando olhei para o meu colega constatei que ele tambm tinha percebido a "jogada esperta" daquela mulher simples. "No h soluo", disse o meu colega "o problema 
 o corao humano."

O homem quando nasce, j traz a natureza pecaminosa.  egosta e s gosta de fazer as coisas erradas. Quando se  simples e quase analfabeto como a mulher da histria, 
os actos errados so grotescos, simplrios e at ridculos. Mas quando temos cultura e educao, tornamo-nos sofisticados e subtis na arte de praticar o mal.

Por isso a promessa de Deus no tem que ver s com actos. "E ficareis purificados: de todas as vossas imundcias e de todos os vossos dolos, vos purificarei", mas 
"vos darei um corao novo, e porei dentro de vs um esprito novo."

A promessa de Deus vai ao fundo, onde o problema est realmente: ao corao,  natureza, ou raiz do mal.

Quantas vezes somos enganados por superficialidades. Sempre que se aproximam as eleies, a esperana de que tudo v mudar apodera-se do nosso corao. "Este partido 
 o melhor", pensamos. "Este sistema  a soluo", acreditamos e quase sempre as nossas esperanas so frustradas. Sabe porqu? Porque o problema no est no sistema 
das coisas, est no corao do ser humano. Comunismo, imperialismo, direita, esquerda, centro, teoricamente todos desejam o bem. O problema  o corao. Enquanto 
o ser humano tiver um corao inconverso, ser egosta por natureza e buscar os seus prprios interesses sem se preocupar com os outros. A cultura tornar o homem 
mais ou menos sofisticado para a prtica dos actos, mas estes sero sempre egostas.

A pergunta esta manh : "Sou realmente convertido ou a minha conduta no passa de uma sofisticada maneira de aparentar que tudo est bem?" A pessoa realmente convertida 
no precisa de provar que est convertida. Ela simplesmente vive, e os seus actos so feitos naturais, maravilhosos para glria e honra de Deus.

16 de Maro - Sbado      

83

A Sabedoria da Vida

"Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelh-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha." Mateus 7:24

Analisemos bem o versculo desta manh. Muitos gostariam de v-lo escrito assim: "Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica assemelh-lo-ei 
ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha." Isto  o que teria escrito um moralista que tenta resumir um cdigo moral. Mas Jesus, em lugar de usar 
o termo "homem bom", usa "homem prudente". Aqui est a chave do evangelho.

Jesus, no "Sermo da Montanha", mostrou a natureza da realidade implcita na nossa relao com a vida. Por outras palavras, Jesus estava a dizer: "Estou a ensinar-vos 
como viver. Se me ouvirem, sero prudentes. A casa da vossa vida ser edificada sobre a rocha da realidade e quando vierem as tormentas, a vossa casa no cair. 
Mas se no seguirem esta maneira de viver, ento sero tolos; a vossa casa ser edificada sobre a areia da irrealidade e, quando vier a tempestade e a vida exigir 
o seu preo, a vossa casa cair com certeza. Podem aceitar este caminho ou rejeit-lo, mas esta  a nica maneira de viverem e serem felizes."

Quando recordamos os ensinos de Cristo, temos a impresso de que, o que mais O perturbou, foi a parvoce dos homens.

Viu-os sempre a tentar viver contra a realidade do Universo, contra as leis que unem os homens, contra a sua prpria natureza e contra Deus. "Isto no d certo; 
vocs so tolos se o tentarem; a nica coisa que vo conseguir  sair magoados", alertou. Ele viu que Deus no castigava os homens, mas os homens estavam a castigar-se 
a si prprios. O castigo  algo inerente  quebra da realidade.

Que neste dia a nossa orao seja: "Senhor, ajuda-me a ser sbio e a viver segundo as leis da vida estabelecidas para a minha felicidade."

17 de maro, domingo
Segure na Mo de Deus

"Sendo, pois, Abro da idade de noventa e nove anos, apareceu o Senhor a Abro, e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda em minha presena e s perfeito. " 
Gnesis 17:1

Abrao, como tantos outros homens bblicos, foi considerado perfeito, mas o texto desta manh  bsico para comprendermos o que Deus entende por perfeio: "Anda 
em minha presena e s perfeito."

Andar com Deus envolve uma comunho permanente e ininterrupta. "N'Ele somos feitos justia de Deus", diz Paulo. S somos perfeitos em Cristo. Vivendo ao Seu lado, 
Ele em ns e ns n'Ele, a nossa vontade  santificada pela presena do Seu Santo Esprito. E a vontade santificada, torna-se invencvel. O resultado  uma vida de 
completa obedincia  lei de Deus, no como fruto dos nossos esforos humanos, mas como fruto da nossa comunho com a Fonte do Poder que  Cristo.

Houve, porm, momentos em que Abrao cortou a comunho com Deus e o resultado dessa separao foi a falta de confiana, a covardia e at o adultrio.

Lembra-se que quando Abrao chegou ao Egipto, disse que Sara era a sua irm e no a sua esposa? Na realidade, Sara era meia-irm de Abrao. Ele no estava a mentir 
na letra, mas sim no esprito.

Os que vivem sem comunho com Cristo, vivem preocupados apenas em no desobedecer  letra das coisas, sem se importarem com o esprito da letra.

Embora Sara fosse meia-irm de Abrao, o patriarca estava a ser covarde, tinha medo de ser morto por causa da beleza da sua esposa e mentiu.

No momento da mentira, claro que Abrao no estava a ser perfeito. Estava longe de Deus. Era pecador no por mentir, mas por estar separado da justia que  Deus. 
O resultado desta separao foi a covardia e a mentira.

Mas isto no  o importante. Toda a gente pode um dia escorregar e afastar-se de Deus. O que realmente importa  que Abrao aprendeu a lio. "Separados de Mim, 
nada podeis fazer". Assim, ele levantou-se, segurou novamente a mo do Pai e continuou.

Quando o velho patriarca fez 99 anos, Deus apareceu-lhe e lembroulhe mais uma vez o segredo: "Anda comigo e s perfeito".

Nunca  tarde para aprender. Nunca  tarde para comear de novo! J tem 99 anos? No? Ento, levante a cabea, segure a mo de Deus e v em frente!

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18 de Maro - Segunda-feira

Renascendo Atravs da Dor

"E saiu-lhe o sol quando passou a Peniel; e manquejava da sua coxa."

Gnesis 32:31

Estvamos para encerrar o culto divino naquele Sbado, quando o rapaz entrou a gritar no templo. O que teria acontecido? No ptio da igreja mais dois outros jovens 
pediam ajuda para o amigo acidentado. Estavam a pescar com dinamite e o explosivo estourou na mo de um deles. Aqueles jovens costumavam pescar ao Sbado em vez 
de louvarem o nome de Deus na Igreja. O rio ficava a uns cem metros do templo. Havia ali um lago de guas profundas. Eles acendiam o rastilho e alguns segundos antes 
da exploso, atiravam o explosivo para a gua para no dar tempo dos peixes fugirem. Tinha falado muitas vezes com aquele rapaz. Havia duas coisas perigosas na sua 
conduta: o pescar com dinamite e o esquecer que o Sbado era o dia de louvor e adorao a Deus. A f deste jovem diminua cada dia, ele no se aproximava de Jesus, 
levava tudo na brincadeira e o pior: brincava com as coisas de Deus.

Alguns dias depois do acidente, fui visit-lo. Estava sentado no ptio da sua casa, debaixo de uma rvore, tinha um pau na mo saudvel e batia monotonamente no 
cho como se no tivesse motivao nenhuma. No falei muito. Orei apenas e disse que Jesus o amava profundamente. Era membro da Igreja que eu pastoreava naquele 
tempo. Queria v-lo animado e feliz apesar do acidente.

No sbado seguinte, cheguei cedo  igreja e aquele rapaz foi um dos primeiros a aparecer. Tinha perdido um brao. Fui cumpriment-lo com alegria e percebi lgrimas 
nos seus olhos.

- Porqu, Pastor - perguntou - porque tive que perder o brao para compreender que estava a brincar com Deus?

- No importa, jovem - foi a minha resposta - o que importa  que ests aqui novamente na casa de Deus.

Jacob tambm teve na sua experincia o confronto com a realidade. Naquela noite "no vale de Jaboque", resistiu at onde pde e, finalmente, rendeu-se.

A Bblia no diz que Jacob lutava com o homem, mas que o homem lutava com Jacob.  Jesus que est sempre a tentar mostrar-nos a realidade. A nossa luta no  com 
o pai ou com a me, ou com o marido ou a mulher, ou com a Igreja; a nossa luta  com Jesus.  pena que Jacob s tenha compreendido isto quando o homem lhe tocou 
na coxa. Com lgrimas e com gritos de dor, Jacob, finalmente, entendeu que no podia fugir mais de Jesus e ali foi o incio de uma nova experincia.

Na manh seguinte "e saiu-lhe o sol quando passou a Peniel; e manquejava da sua coxa". Talvez continuasse a coxear durante toda a vida, mas que importava? Agora 
estava com Jesus. Ser preciso chegar a esse ponto para compreendermos que estamos a fugir de Jesus?

19 de Maro - Tera-feira

85
todos Somos Necessrios

"porque, nenhum de ns vive para si, e nenhum morre para si. "

Romanos 14:7

A luz vermelha do semforo obrigou-nos a parar numa esquina, no centro de So Paulo. Estava um calor terrvel. O meu colega ao lado esperava impaciente que o sinal 
abrisse. Atrs dele, o seu filho adolescente olhava distrado pela janela do automvel. De repente, aproximou-se do carro um rapaz com uma sacola de mas na mo.

- Seis, por mil e duzentos - disse com olhos suplicantes.

Era uma criana da rua, dessas que andam pelas esquinas a limpar os prabrisas dos carros, a vender bugigangas ou simplesmente a pedir uma esmola. Desses rapazes 
que, de tanto pedir, um dia decidem tirar e correr. E depois vivem sempre a correr e no param de correr toda a vida. Era um rapaz simples, desses que, sem darem 
por isso, tornam-se matria de discursos inflamados e artigos como este.

O meu colega olhou para ele e, apesar do calor sufocante, deu-se ao trabalho de procurar dinheiro e comprar as mas.

- Vai comer isso? - perguntou o filho, com ar de esperto. - Essas mas esto quase podres!

- Eu no as comprei para comer - respondeu o pai. - Comprei-as para que o rapaz possa comer.

Compreendeu a mensagem?

Envolvimento, seria a palavra certa. Todos estamos relacionados com todos. No somos ilhas. Somos de alguma maneira responsveis pelos que sofrem, embora vivamos 
num mundo cada vez mais egosta, onde todos parecem estar contra todos, onde cada um procura proteger-se apenas a si e ao que  seu.

A dependncia  uma lei da vida. Dependncia no no sentido de falta de iniciativa prpria, de esperar que os outros faam as coisas, mas no sentido de saber que 
as nossas realizaes, conquistas e vitrias no so fruto apenas do nosso prprio esforo, j que outros tiveram tambm que ver com isso. A terra precisa de chuva 
para produzir, a chuva precisa de ser nuvem e para ser nuvem precisa do sol; o sol para aquecer as guas precisa da rotao da Terra.

Ningum  uma ilha. Todos precisamos de todos. Talvez uns precisem mais do que outros, e, se a vida nos fez fortes ou nos colocou num lugar privilegiado,  bom perguntar: 
"O que posso fazer pelo meu prximo?"

Sou capaz de erguer os olhos acima dos meus interesses e conforto e olhar para o irmo do lado? Penso que o infortnio, a fome, a necessidade, a doena e s vezes 
a morte so patrimnio exclusivo dos outros? Serei capaz de estender a mo, enquanto tenho mo? Serei capaz de olhar com simpatia, enquanto tenho olhos? Oxal que 
sim, porque um dia a tristeza pode bater tambm  minha porta e nessa altura talvez j seja tarde.

86

20 de Maro - quarta-feira

Ele Est Sempre Presente

"Deus  o nosso refgio e fortaleza, socorro bem presente na angstia. " Salmo 46:1

De repente, os sonhos da Laura pareciam estar a cair aos pedaos, o noivo, a quem tanto amava, deixou-lhe apenas uma curta explicao, escrita num carto branco: 
"Tenho que ser sincero, no gosto de ti; perdoa-me." Um ms depois, o pai dela morreu num trgico acidente de viao.

Era sofrimento demais para uma s pessoa. Quase no dormia e perguntava a Deus: "Porqu, Senhor, Porqu?" Como consequncia, o seu rendimento no trabalho foi to 
alterado que, alguns dias depois, perdeu o emprego. Foi nestas circunstncias que a conheci.

Quase que inconscientemente, a Laura tornava-se juiz e dava o veredicto. "Eu fui sempre uma crist fiel, nunca fiz mal a ningum, ajudei os meus semelhantes na medida 
das minhas possibilidades; Deus foi injusto comigo. Eu no merecia estar a sofrer deste modo."

Ser que Deus  realmente injusto? Ou ser que somos ns que, s vezes, somos injustos com Ele, ao exigirmos o pagamento de uma promessa que nunca fez? No Salmo 
46: 1, encontramos a belssima promessa: "Deus  o nosso refgio e fortaleza, socorro bem presente na angstia." Eis o que Deus est ou no a prometer.

Deus no prometeu que os Seus filhos nunca teriam dificuldades, tristezas ou provaes. Ele est a prometer que, nas dificuldades, lutas, provaes e tristezas, 
aqueles que confiam n'Ele nunca estaro sozinhos. "Grande conforto!", poder pensar, "em que  que isso me ajuda?" Muito. Aqui est toda a diferena.

Sofrem os maus e os bons. Sofrem os que amaldioam a Deus e os que confiam n'Ele. S que o sofrimento nos primeiros  como uma ferida purulenta: devora, apodrece 
e finalmente mata. O sofrimento dos que confiam em Deus, ao contrrio,  como a ferida limpa: di, sangra, mas sara e com o tempo ficam apenas cicatrizes e, s vezes, 
nem sequer isso.

Quando o meu filho mais velho tinha apenas dois anos, foi submetido a uma cirurgia. A enfermeira entrou com a agulha da anestesia pronta. O pequenito olhou cheio 
de medo, comeou a choramingar e a enfermeira disse:

- No chores, isto no vai doer.

_ Ele olhou para mim, como se perguntasse em silncio: " verdade que no vai doer?" Segurei a sua mo, e disse calmamente:

- Vai doer sim, filhinho, mas agarra a minha mo. Se doer muito, apertas muito; se doer pouco, apertas pouco, eu estou contigo.

Compreendeu? Quantas vezes olhamos para Deus e perguntamos: "Ir doer?" Ele, com a Sua voz de Pai amado, conforta-nos: "Vai doer sim, filho. Num mundo de tristezas 
e lgrimas, muitas vezes vai doer, mas aqui est a Minha mo. Nunca estars sozinho. Eu estarei contigo."

21 de Maro - Quinta-feira

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Os Sentidos No So De Confiana

"E desceu Sanso a Timnata: e vendo, em Timnata, a uma mulher das filhas dos filisteus, subiu e declarou-o a seu pai e sua me, e disse: Vi uma mulher em Timnata, 
das filhas dos filisteus; agora, pois, tomaima" Juizes 14:1 e 2

Outro dia conversava com um jovem que, na opinio de todos os que o amavam, estava prestes a tomar uma deciso que lhe traria muitos problemas no futuro.

- Pastor - disse o jovem - eu sinto que isto  o melhor para mim.  o que quero,  o que gosto e creio que tenho o direito de errar.

"Vi uma mulher em Timnata", disse Sanso. D a impresso de que o jovem da minha histria e Sanso combinaram darem a mesma resposta.

Os pais de Sanso fizeram tudo para mostrarem ao filho o tremendo erro que estava prestes a cometer. Falaram-lhe com amor, energia e tentaram dialogar: "No existe 
mulher entre as filhas do povo de Deus?", perguntaram. Mas Sanso estava decidido: "Vi", disse, "e esta agrada aos meus olhos."

So os nossos sentimentos de confiana? Infelizmente, enquanto carregarmos connosco a natureza pecaminosa com que nascemos, os sentimentos humanos trair-nos-o com 
frequncia. Eles s podem ser um guia seguro se forem santificados atravs de uma constante comunho com Jesus Cristo.

"Enganoso  o corao, mais do que todas as coisas, e perverso: quem o conhecer?", diz o profeta Jeremias 17:9. Como pode uma pessoa que no vive uma vida de comunho 
diria com Jesus, pensar que os seus sentimentos so um guia seguro e confivel?

O resultado de decidir porque "vi", porque "isto me agrada", porque "sinto que isto  bom para mim", contrariando a vontade de Deus, foi terrvel para Sanso. No 
fim dos seus dias, os seus olhos, esses olhos que determinavam as suas decises, foram queimados. Cego, terminou os seus dias a realizar o trabalho de um jumento, 
fazendo girar a roda de um moinho.

Aquele jovem que nasceu com um plano maravilhoso para a sua vida. Aquele homem que era a esperana do seu povo, que viera para ficar eternamente na galeria dos vencedores, 
teve um triste fim. Num momento da sua vida sentiu que "isto  o melhor para mim", mas enganou-se, o tempo, implacvel juiz, deu a sentena: culpado e condenado.

Que Deus nos ajude neste dia a depender d'Ele, a consult-lo, a decidir com Ele.  a nossa nica garantia de vitria. Separados d'Ele, nada poderemos fazer.

22 de Maro - Sexta-feira      

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Mais Seguro do Que o Monte

"Portanto no temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares." Salmo 46:2

Ao entrar na cidade de Joanesburgo, frica do Sul, o meu companheiro de viagem disse:

- Estamos a chegar  cidade da f.

- Porqu? - perguntei quase instintivamente.

- Ests a ver aquela montanha? - disse - apontando com o dedo.

- No ms que vem, ela estar deste lado. A f do povo  to grande que remove montanhas!

Depois, sorrindo, explicou-me que as montanhas so de areia - e a areia, tirada das minas, ainda contm ouro. Por isso, elas so removidas de um lugar para outro, 
na tentativa de se extrair o mximo possvel do precioso metal.

Como se v, as "montanhas" de Joanesburgo so "mutveis". Mas geralmente montanhas so smbolos de eternidade, permanncia, confiana.

Penso, por exemplo, nas montanhas do meu pas, o Peru. O Imprio Inca construiu a sua sede l nas alturas de Machu Picchu. E ali esteve o segredo da sua quase invencibilidade. 
A partir das montanhas, os incas contemplavam o horizonte, conquistavam novos territrios, dominavam inimigos. Nas montanhas estava a sua segurana. At hoje, sculos 
depois, as suas famosas fortalezas, quase intactas, atraem milhares de turistas.

No Salmo 46, contudo, o poeta projecta as montanhas para os mares. No versculo 3, ele descreve as montanhas a tremer. Pode a montanha tremer? Sea montanha (que 
 o smbolo de segurana) treme, o que resta?

O que Deus est a querer dizer-nos  que at as coisas, aparentemente eternas, podem um dia falhar. Amizades fortes, por exemplo, podem trair-nos.

Acha que a sua juventude durar toda a vida? Cuidado, a montanha pode um dia tremer! Acha que, agora que construiu uma carreira e tem uma posio, ningum poder 
tirar-lha? Olhe para a montanha - at ela um dia poder cair no mar! Pensa que a sua sade  de ferro? Que o seu patrimnio  to grande que nunca desaparecer? Acha 
que o amor de quem o rodeia nunca acabar? Tomara que no! Mas saiba que tudo pode falhar.

Agora, esteja certo disto: mesmo que as montanhas tremam, ou todos nos abandonem, Deus estar sempre perto de ns, no importa se voltamos os olhos para Ele como 
se fosse o ltimo recurso, a tentativa final.

Deus estar sempre ali, sem nada exigir, esperando com os braos abertos em forma de cruz. Sabe porqu? Porque para Ele o ser humano  a coisa mais linda que existe 
no mundo. "As naes se embraveceram, os reinos se moveram", diz o poeta, mas "o Senhor dos exrcitos est connosco: o Deus de Jacob  o nosso refgio."

23 de maro, Sbado
O Que Realmente Vale

"E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar e buscar a minhaface e se converter dos seus maus caminhos, ento eu ouvirei dos cus, e perdoarei 
os seus pecados, e sararei a sua terra. "

II Crnicas 7:14

Salomo acabara os ltimos detalhes da construo do Templo. Era um templo deslumbrante na sua estrutura fsica e era motivo de alegria e satisfao para todas as 
pessoas que, de alguma maneira, contriburam na edificao da casa do Senhor.

Naquela noite, o Senhor apareceu a Salomo e disse-lhe que o que realmente importava do templo no era o aspecto externo do mesmo, mas o que aconteceria dentro dele.

O versculo de hoje tem sido usado muitas vezes para dizer que se a igreja "no se converter dos seus maus caminhos", Deus nunca poder abeno-la. Na realidade 
este  o propsito final da declarao, mas o versculo contm mais do que o objectivo; ele mostra o mtodo. Como  que Deus quer levar a Sua igreja perdoada e sarada 
a andar nos caminhos correctos?

O texto menciona os passos: 1. Humilhar-se. Reconhecer a insuficincia, a fraqueza e a incapacidade. Este reconhecimento levaria o povo, de maneira natural, a buscar 
ajuda num Ser superior. Deus no pode fazer nada por aqueles que no reconhecem as suas necessidades e no O procuram. 2. Orar. Este  um dos meios da comunho com 
Cristo. Orar no  para informar Deus das nossas actividades, mas para criar em ns o sentido de dependncia. Orar  muito mais do que ajoelhar-se e repetir palavras 
rotineiras. Orar  viver permanentemente ligado a Jesus,  t-lo sempre presente nos nossos pensamentos, sentimentos e aces. 3.  "buscar o rosto do Senhor". Como 
se contempla Deus? Atravs do estudo da Bblia e da meditao. O Esprito de profecia diz que o cristo deveria passar, no mnimo, uma hora diria a meditar no carcter 
de Jesus. A melhor maneira de estudar a Bblia  colocarmo-nos no cenrio dos acontecimentos, aplicando cada conselho divino s diferentes circunstncias da nossa 
vida.

Depois destes trs passos, vem o resultado: "Converter-se dos maus caminhos."

A maior alegria que Deus sente cada Sbado, no se deve  beleza do templo ou  muita ou pouca assistncia, mas  atitude com que os Seus filhos O buscam. Ir ao 
templo deveria ser um acto de gratido, louvor e testemunho do cristo. Deveramos ir porque precisamos d'Ele, reconhecemos a nossa dependncia, queremos exalt-lo 
e aceitar que Ele  tudo em ns.

O resultado final ser uma igreja feliz e sadia que continuar a crescer cada dia na experincia com Jesus.


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24 de maro, domingo

O Outro Lado do Pecado

"E, se no fizerdes assim, eis que pecastes contra o Senhor; en to voltareis depois e ficareis desculpados perante o Senhor e perante Israel; e esta terra vos ser 
por possesso, perante o Senhor. " Nmeros 32:23

Anos atrs tive a oportunidade de conversar com uma senhora, cujo problema fsico era um mistrio para a cincia mdica. Tinha consultado os melhores especialistas 
e ningum sabia dizer qual era a causa da paralisia que a atormentava. Do pescoo para baixo estava praticamente morta e no existia uma causa fsica para estar 
assim.

Conheci aquela senhora quando era saudvel e cheia de vida. Qual seria o motivo para que, em questo de poucos meses, ficasse neste estado deplorvel? Enquanto conversava 
com ela, Deus ajudou-me a detectar a origem do seu mal. Aquela senhora tinha levado muitas pessoas  Igreja, tinha sido daqueles membros batalhadores e incansveis, 
mas num determinado momento da sua vida, ela cortou a comunho com Cristo e o resultado foi a infidelidade aos votos matrimoniais.

- Pastor, eu no tenho perdo - dizia entre lgrimas. - Eu conhecia a verdade, levei muita gente ao baptismo, sabia o que estava a fazer, no fui enganada, o meu 
pecado foi consciente, no mereo perdo.

O sentimento de culpa nesta mulher era to grande, que ela achava que o seu pecado merecia a morte e o seu inconsciente tinha conseguido praticamente matar o seu 
corpo, embora no pudesse apagar a vida.

Segurando as suas mos inertes entre as minhas e olhando-a nos olhos, disse:

- A senhora no acredita no perdo de Deus que ensinou a tanta gente?

- Talvez Deus me tenha perdoado, pastor - disse ela, - mas eu no! Nunca me perdoarei.

E o mais trgico do pecado talvez esteja aqui. No no facto de que Deus no seja capaz de perdoar-nos, mas na tragdia de ns no querermos aceitar o perdo.

"Quando vos achar o vosso pecado", diz o texto de hoje, e muitas vezes temos que sofrer as consequncias de ter transgredido as leis naturais, o que o pecado realmente 
tem de pernicioso e destrutivo  o complexo de culpa que apaga lentamente o desejo de viver, de erguer-se novamente, de reatar a comunho com Cristo.  a sensao 
horrvel de estar perdido, de sentir que no existe mais oportunidade, uma lenta destruio dos valores, da dignidade e do respeito prprio.

Ao partir hoje para as actividades do dia, permitamos que Jesus segure a nossa mo e deixemos que Ele nos guie pelas veredas da justia. Como fazer isso? Tendo sempre 
na mente a presena de Cristo e relacionar com Ele tudo o que fazemos. Manter um hino no corao, sem dvida, ser uma fonte permanente de inspirao ao longo do 
dia. Decorar o versculo de hoje e repeti-lo muitas vezes tambm ajudar. Aprender a conviver com Cristo  talvez a tarefa mais dura do cristo, mas  nisto justamente 
que consiste o cristianismo. Desejo-vos um dia maravilhoso a todos, no poder e na graa de Jesus.

       25 de Maro - Segunda-feira

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Deus Nunca Falha

"Pedi, e dar-se-vos-; buscai, e encontrareis; batei e abrir-se-vos-."

Mateus 7:7

H muitos anos atrs, tive um sonho: organizar um acampamento para milhares de jovens. Junto com o sonho, porm, apareciam dificuldades, montanhas intransponveis. 
Como conseguir casas, gua, sanitrios e comida para tanta gente?

Um domingo convoquei um grupo de pessoas especialistas em diferentes reas de trabalho. Tnhamos at o lema pronto: "Conhec-
-lo, Am-lo e Servi-lo", mas no sabamos como viabilizar o acontecimento.

Costa Jnior fazia parte daquele grupo e pedimos-Lhe que compusesse o hino oficial do Congresso J.A. de Itabuna.

Naquela noite, enquanto ele viajava de regresso a So Paulo, num autocarro, Deus deu a Costa Jnior a letra e a msica do hino: "Conhecer Jesus  Tudo ".Esta msica 
desapareceu, inexplicavelmente, durante nove vezes. Depois de muita orao e trabalho, finalmente o hino ficou pronto e foi cantado por dez mil jovens no Congresso 
de Itabuna, por trinta mil pessoas no Projecto Sol do Ibirapuera em So Paulo e por outros milhares em todo o Brasil e outros pases do mundo incluindo Portugal.

Se Costa Jnior tivesse desistido de escrever e reescrever o hino, se tivesse parado de orar e pedir a Deus para lhe lembrar a letra e msica iniciais, talvez hoje 
a Igreja no tivesse este hino que trouxe tanta inspirao a multides.

Todos devemos sonhar. Ns, seres humanos, temos que sonhar. Quem no  capaz de sonhar, no tem objectivos, e ningum tem o direito de sonhar se no est disposto 
a pagar o preo do seu sonho; porque todo o sonho tem um preo e s vezes o preo  demasiado alto, pode at custar a vida, mas este no  o problema. Podem matar 
o sonhador, mas nunca mataro o sonho.

"Pedi e dar-se-vos-", diz o Senhor Jesus. Poderamos parafrasear dizendo: ''Sonhai e pedi; buscai e batei, e trabalhai pelo vosso sonho e realizar-se-"?

Um dia o Congresso de Itabuna reuniu dez mil jovens. O Congresso de Braslia reuniu 20 mil jovens. Mais tarde o Ginsio do Ibirapuera concentrou quase 30 mil pessoas 
e em 1992 o Maracanazinho reuniu
32 mil pessoas para ouvir a mensagem de Deus.

E em todos esses lugares o hino "Conhecer Jesus  Tudo", tem sido cantado. O que pouca gente sabe  que tudo isto  o fruto maravilhoso do Esprito de Deus ao despertar 
um grupo de homens sonhadores.

Saia esta manh com f. Pea, bata, busque, clame a Deus e trabalhe pelo seu sonho. Brevemente, no ser um sonho, ser a mais linda realidade.
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 26 de maro,tera-feira
Existe Um Lugar Melhor Para Si

"Levantai-vos e andai, porque no ser aqui o vosso descanso; por causa da corrupo que destri, sim, que destrigrandemente. "

Miquias 2:10

O profeta Miquias viveu num perodo crtico do povo de Deus, quando a Assria era o poder mundial dominante. Acaz, rei de Jud entregou-se a todo o tipo de idolatria, 
incluindo o queimar "a seus filhos no fogo, conforme s abominaes dos gentios" (II Crnicas 28:3).

Em toda essa idolatria e decadncia espiritual, o Senhor suscitou o profeta Miquias para advertir o Seu povo da sua iniquidade e para anunciar a libertao de Israel, 
a glria e o gozo do reino messinico. Ao longo de todo o livro de Miquias encontramos advertncias e promessas, castigo e misericrdia.

No versculo de hoje, Deus apresenta-nos uma promessa maravilhosa: "Levantai-vos e andai, porque no ser aqui o vosso descanso."

Ns no fomos criados para viver neste mundo de sofrimento, lgrimas e morte. "A imundcia destri dolorosamente a Terra". No  este o nosso lar, somos peregrinos 
rumo a uma terra melhor.

H 150 anos, um grupo sincero de pessoas esperava a volta de Cristo e tinha a certeza de que havia chegado o momento de entrar no lar. O dia 22 de Outubro de 1844, 
ficar registado na histria como o dia do desapontamento. Mas, na realidade, o que aconteceu nesse ano foi muito mais do que um grupo de cristos tristes porque 
Jesus no voltou.

O aparente cumprimento da promessa levou-os a estudar com mais cuidado as Sagradas Escrituras e com lgrimas e estudo redescobriram o verdadeiro significado de Daniel 
8:14.

Em 1844 algo extraordinrio aconteceu l nos Cus. Jesus, o nosso Sumo Sacerdote, passou do lugar Santo para o lugar Santssimo, no Santurio Celestial e, segundo 
as Escrituras, comeou o juzo investigativo (Apocalipse 14.-6 12).

Neste mesmo ano a mensagem deste julgamento comeou a ser pregada com fora. Era o cumprimento proftico. Apareceria um movimento a dar uma nova nfase ao Evangelho 
eterno, a pregar a justia de Cristo, a eternidade da lei de Deus, a hora do juzo e a volta iminente de Cristo  Terra. Foi assim que nasceu a Igreja Adventista 
do Stimo Dia. A sua misso  anunciar a mensagem de Apocalipse 14:6-12, O nascimento desta igreja estava anunciado profeticamente. Para dizer: levanta-te e anda, 
no  aqui o lugar de descanso, existe um lugar melhor para ti.

27 de Maro,  -quarta-feira       

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Que Tipo de Promessa  a Sua?

"E ele disse: Senhor, estou pronto a ir contigo, at  priso, e  morte. "

Lucas 22:33

A declarao de Pedro  uma declarao tipicamente humana. Quantas vezes j prometeu fidelidade a Deus e no cumpriu? A quantas semanas de orao j assistiu e foi 
 frente como resposta ao apelo de encerramento que o pastor fez? Pense e responda: quanto tempo durou a sua promessa?

Quer dizer que nunca devemos prometer nada a Deus? Vejamos este conselho do Esprito de Profecia: "Muitos indagam: Como devo eu fazer a entrega do prprio eu a Deus? 
Desejamos entregar-nos a Ele, mas falta-nos o poder moral, somos escravos da dvida e dirigidos pelos hbitos da nossa vida de pecado. As nossas promessas e resolues 
so como palavras escritas na areia. No se podem dominar os pensamentos, os impulsos, as afeies. O conhecimento das nossas promessas violadas e dos votos no 
cumpridos, enfraquece a confiana na nossa prpria sinceridade, levando-nos a julgar que Deus no nos pode aceitar; mas no  preciso desesperar. O que se deve compreender 
 a verdadeira fora da vontade. Esta  o poder que governa a natureza do homem, o poder da deciso ou de escolha. Tudo depende da recta aco da vontade. O poder 
da escolha deu-o Deus ao homem-, a ele compete exerc-lo. No se pode mudar o corao, no podemos, por ns mesmos, consagrar a Deus as nossas afeies; mas podemos 
escolher servi-lo,  Podemos dar-Lhe a nossa vontade; Ele operar em ns o querer e o efectuar, segundo o Seu beneplcito. Assim, toda a nossa natureza ser influenciada 
pelo Esprito de Cristo; as nossas afeies centralizar-se-o n'Ele; os nossos pensamentos estaro em harmonia com Ele."

Em que consiste entregar a vontade a Deus? O conselho inspirado continua: "Mediante o conveniente exerccio da vontade, pode operar-se na nossa vida uma mudana 
completa. Entregando a Cristo o nosso querer, aliemo-nos com o poder que est acima de todos os principados e potestades. Teremos fora do alto para estar firmes 
e, assim, pela constante entrega a Deus, estaremos habilitados a viver a nova vida, a vida da f." Caminho a Cristo, pgs. 47 e 48.

Cada dia, ao sair de casa devemos dizer: "Senhor, habita hoje em mim pela presena do Teu Santo Esprito e a Ti entrego hoje a minha vontade pecaminosa, santifica-a 
por favor." Ento, quando o momento da tentao chegar volte a chamar Deus, sinta o que sentir, no se desligue de Jesus, deixe que Ele habite no seu corao. A 
Sua presena santificar a pobre vontade humana e tornar-se- invencvel pelo poder maravilhoso de Jesus. Desejo-lhe um dia cheio de vitrias para si.

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28 de maro, quinta-feira
O Bom Caminho

"Assim diz o Senhor: Pondo-vos nos caminhos, e vede e perguntai pelas veredas antigas, qual  o bom caminho; e andai por ele e achareis descanso para as vossas almas; 
mas eles dizem: No andaremos. "

Jeremias 6:16

Com frequncia este versculo tem sido usado para dizer  igreja que devemos vestir-nos, cantar e comportar-nos como no passado. Mas no contexto em que o versculo 
 apresentado a mensagem  diferente. "Perguntai pelas veredas antigas, qual  o bom caminho e andai por ele"  o conselho divino. Quais so essas veredas antigas? 
Qual  esse bom caminho? Quando Jesus esteve na Terra, Ele pessoalmente deu a resposta: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ningum vem ao Pai seno por mim."

Jesus  o caminho. A igreja comea a esquecer princpios quando se esquece de Jesus. A igreja comea a conformar-se com este sculo quando se esquece de Jesus. A 
igreja comea a tornar-se frvola e mundana quando esquece o caminho.

Abandonar as veredas antigas no  simplesmente deixar princpios ou normas morais. Abandonar as veredas antigas  perder de vista o caminho e o caminho  Jesus.

O profeta Jeremias afirma, no versculo de hoje, que o resultado de voltar s veredas antigas  que o povo acharia descanso para a alma. Lembra-se que, em certa 
ocasio, tambm Jesus disse: "Vinde a Mim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vs o meu jugo...; e encontrareis descanso para 
as vossas almas."

Qual era o convite de Jesus? Estava Ele a querer que o Seu povo simplesmente voltasse aos costumes do passado ou estava a querer que os Seus filhos voltassem para 
Ele?

Jesus veio a este mundo para dar sentido a uma religio moralmente correcta, mas espiritualmente vazia. Os filhos de Israel naquele tempo tinham perdido de vista 
muito mais do que princpios morais, tinham perdido de vista o caminho. Tentando achar as veredas antigas estavam a perder-se num emaranhado de detalhes, dizimando 
at a menta e o coentro, mas Jesus veio para dizer ao Seu povo: "Estes detalhes no so o caminho; Eu sou o caminho. Se o Meu povo viver uma vida de comunho comigo, 
de maneira natural viver abundantemente os princpios eternos da lei que  o Meu carcter."

O profeta Jeremias termina dizendo: "Mas eles dizem: no andaremos". Jesus tambm, antes da Sua morte, disse: "quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como 
a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu no quiseste."

"No andaremos", "no quisestes". A estava Jesus a oferecer descanso para as almas, mas ningum quis saber.

E quanto a si hoje? Ande no bom caminho, mas no se esquea que o bom caminho  Jesus e no apenas um cdigo moral.

29 de Maro -sexta-feira      

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As Cidades de Refgio

"para que, por duas coisas imutveis, nas quais  impossvel que Deus minta, tenhamos ajirme consolao, ns, os que pomos o nosso refgio em reter a esperana proposta." 
Hebreus 6:18

"Como saberei que Deus realmente me perdoou?" era a pergunta angustiante daquela senhora. Carregava sobre si o peso da culpa de algo tenebroso que no a deixava 
ser feliz.

"Minha senhora", disse-lhe, "Deus afirmou na Sua Palavra que se crer nesta promessa com f e acreditar que Jesus morreu pelos seus pecados, o seu passado todo ficar 
apagado e a senhora renascer para uma nova vida."

O versculo de hoje fala de duas coisas imutveis, nas quais  impossvel que Deus minta. Quais so essas coisas imutveis? O texto est a referir-se  Sua Palavra 
e ao juramento que Ele fez de que cumprir a Sua Palavra. Ora, Deus no precisa de fazer qualquer juramento. Deus  Deus e a Sua Palavra  de confiana, vai ao encontro 
dos temores humanos e sabe que a conscincia humana  um juiz implacvel. Por isso Deus diz e cumprir a Sua Palavra.

A promessa sobre a qual Ele faz juramento refere-se s cidades de refgio, onde os pecadores encontram a libertao da sua culpa. A figura  tirada do Velho Testamento.

Nos tempos de Israel existiam seis cidades de refgio localizadas no alto das colinas para que os fugitivos no tivessem dificuldades em encontr-las. Os caminhos 
que conduziam a essas cidades eram espaosos e constantemente conservados. Havia indicaes ao longo de toda a extenso indicando o percurso correcto em hebraico 
"Miklatt" que queria dizer "Refgio". As letras deviam ser grandes e claras de maneira que o fugitivo pudesse ler mesmo a correr.

Era para l que as pessoas corriam quando eram culpadas de algum delito. Era l que se escondiam, mas a segurana destes homens estava garantida unicamente enquanto 
permanecessem na cidade.

Cristo  a cidade de refgio dos cristos. L no Calvrio foi colocada uma frase bem clara em hebraico, grego e latim, para que os culpados de todos os tempos pudessem 
ler mesmo a correr: "Jesus Nazareno, Rei dos Judeus". Foi l que Ele morreu de braos abertos, convidando os homens: "Vinde a Mim todos os que estais cansados e 
oprimidos. Em Mim achareis perdo."

Cristo no falou s. Fez juramento sobre a Sua Palavra de perdo e  por isso que ningum precisa de viver atormentado pela culpa.


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30 de maro, Sbado
-Palavras Frvolas?

i"Mas eu vos digo que, de toda a palavra ociosa que os homens disserem, ho-de dar conta no dia do juzo." Mateus 12:36

Como falam os que querem ser cada dia mais semelhantes a Jesus? Que tipo de palavras sai da sua boca? Sobre o que conversam quando esto juntos?

O versculo desta manh est integrado num contexto interessante. Nos versculos anteriores Jesus explica que o corao  COMO um cofre onde se escondem coisas boas 
e ms, e que a palavra  o meio atravs do qual se tira o que se guarda no corao. "Da abundncia do corao, fala a boca"  a concluso do Mestre. E Ele termina 
ao dizer que no dia do juzo, os homens daro conta de toda a palavra frvola que tiverem pronunciado.

Existem trs maneiras de interpretar este texto. A primeira  atemorizar-se pelas consequncias no dia do juzo e tentar, a partir de hoje, no dizer palavras frvolas.

A segunda  raciocinar da seguinte maneira: "J que os que tm um bom corao dizem coisas boas, ento, a partir deste momento, s direi coisas construtivas.

A terceira  ir a Jesus e dizer: "Senhor, o facto de eu dizer frivolidades  evidncia de que o meu corao  mau e est cheio de pensamentos imundos. Por favor, 
vive em mim e purifica os meus sentimentos e pensamentos, santifica diariamente o meu corao atravs da presena do Teu Santo Esprito."

E se o homem, a partir deste momento, viver uma vida de comunho permanente com Cristo, os pensamentos de Cristo passaro a ser os seus e as palavras que sarem 
da sua boca sero, de maneira natural, palavras edificantes.

Constantemente, temos colocado diante de ns e da igreja, os ideais de vida do cristo, porm, poucas vezes temos tentado mostrar o meio atravs do qual se vive 
essa vida ideal.

Na Bblia nunca encontramos um problema sem a sada, o ideal sem a maneira de o alcanar.

No versculo de hoje, Jesus diz: "Deixa-Me resolver o problema do teu corao, sarar os teus pensamentos e ento as tuas palavras reflectiro a pureza dos teus sentimentos 
santificados pela Minha presena."

Deus quer que os Seus filhos sejam cada dia mais semelhantes a Ele, inclusive no tipo de conversao que mantm.
-       31 de Maro-domingo

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 Preciso Decidir

Apesar de tudo, at muitos dos principados creram nele; mas no o confessavam, por causa dos fariseus, para no serem expulsos da sinagoga. Porque amavam mais a 
glria dos homens do que a glria de Deus. " Joo 12:42, 43

 Uma das maiores barreiras que as pessoas encontram para seguir jesus  o preconceito causado algumas vezes pelo status e outras pela jjpresso social, religiosa 
ou financeira.

No captulo 12 de Joo encontramos trs diferentes atitudes das pessoas com relao a Jesus. A primeira  a dos gregos sinceros que seguiram Jesus, apesar de compreenderem 
que isto lhes causaria dificuldades no futuro, porque manter os seus novos princpios numa cultura pag no seria nada fcil.

A segunda atitude  descrita no versculo 37 da seguinte maneira: "Embora tivesse operado tantos sinais diante deles, no criam n'Ele". Pode existir maior cegueira 
do que a do homem que no quer ver? Vivemos hoje num mundo agnstico e cheio de incredulidade. Queremos levar tudo ao laboratrio. Estamos dispostos a exercitar 
a f em muitas coisas menos nos assuntos espirituais.

Se algum que no conhecemos nos mostra o caminho, vamos para l levados por uma f inconsciente de que essa pessoa est a falar verdade. Mas quando encontramos 
alguma declarao bblica, paramos, pensamos e comeamos a duvidar.

Deus deu-nos o direito da dvida. Somos livres para aceitar ou rejeitar, livres para acreditar ou troar. Vemos o Sol brilhar e no acreditamos no Deus que criou 
o astro-rei porque nunca O vimos, mas vemos um relgio e acreditamos que existe um relojoeiro, embora tambm nunca o tenhamos visto!

Este tipo de pessoas existia no tempo de Cristo: "viam os sinais, mas no acreditavam".

O ltimo tipo de pessoas est descrito no versculo de hoje. So os temerosos. Aceitam a verdade no seu corao. No paira uma dvida, por mnima que seja, mas eles 
tm medo das pessoas, do status, do "que diro". Vivem em funo de compromissos sociais, profissionais ou religiosos, amam mais a glria dos homens do que a glria 
de Deus.

Conheci ao longo de meu ministrio muita gente assim. Gente que dizia com lgrimas nos olhos: "Pastor, eu sei que este  o caminho, mas no tenho coragem para romper 
com as minhas tradies e com tanta coisa que me amarra a esta vida. Ser que Deus ter misericrdia de mim?"

Deus ter, sim, mas ter misericrdia para continuar a bater  porta do seu corao, no para tomar a deciso por si, porque Ele fez de si um ser humano livre e 
capaz de decidir.

Hoje pode ser para si o grande dia da deciso. Agora, pode ser o minuto que estava a faltar na sua vida. Diga sim a Jesus e saia transformado para as actividades 
do dia!


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1 de Abril -Segunda-feira       

Porqu Ir  Igreja?

"Depois, Jesus encontrou-o no templo, e disse-lhe: Eis que j ests so,- no peques mais, para que no te suceda alguma coisa pior. " Joo 5:14

O paraltico do tanque de Betesda acabara de ser curado e olhou  sua volta para agradecer a quem fizera este milagre na sua vida, mas a Bblia diz que "Jesus j 
no estava ali, retirara-Se porque havia muita gente". Assim eram as coisas com Jesus. A sua misso era conduzir os homens ao Pai. Fazia o que tinha que fazer e 
desaparecia sem esperar aplausos, homenagens, nem comemoraes porque Ele sabia que ns, seres humanos, gostamos de fazer dolos de barro. Esquecemos o Salvador 
e idolatramos o instrumento humano. Jesus d aqui uma lio de vida para todos.

O Versculo de hoje diz que depois Jesus foi ao Templo e encontrou ali o homem que fora curado. Aqui h um pensamento profundo que precisamos de conhecer. O paraltico 
no foi ao templo para ser curado. Ele fora curado por Jesus. Nenhuma igreja tem o poder de salvar. Nenhum ser humano pode pertencer a uma igreja pensando que esse 
 o meio da salvao. O paraltico foi ao templo para louvar o nome de Deus por ter sido curado. Foi l que ele encontrou Jesus e pde dizer: "Obrigado, Senhor, 
eu louvo o Teu nome porque me salvaste."

Por favor, nunca diga que foi salvo por Cristo se no est congregado  Igreja. No diga que teve uma grande experincia salvadora com Jesus se aos sbados fica 
em casa. A igreja  o lugar onde os remidos se encontram com Jesus para louvar o Seu nome e agradecer as bnos recebidas.

 por isso que as igrejas devem cantar muito, porque o cntico  o louvor por excelncia. A igreja que no canta pode estar a revelar a falta de uma experincia 
salvadora na sua vida.

O inimigo faz muita gente pensar que no precisa de ir  Igreja, porque nela existem muitas pessoas cujas vidas so um pssimo testemunho do evangelho, mas biblicamente 
o motivo que deve levar-nos  igreja no deveria ser cumprimentar amigos que no vimos durante a semana; o motivo que deve levar-nos a ir ao templo deveria ser louvar 
o nome de Deus e, este acto de louvar  capaz de unir os coraes e fazer desaparecer as diferenas que possam existir entre as pessoas. Uma igreja unida pelo louvor 
e esprito de gratido ser tambm uma igreja unida na misso de iluminar o mundo com a luz do Evangelho. J teve uma experincia de salvao com Jesus? Ento v 
no sbado  Igreja e louve o nome de Deus.

2  de abril, tera-feira

o prximo No Tem Rosto

"E respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalm para jeric, e caiu nas mos dos salteadores, os quais o despojaram, e, espancando-o, se retiraram, deixando-o 
meio morto. " Lucas 10:30

A parbola do bom samaritano  a resposta de Jesus a um doutor da lei que perguntou: "Quem  o meu prximo?"

"Certo homem..." A Bblia no identifica o homem. No menciona a sua raa, nem o seu estrato social, nem a sua lngua, nem a sua nacionalidade. "Certo homem..." 
e mais nada. No precisamos de saber mais nada sobre algum que est a passar necessidade. Jesus ocultou os detalhes da identidade deste homem por algum motivo.

Entre Jerusalm e Jeric, havia vrios quilmetros de estrada perigosa, rochosa e deserta. Era o lugar preferido dos ladres e salteadores que, amparados pela solido 
e pela escurido do lugar, podiam fazer dos viajantes vtimas fceis. Na histria, encontramos este homem como uma dessas vtimas.

A Bblia diz que os salteadores o "despojaram". Estava nu. Ningum podia identific-lo pelas roupas, se eram finas ou baratas, se eram deste pas ou daquele. Os 
anis e as jias (que os homens usavam naquele tempo) tambm tinham desaparecido, de modo que ningum podia ver se eram bijutarias ou jias autnticas para poder 
determinar a capacidade financeira do homem. E para completar o quadro de anonimato, estava inconsciente, no podia falar e ningum podia ouvir o seu sotaque para 
dizer se o homem era carioca, paulista, gacho ou nordestino.

O que Jesus est a dizer-nos hoje,  que o nosso prximo no tem rosto, nem identidade. O que Ele est a ensinar-nos  qual deveria ser a nossa atitude para com 
os que sofrem. A nossa preocupao nunca pode ser, identificar antes de ajudar. No importa se a pessoa que sofre  rica ou pobre, negra ou branca, culta ou inculta, 
boa ou m, palestina ou iraquiana. Como igreja e como cristos, devemos estar do lado dos que sofrem. No podemos ficar do lado dos pobres contra os ricos, nem dos 
bons contra os maus. "Um certo homem..." Esse  o nosso prximo.

Existem pessoas que sofrem fome e frio entre os pobres. Mas tambm existem pessoas que sofrem entre os ricos: sofrem angstia, solido e crise existencial. E a ordem 
de Jesus  ajudar os que esto a sangrar. Os que sangram por fora e os que sangram por dentro. No olhe para o seu rosto, nem para a sua pele, nem para a sua nacionalidade. 
V ao encontro dos que sofrem. Esses so o seu prximo.

Ao longo deste dia, tente encontrar algum que sofre e mostre-lhe o amor de Jesus.

3  de abril, quarta-feira
A Essncia do Cristianismo

"Jesus respondeu, e disse-lhe: Se algum me ama, guardar a minha palavra, e meu Pai o amar, e viremos para ele, e faremos nele morada."]joo 14:23

O amor  a essncia da vida crist. Afinal de contas, o cristianismo no  outra coisa seno o relacionamento maravilhoso de amor entre Cristo e o ser humano.

O versculo de hoje no diz: "Se algum guardar a Minha Palavra, Me amar." O versculo declara algo simples: "Se algum me ama, guardar a minha Palavra." A obedincia 
 aqui apresentada como resultado do amor.

Na segunda parte do versculo, o evangelista Joo tenta mostrar como  que o amor por Deus nos levar ao caminho da obedincia. "E meu Pai o amar, e viremos para 
ele, e faremos nele morada."

O apstolo Paulo disse noutra ocasio: "O vosso corpo  o templo do Esprito Santo." Aqui Jesus est a tentar explicar-nos em que consiste a maravilhosa experincia 
do cristianismo. Encontramos um dia o nosso Salvador, conhecemos o Seu amor, apaixonamo-nos por Ele, abrimos-Lhe o corao e Ele vem fazer morada em ns na pessoa 
do Esprito Santo. A partir da "Cristo mora em ns", santifica a nossa vontade e leva-nos de vitria em vitria at  vitria final.

"O Esprito Santo procura habitar em cada alma. Caso Ele seja bemvindo como Hspede honrado, os que O recebem tornar-se-o completos em Cristo. A boa obra comeada 
ser terminada; os pensamentos santos, as celestiais afeies, e os actos semelhantes aos de Cristo tomaro o lugar dos pensamentos impuros, dos sentimentos perversos 
e dos actos obstinados." Conselhos Sobre Sade, pg. 561

Por isso, a nossa grande e primeira orao deveria ser: "Senhor, dme um corao capaz de amar." Quando o ser humano entregar a Jesus todo o corao, quando O amar 
a ponto de dizer como Pedro: "A quem iremos?", ento, o ser humano dir naturalmente: "Senhor, quero verTe feliz, quero vestir-me, comportar-me, alimentar-me de 
tal modo que possa ver sempre um sorriso de alegria e satisfao no Teu rosto."

Quando existe amor,  a vida tem sentido. At as coisas difceis adquirem vida. O caminho pode estar cheio de espinhos, mas os olhos s vem flores.

Retirem o amor do cristianismo e este tornar-se- um amontoado de regras e proibies ocas.

Que tipo de cristianismo  o seu? 
    4 de   Abril - Quinta-feira

101

O Jesus dos Casos Perdidos

"Deixou a Judia, e foi outra vez para a Galilia. E era-Lhe necessrio passar por Samaria." Joo 4:3 e 4

O povo judeu era um povo cheio de preconceitos. Quando colocava uma marca na testa de algum, nada podia livrar essa pobre pessoa do estigma que carregava como uma 
espcie de maldio para toda a vida.

No versculo de hoje, encontramos Jesus a ir da Judia para a Galilia. A Judia ficava ao sul, Galilia era uma cidade do norte e entre ambos estava Samaria, cujo 
povo era condenado pelos judeus. At os discpulos, certa ocasio, sacudiram o p das suas sandlias e Joo pediu para cair fogo do cu e consumir aqueles obstinados 
samaritanos. Os habitantes de Samaria eram to rejeitados que os judeus para irem da Judia  Galilia, atravessavam o rio Jordo e subiam pelo deserto, mas no 
pisavam a terra daquele povo que, na opinio dos judeus, "no tinha salvao".

Mas com Jesus, as coisas so diferentes. Para Ele no existe um caso perdido. Para Ele, ningum foi to longe que no possa voltar, ningum  to duro que no possa 
um dia abrir o corao. Jesus no precisava desviar-Se do caminho para no Se encontrar com algum indigno, porque para Ele todas as pessoas so necessitadas e precisam 
desesperadamente d'Ele. Ele veio buscar e salvar os perdidos. Ele veio procurar os casos sem soluo, as vidas desenganadas, os homens sem esperana de recuperao.

No curou Ele o leproso, condenado a morrer com a sua carne a cair aos pedaos? No ressuscitou Lzaro, que j cheirava mal? No foi Jesus em pessoa que curou o 
paraltico, que durante trinta e oito anos carregou a sua misria pelo cho da vida?

Se v um homossexual, talvez pense para si: "Eis aqui um caso sem esperana." Se eu falasse com um marginal, ou assassino, talvez pensasse para mim: "Ser que Deus 
poder fazer algo por semelhante homem?" Ns talvez atravessssemos o rio Jordo e subssemos pelo deserto Para no passar por Samaria, a terra dos homens condenados, 
mas graas a Deus, Jesus  o Salvador dos casos perdidos. Se se sente um deles, louve agora o nome de Deus, porque Jesus veio para si. Ele ama-o. "Era-Lhe necessrio 
passar pela sua cidade para o encontrar." Nem tudo est perdido. Para os homens, talvez sim. Para si, quem sabe, sim. No para Deus! Aceita-O?

102

5 de Abril - Sexta-feira     

Para Deus H Sempre Esperana

"E orou ao Senhor, e disse: Ah! Senhor! nooi isso o que eu disse, estando ainda na minha terra? por isso me preveni fugindo para Trsis, pois sabia que s Deus 
piedoso, longnime e grande em benignidade, e que Te arrependes do mal. "Jonas 4:2

O profeta Jonas  um dos mais estranhos profetas da Bblia. Ele , justamente, tudo o que um profeta no deveria ser. Enquanto os profetas vo onde Deus os envia, 
Jonas foge. Enquanto os profetas geralmente pregam para homens duros aceitarem a mensagem, cada vez que Jonas abre a boca as pessoas arrependem-se. Enquanto os profetas 
vivem tristes porque as pessoas sem aceitarem a mensagem, se dirigem para a morte, Jonas fica triste porque as pessoas se arrependem e mudam de vida.

Jonas vai a Nnive depois de muita relutncia e finalmente cumpre a misso. "Nnive ser destruda em quarenta dias" e pronto. Onde est o apelo? Porque no apresenta 
a justia e a misericrdia divinas? No deve um profeta genuno, anunciar nas tragdias a mensagem de esperana? Mas, apesar da indiferena e pobreza evangelstica 
com que Jonas apresenta a mensagem, o povo arrepende-se. Os resultados so extraordinrios. Toda a cidade decide aceitar Deus e mudar de vida. Jonas no pode suportar 
semelhante xito evangelstico.

O livro de Jonas  um livro de permanente conflito. No entre o profeta e os habitantes de Nnive, como muitos poderiam imaginar, mas entre Jonas e Deus. Deus a 
querer que os ninivitas se arrependam e sejam salvos, e Jonas a desejar que este povo morra queimado pelo fogo.

Para compreender Jonas, talvez seja preciso conhecer o ambiente em que ele vivia. Nnive oprimia o povo de Israel. Era a capital da Assria, a mais feroz e violenta 
nao daquele tempo. O profeta Naum descreve-a como a "cidade sanguinria, cheia de mentiras e de roubo". Naum 3:1. Na opinio de Jonas, gente como aquela s merecia 
a morte. Jonas fugiu para Trsis, no porque tivesse medo da incredulidade de Nnive, mas porque tinha medo que a sua pregao resultasse e que o povo se arrependesse 
e Deus perdoasse aos ninivitas. No, eles no mereciam perdo! Eles tinham que morrer, porque, para ele, o pecador s merece a morte, no merece nem compaixo, nem 
compreenso, nem pacincia. S merece a morte!

Graas a Deus que, no dia final, no seremos julgados por homens. Deus no deixar passar por alto nem um pecado, por mnimo que seja, Deus no fechar os olhos 
para nenhum defeito de carcter, por pequeno que seja. Mas Ele est disposto hoje a fazer tudo para salvar o pecador, para cham-lo, para cativ-lo e para inspirar 
nele o arrependimento. O Deus de Jonas continua vivo e continua a chamar os Seus filhos. Continua a pensar que para Ele no existe nenhum caso perdido, continua 
a acreditar e a esperar. Porque no aceitar o convite enquanto ainda h tempo? Diga sim ao Senhor e saia para as actividades do dia, sentindo a Sua presena ao seu 
lado.

103

6 de abril, SBADO
O Segredo do Poder

"Orando em todo tempo, com toda orao e splica no Esprito, e vigiando nisto com toda a perseverana e splica, por todos os santos. " EfsOS 6:18

Repetidas vezes encontramos o conselho para fazer da orao no algo momentneo, mas uma atitude de comunho permanente com Cristo. "Orando em todo tempo." "Orai 
sem cessar",  muito mais do que separar determinado tempo para ficar a ss com Jesus. A vida do cristo tem que ser uma vida de companheirismo permanente com Cristo 
e no existe companheirismo sem comunho. No quer dizer que devemos falar sem parar. Pode andar com uma pessoa de quem gosta, mas no conversar constantemente. 
H um momento em que esto em silncio, mas esto em comunho, mantm o companheirismo. Seria incapaz de fazer algo que magoasse este amigo quando se est ao seu 
lado.

Ns, cristos, temos que aprender a fazer da orao algo permanente "orando em todo o tempo no Esprito", diz Paulo. Temos que aprender a viver num permanente esprito 
de orao. Separar cada dia tempo para nos ajoelharmos e ficarmos a ss com Jesus, ajudar-nos- a manter o esprito de orao durante as nossas actividades.

Precisamos de orar mais. Visitei um casal, cujo filho estava preso por causa de um delito que provocou muito escndalo.

- Eu sou a culpada - disse a me, a chorar. - Se eu tivesse orado mais, esta tragdia no teria acontecido.

Pedi a esta senhora que no se culpasse tanto, que ela j tinha dor suficiente para suportar, mas ela continuou:

- Noutros tempos, eu orava muito por este filho, mas fui relaxando a minha vida espiritual, comecei a orar pouco; eu sei que, se tivesse orado mais, hoje tudo seria 
diferente.

Ah, queridos leitores, como a vida seria diferente se ns orssemos mais. "Um dos meus maiores pesares", disse um pastor no leito de morte, " que no orei o suficiente". 
E quando o mdico deu a notcia a outro grande pastor, de que tinha poucas horas de vida, ele disse aos seus familiares: "Deixem-me passar este tempo em orao."

Amigos! Oremos mais. S  possvel viver uma vida vitoriosa se estivermos em comunho permanente com Jesus. Oremos mais! A orao derruba as dificuldades, abre as 
portas fechadas, d energia e poder para uma vida vitoriosa, concede-nos habilidade e fora para anunciar o evangelho. Assim foi na vida de Abrao, Eliseu, Ezequias, 
Samuel, Paulo, Livingstone, Lutero, Robert Pierson e uma multido de outros heris da f. Todos eles venceram porque receberam poder do alto, atravs da orao. 
Oremos mais
104

7 de Abril - Domingo 

Bom Demais Para Ser Verdade? || Para Onde Fugir dos Problemas?

105

"Tornar a apiedar-se de ns: subjugar as nossas iniquidades, e lanar todos os nossos pecados nas profundezas do mar. " Miquias 7:19

"Joo Amm", era conhecido com este nome porque dizia "Amm" em qualquer circunstncia. Assistindo a um programa, ouvindo rdio, lendo um artigo, ele estava sempre 
a dizer "Amm", em voz alta.

Certa ocasio "Joo Amm" entrou num consultrio dentrio da cidade. O dentista, seu amigo, pensou para si: "Vou emprestar-lhe uma revista cientfica para ler, enquanto 
espera; acho que ali no vai encontrar um motivo para dizer Amm." Mas enquanto o mdico atendia outro cliente, ouviu a conhecida voz do Joo, num sonoro "Amm", 
do outro lado da sala. O doutor saiu e perguntou: "Pode dizer-me o que encontrou nessa revista cientfica para dizer Amm'?" Joo, com aquela tranquilidade dos que 
realmente desfrutam paz no corao, respondeu: "Olhe, doutor, durante anos eu pensava que o ponto mais profundo do mar tinha 11.200 metros, mas esta revista tem 
um artigo acerca das recentes exploraes, e descobriu-se que o ponto mais profundo tem 11.300 metros. Portanto, segundo a promessa divina, os meus pecados esto 
cem metros mais longe de mim. O senhor no acha que  motivo suficiente para dizer Amm'?"

Algum pode ter inventado por a a histria do "Joo Amm", mas sem dvida, uma das mais belas promessas do Senhor Jesus  a promessa do perdo. Onze mil e trezentos 
metros  pouca distncia. "As profundezas do mar" so uma figura simblica para expressar como Deus quer esquecer-Se do nosso passado. Se atirar uma moeda no alto 
mar, ter uma possibilidade mnima de a achar novamente. Pois  isso que Deus est a dizer-nos esta manh. "Filho, se tens realmente conscincia do teu erro; se 
te sentes triste por teres magoado o Meu corao, se aceitares a oferta que Eu fao, ento, todo o teu passado, por mais pecaminoso que tenha sido, ser por Mim 
esquecido."

Enquanto pregava numa certa igreja, observei uma pessoa a chorar. Na hora do apelo, no conseguiu levantar-se e aceitar o convite divino, mas depois procurou-me 
nos bastidores. Era uma jovem bonita e usava um chapu enorme e vistoso. "O senhor no me conhece?" perguntou. Respondi que no e depois ela a chorar, disse:

"- No consegui ir  frente, tenho passado toda a minha vida a errar,

o meu passado  escuro, j magoei muita gente, para mim no h perdo."

"- No compreendeu a mensagem desta noite? - perguntei. - Jesus

veio justamente para os que j no sabem mais o que fazer com a sua

vida errada."

"- Mas, pastor" - disse a jovem - "esta promessa  boa demais para ser verdade. No pode existir algo assim,"

Mas a promessa existe e est a,  sua disposio. Aceite-a!

8 DE ABRIL, SEGUNDA-FEIRA 

 lana o teu cuidado sobre o Senhor, e ele te suster: nunca permitir que o justo seja abalado. " Salmo 55:22

 A semana em que escrevo a meditao de hoje, ser histrica para o Brasil. O Congresso Nacional acaba de autorizar ao Senado a abertura do processo de impedimento 
ao Presidente da Repblica e ele ser afastado do poder, enquanto o processo durar.

 Ao cair da noite, quando j estava decretada a derrota do presidente, este escreveu ao seu assessor de imprensa um verso em francs do poeta Sully Prudhonne. O 
verso dizia: "A minha situao  como a Me um pssaro que sente tremer o galho, mas no entanto, canta, porque sabe que tem asas."

   David, no Salmo 55, de onde tirmos o versculo de hoje, tambm
parece que queria ter asas. "Quem me dera ter asas como a pomba!", disse

ele, "voaria e estaria em descanso. Fugiria para longe e pernoitaria no
Hdeserto." Mas a vida ensinou-lhe que no  possvel fugir de certas cir-
cunstncias. Alguma vez j se sentiu assim diante dos problemas da vida?

Alguma vez j pensou: "Deixarei tudo e fugirei. Correrei. Voarei"?

    Fugir para onde? L no deserto os problemas acompanh-lo-o, porque
a sua memria e a sua personalidade iro consigoNo  possvel fugir
das cargas da vida. A carga da perplexidade ir consigo a qualquer lado.

A carga do dever no cumprido ir consigo para onde fugir. O que deve
fazer ento com as cargas da vida? Para onde ir? "Lana o teu cuidado
sobre o Senhor",  a resposta divina. "Ele te sustentar." Como o far?
As vezes Ele tira a carga de si. Ele tem poder suficiente para faz-lo. Ele

pode cur-lo da doena, pode eliminar aquilo que o atormenta, enfim.

Eu j tive na vida o meu Getsmani. Aquela noite escura que parece
no ter fim. Aquele fogo que arde e queima e que acaba com os nossos
sonhos e o nosso futuro. Eu j passei horas e horas de joelhos, a pedir a
Deus que acabasse com a minha noite gelada e Deus no Seu maravilhoso
amor tirou-me a carga e vi brilhar, de repente, o sol de um novo dia.

  Mas, Deus nem sempre tira as cargas dos nossos ombros. Ele prometeu que muitas vezes no tirar a carga, mas vir ajudar-nos a carreg-la.  Paulo, um dia clamou: 
"Tira de mim este aguilho", e o Senhor responeu-lhe: "A Minha graa te basta".  tudo o que farei por ti. Ficarei ao teu lado, ajudar-te-ei, farei de ti um vencedor 
nas circunstncias adversas. Desde aquele momento, no encontramos mais outra orao de paulo a pedir que Deus o livre do problema. Amigo, no importa qual  o seu 
problema. Aqui est o caminho: Lance seu cuidado sobre o Senhor, Ele o sustentar. No tente levar a carga sozinho. No lute s. No tente deter a enchente sozinho. 
Coloque a sua mo na mo poderosa de Deus e seja um vencedor!

9  de abril, tera-feira

106

Nunca Olhe Para os Outros

"Disse-lhe Jesus: Se eu quero que ele fique at que eu venha, que te importa a ti? Segue-me." Joo 21:22

A jovem tremia enquanto eu pregava. Tinha sido uma grande lder de jovens, mas algum fora injusto com ela e por causa dessa situao, ela no s deixou o cargo, 
como tambm abandonou a Igreja. Vagueou alguns anos pelo mundo e nunca conseguiu ser feliz, mas naquela semana ainda no tinha faltado uma s noite.

Deus inspirou-me nessa noite para falar directamente ao seu corao. Apelei muitas vezes, mas sentia-a relutante, embora o Esprito de Deus a estivesse a queimar 
por dentro. Ultimamente olhava muito para os que se diziam cristos e s condenava as faltas e a hipocrisia. Podem os que no so crentes achar faltas nos chamados 
cristos? Deus tenha misericrdia de ns, mas podem. Existem cristos que s fingem e gostam de aparentar, mas no tm nenhuma substncia por dentro? Deus tenha 
compaixo, mas existem. Mas, o que tem isto a ver com a minha experincia com Jesus? Pense bem. Deitaria fora todo o dinheiro que tem s porque algum descobriu 
que existe dinheiro falso em circulao? Atiraria fora uma caixa de mas boas s porque achou duas ou trs podres? Pense bem. Atiraria o futuro glorioso que Deus 
tem reservado para si s porque algum que conhece no vive a vida crist como deveria viv-la? Naquela noite fui incessante em bater ao corao daquela jovem. O 
Esprito de Deus dizia-me que tinha que ser esta noite, que ela j estava madura para a colheita. O texto da minha mensagem foi o mesmo de hoje. Pedro e Jesus iam 
a caminhar, quando o discpulo cometeu a insensatez de olhar para o colega do lado e perguntar: "Deste, que ser?" A resposta de Jesus foi contundente: "Se Eu quero 
que ele fique at que Eu venha, que te importa a ti? Segue-me."

Este  um dos segredos da vitria crist. Nunca olhe para o irmo ao lado. Se ele  hipcrita ou no o cumprimentou, ou falou mal de si, ou no vive o que prega, 
"que te importa a ti? Segue-Me ",  a ordem de Jesus. Aquela jovem tinha abandonado a igreja por causa dos "outros". Os "outros" nem se importavam enquanto ela estava 
a morrer aos poucos. "Vale a pena o preo que est a pagar?" perguntei, durante a pregao e vi ento aparecerem lgrimas nos seus olhos. Depois fiz o apelo e ela 
foi uma das primeiras a vir para a frente naquela noite. O pai pagou a passagem a um pastor, amigo da famlia. Este viajou de Miami a Nova Iorque e no Sbado seguinte, 
Isabel foi baptizada na Igreja Hispana de Corona Queens.

Nunca se esquea que na vida crist, o fracasso ou a derrota dependem da nossa comunho diria com Jesus. No permita que seres humanos interfiram nela. O preo 
da sua salvao foi muito alto.

        10  de Abril - Quarta-feira

107

No Existe Misericrdia Sem Cordeiro

"Ora em Jerusalm h, prximo  porta das ovelhas, um tanque, chamado em hebreu Betesda, o qual tem cinco alpendres. " Joo 5:2

Multides de doentes acampavam perto do tanque de Betesda, porque segundo uma tradio, um anjo aparecia de tempos a tempos e agitava as guas do tanque e o primeiro 
a chegar at elas era curado de todos os seus males.

A palavra hebraica Betesda quer dizer "misericrdia" e o tanque da misericrdia estava prximo do ptio das ovelhas, que simbolizava Jesus, o Cordeiro de Deus que 
tira o pecado do mundo.

O que o versculo de hoje est a dizer-nos  que no existe misericrdia sem Cordeiro, no h graa sem sangue, no h perdo sem sacrifcio. No existe "Betesda" 
longe do Cordeiro.

Em vo os homens tentam resolver os seus problemas longe de Jesus. Ali, perto do tanque, havia homens e mulheres classificados em trs grupos: os cegos, que no 
conseguiam ver o perigo em que estavam, que andavam nas trevas batendo e magoando-se a si prprios e s pessoas mais prximas deles. Estavam tambm os fracassados, 
incapazes de construir algo na vida, aqueles que ficam velhos e nada realizam. Um dia olham-se ao espelho da vida e perguntam para si: "O que fiz da minha vida?" 
So os que parecem carregar uma maldio, porque estragam tudo aquilo em que tocam. Iniciam uma carreira e fracassam, iniciam um casamento e no d certo, comeam 
um negcio e vo  falncia, iniciam um curso e abandonam. Tentam tudo, mas no constrem nada. So incapazes de fazer algo.

Perto do tanque de Betesda havia tambm coxos. Homens sem ps ou com os ps magoados, incapazes de andarem, de se manterem em p por muito tempo. Caem e levantam-se 
at que um dia, ficam cansados e no se levantam mais.

Todos eles, cegos, coxos e fracassados ficavam perto do tanque  espera que as guas fossem agitadas. E o leitor? Espera algo na vida? J pensou que a nossa vida 
 um punhado de esperanas? A criana espera crescer, o jovem espera terminar os seus estudos, arranjar um bom emprego e casar, o adulto espera a idade de se reformar 
e o velho espera ver crescer os seus netos. Toda a vida  espera!

L em Jerusalm, um paraltico que esteve doente durante 38 anos encontrou a salvao perto do tanque, porque um dia Jesus, o Cordeiro de Deus, apareceu em Pessoa 
e disse-lhe: "Levanta-te, toma a tua cama e anda."

Este mesmo Jesus est neste momento perto de si, dizendo: "Posso fazer alguma coisa por ti, meu filho?" Responda-lhe antes de iniciar as suas actividades.

108

11 de abril, quinta-feira
O Bom Vinho Vem Sempre Depois

"E disse-lhe: Todo o homem pe primeiro o vinho bom, e, quando j tm bebido bem, ento o inferior; mas tu guardaste at agora o bom vinho."

Joo 2:10

Entrou na minha sala, descalo e se no afirmasse com veemncia que era ele, no o reconheceria. Tinha sido aluno do IAE. Um dia, como todo o jovem sonhador, concluiria 
um curso superior e teria um futuro promissor diante de si. Mas as luzes desta vida confundiram-no. Perdeu o rumo e mergulhou nos prazeres imediatos que o mundo 
oferece. Depois de ter conhecido o outro lado do prazer e descobrir que a vida lhe escapava por entre os dedos, lembrou-se de Deus e, no seu desespero, procurou 
ajuda do pastor.

Enquanto o levava para o hospital, pensei em silncio no contraste entre os mtodos divinos e os mtodos do inimigo.

Enquanto o inimigo apresenta primeiro "o bom vinho", os prazeres e a aparente alegria e depois mostra o veneno que est por detrs de tudo isso, Jesus apresenta 
primeiro o sofrimento, o sacrifcio, a renncia, mas finalmente a vida eterna de paz e alegria que no tm fim.

O inimigo apresenta na TV um anncio bonito. "Ao sucesso". Mostra um grupo de jovens saudveis a manobrar com arrojo os seus jet skis. Depois, aparece uma marca 
de cigarros. Mas nunca mostra um pulmo consumido pelo cancro ou um fgado podre pelos efeitos do lcool. O inimigo apresenta as sensaes alucinantes dos efeitos 
imediatos das drogas, mas ele no fala do desespero e da loucura que tomam conta do homem depois dos efeitos da droga passarem. Ele mostra a perspectiva plena de 
prazer de uma aventura extraconjugal, mas no diz nada em relao ao vazio do corao e ao sentimento de culpa aps o momento fugaz de prazer.

Com Cristo as coisas so diferentes. "Se algum quiser vir aps Mim, negue-se a si mesmo", diz. "O meu jugo  suave e o meu fardo  leve", afirma. Ele mostra que 
o caminho  "estreito". Diz que "no mundo, tereis aflies", mas no fim de todas as coisas Ele apresenta as delcias de uma vida eterna de paz e felicidade, num 
pas onde no haver mais pranto, nem dor, nem morte.

Jesus guarda sempre o melhor "vinho" para o fim. Primeiro a cruz, depois a glria. Com o inimigo  diferente. Primeiro o prazer fugaz, depois o desespero, a loucura 
e a morte.

Se est a enfrentar dificuldades por causa de Jesus, louve o nome de Deus e beba serenamente o vinho ruim. Brevemente ver o vinho maravilhoso que Deus lhe est 
a reservar ainda para esta vida.
12 de abril - Sexta-feira

109

A gua Que Satisfaz

"Disse-lhe a mulher: Senhor, tu no tens com que a tirar, e o poo  fundo-, onde, pois, tens a gua viva?" Joo 4:11

A mulher samaritana era uma mulher que tinha vivido toda a vida  procura de algo melhor. Casou uma vez e o casamento no resultou, tentou segunda, terceira e quinta 
vez. Sempre a tentar, sempre a procurar encontrar. Naquele dia achava-se perto do poo porque tinha ido procurar gua. Ia todos os dias. A gua do poo durava pouco 
tempo. No dia seguinte deveria continuar a procurar. Escolheu o meio-dia para dirigir-se ao poo porque naquela terra quente, no haveria ningum a essa hora, pois 
procurava tambm paz. Estava cansada das crticas e condenaes das pessoas.

A samaritana  um smbolo do homem moderno que anda  procura de um sentido para a sua existncia. O que  a vida? Levantar, comer, trabalhar, regressar e dormir? 
Muitos homens acham que se tivessem dinheiro, muito dinheiro, seriam felizes; ento iniciam uma corrida sem trguas at conseguirem o que querem, mas descobrem que 
no  o dinheiro o que d sentido  sua vida. Outros correm atrs da aventura, do poder, da fama, dos prazeres, do reconhecimento; mas embora muitas destas coisas 
sejam essenciais e teis na vida, no so elas que do o verdadeiro sentido  existncia. Pode beber de todas as fontes deste mundo e ficar sempre com sede, porque 
as guas deste mundo no satisfazem.

Na Segunda Guerra Mundial, muitos soldados morreram de sede no alto mar. volta deles havia gua, milhes e milhes de litros de gua, mas a gua do mar no satisfaz. 
Antes pelo contrrio, provoca mais sede.

Agora, a samaritana estava diante de Jesus, que lhe oferecia a gua que "se algum beber, jamais ter sede" e a mulher pergunta: "Tu no tens com que a tirar... 
onde, pois, tens a gua viva?"

Muitos homens hoje continuam a perguntar: Como  que o cristianismo pode resolveres meus problemas? O que Jesus pode fazer para preencher o vazio do meu corao? 
"Crer em Cristo"  demasiadamente simples. "Preciso de algo mais racional, mais cientfico, mais coerente", dizem, e ficam ali na indeciso, na angstia, na procura 
incessante.

Mas o que Jesus est a querer dizer-nos esta manh  que Ele no precisa de uma corda para tirar a gua. Ele no precisa de 'comprimidos', para lhe dar uma noite 
de sono tranquilo, Ele no precisa de circunstncias favorveis para lhe dar a paz, porque Ele  a gua e tambm a paz.

Porque no Lhe dizer antes de sair para o trabalho: "Senhor, aceitoTe como meu Senhor e Salvador. Vem, e caminha ao meu lado ao longo deste dia".
110

13 de abril, SBADO
A Plenitude do Poder

"E cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar." Actos 2:1

O versculo desta manh fala da chuva tmpora do Esprito Santo, aquele acontecimento extraordinrio em que o Esprito de Deus Se manifestou sob a forma de lnguas 
de fogo, com grande estrondo e poder.

A promessa de Deus  que nos nossos dias o Esprito Santo manifestar-se- com muito mais poder do que no Pentecostes; chamamos a este acontecimento - a chuva serdia.

Quando era pequeno ouvi falar muito da chuva serdia. Os irmos clamavam, faziam jejuns e viglias, a fim de receberem a chuva serdia. J passei da metade da minha 
vida e o fenmeno do poder prometido continua a ser esperado. "Quando vier a chuva serdia", dizemos constantemente. Mas no acontece nada!

Porque  que ela no vem? E a minha resposta pode assustar muita gente. A chuva serdia nunca vir enquanto as nossas atenes estiverem concentradas somente nela. 
Como? Quer dizer que no devemos esperar a chuva serdia? Sim, devemos esper-la, porm, antes devemos clamar pela chuva tmpora na nossa vida. Mas ela j no veio 
no Pentecostes?  verdade, mas s foi verdade na histria da Igreja no na experincia do cristo. Na experincia pessoal  preciso que a chuva tmpora venha primeiro, 
para que ento possa vir a chuva serdia.

A chuva tmpor  o primeiro trabalho do Esprito Santo.  guiarnos a toda a verdade,  mostrar-nos o caminho,  dar-nos conscincia das coisas erradas da vida e 
s na medida em que aceitarmos este trabalho, na medida em que aceitarmos as primeiras gotas do Esprito Santo, ento estaremos preparados para a plenitude da chuva 
serdia.

No Pentecostes, o Esprito Santo manifestou-Se com poder, enquanto "estavam todos reunidos no mesmo lugar". O original grego denota uma ideia maior do que simplesmente 
uma reunio fsica; expressa unidade de esprito, propsitos e sentimentos.

Como  que a Igreja chega a este tipo de unidade? Dando ouvidos  voz do Esprito Santo, que diz: "Vai e pede perdo." "No diga isso, porque vai magoar o seu irmo." 
"Reconhea o seu erro e pea desculpa." Esta  a chuva tmpora e s os que aceitarem as primeiras gotas estaro prontos para as grandes manifestaes de poder que 
o Esprito de Deus est pronto a realizar.

Ao longo deste dia, tente ouvir a voz de Deus, deixe-se guiar por ela e prepare-se para as maravilhas que Deus far na sua vida.
 14 de Abril-domingo       

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Estamos a Travar a Luta Certa?

"E, todo aquele que luta, de tudo se abstm; eles afazem para alcanar uma coroa corruptvel, ns, porm, uma incorruptvel." I Corntios 9:25

Quando pensa no domnio prprio e na fora de vontade que um atleta deve exercitar para alcanar os seus objectivos, pensa apenas que ele no pode fumar, beber e 
ficar acordado at altas horas da noite pensa em mais alguma coisa?

 Quando era jovem, eu gostava muito de jogar futebol. Colegas que jogavam comigo na equipa do bairro chegaram a ser profissionais. Naquela poca tnhamos um treinador 
muito exigente. Parece que sentia prazer em deixar-nos exaustos de tanto correr e fazer exerccios. Convivendo com eles aprendi onde  que o atleta concentra a sua 
fora de vontade. Chegar a 100 flexes abdominais no era nada fcil quando se tinha conseguido apenas 40 e o corpo j no aguentava mais.

Aqueles jovens preparavam-se para ter fora na hora do jogo, para poderem correr um terceiro tempo se fosse preciso. Uma vez conseguida a preparao fsica necessria, 
evitavam fumar, beber e ficar noites sem dormir, para no perderem a fora e o vigor que tinham conseguido. Evitavam o cigarro, as bebidas e as mulheres no para 
conseguir reparao fsica; mas para no perderem esta preparao! Na vida crist corremos o perigo de concentrar toda a nossa pobre vontade humana em no roubar, 
matar ou mentir, pensando que assim estamos a preparar-nos para o Cu. Mas a salvao, a vida e a fonte do poder, so Cristo. Temos que ir a Ele atravs da Bblia 
e da orao e para que estas duas actividades no se tornem montonas, temos que acrescentar o facto de contar a outros o que Jesus fez na nossa vida.  aqui que 
temos de concentrar toda a energia, domnio prprio e fora de vontade que possamos ter. A obedincia ser o resultado da nossa vontade santificada por Cristo. Estarmos 
ligados a Jesus, eis a prioridade na vida crist.

"Satans apresentar constantes engodos, para nos induzir a romper o lao de unio com Cristo.  aqui que temos necessidade de vigiar, lutar, orar, para que nada 
nos seduza a escolher outro Senhor."Caminho a Cristo, pg. 72

Vamos lutar? Muito bem, mas para qu? O inimigo astuto pode levar-nos a travar a luta errada. Pode distrair a nossa ateno, de maneira que percamos de vis ta o 
Autor e Consumador da nossa f e vivamos atarefados com detalhes que deveriam ser o resultado natural da vida crist. Faa de Jesus hoje e sempre o centro da sua 
vida e do seu cristianismo.


15 de abril, segunda-feira

O Evangelho S Funciona Quando Praticado

"E respondendo ele, disse: Amars ao Senhor, teu Deus, de todo o teu corao, e de toda a tua alma, e de todas as tuas foras, e de todo o teu entendimento, eao 
teu prximo como a ti mesmo. E disse-lhe. Respondeste bem-, faze isso, e vivers. " Lucas 10:27 e 2

A multido estava reunida ouvindo os ensinamentos de Jesus quando um doutor da lei se levantou com uma pergunta: "O que farei para herdar a vida eterna?" A pergunta, 
aparentemente inocente, no nascia de um corao que desejava ser salvo, mas de algum que queria fazer Jesus passar por um momento constrangedor. A multido percebeu 
a inteno do doutor e preparou-se para o grande confronto. Os homens gostam sempre de ver o circo em chamas. Por um lado, Jesus, o Filho de um carpinteiro; por 
outro, um rabino doutorado em Teologia. Como  que iria ficar aquela discusso? A pergunta estava no ar. O que  que Jesus iria responder?

O relato bblico diz que Jesus perguntou.- "O que  que a lei diz? Tu estudaste Teologia na melhor faculdade e depois foste ao estrangeiro para fazer um curso de 
ps-graduao. O que  que aprendeste?"

Naquele momento a arena transformou-se numa sala de aula e o doutor fez uma brilhante exposio do Evangelho. Nada estava errado. A teologia estava correcta. No 
havia nfase demais em nenhum aspecto. Tudo estava no lugar certo. Tudo como a Igreja ensina, como est nas Escrituras. E a multido ficou admirada com tanta sabedoria. 
O que poderia Jesus dizer agora? Houve um silncio absoluto. Todos os olhares se dirigiram para Jesus, e o Mestre com a Sua voz calma, aconselhou: "Respondeste bem. 
Obtiveste um Muito Bom na teoria, agora pratica e vivers."

Nota mxima, na teoria. Que valor tem? Um jovem desesperado conversou um dia comigo e disse: "Pastor, eu j li tudo sobre justificao pela f, mas continuo perdido." 
Que tragdia! Nota mxima na teoria. Capaz de ir ao quadro e ali demonstrar o que  justificao, santificao, glorificao; capaz de explicar detalhes da justia 
imputada e comunicada, enfim, conhece toda a teoria. Mas, a teoria no salva, s mostra o caminho e o caminho  Jesus. Ningum aprende a nadar atravs do estudo 
sobre o movimento dos braos e das pernas ou os segredos da respirao. Tem que entrar na gua e muitas vezes tem que engolir gua.

Na vida crist  igual. A teoria ajuda, mas tem que se viver a vida de comunho na prtica, de outro modo, a teoria torna-se uma maldio. Que Deus o abenoe neste 
dia.

16 de Abril - tera-feira

113

Que Tipo de Esforo  o Seu?

"Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugir de vs. "

Tiago 4:7

O inimigo de Deus  astuto, covarde e traioeiro e ao longo dos scuos tem deixado na beira da estrada dos tempos, um sem-nmero de vidas arruinadas, sonhos destrudos 
e esperanas desfeitas. Tenho conversado muitas vezes com pessoas amarradas a vcios, escravizadas a situaes e dominadas por hbitos nocivos, que perguntam: "Pastor, 
diga-me como posso sair desta situao. O inimigo  muito mais forte do que eu, no consigo vencer por mais que me esforce."

O versculo de hoje  a resposta bblica ao problema da tentao e ao fracasso humano. Na realidade o versculo no est a falar de duas etapas na luta contra o 
inimigo. Corremos o perigo de pensar assim: Primeiro submeto-me a Deus, oro, estudo a Sua Palavra e depois dou > segundo passo: resistirei ao inimigo quando a tentao 
chegar." Mas se fizermos assim, estaremos condenados ao fracasso.

Tiago diz no versculo 4 que o ser humano tem que escolher entre ser imigo de Deus e amigo do mundo. Depois, no versculo 5, o apstolo nenciona que o Esprito Santo 
mora dentro dos que aceitam ser amigos de Jesus. No versculo 6 ele continua a explicar o tema, afirmando que   preciso ser humilde para aceitar a dependncia do 
poder de Deus e, ento, sentra-se  no versculo 7, que diz: "Submetei-vos a Deus". O resultado desta submisso a Deus, deste buscar o poder de Deus por reconhecer 
que no temos fora nenhuma,  a presena do Esprito Santo que mora em ns e santifica a nossa vontade. S a vontade santificada pode resistir ao diabo, mas para 
que exista vontade santificada  preciso uma vida de permanente comunho com Jesus. No pode haver intermitncia, no existem duas etapas. No  primeiro isto e 
depois aquilo. So ambas as coisas, juntas, porque, no momento em que nos desligarmos de Jesus, a nossa vontade passa a ser a pobre vontade pecaminosa que est condenada 
ao fracasso.

O esforo humano pode ser bem sucedido quando  o esforo de uma vontade santificada pelo Esprito Santo. Se o esforo humano  apenas o esforo da vontade pecaminosa, 
no ter a mnima possibilidade de vitria. O mximo que conseguir  aparentar. Eis a razo por que hoje devemos ter a certeza da presena permanente de Jesus ao 
nosso lado.


114

17 de abril,quarta-feira      

115

Como Ser Semelhante a Jesus

"eu"" sou a videira, vs as varas; quem est em mim, e eu nele, esse d. muito>fruto; porque, sem mim, nada podeis fazer. " Joo 15:5

Numa das ltimas noites que Jesus passou com os Seus discpulos na Terra, aps ter falado sobre o Consolador que viria para reconfortlos e depois de lhes apresentar 
a promessa da Sua segunda vinda, o Salvador apresentou-lhes tambm o segredo para uma vida vitoriosa e cheia de frutos abundantes.

"Eu sou a Videira", disse com ternura, "Eu sou a fonte da vida, a fonte do poder, a fonte das boas obras. Vs sois as varas, vs sois dependentes. Sem Mim, nada 
podeis fazer."

Algo to simples, mas to difcil de aceitar e ser levado  prtica. To difcil de ser vivido. Dependncia  sentir a insuficincia humana, saber que Ele  tudo 
e busc-lo com ansiedade, diariamente, cada minuto, cada segundo.  aprender a viver a vida a relacionar tudo com Ele. Ah! Como  fcil aceit-lO na teoria, mas 
quantos so capazes de levar a comunho permanente ao terreno da prtica?

"Como a flor se vira para o Sol, para que os seus brilhantes raios a ajudem a desenvolver a beleza e simetria, assim devemos ns virarnos para o Sol da Justia, 
a fim de que a luz do Cu incida sobre ns e o nosso carcter seja desenvolvido  semelhana de Cristo... Somos justamente to dependentes de Cristo, para viver 
uma vida santa, como a vara  dependente do tronco para crescer e dar fruto. Separados d'Ele no temos vida. No terenos poder algum para resistir  tentao ou 
crescer em graa e santidade." Caminho a Cristo, pgs. 68 e 69

Recebo dezenas e dezenas de cartas de pessoas sinceras, perguntando: "Pastor, o que fao? Estou cansado de lutar sem conseguir, como posso mudar o meu carcter e 
abandonar os hbitos errados? A vida  um fardo pesado, difcil de carregar."

Jesus no tinha planeado que o cristianismo fosse um fardo para ningum, mas quando "o homem tenta observar os mandamentos de Deus por obrigao, apenas porque  
requerido que assim o faa, jamais entrar no campo da obedincia. No obedece. Ao contrariarem a inclinao humana, as solicitaes de Deus so consideradas um 
fardo". Quando isto acontece "podemos saber que a vida no  uma vida crist. A verdadeira obedincia  a expresso de um princpio interior."Parbolas de Jesus, 
pg. 97

Faa deste dia um dia de comunho com Jesus. Permita que Ele habite no seu corao atravs do Esprito Santo. Deleite-se na Sua companhia. Permita que Ele santifique 
a sua vontade e o torne mais semelhante a Jesus.

18 de abril, quinta-feira
A Receita da Vitria

"Porque o pecado no ter domnio sobre vs; pois no estais debaixo da lei mas, sim, debaixo da graa." Romanos 6:14

"Durante muito tempo, eu pensava que tinha que guardar os mandamentos para ter paz, at que um dia descobri que primeiro devia ter paz para estar em condies de 
guardar os mandamentos", disse um grande pregador.

A declarao deste pastor  a essncia do versculo desta manh. Porque  que o pecado no tem mais domnio sobre o homem? Porque  que o ser humano se tornou vitorioso? 
Paulo diz: "Porque no estais mais debaixo da lei, mas debaixo da graa." Quer isto dizer que a lei j no vigora para o cristo?

No  isso que o texto diz. O que no est em vigor para o cristo  o domnio do pecado. Enquanto a sua vida estava concentrada em leis, mandamentos e normas, era 
um pobre escravo do pecado. O pecado governava-o, dominava-o e oprimia-o, porque a lei, as normas e os regulamentos tm propsitos instrutivos, mas no tm poder 
nem vida para transformar o ser humano.

Mas o homem descobre um dia Jesus na sua vida, acredita na graa redentora, atira-se nos braos da misericrdia e experimenta a paz que Jesus oferece, no aos que 
se portam bem, mas aos que vo a Ele tal como esto. Ento, e s ento, o ser humano est em condies de se tornar vitorioso.

Agora, remido por Jesus, transformado pelo Seu poder, perdoado pela Sua graa, aceite pela Sua misericrdia, o homem  livre no s da culpa do pecado, mas livre 
tambm do poder que o pecado exercia nele antes de conhecer Jesus.

A partir desse momento, o ser humano anda com Jesus, j no  ele quem vive, mas Jesus vive nele pela presena do Seu Santo Esprito. J no tem medo da lei, aceita-a 
porque acha que ela  um reflexo do carcter de Deus, sabe que os mandamentos so conselhos de vida que visam o seu bem-estar, no tenta esquivar-se deles, no tenta 
burllos nem rejeit-los. No so eles que regem a sua vida.  Cristo. Leis, mandamentos e normas so apenas uma revelao da vontade de Jesus para a sua vida.

No saia de casa com medo de pecar. Se h algo do qual deve ter medo,  de magoar o corao do amigo e Salvador Jesus.


 19 de abril, sexta-feira        

Como Vencer a Inveja

"Cruel  o furor e a impetuosa ira, mas quem parar perante a inveja?"

Provrbios 27:4

A inveja, como todo o sentimento pecaminoso,  um fruto do pecado. Somos invejosos porque estamos separados de Jesus e separados d'Ele nunca estamos completos; carregamos 
um estranho vazio interior que nos faz sentir inferiores aos outros.

A inveja leva o ser humano a querer tirar do outro, porque no est satisfeito com o que tem. S que a inveja  muito mais perniciosa do que outros frutos pecaminosos, 
porque ela trabalha no interior das pessoas, no se v, disfara-se e na penumbra da intimidade vai infiltrando o seu veneno e atormentando o corao.

No texto de hoje o sbio Salomo fala da ira e do furor, que so frutos pecaminosos exteriores. qqualquerpessoa consegue detectarum homem furioso pelos disparates 
que faz. Todos podem apontar o irrascvel pelas loucuras que faz quando perde o controlo da situao. Mas quem detecta o invejoso? Por isso, Salomo pergunta: "Quem 
parar perante a inveja?"

Do homem furioso e irascvel pode fugir, esconder-se ou defenderse, porque pode v-lo no momento do ataque. Ele fica com o rosto vermelho, treme, fala improprios 
e pode at sair espuma pela boca, mas do invejoso ningum foge, porque ningum o v. Est perto de ns, disfarado de amigo, mas no conhece o veneno que o seu corao 
destila. Ele coloca muitas vezes o seu brao no ombro da vtima e geralmente acaba na traio.

O que fazer se o fel da inveja est a envenenar a minha alma? Se a felicidade e o sucesso dos outros  que me tornam infeliz e fracassado? O que fazer se me di 
que os outros andem mais rpido do que eu, que corram e no se cansem?

A resposta est em Jesus. Ao Seu lado no existe lugar para sentimentos pecaminosos. Ele completa o vazio humano. Ele faz o homem sentir-se aceite, querido, pleno 
e  s quando o homem se aceita como , que olha para os outros com altrusmo, porque o sentir de Jesus  agora o seu sentir.

Por favor, no tente esta manh apontar os invejosos que conhece. Olhe-se ao espelho da vida, tente correr para os braos de Jesus e saiba que voc, tal como est, 
 a coisa mais linda que Deus tem neste mundo. Ande com Jesus. Seja feliz n'Ele e alegre-se com a felicidade e o xito das pessoas.

20 de abril, Sbado
117

Onde Iremos?

"Ento disse Jesus aos doze: Quereis vs, tambm, retirar-vos?"

Joo 6:67

A festa tinha acabado. Multides foram alimentadas e tentaram fazer de Jesus, o seu rei. Afinal de contas, no estava garantida para sempre a segurana material 
do povo com um governante capaz de multiplicar pes e peixes?

Mas Jesus no tinha vindo  Terra s para atender s necessidades fsicas do homem. Ele no tinha vindo s para resolver um problema social, mudar a estrutura socio-econmica; 
Ele veio para mudar o corao das pessoas. Ele transcendia o exterior e ia  raiz do problema, embora nunca esquecesse que os pes e os peixes faziam parte da necessidade 
humana.

Quando as pessoas perceberam que o propsito de Jesus ia alm das expectativas do simples bem-estar fsico, comearam a abandon-lo, um a um.

Ento Jesus reuniu os Seus discpulos e fez-lhes uma pergunta: "Quereis vs, tambm, retirar-vos?" A resposta de Pedro ficou gravada como a essncia da experincia 
crist: "Para quem iremos ns? Tu tens as palavras da vida eterna."

Por outras palavras, Pedro estava a dizer: "Senhor, a vida sem Ti no  vida. Se nos separarmos de Ti, no nos resta nada. Tu s tudo. A vida sem Ti, no  vida."

Noutra ocasio Jesus ensinou aos Seus discpulos: "Sem Mim nada podeis fazer." Mais tarde Paulo expressa: "Posso todas as coisas, naquele que me fortalece" (Filipenses 
4:13). Consegue ver como tudo se encaixa? A grande necessidade humana no  de po e peixe, embora precisemos deles. Mas po e peixe no satisfazem plenamente. "Tu 
tens as palavras da vida eterna", diz Pedro e aqui est o remdio para a alma humana.

"Qualquer que beber desta gua tornar a ter sede; mas aquele que beber da gua que eu lhe der nunca ter sede", diz Jesus.

O que Jesus quer dizer  que eu posso ter fome, mas com Ele ao meu lado a vida ter sentido. Mas eu posso ter comida e sem Ele ao meu lado haver uma insatisfao 
asfixiante. Naturalmente, estar com Jesus e ter po  o ideal, este  o plano de Deus para os Seus filhos e  tambm o que a Igreja no deveria esquecer ao trabalhar 
com os pobres.

Que ao longo do dia seja alimentado por um versculo bblico ou cntico em seu corao, que o levem  fonte da verdadeira satisfao que  Cristo.

21 de abril, domingo
 118

Que Fazes Aqui?

"E ali entrou numa caverna, e passou ali a noite; e eis que a palavra, do Senhor veio a ele, e lhe disse: Quefazes aqui Elias?" I Reis I9:g

Em 1986 realizmos o saudoso Acampamento de Itabuna. Ao longo de vrias semanas tnhamos construdo praticamente uma cidade com Banco, Telefone, Correio, Lojas e 
todas as infra-estruturas necessrias para receber dez mil jovens.

Uma noite antes da abertura, comeou a chover torrencialmente. s seis da manh chegavam automveis e autocarros de todas as partes do Brasil e ningum podia sair 
por causa da chuva. Como acampar em tendas, se estava a chover desta maneira?

O medo apoderou-se de mim. Fechei-me no quarto do hotel e ajoelhado clamei a Deus por um milagre. Como realizar o acampamento com tanta chuva? Passei horas clamando 
a Deus. De tempos a tempos olhava pela janela e a chuva parecia aumentar cada vez mais. Deitei-me ento no cho, vislumbrando na minha humanidade o fracasso daquele 
acampamento. Foi ento que senti no meu corao, uma voz a perguntar: "Que fazes aqui?"

Instantaneamente senti-me reconfortado, deixei o meu temor, entrei no carro e dirigi-me ao local do acampamento. A chuva ainda caa, mas havia raios de sol que tentavam 
aparecer com dificuldade. Quando cheguei ao local, vi l ao fundo as cores maravilhosas de um arco-ris, confirmando a promessa do Salvador de que aquele acampamento 
correria bem. E foi verdade. Os dez mil participantes nunca esquecero o que significou aquela semana nas suas vidas.

O texto desta manh tambm apresenta Elias escondido numa caverna. L fora havia perseguio implacvel. A sua cabea estava a prmio. Tudo parecia perdido, mas 
a voz do Senhor chegou a ele. "Que fazes aqui, Elias?" E o profeta acordou. Percebeu de facto que estava rodeado de dificuldades, mas era verdade tambm que tinha 
um Deus todopoderoso.

Hoje pode ser para si um dia difcil.  possvel que l fora o espere uma montanha de situaes adversas.  possvel que no fundo do corao esteja com medo, mas 
oua a voz de Deus: "Que fazes aqui?"

Saia com Jesus. Ele  poderoso para guard-lo do mal. Ele  sbio para ajud-lo a tomar as decises certas. S precisa de ter a certeza de que Ele est ao seu lado.
      22 deAbril - Segunda-feira

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A Tragdia dos Filhos da Noite

"Porque os que dormem dormem de noite, e, os que se embebedam embebedam-se de noite..." I Tessalonicenses 5:7

Entre no seu carro, feche bem as janelas e ande pelo centro das grandes cidades, at por volta da uma da manh. A grande maioria das pessoas dorme, mas outras movimentam-se 
em determinados pontos e pode facilmente identific-las: prostitutas, homossexuais, bbados e homens  procura de prazer. Os "filhos da noite" so homens que dormem 
ou perambulam  procura de um prazer desenfreado que no satisfaz.

Na Bblia encontramos muitas vezes dois grupos bem definidos. "Os filhos de Deus" e "os filhos dos homens"; a Igreja do "Cordeiro" e a igreja "do drago", os que 
se juntam na "montanha" e os que se renem "no vale". "Os filhos das trevas" e "os filhos da Luz". Embora sob diferentes ngulos, todas estas figuras se referem, 
basicamente, a dois grupos determinados: os que finalmente estaro salvos ou perdidos. Nas cenas do julgamento final, eles so as "ovelhas" e os "cabritos", o "trigo" 
e "o joio".

O que o versculo de hoje destaca  que nem todos os "filhos da noite" fazem coisas mal feitas. Muitos deles, simplesmente dormem. Pode existir algo mais inofensivo 
do que dormir? Esses perder-se-o no porque fizeram algo errado moralmente, mas simplesmente porque "dormiram".

Dormir quando se deve estar acordado pode ser fatal, e o tempo em que vivemos,  tempo de "vigiar e orar",  tempo de "orar sem cessar",  tempo de "tocar a trombeta 
em Sio e anunciar o grande dia".

O inimigo de Jesus tenta por todos os meios levar-nos a praticar actos moralmente errados. Mas se no puder e apenas conseguir levarnos a dormir, a conformar-nos 
com a situao, se ele conseguir apenas fazer-nos cair na mediocridade espiritual, na mornido, na monotonia de entrar e sair cada sbado da igreja, e contentar-nos 
com isso, ento ele fica contente, porque j conseguiu colocar-nos entre os "filhos da noite". Por isso o conselho de Paulo : "Desperta,  tu que dormes, levanta-te 
de entre os mortos, e Cristo te iluminar." Efsios 5:14.

Hoje est pronto para as actividades do dia. Seria trgico se ao ir para o trabalho, adormecesse ao volante, no seria? Ento, pea a Deus que o mantenha tambm 
acordado na vida espiritual. 

22 de abril, segunda-feira


120

Levar o Evangelho a Todo o Lugar

"Ora o Senhor disse a Abro: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. " Gnesis 12:1

O irmo Lus Cietto e a sua esposa Olga, leram na Revista Adventista sobre o "Projecto Abrao", que procura homens e mulheres dispostos a levar o evangelho a lugares 
onde a bandeira ensanguentada de Jesus ainda no foi hasteada.

O casal ajoelhou-se e tomou a deciso. Recentemente aposentado como professor da Universidade Estadual de Campinas, o Professor Lus e a sua esposa mudaram-se para 
Divinolndia.

O entusiasta casal comeou o trabalho convidando as pessoas a assistirem ao programa de televiso "Est Escrito". Ao mesmo tempo conversam com os novos vizinhos 
sobre sade e alimentao, oferecendo amostras de po integral feito pela D. Olga. Certa vez convidaram os vizinhos para uma "feijoada vegetariana", e antes da refeio 
avisaram todos os presentes que eram membros da Igreja Adventista do Stimo Dia e convidaram-nos para orar.

s vezes, fecho os olhos e imagino o irmo Cietto e a sua esposa, a chegar a uma nova cidade, no para viver os ansiados anos da reforma, mas com uma misso que 
faz parte da experincia que eles tm com Cristo.

Um dia, h muitos sculos atrs, Deus chamou Abrao e disse-lhe: "Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai para a terra que eu te mostrarei." Hoje, 
muita gente maravilhosa, como o casal Cietto, aceita o convite de Deus e procura terras que ainda no foram conquistados para Cristo.

Este desejo ardente de participar na misso  o fruto de uma experincia viva com Cristo. So pessoas que compreenderam que no existe experincia crist sem misso. 
Cada vez que testemunhamos, sentimos o quanto dependemos do poder de Jesus e ento corremos para os Seus braos de amor. Aos Seus ps bebemos da gua da vida, achamos 
paz, e ento corremos para procurar algum a quem contar a nossa experincia. Isso torna a vida crist robusta, saudvel e com sentido. O sentido que s Cristo  
capaz de dar.

Se no puder dirigr-se como Abrao ou o irmo Cietto a uma terra no evangelizada tem, sem dvida, muitos amigos e familiares que ainda no aceitaram Jesus. Fale-lhes 
d'Ele, hoje.

23 de Abril - Tera-feira      
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Reflectindo o Carcter de Cristo

"Disse Josu, tambm, ao povo: Santificai-vos, porque amanhJar o Senhor maravilhas no meio de vs. " Josu 3:5

Israel estava diante da terra prometida. Durante anos e anos o povo tinha clamado: "Quando, Senhor, nos entregars a terra?" Finalmente, os filhos de Israel tinham 
chegado ao momento ansiado. Foi ento que josu disse ao povo: "Santificai-vos, porque amanh far o Senhor maravilhas no meio de vs".

Poder existir maior maravilha do que a experincia de ver Jesus face a face na plenitude da Sua glria? Porque requer Deus de ns hoje vidas santificadas como a 
preparao das maravilhas de amanh?

Quando Ado e Eva saram das mos do Criador, podiam falar face a face com o Pai, porque no tinham pecado. Mas aps o primeiro pecado, eles esconderam-se de Deus 
porque "tiveram medo". Com o correr do tempo, os homens ouviam a voz de Deus, mas no podiam mais v-lo, porque no resistiriam  glria de Deus. Passaram os anos 
e chegaram ao Sinai, os homens pediram a Moiss que Deus dissesse tudo o que tivesse a dizer ao povo, porque eles tinham medo de ouvir a voz directa de Deus.

Houve casos como o de Isaas que, ao ver a glria do Senhor, disse: "Ai de mim, que vou perecendo! porque eu sou um homem de lbios impuros, e habito no meio dum 
povo de impuros lbios: e os meus olhos viram o rei, o Senhor dos Exrcitos!" Isaas 6:5. Saulo de Tarso caiu e ficou cego pela glria de Deus, quando se dirigia 
a Damasco perseguindo os cristos.

O que Deus est a dizer-nos  que o homem pecador, no seu estado de pecado, no pode resistir  glria que provm da santidade divina, pois a "glria do Senhor  
o Seu carcter", diz Ellen White.

Por isso, a obra da redeno no visa simplesmente o perdo dos nossos pecados e a justificao diante de Deus. O seu objectivo vai mais longe, isto  reproduzir 
no homem o carcter de Deus, ou seja, faz-lo santo como Deus  santo. Os homens foram criados para ocupar o lugar dos anjos cados (Profetas e Reis, pg. 562), 
mas Deus no pode e no ir substituir anjos pecadores por homens pecadores. Deus  santo e requer perfeita santidade do Seu povo.

Como alcanar este ideal que Deus tem para os Seus filhos? S existe um meio: Jesus. Busquemos Jesus hoje e deixemos que o carcter d'Ele seja reproduzido na nossa 
vida.

122

_24 de Abril, _Quarta-feira


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Cristianismo, Comunho Permanente

"E as intimars aos teus filhos, e delas falars assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. "

Deuteronmio 6:7

Ouvi um pastor contar que certa noite entrou no quarto do filho de dez anos, para fazer uma orao por ele. O quarto estava escuro. Aparentemente, o filho estava 
a dormir, mas quando o pai tentou sentar-se na cama, o mido gritou: "No!" O pai deu um pulo e assustado, perguntou: "Porque no posso sentar-me ao p de ti? A 
resposta do filho foi: "Pai, senta-te do outro lado, porque desse lado est deitado o meu amigo Jesus."

Evidentemente, esta criana tinha aprendido a viver o cristianismo, porque cristianismo  a maravilhosa experincia de viver permanentemente com Jesus.

Poderamos parafrasear o versculo de hoje e dizer: "Pensars em Jesus assentado em tua casa, e andando pelo caminho e deitando-te e levantando-te."

Se encarssemos a vida crist, no como uma pesada carga de normas a cumprir, elevado padro moral a alcanar, ou deveres que um bom membro de igreja precisa de 
cumprir, mas como a maravilhosa   experincia de conviver com Jesus, ento a vida crist teria um significado profundo, traria sentido  existencia e encheria o 
corao de contentamento,  O resultado dessa convivncia com Cristo seria a obedincia natural   a todas as normas, um elevado padro de vida moral e espiritual 
e o cumprimento de todas as responsabilidades de um bom membro de igreja.

O nosso grande erro  que perdemos muito tempo com o exterior, no vamos  essncia das coisas. Erramos o caminho. Queremos comear de fora para dentro, quando o 
que aparece primeiro na vida de uma rvore no so os frutos,  a raiz, s que a raiz no se v.

O dia em que cada cristo aprender a acordar, levantar-se, sair para as actividades dirias e em tudo o que realizar, manter sempre na ; mente a presena de Jesus, 
ento o cristianismo, sem dvida nenhuma, ser o verdadeiro sal da terra, a luz do mundo e todo o planeta tremer e a grande preocupao do cristo j no ser "fazer 
coisas". O cristo ser cristo porque Jesus far parte da sua experincia diria.

Como conseguir manter a presena de Cristo ao longo do dia? Conservando um cntico no corao, repetindo o versculo de hoje ou relacionando tudo com o amigo maravilhoso 
que  Cristo. Tente! Ver a diferena!

25 de abril, quinta-feira
Ele Compadece-Se de Ns

"Como um pai se compadece dos seusfilhos, assim o Senhor se compadece daqueles que o temem." Salmo 103:13

Quando criana, eu gostava de aventuras; colher frutas do quintal do vizinho, partir vidros e tocar  campainha das casas e correr. Um dia o meu pai admoestou-me 
severamente e disse que me daria 10 chicotadas se eu tornasse a fazer estas coisas.

O meu pai era um homem muito severo e embora no cristo, era moralista e gostava de ensinar a disciplina aos seus filhos.

Porque  que, s vezes, fazemos coisas sem sentido que nos trazem dor? Nunca compreendi porque gostava de fazer aquilo. Um dia, ao chegar a casa, vi o vizinho queixar-se 
ao meu pai de algumas coisas que eu tinha feito. Vi o rosto do meu pai corar de vergonha e enquanto ele se despedia do vizinho, corri para o quarto e vesti trs 
pares de calas. Pelo menos assim amorteceria um pouco o impacto das chicotadas.

Meia hora depois o meu pai chamou-me. Fui ao seu encontro a tremer. Estava consciente de que merecia o castigo e estava disposto a aceit-lo sem chorar. Afinal de 
contas, ele j me tinha avisado e eu no fiz caso.

Ao chegar  presena do meu pai, de certeza que ele notou que eu estava com vrios pares de calas, mas em vez de me mandar tirar as calas, ele abraou-me, e ento 
vi lgrimas nos seus olhos, enquanto dizia: "Filho, eu no quero castigar-te, no gosto disso, di-me como se eu estivesse a receber o castigo, mas porque continuas 
a fazer estas coisas? Isto s te vai trazer problemas no futuro."

Se o meu pai me tivesse castigado, com certeza eu no estaria a contar este incidente. Eu t-lo-ia esquecido como esqueci tantos outros castigos, mas as lgrimas 
do meu pai foram piores do que 50 chicotadas, o seu abrao doeu dentro do corao e achei que no valia a pena continuar a partir vidros.

"Como o pai se compadece dos seus filhos, assim o Senhor se compadece daqueles que o temem." No  maravilhoso? Porque ficar triste, desesperado, carregando o complexo 
de culpa, com medo do "castigo divino"? Corra para os braos de Jesus e diga: "Senhor, perdo porque no derramaste por mim apenas lgrimas, derramaste sangue. Sinceramente, 
estou consciente de que no vale a pena continuar a 'partir vidros' ".

Que Deus o abenoe neste dia.

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26 de abril,, sexta-feira

A Fonte do Poder

"E, levantando-se de manh, muito cedo, fazendo ainda escuro, saiu, e foi para um lugar deserto, e ali orava. " Marcos 1:55

Jesus no veio a este mundo apenas para nos salvar e ensinar-nos que  possvel obedecer. Jesus tambm veio ensinar-nos o mtodo para viver uma vida de obedincia 
e vitria. Quando falamos em obedincia, a maior lio da Sua vida no  que devemos obedecer, mas como obedecer.

Jesus no obedeceu nem viveu uma vida pura na Terra graas ao Seu

poder divino.  verdade que Jesus no era apenas um homem, era Deus
encarnado, mas quando veio a este mundo Ele fez um acordo com o Seu

Pai, de que no usaria o Seu poder divino sem o consentimento do Pai.

Por isso, desde o incio do Seu ministrio, logo aps o Seu baptismo,

o Seu primeiro acto foi retirar-Se para o deserto e obter o poder na

nica fonte de poder que existe: Deus. Ao longo da Sua vida, Jesus 

um exemplo de dependncia, de busca do poder, da permanente comunho

com o Pai. Levantava-Se de manh, muito cedo, estando ainda escuro

e saa para um lugar deserto e ali orava.

Se Jesus, sendo Jesus, precisava de obter o poder do Pai, diariamente, quanto maior necessidade no deveramos ns seres humanos sentir? Ajoelhava-Se e ao levantar-Se, 
Jesus voltava a viver no meio das pessoas, voltava com poder, o poder que vinha do Pai, e com esse poder era capaz de curar doentes, acalmar tempestades e at ressuscitar 
mortos. "Ele resistiu  tentao, mediante o poder que o homem tambm pode possuir. Apoiou-Se no trono de Deus, e no existe homem ou mulher que no possa ter acesso 
ao mesmo auxlio.... Cristo veio para revelar a Fonte do Seu Poder, a fim de que o homem no confiasse nunca nas suas capacidades humanas enfraquecidas. Se algum 
sai a correr para as actividades dirias, sem ter tempo para passar com Deus, est a confiar nas suas "capacidades humanas enfraquecidas", e o dia, com certeza, 
ser um dia de fracassos e derrotas espirituais. Pode at no praticar um acto pecaminoso, mas com certeza, desligado de Jesus, permanecer todo o dia em pecado. 
Devemos, portanto, orar mais, lembrar-nos que a orao no tem poder em si; ela  apenas um meio para ir  Fonte do Poder que  Deus.

Agora, depois de ter passado tempo com Deus, saia para a luta da vida sem temor.

27 de abril, Sbado 

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Transformando Limes em Limonada

"E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente, para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que so chamados por seu decreto." Romanos 8:28

Williams Costa Jnior tinha 19 anos quando partiu o p direito, a jogar basquete e teve que andar um ms de muletas. Esta circunstncia, aparentemente adversa, deu 
origem a um dos mais belos hinos que comps. Foi na calma dessa "paragem obrigatria" que ele teve tempo e tranquilidade para pensar, orar, escrever e reescrever 
a letra do hino "Mos". J tinha a ideia bsica da letra e da msica, mas na vida agitada de um jovem de 19 anos, no havia tempo para burilar a ideia. A dor e a 
tristeza do p partido, foram a causa e inspirao para escrever:

H no cu, no mar, na flor, um detalhe de amor,

H tambm no entardecer, a poesia do nascer,

Na beleza natural, eu contemplo o digital, :

Desta mo que me criou.

Quantas vezes acontece na nossa vida algo que,  primeira vista, ir dificultar todos os nossos planos? Com frequncia, a reaco instintiva  reclamar com Deus: 
"Porque permites isto?" E a resposta parece que no vem. So momentos azedos como o limo, mas para aqueles que aprenderam a depender de Deus, os limes azedos podem 
transformar-se numa deliciosa limonada.

Por trs de cada espinho que aparece na nossa vida, Deus tem sempre uma rosa para nos oferecer, s que para sentir a maravilhosa fragrncia e ver a beleza da flor 
 preciso aprender a conviver com Deus.

"Todas as coisas contribuem juntamente, para o bem daqueles que amam a Deus", diz Paulo. E ele sabia o que estava a dizer, pois carregava na sua vida um espinho. 
Em certa ocasio, pensou que no suportaria mais e pediu que Deus tirasse o aguilho da sua carne: "A minha graa te basta", foi a resposta divina e o tempo encarregou-se 
de mostrar a Paulo que Deus tinha razo e que "todas as coisas contribuem juntamente, para o bem daqueles que amam a Deus."

Alguma vez aconteceu algo que o deixou aborrecido, no tanto pelo facto, mas pelo momento em que o facto aconteceu? "No podia falhar, logo agora!" Pensamos at 
que Deus Se esqueceu de ns. Ah, se pudssemos ver os propsitos divinos! Ficaramos envergonhados, com certeza.

Hoje as coisas no esto bem para si? Ontem nada correu bem e no sabe como ir agir ao encarar hoje estas circunstncias adversas? V em nome de Jesus, pois nada 
de mal acontece sem um propsito divino. Confie n'Ele.


28 de Abril, domingo -

Este  o Caminho

" os ouvidos ouviro a palavra do que est por detrs de ti dizendo: Este  o caminho, andai nele, sem vos desviardes, nem para " direita nem para a esquerda. " 
Isaas 30:21

O maravilhoso resultado de viver em comunho diria com Jesus  experimentar a direco do Esprito Santo. Ao permanecer na presena do Senhor, Ele habita em ns 
na pessoa do Seu Santo Esprito. A partir da "j no vivo eu, mas  Jesus quem vive em mim", diz o apstolo Paulo. Naturalmente, o Esprito no pode forar-nos 
a fazer algo que no queremos. Ele fala, mostra o caminho, diz quando estamos errados, o que corrigir, o que mudar, quando pedir perdo,etc.

A nossa parte  sermos sensveis a essa voz e, na medida em que estivermos dispostos a receber as gotinhas de chuva tmpora, estaremos preparados para receber a 
chuva serdia.

Nenhum ser humano tem o direito de esperar a plenitude do Poder do Esprito se rejeita cada dia essa voz que nos mostra o caminho.

Pode existir o perigo de mistificarmos a vida crist esperando sentir a "voz de Deus" para tomar uma deciso?

Conta-se a experincia de um pastor que saa de manh de casa, esperando que o Esprito comunicasse ao seu corao o que deveria fazer durante o dia. Existem muitas 
pessoas que, diante de instrues claras da Palavra de Deus, esperam sentir "a voz de Deus" para agir. Este  o perigo em que pode cair uma pessoa que deseja ser 
guiada pelo Esprito. O Esprito no fala atravs dos sentimentos. O Esprito inspirou os escritores bblicos e  atravs da Bblia que d instrues aos Seus filhos.

No momento da tentao ou da indeciso, o Esprito lembrar ao crente a instruo divina deixada na Bblia e no Esprito de Profecia. Como espera ento uma pessoa 
que no l a Palavra de Deus, ser guiada pelo Esprito?

Quando abrimos a Bblia, a nossa atitude deve ser a atitude do filho que deseja ouvir o conselho do Pai. A nossa orao devia ser: "Senhor, ensina-me o caminho em 
que devo andar, orienta-me ao longo do dia, preciso do Teu conselho e por isso abro a Tua Palavra escrita." Saia hoje, com a convico de que o Esprito lhe far 
lembrar a instruo divina no momento certo.

29 de abril, quarta-feira
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O Amanh Pode No Chegar

"Eis aqui, agora, o tempo aceitvel, eis aqui, agora, o dia da salvao. " II Corntios 6:2

O meu pai ouviu falar de Jesus quando ainda estava na plenitude da vida. Enquanto a minha me aceitava e levava os filhos para a Igreja, ele no queria nada com 
o evangelho de Jesus. A ponto de dificultar terrivelmente as coisas  minha me. O tempo foi passando e quando os filhos se tornaram adolescentes, ele percebeu que 
o cristianismo tinha moldado a vida dos filhos de tal forma que no tinha problemas de relacionamento como outros pais tinham.

Um dia, ele reuniu toda famlia e disse: "A partir de hoje podem contar com o meu apoio. Quero que continuem nesta igreja. Se vocs quiserem, podemos sair desta 
cidade e ir para a capital, a fim de que possam estudar num colgio cristo. A nica coisa que lhes peo  que no me falem de Jesus. Deixem-me tranquilo. Quero 
que vocs se salvem, mas que no se preocupem comigo.

Foi assim que o meu pai entrou no terreno da indiferena. Apoiava a famlia, at ia  Igreja em ocasies especiais, mas no queria nenhum compromisso com Deus.

O tempo continuou no seu ritmo inexorvel. O tempo no pra. Ele passa e ns ficamos. O meu pai foi envelhecendo lentamente. Eu preparei-me para serum pastor. Deus 
comeou a abenoar o meu ministrio, dando-me muitas pessoas para Ele, mas com tristeza eu via o meu pai a envelhecer sem reagir positivamente aos inmeros apelos 
do Esprito Santo.

Um dia aceitei o chamado para vir para o Brasil. Ao despedir-me, o meu pai abraou-me e disse:

- Filho, no te vs embora, tenho medo de morrer e no estares presente.

- No, pai - disse eu - o pai no vai morrer. Deus ainda est  espera que lhe abra o corao. Hoje  o dia aceitvel, hoje  o dia da salvao.

Passaram-se oito anos desde aquela despedida, at que um cancro assassino comeou a devorar a vida daquele ancio. Foi ento, devido  dor que no o deixava dormir, 
que caiu de joelhos e reconheceu que naqueles anos todos no estava a lutar contra a esposa, contra a Igreja, nem contra o filho pastor, mas contra Jesus.

O meu pai aceitou Jesus. Tive a alegria de estarperto dele, pouco antes da sua morte. Tive a alegria de o baptizar mas, quantas vezes,  noite, olhava pela janela 
e via-o a morder o travesseiro por causa da dor, para no gritar e acordar os filhos. Quantas vezes pensei: "Porqu, pai, porque esperaste que a dor chegasse  tua 
vida para aceitares Jesus?"

Hoje  o dia aceitvel. Hoje pode dizer sim a Jesus. Amanh pode ser tarde. Aproveite a oportunidade e entregue o seu corao a Jesus.

30 de abril, tera-feira


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No Por Causa da Tua Justia

"Sabe, pois, que no  por causa da tua justia que o Senhor, teu Deus te d esta boa terra para possu-la, pois tu s povo obstinado. "

Deuteronmio 9;g

 possvel viver uma vida moralmente justa, sem ter comunho com Jesus?  possvel ser um bom cidado, um bom pai de famlia, um bom patro ou um bom empregado, 
sem ter comunho com Jesus?  possvel viver sem vcios e no ter comunho com Jesus? A Bblia ensina que sim, mas, ao mesmo tempo, adverte que estas boas obras 
de justia humana so para Deus como "trapos de imundcia".

Como pode algum saber se as minhas obras de justia so humanas ou so frutos da justia divina? Infelizmente ningum sabe. S Deus e eu. Porque s Deus e eu sabemos 
se entre ns existe uma experincia de comunho diria e permanente.

Como  que Deus produz as Suas obras de justia na vida dos Seus filhos? Vivendo neles pela presena do Esprito Santo, santificando a vontade humana e usando essa 
vontade humana santificada para conseguir a vitria sobre o pecado.

Qualquer obra que o homem faa sem viver uma vida de comunho com Cristo, usando simplesmente o seu moralismo e a sua vontade humana pecaminosa,  considerada por 
Deus justia humana. E "sabe, pois, que no  por causa da tua justia que o Senhor, teu Deus, te d esta boa terra", foi a advertncia para Israel.

A salvao no  a recompensa que Deus dar aos que se esforarem

para cumprir os seus requisitos. A salvao  Cristo e Ele tambm  a
justia. Quando abrimos o corao a Jesus e vivemos com Ele uma
experincia de comunho diria e permanente e permitimos que Ele habite
em ns santificando a nossa vontade, Ele traz salvao e justia. O
resultado dessa experincia  uma vida cheia de frutos de justia divina.
Ao sairmos hoje para as actividades dirias, levemos Jesus connosco.

Mantenhamos comunho com Ele mentalmente, enquanto realizamos
os nossos deveres quotidianos. Conservemos um cntico de louvor a Deus

no nosso corao, sintamos a Sua presena e deixemos que o Esprito
Santo use a nossa vontade para produzir em ns os desejados frutos de
justia.

1 de Maio - Quarta-feira

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A Nuvem e o Fogo

"Assim era de contnuo; a nuvem o cobria, e de noite havia a aparncia de fogo. " Nmeros 9:16

O sol j se tinha posto detrs das enormes rvores no interior da Amaznia. Tentei juntar um pouco de lenha e acender a fogueira. Os irmos ndios tinham-me aconselhado: 
"Pastor, se tiver que passar uma noite na mata, acenda uma fogueira." O fogo  tudo para o nativo da tribo campa, entre a qual vivi durante trs anos. Tendo fogo 
eles tm segurana, pois nenhum animal perigoso se aproxima do fogo. Tendo fogo, eles tm luz. Tendo fogo, eles tm calor, no necessitam de abrigo.

O povo de Deus, enquanto atravessava o deserto, compreendeu os benefcios do fogo  noite. Esse fogo era Cristo. Ele  a nossa segurana. Com Ele ao nosso lado os 
perigos da noite escura desta vida no podero atingir-nos. Com Ele ao nosso lado, a indiferena e a tristeza da noite fria desta vida no nos afectaro. Com Ele 
ao nosso lado no tropearemos e os nossos passos e as nossas decises sero sempre seguras.

Sente que a sua vida est fria, ou na melhor das hipteses, morna? Olhe para a coluna de fogo. Ela  a soluo.

Mas Jesus no  somente o fogo. Ele  tambm a nuvem do dia. A nuvem no s proporciona sombra para o cansado peregrino, mas tambm anuncia chuva, e chuva  vida 
em pleno deserto. Voc no acha que esta  a resposta divina para uma vida ressequida e improdutiva? No  esta a soluo para uma vida cansada e agoniada?

Chuva  gua, e a gua limpa acalma a sede e gera poder. A barragem de Itaipu, por exemplo,  capaz de pr em movimento metade do Brasil. O que  que Deus quer dizer-nos? 
Que Ele quer satisfazer as nossas necessidades, limpar a nossa vida, e tambm deseja dar-nos um poder capaz de nos levar  vitria completa sobre o pecado e ao cumprimento 
da nossa misso na Terra.

Nuvem e fogo. Frio e calor. No s nuvem. Nem s fogo. Nem fanatismo. Nem liberalismo. Equilbrio. Deus  o Deus da nuvem e do fogo.  o Deus do equilbrio.

Jesus a est esta manh. Perto de si. Pronto a sair consigo para as lutas da vida. Porque temer, se o perdo, o poder, a segurana e a luz esto consigo?
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2  de maio, quinta-feira
O Sonho de Deus

"Assim morreu ali Moiss, servo do Senhor, na terra deMoab, conforme ao dito do Senhor," Deuteronmio 34:5

O povo de Israel tinha chegado ao limite da terra prometida. O sonho de possuir a terra estava a ponto de se realizar quando Deus ordenou a Moiss: "Sobe ao monte 
Nebo, ao cume de Pisga." L do topo da montanha o Senhor mostrou-lhe a terra: "Olha para a terra porque para l no passars."

Moiss tinha sido um sonhador. Sonhava ver o seu povo na terra da liberdade. Mas, agora, quando o sonho estava a tornar-se realidade, Deus disse: "No passars."

Ns sabemos por que razo Moiss no entrou na Terra Prometida, mas o velho lder de Israel no compreendeu nada. Morreu com um enorme ponto de interrogao na cabea.

J reparou que a nossa vida  um punhado de porqus? Porque  que o meu pai morreu? Porque morreu o meu filho? Porque  que este empreendimento no correu bem? Porqu? 
Porqu? Porqu?

Moiss morreu. Mas pouco tempo depois, ressuscitado, do Cu viu o seu povo conquistar a terra prometida e os filhos do seu povo a brincar na terra da liberdade. 
O sonho cumpru-se. S que maior e melhor do que ele tinha sonhado. No tinha os problemas da velhice, gozava a vida eterna, no estava sentado numa cadeira de baloio, 
estava sentado num trono de ouro.

Como seres humanos, temos o direito de sonhar, mas temos que dar a Deus tambm o direito de sonhar, sabendo que os Seus sonhos so sempre maiores e melhores do que 
os nossos.

Quando os nossos planos no correm bem, apesar de termos colocado tudo nas mos de Deus e feito todo o necessrio da nossa parte , com certeza, porque Deus tem 
outros planos para ns. Devemos aprender a confiar n'Ele.

Conversei com a Laura, em Presidente Prudente, poucos dias depois da tragdia que assolou a sua vida. A Laura e o seu marido eram cristos sinceros. Ela tocava harpa 
e o marido dava estudos bblicos. Costumavam visitar os lares e falavam de Jesus. Formavam uma famlia feliz ao lado dos quatro filhos que Deus lhes dera.

Uma manh, enquanto estavam a realizaro culto matinal, algum bateu  porta. O marido foi abrir e deparou-se com um homem que, sem dizer uma palavra, disparou um 
tiro de espingarda que acabou com a sua vida.

Alguns dias depois conversei com a Laura. Cabelos longos, de luto, perguntou-me.- "Pastor, porqu? Porqu?" "No sei, Laura", foi a minha resposta. Um dia, o Senhor 
explicar. Dois meses depois a Laura comps um hino maravilhoso de esperana durante o acampamento de Braslia. A sua confiana estava depositada em Deus, que nunca 
falha. O porqu j no tinha importncia.
3  de maio, Sexta-feira     

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O Tempo Passa

"lembra-Te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham Os maus dias, e cheguem os anos, dos quais venhas a dizer: No tenho neles contentamento." Eclesiastes 
12:1

a vida passa muito mais rpido do que se imagina. H algum tempo atrs deparei-me com um quadro que me fez pensar seriamente na brevidade da vida. Imagine que uma 
vida de 70 anos est concentrada num dia, das sete da manh s onze da noite, e repare como  eloquente a fugacidade do tempo. Se hoje tiver:

15 anos,so 10:25
20 anos, so 11:34
25 anos,so 12:42
30 anos,so 13:51
35 anos, so 15:00
40 anos, so 16:08
45 anos, so 17:16
50 anos, so 18:25
55 anos, so 19:34
60 anos, so 20:42
65 anos, so 21:51
70 anos, so 23:00

O que  que acha? Ficou srio? E tudo  muito mais srio se se lembrar que o ser humano dorme em mdia 8 horas por dia. Quer dizer que algum que viver 75 anos, 
ter passado 25 anos a dormir!

Como  oportuno o convite do sbio Salomo: "Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade." Mas quando se  jovem parece que a vida vai durar a eternidade toda. 
Deixam-se passar as oportunidades, desperdia-se o tempo, vive-se apenas o presente, sem se preocupar muito com o futuro. Mas o tempo passa, inexorvel, implacvel; 
ele passa alheio ao uso que fizemos dele. Um dia, olhamos para o espelho e percebemos rugas e cabelos brancos. Olhamos para trs e quase assustados perguntamo-nos: 
"O que  que eu fiz na minha vida?"

Felizes aqueles que sustentaram a sua confiana em Jesus e fizeram d'Ele o centro dos seus sonhos e realizaes.

Faa, com a ajuda divina, deste dia, um dia de produtividade. Escreva a sua histria. Deixe as suas pegadas impressas no tempo. Mesmo que o fim do dia j esteja 
prximo.

4  de maio, Sbado

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O Mais Importante

"Ele te declarou,  homem, o que  bom; e que  o que o Senhor pede de ti, seno que pratiques ajustia, e ames a beneficncia, e andes humildemente com o teu Deus?" 
Miquias 6:8

A mente hebreia funciona de maneira diferente da mente latina. Os escritos judaicos comeam da direita para a esquerda. Os latinos tm o costume de enumerar as coisas 
por ordem de importncia de cima para baixo. Os judeus colocam as coisas por ordem de importncia de baixo para cima. Assim, analisemos o versculo de hoje com a 
mentalidade hebraica: "Ele te declarou,  homem, o que o Senhor espera de ti. Primeiro, que andes humildemente com o teu Deus e como resultado disso, que pratiques 
a justia e ames a beneficncia."

Na Bblia encontramos repetida a ideia de que o cristianismo  a maravilhosa experincia de andar com Jesus. O resultado dessa experincia so os actos de justia 
e de misericrdia.

Se no entendermos a mentalidade hebraica, corremos o risco de pensar que o que Deus espera primeiro de ns so as nossas boas obras. Claro que Deus fica muito feliz 
quando v abundantes obras na vida dos Seus filhos, mas s se estas boas obras so frutos da experincia de andar com Ele.

Nos tempos do profeta Miquias, o povo tinha perdido o verdadeiro sentido da religio. Eles perguntavam-se: "Com qu me apresentarei diante de Deus"?

Eles pensavam que, o que realmente importava era quanto podiam dar a Deus em matria de obras humanas. E  verdade que Deus tem interesse no que o homem  capaz 
de apresentar, mas Ele sente-Se muito mais feliz quando o serhumano obedece a Deus no que Ele realmente quer. Abel e Caim apresentaram as suas ofertas a Deus, mas 
a Bblia diz que Deus no aceitou a oferta de Caim. Oferta por oferta, talvez a de Caim fosse melhor, mas Deus no tinha pedido o fruto da terra. O que Ele esperava 
era um cordeirinho que simbolizava Jesus! O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!

O erro de Caim estava no facto de pensar que o que realmente importava era a oferta. Esquecera-se de que Deus sempre aceitou a oferta que o resultado da comunho 
com Ele.

 homem, diz o profeta, Ele te mostrou o que Deus espera de ti: que andes com Ele e como resultado disso pratiques ajustia e a misericrdia. Faa hoje de Jesus 
o seu amigo, ande com Ele, imaginando-O cada momento ao seu lado. Imagine o Seu sorriso de aprovao quando voc anda nos Seus caminhos, mas imagine tambm a tristeza 
desenhada nos Seus olhos cada vez que comea a andar por trilhos perigosos.

5 de Maio Domingo    

133

A

Deus No Se Cansa de Perdoar

"Olhai por vs mesmos. E, se teu irmo pecar contra ti, repreende-o, e, se ele se arrepender, perdoa-lhe. E se pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes no 
dia vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me, perdoa-lhe. "

Lucas 17:3, 4

Quando eu era adolescente, impressionou-me a notcia daquela actriz de Hollywood que foi uma noite para o seu apartamento e no dia seguinte no compareceu s filmagens. 
Chamaram-na pelo telefone, tocaram  campainha e finalmente, quando foraram a porta, encontraram-na na banheira. Tinha-se suicidado, cortando as veias.

O impressionante foi a mensagem que ela deixou  polcia: "No me suicidei, fui assassinada. Prendam o assassino antes que acabe com toda a humanidade. Ele  o peso 
da culpa."

Porqu viver sob o peso da culpa, se Jesus est disposto a esquecer a nossa vida passada e a dar-nos sempre uma nova oportunidade?

Para compreender melhor o que Jesus est a dizer no versculo desta manh, imagine-se num restaurante e a certa altura o empregado de mesa deixa cair a comida em 
cima de si. Ele lamenta muito, pede perdo e voc aceita as suas desculpas, mas o facto repete-se ao longo do jantar, uma e outra e outra vez. J est com as calas, 
a camisa, o fato e os cabelos sujos de comida, quando o empregado aparece pela stima vez e, apesar de todo o cuidado que tem para evitar o acidente, derrama mais 
uma vez a sobremesa em cima de si.

Que faria? Perdoaria?  isto o que Jesus est a dizer. Acha que Deus pede algo que Ele no estivesse disposto a fazer consigo?

O aspecto trgico do pecado no est no facto de que Deus no possa perdoar, mas no triste facto de que somos ns que no queremos perdoar-nos a ns mesmos.

Milhares de pessoas andam pela vida acabrunhados pelo complexo de culpa. No conseguem tirar da cabea o monstro do auto castigo, no conseguem esquecer o seu passado. 
No so felizes.

Mas Jesus est a olhar para si: "Filho, podes vir aos Meus braos de amor. Eu j Me esqueci do teu passado; j paguei o preo da tua culpa; vem a Mim e aceita o 
Meu perdo."

Finalmente, o versculo de hoje mostra a outra dimenso do perdo. Nunca aceitaremos o perdo divino se no estivermos dispostos a perdoar o nosso irmo.

Tem algo contra algum? Algum o feriu e isso no o deixa ser feliz? Procure o seu irmo e abrace-o. Perdoe-lhe assim como Jesus est pronto a perdoar-lhe.


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6  de maio, segunda-feira
O Pecado Imperdovel

"Portanto, eu vos digo: Todo o pecado e blasfmia-se perdoar aos   homens; mas, a blasfmia contra o Esprito Santo no ser perdoada aos homens. "Mateus 12:31 
O texto desta manh tem duas partes. A primeira  uma promessa maravilhosa de Jesus: "Todo o pecado e blasfmia se perdoar aos homens."Adultrio? Sim. Homossexualidade? 
Sim. Assassinato? Tambm. Drogas? Tudo. No existe palavra para descrever algo mais do que tudo. Deus diz que no h nada que Ele no possa perdoar. No importa 
quo baixo o homem tenha cado. No importa quo longe o homem tenha ido. Todo o pecado lhe ser perdoado, excepto o pecado contra o Esprito Santo. E porque  que 
Deus no perdoa este pecado? Ser que Deus Se cansa de perdoar? Ser que o homem fez tanto mal que Deus diz: "Acabaram-se as oportunidades deste homem"?

O pecado contra o Esprito Santo  imperdovel, no porque Deus no queira perdoar, mas porque o homem, que chegou a comet-lo, no quer ser perdoado e Deus no 
pode perdoar ningum  fora. O ser humano tem que querer ser perdoado, tem que cair arrependido aos ps da cruz. Ento, Deus imediatamente envia milhares de anjos 
em seu auxlio. Deus fala todo dia ao ser humano atravs da voz da conscincia, da Palavra escrita e tambm da Natureza. Uma conscincia santificada pela presena 
de Jesus na vida , sem dvida, a voz do Esprito Santo. Quem prestar ouvidos a essa voz tem a garantia de continuar a ouvi-la e permanecer sensvel. Quem no ouvir 
a voz de Deus, corre o risco de endurecer lentamente o corao e chegar ao ponto de no sentir mais a voz de Deus. No significa que Deus j no fale, no. O Esprito 
de Deus nunca Se cansa, continuar sempre a falar, sempre a suplicar, sempre a esperar. O problema no est com Deus, est connosco. Somos ns que corremos o perigo 
de chegar ao ponto de j no ouvir mais a Sua voz. Que esta manh, a nossa orao seja: "Senhor, ajuda-me a prestar ouvidos  Tua voz. Quando eu sentir que outras 
vozes me chamam a andar por caminhos perigosos, d-me a fora e a sensibilidade necessrias para ouvir a Tua voz. Guia os meus passos neste dia. Caminha ao meu lado; 
d-me o Teu brao poderoso para sustentares meus passos. Amm!"
     7 de Maio-tera-feira

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O Perigo de Se Afastar de Jesus

"EchegouaCofarnaum, e, entrando em casa, perguntou-lhes: Que estveis vs discutindo pelo caminho? Mas eles calaram-se; porque pelo caminho tinham disputado entre 
si qual era o maior. " Marcos 9:33, 34

Os discpulos eram vtimas do pecado do orgulho. No queriam pratic-lo. Desejavam ser vitoriosos. Ao andar com Jesus descobriram o caminho para a vitria: permanecer 
constantemente em comunho com Ele. Ao lado de Jesus  impossvel praticar o pecado. "Posso todas as coisas naquele que me fortalece", diz Paulo "No existe comunho 
entre a justia e a injustia", acrescentou o apstolo ao escrever aos Corntios.

Os discpulos tinham aprendido, por experincia prpria, es ta grande verdade. Mas s vezes, o pecado era to atractivo, to cheio de brilho, to interessante, que 
eles se sentiam ofuscados pelo brilho da tentao. A comeava a grande luta. No era possvel pecar ao lado de Jesus. Antes de cair em tentao era preciso afastar-se 
de Cristo e, naquela ocasio, eles fracassaram.

Jesus viu-os a ficar para trs e a conversar animadamente entre si. Quando chegaram a Cafarnaum, j em casa, Jesus perguntou-lhes: "O que estveis vs discutindo 
pelo caminho? Porque ficaram para trs? Sobre que assunto de tanto interesse falavam e no queriam que Eu ouvisse?"

A Bblia diz que eles ficaram calados, porque no caminho tinham praticado o pecado do orgulho.

O texto desta manh confirma a grande verdade de que a nossa nica segurana  Cristo. Esses pobres discpulos no queriam magoar o corao do Seu mestre. Ficaram 
para trs esperando que Ele no visse o pecado que estavam a praticar; o que eles no compreendiam era que o que mais doa no corao de Jesus no era simplesmente 
o facto de praticarem o pecado, mas o de ficarem longe d'Ele.

Cada vez que enfrentamos a tentao, a nossa luta no  simplesmente para praticar ou no este ou aquele acto mau. A grande luta  para ficar ou no ao lado de Jesus. 
Ficando com Ele, Ele em ns, atravs do Seu Santo Esprito, santificar a nossa vontade e nos levar  vitria.

No foi fcil para os discpulos aprender a grande lio de permanecer com Jesus numa vida de comunho constante. Maria Madalena levou tempo para aprender, mas depois 
de tantos fracassos e promessas no cumpridas, encontramo-la sempre aos ps de Jesus. Pedro levou muito tempo para aprender o caminho da humildade, mas sabemos que 
um dia morreu crucificado de cabea para baixo.

A comunho com Cristo levar-nos- finalmente  vitria. Temos que insistir. Se um dia no conseguirmos, comecemos no dia seguinte.

Hoje voc ser um vitorioso se, ao longo do dia, viver em comunho com Cristo. Faa d'Ele o seu amigo. Segure a Sua poderosa mo. "Sem Mim, nada podeis fazer", diz 
Jesus.

8  de maio, quarta-feira

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O Segredo de Maria

"Mas uma s  necessria; e Maria escolheu a boa parte, a qual no lhe ser tirada. " Lucas 10:42

Maria  um caso tpico. Ela prometeu muitas vezes fidelidade a Jesus e nunca cumpriu as suas promessas. Jovem ainda, fora induzida ao pecado por um parente prximo,o 
sentimento de culpa tomou conta do seu corao, perdeu o respeito prprio e a dignidade. Entregou-se a uma vida desenfreada e sem limites para o prazer. Foi nessas 
circunstncias que conheceu Jesus. A sua vida ri transformada pelo poder e pela graa salvadora de Jesus. Ficou alguns dias ao lado d'Ele e nessa experincia de 
companheirismo e comunho com a fonte de poder, conheceu a vitria sobre o pecado.

Mas um dia Jesus deixou Magdala, a terra onde morava a mulher da nossa histria. Maria deixou Jesus partir. Ela esqueceu-se que "sem Jesus nada poderia fazer". As 
suas promessas de fidelidade duraram alguns dias, talvez semanas, mas o homem sem Cristo, mais cedo ou mais tarde, tornar aos seus antigos caminhos e foi o que 
aconteceu com Maria. A Bblia diz que Jesus tirou sete demnios desta mulher. Pelo menos sete vezes ela levantou-se e tornou a cair. Estava to cansada de prometer 
que ela mesma j no confiava nas promessas que fazia.

Um dia, ela caiu muito baixo. Foi um escndalo pblico. Arrastaramna pela rua, seminua. Tinha sido apanhada em pecado. No havia argumentos que a defendessem. Estava 
perdida, acabada, sem esperana e sem futuro. A multido contemplava-a como as feras contemplam a vtima antes de dar a dentada fatal.

Foi nestas circunstncias que apareceu novamente Jesus. Maria pensava que Jesus j no Se importava com ela. Afinal, no tinha ela trado tantas vezes o Seu Mestre? 
No havia prometido tantas vezes sem nunca ter cumprido? Porque deveria Jesus am-la? Que coisa boa podia algum ainda ver nesta vida cheia de fracassos?

Jesus  o Jesus dos desesperados. Ele aparece sempre quando ns, homens, j cansados de lutar com as nossas prprias foras somos alvo de vergonha pblica e de desgraa. 
Conhece o fim da histria. Todos se foram embora e s ficou Jesus e Maria. "Vai e no peques mais", disse Jesus. Maria reagiu aos prantos: "Senhor, no vs que foi 
o que tentei fazer muitas vezes e no consegui?" Jesus e Maria ficaram juntos e, sem dvida, Jesus explicou-lhe que o seu fracasso se devia ao facto dela querer 
obedecer sozinha. Ela precisava de aprender a depender de Jesus. Maria aprendeu a lio.

A partir daquele instante, encontraremos Maria aos ps de Jesus. Enxugando os Seus ps, ouvindo as palavras de amor do Mestre, aos ps da cruz, ao p da tumba, sempre 
aos ps de Jesus e o que  mais impressionante, nunca mais a veremos derrotada. Ela tinha descoberto o segredo da vitria: estar sempre ao lado de Jesus. Faa deste 
dia, um dia de comunho com Jesus e experimente na sua vida as vitrias de Maria.

9 de Maio -quinta-feira

137

Salvao  Deixar-se Conduzir

 rogava-lhe muito, dizendo: Minha filha est moribunda; rogo-te

que venhas e lhe imponhas as mos, para que sare, e viva. "

 Marcos 5:23

jairo era um dos lderes da Sinagoga. Estava a atravessar um momento de aflio e desespero. A sua filhinha estava condenada  morte e, humanamente, no havia mais 
nada a fazer. Jairo no era daqueles que se rendiam diante do primeiro obstculo. Tinha procurado ajuda nos melhores especialistas da sua poca. Estava disposto 
a pagar o preo necessrio para a recuperao da sade da filha amada. Mas os mdicos tinham dado o veredicto final: no existe nada que a cincia mdica possa fazer.

Foi ento que, em desespero, Jairo se lembrou de Jesus. Tinha ouvido dizer que o humilde Galileu sarava leprosos, devolvia a vista aos cegos e fazia andar os paralticos. 
Ele no acreditava nestas coisas. Era culto demais para aceitar propostas simples como as daquele carpinteiro. A maioria dos que seguiam Jesus era gente humilde, 
gente do povo, gente sem recursos, sem cultura e esperana. Como podia, o poderoso jairo, pedir ajuda a Jesus? Mas a filha estava a agonizar e quando chegamos ao 
fim dos nossos recursos humanos, somos capazes de atirar para o lixo todos os nossos preconceitos, posio e cultura.

Afinal de contas, no existe hoje gente culta e de posio procurando, desesperadamente, o campo da feitiaria?

Jairo correu, caiu de joelhos diante de Jesus e ordenou-Lhe: "Rogote que venhas e lhe imponhas as mos para que sare, e viva."

Mesmo ajoelhado e em extrema necessidade, Jairo, o grande lder, no perde a mania de mandar. Ele no colocou o problema nas mos de Jesus como o fizeram as irms 
de Lzaro: "Senhor, aquele que Tu amas est enfermo." Jairo j tinha tudo pronto, ele j trazia para Jesus o programa que o Salvador devia seguir. Ele ajoelhou-se 
e suplicou a direco do Esprito Santo, mas j tinha tudo preparado. Ele na verdade no queria direco, s procurava aprovao.

Mas no caminho da salvao a iniciativa  divina, o mtodo  divino e a concluso tambm  divina. Justificao, santificao e glorificao so obras divinas na 
experincia humana. O homem s tem que aceitar, s tem que permitir que Jesus o dirija.

Jesus demorou-se no caminho, tratando a mulher com um fluxo de sangue e a filha de Jairo morreu.

Quando os servos trouxeram a notcia, o grande lder entregou-se ao desnimo. Deixou de lutar, parou de correr, parou de mandar e de dizer como  que as coisas deviam 
ser e, s ento, Jesus pde realizar a Sua obra maravilhosa de restaurao e salvao.

No tente levar Jesus para onde quer. Coloque hoje a sua mo no brao poderoso d'Ele e deixe que Ele o leve por onde Ele sabe que  melhor para si. Afinal, Ele tambm 
 o caminho.


138

10 de Maio, sexta-feira  

Longe de Jesus No H Vida

"E andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes, e pelos sepulcros, e ferindo-se com pedras. " Marcos 5:5

O endemoninhado geraseno  um smbolo do homem que vive longe de Jesus. Longe de Jesus s pode existir escravido e o endemoninhado era um pobre escravo amarrado 
a cadeias e grilhes. Longe de Jesus no existe vida e o endemoninhado habitava sepulcros, que  a morada dos cadveres. Uma pessoa que no vive uma vida de comunho 
com Jesus, no vive. A sua existncia  um arremedo de vida,  um tnel sem sada, um poo sem fundo,  o caos, a confuso e o inferno. S Cristo  capaz de dar 
sentido  vida e o homem que vive longe de Jesus anda pelos "sepulcros e pelos montes". Montanhas so smbolo de solido. O pobre homem sem Jesus  um homem solitrio. 
Vive rodeado de multides, rodeado de muita gente, mas sempre solitrio, no  capaz de relacionar-se, est sempre a ferir e a sentir-se ferido pelos que vivem com 
ele. O grito da montanha  o grito do desespero que se perde no vazio. O evangelho apresenta o homem sem Cristo, gritando na montanha  procura do socorro que parece 
no aparecer por nenhum lado. Ento, na sua confuso, comea a ferir-se com pedras. Di, sangra, mas continua a ferir-se.

Alguma vez j viu algum a andar por caminhos errados que o conduzem  morte? Magoa-se, sente a dor, sangra, mas continua a andar nestes caminhos! O que pensar do 
jovem que usa drogas, sabe que o seu fim ser triste, mas continua nessa vida? O que dizer do pai que anda por caminhos perigosos? Sabe que trar dor  sua famlia, 
vergonha  sua igreja, dor a si mesmo, mas parece anestesiado e continua nos trilhos do pecado.

Aquele pobre geraseno um dia encontrou Jesus no seu caminho, caiu de joelhos diante do Senhor e quando estava para clamar por ajuda, dos seus lbios saram improprios 
e insultos: "Que tenho eu contigo, Jesus? ""No quero saber mais de Ti. ""Vai-te embora. "Mas Jesus soube entender que por trs de todas estas duras expresses, 
estava o clamor de um corao desesperado. Graas a Deus que Ele conhece o que no sabemos expressar, graas a Deus que Ele sabe interpretar as nossas lgrimas.

Jesus estendeu a mo e libertou o endemoninhado. Fez dele um homem novo, devolveu-lhe a dignidade e o respeito prprio. Este Jesus est hoje, perto de si com a mo 
estendida e pronto a socorr-lo. Porque no partir esta manh para os afazeres dirios com a certeza de ter a mo poderosa de Jesus a segurar a sua frgil mo?
      11 de_Maio - Sbado

139

Um Dia Saberemos a Diferena

"E todos os seus conhecidos, e as mulheres que juntamente o haviam seguido desde a Galileia, estavam de longe, vendo estas coisas. "

Lucas 23:49

Jesus acabava de passar pelo momento de maior solido. Acabava de dizer: "Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?" e expirava modo pelos pecados da humanidade. 
Os Seus discpulos e todos os conhecidos, aqueles por quem Ele dera a vida, viam "de longe estas coisas", diz a Escritura. No tiveram coragem de se aproximar e 
abandonaram-no.

Geralmente, quando uma pessoa morre, os amigos juntam-se para o sepultarem e honrar a memria do amigo que se vai embora. No foi assim com Jesus. Todos fugiram, 
cada um procurou salvar-se como pode, apenas um ficou ao Seu lado o tempo todo. Apenas um foi at ao p da cruz: Joo, o discpulo amado.

Quem era Joo? Aquele que um dia chegou a Jesus trazendo a herana de um temperamento incontrolado. Chamavam-lhe de "filho do trovo". Era impaciente, egosta e 
interesseiro, mas procurou Jesus e aproximou-se d'Ele. Saiu da rotina e da mediocridade de ser mais um discpulo de Jesus. Foi e aprendeu a ficar a ss com o seu 
Mestre, encostou a cabea no corao do seu Senhor, compreendeu que "sem Ele, nada podia fazer" e o resultado natural dessa comunho foi a mudana completa do seu 
temperamento, ao ponto de ser um dia chamado "o discpulo do amor".

Jesus tinha doze discpulos. Onze participaram de todas as actividades como bons discpulos. Trazendo a histria para hoje, onze eram bons membros de igreja, iam 
aos sbados ao templo, devolviam os seus dzimos, cumpriam os seus deveres e responsabilidades, uns talvez mais do que outros, mas enfim, todos cumpriam de alguma 
maneira. Mas Joo no se contentava com esta rotina. Joo saiu desta monotonia e quando todos iam dormir, Joo ainda ficava com Jesus.

Enquanto as coisas correram bem, ningum conseguia ver a diferena. Aparentemente, todos eram iguais, mas quando a tempestade soprou, a perseguio comeou e os 
tempos criticos chegaram, os onze bons membros de igreja ficaram a ver de longe e, finalmente, desapareceram. O nico que ficou junto de Jesus foi aquele que, saindo 
da rotina de ser apenas um bom membro de igreja, viveu uma vida de comunho pessoal com Cristo.

As coisas repetir-se-o nos nossos dias. Hoje, trigo e joio podem estar juntos; hoje, virgens prudentes e loucas juntam-se na mesma igreja; hoje, ningum pode dizer 
quem  quem. Mas quando a tormenta vier, s permanecero firmes os que, saindo da mediocridade de uma vida rotineira, viveram as delcias de uma experincia pessoal 
de comunho com Cristo. Viva hoje um dia de comunho com o Mestre.

140

12 de_Maio domingo

141

"E olhando Jesus para ele, disse: Tu s Simo, filho de Jonas; tu sers chamado Cebas (que quer dizer Pedro). " Joo l .-42

As pessoas a quem Jesus olhava, eram vistas por dentro. Passou-se assim com Nicodemos, o jovem rico e com tantos outros. No importava o que os homens fizessem para 
se esconder; no importava o quanto eles tentassem disfarar. Jesus conhecia os sentimentos mais ntimos e despia-os diante deles prprios para poder vesti-los com 
as vestes brancas da Sua justia.

O versculo de hoje apresenta Jesus e Simo frente a frente: Jesus fixou o olhar nele e disse: "Eu sei quem s, conheo o teu presente, sei onde moras, o que fazes 
e como vives." So assim as coisas com Jesus. No existe nada que possamos esconder d'Ele. Ele conhece os nossos segredos mais ntimos, as feridas que nos doem, 
as cicatrizes que nos incomodam, os traumas e complexos que carregamos na vida.

Mas Jesus continua: "Eu tambm conheo o teu passado. Tu s o filho de Jonas. Conheo as tuas razes, os teus antepassados, a herana gentica que trazes, o ambiente 
social e familiar em que cresceste. Sei porque reages assim diante dos problemas da vida, sei porque tens esse temperamento que j te causou tantas dificuldades 
na vida. Eu posso compreender-te, posso compreender o porqu de tanta amargura e ressentimento, mas quero que saibas que, alm de conhecer o teu presente e o teu 
passado, tambm conheo o teu futuro e isto  o que importa realmente. Olha para diante e v as possibilidades futuras. Tu sers Cefas." Existe diante de cada pessoa 
um horizonte sem fim de possibilidades. O passado pode ter sido cruel consigo, e o presente triste e escuro, pode ser de alguma forma, o resultado de um passado, 
onde teve pouca participao, mas que o afectou. Isso, porm, no  importante. O que realmente conta, o que realmente vale,  o futuro maravilhoso que Jesus apresenta 
a todos os que vo a Ele com f.

Simo saiu do cais, era um homem rude e grosseiro, feito  beiramar. O seu presente foi muitas vezes doloroso por causa da luta interna contra o temperamento impulsivo 
que carregava, mas o tempo mostrou que Jesus tinha razo ao mostrar-lhe um dia, as possibilidades futuras. Pedro sofreu a morte dos heris da f. Segundo a tradio, 
foi crucificado de cabea para baixo, numa sexta-feira  tarde. Pouco importa. A verdade  que aquele simples pescador de passado escuro, sado do cais, chegou a 
ser um dos grandes discpulos e mrtires do cristianismo. O seu nome j conquistou um lugar na galeria dos vencedores.

E quanto a si? Jesus tambm sabe quem  e porque  assim. Mas, olhe esta manh para o futuro glorioso que Ele tem preparado. "Ainda no se manifestou o que poder 
ser." Lembre-se disto ao longo do dia. ;

13 de maio, segunda-feira

O Jesus da Quarta Viglia

"Mas,  quarta viglia da noite, dirigiu-se Jesus para eles, caminhando por cima do mar." Mateus 14:25

Os discpulos entraram em pnico. A noite estava escura, os ventos eram contrrios e as ondas gigantescas inundavam a pequena embarcao. Aqueles homens bravios, 
a maioria deles acostumados a viver no mar, lutaram com todas as suas foras para sair da situao difcil. Afinal, no era a primeira vez que enfrentavam a fria 
do mar. Conheciam as tcnicas e conheciam o mar, mas aquela noite era completamente diferente das outras noites. Houve um momento em que pensavam que tinham chegado 
ao fim da linha. Era at sarcstico. Homens nascidos perto do mar, crescidos no mar, habituados ao mar, morrerem justamente ali, no terreno que conheciam e dominavam. 
s vezes, Deus permite que fracassemos precisamente no terreno que dominamos bem, para nos ensinar a depender d'Ele.

O texto bblico de hoje diz que Jesus apareceu na quarta viglia. Os judeus dividiam a noite em quatro viglias. A quarta viglia era o perodo compreendido entre 
as quatro e as seis da manh. Jesus no apareceu naquela hora sem um motivo especfico. Aqui existe algo que precisamos de aprender.

No sei se j alguma vez passou a noite no campo. No sei tambm se alguma vez teve a curiosidade de observar a escurido. A noite  escura, mas j observou qual 
 o momento em que a noite fica mais escura? Precisamente minutos antes do sol nascer. Quando as trevas da noite se tornam mais densas, significa que a qualquer 
momento despontar a luz de um novo dia.

Segundo o versculo de hoje, Jesus deve ter aparecido aos Seus discpulos entre as quatro e as seis da manh, precisamente na hora mais difcil. Os discpulos tinham 
lutado toda a noite contra os ventos e as ondas, e agora estavam na hora mais escura. Tudo indicava que estavam perdidos. Humanamente, no havia salvao, estavam 
cansados, esgotados e desesperados. Foi a que Jesus apareceu.

O que o Senhor Jesus quer dizer-nos  que Ele aparece sempre no momento extremo de necessidade humana. Quando parece que tudo est perdido. Quando os homens dizem 
que j no existe soluo, quando lutou, lutou e chegou ao limite da sua resistncia. Agora vejam a maneira como Jesus aparece: andando sobre o mar. Os discpulos 
podiam esper-lo de qualquer forma, mas no sobre o mar! Jesus aparece sempre da maneira que menos esperamos, inverosmil, s vezes, contraditria at; mas Ele  
Jesus e as coisas com Ele escapam da previso humana.

Se para si hoje  um dia que se apresenta aparentemente difcil; se pensa que no existe soluo humana para o seu problema; se a sua empresa ou o seu lar ou qualquer 
empreendimento parece estar a afundar-se e chegou ao limite das suas foras, no desespere. Na quarta viglia da noite, h sempre lugar para Jesus. Ele aparecer 
se voc confiar, mas cuidado Ele pode aparecer da maneira que menos imagina. Est pronto para O aceitar?

14 de maio, tera-feira

142

A Glria de Deus

"E Jesus lhes respondeu, dizendo:  chegada a hora em que o Filho do homem h-de ser glorificado. " Joo 12:23

Quando Jesus pronunciou estas palavras, estava a olhar para os momentos finais de sofrimento e dor antes da morte no Calvrio. Ele fala de glorificao. A glria 
dos homens  diferente da glria de Deus. A glria dos homens passa pelo caminho dos aplausos, do reconhecimento e da fama. A glria de Deus passa pelo vale da sombra, 
do sofrimento, lgrimas e morte.  verdade que hoje Jesus est nos Cus com o Pai.  verdade tambm que um dia todo o joelho se dobrar diante d'Ele e que as criaturas 
do Universo inteiro reconhecero a Sua justia e louvaro o Seu nome. Mas, Ele teve que beber antes o clice amargo da dor e do sofrimento.

O apstolo Joo, em Apocalipse 5, v "o Cordeiro que parecia morto", Porque parecia morto? Os homens quando querem vencer, matam. Jesus, para vencer, morre. O ser 
humano, para subir na vida, mente, magoa outros seres humanos, pisa sentimentos, trai e no mede esforos. Jesus, para receber a glria, entrega-Se, renuncia, humilha-Se, 
guarda silncio e finalmente morre. Que diferentes caminhos para o mesmo fim!

H um mundo maravilhoso  espera do ser humano. H uma eternidade para viver sem morte, nem pranto, nem coisa parecida. Mas antes  preciso transitar pelo deserto 
desta vida e muitas vezes os ps ficaro feridos nas areias quentes. "No mundo tereis aflies", disse Jesus, "mas tende bom nimo, eu venci o mundo." Ele promete 
paz, mas no da maneira como o mundo oferece. A paz que os homens procuram  apenas a ausncia de luta na espcie humana e quanto mais a procuram mais longe a vem. 
A paz que Cristo oferece  a paz interior que gera esperana na perseguio, nas dificuldades e nas provaes. Jesus nunca prometeu que os Seus filhos no derramariam 
lgrimas nesta vida. O que Ele prometeu foi enxugar as lgrimas dos Seus filhos.

Existe uma glria futura, um reino de paz que Jesus est a preparar, mas existe tambm um clice amargo para ser bebido no presente. A glria humana  fugaz e o 
seu futuro de perdio  eterno. A glria de Deus  eterna e o seu presente de sofrimento  passageiro.

Jesus morreu. Onde estava a glria? Parecia tudo fracassado. Mas ao terceiro dia ressuscitou e hoje vive pelos sculos dos sculos. Voc pode morrer hoje e os seus 
sonhos podem parecer enterrados por causa de Cristo. Por quanto tempo? Hoje e amanh talvez, mas o terceiro dia vir e voc ser tambm glorificado. Pense nisto 
ao longo deste dia.

15 de Maio, quarta-feira         - 

143

Mais Poderoso do Que Um Sermo

"Estes, pois, dirigiram-se a Filipe, que era de Betsaida da Galileia, e jogaram-lhe dizendo: Senhor, queramos ver Jesus." Joo 12:21

H muitos anos, enquanto fazia o exame baptismal a cinco pessoas, toda a Igreja ficou comovida com um espectculo deprimente. O marido incrdulo de uma das pessoas 
que seriam baptizadas naquela manh, entrou no templo, vociferando e ameaando todos com uma vara na mo. Surpreendidos, ningum teve coragem para segurar o indesejado 
visitante. Para aumentar ainda mais a surpresa de todos, o homem segurou a esposa pelos cabelos, tirou-a da igreja e levou-a pelas ruas, gritando para todas as pessoas 
que fazia isto como lio para as mulheres que quisessem mudar de igreja sem o consentimento do marido.

Numa sociedade tradicional, conservadora e "machista", como adaquela pequena cidade, no interior do meu pas, aquele homem "merecia" parabns pelo que estava a fazer 
e toda a gente que estava na rua aplaudia.

Aquele foi um sbado triste. Podia-se notar tristeza e lgrimas no rosto do pequeno grupo de irmos.  noite, porm, algum me entregou um bilhetinho da irm: "Pastor, 
no se v embora sem antes eu me baptizar. Amanh, sairei s 9 da manh para ir  feira e passarei antes pela igreja para ser baptizada. Aguarde-me, por favor."

Foi um dos baptismos mais significativos que realizei. Aquela senhora sabia muito bem que a vida no seria fcil para ela, mas o seu amor por Cristo era muito maior 
do que as dificuldades que lhe pudessem aparecer. Dois anos depois, voltei quela cidade e para minha surpresa o marido estava na igreja, baptizado e participando 
activamente como dicono. Quando perguntei como foi que ele tinha aceite Jesus, o homem respondeu: "Foi a minha esposa. Eu vi Jesus nela."

O versculo de hoje fala dos gregos que chegaram a Jerusalm querendo ver Jesus. Quando as pessoas querem ver Jesus, geralmente, elas no procuram a Bblia, nem 
a doutrina, nem a Natureza. Na maioria das vezes elas procuram os que se dizem cristos para ver se realmente o cristianismo funciona.

Aquele marido duro e aparentemente insensvel ao evangelho, viu reflectido o carcter de Jesus na vida da esposa. Ela no tinha mudado apenas de igreja, tinha mudado 
de vida e diante de uma vida transformada por Jesus no h argumento, nem crtica, que permanea em p. O sermo silencioso de uma vida transformada  muito mais 
poderoso do que um sermo pregado do plpito.

No quer fazer deste dia, um dia de comunho com Jesus e pedir que o Esprito Santo, controlando os nossos sentimentos e pensamentos, Possa reproduzir em ns o carcter 
de Cristo?
144

16 de Maio,  quinta-feira   - 

Multides Procuram Jesus

"Ora havia alguns gregos, entre os que tinham subido a adorar no dia da jestao 12:20


Havia festa em Jerusalm. Multides vinham de todos os cantos  para participarem na Pscoa, embora aquela festa de profundo sentido espiritual tivesse perdido a 
essncia do seu propsito e se tivesse transformado apenas numa grande festa ritualista, acompanhada de muito comrcio e outras actividades paralelas.

Aquela festa, porm, seria diferente das outras porque embora o povo judeu no soubesse, estaria presente o verdadeiro Cordeiro ps- ; cal, Aquele que derramaria 
o Seu sangue para a remisso dos pecados e a libertao humana da escravido espiritual.

Jesus entrou, triunfalmente, em Jerusalm. Toda a Sua realeza e majestade brilhou, embora palidamente, enquanto os homens cantavam hosanas ao Seu nome e agitavam 
folhas de palmeiras.

O versculo de hoje diz que, entre os que tinham subido para adorar durante a festa, havia alguns gregos. Os habitantes da Grcia antiga praticavam uma religio 
pag saturada de idolatria. Parece que todos os ritos oferecidos aos diferentes deuses no satisfizeram estes gregos, que deixaram o seu pas na busca de algo mais 
concreto que desse sentido  sua vida. Pelo que deduzimos do texto,  possvel que eles tivessem abandonado a sua religio pag e tivessem aceite o judasmo, de 
outra maneira no teriam ido a Jerusalm. Existem muitos seres humanos que no vivem contentes na igreja onde esto porque falta algo de concreto. Por mais sacrifcios 
que realizem, por mais que cumpram tudo o que a igreja apresenta como requisitos de salvao, sentem sempre como se a vida no tivesse sentido, no tm paz. Ento, 
essa busca sincera leva-os muitas vezes a procurar outra igreja, como fizeram os gregos. S que o judasmo tambm no satisfez a expectativa destes homens. Continuavam 
vazios. O judasmo tambm tinha perdido o sentido da f. No conseguia ver o Messias e andava confuso devido a uma montanha de ritos e formas. Deus tenha compaixo 
daqueles que, por cuidarem tanto das vrgulas e tis, perderam de vista o nico capaz de dar sentido ao cristianismo: Jesus.

Existem hoje homens e mulheres que desejam ver Jesus como os gregos. Deixam tudo para ouvir falar de Jesus. O mundo est a morrer de fome.  fome de Jesus. S Ele 
pode dar sentido  vida. Na Rssia, milhares e milhares esto a aceitar Jesus e a ser baptizados. Nos diferentes pases onde vou, as multides parecem dizer: "Fale-nos 
de Jesus." Nas ruas, a splica parece a mesma: "Fale-me de Jesus." Como Igreja, e como cristos, estamos a responder ao clamor dos homens?


145

17 de maio, sexta-feira
O Segredo da Prosperidade

"Trazei todos os dzimos  casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exrcitos, se eu no vos abrir 
as janelas do cu, e no derramar sobre vs uma bno tal, que dela vos advenha a maior abastana." Malaquias 3:10

 o dzimo, uma parte dos nossos bens, que devolvemos a Deus? Se pensarmos desta maneira, Deus no passa de um cobrador de impostos, para os que amam Jesus, o dzimo 
 um pacto entre Deus e o homem,  uma aliana de amor e fidelidade.

Quando Deus criou o ser humano, colocou-o no Jardim do den e disselhe: "De toda a rvore do jardim comers livremente, mas da rvore da cincia do bem e do mal, 
dela no comers; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrers." (Gnesis 2:16, 17)

Noutras palavras: "Eu sou o dono de tudo, mas como sei que precisas destas coisas para poderes viver, Eu empresto-as, mas sei que  medida que o tempo passar, corrers 
o risco de esquecer que Eu sou o dono de tudo. Por isso, para te lembrares sempre que Eu sou o dono, vamos estabelecer uma aliana. Podes usar tudo, menos esta rvore, 
porque o dia em que tocares nela Eu saberei que ests a tornar-te dono do que  Meu."

Mais tarde, por causa do pecado, Ado e Eva tiveram que deixar o jardim, Deus substituiu a rvore pelo sagrado dzimo e hoje Ele diz ao ser humano:

"Tudo o que existe  Meu. Minha  a prata e Meu  o ouro. Ageu 2:8_. Mas Eu sei que neste mundo precisas de bens materiais para poder viver. Precisas de uma casa, 
de roupa, comida, dinheiro; ento Eu dou-te foras para conseguires tudo isto. Mas Eu sei que quando tiveres tudo, corrers o risco de esqueceres que Eu te emprestei 
tudo. Ento, para nunca esqueceres que  tudo Meu, vais devolver-Me o sagrado dzimo e vais provarMe nisto. Enquanto Me devolveres o dzimo Eu saberei que reconheces 
que Eu sou o dono e se tiveres dificuldades financeiras ou alguma coisa andar mal  s clamares a Mim, porque Eu sou o dono e como dono tenho a obrigao de resolver 
o teu problema. 'Derramarei bnos at que superabunde', 'admoestarei o devorador', 'sararei as tuas terras'.

Mas se no Me devolveres o dzimo, estars a rejeitar o pacto de fidelidade que fizemos. Estars a tornar-te dono do que  Meu e se vierem dificuldades ters que 
resolv-las sozinho porque te apoderaste do que  Meu, tirando-Me da tua vida voluntariamente."

Por isso, o dzimo  muito mais do que a dcima parte dos bens que devolvemos a Deus:  um pacto de fidelidade,  uma aliana que nos lembra quem  o Dono. Se aceitamos 
o facto de que Deus  o dono de tudo o que temos, dono das dificuldades financeiras que possam aparecer, dono da falta de recursos para o sustento, enfim,  dono 
de tudo e como tal  o responsvel por fazer desaparecer os problemas ou dar-nos foras e inteligencia para passar por eles sem nos magoarmos.

18 de maio, -SBADO

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Ser ou No Ser

"E, saindo ele do barco, lhe saiu logo ao seu encontro, dos sepulcros, um homem com esprito imundo. " Marcos 5:2

Muitas vezes, nas grandes reunies evangelsticas, o inimigo manifesta-se apossando-se de algum. O inimigo  real e embora derrotado e condenado continua a atormentar 
muitas vidas. A possesso demonaca  uma realidade. Existem muitas pessoas possudas pelo inimigo. Mas existe tambm um mal-entendido quanto a este assunto. Geralmente, 
pensamos que uma pessoa possuda pelo inimigo  aquela que grita, esperneia,  levantada e atirada com fora para o cho. Mas estas pessoas no so as nicas. Existem 
muitos que nunca exteriorizam manifestaes demonacas, mas so igualmente possudas. Aquelas que gritam, choram e exteriorizam manifestaes, fazem-no porque alm 
de serem possudas pelo inimigo, so fracas mental, emocional e fisicamente. Seno fosse assim, o inimigo nunca exteriorizaria manifestaes nessas pessoas. Quer 
dizer que algum, apesar de nunca exteriorizar manifestaes demonacas pode, mesmo assim, estar possudo pelo inimigo?  possvel e a Bblia explica-o claramente. 
"Quem no  comigo,  contra mim; e quem comigo no ajunta espalha." (Mateus 12:30)

No terreno espiritual no pode haver trs grupos, existem s dois: os que so de Jesus e os que pertencem ao inimigo de Jesus. No existe o grupo dos que ficam em 
cima do muro. Isto pode funcionar em muitas reas da vida, mas no na vida espiritual. Aqui no h lugar para a observao. Ficar indeciso j  tomar uma deciso 
em favor do inimigo de Jesus.

Existe muita gente que nunca gritou, nem esperneou, nem se atirou para o cho, mas  possuda pelo inimigo. Eles apenas no exteriorizam manifestaes porque so 
fortes fsica, mental e emocionalmente.

O Esprito de Profecia diz: "Toda a alma que recusar entregar-se a Deus, acha-se sob o domnio de outro poder. No pertence a si mesma. Pode-se falar em liberdade, 
mas est na mais abjecta servido." Caminho a Cristo, pg. 58

A nossa nica salvaguarda  Jesus. N'Ele estaremos sempre seguros. Quando Cristo voltar, 
s existiro dois grupos: as ovelhas e os cabritos, as nscias e as loucas, os seguidores do Cordeiro e do drago, e tudo depender da nossa escolha hoje.

Porque no fazer deste dia, um dia de comunho permanente com Jesus? Leve um cntico de louvor no seu corao, oua msica inspradora no seu carro, pense em Jesus, 
medite cada momento n'Ele, partilhe tudo com Ele, sinta a Sua companhia permanente. Seja um 
amigo de Jesus!


 19 de Maio, domingo - 

147

Assim Resplandea a Vossa Luz

"Assim resplandea a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que est nos cus. "

Mateus 5:16

No caderno dois do jornal O Estado de S. Paulo, da quinta-feira, 2 de Janeiro de 1992, o jornalista internacional Paulo Francis descreve: "Gorbachev renunciou no 
mesmo dia em que a minha empregada, uma estimada senhora, decidiu voltar para o Brasil, apesar de ganhar aqui cerca de mil dlares por semana, dinheiro que no ver 
num ano no Brasil. Essa senhora que nos deixa  extraordinria.  adventista do stimo dia, devota e queixa-se que o trabalhar tanto para ganhar o vil metal, no 
lhe deixa tempo para se dedicar  sua igreja e s obras de caridade de que ela gosta. A religio da minha empregada  simples, sincera e por isso respeitvel."

No comentrio que Paulo Francis faz a seguir  possvel notar, entre outras anlises, o contraste entre o radicalismo puro e metafsico da obra religiosa de Jorge 
Luckacs, publicado pela editora Black Well, e a religio simples da sua empregada adventista.

Pode estar a perguntar-se o que tem a ver Paulo Francis com o versculo de hoje? Respondo: muito. Talvez aqui esteja o segredo que precisamos de descobrir para o 
cumprimento da misso final da Igreja. O comentrio de Paulo Francis foi espalhado pelo mundo fora com uma tiragem de 250 mil exemplares, e o testemunho de um simples 
membro de igreja que no conhece muita teologia e nem teve a oportunidade de sair para o campo missionrio, chegou a milhares de leitores com a fora do cristianismo 
prtico.

Estou a tentar imaginar o que acontecer no mundo quando cada cristo acordar para a realidade do poder que significa o seu testemunho dirio. Que ir acontecer 
quando os jovens nas universidades comearem a ser notados pela sua maneira de falar, de vestir e de se comportar?

"Assim resplandea a vossa luz diante dos homens"  a ordem do Mestre.

A luz no precisa de se esforar para brilhar. Brilha porque  luz. O cristo que chegou a descobrir que a essncia do cristianismo  viver uma vida de comunho 
com Cristo, no precisa de se esforar para testemunhar, pois o amor de Cristo o constrange. Ele brilha porque  luz e  luz porque vive em comunho com a Luz dos 
homens, que  Cristo.

O raiozinho de luz perguntou um dia  sua me: Onde posso ir para conhecer as trevas? A me mandou-o ao fundo da terra, s cavernas mais escuras, aos quartos mais 
fechados, mas onde o raiozinho de luz ia no encontrava as trevas. Voltou desconsolado e queixou-se  me: "Mentiste-me, fui a todos esses lugares e no encontrei 
as trevas." "No, filho", disse a me, "eu no menti. Tu s a luz. Onde quer que fores as trevas desaparecero." Voc, meu amigo,  a luz. Reflicta hoje a luz de 
Cristo.

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20 de maio, segunda-feira
A Luz dos Homens

"Nele estava a vida e a vida era a luz dos homens. " Joo 1 :4

Oitenta por cento da cidade de Porto Alegre, RS, ficou sem energia elctrica na tarde do dia 30 de Outubro de 1992. Enquanto me dirigia ao Ginsio de Desportos de 
So Leopoldo, onde teria que pregar naquela noite, ouvi, atravs do Rdio, que um homem tinha subido a um poste de alta tenso com o intuito de suicidar-se e foi 
necessrio desligar toda a energia para preservar a vida daquele ser humano.

Uma Sexta-feira  tarde, h quase dois sculos, Jesus subiu a montanha do Calvrio e foi cravado numa Cruz, renunciando voluntariamente  vida para salvar a raa 
humana. Aquela Sexta-feira, foi talvez a Sexta-feira mais escura de toda a Histria. O sol ocultou o seu rosto com vergonha de ver a misria dos homens. Nuvens negras 
cobriram o horizonte e a chuva caiu torrencialmente como se o Universo todo derramasse lgrimas pelo testemunho de amor que estava a ser escrito com sangue. At 
os animais e as feras do campo corriam de um lado para outro, porque, instintivamente, pressentiam que algo estranho estava a acontecer. S o homem, a mais inteligente 
das criaturas, parecia no compreender nada.

Aparentemente, estava tudo acabado, tudo perdido e fracassado. Aparentemente, as trevas prevaleciam. Mas nesse momento, na escurido emergiu a Luz. "Nele estava 
a vida e a vida era a luz dos homens."

Aquela tarde de trevas no era mais do que o simbolismo do que seria sempre a vida sem Cristo. Onde as trevas reinam, reina a confuso. As pessoas no sabem de onde 
vm, nem para onde vo. Vivem a tropear aqui e acol, caem, magoam-se e magoam tambm as pessoas que lhes esto mais prximas. Afinal de contas, onde ir se no 
se v nada? Pode-se tentar tudo, mas o resultado ser sempre a frustrao e o desencanto.

Uma vida sem Cristo  como uma vida sem luz. Foi necessrio que Cristo fosse levantado na Cruz do Calvrio para que, com a Sua morte, ilumine a vida.

Est confuso diante de algumas decises que precisa de tomar hoje? Coloque tudo nas mos da Pessoa-Luz que  Jesus. "A luz resplandece nas trevas e as trevas no 
prevalecero contra ela", diz Joo.

Saia com esta promessa divina no seu corao, repita-a muitas vezes ao longo do dia e, quando voltar para casa ver, talvez, que as trevas da noite j chegaram, 
mas a sua vida continua iluminada pela luz de Cristo.

21 de Maio - Tera-feira       

149

O Inimigo J No Tem Lugar

"Agora eajuzo deste mundo: agora ser expulso o prncipe deste mundo."

Joo 12:31

Ao pronunciar as palavras do versculo de hoje, Jesus estava a olhar para os ltimos momentos do Seu sacrifcio na Terra. Estava a olhar especificamente para a Sua 
morte. A Sua morte no Calvrio seria a estocada fatal que o inimigo receberia. Seria o cumprimento de Gnesis 3:15: "Esta te ferir a cabea, e tu lhe ferirs o 
calcanhar."

A partir do Calvrio o inimigo ficou com as horas contadas, vivendo os momentos mais desesperantes da agonia.

Certa ocasio, enquanto pregava sobre este tema, uma mulher, possuda pelo inimigo, gritando assustadoramente, lanou um enorme banco contra mim e aproximando-se 
ameaava, enquanto saa espuma pela sua boca e os olhos vermelhos pareciam soltar dardos envenenados. Aquela
 cena foi para a igreja, a maior evidncia de que o inimigo est completamente derrotado e no tem lugar.

Cristo derrotou-o no deserto, no Calvrio, na sepultura e hoje Ele quer derrotar o inimigo no nosso corao, mas s poder faz-lo com o nosso consentimento.

s vezes, encontro pessoas amarradas a correntes de vcios, hbitos que destroem a vida, sentimentos negativos e pensamentos impuros. So pessoas sinceras que lutam 
para sair do poo de impotncia em que se encontram. Muitos j correram de um lado para outro tentando encontrar uma sada e, finalmente, cansados de lutar, entregam-se 
ao conformismo e ao abandono completo.

O versculo de hoje afirma: "Agora ser expulso o prncipe deste mundo". Isto no  uma promessa.  a descrio de um facto. O inimigo est condenado. A sua estratgia 
para enganar o mundo foi desmascarada diante do Universo. As acusaes que ele fazia contra Deus perderam-se no vazio da incoerncia de uma vida egosta. Na Cruz, 
Satans revelou toda a sua perversidade. L ele atirou para cima de Jesus todo o veneno do orgulho, ressentimento e raiva. Mas foi derrotado e "agora ser expulso 
o prncipe deste mundo".

Tem algum o direito de dizer: "No posso, estou derrotado, j me cansei de lutar"? Saia esta manh para um dia de vitrias. Abra o corao a Jesus e diga-Lhe: "Senhor, 
opera as Tuas grandes obras de vitria na minha vida". Deixe-O entrar no seu corao atravs do Seu Santo Esprito e prepare-se para as surpresas que Deus tem reservadas 
para si hoje.


150

22 de Maio, quarta-feira

Cantai ao Senhor

  !  24 de Maio - Sexta-feira

151

"Servi ao Senhor com alegria; e apresentai-vos a Ele com cntico."

Salmo 100.-2

Era Sexta-feira  noite, em Braslia. Estvamos a chegar ao fim de um acampamento que tinha reunido vinte mil jovens no Distrito Federal. Havia muita tristeza nos 
coraes, no s porque estvamos a encerrar uma semana maravilhosa, mas tambm, porque no dia anterior uma menina tinha sido atropelada, quando regressvamos da 
jornada Pr-Temperana. Naquela Sexta-feira  noite decidi fazer um apelo para o baptismo. Karen, uma jovem evanglica que tinha vindo essa semana para filmar com 
a equipa do Three Angels Broadcasting Network, decidiu unir-se  Igreja Adventista porque compreendeu a verdade do Sbado.

Depois, veio o apelo. Uma a uma, as pessoas passaram  frente, aceitando Jesus e expressando o desejo de serem baptizadas e juntarse  Igreja de Deus na Terra. Eu 
orava em silncio enquanto a Sonete cantava e Deus usava a mensagem cantada para chegar a alguns cantinhos do corao que a palavra falada no tinha tocado. Aparentemente, 
ningum mais responderia ao apelo naquela noite, mas eu sentia dentro de mim que ainda havia muita gente que estava a sofrer sem se poderem levantar. Ento, fiz 
algo que raras vezes fao. Convidei Costa Jnior para fazer cantar a congregao. Vinte mil vozes uniram-se para cantar "Jesus, Tu s a minha vida". E ento aconteceu 
o milagre. Quase quinhentas pessoas foram  frente!

Naquela noite havia uma mistura de alegria e tristeza. O povo cantava como poucas vezes vi cantar. Os coraes eram tocados e as pessoas deixavam-se levar pelo Esprito 
de Deus respondendo ao apelo. "Apresentai-vos diante de Deus com cntico", diz o versculo desta manh. Existe no cntico espiritual um poder extraordinrio que 
precisamos de descobrir e utilizar. Ao longo do meu ministrio o cntico de louvor a Deus tem desempenhado um papel relevante e na minha vida tenho descoberto que 
conservar sempre um cntico no corao,  uma dasmelhores maneiras que existe para manter a comunho com Jesus. s vezes, na vida, passamos por momentos de dificuldade 
e provao e s sentimos vontade de chorar. Cante nesses momentos, direccione    as suas "lamentaes" para o cntico. Ver que as dificuldades no desaparecero, 
continuaro ali, mas a sua atitude mental mudar, o medo desaparecer, brilhar a esperana, a confiana em Jesus, a certeza    de que no est sozinho. Naturalmente, 
enfrentar as dificuldades na    companhia de Jesus  diferente.

Faa deste dia um dia de cnticos espirituais! "Cante na Igreja, em casa, com a sua famlia, no carro enquanto vai para o trabalho, cante, cante, cante"  o que 
Costa Jnior costuma dizer s multides a quem pede para cantar em estdios e ginsios desportivos. Este , sem dvida, o conselho nascido do versculo de hoje.

23 de maio, quinta-feira
Cisternas Rotas



"porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de guas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que no retm as guas." Jeremias 2:13

A tragdia do homem desde o Jardim do den foi sempre a mesma: tirar os olhos de Deus e confiar nos seus recursos. "Sem mim, nada podeis fazer", disse Jesus. Mas 
ao longo da Histria o homem tem insistido em viver afastado da Fonte da vida, substituindo o verdadeiro Deus por deuses ocos e sem vida.

Nos tempos do profeta Jeremias, o povo de Israel tinha abandonado Deus, o manancial de guas vivas e tentava cavar cisternas rotas que no retnham gua.

O que  uma cisterna rota? Naquelas regies o povo construa cisternas para armazenar gua para a poca da seca. Eram poos enormes, os quais recebiam um revestimento 
que impedia que a gua escorresse para a terra. s vezes, por negligncia na construo do revestimento, o povo, quando precisava de gua, descobria que o poo estava 
vazio. Onde estava toda a gua depositada no poo? Tinha escorrido pelas roturas do revestimento. No versculo de hoje Deus expressa a Sua tristeza pela insensatez 
do Seu povo; "Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de guas vivas, e cavaram cisternas rotas, que no retm as guas." Um cristianismo 
sem Cristo, um cristianismo que usa o nome de Cristo, mas que vive apenas preocupado com o exterior, no passa de cisterna rota. Voc vai e pensa encontrar gua 
nela, mas encontra s secura, desespero e morte.

Jesus  o nico manancial de guas vivas e aqueles que desejam ser cada dia mais semelhantes a Ele no cometem a imprudncia de confiar nas cisternas construdas 
pelas suas prprias mos, no confiam no bom comportamento conseguido pelo seu prprio esforo, nem na sua reputao como bons membros da igreja. No, eles vo ao 
manancial de guas vivas, so banhados diariamente nessas guas, acalmam a sede da alma na pureza dessas guas. No permitem que nada os afaste desse manancial e 
o resultado dessa experincia  uma vida de obedincia autntica, um carcter que cada ! dia reflecte mais e mais o carcter de Jesus.

O versculo de hoje expressa tambm a profunda tristeza que Deus sentiu no Jardim quando Ado e Eva se esconderam da Sua presena. Naquela  tarde trgica, o corao 
de Deus afligiu-se no por causa de um fruto comido, mas porque os filhos amados j no estavam perto d'Ele. O que Lhe  causa tristeza ao corao no so apenas 
os actos errados do homem, so,  em primeiro lugar, o relacionamento interrompido, o construir cisternas rotas
 separados do manancial de guas vivas.

 Porque no fazer de hoje um dia de comunho com o Manancial de  guas vivas? Diante de si est um dia cheio de desafios e expectativas,  mas cuidado, no tente 
construir cisternas rotas, deposite a sua confiana  em Jesus e, ao entardecer, volte para casa vitorioso.




152
24 de Maio,  sexta-feira

Livres Para Vencer

"Porque vs, irmos, fostes chamados  liberdade. No useis, ento da liberdade para dar ocasio  carne; mas servi-vos uns dos outros pelo amor. " Galatas 5:13

O propsito da vida, sofrimento, morte e ressurreio de Cristo foi trazer liberdade ao ser humano. Libertou-nos da culpa do pecado ao pagar o preo com a Sua vida 
derramada no Calvrio. Mas a liberdade que Cristo nos quer dar no tem que ver simplesmente com o nosso passado. Ele quer tambm libertar-nos, no presente, do domnio 
que o pecado exerce em ns e quer faz-lo pela permanente presena do Seu Esprito, santificando a nossa vontade e levando-nos a uma vida de vitria sobre as tentaes.

Existem muitos cristos sinceros que pregam e aceitam alegremente a libertao da culpa, mas no esto dispostos a aceitar a libertao do poder que o pecado exerce 
neles. Pregar o perdo sem pregar a vitria sobre o pecado  pregar um evangelho incompleto.

O versculo de hoje mostra que, entre os galatas, havia muitas pessoas que acreditavam na graa redentora de Cristo e aceitavam a libertao da condenao que Cristo 
oferecia, mas usavam esta bonita mensagem para dizer que, como Cristo os tinha liberto, j no havia necessidade de mandamentos. O resultado foi que viviam na escravido 
da carne, vtimas submissas das paixes e tendncias pecaminosas.

Quando Cristo entra genuinamente na experincia de uma pessoa ela recebe a libertao da culpa, ou seja, o perdo, ao qual chamamos tambm justificao. A pessoa, 
ao continuar a viver uma vida de permanente comunho com Cristo, vai sendo liberta do poder que o pecado exercia nela,  a isto que chamamos santificao. Mas o 
Senhor Jesus vai mais longe. Ele promete que quando voltar, seremos libertos completamente da presena do pecado na nossa natureza,  a glorificao. A liberdade 
que Cristo oferece no tem que ver somente com o nosso passado, mas tambm com o nosso presente e futuro.  uma liberdade completa e aqueles que descobriram a beleza 
da experincia diria com Cristo, experimentam as maravilhas das vitrias tambm dirias e permanentes na sua vida.  assim que Deus quer reproduzir em ns o carcter 
de Jesus.

Hoje tem diante de si mais um dia de actividades.  livre, livre dos temores, do passado, dos complexos, livre para vencer!

25 de maio, Sbado -

153

Sofrimento em Cristo

"Sofre, pois, comigo, as aflies, como bom soldado de Jesus Cristo."

II Timteo 2:3

No livro Life Incidents escrito por Tiago White, ele conta uma experincia que gostaria de transcrever: "No dia 2 de Abril de 1843, montei o meu velho cavalo e pus-me 
a caminho da minha cidade natal, muito cansado por causa do meu trabalho de Inverno: "A neve estava alta. O meu cavalo pisava muitas vezes montes de neve mais altos 
do que as estacas da cerca. O meu nico fato estava muito gasto e eu no tinha dinheiro. No recebera ainda o meu ordenado de cinco dlares, contudo, estava feliz 
na esperana.

Quando voltava para casa, o meu cavalo ficou irritado com a neve. Vrias vezes em que passava ao lado de mulheres e crianas, ele tentou atropel-las. Temendo que 
ele ferisse algum, achei melhor apearme todas as vezes que se aproximava outro cavalo a puxar um tren. Quando cheguei a Augush, encontrei um lavrador que voltava 
para casa num tren de feno, vazio, puxado por seis bois. Desta vez no me apeei e tentei passar ao lado. Os bois ocupavam quase todo o caminho. Ao ver-se sem espao 
para passar, o meu cavalo ficou irritado e saltou para dentro do tren. Percebendo o perigo, saltei para fora e fui cair na neve, no outro lado. Os bois continuaram 
a andar com o meu cavalo em cima do tren, e quando consegui safar-me do monto de neve, eles estavam a uma boa distncia. Ei! Bradei! Por favor, parem e deixem 
que eu recupere o meu cavalo! O bom homem parou, ajudou-me a tirar o meu cavalo, montei e parti satisfeito." Este incidente mostra-nos como os pioneiros sofreram 
por causa de Cristo. Lembre-se que isto aconteceu em 1843, ou seja, um ano antes do incidente que marcou praticamente o nascimento da Igreja Adventista.

Comemormos no ano passado o 150 aniversrio desta data importante na nossa histria, e, sem dvida, vale a pena lembrar tambm a vida destes homens que deram tudo 
porque acreditavam que Cristo em breve viria.

Mas, para no perder de vista o pensamento central das nossas meditaes deste ano, antes de lermos o versculo de hoje, de II Timteo
2:3, leiamos o versculo 1 e entendamos como  que os que desejam ser mais semelhantes a Jesus participam dos sofrimentos de Cristo: "Tu, pois, filho meu, esfora-te 
na graa que est em Cristo Jesus. "Esforarse na graa  diferente de esforar-se sozinho."

Alis, s os que se esforam na graa, sero capazes de enfrentar, com dignidade, os sofrimentos de Cristo.

Est pronto para fazer deste dia um dia de actividades na graa?

27 de maio, segunda-feira

"Portanto, meus amados irmos, sedefirmes e constantes, sempreabundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho no  vo no Senhor." I Corntios 15:58



Em 1972 eu era missionrio entre os ndios da tribo Campa, na Amaznia Peruana. A obra adventista foi estabelecida entre os Campas atravs do ministrio de um dos 
heris modernos da f, chamado Fernando Stahl. Tive a oportunidade de seguir as trilhas que o missionrio americano percorreu no vale do Rio Perene e conversando 
com alguns ndios que ainda viviam nesse tempo e que tinham sido baptizados por Stahl descobri facetas hericas que me levaram a escrever o livro "Ele Amava-nos", 
onde tento relatar incidentes que o tempo estava a levar ao esquecimento. Visitei Catosho Machar, um desses ndios, e pedi-lhe: "Quero que me fale de Stahl, j 
que, voc foi o seu guia nestas selvas." O velho ndio estava sentado perto do fogo, no interior da sua choupana. J no via e notava-se cansao pelos anos vividos. 
"Stahl?" perguntou e levantando a cabea como se tentasse resgatar lembranas. L fora as cigarras indicavam com o seu canto montono que devia ser muito tarde. 
De repente os olhos do ndio humedeceram-se e duas lgrimas escorregaram pelos sulcos que o tempo tinha feito no seu rosto. "Ele amava-nos", disse. Trs palavras. 
Simplesmente trs, mas que expressavam tudo o que Stahl tinha significado para os ndios daquela regio.

As histrias que os ndios me contavam fizeram-me admirar aquele homem. Acossado pelas feras, bichos do mato, por ndios que no tinham contacto com a nossa civilizao 
no incio do sculo, enfrentou tudo, "foi firme, e constante, sempre abundante na obra do Senhor". Fundou escolas para eles e lutou por lhes levar sade e salvao.

Onde estava a fora deste homem? O versculo de hoje diz que devemos saber que o nosso trabalho "no  vo no Senhor".

Os que desejam ser cada dia mais semelhantes a Jesus no olharam para este texto como um imperativo que os obriga a concentrar todas  as suas energias para serem 
"firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor." Eles vero neste versculo a descrio do que acontece na vida dos que vivem no Senhor. Eles so firmes 
e inabalveis, no porque determinam s-lo, mas porque esto no Senhor e vivem no Senhor. Descobriram qual  a fonte das grandes virtudes. O versculo de hoje  
o 58, mas o 57 diz que "mas graas a Deus que nos d a vitria, por nosso Senhor Jesus Cristo", e este ltimo versculo explica tudo.

 28 de _Maio - Tera-feira

155

Mais do Que Apenas Obedecer

"Assim, tambm, vs, quando fizerdes tudo o que vos foi mandado, dizei: Somos servos inteis, porque fizemos somente o que devamos fazer. "Lucas 17:10

O meu pai trabalhava nas minas dos Andes peruanos e vinha para casa de quinze em quinze dias. Os meus irmos e eu fazamos uma festa quando ele chegava. Um Domingo 
de manh, sentimos a sua voz grave no quarto e corremos para o cumprimentar. Ele deu um abrao a todos e pediu ao meu irmo mais velho um copo de gua. O rapaz saiu 
do quarto e demorou uns 15 minutos. O meu pai j estava a ficar nervoso quando o filho apareceu trazendo um copo de sumo de laranja. "Pai, disse o meu irmo muito 
feliz, estou to contente por estares connosco que preparei um sumo de laranja para ti."

Nunca poderei esquecer a emoo do meu pai, nem a atitude do meu irmo. Aquele rapaz de 12 anos tinha cumprido a ordem, mas, motivado pelo amor foi mais alm: no 
se contentou em trazer um copo de gua, preparou sumo de laranja.

Aqueles que desejam ser cada dia mais semelhantes a Jesus no podem basear a sua obedincia na letra escrita da lei; tm que fundamentar as suas atitudes no amor 
do Pai. A obedincia que no esteja baseada no amor  uma obedincia oca. A pessoa preocupa-se simplesmente com a forma e nem percebe isto. Ela acha, com toda a 
sinceridade, que est a defender princpios e sem perceber acaba com um dos maiores princpios que e o amor e o respeito pelas outras pessoas.

A obedincia nascida do medo, do castigo, da disciplina ou das consequncias do pecado, limita-se a fazer o que foi ordenado e muitas vezes f-lo apenas para ser 
visto pelos homens.

A obedincia fundamentada no amor  diferente porque no nasce apenas da letra escrita na mente, mas dos princpios gravados no corao.

O versculo de hoje explica claramente que no existe mrito nenhum na simples obedincia. "Somos servos inteis porque fizemos somente o que devamos fazer."

Pessoas que esto constantemente a perguntar: Posso fazer isto? No posso fazer aquilo?  permitido por aqui? At onde posso ir? Ficam  espera que a igreja determine 
detalhes do que devem ou no devem fazer, so pessoas que no experimentaram a beleza da vida com Cristo. Querem que a igreja lhes diga tudo para "fazerem apenas 
o que devem".

Aqueles que vivem uma experincia de amor com Cristo, recebem um novo corao, os princpios da eterna lei de Deus so escritos no seu corao e no esto preocupados 
perguntando-se qual  o mnimo que devem obedecer para ser salvos. A sua obedincia brota naturalmente de um corao convertido e no existe limite para ela. Eles 
esto sempre dispostos a andar a segunda milha. No se contentam em trazer um copo de gua para no receber o castigo do pai; preparam um sumo de laranja para ver 
o sorriso de Jesus.

Que tipo de obedincia  a sua?

        29 de Maio-Quarta-Feira.

Porque No Decidir?

"Multides, multides no vale da deciso! porque o dia do Senhor est perto, no vale da deciso. " Joel 3:14

Tinham-se passado 34 anos desde o dia em que a minha me aceitara Jesus e o meu pai ouvira falar do Salvador pela primeira vez. No incio ele dificultou muito as 
coisas  jovem esposa que decidira unir-se  Igreja Depois, com o tempo, ele percebeu que o cristianismo era um cerco de proteco para os filhos e ento decidiu 
apoiar a famlia na igreja, mas nunca se comprometeu com Deus. Era um bom chefe de famlia, um marido exemplar, no fumava, no bebia no tinha nenhum outro vcio, 
mas no queria nenhum envolvimento maior com Jesus.

Os anos passaram-se. Eu tornei-me um pastor e vim para o Brasil. Deus abenoou o meu ministrio e deu-me muitas almas para o Seu reino, mas l no fundo do corao 
eu sempre carreguei a tristeza de saber que o meu pai no se decidia em favor de Cristo.

"Eu no fao mal nenhum", dizia cada vez que eu falava com ele sobre o tema, "apenas no quero ser baptizado. De vez em quando vou  igreja, devolvo o dzimo e guardo 
o sbado."

Nas minhas oraes pessoais coloquei, durante muitos anos, o nome do meu pai diante de Deus, at que um dia, voltei ao meu pas na poca do Natal e o meu pai deu-me 
a surpresa agradvel de que queria ser baptizado.

Um Sbado  tarde, entrei com ele no tanque do baptismo e selei o pacto de amor com Deus que o meu pai tinha feito. Naquela noite a famlia tinha preparado uma festa 
em casa para celebrar a alegria de ver o pai baptizado. ramos nove irmos e todos estvamos na igreja, com as respectivas esposas e os filhos. Poderia haver maior 
alegria que a de ver o nico membro da famlia que faltava, unindo-se agora a ns na bendita esperana da volta de Cristo?

Mas naquela noite descobri que meu pai no tinha mais do que dois meses de vida, porque um terrvel cancro estava a consumi-lo.

Quando chegou o momento de voltar para o Brasil entrei no seu quarto. Tinha o rosto enrugado pelo tempo e o corpo consumido pela doena. Sabia que o estava a ver 
pela ltima vez na Terra e senti vontade de chorar, mas o seu sorriso animou-me.- "Vai em paz, filho, cumpre o teu ministrio no Brasil, eu j no tenho medo de 
nada. Agora eu conheo Jesus." Um ms depois da minha partida recebi a triste notcia de que o meu pai tinha descansado na bendita esperana de ver os seus filhos 
quando Jesus voltar.  

E voc? J decidiu? Ou est entre as multides no vale da deciso? Deus est disposto a fazer tudo por si. A nica coisa que Ele no pode  fazer  tomar a deciso. 
 e tomar a deciso Isso  s consigo..  
._ ~. Decida-se por Jesus. Agora!

30 de Maio - Quinta-feira

157

O Cristo da Sara

 apareceu-lhe o anjo do Senhor numa chama de fogo do meio de uma sara; e olhou, e eis que a sara ardia no fogo, e a sara no se consumia." xodo 3:2

xodo 3:2

Para ser mais semelhante a Jesus o ser humano precisa contempl-
lo diariamente de diferentes ngulos. A Bblia  o Livro do Cordeiro e nela achamos o Messias simbolizado de diferentes maneiras.

A sara que ardia e no se consumia  mais uma das figuras de Cristo. Nela podemos encontrar simbolizada a Sua pessoa. Ele  Deus e homem ao mesmo tempo. Homem, 
mas continuou a ser Deus. Se tirarmos a Sua divindade, o Seu sangue no tem poder para expiar o pecado do homem e, se tirarmos a Sua humanidade, no existir sangue 
e sem sangue no h remisso de pecados. Olhe para a sara. A madeira  um produto fraco e inconsistente da terra,  o "renovo", a "raiz da terra seca", mas Deus 
est nela e por isso no  consumida.

Na sara tambm podemos encontrar simbolizados os sofrimentos de Cristo. O fogo tenta feri-la, consumi-la, destru-la, mas no consegue. O inimigo perseguiu Jesus 
desde o Seu nascimento at  Sua morte, mas nada conseguiu. O fogo no pode consumir a sara.

O terceiro aspecto simbolizado na sara  o Seu poder. Ele venceu a morte. De que serviu o fogo querer consumi-la? Ele levantou-Se da sepultura. O imprio do inimigo 
ficou derrotado para sempre.

Neste dia, meu amigo, olhe para o Cristo da sara (Deuteronmio
33:16) e no tenha medo de enfrentar as dificuldades, por maiores que estas possam parecer. No est s. Olhe para trs. J venceu muitas barreiras na vida e ainda 
continua vivo. Porqu? Porque a "sara ardia e no se consumia." Olhe para a frente. Pode haver nuvens escuras e tormentas. Pode haver troves, mas a voz de Jesus 
ouve-se claramente: "Quando passares pelo fogo, no te queimars." Os jovens hebreus da fornalha ardente, os mrtires que foram queimados no incio da era crist, 
se pudessem ver a sua luta, dir-lhe-iam: "V em frente, ns conseguimos e voc tambm o conseguir."

Agora, uma pergunta: Temos a certeza de que Cristo est em ns atravs do Seu Santo Esprito? Est Ele a morar no nosso corao Porque vivemos uma vida de comunho 
diria com Ele? Se no for assim, a mensagem da sara no ter conforto para ns. E lembre-se, no dia final, quando o Cristo da sara voltar em glria e majestade, 
como fogo consumidor, s haver dois grupos: aqueles que no O deixaram habitar no seu corao e que sero como relva seca (Malaquias 4:1), e aqueles que apesar 
do fogo, habitaro seguros. Deus queira que estejamos no segundo grupo.


31 de Maio, sexta-feira

Pela Renovao de Vossa Mente

"E no vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovao do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradvel e perfeita vontade 
de Deus. "Romanos 12:2

Seria muito engraado se um rapaz procurasse uma jovem e lhe dissesse; "Eu amo-te com toda a minha mente." No era? J percebeu que o corao carrega sempre a culpa 
pelo que sentimos e o corpo pelo que fazemos? Mas o que Paulo est a querer dizer-nos no versculo de hoje  que para sermos mais semelhantes a Jesus no podemos 
comear a querer mudar os actos ou os sentimentos. Temos que comear com a mente. "Transformaivos pela renovao do vosso entendimento",  o conselho do apstolo. 
Na realidade, os actos pecaminosos nascem na mente, transformam-se em sentimentos e, finalmente, transformam-se em aces. Por isso, na converso Deus promete-nos 
a "mente de Cristo".

Se queremos ser felizes na vida crist  preciso que haja uma mudana da mente, isto , da natureza ou do corao, porque biblicamente as trs so a mesma coisa 
e significam nascer e viver afastados de Deus. O ser humano com mente inimiga, natureza pecaminosa ou corao de carne s amar as coisas deste mundo, o lixo da 
vida e viver a procurar os prazeres da Terra. Mas o cristo que um dia encontrou Jesus na sua vida e O aceitou como seu Salvador, no pode mais conformar-se com 
este sculo. No momento em que ele aceita Jesus, o Salvador cria nele a natureza divina. O homem passa ento a ter a mente de Cristo e,  medida que ele vive em 
comunho com a fonte de Justia, a sua mente transforma-se, aparecem novos pensamentos que inspiram sentimentos nobres e que se traduzem em boas obras.

Como pode algum que no experimentou a converso e que no vive uma vida diria de comunho comCristo, saber qual  "a boa, agradvel e perfeita vontade de Deus?" 
 impossvel, como  impossvel ensinar um lobo a gostar de erva.

Estamos, como pais, preocupados com que os nossos filhos tenham a mente de Cristo ou estamos simplesmente a querer que se portem bem? Estamos, como lderes, preocupados 
com que a nossa igreja viva uma vida de permanente comunho com Cristo ou o nosso nico af  que cumpram todas as normas?

Comear no lugar errado pode ser fatal. "Ao tentar desenhar um beija-flor podemos produzir um morcego", disse um colega pastor, certa ocasio.

Hoje, antes de sair para as actividades do dia, proponha no seu corao que ao entardecer estar mais perto de Jesus. Faa deste dia um dia de comunho com Ele. 
Deleite-se em pensar n'Ele, concentre os seus pensamentos n'Ele, partilhe com Ele tudo o que tiver que fazer. Conserve  um cntico no corao, seja feliz e vitorioso 
em Jesus e deleite-se em  conhecer qual seja a Sua  vontade, agradvel e perfeita.

1 de Junho-Sbado

159

Existe um Pas Melhor

"porque somos estranhos diante de Ti, peregrinos, como todos os nosSos pais; como a sombra so os nossos dias sobre a Terra, e no h Outra esperana. " I Crnicas 
29:15.

David, o pastor dos campos de Belm que, com intrepidez enfrentou o gigante Golias, e depois reinou sobre o seu povo, estava velho e cansado e nas suas ltimas palavras 
encontramos as do verso de hoje. Estas so as palavras de um ancio, e o seu testemunho  a voz da experincia. David foi um homem sbio, as suas palavras merecem 
ser guardadas como um tesouro. Ele tinha reinado em Israel durante mais de quarenta anos, de modo que este conselho  vindo da realeza. Mas, acima de tudo e embora 
nalgum momento da sua vida, ao separar-se de Deus, tivesse cado muito, David era um homem santo, conforme o corao de Deus; portanto, o conselho desta manh  
a Palavra viva de Deus.

J quase a fechar os olhos e descansar; depois de ter visto tanta coisa triste e tanta coisa boa, depois de ter conhecido os dois lados da vida, depois de ter experimentado 
a angstia da culpa, a paz do perdo e a transformao, David recorda aos que viro depois, que a nossa vida na Terra  passageira.

"Somos estrangeiros", diz ele. O nosso lar no  aqui, existe um mundo melhor, existe um lar eterno, uma terra maravilhosa.

Amigos, o grande perigo que corremos nesta vida  o de acostumar-nos s coisas simples que a Terra nos pode oferecer e quase inconscientemente, comear a deitar 
razes profundas, que obscurecem a misso do nosso lar eterno. Estamos no mundo, devemos viver neste mundo tentando ser teis  famlia,  igreja,  sociedade e 
aos pais; mas no somos do mundo e isto  o que no se pode apagar da nossa conscincia.

David compara a nossa vida aqui com a "sombra". Embora o escritor bblico esteja a falar da fugacidade da vida, podemos inferir uma lio interessante. A sombra 
 dependente. Ela vai onde o dono vai. Ela faz o que o dono faz, ela anda ao ritmo do dono. Porque no fazer da nossa vida na Terra um reflexo da vida de Cristo? 
Porque no permitir que Ele habite em ns? Porque no pensar n'Ele cada minuto, enquanto vamos vivendo a nossa vida de cada dia? Sem dvida, esta ser a melhor maneira 
de no esquecer que h um pas melhor, alm da Terra. ;:-.<"


160

2 de Junho, domingo - 
Voc Pode Vencer a Tentao

"No veio sobre vs tentao, seno humana; mas, fiel  Deus, que vos no deixar tentar acima do que podeis, antes, com a tentao, dar tambm o escape, para que 
a possais suportar. " I Corntios 10:13

No captulo dez da primeira epstola aos Corntios, o Apstolo Paulo faz um historial das quedas do povo de Israel. No verso 11 ele diz que "Tudo isto foi registado 
para nossa advertncia" e, antes de entrar no texto de hoje, ele diz que seria bom (verso 12) que pensssemos um pouco na nossa situao para no sofrer os mesmos 
reveses do povo de Israel; mas que tenhamos presente sempre que no existe tentao maior do que possamos suportar,

A tentao  uma lei desta vida. O inimigo vir a ns com o fim de nos ferir, ou fazer-nos desconfiar de Deus e cair. O seu objectivo final  separar-nos de Jesus, 
porque longe da salvao, estamos perdidos, separados da vida, estamos mortos. Desligados da Justia  intil todo o bem que tentemos fazer por conta prpria.

Est a passar por uma situao financeira crtica? Lembre-se, o inimigo quer separ-lo de Jesus. Perdeu um ser querido de maneira cruel e incompreensvel? Sente 
vontade de amaldioar o nome de Deus porque Ele no o protegeu? Lembre-se, o inimigo quer que faa isso mesmo. Ele quer que voc desconfie de Jesus, que pense que 
no compensa ser cristo se na hora das dificuldades Ele parece no estar nem um pouco interessado no seu problema.

Est amarrado a algum hbito que quer deixar? Existe na sua vida alguma situao pecaminosa que o atormenta e da qual no pode sair? Olhe para o texto de hoje: "Fiel 
 Deus, que vos no deixar tentar acima do que podeis, antes, com a tentao, dar tambm o escape, para que a possais suportar." No  esta uma promessa maravilhosa?

Eu sei que, na hora do sofrimento, das lgrimas, das dificuldades e das tentaes, o ser humano sente como se estivesse sozinho. Mas a promessa est a. Olhe para 
J, que emergiu do p. Pense em Daniel saindo ileso da cova dos lees. Medite em Joo, sozinho na Ilha de Patmos e vendo o rosto de Jesus. Lembre-se de Maria Madalena, 
que conheceu o que realmente era tentao. Pense nas tendncias que a arrastavam para baixo e como encontrou poder aos ps de Cristo. Tambm pode ser um vitorioso, 
agora!

3 dejunho - Segunda-feira

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Racionalizar ou Crer

"E Jesus lhes respondeu, dizendo:  chegada a hora em que o Filho do homem h-de ser glorificado. " Joo 12:23

Havia festa em Jerusalm e Jesus estaria presente. Ningum queria perder a oportunidade de v-lo e ouvi-lo. Alguns, por curiosidade, outros, porque no sabiam mais 
onde ir em busca de ajuda, e outros, porque esperavam ansiosos que o Mestre da Galileia cometesse um deslize para poderem conden-lo.

"Entre o povo que tinha ido a Jerusalm, para tomar parte na festa, havia alguns gregos", diz o relato bblico. Os gregos praticavam uma religio lgica e racional. 
Nela no existia lugar para a f. Eles no eram capazes de acreditar naquilo que os seus olhos no vissem ou os seus dedos no tocassem. Era esse um dos motivos 
porque atribuam aos seus deuses formas e caractersticas humanas. Eles no podiam confiar, queriam levar tudo ao laboratrio para ser analisado.

Aqueles gregos eram pessoas vazias, ocas e desesperadas. A lgica racional do seu estilo de vida satisfazia o intelecto, mas no preenchia o corao. Conheo gente 
com vrios ttulos universitrios que continua a procurar um sentido para a vida e falo com pessoas de muitos recursos econmicos que dariam tudo para ter aquela 
calma interior que s Cristo d. A cultura no tem nada de mal. O dinheiro, a fama e o poder no tm nada de mal. O problema comea quando todas estas coisas passam 
a ser o objectivo da vida e no simplesmente o meio para servir melhor. O cristianismo no veio ao mundo para arrasar as consecues humanas, mas para dar sentido 
a tudo o que o homem realiza.

Aqueles gregos estavam cansados de procurar um sentido para a vida. A religio lgica dos seus pais no preenchia o vazio do corao e por isso deixaram tudo e viajaram 
at Jerusalm. Gente desesperada corria sempre  procura de Jesus e, depois de se encontrar com Ele, os homens voltavam felizes e dispostos a enfrentar as lutas 
da vida e tornarem-se vitoriosos.

A mensagem de Jesus, porm, surpreendeu-os. "Chegou a hora do Filho de Deus ser glorificado." De que estava Jesus a falar? Da Sua morte, com certeza. Mas, que modo 
estranho este de ser glorificado, morrendo? Geralmente, para receber a glria, os homens so levados a um palco e todas as luzes do mundo se concentram neles.

Mas Jesus fala, aqui, de ser glorificado com a Sua morte. Ele est a apresentar aos gregos o aspecto ilgico do cristianismo. Enquanto os homens matam para vencer, 
Cristo morre e, deste modo, alcana a vitria. Enquanto os homens vivem para ser glorificados, Cristo  pendurado na Cruz como um marginal, a fim de alcanar a glria.

Isto no combinava com a lgica. Ento tem que haver a f. E os gregos tinham s dois caminhos: ou continuavam a querer compreender tudo e permaneciam com o corao 
vazio e desesperado, ou acreditavam que, por trs do sofrimento e da morte, estava a glria. Era racionalizar ou exercitar a f. E esta  a grande deciso que temos 
que fazer cada dia.


4  de junho, tera-feira


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Profisso da Esperana

"Retenhamos, firmes, a confisso da nossa esperana, porque fiel  o que prometeu. "Hebreus 10:23

Nos primeiros versculos do captulo 10 de Hebreus, o apstolo apresenta o carcter sacerdotal de Cristo. Ele apresenta a igreja como a casa de Deus sobre a qual 
Jesus  o grande Sumo Sacerdote. Depois, exorta os crentes a experimentar, por eles prprios, as delcias da salvao. "Cheguemonos, com verdadeiro corao..." versculo 
22. Para concluir, o apstolo apresenta o desafio do nosso texto: "Retenhamos, firmes, a confisso da nossa esperana"

Vamos analisar em que consiste "a confisso da esperana". Primeiro, possuir o conhecimento salvador de Cristo. No  apenas um conhecimento terico, mas pessoal, 
resultante de uma vida de comunho diria e permanente com Ele. "Ele  em ns a esperana da glria." Segundo, a confisso da esperana envolve confiana em Cristo. 
Novamente, voltamos ao ponto de partida. Como confiar em quem no conhecemos e como conhecer se no convivemos com a pessoa? Terceiro, a confisso da esperana envolve 
testemunho. As pessoas tm que saber pelas nossas palavras e pela nossa vida que Cristo habita em ns. Parte da confisso  a misso.  esta que d sentido  vida 
devocional. O cristo que no testifica, em pouco tempo no sente necessidade de ir a Jesus. Finalmente, a confisso da esperana envolve obedincia natural aos 
Seus mandamentos.

"As Minhas ovelhas ouvem a Minha voz e Me seguem." "Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos." No  uma condio para ser amado!  o resultado de am-lo. Jesus 
promete gravar os Seus mandamentos nos   [ nossos coraes. No  uma obedincia por medo,  por amor.

O apstolo aconselha-nos no texto de hoje a "reter, firmes a confisso da nossa esperana".

Porqu? Porque existe um inimigo disfarado, de muitas formas, a tentar deitar tudo no lixo. Ele, em pessoa, ope-se contra ns, e a natureza pecaminosa que ainda 
carregamos ope-se a ns. Como, pois, venceremos? Confiando que, Aquele que prometeu,  fiel; no deixando de congregarnos na igreja (versculo 25) e permitindo 
que o Esprito Santo habite em ns e nos leve, diariamente, s grandes obras de vitria.

Est pronto para sair  luta pela vida, hoje? Leve consigo um cntico no corao, coloque uma msica inspiradora no seu carro, mantenha-se ligado permanentemente 
a Jesus e volte vitorioso  tarde.

5 de Junho - Quarta-feira

Falsos Refgios

"E regrarei ajuzo pela linha, e a justia pelo prumo, e a saraiva varrer o refgio da men tira, e as guas cobriro o esconderijo. "Isaas28:17

O inimigo inventa muitas maneiras de arruinar a vida das pessoas. Alguns, ele amarra a vcios e hbitos que vo destruindo a sua vida lentamente; outros, leva-os 
a viver uma vida moralmente correcta, mas desligados da fonte autntica do poder que  Cristo. Outros, leva-os  incredulidade e endurecimento paulatino. "Diz o 
nscio no seu corao: no existe Deus." Outros, leva-os a viver a vida crist com indiferena e frivolidade. O texto de hoje fala-nos de como o inimigo leva alguns 
a construir refgios falsos, tentando fugir dos temores e do desespero prprio das pessoas que no tm Jesus no controlo da vida.

O ser humano sente geralmente a angstia e o peso da culpa. Pode ir ao psiquiatra ou ao psicanalista. Pode tomar comprimidos ou tentar qualquer maneira de esquecer 
o passado, mas o peso da culpa est sempre a martelar. O homem precisa de um refgio onde esconder-se da angstia da conscincia culpada.

O ser humano precisa tambm de um esconderijo para onde fugir das tormentas desta vida. Enquanto estivermos neste mundo, entregues s mos do inimigo, ele estar 
sempre a ferir, a magoar e a fazer soprar os ventos da adversidade.

O que dizer da morte? Todo o homem no seu estado natural sente medo da proximidade da morte. Para onde fugir quando chega o momento final? Onde esconder-se? Que 
refgio buscar?

Diante de tudo isto o inimigo leva os seres humanos a construir refgios falsos, como a correco parcial de certos hbitos de vida. Isto no  cristianismo. Deus 
no quer reproduzir o carcter de Jesus na vida dos Seus filhos desta forma. Amputar o brao quando o resto do corpo est gangrenado no tem nenhum valor.

Outro falso refgio  a vida moral correcta. Se o inimigo no pode levar-nos a cometer actos moralmente pecaminosos, com certeza nos levar a viver uma vida moralmente 
correcta, sem Cristo. De qualquer forma, estamos perdidos.

Quais os outros refgios? Actos generosos, um falso conceito do amor de Deus, acreditando que a Sua misericrdia  permissividade, enfim. Qualquer falso refgio 
que o homem construa ser intil. "A saraiva varrer o refgio da mentira e as guas arrastaro o esconderijo." A nica Rocha firme  Jesus. Pense nisto ao longo 
do dia.


 6 de Junho - Quinta-feira
 Quando a Vida Perde o Sentido

"O ladro no vem seno a roubar, a matar e a destruir: Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundncia. " Joo 10:10

"Perdi a vontade de viver", dizia a jovem sentada na minha frente. "A vida  uma monotonia que nunca acaba. Tenho medo de que chegue o dia seguinte porque ser a 
mesma rotina massacrante de sempre". O que faz uma vida perder o sentido?

Em primeiro lugar, convm saber que a monotonia  um sintoma. Ela revela-nos que algo no est a funcionar correctamente l dentro. A monotonia  contrria ao plano 
de vida abundante que Deus tem para ns e, quando chegamos a este ponto,  porque perdemos, entre outras coisas boas, o amor  vida.

Outro assunto que  bom considerar  que a monotonia  o resultado de minimizar o que somos. Vem do facto de aceitar que a vida que temos  a nica que merecemos. 
A monotonia  a agresso contra algum que se tornou desagradvel na nossa vida: ns mesmos. A monotonia  a aceitao covarde de impotncia em relao a mudar o 
rumo do dia a dia.

Em terceiro lugar, a monotonia vem do facto de atirar a culpa de tudo para outras pessoas, circunstncias ou passado. Consiste em procurar encontrar significado 
em tudo, em lugar de dar significado a tudo. Enquanto estivermos a esperar que os outros faam algo para tornar a nossa vida emocionante, com certeza ficaremos sentados 
na monotonia de uma vida sem sentido.

Finalmente, a monotonia vem do sentimento de que no temos nenhum lugar onde ir, nenhum mundo novo a conquistar.

Quando a vida se concentra na busca desesperada de coisas passageiras como cultura, dinheiro, poder, fama e prazer, chegar o momento em que sentiremos a sensao 
de que tudo o que conquistamos foi nada e de que j no existe mais para conquistar. 

Se alguma vez sentiu que a sua vida est a cair na monotonia, se a sua vida no  emocionante, se j no vibra com as possibilidades do amanh, hoje pode ser o dia 
de uma nova experincia para si. Desenvolva a alegria   ; de um ntimo relacionamento com Cristo, elogie as outras pessoas, tente   , descobrir coisas positivas 
nelas, interesse-se pelas outras pessoas e pelas suas necessidades, atreva-se a fazer e a construir sonhos. Experimente a "vida abundante" que Cristo lhe oferece.

7 de Junho - Sexta-feira

165

A Arca, Outro Smbolo de Jesus

"Tambmfaro uma arca de madeira de cetim; o seu comprimento ser de dois cavados e meio, e a sua largura de um cavado e meio, e de um cavado e meio a sua altura. 
" xodo 25:10

A arca do tabernculo  outra das figuras de Cristo na Bblia. Ele  a arca da redeno e hoje continua a brilhar no santurio l nos Cus. O que podemos aprender 
com a arca? Muito, sem dvida, pois cada faceta do carcter de Jesus ensina-nos algo.

A arca era um cofre simples, a sua largura era de um cvado e meio, e o seu comprimento de dois cvados e meio. Jesus  sempre uma majestade simples, no precisa 
de adornos externos para chamar a ateno. O material da estrutura da arca era madeira. Isto mostrava a Sua humanidade: as rvores brotam do humilde cho. Aqui Cristo 
 retratado como a "descendncia de Eva": veste-Se de farrapos. No Seu corpo vai sofrer o castigo que ns merecemos. A sua estrutura pode ser de madeira, mas no 
 madeira comum,  accia, madeira que no se corrompe, que no sucumbe ao bicho do pecado, que resiste s inclemncias do tempo e  mediocridade humana.  maravilhoso 
v-lo andar pela terra sem Se contaminar com o lodo. Embora a Sua natureza fosse perfeita, foi tentado em tudo, mas no pecou porque viveu uma vida de dependncia 
permanente do Pai e mostrou-nos qual  o caminho para a vitria.

A arca era mais do que madeira, estava recoberta de ouro. Ele no era s homem, era tambm Deus pleno, de outra maneira o Seu sacrifcio seria apenas a morte de 
um mrtir como Tiradentes, mas no teria poder salvador. O ouro tambm nos fala da excelncia do Seu carcter que Jesus quer reproduzir na vida dos Seus filhos. 
Por isso a arca guarda a lei. Ela  o reflexo do Seu carcter. O homem pode negar a validade da lei, pode pensar que ela foi cravada na cruz, pode rejeit-la se 
quiser, mas Cristo em pessoa ofereceu-Se para guardar os seus princpios no corao. Guardoua no mais ntimo do Seu peito: "A Tua lei est dentro do Meu corao", 
disse. (Salmo 40:8)

So os princpios dessa lei que Jesus quer gravar com o fogo do amor na nossa vida, para que sejam indelveis, para no precisar de algo escrito, para que a obedincia 
seja algo natural, que saia do corao.


166

8  de junho, Sbado
A Gangrena que Arruina Vidas

"E a palavra desses roer como gangrena; entre os quais so Himeneu e Fileto. " II Timteo 2:17

Certo dia um ganso passeava majestosamente no quintal de uma casa

quando algum fez o seguinte comentrio: "Eis a um ganso muito decente."

Uma velha galinha escutou a conversa e  noite contou ao seu marido.

- Dizem que esse ganso  um indecente.

- Sempre achei isso - respondeu o velho galo.

E no dia seguinte correu o boato em todo o galinheiro, dizendo que aquele ganso, aparentemente correcto, no passava de um bicho perigoso, um verdadeiro falco disfarado 
de ganso.

Uma pequena galinha, recordou que, certa vez, tinha visto o ganso a falar com uma espcie de falces, no bosque.

- Sem dvida, estavam a planear alguma malandragem - sugeriu.

Um pato lembrou-se tambm que o ganso, um dia, tinha dito que no gostava da vida de ganso.

No dia seguinte, todos, munidos de pedras e paus procuraram o ganso e quase o mataram. Embora tudo isto no passe de uma fbula, a verdade dolorosa  que com a palavra 
podemos arruinar muitas vidas.

Como age, diante de um mexerico, a pessoa que quer ser cada dia mais semelhante a Jesus? Pergunta a outra pessoa se  verdade o que ouviu?

Esta , sem dvida, a melhor maneira de continuar com a bola de neve. Olha fixamente quem traz o mexerico e diz que no est disposto a ouvir falar da vida alheia? 
Isso sem dvida lhe dar um ar de "santo" que no combina com um cristo autntico. :

Ento, faz o qu? D sempre resultado ouvir em silncio, no fazer nenhum comentrio, nem querer saber a "verdade", perguntando a outras pessoas, mas ir  pessoa 
envolvida e contar-lhe a situao.

Mas o que realmente importa  que esta atitude no pode ser fabricada para que todos vejam que estamos a ser semelhantes a Jesus. Esta atitude tem que sair de maneira 
natural do corao e a pessoa agir deste modo s na medida em que viva uma experincia diria com Cristo e o Esprito de Deus santifique os seus sentimentos e as 
suas palavras.

Himeneu e Fileto, os personagens do texto de hoje, so registados na Histria como dois grandes mexeriqueiros. Deus permita que o nosso nome no engrosse esta lista.

9 de Junho - Domingo

167

A Promessa se Cumprir

"instrui o menino no caminho em que deve andar; e at quando envelhecer no se desviar dele." Provrbios 22:6

O escritor americano Ernest Hemingway relata na sua obra "O Velho e o Mar", a histria de um ancio pescador de Habona que, depois de ter passado 84 dias tentando 
apanhar um peixe, decidiu ir ao alto mar para fazer mais uma tentativa. Depois de passar trs dias a alimentar-se s de carne seca de peixe e a beber da nica garrafa 
de gua que levara, finalmente conseguiu apanhar o maior peixe de toda a sua vida de pescador.  No podendo colocar o peixe dentro do barquinho, por causa do tamanho 
(no sei se Hemingway era tambm pescador) conta o escritor que o velho amarrou o peixe ao barco e comeou a pux-lo, mas o sangue do bicho atraiu os tubares. O 
velho ento comeou uma luta feroz com as feras do mar, e conseguiu matar alguns deles a facadas e golpes de remo, mas quando chegou  praia percebeu tristemente 
que os tubares tinham devorado completamente o seu trofeu de pescaria.

Esta histria  muito semelhante  experincia de muitos pais que, com muito esforo e dedicao educam os seus filhos nos caminhos do Senhor, colocam-nos em escolas 
e colgios cristos e, quando chegam aos anos da velhice, contemplam com tristeza que os tubares desta vida consumiram a vida espiritual dos filhos a quem eles 
dedicaram todo o seu cuidado e carinho.

Certa vez recebi uma carta angustiada de um pai que expunha uma situao parecida e perguntava: "Pastor, tenho a impresso de que fiz tudo para salvar os meus filhos, 
mas por que razo esto eles hoje fora da igreja? Onde  que eu falhei?".

O versculo de hoje apresenta-nos uma grande promessa: "Instrui o menino no caminho em que deve andar; e at quando envelhecer no se desviar dele". Se o pai instruiu 
o seu filho quando pequeno e hoje, crescido e fazendo uso da liberdade que Deus lhe deu, este aparentemente esqueceu-se de tudo, no desanime. A promessa de Deus 
est a. O seu filho no esquecer. Mais cedo ou mais tarde a semente renascer, mesmo quando, talvez, o pai j descanse no Senhor. No dia da ressurreio, ter 
a mais linda surpresa da sua vida. O seu filho estar ali com os braos abertos para o receber ao sair do sepulcro.

10 de junho, segunda-feira

"Mas longe esteja de mim gloriar-me, ano ser na cruz do nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo est crucificado para mim, e eu para. o mundo." Gaiatas 6:14

No sei se j teve notcias da cruz moderna, muito comentada nos crculos evanglicos populares. A sua forma fsica  parecida com a cruz de Cristo, mas as suas 
implicaes espirituais so fundamentalmente diferentes.

Estou a falar de uma teologia muito atractiva, que tenta mostrar ao ser humano que o cristianismo, em lugar de fazer exigncias desagradveis, oferece ao homem tudo 
o que esta vida tem, s que num plano espiritual mais elevado. Segundo esta teologia a cruz no mata o pecador, simplesmente encaminha-o para o Cu.

Esta teologia pode parecer muito atractiva e moderna, desde o momento que fala de um amor redentor e perdoador, mas no de um poder transformador.

A cruz de Cristo no significa somente glria. Significa tambm vergonha. , antes de mais nada, um smbolo de morte. Levantou-se no Calvrio para pr fim  vida 
de um Deus homem. Quando Jesus morreu, o homem que tomava a sua cruz e andava com ela, saa para nunca mais voltar. No saa para corrigir a sua vida, saa para 
acabar com ela. A cruz no significava amor e complacncia, significava dor, sofrimento, vergonha e morte.

Cristianismo no  simples mudana de comportamento. Cristianismo  morte e novo nascimento. Por favor, no tente mudar sem ter a certeza de estar morto. No tente 
corrigir este ou aquele mau hbito. V  cruz de Cristo e morra nela; deponha a sua vida aos ps de Jesus. Morra n'Ele e depois ressuscite para uma vida vitoriosa.

O baptismo  a explicao do que acontece na cruz. Voc morre e ressuscita. Mas, tenha cuidado para no querer crucificar-se a si mesmo. Ningum consegue. Pode pregar 
os seus ps e uma mo, mas quem prega a outra mo?  Cristo que tem que crucific-lo. Precisa de ser sepultado;     mas cuidado. Ningum se pode sepultar a si prprio; 
precisa de outro.      Jesus que o sepulta.

L, na cruz do Calvrio, Jesus foi levantado Ele morreu. Ocupou o nosso    . lugar, mas abriu os Seus braos e  ali que precisamos de ir e morrer n'Ele. Graas 
a Deus porque foi o Seu sangue que foi derramado. Deixemo-nos lavar por Ele!

11 de Junho - Tera-feira

169

Deus  Sempre o Primeiro e Ser o ltimo

Eu sou o Alfa e o mega, o princpio e o fim, diz o Senhor, que , e que era, e que h-de vir, o Todo-Poderoso. " Apocalipse 1:8

A jovem tinha apenas catorze anos e desejava ser baptizada no baptismo da Primavera. A me era uma lutadora por Cristo. Sofria quase diariamente as "perseguies" 
do marido, que no queria saber nada de Jesus, mas apesar disso criara os filhos no temor do Senhor. Contudo, o pai no queria que os filhos se baptizassem. Era 
segunda-feira, e a jovem a chorar disse ao pastor que no poderia ser baptizada. O pai tinha estendido o dedo ameaadoramente e dito: "A ltima palavra  minha." 
Estava equivocado. A ltima palavra nunca  do homem. Naquela terafeira ele sofreu um acidente de trnsito e na quinta j estava enterrado. A ltima palavra no 
foi a sua, foi a de Deus.

O homem no tem nada a dizer em relao ao lugar ou tempo do seu nascimento. Deus determina-o sem pedir a opinio humana. Um dia, a criana nasce e comea tudo. 
A partir desse momento comea a liberdade humana para aceitar ou rejeitar os caminhos de Deus. O homem cresce e faz-se dono de si mesmo. Pode esquecer que a vida 
lhe foi emprestada por Deus, pode viver como melhor lhe parecer, mas um dia tudo acaba. E tambm Deus reserva-Se o direito de pr fim quilo a que Ele deu incio. 
Queira o homem ou no, aceite ou no. A cincia pode fazer de tudo, menos iniciar a vida ou prolong-la quando Deus diz que chegou o momento.

"Eu sou o Alfa e o mega", disse Jesus. Isto  verdade para a vida fsica como para a vida espiritual. O novo nascimento tambm  um milagre realizado pelo poder 
divino. A iniciativa da salvao  d'Ele. O homem s tem que responder. Ningum se salva porque quer ser salvo. Por ns mesmos s desejaremos andar nos nossos caminhos. 
 Ele quem gera em ns tanto o querer como o efectuar pela Sua boa vontade. N'Ele nascemos, n'Ele crescemos e n'Ele morremos. Separados d'Ele, nada somos e nada 
podemos fazer.

Se nalgum momento da vida nos sentimos tentados a apoderar-nos da vida de Deus e a administr-la  nossa vontade, convm lembrar que os braos de Jesus esto sempre 
a suplicar e  espera que o homem volte.

Como  triste ver milhares de pessoas a viver como se a vida no acabasse nunca. So como a dracma perdida. Esto desviados, mas no sabem que esto nessa condio. 
Vivem insensveis  sua realidade espiritual e insensveis tambm ao amor redentor que os est a procurar.

Temos uma misso para hoje: dizer a essas pessoas que Deus as ama e que est  espera delas.


 
12 de junho - Quarta-feira

A Pureza do Sexo

" seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade. Como cerva amorosa, e gazela graciosa, saciem-te os seus seios em todo o tempo: e pelo 
seu amor s atrado perpetuamente. E por que filho meu, andarias atrado pela estranha, e abraarias o seio da estrangeira?" Provrbios 5:18-20

"Que horas so?" perguntou um turista a um vendedor, numa rua da cidade do Rio de Janeiro. O rapaz olhou de um lado para outro e com aquela alegria carioca, respondeu: 
" a hora do sexo, aqui  sempre a hora do sexo."

A expresso quase inconsciente deste rapaz poderia ser smbolo da cultura que nos rodeia. Vivemos no seio de uma sociedade sexualizada ou erotizada ao ponto de apelar 
ao sexo at para vender biscoitos, nos anncios da TV.

O verso de hoje mostra-nos que uma das coisas mais belas, puras e sagradas que Deus entregou ao ser humano na criao, foi o sexo. O sexo     to sagrado para Deus, 
que no Velho Testamento, ao identificar o Seu povo, no o marca no corao, nem na fronte, nem nas mos, mas no rgo sexual masculino.

No Novo Testamento, quando o Senhor procura uma ilustrao para expressar o tipo de relacionamento puro que quer ter com a Sua igreja, usa a ilustrao do relacionamento 
sexual entre marido e mulher.

Deus entregou ao homem, na criao, muitos dons. Deu-lhe a posse da terra, a alimentao, o corpo e as suas diversas funes, mas nas duas nicas vezes em que Ele 
usa a palavra bendito,  quando entrega o Sbado (Gnesis 2:3) e quando lhe entrega o sexo (Gnesis 1:28).

De onde vem, ento, a perturbao que as pessoas sentem, a ponto de voc talvez pensar que o tema do sexo no  assunto para uma meditao matinal? O inimigo entrou 
e deturpou os planos originais de Deus e deixou, no inconsciente humano, a ideia de que o sexo  "suportvel" mas, l no fundo, no  muito limpo, tem sempre algo 
de errado.

Deus criou o sexo para que fosse uma expresso de amor entre marido e mulher, e para que fosse um veculo de unio mental, espiritual e fsica.

Quando o sexo se torna apenas um acto fsico, passa a ser um acto instintivo e animal, e deixa de ser o sexo puro, limpo e sagrado que Deus criou. O sexo, antes 
ou fora do casamento no pode ser um acto espiritual, pois torna-se apenas instintivo e portanto, torna-se uma fonte permanente de vazio, desespero e culpa.

Consegue encarar o sexo como uma fonte de bno, de amor, de santidade e pureza? Esse era o plano original de Deus.  por isso que Paulo diz; "Mandos, amai as vossas 
esposas como aos vossos prprios corpos, como Cristo amou a Sua igreja, e Se entregou por ela". (Efsios 5:28 33.)

13 de junho - Quinta-feira

171

E Possvel Pagar o Mal Com o Bem?

 a vs, que ouvis, digo: Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos aborrecem." Lucas 6:27

Este conselho bblico  muito claro. Alis,  uma ordem directa do Mestre. no h forma de tentar interpretar o seu significado. Devemos fazer o bem mesmo aos nossos 
inimigos.

Na Grcia antiga, um jovem que vivia numa cidade do interior desejava ardentemente participar nas Olimpadas. Os amigos e familiares animaram-no e, finalmente, ele 
disps-se a ir  Capital. Depois de meses de treino duro e renncias que tivera que fazer, finalmente estava pronto para participar na corrida de carros puxados 
por cavalos.

A corrida teve incio, ele tomou a dianteira, mas notou que o segundo colocado, um velho corredor, comeou a importun-lo, insult-lo e amealo. O jovem, sem responder, 
continuou a corrida at perceber que o seu oponente estava a passar mal, colocando a sua vida em perigo. A histria diz que o jovem dedicou-se, a partir desse momento, 
a ajudar o velho corredor. Os outros passaram-no e chegaram primeiro. As Olimpadas estavam perdidas, mas foi recebido com muitas homenagens na sua cidade natal.

Parece uma histria inventada, no? Sabe porqu? Porque vivemos num mundo onde o esprito de competio impera. Respiramos competio na escola e at no seio da 
famlia. Vivemos a cultura do sucesso, s que o sucesso se mede por ser sempre o primeiro, no importando os que ficam atrs, nem como eles ficam.

Aquele que deseja ser cada dia mais semelhante a Jesus permitir que Cristo viva nele o Seu carcter manso e humilde, que O levou a morrer em silncio, embora sendo 
injustiado.

Conta-se que a grande contralto Marian Anderson foi maltratada por uma empregada do hotel, que no sabia que estava a ser descorts com a famosa cantora. O administrador 
do hotel soube e cancelou a noite livre que a empregada tinha para assistir ao concerto.

Ao voltar ao hotel, Marian notou que a empregada estava triste e perguntou-lhe o que estava a acontecer. A jovem respondeu que tinha perdido a oportunidade de assistir 
ao concerto que tanto esperara. Marian Anderson, l mesmo, no corredor do hotel cantou a Ave Maria para aquela empregada. No  extraordinrio?

Amigos, a ordem do Mestre contida no verso de hoje  talvez uma das mais difceis de serem cumpridas. Jesus no tinha em mente dificultarnos a entrada no reino dos 
Cus quando a deu. O que Ele tinha no corao era o desejo de reproduzir o Seu carcter na nossa vida e para isso Ele diz: "Vinde a Mim os que estais cansados de 
tentar e de no conseguir. Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de corao."  simples. Mas voc nunca o saber se no o experimentar. V a Ele.


14 de Junho -Sexta-feira

 O Sol Brilha Mais Alm

"Mas os que esperam no Senhor renovaro as suas foras, subiro com asas como guias, correro, e no se cansaro, caminharo, e no se fatigaro." Isaas 40:31

A guia  usada como smbolo dos que esperam no Senhor e n'Ele confiam. Esta ave  interessante desde a sua origem. Um frango est pronto para ser vendido no mercado 
em nove semanas. As guias no, elas levam, como no caso da guia Real, quase um ano para voarem sozinhas. Os verdadeiros cristos so como guias: podem levar tempo 
para amadurecer. Primeiro trigo, depois erva verde, finalmente fruto.

Pode ver pombos, andorinhas e periquitos a voar em bandos. guias no. Elas esto sempre sozinhas, no mximo duas. Ficam l no alto, a olhar o azul infinito

 do alto que vem o poder do cristo, que muitas vezes tem que ficar sozinho por causa dos seus princpios. No tenha medo de ficar s. Geralmente, o cristo anda 
no sentido contrrio ao da vida. Este mundo no foi feito, actualmente, para o povo de Deus. Voe alto, embora os que voam alto no sejam compreendidos. Quando algum 
no  compreendido  temido e quando algum  temido  criticado e condenado.

Alguma vez j pensou onde vo as guias quando h tempestade? Onde  que elas se escondem? Elas no se escondem. Abrem as suas asas, que podem voar a uma velocidade 
at 90 km por hora e enfrentam a tormenta. Elas sabem que as nuvens negras, a tempestade e os choques elctricos podem ter uma extenso de 30 a 50 m, mas, l de 
cima brilha o sol. Nessa altura terrvel podem perder as penas, podem ferir-se mas no temem e seguem em frente. Depois, enquanto todos ficam s escuras em baixo, 
elas voam vitoriosas e em paz, l em cima.

Finalmente, as guias tambm morrem, mas alguma vez encontrou por a um cadver de guia? De galinha talvez, de co ou de pombo, quem sabe at de um bicho do mato 
nessas extensas estradas de reservas ecolgicas, mas um cadver de guia, no se encontra. Sabe porqu? Porque quando elas sentem que chegou a hora de partir, no 
se lamentam nem ficam com medo. Procuram com os seus olhos o monte mais alto, tiram as ltimas foras dos seus corpos cansados e voam para stios inatingveis e 
a esperam resignadamente o momento final. At para morrer elas so extraordinrias. Talvez por isso o profeta Isaas compara os que confiam no Senhor a guias. 
Quem sabe se hoje voc tem diante de si um dia cheio de desafios. Alguns deles podem parecer impossveis de ser vencidos, mas lembre-se.- descanse no Senhor, passe 
tempo com Ele e depois parta para a luta, sabendo que alm daquela tempestade brilha o sol.

 15 de Junho - Sbado

173

Ele  a Nossa Bandeira

"e disse: Porquanto jurou o Senhor, haver guerra do Senhor contra waleque, de gerao em gerao." xodo 17:16

Amaleque, o cruel inimigo de Israel, estava derrotado naquela famosa batalha, em que Aro e Hur seguravam os braos de Moiss enquanto josu derrotava as hostes 
inimigas.

Depois da luta ter acabado Moiss "edificou um altar e chamou-lhe: jeov Nissi, que quer dizer o Senhor  o meu estandarte'". Felizes os homens que, terminada a 
batalha, se lembram de dar glria a Deus e no ao simples barro humano.

Olhe para a bandeira. A bandeira  Cristo. Podemos ter a certeza de que Ele brilha na nossa vida e na vida da igreja?

Uma bandeira agitada no alto  smbolo de vitria. Quando um exrcito conquista um territrio inimigo, a primeira coisa que faz  hastear a sua bandeira. Estamos 
a permitir que o Cristo vitorioso brilhe no territrio do nosso corao?

Amaleque no morreu, ele  um smbolo das lutas do cristo. No so os filhos de Deus atacados por ele de dia e de noite?

 um inimigo astuto e quando quer derrotar uma vida, ele estuda-a, analisa e prepara uma tentao personalizada que a vtima inocente no consegue vencer. Olhe, 
por favor, para a bandeira. Ela resplandece vitoriosa. Os valentes podem cair, os inteligentes podem fracassar, os fortes podem escorregar, masosqueseagarramajesus, 
com toda certeza, serovitoriosos. Ele j conduziu muitas batalhas e nunca perdeu nenhuma. Na montanha pode haver sangue, mas o sepulcro continua vazio. Ele  vitorioso.

Veja como  atractiva a bandeira do Brasil. Mas as suas cores verde, azul, amarela e branca em todo o seu esplendor no so capazes de alcanar a beleza do vermelho 
sangue da bandeira de Cristo. So multides que a seguem. Jac antes de morrer contemplou uma enorme multido e exclamou: "A Ele se congregaro os povos". Gnesis 
49:10. Isaas exclama: "Quem so estes que voam como nuvens e como pombas para as suas janelas?" Isaas
60:8. Jesus disse: "Quando for levantado, todos atrairei a Mim." Sempre foi assim e sempre o ser. H uma atraco irresistvel na cruz levantada. Ningum discute, 
ningum resiste, todos caem de joelhos diante do Cordeiro. Multides enchem os estdios, buscando-O. Jesus  a nossa bandeira, Jeov Nissi vai adiante do Seu povo.

Consegue sair esta manh para a rua com a certeza de que Ele brilhar na sua vida ao longo do dia?

Ano Bblico: Salmos 1-9 - Juvenis: Salmo 119:1-56

174

_16 de junho - Domingo

Vem e V

"Disse-lhe Natanael: Pode vir alguma coisa boa de Nazar? Disse-ihe Filipe: Vem, e v." Joo l :46

O nosso texto apresenta hoje uma pergunta e uma resposta. Ambas vm de homens sinceros e bons. Natanael, um nativo devoto, Filipe, um honesto discpulo de Jesus. 
Mas Natanael era uma pobre vtima do preconceito. Se Filipe tivesse dito que Jesus vinha de Roma ou de Jerusalm, ento Natanael t-lo-ia aceite sem problemas, mas, 
de Nazar? Podia sair algo bom daquela pequena e suburbana cidade?

Existem hoje multides a morrer por falta de Jesus na sua vida. Precisam d'Ele, mas vivem amarrados a preconceitos dos quais no se podem ver livres.

O preconceito tem muitas razes. s vezes, somos preconceituosos por ignorncia. No conhecemos o assunto, mas tambm no queremos saber. Simplesmente o condenamos. 
Outras vezes, somos preconceituosos porque fomos educados assim; as tradies ocupam o primeiro lugar, podemos at ver uma nova luz, mas temos medo porque fomos 
educados de outro modo.

Frequentemente, o preconceito nasce do orgulho. Consideramos as nossas opinies superiores  opinio dos outros e no estamos dispostos a ceder nem um milmetro. 
Finalmente, podemos ser vtimas do preconceito porque no samos do crculo de amigos, autores e pessoas que pensam como ns.

Qual  o grande remdio contra o preconceito? Filipe disse a Natanael: "Vem e v." Investigue por si mesmo. Analise e emita o seu juzo a partir da investigao 
e no a partir do que pensava com antecedncia.

Muitas vezes tenho achado no meu caminho pessoas preconceituosas. Tenho dialogado com elas; s vezes so pessoas frias, calculistas, tentara ridicularizar, como 
aquele locutor de rdio que me entrevistou no seu programa e tentou, durante 30 minutos, levar-me ao ridculo. A entrevista terminou e ele tinha feito perguntas 
que no estavam no guio, tinha sido de certo modo desonesto comigo, mas com um sorriso "inocente", disse: "Desculpe, ns jornalistas, somos assim, este  o nosso 
trabalho."

Olhei bem nos seus olhos e disse: "Voc no acreditou em nada do que eu disse durante o seu programa. Voc no  feliz, no pode ser feliz sem Cristo. L no fundo 
do seu corao sente o vazio que di, sente isso na sua vida familiar, quando chega  noite e tem a impresso de que a vida no tem sentido. Porque fugir d'Ele? 
Ele ama-o,  a coisa mais linda que Deus tem neste mundo, porque neg-lo? Quer que eu faa uma orao por si?" Ele aceitou e, no meio da orao saiu, depois voltou 
com os olhos cheios de lgrimas e disse: "Desculpe,  muito forte para mim, por favor desculpe, lamento muito,  verdade."

"Vem e v."  um homem amarrado a preconceitos? Condena o que no sabe e critica o que desconhece? Ento, venha e veja.

17 deJunho - Segunda-feira

175

Parecia Mentira, Mas Era Verdade

"Ento saiu Loth, e falou aos seus genros, aos que haviam de tomar as suas filhas, e disse: Levantai-vos, sa deste lugar, porque o Senhorhde destruir a cidade. 
Foi tido, porm, por zombador, aos olhos dos seus genros." Gnesis 19:14

Sodoma e Gomorra, aquelas duas cidades impenitentes do Velho Testamento, seriam destrudas com fogo. Porque  que o Deus do Velho Testamento parece cruel e sanguinrio 
ao ponto de estar sempre a matar, ao enviar fogo, dilvio e pragas? Como entender este aspecto do carcter de Deus?

Lembremo-nos, em primeiro lugar, que a vida no  s respirar e movimentar-se neste mundo; a vida  mais do que um perodo de tempo. A vida  Deus,  Jesus. Homens 
que deliberadamente se afastam de Deus e no O tm em conta para nada na sua existncia, podem continuar a respirar mas no vivem, apenas existem.

Os habitantes de Sodoma e Gomorra tinham-se afastado voluntariamente do Deus da vida. Parar de respirar era uma questo de tempo e eles pararam de existir consumidos 
pelo fogo. Pode pensar que isto  cruel para os padres de tica e moral dos nossos dias, mas, se alguma vez j viveu o inferno de uma vida sem Cristo, a loucura, 
o desespero e a vontade de morrer de uma pessoa que no tem Deus, talvez consiga ver o assunto por outro prisma.

Mas o versculo de hoje no analisa este tema. A essncia do versculo  a incredulidade humana diante do perigo iminente. "Sa deste lugar", foi o conselho do velho 
Loth, "porque o Senhor h-de destruir a cidade. Foi tido, porm, por zombador, aos olhos dos seus genros."

Ao analisarmos hoje as Sagradas Escrituras, chegamos  concluso de que Cristo no vai tardar muito para voltar  Terra. No existem mais profecias bblicas para 
se cumprirem. Tudo se encaixa matematicamente no relgio do tempo. Estamos a viver no fim. Mas se contar isto aos seus amigos no trabalho, sem dvida, eles olharo 
para si com olhos de incredulidade e pensaro que est a brincar. Sempre foi assim. Nos tempos de No, o povo gozava com No e com os seus filhos, dizendo: "No 
est louco, nunca choveu. A cincia diz que isso  impossvel." Quando a Arca foi terminada, e as portas se fecharam, apareceu uma nuvem que foi crescendo at cobrir 
o cu de negro.

Ento, quando as primeiras gotas comearam a cair, todos correram para pedir ajuda, mas j era tarde demais.

Quer dizer que o medo de nos perdermos deveria tomar conta do nosso corao hoje e deveramos procurar Jesus? No. Se O procurar por medo, a sua deciso durar pouco 
tempo, porque estar construda na areia dos sentimentos.

Precisa de compreender que Jesus o ama, que Ele quer v-lo sempre feliz, que no deseja que viva o vazio de uma vida sem Ele. Precisa de sentir a necessidade de 
O amar tambm, de estar diariamente com Ele e permitir que Ele reproduza em si o Seu carcter. Tome esta deciso agora!


176

. 18 de Junho -tera-feira

A Recompensa da Deciso

"Disse, porm, Rute: No me instes para que te deixe, e me afaste de o p de ti; porque aonde quer que tu fores, irei eu, e onde quer que pousares,  noite, ali 
pousarei eu; o teu povo  o meu povo, o teu Deus  o meu Deus. " Rute 1:16

O versculo de hoje apresenta a resposta de Rute diante de um momento de grande deciso e pelas implicaes da mesma, constitui-se na nota relevante do livro de 
Rute.

Rute estava na encruzilhada da vida: voltar ou seguir em frente. Voltar significava adorar os seus deuses feitos  mo, deuses de fabricao caseira que se podiam 
adaptar aos caprichos humanos, que entretinham, mas no davam sentido  vida. Seguir em frente, significava ir ao desconhecido, mas consciente de que o Deus Todo 
poderoso de Noemi no a abandonaria.

A resposta de Rute, mais do que uma simples declarao de amor,  uma aceitao definitiva da f que fazia de Noemi uma mulher admirvel. "O teu Deus ser meu Deus." 
O nico conhecimento que a moabita tinha do Deus verdadeiro era aquele que a sogra lhe tinha mostrado com a sua vida silenciosa e dedicada. No so argumentos teolgicos 
que convencero as pessoas de que o cristianismo funciona;  a vida simples e inspiradora do cristo, na rua, no bairro onde mora, na fbrica onde trabalha, na escola 
onde estuda.

A deciso de Rute envolvia uma mudana completa de hbitos. Outra gente, outro pas, outros costumes. Tudo novo, tudo desconhecido para ela, mas quando as pessoas 
so conquistadas para Jesus no h dificuldades que as impeam de tomar a sua deciso. L na terra de Israel, houve tempos de escassez; tinha-se que trabalhar duro 
nas plantaes de cevada, para sobreviver, e passou por momentos de solido. Os que se decidem por Cristo estaro sempre prontos a sofrer por causa de Cristo. Deus 
nunca prometeu aos que escolhem servi-lo, que no tero dificuldades, mas que, nas dificuldades, eles nunca estaro sozinhos.

O livro de Rute termina contando o fim maravilhoso dos que se decidem por Cristo. As dificuldades nunca sero eternas, a falta de emprego por causa do Sbado, a 
perda de bons negcios por causa dos princpios, as renncias, a glria deste mundo por amor a Jesus, tudo ser, finalmente, recompensado.

L, nas eiras de Belm, estava Boaz, um smbolo de Jesus, um homem rico, poderoso, dono de todos os campos que circundavam aquela cidade. Ele remiu-a, deu-lhe o 
seu nome, levou-a ao seu palcio, desposou-a e fez dela uma senhora respeitada.

Nesse matrimnio encontramos as razes genealgicas de Jesus, que um dia nos veio procurar, remir e levar-nos ao Seu palcio para devolvernos, finalmente, a dignidade, 
o respeito prprio e a imagem divina que o pecado nos tirou. Como agradecer tanto amor?

19 de Junho - Quarta-feira

177

Tempos de Refrigrio

Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigrio, pela presena do Senhor. " Actos 3:19

Ao encerrar uma grande reunio, um homem procurou-me e disse: "Pastor, estou a viver uma situao pecaminosa h mais ou menos dois anos. Sei que estou errado, mas 
no tenho a mnima vontade de abandonar esta situao." A minha pergunta : Pode Deus fazer algo por uma pessoa que est errada,  consciente da sua situao, mas 
no tem a mnima vontade de abandonar a sua vida errada?

Com frequncia pensamos que, para ir a Jesus e sermos aceites por Ele,  preciso primeiro arrepender-se da vida errada. Mas o Esprito de Profecia, ao descrever 
o verdadeiro arrependimento, diz: "Arrependimento como este, est alm das nossas foras realizar; s  obtido por meio de Cristo, que subiu ao alto e deu dons aos 
homens. Exactamente aqui est o ponto em que muitos erram, sendo por isso privados de receber o auxlio que Cristo lhes desejava conceder. Pensam que no podem chegar 
a Cristo sem primeiro arrepender-se e que  o arrependimento que os prepara para o perdo dos seus pecados.  certo que o arrependimento precede o perdo dos pecados, 
pois unicamente o corao quebrantado e contrito  que sente a necessidade de um Salvador. Mas ter o pecador de esperar at que se tenha arrependido, antes de poder 
chegar-se a Jesus? Deve fazer-se do arrependimento um obstculo entre o pecador e o Salvador?" Caminho a Cristo, pgs. 25 e 26.

Existe muita diferena entre estar arrependido e sentir remorso. Remorso  sentir medo por ter transgredido uma lei escrita, arrependimento  sentir dor por ter 
magoado o corao de Jesus. O remorso no passa de desespero pela consequncia do pecado. Quando algum  descoberto no seu erro, teme e geralmente promete a Deus 
que, a partir desse momento, as coisas mudaro, mas quando o perigo acaba, tudo volta a ser como era antes. O arrependimento  diferente; nasce da compreenso do 
amor de Deus. A pessoa  tocada pela misericrdia divina, sabe que Deus a ama como  e reage diante desse amor, corre para os braos de Jesus e diz: "Senhor, sou 
mau e perverso, tenho magoado o Teu corao, tem piedade de mim." Naquele momento Deus inspira nela o desejo de abandonar a vida errada, a pessoa torna-se consciente 
de que cada erro seu  uma martelada a mais nos pregos que crucificaram Jesus e muda devida. Milhares e milhares de pessoas ao longo da Histria tm chegado a Jesus 
como esto e Ele operou o milagre da transformao nas suas vidas.

Temos hoje diante de ns um novo dia. Corramos a Jesus sem medo, contemplemos o Seu amor e permitamos que o nosso corao responda arrependido ao Sacrifcio do Seu 
amor imensurvel.


178

20 de junho-Quinta-feira

Tu Sers Outro Homem

"E o Esprito do Senhor Se apossar de ti, e profetizars com eles, e te mudars em outro homem. " I Samuel 10:6

Muitas vezes ouo lamentaes como esta: "Se eu pudesse comear tudo de novo, seria diferente." "Ah se eu pudesse ser outro homem!" "Quem me dera apagar todo o meu 
passado e tentar outra vez!"

O versculo de hoje apresenta uma das promessas mais belas da Bblia: "O Esprito do Senhor Se apossar de ti e te mudars em outro homem." Embora a aplicao espiritual 
deste verso tenha que ver tambm com a mudana da natureza pecaminosa, a anlise do texto mostra-nos que a mudana mencionada aqui refere-se a uma mudana de atitude 
do mesmo homem com relao a certas circunstncias da vida, como Bezaleel e Aoliabe, que receberam sabedoria e habilidades especiais para a obra do tabernculo. 
(xodo 31:2 6). Ou como Moiss que, da noite para o dia foi transformado, de um homem tmido no grande lder capaz de enfrentar Fara. Ou, como no caso de Saulo, 
que estava a perseguir os cristos e, de um momento para outro, teve uma nova viso de vida, recebeu o Esprito de Deus e assumiu a sua nova responsabilidade, com 
a confiana no poder d'Aquele que o estava a chamar para um trabalho especial.

Conheo muitos jovens tmidos que acham que nunca vencero na vida. Tm medo de colportar porque no so capazes de bater  porta de desconhecidos e apresentar os 
livros; tm medo de falar em pblico, no conseguem falar com desenvoltura com pessoas importantes e para completar, sonham um dia ser pastores. O que fazer?

Saul foi escolhido do seio de uma famlia humilde para ser o rei de Israel. Evidentemente, no tinha "qualificaes" para ser o primeiro rei de um povo com uma extraordinria 
trajectria de vitrias, mas a promessa de Deus era: "Te mudars em outro homem". E foi. Tinha diante de si um destino glorioso at ao momento em que se esqueceu 
de quem era o  poder. Ento comeou a grande tragdia na vida de Saul. Recusou continuar a crescer diariamente no conhecimento e na graa do Senhor e como resultado 
da sua "independncia", acabou, finalmente, por ser um pobre escravo de Satans.

No importa quo insignificante voc possa parecer perante o seu sonho. No importa se os homens o vem com indiferena e pensam que nunca dar certo. "O Esprito 
do Senhor se apoderar de ti e te mudars em outro homem."

21 de Junho - Sexta-feira

179

Servio Por Amor

"Porm, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais: se os deuses a quem serviram os vossos pais, que estavam dalm do rio, 
ou os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais: porm, eu e a minha casa serviremos ao Senhor. " Josu 24:15

O conselho talvez tenha mais significado pelo facto de ser dirigido a um povo que se estava a tornar cada vez mais idlatra. Deuses estranhos tinham sido levados 
para l. Deuses cananeus estavam a cativar o povo de Deus.

Josu apela  liberdade com que cada um foi criado. "Escolhei", diz ele. A liberdade, um dos dons mais sagrados que Deus entregara ao homem, estava a tornar-se a 
tragdia do povo. Eles no estavam a saber escolher.

Ao longo da Bblia encontramos, repetidas vezes, que Deus tenta ensinar o Seu povo a usar a sua liberdade. Pode haver maior alegria para o pai do que ver o seu filho 
a usar sabiamente o poder de deciso? Porque ser que os seres humanos tm medo de decidir e quando decidem fazem-no mal?

Quando aparece uma eleio no sbado corremos imediatamente a perguntar se devemos votar ou no. No queremos decidir. A instruo da Palavra de Deus  clara, mas 
temos medo de decidir, queremos que outros o faam por ns.

Deus deleita-Se com o servio dos Seus filhos, mas quer que o servio seja voluntrio. Ele pede-nos para escolher entre a vida e a morte, aconselha-nos a escolher 
a vida, mas no interfere se escolhemos o contrrio.

Esta liberdade que Deus nos d pode muitas vezes ser interpretada como "debilidade divina "Mas Ele prefere assim. Podia ter-nos criado como mquinas programadas 
para obedecer, mas no o fez. Podia ter-nos criado sem a possibilidade de pecar, mas ento no seramos livres, seramos escravos do bem e Deus no quer que sejamos 
escravos nem mesmo de coisas boas como o bem. Isso  contrrio ao Seu carcter.

Que tipo de servio  o seu? Serve-O porque tem medo de sofrer as consequncias da sua desobedincia? Porque tem medo de perder-se? Porque a volta de Jesus est 
prxima e quer ser salvo? Ou serve-O porque O ama e, voluntariamente, quer andar nos Seus caminhos para poder ver um sorriso de alegria no Seu rosto?

180
 22 de Junho - Sbado

 Est a Porta do Corao Manchada de Sangue?

 "E aquele sangue vos ser por sinal, nas casas em que estiverdes;

i vendo Eu sangue, passarei por cima de vs, e no haver entre vs

  praga de mortandade, quando Eu ferir a terra do Egipto. " xodo 12:13

 Aquela seria uma noite terrvel. O Anjo destruidor sairia  meia noite

 levando a morte aos primognitos que habitavam na terra do Egipto, o povo de Israel no estaria livre desta praga, simplesmente, por ser o povo
de Deus. A ordem era: "Tomaro do sangue e o passaro nos postes e nos
 umbrais das casas e o sangue ser o sinal; verei o sangue e passarei e no
 haver em vs praga de morte quando ferir a terra do Egipto."

Mais uma vez encontramos aqui a figura do Cordeiro. Desde a queda
| do homem, passando pelo Calvrio onde o Seu sangue foi derramado para
 limpar os pecados do mundo, a figura do Cordeiro destaca-se nitidamente como o personagem central das Escrituras. No existe salvao sem sangue, no existe graa 
sem Cordeiro.

A segurana dos primognitos de Israel naquela noite no estava, simplesmente, no facto de pertencerem ao povo de Deus. O israelita que no pintasse a sua porta 
com o sangue do Cordeiro corria risco de vida. A nossa segurana de salvao no pode estar depositada na igreja. No  o facto de estarmos baptizados e cumprirmos 
todas as normas da igreja que garante a nossa salvao. No  o baptismo que nos salva, no so os cargos que temos, no  o facto de cantarmos no coro ou participarmos 
nas actividades da igreja. A nossa nica esperana est no Cordeiro.

Muitos israelitas sacrificaram o cordeiro naquele dia, mas esqueceramse de pintar a porta com o sangue. Quando o Anjo destruidor apareceu  meia-noite, os primognitos 
destas casas foram destrudos porque a simples morte do cordeiro no tem valor se o sangue no for aplicado na experincia pessoal do cristo.  preciso acreditar 
no Cordeiro, e pintar a porta do corao com o sangue.

No dia do juzo muita gente se perder acreditando na Bblia, na igreja e na mensagem da justificao pela f, simplesmente porque no viveu uma vida de comunho 
com Cristo. Acreditar  bom, mas no basta Conhecer     a doutrina  preciso, mas no  suficiente. O sangue tem que estar aplicado de forma pessoal na experincia 
do cristo.

O grande dia est a chegar. Os cus e a terra sero abalados. As guas do mar no mais podero ser contidas nos oceanos. Cristo vir e naquele dia s haver dois 
grupos de pessoas: os que com f se aproximaram do sangue do cordeiro e os que no o fizeram.

Tem a certeza de que a porta do seu corao est manchada com o sangue     | do Cordeiro? Est o Seu nome escrito na sua fronte? Ento, espere, sem temor, o grande 
dia em que finalmente poder abra-lo e viver com Ele pela eternidade.

23 de junho, domingo

181

Deixou Tudo Para Buscar os Perdidos

"porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido. "

Lucas 19:10

A misso de Cristo ao vir a este mundo estava impregnada de um amor misterioso e incompreensvel. Muitos guerreiros ao longo da Histria tm
 visitado pases estrangeiros levando horror e morte. Exploradores tm viajado longas distncias para descobrir novos territrios em busca de fama e fortuna, mas 
Jesus, o prncipe dos Cus, fez-Se servo e veio a este mundo para buscar o que se tinha perdido.

O que  que se perdeu? Quanto custa recuperar o que se perdeu? No podia Ele criar outra raa, num outro planeta, e substituir a raa cada?

Podia, sem dvida, mas o ser humano, com as suas dvidas e incertezas, com os seus traumas e complexos, com o seu egosmo e orgulho, com a sua hipocrisia e mentira, 
 o objecto supremo do amor de Cristo.

Jesus no abandonou tudo e veio a este mundo para buscar uma raa que tivesse algum valor intrnseco. O nosso valor  inestimvel, mas vem de fora, do que significamos 
para Deus, do amor com que Ele nos v, da confiana que Ele deposita nas nossas possibilidades futuras.  o Seu amor que faz de ns pedras rsticas, jias raras 
e de valor inestimvel.

Quando fao campanhas evangelsticas, constantemente sou procurado por pessoas que dizem: "Sou muito pecador, Jesus no poder aceitarme, tenho uma histria escabrosa, 
no h maneira pela qual Jesus possa fazer algo por mim."

O versculo de hoje est cheio de esperana para estas pessoas: "O Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido." Foi pelos pecadores que Jesus veio 
a este mundo.

Conta-se a histria de Francisco, um pobre alcolatra, desempregado e arruinado pela bebida. Certa noite a sua esposa entrou no bar onde ele estava a beber com os 
seus amigos, colocou um prato embrulhado no centro da mesa, e disse: "Chico, acho que no tens tempo para ir jantar a casa, ento decidi trazer-te o jantar." Todos 
riram. Quando a esposa saiu, ele pediu aos amigos para se aproximarem e partilharem o que a sua esposa tinha preparado, mas ao abrir o embrulho encontrou um prato 
vazio com um carto escrito: "Meu amor, espero que gostes do teu jantar;  tudo que eu e os teus filhos temos esta noite em casa." Aquela atitude da esposa foi usada 
por Deus para atingir o corao do Francisco. Este foi o incio de tudo. Finalmente, decidiu-se por Jesus. Hoje ele  um membro da igreja.


182

24 de Junho - Segunda feira

Os Gigantes da Vida

"Estes quatro nasceram ao gigante em Gath; e caram pela mo de David e pela mo dos seus servos." II Samuel 21:22

Tinham passado anos desde que David derrotara o gigante Golias espectacularmente em nome de Deus. Agora o jovem pastor tornara-se rei, era um guerreiro cansado e 
um homem de idade avanada quando Israel entrou outra vez em guerra contra os filisteus. O relato bblico diz-nos que, numa batalha contra o inimigo, David ficou 
cansado (II Samuel
21:15 17) e um gigante chamado Isbi Benobe, cuja lana pesava trezentos ciclos de bronze tentou mat-lo, mas foi defendido por Abisai. Quando o perigo passou, os 
homens de Israel disseram ao rei: "Nunca mais o rei sair para batalha, pois no queremos que se apague a lmpada de Israel." Os filisteus continuaram a atacar e, 
desta vez, foi Sibecai que matou outro gigante chamado Safe. Aparentemente, tudo estava acabado quando noutra batalha contra o mesmo inimigo apareceu outro gigante 
cuja lana era como o rolo de um tear.

Desta vez foi Elana que defendeu o rei. Finalmente, apareceu um gigante que tinha doze dedos nas mos e doze nos ps. Este tambm desafiou Israel e foi morto por 
Jnatas, filho de Simei, irmo de David.

Qualquer pessoa que l a histria de David, pensa s no primeiro gigante que apareceu na vida do rei. Pouca gente sabe que a vida de David foi um permanente confronto 
com gigantes. Os gigantes nunca o deixaram em paz. Atacaram-no quando era muito jovem e, aparentemente, no tinha foras para derrotar algum maior do que ele, e 
atacaram-no tambm quando j era velho e se cansava facilmente.

Os gigantes esto diante de ns, todos os dias. Nunca chega o momento em que possamos dizer: "Venci definitivamente." No, eles esto  espera do momento de maior 
fraqueza, prontos a atacar. Quais so os seus gigantes? Por favor, no olhe para fora. Os maiores inimigos no so a adversidade, as dificuldades, as circunstncias 
duras da vida. Os maiores gigantes geralmente vm de dentro. So o orgulho, a suficincia prpria, as mgoas e os ressentimentos que no nos deixam ser felizes.

Quo bom  saber que, na batalha contra os gigantes desta vida, nunca estamos ss. Do outro lado da montanha, est Jesus, o gigante da Histria. Morreu, no Calvrio, 
mas ao terceiro dia ressuscitou, vitorioso. Emergiu da morte e proclamou a vitria definitiva sobre o pecado.


25 de Junho - Tera-feira

183

Dormir Pode Ser Fatal

"Mas as prudentes levaram azeite nas suas vasilhas, com as suas lmpadas. E, tardando o esposo, tosquenejaram todas e adormeceram. "

Mateus 25:4 e 5

O rapaz partiu do Rio de Janeiro para Belo Horizonte  meia noite. Conduziu quase sem parar e, quando o sol j despontava, encontrava-se apenas a
500 metros de casa. Foi a, quase sem perceber que adormeceu e, quando acordou, estava no hospital. Visitei-o e pareceu-me engraado o seu lamento: "Se ao menos 
tivesse sofrido o acidente na estrada, mas no, tinha que ser praticamente  porta de casa! Como foi possvel?"

As virgens da parbola ficaram acordadas toda a noite e o noivo no chegou. De repente, "tiveram sono e adormeceram". Que fatalidade!

De que serviu ficarem acordadas tanto tempo, se acabaram por adormecer?

Certo dia conversei com uma pessoa que foi membro da igreja durante
40 anos. Foi um grande lder, um homem que levou muitas pessoas ao conhecimento de Jesus, um conselheiro, uma inspirao para outras pessoas, mas, adormeceu devido 
s coisas que a vida tem e hoje parece insensvel  voz de Deus.

Quarenta anos de vida desperdiados? Talvez no, porque a vida crist de alguma maneira deu significado  sua existncia. Tanto tempo, e, porque adormecer perto 
do fim? Como adormecem as pessoas? Como  que as lmpadas ficam sem azeite? A resposta do noivo  "no vos conheo." "Senhor, como pode dizer isso se ns ramos 
membros da igreja, tnhamos cargos, cantvamos no coro e participvamos em todas as actividades?" Mas a resposta do noivo  firme: "No vos conheo".

As pessoas que adormecem na vida espiritual e ficam sem azeite, so pessoas que no vivem uma vida de comunho diria com Jesus. O azeite  o smbolo do Esprito 
Santo. Como  que Deus d o Seu Esprito aos Seus filhos?  atravs da busca diria, do estudo da Bblia e da orao, do abrir o corao e dizer: "Senhor, habita 
em mim." As pessoas que fazem isto cada dia, ficam cheias do Esprito Santo e, neste convvio maravilhoso, conhecem cada vez mais Jesus e so conhecidas por Ele.

Estas pessoas no temem o passado porque esto escondidas em Cristo, no temem o presente porque o poder de Deus as capacita para as grandes obras de vitria, e 
no temem o futuro porque a volta de Cristo , para elas, o encontro pessoal com o Amigo e Salvador de todos os dias.


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26 de Junho -Quarta-feira

Estamos Prontos Para Encontr-lo

"Vir o senhor daquele servo num dia em que no o espera, e  hora em que ele no sabe. " Mateus 24:50

Deveria ser proximidade da volta de Cristo um motivo para nos prepararmos? E se Cristo no voltasse em breve, teramos tambm a motivao para estarmos prontos?

O Pai no nos revelou nem o dia nem a hora da volta de Jesus porque queria que a nossa comunho com Ele fosse viva e cheia de significado, independentemente da hora 
da Sua vinda.

Cristo vir. Esta  uma das mais belas promessas que encontramos na Bblia. As profecias relativas  proximidade deste acontecimento esto todas cumpridas. A volta 
de Cristo  praticamente um facto. Queiramos ou no, aceitemos ou no, quer estejamos preparados ou no, Ele vir; aparecer nas nuvens do Cu e todo o olho O ver; 
"como o relmpago que sai do oriente e se pe no ocidente, assim ser a vinda do Filho do homem".

O versculo de hoje descreve a situao de muitas pessoas quando Cristo voltar. Ser um dia inesperado. Como todos os dias, as pessoas sairo para o seu trabalho. 
As grandes fbricas continuaro a sua linha de produo; nos supermercados os homens compraro e vendero; os estudantes nas escolas abriro cadernos e livros como 
todos os dias; os centros de recreao estaro cheios como sempre; milhares de carros iro e viro pelas grandes estradas e as avenidas das cidades. De repente, 
"como o ladro na noite", quando ningum espera nada de extraordinrio, aparecer no meio do cu uma nuvem branca como a palma de uma mo, que ir crescendo e iluminando 
o mundo: ser Cristo em glria e majestade, rodeado de milhes e milhes de anjos, anunciando, com trombetas, que o dia chegou. "Vir o senhor daquele servo num 
dia em que o no espera, e  hora em que ele no sabe", diz o texto de hoje.

Pergunto-me: Estou pronto para me encontrar com Jesus? Vivo cada dia uma vida de permanente comunho com Ele? Ou estou a esperar alguma "evidncia" de que Cristo 
j est a voltar para comear a preparar-me? Como se sentiria se sasse de viagem e na sua ausncia a sua famlia vivesse uma vida sem princpios, sem regras, sem 
amor, rebaixando a honra da famlia e o significado do seu nome, mas ao saber que apanhou o avio de volta comeasse a preparar-se? 

Isto no  amor,  apenas interesse egosta de no sofrer as consequncias. Poderia este tipo de pessoas, viver eternamente com Jesus?         |

27 de Junho - Quinta-feira

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A Palavra Suave

"A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira."

Provrbios 15:1

Dar uma resposta cruel ou usar uma palavra dura no  seno a demonstrao de que algo est mal por dentro. Ningum se perder por no ter controlado as suas palavras. 
No controlar as palavras  a evidncia de que a pessoa j est em estado de perdio.

O conselho bblico de hoje vai alm das consequncias sociais das nossas palavras.  preciso corrigir o que realmente est mal. De que serve ficar em silncio diante 
de uma palavra irada se o silncio no  capaz de fechar os lbios e de mudar a dureza do olhar? At o silncio precisa de ser carinhoso.

Se a pessoa quisesse seguir o conselho de Salomo ao p da letra, concluiria que o mudo nunca ter dificuldades com as outras pessoas, mas no  assim. A resposta 
branda no precisa de ser branda simplesmente na forma, precisa de nascer branda no corao. A palavra suave, no  suave porque o tom da voz o , mas porque nasce 
como um manancial de guas frescas no interior da pessoa.

No Velho Testamento encontramos um incidente que nos mostra como a resposta suave pode evitar consequncias funestas.

David e quatrocentos guerreiros subiam com a espada na mo para destruir o rico e insensvel Nabal por ter ofendido com palavras os 10 mensageiros que ele enviou 
para o cumprimentarem. Aquela noite seria uma noite de destruio, mas Abigail, a sbia e formosa esposa de Nabal soube do acontecido e saiu ao encontro de David 
com uma palavra suave e pedindo desculpas em favor do seu marido. Essa "palavra suave" fez com que David reflectisse e percebesse que tambm no era correcto ter 
sentimentos de vingana. Como resultado, aquele dia foi de paz para todos. (I Samuel 25:14-35.)

Se espera ser cada dia mais semelhante a Jesus, procurar cada dia o Seu companheirismo, a Sua graa e o Seu poder. Deleitar-se- na contemplao do Seu carcter 
"manso e humilde de corao" e, com alegria, descobrir que  natural dar uma resposta branda e uma palavra suave, mesmo na tempestade.

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28 de junho, sexta-feira
Deus No Esqueceu


Quando ramos pequenos e terminava o culto de Sbado, os meus irmos e eu colocvamo-nos  sada da Igreja para perguntar aos visitantes se j tinham onde almoar. 
Uma das experincias mais belas do Sbado era levar os visitantes para almoar na nossa casa. At hoje, na casa da minha me e na nossa existem sempre convidados 
aos Sbados.  uma alegria partilhar, no apenas as bnos espirituais do culto, mas tambm o almoo. A visita do pastor em casa era outra festa. O pastor visitava 
a nossa pequena congregao uma ou duas vezes por ano e nessa ocasio, a nossa me colocava a toalha azul de morangos vermelhos, bordados por ela mesma. Antes do 
pastor chegar, ela advertia-nos: "Est a chegar o servo de Deus, tenham muito respeito."

Naquele tempo eu era apenas um rapaz de sete ou oito anos e no podia imaginar que um dia seria tambm pastor e que, mais que uma vez, os bondosos irmos abririam 
as portas da sua casa e  me fariam sentar  sua mesa.

No versculo de hoje o apstolo regista uma promessa bonita para os que desejam ser cada dia mais semelhantes a Jesus. "Deus no  injusto para se esquecer da vossa 
obra, e do trabalho de amor que, para com o Seu nome, mostrastes, enquanto servistes aos santos, e ainda servis."

Cada acto de servio em favor dos membros da igreja, por menor que seja, est a ser registado nos livros celestiais.

Andando pelo serto nordestino, certa ocasio, chegmos com o Pastor Abrao Dantas  casa humilde de um irmo. Tudo o que ele tinha para nos oferecer era um pouco 
de farinha e gua. s cinco da tarde, depois de uma longa jornada sem alimentao, aquele era um almoo de primeira. O mais interessante de tudo, porm,  que nos 
registos celestiais com certeza est anotado: um pouco de farinha e gua dados com amor a dois cansados pastores. (Mateus 10:42.)

Rogo a Deus para que o esprito de hospitalidade no desaparea do seio do povo de Deus porque alguns, sem saber, "hospedaram anjos".

29 de Junho - Sbado

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Voc  Muito Importante

Antes, os membros do corpo que parecem ser os maisjracos, so necessrios." l Corntios 12:22

A Marlene veio conversar comigo numa tarde quente de Vero, enquanto participvamos juntos de um acampamento para jovens. Fisicamente ela no era uma pessoa que 
chamasse ateno  primeira vista, embora, ao sorrir, se formassem duas covinhas no seu rosto, e este detalhe era percebido por quase todos os que conversavam com 
ela.

Quando falou comigo, sentia-se prejudicada pela vida e marginalizada pelos outros jovens da igreja. O seu maior desejo era cantar no grupo musical da igreja, mas 
desafinava constantemente e compreendeu a mensagem dos amigos para sair do grupo.

L no fundo ela pensava que o seu problema era no ser bonita fisicamente. Desenhava muito bem, a ponto de ser encarregada de preparar a ornamentao e a decorao 
da igreja para ocasies especiais.

A nossa conversa ajudou-a a compreender que, cultivando aquele esprito de "injustiada", estava lentamente a perder uma das coisas mais belas que Deus lhe dera: 
o sorriso.

No versculo de hoje, Paulo est a dizer que uma pessoa pode viver sem uma mo ou perna e, muitas vezes, at sem uma orelha ou um olho, mas no pode viver sem o 
corao ou o crebro. Estes membros do corpo que, aparentemente, tm que ser protegidos por serem mais fracos, so na realidade indispensveis.

O que Deus est a tentar tirar-nos  o complexo de inutilidade, pelo facto de, aparentemente, no termos nada que impressione  primeira vista.

Muitos h que vivem a lamentar-se por no terem este ou aquele dom. Mas Deus no permitiu que ningum viesse a este mundo sem habilidade para fazer alguma coisa.

Cada um de ns  muito precioso aos olhos de Deus. Voc  insubstituvel no sentido de que ningum ocuparia o seu lugar da maneira como o faz. No Universo voc  
uma estrelinha que completa o quadro.

Pode no ser a mais brilhante, mas, se desaparecesse, acabaria a simetria que s voc  capaz de dar ao quadro. Sorria, voc  importante!

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30 de junho  - Domingo

A Vitria de Cristo

"Mas, graas a Deus, que nos d a vitria, por nosso Senhorjesus Cristo." Corntios 15:57

"Pastor", dizia a carta, "no sei por quanto tempo ainda conseguirei vencer a luta que venho a enfrentar h vrios anos. No consigo gostar de nenhuma jovem, pois 
sinto-me atrado por rapazes. O que fao?"

Evidentemente, pelo teor da carta, este rapaz nunca tinha cedido  tentao, mas o que o inquietava ao ponto de lhe causar temor era a pergunta: "Por quanto tempo 
ainda conseguirei vencer a luta?"

Vivemos em tempos perigosos, nos quais de viva voz se tenta justificar o pecado em todas as suas formas.

Porm, o verso de hoje mostra a sada para qualquer problema de tendncias. O ser humano nasce carregado de tendncias pecaminosas. Uns de uma forma, outros de outra. 
E o grito do corao humano : "At quando terei que lutar com as tendncias que carrego?"

O apstolo Paulo, nos versos anteriores ao que escolhemos para hoje, fala do fim da luta quando finalmente "este corpo corruptvel se revestir de incorruptibilidade, 
e o que  mortal, se revestir de imortalidade". Ele est a descrever a glorificao da nossa natureza, a erradicao completa e definitiva da presena do pecado 
na experincia humana.

Mas, enquanto esse dia no chegar, Paulo, por experincia prpria, apresenta uma promessa: "Graas a Deus que nos d a vitria por nosso Senhorjesus Cristo."

Ningum tem o direito de ser derrotado pelas tendncias porque Cristo providenciou o meio da vitria. Ele venceu o pecado. Enfrentou as tentaes agarrando-Se ao 
poder do Pai e mostrou-nos o caminho da vitria. A Sua vitria  a nossa vitria hoje. A Sua vitria cobre a multido dos nossos pecados passados e, no presente, 
Ele deseja viver as Suas grandes obras de vitria pela presena do Esprito Santo na nossa vida.

Graas a Deus porque, embora no tenha chegado ainda o dia da glorificao, a vitria de Cristo no  apenas uma promessa,  uma realidade na vida dos que procuram 
manter diariamente uma experincia de amor com Cristo.

Est diante de um novo dia. Haver tentaes hoje, como em todos os dias, mas j  vitorioso se, com f, lanar mo do poder de Jesus.

1 de Julho - Segunda-feira

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Da Loucura  Paz em Cristo

"Achou-o na terra do deserto e num ermo solitrio, cheio de uivos; trouxe-o ao redor, instruiu-o, guardou-o como a menina do seu olho."

Deuteronmio 32:10

Alejandro Bolivar foi o ancio da primeira igreja que me deram para pastorear e tambm o meu brao direito no incio do meu ministrio. Um dia, Alejandro contou-me 
a histria da sua converso. Deus encontrou-o "num ermo solitrio, cheio de uivos". Muitos acreditavam que ele estava louco. Passava noites inteiras sem conseguir 
dormir. Levantava-se e vagueava pelas ruas em busca de um sentido para a vida. Era um profissional competente: engenheiro de produo na fbrica de farinha "Santa 
Rosa", na Capital Peruana. Bom salrio, uma famlia estvel, enfim, tinha tudo para ser feliz, mas no o era. Havia dentro de si uma angstia terrvel que o oprimia 
e que o levava ao desespero. Foi nestas circunstncias que um dia, andando na rua, recebeu o convite para uma srie de conferncias. O ttulo do tema era: "O Segredo 
da Paz Mental". Era o que ele andava a procurar: um pouco de paz!

O seu encontro com Jesus foi imediato. Apaixonou-se por Cristo e comeou a aceitar todas as verdades bblicas. A famlia e os amigos pensavam: "Est louco e agora 
a loucura manifesta-se atravs da religio, mas, tudo bem, no faz mal a ningum e parece que est mais tranquilo. Vamos ver at onde ele vai." Mas quando Alejandro 
se demitiu da fbrica para guardar o Sbado e quando ele decidiu devolver o dzimo de uma enorme quantidade de dinheiro que recebera da fbrica, os familiares ficaram 
apavorados. "Tu ests louco e o que vai ser da tua famlia? Como vo viver? Eles esto a fazer-te uma lavagem cerebral para ficarem com o teu dinheiro."

Mas o Senhor "instruiu-o, cuidou dele, guardou-o como a menina do seu olho", e hoje ele continua a ser feliz e prspero. J fundou vrias congregaes e emociona-se 
cada vez que recorda a maneira maravilhosa como um dia o Senhor "achou-o na terra do deserto e num ermo solitrio, cheio de uivos".

Jesus  o nico capaz de dar sentido  existncia. Lembra-se de quando se encontrou com Ele pela primeira vez? Estava tambm perdido nos labirintos do desespero 
e na corrida louca para compreender o porqu da sua existncia? Goza hoje a paz que s Cristo  capaz de dar? Pode dizerLhe neste momento: "Obrigado, Senhor porque 
na Tua misericrdia me achaste e tens cuidado de mim como a menina de Teu olho.

2 de julho,  Tera-feira

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{        "Clamo a ti, mas tu no me respondes; estou em p, mas para mim no atendes. "Job 30:20

Muitas coisas na vida parecem no ter explicao. Olhamos para o cu e clamamos: "Senhor, porqu?", e a resposta parece no vir de nenhum lado, talvez porque a pergunta 
correcta no devia ser porqu, mas para qu?

A experincia de Jair, que certa ocasio ficou doente e teve que passar vrios dias no hospital,  uma boa ilustrao que mostra o propsito que Deus tem por trs 
de tudo o que acontece.

Deitado no leito do hospital, ele perguntou-se muitas vezes.- "Senhor, porqu?" A resposta no veio, mas, em compensao, colocaram um companheiro no seu quarto 
do hospital, e assim Jair teve a oportunidade de falar de Jesus e de dar estudos bblicos quele rapaz enquanto permaneceu hospitalizado.

O tempo passou. A pergunta feita um dia no hospital parecia no ter tido uma resposta, mas, doze anos depois, ao visitar a Igreja de Paulo Afonso, encontrou toda 
uma famlia convertida ao evangelho pelo trabalho de um rapaz chamado Edinaldo. Edinaldo era o companheiro de quarto a quem Jair tinha dado estudos bblicos, enquanto 
se perguntava, inutilmente.- "Senhor, porqu?"

O tempo trouxe a resposta e a resposta foi: "No te vou explicar o porqu, mas vou dizer-te para qu. Ficaste doente, para que Eu pudesse alcanar, por teu intermdio, 
o corao de Edinaldo e, atravs dele, a vida de toda esta grande famlia."

"Clamo a Ti, mas Tu no me respondes", disse Job no versculo de hoje, Quantas vezes na vida tambm dizemos as mesmas palavras! Os seres humanos querem ter as respostas 
imediatamente. Na hora do desespero acusamos Deus de ser injusto connosco. "Ele tem tempo para todos, menos para mim", pensamos, permitindo muitas vezes que a revolta 
cresa no nosso  corao. 

Se pudssemos ver o fim desde o comeo, sem dvida, orientaramos a   nossa vida como Deus est a permitir que ela se desenvolva, porque compreenderamos que, por 
trs de todo o momento difcil, no existe apenas um porqu, mas um para qu.

O sofrimento humano tem sempre um sentido de ser. Quando Jesus sofria a agonia da cruz, no foi animado com uma explicao teolgica sobre o Seu sofrimento, mas 
com o propsito do Seu sacrifcio. Estava ali a morrer para salvar o homem e isso enobrecia cada gota de sangue que estava a derramar.

Est a passar pelo vale das sombras? No tente entender o porqu; pea a Deus que lhe d foras para no esmorecer, sabendo que, por trs de tudo, existe um propsito 
que o tempo explicar!

3 de julho, quarta-feira
A Quem Pertencia a Outra Voz?

"O meu Deus enviou o Seu anjo, e fechou a boca dos lees, para que no me fizessem dano, porque foi achada em mim inocncia diante dele-, e tambm contra ti,  rei, 
no tenho cometido delito algum. " Daniel 6:22

Mike Wilson foi um piloto americano que trabalhou nas avionetas missionrias que tnhamos na Amaznia brasileira. Ele conta que certa ocasio foi para os Estados 
Unidos, levando a avioneta para passar pela reviso anual de rotina. Era Sexta-feira  tarde, pouco antes do pr do sol, quando Mike comeou a cantar alguns hinos 
preparando o seu corao para o Sbado. De repente, teve a sensao de que havia outra voz a cantar com ele na avioneta. Parou de cantar por um momento e sentiu 
que a outra voz continuava a cantar. Sacudiu a cabea e pensou para si: "Devo estar a ficar cansado da viagem, graas a Deus que j estou a chegar."

A avioneta pousou sem complicaes e Mike pde passar aquele sbado feliz com os seus queridos, no seu pas.

Na semana seguinte, quando foi buscar a avioneta para voltar para o Brasil, o mecnico perguntou-lhe: "Veio do Brasil com esta avioneta? Deve agradecer a Deus, pois 
chegou aquipor milagre. Esta mquina est com uma pea completamente partida.  humanamente impossvel que uma avioneta nestas condies possa ter voado tantas horas."

Milagres no se explicam, aceitam-se. Mike compreendeu que aquela outra voz que cantava com ele na avioneta era, sem dvida, a voz de um anjo que o acompanhava e 
o fez chegar so e salvo ao seu destino.

Nesta vida, meus amigos, viajamos j muitas horas e a viagem pode muitas vezes tornar-se cansativa e perigosa. O inimigo est a procurar levar tristezas, lgrimas 
e morte aos filhos de Deus. Quem sabe, se neste momento, voc est a sentir na sua prpria carne o que est a ler. Talvez hoje o seu corao esteja ferido e os seus 
olhos derramem lgrimas, mas lembre-se: em momento algum est sozinho, os anjos do Senhor esto a, invisveis, mas cumprindo a sua misso de proteger ou de consolar 
os filhos de Deus.

Quantas vezes voc j foi um Mike em perigo e nem sequer percebeu a sua situao! Cada minuto da nossa vida  um permanente milagre: o ar que respiramos, a chuva 
que cai para regar a terra e prover o po, o sono que recupera as nossas foras, o sol, que depois de uma noite de trevas chega e traz uma nova vida e muita esperana. 
Tudo  um milagre permanente. As mos dos anjos, abrem-nos os caminhos, vo tirando as pedras e os espinhos da nossa frente, vo fechando a boca dos lees e mostrando-nos 
diariamente o amor infinito de Deus.

Porqu duvidar ento, quando um dia, o sol no brilha com a mesma intensidade? Porqu lamentar quando a noite arrefece mais do que o normal? Na dor cante, louve 
o nome de Deus, e sentir que existe mais Algum, cantando consigo!

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4 de Julho -quinta-feira



Orar  Abrir a Porta a Jesus
 estou  porta e bato: se algum ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. "

Apocalipse 3:2o

Alguma vez pensou que este versculo tivesse alguma coisa a ver com a orao?  primeira vista,  Jesus que est a pedir, mas existe algo que precisa de ser entendido 
em relao  orao. Orar no  mais do que deixar Jesus entrar no nosso corao. No  a nossa orao que faz com que Jesus Se anime a vir solucionar os nossos 
problemas.  Ele quem nos inspira a orar.  Ele quem bate  porta, suplicando, desejando entrar. Ns oramos porque foi Ele quem bateu. A orao no  uma iniciativa 
nossa de dirigirnos a Deus, mas, simplesmente, a nossa resposta ao pedido de Jesus para entrar na nossa vida.

Talvez com este pensamento seja mais fcil entender o que o profeta Isaas regista: "E ser que, antes que clamem, eu responderei; estando eles ainda falando, eu 
os ouvirei." Isaas 65:24

O Esprito de Profecia diz que a orao  o alento da alma. Se ela  a respirao da alma, pensemos um pouco nesse acto. Temos que nos esforar para respirar ou 
para deixar de respirar? O oxignio est  nossa volta, s temos que deix-lo entrar nos nossos pulmes e ao faz-lo, ele trar nova vida e energia para cada clula.

Passa-se o mesmo com o ar de que a nossa alma precisa. Jesus est ali, na Pessoa do Seu Santo Esprito, desejando ardentemente entrar no nosso corao, e quando 
oramos estamos s a deix-lo entrar.

No oramos para pedir coisas e mudar a opinio de Deus atravs da nossa insistncia.  Ele que quer ver a nossa vida mudada e quer solucionar as nossas dificuldades. 
 Ele que bate  porta e quer cear connosco. O acto de cear significa a intimidade que Jesus quer ter com o Seu povo. Ele quer entrar nos recantos da nossa vida, 
na cozinha, Ele quer mexer nas panelas e sentar-Se connosco ao calor da fogueira. S que Ele nunca vem de mos vazias, traz consolo, conselho, sabedoria para tomar 
decises, poder para vencer obstculos e coragem para conviver com aquilo que no pode ser mudado.

O resultado daorao no depende da fidelidade ou da vida consagrada daquele que ora.  a fidelidade e a vida consagrada que so em si o resultado da orao. Nunca 
pense que, se a sua orao vier acompanhada de lgrimas e de emoes fortes, isso far com que Deus o abenoe mais. Basta que abra o corao. Orar  permitir que 
Ele entre e participe dos nossos sonhos, das nossas lutas, vitrias e derrotas.

Quando a pessoa no ora, vive s. Sente-se s, luta s e  derrotada s. Aqueles que desejam ser mais semelhantes a Jesus devem ser sempre sensveis para ouvir o 
chamado de Jesus, abrir-Lhe a porta e deix-lo entrar,     Est disposto a deix-lo entrar hoje?

5 de julho - Sexta-feira

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Orar  Aceitar a Insuficincia Humana

"Respondeu Jesus, e disse-lhe: O que eu fao, no o sabes tu agora, mas tu o sabers depois." Joo 13:7

Responde Deus a todas as oraes? Porque  que s vezes sentimos como que se Ele tivesse tempo para todos, menos para ns? Alguma vez j se sentiu to pequeno, to 
indigno e to pecador que pensou no ter direito a que Deus prestasse ouvidos  sua orao? Ento existe algo que precisa de compreender hoje: o seu senso de insuficincia 
 a sua melhor orao. O primeiro passo para comear a perceber em ns a resposta divina  sentir que somos fracos e carentes.

Quando oramos e contamos a Deus tudo o que acontece na nossa vida, quando chega a noite e Lhe abrimos o corao para falar sem a preocupao do relgio, no  porque 
devamos fazer um relatrio do que fizemos ao longo do dia, mas para criar em ns o sentido de dependncia e necessidade d'Ele.

Ainda que no dissssemos nada, se simplesmente cassemos de joelhos reconhecendo que precisamos d'Ele, o Senhor Jesus ouviria e atenderia as nossas necessidades.

Voc que  me, talvez consiga compreender o que estou a dizer. Olhe para esse filho maravilhoso que tem ao colo. No sabe falar, mas tem necessidades, precisa de 
alimento, de ateno e do calor da me. S sabe chorar, mas no est  espera que ele fale para atender s suas necessidades. Esfora-se para adivinhar aquilo de 
que ele est a precisar, porque o ama.  me em funo dele. Esse pequeno beb  objecto de todo o seu carinho e ateno, no importando se so oito da noite ou 
duas da madrugada.

 mais ou menos assim que Deus nos trata. Ao orar, paramos de fugir de Deus. Abre o corao e permite que Ele entre. Permite que Ele participe dos seus sonhos e 
planos. Permite que Ele faa parte dos detalhes mais ntimos da vida. Nunca mais estar s. Ele e voc tornam-se uma s pessoa. Ele em si santificando a sua vontade 
e vivendo em si as grandes obras de vitria.

Agora que ambos so um e vivem juntos, aprenda a confiar n'Ele. Aprenda a no desesperar quando as respostas divinas no so conforme as suas expectativas humanas. 
Orar  sentir a insuficincia humana,  abrir o corao a Deus como a um amigo. Muitas vezes Ele ter que lhe dizer: "O que Eu fao, tu no o sabes agora, mas depois 
o compreenders."

Deus dirige sempre a nossa vida como ns tambm a dirigiramos, se pudssemos ver o fim desde o princpio, diz Ellen White. E o futuro se encarregar de nos mostrar 
como as horas em que pensvamos que Deus no atendia s nossas oraes, foram as horas em que Ele esteve mais prximo de ns.

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 6 de Julho-sbado

A Mo do Senhor Protegeu-nos

"Partimos do rio Aava, no dia doze do primeiro ms, para irmos para Jerusalm; e a mo do nosso Deus estava sobre ns, e livrou-nos da mo dos inimigos e dos que 
nos armavam ciladas no caminho. " Esdras 8:31

Esdras devia sair de Babilnia com a finalidade de proclamar o dito que favorecia os judeus e que autorizava a construo de um templo para adorao a Deus, na 
cidade de Jerusalm. Todo o grande empreendimento requer orao  esprito de recolhimento, e Esdras no quis iniciara jornada sem a certeza de que Deus estaria no 
controlo da situao, o caminho era perigoso e cheio de salteadores que aguardavam, escondidos, as suas inocentes vtimas.

O escriba de Israel conta que teve vergonha de pedir ao rei uma escolta de soldados para proteco durante o caminho, porque tinham dito ao rei que "a mo do nosso 
Deus  sobre todos os que O buscam". (Verso 22). A f tem que ser provada e demonstrada. Que mrito existe em acreditar num Deus todo poderoso, se na hora de sair, 
partimos armados at aos dentes para nos protegermos? Quer isto dizer que devemos deixar as portas de casa abertas, confiando que o Deus que guarda Israel vigiar 
e suprir a nossa falta de cuidado?

Aqueles que, pela comunho diria com Cristo, se tornam cada dia mais semelhantes a Jesus, nunca confundiro f com presuno, mas tambm nunca empunharo armas, 
acreditando que Deus disse, na linguagem do povo: "Cuida-te que te cuidarei".

Prudncia  uma coisa. Violncia  outra completamente diferente. Jesus ; ordenou a Pedro que guardasse a espada porque aquele que " espada  mata,  espada morrer".

Esdras e os prncipes de Israel que deixaram Babilnia para edificar o templo de Deus em Jerusalm, conheciam o perigo da estrada e sentiram a necessidade da proteco 
divina, especialmente ao pensar que levavam com eles o equivalente a 5 milhes de dlares, que tinham sido recolhidos como ofertas para a construo da casa de Deus. 
A jornada foi dura. "Ento apregoei um jejum, junto ao Rio Aava", regista Esdras. Depois: "partimos do Rio Aava... e a mo do nosso Deus estava sobre ns, e livrounos 
da mo dos inimigos, e dos que nos armavam ciladas pelo caminho". Que grande pensamento este para todo aquele que tem que dar incio a um empreendimento ou viagem. 
Como  animador saber que, embora o caminho possa estar cheio de inimigos, "armando ciladas", o poder sustentador do Pai  grande para se chegar so e salvo ao fim 
da jornada.

No tema, se hoje tem diante de si uma jornada cheia de desafios. No tema se a embarcao parece tremer e tem muita gente a querer que se afunde. Pergunte a si 
prprio: "Quem est no controlo da situao? J tive o meu momento junto ao Rio Aava? J passei tempo a ss com Jesus?" Ento v em frente, sem temor!


7 de Julho - Domingo

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O Amor ao Poder Versus o Poder do Amor

"Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susan, e jejuai por uiim, e no comais nem bebais por trs dias, nem de dia nem de noite, i eu e as minhas moas 
tambm assim jejuaremos; e assim irei ter com o rei, ainda que no  segundo a lei; e, perecendo, pereo. " Ester 4:16

Era uma jovem bonita que tinha conquistado o corao do rei. De repente, ela viu todos os seus sonhos realizados. No era mais uma simples cidad. Era a rainha do 
imprio. Tinha o mundo aos seus ps. Se, ao esquecer o seu passado humilde, tentasse viver com toda a intensidade o novo estilo de vida que as circunstncias lhe 
apresentavam, com certeza no seria julgada nem condenada. Afinal de contas, isso  o que geralmente acontece com quem alcana sucesso.

L estava um povo condenado ao extermnio por causa dos seus princpios e a nica pessoa que poderia fazer algo para solucionar o problema era ela. Apresentar-se 
diante do rei, porm, sem ser chamada, significava alto risco. Porque arriscar tudo o que tinha conseguido simplesmente para ajudar gente que, embora querida, no 
representava outra coisa, seno o seu passado de pobreza e anonimato?

Existem, no mundo, pessoas para quem o poder em si  um fim. Para outros, o poder  apenas um meio para servir melhor e se, para servir  preciso perder o poder, 
eles no tm medo de o perder, porque preferem dormir em paz com a sua conscincia, do que suportar a agonia de um poder que no tem sentido.

Ester era um ser humano que tinha medo, como todo o ser humano. Tremer diante do perigo  prprio da nossa natureza, mas a jovem e maravilhosa rainha sabia onde 
correr para procurar segurana e fora. "Vai, ajunta todos os judeus que se acham em Susan", disse ao seu tio Mardoqueu,"e jejuai por mim.... e eu e as minhas moas 
tambm assim jejuaremos; assim irei ter com o rei, ainda que no  segundo a lei; e perecendo, pereo."

Na histria das grandes decises, esta ficar registada como uma das maiores. Ela estava disposta a renunciar a tudo o que tinha conseguido na vida por causa do 
seu povo. O poder s tinha sentido para ela, se servisse para ajudar outros. Entre o amor ao poder e o poder do amor, este segundo venceu no corao daquela jovem 
bonita que um dia conquistara o rei.

Agora,  possvel compreender por que razo entre todas as jovens bonitas daquele imprio, foi ela a vitoriosa. No eram apenas os seus lindos olhos, os seus cabelos 
soltos ou a sua pele morena. Era a fora do amor, a fora dos seus princpios, aquela coisa maravilhosa que s so capazes de conhecer os que vivem uma vida de companheirismo 
permanente com Jesus.

Quais so as motivaes da sua vida? Quer conquistar a montanha e chegar l, para qu? No seria interessante ajoelhar-se e responder a esta pergunta a Deus?

196
 8 de Julho - Segunda-feira
 Actos Bons Que No Tm Valor

       "Efez o que era recto aos olhos do Senhor, porm no com corao inteiro."

U Crnicas 25:2

Amazias ficou na histria como o homem que "fez o que era recto aos olhos do Senhor, porm no com corao inteiro".  possvel fazer coisas boas, e ser reprovado 
por Deus? O jovem rei de Jud, que assumiu o poder aos 25 anos de idade,  um triste exemplo da pessoa que se esfora para agradar aos olhos, mas tudo o que faz 
 oco, porque no nasce de um corao convertido. Um estudo apresentado pelo Pr. David Newman na Revista Ministry, revela que entre 12 mil jovens adventistas, 81% 
crem que "devemos viver de acordo com as normas divinas a fim de sermos salvos".
28% admitiam que "no h nada que eu possa fazer para conseguir a salvao." 62% indicaram que "a maneira de ser aceite por Deus e procurar viver sinceramente uma 
vida digna". E 44% criam que "o principal realce do evangelho est nos preceitos de Deus em favor do viver correctamente". Porqu tanta confuso entre os jovens 
quanto  sua salvao? O que  que Deus realmente quer? Que os homens faam o que  recto ou que faam o que  recto com corao perfeito?

Levar a igreja a viver uma vida de obedincia exterior  muito simples. Basta apenas dizer que quem fizer isto ou aquilo ser submetido a conselho. Mas levar a Igreja 
a uma vida de obedincia autntica requer amor, pacincia e tempo para ensinar como  que Deus deseja levar o Seu povo a "fazer o que  recto com o corao perfeito".

Se concentrarmos toda a nossa ateno em levar a igreja a crer que, uma vida correcta  parte essencial da base da sua salvao, estaremos a contribuir, de alguma 
forma, para a sua perdio eterna e a cair na mesma tragdia dos lderes de Israel, que percorriam o mar e a terra para "fazer um proslito" mas fechavam "o reino 
dos Cus diante dos homens".

Por outro lado, se pregarmos apenas a graa redentora de Cristo, sem mostrar que no existe salvao sem frutos e que estes devem vir naturalmente da comunho com 
Cristo, corremos o perigo de criar uma gerao acomodada, morna e secularizada.

A nossa salvao  gratuita. No h nada que possamos fazer para a ganhar. Mesmo o "aceitar" j  um fruto do Esprito Santo, que opera em ns tanto o querer como 
o fazer.

Como vivem os salvos? Eis a o nosso grande desafio: ensinar a igreja como se vestem, como se comportam, que tipo de msica e divertimentos tm os que foram salvos 
por Jesus. Mas nunca apresentar isto como requisito de salvao.

Amazias fez o que era recto aos olhos de Deus. Mas no bastava. Foi reprovado, pois no o fez com o corao perfeito. A obedincia em si no  um mrito salvador. 
A obedincia s tem um cheiro suave quando vem de um corao salvo e agradecido a Deus.

Faamos deste dia, um dia de comunho e companheirismo com o nico que  capaz de levar-nos pelo caminho da obedincia autntica.

9 de Julho - Tera-feira

197

Quais So as Nossas Motivaes?

"Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Job; homem sincero, recto e temente a Deus, e desviava-se do mal." Job 1: 1

A vida do patriarca Job mostra-nos como o diabo actua quando quer destruir a coisa mais importante que o homem possui: o seu relacionamento de amor com a fonte de 
salvao que  Cristo.

A Bblia apresenta Job como um homem perfeito. A integridade e rectido da sua vida eram fruto do seu amor por Deus. Ele "desviava-se do mal" porque temia causar 
sofrimento ao corao da pessoa que mais amava. E o resultado era que Deus orgulhava-Se de Job. Com alegria apontava para a vida deste servo amado e dizia ao inimigo: 
"Olha para esta vida, viste como este filho Me ama e anda nos Meus caminhos?"

Mas o inimigo conserva sempre uma arma escondida debaixo da manga. Para ele no existe pior derrota que a vida de um homem que decide seguir Jesus e Lhe entrega 
o corao, saindo da escravido em que vivia. Satans no podia suportar que Job escapasse das suas mos e que Deus o mostrasse como um homem vitorioso e um exemplo 
de integridade.

Por isso atacou: "Porventura teme Job a Deus, debalde?... Estende agora a Tua mo, e toca-lhe em tudo quanto tem, e ele blasfemar de Ti, na Tua face." (Versculos 
9 a 11).

O diabo estava a falar das motivaes. Servir a Deus, dizia ele, qualquer um pode servir, se  recompensado com tantas bnos. Ele no Te ama. Tira-lhe tudo o que 
ele tem e conhecers as suas verdadeiras motivaes.

A pergunta de hoje : Conhece Deus os motivos ntimos que escondemos no corao? Podemos engan-lo? Se Ele conhecia as motivaes de Job, porque deu corda ao diabo 
e permitiu todo o sofrimento ao Seu servo?

Muitas vezes atravessamos o vale da sombra da morte, no por nossa causa, mas por amor a outras pessoas. Somos espectculos ao mundo e aos anjos. Todo o Universo 
est com os olhos na Terra, observando o conflito dos sculos, e a est mais uma acusao do inimigo: "Ele no Te serve de graa."

O sofrimento de Job foi para glria de Deus e bno de todo o Universo. Quando o patriarca chegou ao fundo do poo, pobre, doente, sozinho, abandonado por todos, 
disse: "Eu sei em quem tenho crido". O diabo recebeu na face uma das maiores bofetadas. Ficou desmascarado diante das criaturas dos outros planetas. Toda a vileza 
e perversidade do seu carcter ficaram mais uma vez expostas.

Quais so as motivaes do nosso servio? Estamos do lado do Pai somente quando as coisas vo bem? Ou continuamos am-lo  e a confiar n'Ele nas horas de sofrimento?

10 de Julho - quarta-feira

199

"Sucedeu, pois, no ano trigsimo stimo do cativeiro de Joaquim, rei de Jud, no ms duodcimo, aos vinte e cinco do ms, que Evil-merodach, rei de Babilnia, no 
ano primeiro do seu reinado, levantou a cabea d'e Joaquim, rei de Jud, e o tirou da casa da priso. " Jeremias 52:31

A histria da libertao do rei Joaquim encontra-se registada duas vezes nas Sagradas Escrituras (Ver II Reis 25:27-30). E, se Deus permite que a histria se repita, 
quase com as mesmas palavras, deve ser porque nela existe uma mensagem muito importante para a igreja hoje.

Joaquim comeou a reinar em Jud, aos 18 anos, um jovem inexperiente,

embora a juventude no deva ser desculpa para viver afastado de Deus. "Ele
fez o que era mau aos olhos do Senhor, conforme tudo o que o seu pai tinha

feito", diz o registo sagrado. Aqui h um recado importante para os pais, em
relao  influncia exercida sobre os seus filhos pela sua vida e exemplo.

O mal traz sempre consequncias e, afastado do Deus todo poderoso,
o reino de Jud no podia durar muito tempo. O inimigo veio, destruiu

tudo, arrasou a histria do povo, ao partir os vasos de ouro que Salomo
fizera para o Templo de Deus. Geralmente, o pecado arruina tudo: o nome,
a imagem, os valores, enfim, no deixa nada.

Joaquim foi levado prisioneiro para Babilnia e ali, numa estreita e humilde priso, desperdiou o resto da sua mocidade. Tinha reinado apenas trs meses quando 
foi preso. Uma vida que podia ter sido uma bno para o seu povo, ficou destruda pela insensatez de viver afastado da nica fonte de segurana que o ser humano 
pode ter. Trinta e sete anos depois subiu ao poder o rei Evil-Merodach e mandou chamar o cansado prisioneiro; Joaquim estava j com 55 anos de idade. O texto bblico 
diz que o rei fez quatro coisas a Joaquim. Tirou-o da priso, falou com ele suavemente, mudou-lhe o vestido de presidirio e alimentou-o diariamente at ao fim dos 
seus dias.

A figura do rei de Babilnia levanta-se aqui como um tipo de Cristo, que um dia nos encontrou na priso dos nossos sentimentos, do nosso passado, acorrentados a 
traumas e complexos que no nos permitiam ser felizes e libertou-nos. Falou-nos mansamente e com amor, dizendo: "Filho, Eu amo-Te, tal como s, mesmo tendo desperdiado 
toda a tua vida numa priso imunda, Eu nunca deixei de acreditar em ti, vem hoje aos Meus braos de amor." Depois, tirou-nos as roupas imundas de prisioneiros, tirou 
a vergonha do nosso triste passado e devolveu-nos a dignidade e as possibilidades futuras, ao dar-nos as suas vestes brancas de justia.

Mas a salvao no acaba s no perdo. Ele remiu-nos para vivermos uma vida de vitria, para sermos santos e reflectir cada dia o Seu carcter. Por isso, Ele providenciou 
a nossa subsistncia, a poro de cada dia, todos os dias da nossa vida.
 Louvado seja Deus por isso!
11 de julho,quinta-feira
A Renncia do Amor

"Quem achar a sua vida perd-la-; e quem perder a sua vida, por amor demim, ach-la-." Mateus 10:39


Uma vez, ouvi contar a histria do Jim, aquele maquinista americano, cuja vida era uma inspirao para todos os que trabalhavam com ele! Dizem at que o presidente 
da Companhia Ferroviria s gostava de viajar com ele, porque era um bom cristo.

Certo dia aconteceu um acidente terrvel e o Jim ficou preso entre as ferragens do comboio. A sua morte era iminente, tinha perdido muito sangue e debatia-se em 
agonia, quando o presidente da companhia, que tambm viajava naquela altura, tentou ajud-lo.

- Eu sei em quem tenho crido - repetia baixinho o Jim moribundo. Os olhos do presidente encheram-se de lgrimas. Ficou a admirar a confiana que aquele homem tinha 
em Jesus e afirmou:

- Que grande f tu tens, Jim; eu daria tudo para ter uma f como essa.

- E tudo o que eu tive para dar a Jesus - foi a resposta do Jim.

A quanto  que ns renunciamos por causa de Cristo? Quando o ser humano consegue compreender todo o amor que levou o Senhor Jesus a sacrificar a Sua vida na cruz 
do Calvrio, no tem outro caminho, seno, cair aos ps da cruz e dizer: "Senhor Jesus, obrigado porque me amaste sem eu merecer." A partir da, inicia-se a maravilhosa 
experincia de andar lado a lado com Jesus. O amor de Cristo nos constrange, inspiranos, leva-nos a gostar das coisas de que antes no gostvamos, leva-nos a no 
querer viver sem Ele.

Com o decorrer do tempo esta experincia  cada vez mais crescente. O corao humano comea a compreender que no vale a pena viver sem Jesus, porque a vida destituda 
de Cristo no tem sentido. Mas continua a viver neste mundo com as suas atraces, presses e tentaes. O brilho das coisas terrenas pode cativ-lo, mas agora o 
homem j no  um ser carnal, pois j passou da morte para a vida, j experimentou o contraste do bem-estar passageiro que o mundo oferece e a paz e a felicidade 
autnticas que s Cristo pode proporcionar.

 pela influncia do amor de Cristo que o cristo entrega tudo. Renuncia ao que pode dificultar a sua maravilhosa comunho com Cristo. Sabe que nada se pode igualar 
ao amor de Jesus. Quer ver um sorriso de felicidade no rosto do Ser amado e entrega-Lhe o primeiro lugar na sua vida.

Quando o Senhor Jesus disse se no for renunciado o pai ou a me por causa d'Ele, no est a querer dizer que amar e respeitar os pais seja algo errado em si; o 
que Ele quer dizer  que nem pessoas ou coisas to boas como os pais, tm o direito que s Cristo tem de ocupar o primeiro lugar.

Jim, o maquinista americano, morreu, tendo a certeza desta realidade. E no que diz respeito a si e a mim?

 12deJulho-Sexta-feira

A Nossa nica Segurana

"Ele  sbio de corao, poderoso em foras; quem se endureceu contra ele, e teve paz?" Job 9:4


Judas teve as mesmas oportunidades que os outros discpulos. Foi alcanado pelo amor de Jesus como o foi Pedro  beira-mar ou Mateus na banca dos cobradores de impostos. 
Talvez o temperamento egosta de Pedro e o explosivo Joo, o filho do trovo, fosse pior do que o de Judas. S que todos estes um dia foram sensveis  voz de Jesus 
e seguiram-no levando o seu carcter deformado pelo pecado, a sua personalidade desfigurada pelos traumas e complexos e o seu passado cheio de episdios vergonhosos.

A tragdia de Judas no se deveu  falta de oportunidades. Assim, como os outros onze, ele teve oportunidade de conviver diariamente com Jesus, mas no obedeceu 
 Sua voz, foi endurecendo lentamente o seu corao, brincando com as coisas santas e, sem perceber, entrou na terra de ningum, no vale da insensibilidade, no pas 
sem retorno.

"Quem se endureceu contra Ele e ficou seguro?"  a pergunta que apresenta o texto de hoje. Muita gente fica confusa quando algum que estudava e pregava a Palavra 
de Deus, de repente cai e se afasta completamente dos caminhos de Jesus. Cair, embora seja uma experincia dolorosa e at trgica, no seria problema, porque, no 
momento em que o ser humano tira os olhos de Jesus, pode-se afundar no mar da vida como Pedro. Mas, como compreender o facto de algum no querer saber mais nada 
de Jesus e at voltar-se contra Deus, contra a Sua doutrina e a igreja?

Quase sempre, por trs destas atitudes existe uma histria de endurecimento gradual. Ningum abandona Jesus e a Sua igreja de um momento para outro. A voz de Deus, 
que no  outra coisa seno o trabalho que o Esprito Santo faz no corao, est sempre a falar, mas o homem comea a brincar com ela. Ouve, mas no a atende. Familiariza-se, 
mas no a respeita. Estuda a Palavra, mas no lhe obedece, conhece a luz, mas no a segue. E qual  o resultado? Ningum pode estar seguro longe da orientao divina. 
"Quem se endureceu contra Ele e ficou seguro?"

A nica segurana do homem  deixar-se guiar pela voz do Esprito Santo e a nica segurana da Igreja tambm est aqui. Esta igreja triunfar, tenha a certeza disso. 
No ser por causa de uma profecia que anuncia a sua vitria, mas na medida em que ela permitir ser guiada pelo Esprito Santo. A segurana desta igreja no est 
nos seus prdios, nem instituies, nem nos homens brilhantes que possa ter, nem nos mtodos, por mais bblicos que sejam; Ela triunfar s na medida em que todos, 
lderes e liderados, formos sensveis  voz de Deus, porque ningum se endureceu contra Ele e permaneceu seguro.

O fim de Judas foi trgico. Quando viu que tudo estava perdido, quando contemplou os seus planos humanos a rurem e viu a insensatez de se ter endurecido contra 
Deus, o sentimento de remorso e desespero tomou conta dele. Foi e enforcou-se. Um final triste para algum que conviveu com Jesus, mas que nunca quis ouvir a Sua 
voz.

 13 de Julho - Sbado

201

Salvo Por um Anjo?

"Com a sua voz, troveja Deus maravilhosamente; faz grandes coisas, que ns no compreendemos. " Job 37:5

O Francisco levantou-se naquela manh com a sensao de quem acorda numa pequena balsa sem remos, no meio do oceano. Tinha que pagar naquele dia trs letras e no 
tinha um centavo na caixa. Todas as tentativas para conseguir o dinheiro, no dia anterior, tinham sido frustradas. Estava diante de uma dura realidade. Se no pagasse 
as letras, elas seriam protestadas e o negcio no estava a andar bem para resistir a isso.

O que fazem os filhos de Deus quando sopram ventos contrrios e o barquinho parece que vai afundar-se? Para onde correm a refugiar-se os que confiam no Senhor? O 
Francisco caiu de joelhos e disse: "Senhor, humanamente no existe sada para o meu problema, mas Tu ests por cima de tudo e Tu s Todo-poderoso. Preciso de um 
milagre e  justamente isso que estou a pedir que faas para salvar a loja."

s oito da manh, as portas da loja foram abertas. Para poder cumprir com o compromisso deveria vender at ao meio-dia o equivalente a trs dos melhores dias de 
venda. Ele e dois vendedores aguardavam com expectativa a entrada dos clientes, mas no aparecia ningum. O relgio apontava 9h30 quando entrou um homem acompanhado 
por dois jovens. Comeou a comprar. Pediu um par de sapatos, outro e outro. O Francisco e o vendedor que atendia o cavalheiro olhavam um para o outro, desconcertados. 
O homem no parava de pedir e quando chegou a hora de pagar, tirou do bolso um enorme mao de notas e pagou tudo  vista.

O Francisco perguntou ao homem: "Quem  o senhor? Posso ajud-lo a levar os pacotes at ao seu carro?" O homem disse que no era necessrio, que tinha chegado naquela 
manh, que entrara naquela rua e sentira vontade de entrar e comprar sapatos.

Quando o estranho visitante saiu, o Francisco correu ao caixa. Tinha ali a soma exacta que precisava para pagar as letras. Deus no tinha falhado.

Francisco Santana  um dos donos das Lojas Santana, que agrupa quase 100 lojas de calado no Nordeste Brasileiro.

Deus faz grandes coisas que ns muitas vezes no compreendemos. Deus no dorme, est sempre vigilante e atento  orao dos Seus filhos.

Podemos confiar n'Ele. Ele nunca falha. A Sua resposta pode no combinar com as nossas expectativas, mas no falha. Acredite nisso!


 14 de Julho - Domingo

A Tragdia da Toupeira

"No temas, porque eu sou contigo; no te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te esforo, e te ajudo, e te sustento com a dextra da minha justia. "Isaas 41:10

A toupeira  um bicho roedor que devora as razes das rvores e causa muitos estragos, sem que as pessoas percebam. Quando se podem ver os resultados j  muito 
tarde. Trabalha em silncio pelos inmeros tneis que constri debaixo da terra.

Acabar com estes bichinhos  muito difcil para os agricultores, porque nunca sabem onde eles esto. Seguir a trajectria de um tnel  perda de tempo, porque eles 
escondem-se nos inumerveis labirintos subterrneos.

Entretanto, algum descobriu a maneira de os afugentar para sempre. A toupeira no v mas possui um ouvido muito sensvel. Ento as pessoas colocam na boca do tnel 
um aparelho que produza barulho. Pode ser uma serra elctrica. A pobre toupeira no v nada, ouve simplesmente um barulho estranho, como se o mundo todo estivesse 
a cair aos pedaos e foge desesperada para salvar a vida.

Sabe qual  a tragdia da toupeira? Ela no v. Se pudesse ver perceberia que no h motivo para correr. "No temas", diz o versculo de hoje, "porque Eu sou teu 
Deus,- Eu te esforo, e te ajudo, e te sustento com a dextra da minha justia."

Pode no O ver, mas Ele est l, ao seu lado, cumprindo a promessa que lhe fez. Quantas vezes na vida corremos apavorados porque o barulho das provaes e dificuldades 
 muito grande! Por favor, no corra, abra os olhos da f e contemple Deus e os exrcitos do Cu que esto dispostos a ajud-lo.

Nas horas difceis, em lugar de correr, pare para pensar, meditar e aprender a confiar em Deus. De manh, passe meia hora em comunho com Jesus, no ser sentida 
no apertado programa de trabalho que tem pela frente, mas ajud-lo- a ver que no est sozinho; abrir os seus olhos para ver Aquele que o sustenta, ajuda e protege 
com a destra da Sua justia.

Os que desejam ser cada dia mais semelhantes a Jesus, vivem uma vida de companheirismo dirio com Ele e o resultado dessa experincia  que O conhecem cada dia mais, 
para confiar n'Ele nos momentos escuros em que temos a impresso de que Jesus desapareceu e Se esqueceu de ns.

No perodo final da histria humana, o povo verdadeiro de Deus ter que viver sem Intercessor durante um perodo de tempo. O que ser de ns se no aprendemos a 
v-lo na confuso das provaes e nos momentos difceis? Jesus  o amigo que nunca falha. Experimente-O.

 15 de Julho - Segunda-feira

203

O Futuro  Sempre Melhor

"E o Senhor mudou o cativeiro de Job, quando orava pelos seus amigos; e o Senhor acrescentou a Job outro tanto, em dobro, a tudo quanto dantes possua. " Job 42:10

O Pastor Jair Ges foi convidado, certa ocasio, para visitar um doente numa determinada cidade. Era um rapaz loiro, jovem e bonito, na fase terminal da SIDA. O 
encontro foi dramtico, como todo o encontro em que a morte est por perto. Vinte e cinco anos  pouca idade para se pensar no fim da existncia, mas o inimigo cobra 
muito caro o preo do pecado.

O Pastor Jair achou que um assunto oportuno para aquela ocasio podia ser a parbola do filho prdigo. Abriu a Bblia e depois de analisar a parbola fez um apelo 
para que Mrcio voltasse ao lar.

"O senhor acha que eu ainda tenho tempo? Acha que o Pai ainda me pode receber?", foi a pergunta vacilante de lbios que, com muita dificuldade, conseguiram expressar 
o que o corao sentia. O pastor animou-o e antes de sair, o Mrcio disse: "Se o senhor realmente acredita que eu posso voltar para o Pai, por favor, visite-me amanh."

O pastor visitou frequentemente o jovem doente. O rapaz foi conhecendo cada dia mais e mais a Jesus. Apaixonou-se por Ele e entregou-Lhe o controlo da sua vida feita 
em pedaos.

Seis meses depois, para surpresa dos mdicos, o Mrcio saiu do hospital e voltou para casa. Algum tempo mais tarde, foi baptizado e uniu-se  Igreja e, pela graa 
de Deus, conseguiu viver mais dois anos e meio.

A doena fatal acabou com a sua vtima. Ele morreu aos 28 anos de idade, mas fechou os olhos na bendita esperana da volta de Cristo. O Pastor Jair ainda o visitou 
algumas semanas antes da sua morte. Fraco e consumido pela doena, porm com um brilho especial nos olhos, o Mrcio balbuciou: "O senhor tinha razo, eu ainda podia 
voltar para o lar."

"O Senhor deu a Job o dobro do que antes possua", diz o texto de hoje. Claro que, entre a vida perfeita de Job e o passado tormentoso de Mrcio, no existe comparao. 
Mas, com certeza, Deus entregou ao Mrcio "em dobro, tudo o que dantes possua." Morreu consumido por uma doena fsica, mas morreu feliz em Cristo. As dores da 
agonia no foram capazes de tirar a paz do perdo e a certeza da salvao.

Perdeu o qu? Uma vida acabada pelo pecado, um mundo onde as pessoas correm permanentemente para poder sobreviver, uma terra poluda pela misria, o egosmo e a 
ambio humana. Recebeu o sono transitrio da morte e ganhou a vida sem fim, que ter quando Jesus voltar.

Ningum que correu para os braos de Jesus ficou desapontado, mas conheo pessoas indecisas que ficam devoradas pelo fogo do preconceito, do temor, das dvidas, 
abraadas ao tormento das suas prprias filosofias.

Porque no ir hoje a Jesus e viver uma vida maravilhosa de comunho com Ele? O futuro  sempre melhor para os que confiam no Senhor.
 16 de julho, tera-feira       - 

Ajuda Para os Que j No Tm Fora"

"Como ajudaste aquele que no tinha fora, e sustentaste o brao que no tinha vigor!" Job 26:2

Numa tera-feira do ms de Maro de 1991, o carro de Isaas Apolinrio dicono da Igreja de Riacho Grande, em So Paulo, foi abalroado violentamente por um Chevette, 
do qual desceram trs homens armados. Foi o incio de um pesadelo que comoveu a Igreja Adventista e a opinio pblica brasileira. Isaas Apolinrio foi sequestrado 
e os delinquentes pediriam, mais tarde, dois milhes e meio de dlares pelo seu resgate.

Os sequestradores levaram-no para um barraco no bairro de Diadema e encerraram-no num cubculo de um metro e meio por dois. Um colcho de sete centmetros de espessura, 
atirado para um canto do cho hmido era tudo o que o ancio de 73 anos tinha para poder repousar o cansado corpo durante os treze longos dias em que permaneceria 
em poder dos sequestradores. Onde vo os filhos de Deus quando aparecem as dificuldades? Esses treze dias ficaro na memria da famlia Apolinrio, no apenas como 
dias de tenso, medo e expectativa, mas como dias da escola dura do sofrimento, em que aprenderam o que significa depender do poder protector de Deus. Passado o 
momento inicial da surpresa e consciente da sua situao de prisioneiro, Isaas entregou a sua vida a Deus e disse: "Senhor, tens     cuidado da minha vida ao longo 
de todos estes anos. Tens sido muito bom comigo  tens-me dado muito mais do que eu mereo. No Te peo agora tanto por mim, peo-Te pela minha famlia. Afinal de 
contas, eu sei como estou. Estou vivo pela Tua misericrdia, mas a minha famlia sofre sem saber nada de mim. Conforta-os e d-lhes a certeza do Teu amor e misericrdia".
Os dias passavam e pareciam cada vez mais interminveis. A humidade do cubculo em que se encontrava comeou a afectar-lhe os brnquios. Agarrou num jornal velho 
e colocou-o nas costas e no peito para poder dormir. Estava cansado; j no era jovem para resistir a uma experincia como esta, mas o texto de hoje, diz: "Como 
ajudaste aquele que no tinha sabedoria e sustentaste o brao que no tinha vigor!" Este Deus maravilhoso nunca deixou de estar presente na vida daquele ancio e 
da famlia, que, s vezes, quando se sentia desanimada, experimentava a ajuda e o conforto que s Jesus pode dar.

Finalmente, treze dias aps o sequestro, foi deixado livre na Via Ancheta com o dinheiro contado para apanhar um autocarro e chegar a casa. O pesadelo acabara, 
mas a confiana n'Aquele que nunca falha estava mais robusta.

A esposa declarou que, embora no desejasse aquela experincia     para nenhum filho de Deus, ela e toda a famlia, louvavam o nome do Criador porque no sofrimento 
aprenderam duas coisas.- a solidariedade      do povo de Deus quando se une numa corrente poderosa de orao e o poder maravilhoso de Deus para confortar, libertar 
e fazer com que todas as coisas contribuam para o bem dos que amam ao Senhor. o texto de hoje, diz: "Como ajudaste aquele que no tinha sabedoria e sustentaste o 
brao que no tinha vigor!" Este Deus maravilhoso nunca deixou de estar presente na vida daquele ancio e da famlia, que, s vezes, quando se sentia desanimada, 
experimentava a ajuda e o conforto que s Jesus pode dar.

17 de julho, quarta-feira
O Captulo Que No Devia Existir

 passado o nojo, enviou David, e a recolheu em sua casa, e lhe foi por mulher, e ela lhe deu um filho. Porm esta coisa, que David fez, pareceu mal aos olhos do 
Senhor. " II Samuel 11:27

O captulo 11 do segundo livro de Samuel nunca deveria ter sido registado nas Sagradas Escrituras. Este captulo  o retrato de toda a misria e vileza de que o 
ser humano  capaz quando rompe a sua comunho diria com Deus. Mas o captulo est l, como uma prova de que, por mais doloroso que seja, o pecado  parte da experincia 
humana.  justamente por isso que Jesus Se fez homem: a fim de solucionar esta triste situao.

Adultrio e homicdio juntos. Como pde aquele pastor inocente, que em nome de Deus matara ursos e lees e acabara com o gigante Golias que escarnecia do povo de 
Deus, ter sido capaz de um duplo pecado, to repugnante aos olhos da sociedade?

O incidente registado neste captulo deveria sempre lembrar-nos que no somos sequer capazes de imaginar a que profundezas podemos descer se deixarmos o brao poderoso 
de Jesus.

s vezes, perante a notcia de que algum se feriu na luta contra o pecado, perguntamos: "Como foi capaz de fazer isso?" O homem carnal  capaz disso e muito mais. 
O captulo 1 da epstola aos Romanos mostra o quadro do homem que nega um lugar a Deus na sua existncia. Ele est entregue a "paixes infames",  "imundcia" e 
 "concupiscncia do seu corao".

Graas a Deus que no existe apenas o captulo 11 emll Samuel. Louvado seja o Senhor pelo captulo 12. Obrigado a Deus pelo confronto do homem com a sua prpria 
conscincia, que no  outra coisa seno a voz do Esprito Santo; e obrigado, acima de tudo, porque a graa redentora do Pai  capaz de tocar o corao do filho. 
David caiu em si, reconheceu a misria da sua situao, viu-se um monstro, achou-se longe do reino de Deus, na terra da culpa, loucura e morte e de l gritou: "Senhor, 
pequei, tem compaixo de mim."

O Salmo 51 regista a orao penitente de um homem que viu a grandiosidade do seu pecado, o grito desesperado de algum que sente que Deus deve fazer um transplante 
de corao na sua vida. David reconhece que nasceu pecador, que o vrus do mal est em cada partcula do seu ser, mas no se conforma com essa situao, e clama: 
"Purifica-me e serei limpo, lava-me e serei mais branco do que a neve."

Quando o Esprito Santo nos mostra a nossa realidade, no  para nos levar ao desespero e ao suicdio, mas  para nos ajudar a comprender o valor do remdio! "Quando 
Ele vier convencer o mundo do pecado, da justia e do juzo." Convencer-nos s do pecado no teria valor sem a justia de Cristo, ao passo que mostrar-nos s a 
justia no teria muito sentido sem mostrar-nos o futuro, o qual devemos enfrentar sem medo, apesar do nosso passado escabroso, porque ele j foi perdoado por Jesus.

A Fuga do Filho
18 de julho, quinta-feira

207

         "Assim Absalofugiu, e se foi a Talmai, filho de Amid, rei de Gesur, E David trouxe d por todos aqueles dias. " II Samuel 13:37

A reunio tinha acabado e milhares de pessoas voltavam para os seus
lares, depois de terem ouvido a mensagem no Ginsio Desportivo de So
Leopoldo. Um colega aproximou-se e disse baixinho: "Deve conversar
com aquele rapaz; ele tem uma histria linda, esteve fora da igreja durante
anos e o seu regresso foi a resposta s oraes incessantes do seu pai."
No fim da semana, o mesmo colega apresentou-me quele ancio que,
durante 20 anos, orou cinco vezes por dia, pela volta do filho. Hoje, sorri
feliz porque o filho no est apenas na Igreja, mas participa activamente
da misso que Deus deixou ao Seu povo.
Quanto significa um filho na vida dos pais? "David pranteava o seu filho todos os dias", diz o verso de hoje noutra verso. Conheo pais que um dia trouxeram o seu 
filhinho para o apresentarem a Deus no altar e hoje, crescido, o filho no quer saber nada de Jesus e anda por caminhos escabrosos, arruinando a sua juventude e 
o seu futuro. Constantemente recebo cartas de mes angustiadas solicitando oraes em favor do regresso dos seus filhos. Ah, meu querido pai, continue a clamar pelo 
seu filho todos os dias. Faa-o com pranto. Ponha o seu pedido nas mos de Deus com insistncia. Faa como a viva importuna: bata, continue a bater  porta, diga 
como Jacob: "No Te deixarei ir se no me abenoares". O Senhor, com certeza, ter compaixo do seu filho e o trar de volta.

"Mas pastor", pode dizer, "o que pode fazer Deus se a deciso  pessoal e o meu filho no quer saber nada de Jesus?"  verdade que a deciso  pessoal, mas a sua 
orao intercessria, d a Deus o argumento de que Ele precisa para continuar a trabalhar no corao do seu filho.

Talvez seja um daqueles filhos que h muito tempo esto afastados de Deus.  possvel que nunca chegue a compreender o sofrimento do seu pai e muito menos o sofrimento 
de Deus por sua causa, mas fique a saber que  objecto de todo o cuidado e amor de Deus. Ele nunca deixou de am-
Lo. Ele sempre esperou por si e continuar a esperar. O perigo que corre no  de que Deus Se canse de o esperar, mas que se canse de ouvir a Sua    | voz a chamar 
e corra definitivamente para o deserto da angstia e do vazio existencial.

Jesus est disposto a entrar hoje na sua vida e revolucionar tudo, mas  Ele no vai arrombar a porta e entrar contra a sua vontade. Tem que querer, tem que decidir. 
A porta do corao abre-se s do lado de dentro. Jesus diz simplesmente: "Eis que estou  porta e bato,- se algum ouvir a Minha voz, e abrir a porta, entrarei em 
sua casa, e cearei com ele e ele comigo.


 O que H Por Trs das guas?
19 de julho, sexta-feira
 no so, porventura, Abana e Farfar, rios de Damasco, melhores do Me todas as guas de Israel? No me poderia eu lavar neles, e ficar purificado? E voltou-se, e 
sefoi com indignao." II Reis 5:12

A lepra estava a devorar a carne de Naam. Enquanto ele podia esconder as purulentas chagas por baixo das roupas finas estava, socialmente, tudo sob controlo. Mas 
a chaga repugnante comeou a mostrar-se, e tornouse impossvel continuar a negar a sua existncia. Existem ocasies na vida em que a cultura, a educao, os modos 
refinados, a cortesia, no podem disfarar nem esconder a triste realidade do pecado.

Naam tentou tudo. Afinal de contas, era um homem muito rico, mas o dinheiro no pode comprar certas coisas e o orgulhoso srio defrontouse com essa triste realidade. 
Finalmente, a resposta para o seu problema veio dos lbios de uma menina escrava. Naam no pensou duas vezes. Preparou os carros com muitos presentes e correu para 
comprar o remdio. Um dos grandes problemas do mundo em que vivemos  que aprendemos a comprar tudo e quando algum nos oferece algo de graa, olhamos com suspeita, 
porque nada que  de graa"deve prestar".

O tratamento de Deus para o problema de Naam foi completamente diferente do que ele esperava. Naam pensou que o profeta o receberia com muita cerimnia e que ele 
seria a estrela da situao, mas com Deus as coisas no funcionam desse modo. O profeta s enviou a ordem para ir ao Jordo e lavar-se sete vezes. Naam ficou indignado 
e perguntou: "No so porventura Abana e Farfar, rios de Damasco, melhores do que todas as guas de Israel?"

O que Naam no sabia  que no havia nenhum poder curador nas guas do Jordo, como no h no baptismo ou no facto de ir  frente quando se responde a um apelo. 
O que o srio precisava de aprender  que os mtodos divinos, geralmente, visam mostrar a insuficincia humana, no porque Ele Se deleite em fazer com que o homem 
se sinta um bichinho insignificante, mas porque o ser humano precisa de compreender que a salvao vem de cima, a vida vem de fora, a justia vem de Cristo.

Ao longo da Histria o inimigo tentou sempre provar o contrrio. "Se comerdes desta rvore sereis como deuses", disse ao primeiro casal. Hoje diz: "Concentre-se 
em si mesmo e tente tirar a energia interior". "Pense de modo positivo, Deus est dentro de si, olhe para dentro, pois voc  deus."

O homem moderno muitas vezes pergunta para si prprio: Para qu a igreja? Para qu Jesus? No so Abana e Farfar melhores do que todas as guas de Israel? No so, 
no! S que para descobrir isto, o homem muitas vezes tem que viver anos de angstia e solido.


208
 20 de julho -sbado

Quando a Sabedoria se Torna Maldio

"E deu Deus a Salomo sabedoria, e muitssimo entendimento, e largueza de corao, como a areia que est na praia do mar. " I Reis 4:29

 Salomo  conhecido como um dos homens mais sbios da Terra. A Bblia
 diz que "e vinham de todos os povos a ouvir a sabedoria de Salomo" (versculo 34). A sabedoria  um talento confiado por Deus para ser administrado em favor da 
Sua igreja, da sociedade e da famlia, mas quando se torna um fim em si, deixa de ser uma bno e passa a ser um deus de barro que enche de orgulho o corao humano.

Na vida de Salomo existem trs etapas bem definidas. Os primeiros anos, quando jovem ainda, buscava Deus como a nica fonte de poder. Foi nas horas solitrias com 
Deus que o Senhor lhe disse: "Pede-me o que desejares e Eu to darei". Salomo podia ter pedido riquezas, glria e fama, mas pediu sabedoria para ser um lder justo 
para o seu povo. Entretanto, diz o versculo de hoje que "Deus deu a Salomo sabedoria, e muitssimo entendimento, e conhecimentos mltiplos, como a areia que est 
na praia do mar". A segunda etapa da vida de Salomo  triste e vergonhosa. A sabedoria traz consigo riquezas, glria e fama, e o jovem que um dia vivera uma vida 
maravilhosa de comunho diria com Deus, no soube conviver com as luzes do sucesso. Afastou-se d'Aquele que era o nico capaz de o sustentar. A glria terrena trouxe 
o sentimento de que ele era uma estrela e a fama flo sentir-se todo-poderoso. Para qu buscar Deus se se tem tudo? Para qu depender de algum se no falta nada 
do que os sentidos procuram?

Sem Deus, a sabedoria - talento que o Criador lhe confiara - tornou-se uma maldio. Nada pode satisfazer na vida quando Deus est ausente. Essa busca louca e desesperada 
de coisas no  mais do que o grito humano a chamar por Deus. A busca desenfreada do prazer levou Salomo a mergulhar nas guas profundas da promiscuidade e dos 
desvios srios de conduta. Mas um dia ele chegou ao fim da linha e ento veio a terceira etapa da sua vida. Do fundo do poo clamou e o Senhor ouviu a sua voz. Jesus 
est sempre pronto a ouvir o nosso pedido de socorro. No mar, Pedro clamou: "Senhor, salva-me" e Jesus estava ali para ajudar.

Graas a Deus porque Salomo teve tempo suficiente para pedir socorro e para voltar aos braos do Pai.

Visitei certa vez uma jovem que estava a terminar o seu curso na faculdade. Visitei-a devido  insistncia dos pais. Eu conhecia-a muito bem. Tinha participado comigo 
no Clube de Desbravadores e nos acampamentos de Carnaval. Foi para a universidade. Aprendeu muita coisa. Leu muitos     livros. Devorou bibliotecas e todo o conhecimento 
que acumulou, em     lugar de a tornar mais til a Deus e  Sua igreja, afastaram-na. Sentiu-se superior e indiferente s coisas divinas. Vi lgrimas nos seus olhos. 
Percebi a luta no seu corao. Quando a cultura e o conhecimento se tor-     nam uma maldio deve ser terrvel. Estou a orar pela volta da jovem-    i Quem sabe, 
talvez hoje, voc tambm possa decidir!

21 de Julho - Domingo

209

O Esprito dos Pioneiros

Vendo-o, pois, os filhos dos profetas, que estavam defronte em Jeric, Disseram: O esprito de Elias repousa sobre Eliseu. E vieram-lhe ao encontro, e se prostraram 
diante dele em terra." II Reis 2:15

Em 1972, cheguei ao vale do Perene, na selva alta do meu pas para ser missionrio entre os ndios da Tribo Campa. Ia inspirado com inmeras histrias ouvidas acerca 
do Pastor Fernando Stahl, que foi o apstolo dos Campa. Conversando com os ndios mais antigos, fiquei a saber de incidentes extraordinrios na vida daquele pastor 
americano.

Contam os antigos ndios que o Pastor Stahl chegou ao vale do Perene em 1910, quando a selva ainda no tinha sido conquistada pela nossa cultura. Da primeira vez 
que ele atravessou o ponto divisrio foi recebido hostilmente por um colono que, com a espingarda na mo, lhe pediu para se ir embora. Era j tarde e o cu anunciava 
uma tempestade terrvel, por isso o Pastor construiu um abrigo com ramos das rvores e passou ali a noite molhado pela chuva. No dia seguinte, sentiu uma dor horrvel 
no corpo: estava com febre e no tinha foras para andar. O paludismo tinha chegado  sua vida como um terrvel flagelo. Passou dias no abrigo, sozinho, at finalmente 
ser auxiliado por uma ndia. Foi assim o incio da obra entre os ndios Campa. Odiado pelos feiticeiros, perseguido pelos colonos, olhado com suspeita pelos ndios, 
mas movido pelo amor que sentia por essas criaturas, muitas vezes, o Pastor Stahl passou noites no mato,  merc dos perigos que envolviam a selva. Mas, com certeza 
o Esprito de Deus estava com ele e era esse esprito que lhe dava coragem e foras para continuar a pregar o evangelho.

Depois dele a obra adventista ali ficou abandonada durante anos, at surgirem novos missionrios nacionais como os pastores Daniel Assim, Nicolas Conde, David Perez 
e outros. Quando os ndios os viam chegar com a mochila s costas e a Bblia na mo, muitas vezes diziam: "O Esprito do Pastor Stahl repousa sobre estes tambm."

Quando penso na maneira como os pioneiros da obra no Brasil, sofreram sob circunstncias difceis para pregar o evangelho, andando de charrete, de cavalo e muitas 
vezes a p pelas regies frias do Sul ou pelo serto do Nordeste, sem dvida suplicamos a Deus que o Esprito que sustentava aqueles pioneiros venha hoje e mova 
o ministrio e toda a igreja para a mesma dedicao e amor pela causa do Senhor.

Na Associao Paulista Oeste, um grupo de irmos denominados "Os Bandeirantes da Misso Global" esto a realizar um trabalho maravilhoso. Saem para municpios onde 
no existem igrejas, visitam as pessoas, fazem amizade e depois falam-lhes de Jesus e apresentam os ensinamentos bblicos.

Poderamos orar esta manh por eles? Poderamos orar por outros milhares de membros fiis que noutras partes do mundo esto a fazer o mesmo?
210

Prover de Mantimento
 22 de julho, segunda -feira

"Passai pelo meio do arraial e ordenai ao povo dizendo: Provede-vos de comida, porque dentro de trs dias passareis es te Jordo, para que entreis a possuir a terra 
que vos d o Senhor, vosso Deus para que a possuais. "JOSU 1:11

O grande dia estava prximo. O povo de Israel tinha esperado 40 anos por esse momento! Finalmente, seriam possuidores da terra prometida. Antes, porm, teriam que 
atravessar o Rio Jordo. No existe terra prometida sem atravessar o Jordo, nem a liberdade sem o Mar Vermelho e a glria da ressurreio sem o sofrimento do Calvrio.

"Provede-vos de comida porque dentro de trs dias passareis este Jordo." O trabalho de preparao  to importante quanto a execuo, no programa divino. O que 
Deus nos quer dizer  que, no momento da crise, ser fcil perceber quem se "proveu de mantimentos" e quem no o fez.

Na parbola das dez virgens, cinco fizeram proviso e as outras cinco no. Mas, ambas pertenciam  igreja de Deus, ambas aguardavam a volta de Cristo, ambas tinham 
a mesma doutrina. A diferena  que as prudentes fizeram proviso e as loucas viveram o dia a dia com o mnimo indispensvel de alimento espiritual. As loucas limitavam-se 
a ler a meditao matinal e a estudar a lio da Escola Sabatina, enquanto as | prudentes passavam muito tempo a ss com jesus em meditao, orao e no estudo da 
Bblia. . 

Entre os discpulos houve a mesma situao. Onze deles andavam com l Jesus, participavam das actividades com Ele, comiam com Ele, faziam parte da misso. Mas, quando 
a noite chegava, os onze discpulos retiravamse para descansar, enquanto um deles, Joo, ficava a ss com Jesus. Joo era o tpico cristo que saa da rotina de 
ser apenas um bom membro de Igreja. Joo quebrava a monotonia, saa da mediocridade espiritual e encostava a cabea no corao de Jesus.

S se viu a diferena no momento da crise. Quando o Mestre foi preso, os onze "bons membros de igreja" abandonaram-no. O nico que O acompanhou at  cruz foi aquele 
que "fez proviso antes de atravessar o Rio Jordo".

O grande dia est prximo, meu amigo. Breve, muito breve, veremos Jesus voltar em glria. Breve, muito breve, entraremos para tomar posse da terra que o Senhor, 
nosso Deus nos prometeu. Quanto tempo estamos a passar cada dia com Jesus? Estamos a prover-nos de mantimentos para atravessar o Jordo? 
23 de julho - Tera-feira

211

O Cordo Vermelho da Graa

eis que, vindo ns d terra, atars este cordo  de escarlate  janela  onde nos fizeste descer; e recolhers em casa, contigo, o teu pai, ea   tua me, e os teus 
irmos, e a toda a famlia de teu pai. " Josu 2:18

O dia da destruio estava a chegar para os habitantes de Jeric. Nenhuma nao era capaz de resistir ao Senhor dos exrcitos, O qual dirigia o Seu povo para a Terra 
Prometida. Jeric, como toda a terra de Cana, tinha "enchido a medida da iniquidade". Gnesis 15:16. Na sua decadncia espiritual e rebeldia, tinha chegado a um 
ponto sem retorno e seriam banidos da terra.

O povo de Israel naquele tempo no era apenas um povo guerreiro. Era o povo de Deus com a misso de iluminar a Terra. Todas as naes podiam ser salvas, reconhecendo 
e aceitando o grande Deus de Israel e unindo-se ao Seu povo. No versculo de hoje encontramos uma mulher que reconheceu nos grandes actos de vitria de Deus, o chamado 
do amor divino para ela e para a sua famlia. O seu nome era Raabe, uma pobre prostituta, procurada pelos homens  noite, desprezada e rejeitada pelos mesmos homens, 
durante o dia. A vida de pecado tinha acabado com os valores socialmente aceites, mas l no fundo do corao esta pobre mulher vislumbrou o amor divino, sentiu que 
nem tudo estava perdido, que ainda havia esperana para si. Foi por isso que ela escondeu na sua casa os dois espias de Israel, deu-lhes proteco e aceitou, diante 
deles, o grande Deus de Israel.

Ao despedir-se ficou estabelecido entre a mulher e os espias um pacto que envolvia um cordo vermelho. Aquele cordo devia permanecer pendurado na janela no dia 
em que o povo de Israel chegasse para conquistar a Terra. Aquele cordo escarlate seria o smbolo de salvao para aquela mulher e para a sua famlia.

Hoje  o dia da salvao. Quando Jesus voltar, olhar para os umbrais das portas para ver a mancha de sangue, olhar para as janelas para ver o cordo escarlate, 
olhar para as frontes para ver o Seu nome e o nome do Seu Pai escrito. Hoje  o dia da salvao. Os homens de todos os cantos da terra esto a ser convidados para 
olhar para o Cordeiro.

Como Moiss levantou a serpente no deserto, o Filho do homem foi levantado, para que todo aquele que n'Ele cr, no perea, mas tenha a vida eterna.

Nos tempos de Jeric, uma simples e pobre pecadora viu a verdade da graa salvadora. Nos tempos de Jesus, outra simples e pobre mulher pecadora experimentou na sua 
prpria vida, a graa redentora.

Hoje podemos ir a Ele como simples e pobres pecadores.

212
24 de julho, quarta -feira
Basta Obedecer?

"Porm Samuel disse: Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifcios, como em que se obedea  palavra do Senhor? es que o obedecer  melhor 
do que o sacrificar; e o atender melhor  do que a gordura de carneiros. " I Samuel 15:22

Ahistria da desobedincia de Saul deve ser analisada com muito cuidado. Deus requeria sacrifcio do Seu povo. E mais, requeria o melhor. Saul tinha poupado o melhor 
do gado do inimigo. Qual era ento o seu delito? No era o acto em si, era o que havia por dentro desse acto.

Que fossem necessrios animais para o sacrifcio e que o sacrifcio em si se deveria realizar depois da vitria, estava correcto. O que no estava certo era que 
se escolhesse um mtodo diferente daquele indicado por Deus para a realizao do sacrifcio. Neste caso particular, Deus tinha ordenado que tudo o que fosse do inimigo, 
fosse destrudo e Saul pensou que o que realmente valia era oferecer o sacrifcio.

Hoje, Deus no requer mais sacrifcio de ovelhas do Seu povo, certamente porque o "Cordeiro de Deus" j foi sacrificado na cruz do Calvrio. O que hoje Deus espera 
 que apresentemos o nosso corpo em sacrifcio santo e agradvel ao Senhor. Hoje Ele espera a nossa obedincia.

O grande perigo que o povo de Deus corre hoje  de confundir as coisas como as confundiu Saul.

Podemos pensar que o que realmente importa  obedecer, mas para que a nossa obedincia seja aceite, devemos primeiro seguir o plano que Deus tem para nos levar  
obedincia.

Obedincia por obedincia em si, o jovem rico tambm obedecia, mas estava perdido da mesma forma que qualquer pecador. Obedincia por obedincia em si, Nicodemos 
era um exemplo, mas nunca tinha experimentado na sua vida o milagre da converso.

Existem duas maneiras de obedecer: pelos nossos prprios esforos, fora de vontade, domnio prprio ou pela nossa comunho diria com Cristo, que far com que o 
Esprito Santo santifique a nossa vontade pecaminosa e nos leve  obedincia autntica.

Como saber qual  o tipo de obedincia que estamos a apresentar a Deus? Na verdade, ningum o pode saber. S Deus e a pessoa! Porque s ambos conhecem se a pessoa 
vive uma vida de comunho permanente com Deus.

As pessoas mais prximas de ns podem ouvir o "balido das ovelhas e o mugido dos bois"; os que nos vem s na igreja, vero apenas a obedincia que pode ser fruto 
do nosso moralismo e fora de vontade, mas tudo isto  para Deus como "trapos de imundcia". S Ele pode dar-nos a obedincia autntica.

Podemos sair esta manh para as actividades dirias confiando no brao forte do Senhor, permitindo que viva em ns atravs do Seu Santo Esprito e que transforme 
a nossa pobre vontade pecaminosa na poderosa vontade santificada.

25 de Julho - Quinta-feira

213

O Dia em Que o Sol Parou

if o Sol se deteve, e a lua parou, at que o povo se vingoudos  seus Amigos. Isto no est escrito no livro do Recto? O sol, pois, se deteve no meio do cu, e no 
se apressou a pr-se, quase um dia inteiro. "jOSU 10:13

Quando Deus criou o ser humano, deu-lhe a vida e tambm tempo, talentos, possesses materiais e um corpo. No existe vida sem estes quatro elementos.

A vida no  propriedade do homem. O ser humano  apenas um administrador. A vida a Deus pertence. Por isso, na criao, o Senhor disse a Ado: "Eu empresto-te a 
vida e com a vida o tempo. O tempo  Meu, mas Eu sei que no futuro corrers o perigo de pensar que o tempo  teu, ento, para tu nunca esqueceres que Eu sou o dono 
do tempo, vamos fazer uma aliana: seis dias poders usar o tempo para ti, mas o stimo dia ser para Mim. Enquanto respeitares a aliana Eu saberei que me reconheces 
como o dono e se, por algum motivo precisares de mais tempo, ou tiveres dificuldades com ele,  s vires a Mim; Eu sou o dono e resolverei o problema. Mas se no 
Me devolveres o Sbado, saberei que ests a apoderar-te do tempo que  Meu. Neste caso, passars a ser o dono e ters que resolver sozinho os teus problemas de tempo."

No versculo de hoje, encontramos o povo de Israel com dificuldades de tempo. O dia estava a findar e a batalha no tinha acabado. Durante a noite as coisas tornam-se 
mais difceis. Era preciso recorrer ao dono do tempo. Israel era fiel no devolver o Sbado a Deus como um dia especial. Estava na altura de reclamar a promessa. 
Josu clamou ao Senhor e o Sol parou e o povo teve tempo suficiente para terminar a sua obra. Quase mais um dia foi acrescentado quela semana.

Esta  a maravilhosa promessa de Deus. Se respeitar a aliana estabelecida, Ele est sempre pronto a cumprir a Sua promessa, no Se importando se, para isso, tenha 
que fazer parar o Sol.

Frequentemente, encontro pessoas desesperadas com a falta de tempo. No tm tempo para nada. Vivem cansadas porque durante a semana correm apressadas de um lado 
para outro e aproveitam o Sbado para dormir, Pensando que assim esto "a guardar o Sbado".

O Sbado, querido amigo, foi separado por Deus para ser um dia de comunho especial com Ele e com os semelhantes, e, se respeitarmos esta aliana, Ele  fiel e justo 
para cumprir a Sua promessa. Haver tempo Para cumprir o nosso programa de trabalho e mais: haver descanso para a nossa alma. Entraremos no Seu repouso e desfrutaremos 
as maravilhas da salvao.

214

Respeito Pelo Ungido do Senhor

26 de Julho        - Sbado


215

"E disse aos seus homens: O Senhor me guarde de que eu faa tal coisa ao meu senhor, ao ungido do Senhor, estendendo eu a minha mo contra ele; pois  o ungido do 
Senhor, " I Samuel 24:6

A hora era propcia. Saul tinha sido rejeitado por Deus, como rei de Israel embora ainda continuasse a governar e a usar o poder para perseguir um inocente como 
David. Foi l, sobre os penhascos de cabras monteses, no deserto de En-Gedi que a providncia divina permitiu que Saul ficasse nas mos de David. Se David quisesse, 
aquele teria sido o fim da sua dura perseguio. Podia ter morto o rei. Mas ele disse aos seus homens: "O Senhor me guarde de que eu faa tal coisa ao meu senhor, 
ao ungido do Senhor." No era Saul um homem  rebelde, que tinha tirado Deus da sua prpria experincia? No tinha o profeta Samuel dito que Deus no o queria mais 
como rei? Porqu ento essa considerao de David pelo "ungido do Senhor"?

Ao longo da histria da igreja tem acontecido algo curioso que precisa de ser observado. H trs ou quatro dcadas, os membros da igreja perguntavam tudo ao pastor. 
Procuravam o pastor at para perguntar a cor da cortina que deviam comprar para casa. Eu era criana naquela poca. Lembro-me que a minha me se ajoelhava para orar 
antes de entrar para arrumar o quarto onde o pastor se hospedava, quando visitava a nossa pequena congregao. Mas os tempos mudaram. Aquelas crianas de h quatro 
dcadas atrs so hoje, doutores, empresrios, industriais, gente culta que tem nas suas mos o controlo de muita gente. So homens e mulheres com talentos extraordinrios, 
muitos deles conduzem os destinos de Estados e municpios. O mundo evoluiu, houve transformaes e a minha pergunta : Evolumos ns, os pastores, com a cultura 
do mundo, no sentido de aceitar sermos pastores de homens e mulheres que sabem    pensar e tomar decises, ou esperamos que eles continuem a perguntar-nos     qual 
 a cor da cortina que devem comprar?

Pode um membro discordar da opinio do seu pastor? O que significa no tocar no ungido do Senhor?

O versculo de hoje  motivo de meditao tanto para os pastores, no sentido de saber administrar os talentos da igreja, como para os membros de igreja, no sentido 
de no confundir a exposio das suas ideias com o desrespeito ou o menosprezo por um homem a quem o Senhor ungiu.

A atitude de David  exemplar, pois estava diante de um homem que, comprovadamente, j no era pastor de nada, porm, num momento da sua vida, recebera a uno divina.

Os que, pela comunho diria com Jesus, reflectem cada dia mais e mais o carcter de Jesus Cristo, aprendero a viver como vive o corpo onde cada membro tem uma 
funo definida e onde todos se movimentam com um mesmo propsito e com um s objectivo.

Onde Est o Fogo?

"E eu, em verdade vos baptizo com gua, para o arrependimento; mas aquele que vem aps mim  mais poderoso do que eu; cujas alparcas no sou digno de levar; ele 
vos baptizar com o Esprito Santo e com fogo." Mateus 3:11

Jesus veio atear fogo na Terra. "Ele vos baptizar com o Esprito Santo e com fogo", foi a promessa de Joo Baptista. Em Lucas 12:49, Jesus diz: "vim para lanar 
fogo na Terra." Ao longo da Sua vida neste mundo, a presena de Jesus foi a presena permanente do fogo, ressuscitando mortos, curando leprosos, fazendo andar os 
paralticos, purificando a vida de ladres e prostitutas e confrontando os lderes religiosos com o fogo das suas prprias conscincias.

A igreja primitiva era uma igreja que ardia porque recebera o cumprimento literal da promessa: "E foram vistas, por eles, lnguas repartidas, como que de fogo, as 
quais pousaram sobre cada um deles... E todos foram cheios do Esprito Santo." Actos 2:3, 4. Esta era uma igreja poderosa, capaz de dizer ao paraltico da porta 
do templo: "No temos ouro nem prata, mas o que temos, te damos: em nome de Jesus, levanta-te e anda." Os cristos estavam entusiasmados. Onde fossem era impossvel 
que passassem despercebidos. As suas vidas queimavam e o mundo era incendiado com o fogo do evangelho. O resultado era que "e todos os dias acrescentava o Senhor, 
 igreja, aqueles que se haviam de salvar". Actos 2:47. J se passaram sculos desde que tudo aquilo aconteceu. Onde est hoje o fogo? Quando foi a ltima vez que 
viu o seu pastor dizer a um paraltico: "Em nome de Jesus, levanta-te e anda"? O que foi que aconteceu com o fogo que Jesus acendeu quando esteve na Terra e que 
a Sua igreja devia continuar a fazer crescer?

Com tristeza nos olhos, o Senhor Jesus olha hoje para a Sua igreja e chora: "Conheo as tuas obras, que nem s frio nem quente." Que tragdia! No deixamos nem sequer 
o fogo apagar-se completamente. Ns mantemolo suficientemente vivo para aplacar a conscincia, mas insuficiente para ser notado num mundo cada vez mais rebelde para 
com Deus.

Qual  a soluo para a nossa fraqueza humana? O que significa o fogo? "Ele vos baptizar com o Esprito Santo e com fogo", diz o versculo de hoje. O fogo  um 
dos smbolos do Esprito Santo. O que devemos fazer para receber o Esprito Santo? Devemos ir cada dia a Jesus e levar as nossas cargas e imperfeies. Devemos confiar 
n'Ele, manter-nos ligados a Ele, atravs da orao, do estudo da Bblia e da sensao permanente da Sua presena em tudo que fizermos. Ento, Ele habitar em ns 
pela presena do Seu Santo Esprito. O seu fogo arder no nosso corao, mostrando-nos o caminho em que devemos andar e  medida que prestarmos ouvidos aos Seus 
conselhos, seremos cada dia mais semelhantes a Jesus e o mundo ver em ns o fogo da santidade, como viu a glria de Deus no rosto de Moiss quando este voltou depois 
de passar 40 dias com Deus.

Onde est o fogo hoje? Est ali,  nossa disposio. Esperando por ns, desejando arder em ns, desejando incendiar o mundo atravs de ns. Permitiremos que o faa?


Poder
28 de julho, domingo
"E disse-lhe: No temas, que no te achar a mo de Saul, meu pai; porm tu reinars sob r Israel, e eu serei con tigo o segundo: o que tambm Saul, meu pai, bem 
sabe. " I Samuel 23:17

Ahistria de Jnatas e David  muito mais do que a histria de uma amizade bonita entre dois jovens que cresceram juntos. Quando se  criana, geralmente, no se 
tem inimigos, no existe a luta do poder, ningum quer ser maior do que o outro, por isso Jesus disse, certa ocasio, que se no formos como crianas no entraremos 
no reino dos Cus.

Mas o versculo de hoje apresenta-nos Jnatas e David como adultos. Jnatas era o filho do rei, o herdeiro natural do governo. Tinha sido preparado para ser rei. 
David, por seu lado, era um simples pastor de ovelhas que aparecera no quadro histrico de Israel como o jovem valente que derrotara o gigante Golias.

 medida que o tempo foi passando, Deus encarregou-Se de mostrar que, embora para os homens, Jnatas fosse o candidato natural para ser o novo rei, nos planos divinos 
era David o indicado.

Saul nunca aceitou esta ideia. No gostava de David. Considerava-o um bom guerreiro e nada mais. Tinha medo dele porque Deus dava repetidas provas de estar com David. 
Foi por isso que Saul tentou matar o futuro rei de Israel. Para salvar a sua vida, David teve que fugir para o deserto. Escondido na regio montanhosa de Zife, perguntava-se 
muitas vezes se valia a pena todo este sofrimento.

Nestas circunstncias  que se destaca a figura maravilhosa de Jnatas. Ele procurou o seu amigo e confortou-o: "No temas, que no te achar a mo de Saul, meu 
pai; porm tu reinars sobre Israel, e eu serei contigo o segundo.

Percebe a grandeza de Jnatas? Ele aceitava ser o segundo, apesar de l
ter sido educado para ser o primeiro. Ele aceitou o plano divino, no dis- 
cutiu com Deus, no usou a sua amizade para trair o amigo, conformou- 
se em ser o segundo porque compreendeu que  melhor ser o ltimo den- tro do plano divino, do que o primeiro fazendo o seu prprio caminho, 

Sem dvida, esta atitude de Jnatas no era porque ele soubesse que 
devia ser assim, mas porque vivia uma vida de comunho com Deus e o 
Esprito de Deus reproduzia diariamente na sua vida o carcter de Deus. 

 Os discpulos que lutaram por cargos no reino de Deus, aprenderam tambem com o tempo que a nica sada para a sua sede de poder era per- 
manecer ligados a Jesus e, finalmente, foram vitoriosos. 

Esta vitria no poderia ser tambm a nossa?

29 de Julho - Segunda-feira

217

Deus ou o Homem?

Mas vs tendes rejeitado hoje o vosso Deus, que vos livrou de todos os Males e trabalhos, e lhe tendes dito: Pe um rei sobre ns: agora, pois, ponde-vos perante 
o Senhor, pelas vossas tribos e pelos vossos milhares."

I Samuel 10:19

O plano de Deus nunca foi que Israel tivesse um rei como as outras naes do mundo, porque Deus, pessoalmente, queria governar os destinos do Seu povo. Israel insistiu 
uma e outra vez. Olhou para as outras naes e pensou que seria muito bom ter um rei. Algo bonito estava a desaparecer no relacionamento de Deus com Israel. A escolha 
de um rei no era apenas um assunto de governo. Era um assunto de experincia, de vida interior, de confiana n'Aquele que os tinha libertado e tirado da terra da 
escravido.

"Mas vs tendes rejeitado hoje o vosso Deus, que vos livrou de todos os males e trabalhos, e lhe tendes dito: Pe um rei sobre ns." Quanta tristeza contida nesta 
declarao, porque Deus v o fundo das coisas. No Jardim do den, o que O deixou triste no foi o facto de Ado e Eva terem comido o fruto. Aquilo foi o resultado 
de um relacionamento de amor e de confiana desfeito. Quando, antes da morte de Cristo, o povo exclamou: "No temos outro rei seno Csar", Jesus no ficou triste 
porque perdera um ttulo, mas porque perdera o corao do Seu povo.

Quando o povo escolheu Saul como rei, na realidade estava a dizer a Deus: " No precisamos mais de Ti." E Deus no insiste. Um dia criou o homem livre e para sempre 
respeitar a liberdade humana, mesmo quando este escolhe a runa e destruio.

"Vs, hoje, rejeitastes o vosso Deus." Doa tanto o corao do Pai nesta ocasio, como doeu o corao de Jesus naquela tarde em que olhou para a cidade e clamou: 
"Jerusalm, Jerusalm... quantas vezes tentei juntar os teus filhos... e no o quisestes!"

Sangrou o corao do Pai naquela tarde no den, quando Ado e Eva se esconderam atrs de uma rvore, como sangrou o corao do Filho quando da cruz do Calvrio olhou 
para si e para mim e viu que, apesar de tudo o que Ele estava a fazer para nos salvar, estamos ainda relutantes em aceit-lo.

Quem  que est no controlo dos nossos pensamentos e aces?  Deus que governa a nossa existncia ou tirmo-lo do nosso corao e tommos nas nossas prprias mos 
as rdeas da nossa vida?

Aqueles que desejam ser cada dia mais semelhantes a Jesus, desconfiaro cada vez mais das suas foras e cairo aos ps de Jesus na busca diria do poder para viver. 
As suas vitrias no sero o fruto do seu domnio prprio e da sua fora de vontade, mas o fruto do Esprito Santo a quem entregaram o controlo da vontade humana 
para ser santificada.

218

30 de julho, tera-feira
Lanai Fora os Deuses Estranhos

"Ento falou Samuel a toda a casa de Israel, dizendo: Se com todo o  vosso corao vos converterdes ao Senhor, tirai de entre vs os deuses estranhos e os astarotes, 
e preparai o vosso corao ao Senhor, e servi a ele s, e vos livrar da mo dos filisteus. " I Samuel 7:3

H muitos anos conheci um homem sincero que era vtima do alcoolismo, embora ele no o reconhecesse e se qualificasse apenas como um "bebedor social."

A verdade, porm, era que a sua vida e a vida da sua famlia estavam completamente perturbadas pela bebida. L no fundo, ele desejava abandonar o vcio, mas no 
podia. Durante uma semana de orao que dirigi, ele ouviu falar sobre a obra maravilhosa do Esprito Santo levando os filhos sinceros  vitria. Ouviu tambm dizer 
que o ser humano tem que se esforar para no interromper a comunho permanente com Jesus e que a vitria seria o resultado dessa comunho.

Alguns meses depois encontrmo-nos novamente e ele, desanimado, contou-me que a comunho com Cristo no resolvia o problema da bebida. Ele orava constantemente. 
Pedia a Deus foras para abandonar o vcio, mas o bar de casa continuava cheio de bebidas importadas que conservava com muito carinho. Sentado na sua sala, lia a 
Bblia e orava, enquanto os seus olhos ficavam a olhar para as bebidas sedutoras.

O versculo de hoje diz. "Se com todo o corao vos converterdes ao Senhor, tirai de entre vs os deuses estranhos." Como esquecer uma mulher estranha, enquanto 
se conserva a foto e o seu nmero do telefone? Como abandonar o vcio do cigarro, enquanto existem dois maos escondidos no quarto? Como conseguir a pureza de pensamento, 
enquanto as revistas e filmes pornogrficos esto nas gavetas? "Lanai do meio de vs os deuses estranhos",  a ordem divina. Corta o cordo umbilical com o pecado. 
Queima os teus discos, os compactos, as revistas, cartas ou nmeros telefnicos. Pe tudo isso no lixo.

A comunho com Cristo  que te dar foras para a vitria. O seu Santo Esprito, santificando a tua vontade, levar-te-  liberdade completa, mas se atirares fora 
os deuses estranhos estars a criar para ti um ambiente      mais favorvel  vitria. 

Foi "doloroso" para aquele homem despejar na sanita tanta bebida fina. Mas, ele compreendeu a mensagem. "Tirou da sua casa os deuses estranhos", e hoje regozija-se 
na bendita esperana da volta de Cristo, enquanto avana de vitria em vitria, at  vitria final. 

Existe na sua vida algo que deva ser lanado fora? Que Deus o ajude a faz-lo. 

^ilH^I"a^eira   ( ,1 de lulho - Quarta-feira

219
31 de julho, quarta-feira
Mulheres em Tempos Difceis

"porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento de outra parte vir para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal 
tempo como este chegaste a este reino ?" Ester 4:14

No versculo de hoje projecta-se de maneira gigantesca a figura de uma mulher em tempo de crise. Israel estava para ser exterminado por causa da inveja e intriga. 
Aparentemente, no havia sada, mas Deus levantou uma mulher com a sensibilidade e perspiccia de Ester para apresentarse diante do rei e interceder pelo seu povo. 
De certo modo, a rainha Ester  um prottipo de Jesus, o intercessor dos filhos de Deus.

No livro de Juizes encontramos a figura de outras duas mulheres que, num tempo de crise, se revelaram mais fortes do que os homens. Dbora  a primeira. Era juza 
de Israel e alm de ser uma esposa prendada e desempenhar o seu papel de me, recebia os filhos do seu povo para administrar justia.

Naquele tempo, Jabim, rei de Cana, enviou Ssera para lutar contra o povo escolhido.  ento que a figura majestosa de Dbora se recorta na histria de Israel. 
Ela mandou chamar Baraque, comandante do exrcito de Deus, e ordenou-lhe que partisse para a batalha, mas Baraque tremeu e disse para a juza: "Se fores comigo, 
irei; porm se no fores comigo, no irei." E Dbora prontificou-se: "Certamente irei contigo, porm no ser tua a honra da investida que empreenderes, pois s 
mos de uma mulher o Senhor entregou Ssera."

A batalha foi vitoriosa para Israel, mas o grande vencedor no foi Baraque. Na realidade, Ssera, o comandante inimigo, fugiu, mas caiu nas mos de outra mulher, 
chamada Jael. Diante de um momento crtico, sozinha, Jael teve que decidir o que fazer e decidiu com sabedoria para o bem do povo de Deus.

Ao aproximarem-se os momentos finais da morte de Cristo, aparece outra mulher enfrentando a crise sem temor. Maria, aquela pobre pecadora que um dia achara perdo 
e graa em Jesus, foi a ltima a deixar o Calvrio e a primeira a aparecer no sepulcro.

De onde tiraram estas mulheres, coragem e sabedoria para enfrentarem os momentos de crise? Perguntemos a Maria Madalena e ela nos responder: Enquanto vivia distante 
de Jesus a sua vida era uma coleco de fracassos e frustraes, mas um dia descobriu o segredo da vitria e permaneceu, dali em diante, aos ps de Jesus. Pode v-la 
ali, ao lado de Jesus, enquanto Marta corre apressada de um lado para outro. Pode encontr-la a enxugar os ps do Seu amado Mestre, enquanto os outros esto preocupados 
em se divertir. Pode encontr-la perto da cruz, enquanto os outros fogem.

 dali, da cruz,  d'Ele, de Jesus, que Maria, Dbora, Ester e as outras mulheres da Bblia tiraram a fora necessria para enfrentar os tempos de crise. E  para 
ali que as mulheres e homens de hoje temos que correr para receber o poder necessrio para enfrentar os tempos turbulentos que a vm.

_ 1 de Agosto - Quinta-feira

II A Influncia Que Opera Aps a Morte

II "E sucedeu que, enterrando eles um homem, eis que viram um bando;

II e lanaram o homem na sepultura de Eliseu; e, caindo nela o homem, 

|| tocando os ossos de Eliseu, reviveu, e se levantou sobre os seus ps."

 II Reis 13:21

||| J ouviu falar de um profeta que fosse capaz de fazer um milagre
 depois de morto? Pois . O versculo de hoje apresenta isso.- um morto ressus- citado por tocar nos ossos de Eliseu.

 Deixando de lado o ar de espectacularidade que todo o milagre envolve,
 meditemos hoje sobre a influncia de um homem, mesmo aps a sua morte.

No Peru,  muito conhecido o Coronel Mego. O alto cargo que ocupa

 dentro da polcia tem ajudado muitas vezes a igreja nos momentos dedificuldade. A converso do Coronel Mego e do seu irmo Bernardo, que
faleceu num acidente e hoje descansa em Cristo, mostra afluncia de uma
 pessoa mesmo aps a morte

 A me dos irmos Mego era adventista e suplicou, durante anos a

 Deus, pela converso dos filhos, mas estes no tinham tempo para Deus pois viviam uma vida demasiado agitada. Um dia, a me, uma mulher i' piedosa, faleceu e, na 
hora do funeral, o pastor da igreja falou sobre a  esperana da segunda vinda, a ressurreio e o reencontro dos familiares  e amigos separados pela morte. Pedro 
e Bernardo ouviam atentos e com os olhos cheios de lgrimas. De repente, um olhou para o outro e disse.- [ "O que achas de a reencontrarmos quando Jesus voltar?" 
"Acho uma boa ideia", foi a resposta do irmo. Com aquela firmeza da palavra de dois  militares honestos, ambos apertaram as mos, dirigiram-se ao pastor e dis-
I    seram: "Pastor, a nossa me foi uma mulher temente a Deus e temos a certeza     de que ela ressuscitar quando Cristo voltar. Ns amamo-la e queremos v-la 
novamente, portanto, aqui estamos; queremos ser baptizados e [    aguardar com esperana o reencontro com a nossa me."

Naturalmente, com o tempo eles compreenderam que no bastava a palavra de um militar honesto para ser salvo. Era preciso conhecer Jesus. Eles foram a Jesus como 
eram e o Salvador operou o milagre da converso neles. O Coronel Pedro Mego j levou dezenas de pessoas ao conhecimento de Jesus, mas o incio foi na vida piedosa 
da sua me. Morta, inconsciente, sem ter a noo de nada, a influncia da sua vida tocou a vida dos seus filhos e ressuscitou-os. Na manh gloriosa da ressurreio, 
com toda a certeza ela ter a surpresa que no teve enquanto viveu.- ver os seus filhos a esperar, de braos abertos, Jesus.

"Ningum vive para si e ningum morre para si", disse Paulo. O poder da influncia  incalculvel. "Mesmo mortos, as suas obras continuam", disse Joo.

Podemos ir hoje a Jesus, permitir que Ele habite em ns e que o Seu Santo Esprito santifique a nossa vontade de modo que a nossa vida seja uma coleco de vitrias 
para a glria do Seu nome.


? 2  de Agosto - Sexta feira

221

Do Curral Para a Glria

"Agora, pois, assim dirs ao Meu servo, a David: Assim diz o Senhor dos Exrcitos: Eu te tirei do curral, detrs das ovelhas, para que fosses chefe do Meu povo, 
Israel." I Crnicas 17:7

Lus Santana  hoje um empresrio de xito, mas h alguns anos atrs foi um pastor evangelista que Deus usou para levar muitas almas ao conhecimento do Evangelho. 
Contou-me ele, certa ocasio, a histria de "Pacincia", o capanga de um coronel de Maragogipe, na Baa. Paradoxalmente, chamava-se Pacincia, embora fosse um homem 
rude, perigoso e com instintos assassinos.

Mas o evangelho de Jesus alcana qualquer ser humano.  verdade que existem pessoas difceis, mas o evangelho  "poder", capaz de destroar a pedra mais dura.

Certo dia, Pacincia pescava  beira do rio, com a linha amarrada ao dedo do p, quando adormeceu e viu, no sonho, um homem com um livro de capa preta na mo. Acordou 
com aquela impresso de um sonho forte, que perturba sem saber porqu. Na manh seguinte, apareceu na sua casa o Sr. Ouirino, levando a Bblia, no intuito de falar 
com o temido Pacincia acerca do amor de Jesus. Ouirino, l no fundo, tinha medo de pregar para aquele capanga, mas sentia o dever de partilhar as maravilhas do 
evangelho que um dia o alcanou.

Quando Pacincia viu o livro de capa preta, na mo de Ouirino, deu um salto, deixando-o completamente apavorado. Esclarecida a situao, Ouirino teve a oportunidade 
de lhe dar estudos bblicos e, em pouco tempo, Pacincia baptizou-se e tornou-se um grande ganhador de almas.

Em 1969, quando o Pastor Lus Santana visitou Maragogipe, encontrou ali mais de 30 pessoas baptizadas, graas ao trabalho silencioso do irmo Pacincia. O curioso 
de tudo era que ele no sabia ler. Ouvia a pregao, gravava tudo na mente e partia para o trabalho. Contam que em certa ocasio, enquanto pregava, levantou a Bblia 
ao contrrio e mostrava os versculos como se tudo estivesse certo.

A vida, converso e trabalho posterior de Pacincia, que depois de conhecer Jesus passou a honrar o Seu nome,  a maior lio do que  capaz o poder transformador 
de Cristo.

"Eu te tirei do curral, detrs das ovelhas, para que fosses chefe do Meu povo Israel", diz o versculo de hoje. Esse mesmo Deus de David, tirou Pacincia da violenta 
vida de capanga, para o transformar num prncipe no Seu reino e num ganhador de almas.

Onde  que ns estaramos se no tivssemos sido encontrados por Jesus? Continuaria a sua famlia unida como est? Seriam os seus filhos, os jovens maravilhosos 
que so se voc no tivesse sido tirado das trevas para ser feito um prncipe no reino de Deus?

Rena hoje a sua famlia e cante, louve o nome do Senhor, porque Ele o tirou da mediocridade, da ignorncia, da insignificncia, da confuso, do medo e do vazio, 
para o tornar realizado e feliz no Seu amor.

222

3 de
agosto, SBADO

Os Ossos Secos Que Reviveram

"Disse-me Ele: Profetiza sobre estes ossos, e dize-lhes: Ossos secos ouvi a palavra do Senhor. Assim diz o Senhor Jeov a estes ossos: Eis        que  farei entrar 
em vs o esprito, e vivereis. " Ezequiel 37:4, 5

O Dr. Rodrigo Lopez, professor de periodontia da Universidade Federal de Minas Gerais, falou-me outro dia sobre uns parafusos de titnio que esto a ser usados nalguns 
pases da Europa para fazer enxertos de ossos. O titnio  to especial que o osso entra nas ranhuras do parafuso e cola completamente, sendo quase impossvel separar 
um do outro depois de algum tempo. O osso, que normalmente  susceptvel de se quebrar, fica unido ao titnio, praticamente inquebrvel. Como seria se o cristo 
se unisse a Cristo de tal maneira que nada fosse capaz de o separar da fonte do poder? No versculo de hoje o profeta Ezequiel  levado a um vale de ossos secos 
e  testemunha de algo espectacular. Para surpresa sua, os ossos juntaram-se uns aos outros e "vieram nervos sobre eles, e cresceu a carne, e estendeu-se pele sobre 
eles.... Ento o esprito entrou neles e viveram, e se puseram em p, um exrcito grande em extremo". Versculos 8 e 10.

Depois o profeta ouviu a voz de Deus dizendo.- "Estes ossos so toda a casa de Israel: eis que eles dizem.- Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperana: 
ns estamos cortados." Versculo 11.

Qual  a soluo de Deus para ossos secos, frgeis e acabados pelo tempo e pela monotonia da vida? O Esprito Santo. Quando Ele entra nos ossos, estes revivem. O 
que fazer se uma vida fracassada no consegue tornar     i realidade, na sua experincia, as promessas de vitria?  preciso ir cada dia, cada minuto a Jesus e dizer: 
"Senhor, sou fraco, sou como um osso seco, no h esperana para mim longe de Ti. Preciso da Tua ajuda. Toma hoje nas Tuas mos, os meus ossos secos e vivifica-os 
com a presena do Teu Santo Esprito." 

Enquanto o ser humano se mantiver ligado, cada minuto a Jesus, com | certeza Cristo habitar nele pela presena do Seu Santo Esprito, santifi-  car a vontade humana 
e reproduzir na criatura o carcter do Criador. 

Ao longo da Histria, milhares e milhares de seres humanos fracos e sem vida tm corrido, desvalidos, aos braos de Jesus e Ele tem feito milagres. Eu e voc podemos 
correr hoje e desfrutar as belezas da vitria prometidas pelo Senhor Jesus.

4deAgosto- Domingo

223

A Lio do Bolo Queimado

 enviei-lhes mensageiros a dizer-lhEs estou fazendo uma grande obra,  de modo que no poderei descer: porque cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse fosse ter 
convosco?" Neemias 6:3

O trabalho de reconstruo dos muros da cidade avanava com passos firmes, apesar das conspiraes do inimigo e das dificuldades prprias do empreendimento. Nada 
que tenha algum valor na vida,  de graa. Tudo tem o seu preo e a vitria  dos que no tm medo de "pagar o preo", que s vezes significa horas de sono, suor, 
lgrimas e renncias. At a salvao, que para ns  gratuita, teve um preo muito alto, que foi pago por Jesus na cruz do Calvrio.

Reconstruir uma cidade quase em escombros, no foi tarefa fcil para Neemias. Quando os inimigos souberam que o muro j estava pronto e que nele j no havia brecha 
alguma, Sambal e Gesm, tentaram distrair a ateno do lder e receberam uma resposta que todo aquele que sonha em construir algo na vida, deveria ter na ponta 
da lngua: "Estou fazendo uma grande obra, de modo que no poderei descer."

Era vspera de Natal. A minha me estava a preparar um delicioso bolo de frutas que faria parte da ceia de Natal, muito simples, mas com muito amor. Por algum motivo 
que no me lembro, ela teve que sair, deixando o bolo no forno. Antes de partir, chamou-me e recomendou muitas vezes que desligase o forno a uma determinada hora. 
"Filho, por favor, s tens que olhar para o relgio. No te distraias.  o nosso bolo de Natal."

Tudo corria bem. Sentado na cozinha, fiquei atento ao relgio. Faltavam ainda vinte minutos. O problema comeou quando os meus colegas comearam a chamar-me para 
jogar  bola. Eu disse que no ia, que estava ocupado, mas eles insistiram e, a partir daquele momento, eu comecei a olhar para o relgio com um olho e o jogo no 
ptio, com o outro. Se a minha equipa estivesse a ganhar talvez as coisas no se tivessem complicado, mas infelizmente, a minha equipa comeou a perder. Olhei, ento 
para o relgio; ainda faltavam 10 minutos, e eu podia descer e marcar pelo menos um golo. Foi a minha tragdia: empolguei-me tanto com o jogo que me esqueci do bolo 
e estraguei a festa de Natal.

J tive muitas noites de Natal na vida. Algumas tristes, a maioria delas felizes, mas aquela nunca ser esquecida. Nem a alegria do brinquedo dado com amor, me tirou 
do peito o sabor amargo de ter queimado o bolo de frutas.

Eu estava a fazer uma grande obra, mas, infelizmente, desci. Graas a Deus, aprendi a lio. Compreendeu a mensagem?


224

 5  de agosto segunda--feira
",._
O Perigo de Deixar o Prego
225

"Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que a graa abunde? De modo nenhum. Ns, que estamos mortospara o pecado, comovivemeros ainda nele?" Romanos 6:1 
e 2
 
O "Gato" foi uma daquelas estrelas fugazes que, de quando em quando , aparecem no cenrio azul do cu infinito. Baptizou se e, em menos de  um ano, j tinha levado 
para o baptismo 35 pessoas. O pastor tinhade   trabalhar a ritmo acelerado para acompanhar os interessados que o "Gato" preparava. Na igreja todos o conheciam apenas 
por "Gato". A histriada sua converso  impressionante. Mas foi tudo to rpido que poucos conseguiram identific-lo pelo seu verdadeiro nome.

Um sbado, aquele missionrio dinmico e entusiasta membro da
igreja no apareceu. O Pastor Lus Santana, que na poca era pastor da
Igreja de Itapagipe, foi visit-lo. No o encontrou, mas a esposa contou a
tragdia. O "Gato" nunca conseguiu esquecer o cigarro. Tinha mudado muita
coisa na sua vida, mas o cigarro ali estava e o inimigo um dia tentou
aquele corao que no tinha sido completamente entregue a Jesus. Uma
coisa leva  outra. Um pequeno erro, conduz a um erro maior. E na vida
do "Gato", o cigarro, levou-o de novo  bebida e este foi o fim da sua
histria. Nunca mais voltou para a igreja e, alguns anos depois, morreu
com cirrose heptica.

"Permaneceremos no pecado para que abunde a graa?"  a pergunta de So Paulo, no texto de hoje,- ele responde com convico: "De modo nenhum. Ns que j morremos 
para o pecado, como viveremos ainda nele?" Temos que arrancar o prego do diabo! Conhece a histria do prego do diabo? Eu ouvi-a um dia, enquanto tomava o pequeno 
almoo, no Hotel Luxor, de Feira de Santana. A histria conta que um homem estava disposto a fazer qualquer coisa para ser milionrio; ento o diabo mostroulhe uma 
manso maravilhosa e disse que lha daria, mas com uma condio; "Est a ver aquele prego na parede?  meu, sempre ser meu, aceita?" O homem aceitou. Anos depois, 
o homem ofereceu um banquete na sua manso. Foram convidados os homens mais importantes da cidade. A festa foi um luxo e tudo estava a exceder as expectativas, quando 
algum entrou e ps um pedao de carne fedorenta no prego da parede. O dono da manso mandou chamar os seguranas e expulsou aquele intruso; nas ento o diabo apareceu 
e disse: "Um momento, o prego  meu e eu tenho o direito de o usar como eu quiser."

Passou-se o mesmo com o "Gato". O "prego" ficou sempre no seu corao e no momento oportuno o inimigo reclamou o seu corao.

O que fazer se algum prego ainda est na parede da nossa prpria conscincia? Corra a Jesus agora e diga-Lhe: "Senhor, no tenho foras para vencer, mas tenho liberdade 
para decidir e aqui estou. Entrego-Te a minha vida, toma a minha vontade fraca, santifca-a com o Teu Santo Esprito e faz-me vitorioso em Ti." 

6 de Agosto - Tera-Feira

Tarde Demais

 "E virando-se Samuel para se ir, ele lhe pegou  pela orla da capa e a rasgou. Ento Samuel lhe disse: O Senhor tem rasgado de ti, hoje, o reino de Israel, e o tem 
dado ao teu prximo, melhor do que tu." I Samuel 15:27, 28

Na Bbla encontramos, repetidas vezes, o caso de homens desesperados ao perceberem o que tinham perdido para sempre. Lembra-se de Esa, que num momento de leviandade 
vendeu algo to sagrado, como era a primogenitura, por um prato de lentilhas? Quando Esa acordou, Chorou diante do seu pai, clamando "No tens porventura outra 
bno para mim?". Mas o tempo tinha passado e o relgio da vida tinha dado as 12 badaladas. Era tarde demais.

Sanso  outro caso tpico do homem que brinca com o que de mais santo, puro e bom, recebeu de Deus. Um dia, Dalila gritou: "Os filisteus vm contra ti", e Sanso 
levantou-se confiando que Deus estava com ele, mas no sabia "que Deus j Se tinha retirado". Brincou e tornou a brincar com as oportunidades, mas o relgio da vida 
tinha dado as 12 badaladas. Era tarde demais. No versculo de hoje encontramos o rei Saul numa atitude desesperada. "Perdoa o meu pecado e volta comigo para que 
eu adore o Senhor", suplicou ao profeta Samuel. Com tristeza, v partir para sempre a sua grande oportunidade. Nunca levou os requisitos divinos a srio, brincou 
com a pacincia divina e, agora, agarra-se  orla da capa de Samuel, tentando segurar o que se lhe escapava. Para seu desespero, v que a capa se rasga. O relgio 
da vida d as 12 badaladas.  tarde demais. O profeta olha-o e diz: "O Senhor rasgou de ti, hoje, o reino de Israel."

Porque ser que o ser humano gosta tanto de brincar com as oportunidades que Deus d? Porque ser que quando as oportunidades esto nas nossas mos, temos a impresso 
de que elas estaro sempre ali?

Certa vez encontrei um homem ferido pela vida. Com os olhos cheios de lgrimas, disse-me: "Acabou, acabou tudo para mim."

A mensagem de hoje : oua a voz de Deus, enquanto ela fala. Aproveite as oportunidades que Ele lhe d enquanto  oportuno e o dia da salvao ainda no chegou ao 
seu fim. O Senhor Jesus est a, com os braos abertos. Caia de joelhos diante d'Ele e diga: "Senhor, no tenho foras, as luzes do mundo ofuscam a minha viso, 
preciso do Teu perdo, da Tua graa, mas preciso tambm do Teu poder."

Ao sair hoje para as actividades do dia, leve um cntico no seu corao. Acredite na vitria que Jesus  capaz de lhe dar. Segure-se ao brao poderoso do Pai e volte 
 tarde vitorioso em Cristo.

 7 de Agosto - Quarta-feira

Pequenos Comeos e Grandes Resultados

"Outra parbola lhes props, dizendo: O reino dos Cus  semelhante ao gro de mostarda que o homem, pegando nele, semeou no seu campo-, o qual , realmente, a mais 
pequena de todas as sementes; e crescendo,  a maior das plantas, e faz-se uma rvore, de sorte que vm as aves do cu, e se aninham nos seus ramos. " Mateus 13:31, 
32

Enquanto viajava de Porto Seguro para Eunpolis, BA, onde estava a realizar uma campanha de evangelizao, vimos um velhinho de cabelo branco,  espera do autocarro 
na estrada. O meu companheiro parou o carro e disse.- "Vamos dar boleia a este senhor, ele  o irmo Narcisio, pioneiro da obra aqui em Eunpolis."

Os 40 quilmetros restantes foram passados numa conversa maravilhosa com aquele ancio, que acabava de completar 80 anos.

Em 1950 andou 22 dias a perseguir um homem para o matar. Era violento e temido pelos que conheciam a sua fama. Certa vez brigou com o seu prprio irmo e jurou mat-lo 
no dia em que o pai morresse. Mas Deus, na Sua misericrdia, encontrou-o e transformou a sua vida. Atirou fora o faco e o revlver e tomou a Bblia como nica arma.

Quando em 1958 morreu o seu pai, voltou  sua terra; o irmo mais velho, ao saber do seu regresso, correu e escondeu-se no mato. Mas Narcisio procurou-o e disse-lhe: 
"Irmo, no tenhas mais medo de mim, eu sou uma nova criatura transformada por Jesus." O irmo aceitou tambm o evangelho e foi baptizado. Em 1964 Narcisio chegou 
a Eunpolis, onde   ! no existia um adventista. Ficou parado na rua central e convidou as pessoas a prestarem ateno  mensagem que ele trazia. Apenas cinco pessoas 
o ouviram naquela ocasio, mas hoje existem em Eunpolis sete grandes igrejas e durante os dias em que l estive, reuniram-se mais de duas mil pessoas por noite, 
para ouvir a mensagem de salvao.

Como cresceu a mensagem! O reino de Deus  como um gro de mostarda; ela  "a mais pequena de todas as sementes; e crescendo,  a maior das plantas, e faz-se uma 
rvore".

Quando, inspirado pelo Esprito Santo, fala a algum do amor de Jesus, quando semeia a semente no corao de um amigo, pode,  primeira vista, parecer que perdeu 
tempo e que essa semente nunca dar fruto. Mas o tempo se encarregar de mostrar que, no reino de Deus, os grandes empreendimentos comeam como um grozinho de mostarda.

Faa deste dia um dia de companheirismo com Jesus e de testemunho da obra de Cristo na sua vida.

8 de Agosto - Quinta-feira

227

Quem  o Autor de Nosso Cntico?

"Agora, pois, escrevei-vos este cntico, e ensinai-o aos filhos de Israel: pondo- o na sua boca, para que este cntico me seja por testemunha contra os filhos de 
Israel." Deuternomio 31:19

Em 1985, Deus deu-me o privilgio de conhecer um casal de jovens unidos pelo amor e pelo desejo ardente de servir a Deus. A amizade e a convivncia com este jovem 
casal mudou o meu conceito do ministrio da Palavra, ampliando-o e fazendo-me compreender que, sem o ministrio da Msica, o da Palavra estar sempre incompleto.

Williams Costa Junior. e Sonete tm estado quase sempre presentes nas campanhas de evangelismo que sacudiram as grandes cidades brasileiras como So Paulo, Rio, 
Porto Alegre, Curitiba, Salvador e outras.

Hoje, no concebo a pregao sem a msica. Sabe o que significa ver
35 mil pessoas a cantar "A Deus Seja a Glria"? Muitas dessas pessoas foram, pela primeira vez na sua vida, a uma reunio de "crentes" e cantaram como se toda a 
vida tivessem cantado hinos de louvor a Deus.

No versculo de hoje Deus apresenta-Se como o Autor do cntico congregacional. Ele entrega o cntico a Moiss e d-lhe ordem para o levar ao povo. Mas o verso 22 
diz que: "Moiss escreveu este cntico, naquele mesmo dia, e o ensinou aos filhos de Israel". Quem  que escreve o cntico, Deus ou Moiss? Deus  o Autor. Deus 
 sempre o Autor, o elemento humano  um simples instrumento nas mos divinas e nunca deve esquecer isso.

Quando Deus  o Autor e o homem o instrumento, o cntico tem um poder extraordinrio. Muitas vezes o Esprito de Deus usa o pregador, as palavras do pregador, a 
mensagem falada, mas existem coraes para os quais a simples palavra falada no basta. Existem recantos na alma humana onde a palavra falada no consegue entrar 
e o Esprito de Deus usa o cntico para chegar a esses coraes.

Tenho constatado ao longo de todos estes anos que o meu ministrio, sem msica, foi uma coisa e com msica tem sido algo completamente diferente. Louvo o nome de 
Deus por ter compreendido que o mesmo Autor da mensagem falada  o Autor da mensagem cantada. Louvo a Deus pela igreja que canta, pelas multides que se renem nos 
estdios cobertos para entoar cnticos espirituais; louvo ao Senhor por tantos jovens que se levantam na Igreja desejosos de cantar e servir a igreja, e louvo tambm 
a Deus pelas famlias que fazem diariamente do cntico, parte do seu culto devocional de cada dia!

228

Eu Preciso de Si
9  de agosto, Sexta-feira.

"Mas, um samaritano, que ia de viagem, chegou ao p dele, e vendo-o, moveu-se de ntima compaixo. " Lucas 10:33

A luz vermelha do semforo obrigou-nos a parar na esquina de duas ruas no corao de So Paulo. Fazia um calor terrvel a essa hora do dia. O meu colega, ao lado, 
esperava impacientemente a mudana da luz. Atrs dele o seu filho adolescente, olhava distrado pela janela do automvel. De repente, aproximou-se do carro uma criana 
com uma sacola de mas na mo.

- Seis por mil e duzentos - disse com olhos quase suplicantes.

Era um mido da rua. Desses que andam aos montes nas esquinas a limpar pra brisas, vendendo bugigangas ou simplesmente a pedir uma esmola.

O meu colega olhou para ele e, apesar do calor sufocante, deu-se ao trabalho de procurar dinheiro  e comprar a sacola de mas.

- O pai vai conseguir comer isso? - perguntou o filho com ar de esperto. - Essas mas esto quase podres.

- Eu no as comprei para comer - respondeu o pai. - Comprei-as para que o mido possa comer.

Compreendeu a mensagem? Envolvimento seria a palavra certa. Todos temos que ver com todos. No somos ilhas. Somos de alguma maneira responsveis pelos que sofrem, 
embora vivamos num mundo cada vez mais egosta, onde todos parecem estar contra todos, onde cada um busca proteger-se e proteger apenas o que  seu.

A dependncia  uma lei da vida. A terra, para produzir, precisa de chuva, a chuva precisa da nuvem e para ser nuvem precisa do sol; o sol para aquecer as guas 
e gerar a nuvem precisa da rotao da Terra. Ningum  uma ilha. Todos precisam de todos. Talvez uns precisem mais do que outros e se a vida nos fez fortes ou nos 
colocou num lugar privilegiado,  bom perguntar o que posso fazer pelo meu prximo. Se no for assim, pode acontecer o que Bertold Bretch descreve no seu poema:

"Primeiro, levaram os judeus, mas como eu no era judeu, nem sequer liguei. Depois, levaram os obreiros, mas como eu no era obreiro tambm no me importei. Depois 
foi a vez dos estudantes, mas como eu no era estudante tambm no me interessou. Depois vieram ter comigo e ento, j era muito tarde."

E eu como fico diante disto tudo? Sou capaz de levantar os olhos para cima dos meus interesses, do meu conforto e olhar para o irmo ao lado?

Penso que o infortnio, a fome, a necessidade, a doena e a morte, so patrimnio exclusivo dos outros? Sou capaz de estender a mo enquanto tenho mo? Sou capaz 
de olhar com simpatia, enquanto tenho olhos?

Queira Deus que sim, porque um dia a tristeza pode bater tambm  minha porta e ento talvez j seja tarde.

Que Deus o abenoe neste dia!

10 de Agosto - Sbado

229

Sbado, 10 de agosto



O Problema Est no Corao

"E vos darei um corao novo, e porei dentro de vs um esprito novo. "

Ezequiel 36:26

Eram 14h45m do dia dezassete de Maro e o corao de Buenos Aires quase parou. A Embaixada de Israel foi destruda pela exploso de uma bomba que ceifou dezenas 
de vidas. Por coincidncia encontrava-me na Argentina. Pude ver, atravs da TV, o desespero do povo, as lgrimas de impotncia, as expresses de amargura e revolta. 
Quem seria capaz de semelhante acto? S podia ser uma mente doente ou uma cabea perdida nos labirintos da loucura. Nenhum homem normal teria a coragem de criar 
aquela cena de horror, sangue e morte.

No dia seguinte, no voo que me levava ao Mxico, fiquei com os olhos perdidos atravs da janela. Na minha mente ainda borbulhavam as cenas de horror, os gritos de 
socorro e a solidariedade do povo argentino depois da tragdia. Lembrei-me, ento, do meu pas, o Peru, cansado de sangrar, sofrer e chorar as suas vtimas inocentes 
que morrem sem saber porqu. Se interrogasse um jovem militante do "Sendero Luminoso" ou da O.L.P., ou de qualquer outro grupo revolucionrio que anda a semear a 
morte nos diferentes pases, com certeza que lhe diria que o faz como protesto contra a injustia social e que o seu objectivo  mudar a ordem das coisas, porque 
o actual sistema est podre e a cair aos pedaos.

Se, por outro lado, interrogasse um jovem viciado nas drogas, perguntando-lhe porque entrou no que o leva, implacavelmente,  loucura e  morte, responderia com 
certeza, que as coisas em casa no andavam bem e que os adultos so hipcritas, moralistas; ele faz isto porque  autntico e assume as suas atitudes sem falso moralismo. 
A pergunta : pode a violncia mudar o sistema das coisas? Pode a autodestruio mudar o moralismo hipcrita da nossa sociedade?

O problema real  a essncia das nossas motivaes. Mudem-se as ideologias, revezem-se os partidos no poder, substituam-se os sistemas, e tudo ficar igual enquanto 
o corao humano no mudar. A situao estar sempre mal no entender da oposio. A oposio querer sempre desequilibrar a ordem, na opinio da situao.

Quem poder mudar o corao humano? O profeta regista uma promessa divina: "E vos darei um corao novo, e porei dentro de vs um esprito novo."

Pode parecer uma resposta muito simplista, mas as coisas com Jesus sempre foram simples. Os homens esperavam-n'O num palcio oriental e Ele nasceu numa manjedoura. 
Os homens desejavam ver o Seu trono de ouro e o Seu ceptro de pedras preciosas, mas Ele viveu como um simples peregrino, desejando estabelecer o Seu trono no corao 
humano.

Felizes os que podem compreender as coisas simples, embora estas muitas vezes no tenham lugar no sculo de racionalismo em que vivemos.

Parem o Mundo

11  de Agosto Domingo

"Aprendei pois, esta parbola da figueira: Quando j os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que est prximo o Vero. Igualmente quando virdes todas 
estas coisas, sabei que ele est prximo, s portas." Mateus 24:32, 33

O voo 918 do Lloyd Areo Boliviano leva-me de Santa Cruz de la Sierra para La Paz; abro o jornal El Dia, da Cidade Cruzenha, e dou uma vista de olhos nos temas. 
O que se passa no mundo?

Em Sarajevo, milhares de pessoas choram a loucura da guerra, e as crianas s tm a luta irracional dos adultos para satisfazer a sua fome. No Peru, um grupo revolucionrio 
destri e mata "em nome da justia", sem ao menos saber porque o faz. Nos Estados Unidos, Bush  acusado de adultrio, na luta pelo poder no pas mais poderoso do 
mundo. No Iraque, a guerra ameaa estourar a qualquer momento. Alm disso, h fome, guerras, terramotos, violncia, luta dos sindicatos exigindo melhores salrios, 
explorao, corrupo  desconfiana.

"Tudo isto", penso, " o reflexo dos dias em que vivemos." No foi por acaso que algum atirou o jornal para o lixo e escreveu uma msica pessimista: "Parem o mundo, 
que eu quero descer."

Algum dia esteve nas rodas gigantes do Tivole Park ou do Playcenter? No incio, tudo  aventura, mas chega um momento em que a gente daria tudo para sair dali, no 
? Este mundo tambm  uma roda gigante, s com uma pequena diferena: voc no pode descer, a menos que morra. J questionou o que acontece com o ser humano, que 
 capaz de conquistar a Lua e no  competente para resolver os seus problemas na Terra? Como  que algum conquista os mistrios do tomo e da energia nuclear e 
no supera os prprios desafios? Ser que esta situao melhora? Ser que um dia daremos oportunidade  paz? Ainda viveremos num mundo sem drogas, poluio e violncia?

Cada um tem a sua teoria e tenta encontrar uma explicao para o assunto, mas o versculo de hoje diz que o mundo vai de mal a pior. No existe soluo humana para 
a actual crise. Acontece que h no fundo do ser humano uma estranha incoerncia. Discute-se o que fazer para combater a poluio do ar, entre baforadas de alcatro 
e nicotina; procura-se a paz com a violncia; busca-se a sada para as crianas abandonadas, enquanto os velhos so desprezados nas filas para receber uma msera 
penso, como resultado de toda uma vida de produo!

Mas nem tudo est perdido, porque depois da noite, vem o dia.  uma lei. A noite pode ser escura e fria; sopram os ventos e muita gente fica assustada; mas o dia 
vem. Cristo avisou.- "Quando virem estas coisas, saibam que est prximo."

Por isso, olhe ao seu redor. Mas olhe mais alm. H uma aurora eterna que j desponta no horizonte. Um novo dia vem, acreditemos ou no. No depende de ns. As profecias 
confirmam-no. Est escrito. E tudo o queest escrito tem-se cumprido na ntegra.

E possvel duvidar que Cristo voltar? Lembre-se.- "Quando virem estas       coisas, saibam que est prximo." Est pronto para viver eternamente?     

]12 de Agosto - Segunda-feira

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Amor Total

O que despreza a palavra perecer, mas o que teme o mandamento ser galardoado." Provrbios 13:13

Enquanto me preparava para falar a milhares de pessoas que enchiam o Ginsio Wilson de Freitas, em Vitria, entrou no camarim uma me trazendo o seu filho de 19 
anos, na fase terminal de SIDA.

Doeu-me o corao ver aquele jovem, que apenas desabrochava para a vida, condenado a morrer em pouco tempo. Plido, magro, os olhos cheios de lgrimas. Senti como 
se ele esperasse que as minhas palavras lhe mostrassem uma sada.

Abracei-o e disse-lhe baixinho-. "Deus gosta muito de ti. Ele est contigo. No tenhas medo de nada. Confia n'Ele."

;    Quando o rapaz saiu do camarim, entrou um jovem que tinha visto a cena e perguntou-me: "A SIDA no  uma espcie de maldio divina?"

Muita gente acha que Deus existe para criar flagelos e pestes para Se vingar ou castigar o ser humano pelo seu mau comportamento. Mas Deus no  o "bicho papo" 
que alguns imaginam.

A verdade  que Deus tem leis fsicas para que o Universo funcione bem. Vamos imaginar que eu tenho nas mos um objecto fino de cristal. Uma pea rara e cara, nica. 
Se eu quiser que ela no se parta, preciso de respeitar a lei da gravidade e evitar que ela caia no cho. Se eu for negligente e deix-la cair, naturalmente ela 
pode fazer-se em pedaos. Seria justo, ento, eu olhar para o cu e dizer que Deus est a castigar-me? Ou ser que estou a sofrer o resultado natural de transgredir 
uma lei da Natureza?

A Bblia declara que Deus  amor, e Ele, no Seu amor, criou o homem para viver e ser feliz. O que pouca gente sabe  que a liberdade de decidir  parte da vida e 
da felicidade.

Deus podia ter-nos criado sem a capacidade de deciso, como se fssemos computadores programados para obedecer, mas ento no seramos humanos, seramos mquinas. 
Poderia tambm ter impedido que existisse a possibilidade do mal, mas neste caso no seramos livres, seramos escravos do bem. Obedeceramos somente por no existir 
a possibilidade de desobedecer. Somos to importantes aos olhos de Deus que Ele criou-nos com liberdade de escolha, e a est a nossa tragdia: no saber usar a 
liberdade. Queremos levar a vida  nossa maneira. E Ele fica a olhar e a suplicar: "Filho, no  assim, vais-te magoar." Mas parece que s aprendemos quando nos 
magoamos. S aprendemos a chorar, a sofrer, a sangrar...

A nossa dor, porm, no significa maldio divina. Deus no Se alegra com o sofrimento humano. Fica sempre ao nosso lado. Sofre quando escolhemos caminhos perigosos. 
Sofre quando nos magoamos. Chora quando temos que colher os resultados de decises incorrectas.

Deus  amor, e ns para Ele somos a coisa mais importante que existe no mundo. Ele criou-nos para viver, no para morrer. Ele deseja que sejamos felizes.
232

Beco Sem Sada

13 de agosto_-Tera-feira


"E Jesus, tendo ouvido estas palavras, disse ao principal da sinagogaNo temas, cr somente. " Marcos 5:36

Jairo era um homem rico, poderoso, culto, inteligente  famoso. Tinha aparentemente tudo o que um homem precisa para ser feliz. Mas vivia atormentado por um problema 
que se tornava insolvel  medida que o tempo passava. A sua filhinha estava condenada  morte pela cincia mdica do seu tempo. No havia soluo humana para o 
seu estado, o dinheiro, o poder e a cultura de nada lhe serviam. Estava num beco sem sada. Naquele tempo, andava pela Galileia um homem chamado Jesus. Multides 
O procuravam. Na Sua presena os cegos viam, os paralticos andavam, os leprosos eram curados. Todos eles chegavam at Jesus sem sade e com os sonhos feitos em 
pedaos. E voltavam para casa em paz e com uma nova dimenso da vida.

Alguma coisa dizia l no fundo do corao de Jairo que a sua nica esperana estava em Jesus. Mas ele no queria aliment-la. Geralmente, os que O seguiam eram ladres, 
prostitutas, leprosos e miserveis. Como poderia ele, poderoso, inteligente e culto, juntar-se ao povo simples e correr atrs de Jesus?

Os dias passavam e a menina entrou em estado de coma. Ao ver sua filha a morrer, Jairo no resistiu mais. Procurou Jesus, caiu aos Seus ps e disse.- "A minha filha 
est a morrer! Vem e pe as mos sobre ela para que sare e viva!"

Compreendeu? jairo no pede ajuda, jairo no deixa o problema nas mos de Jesus, no diz "Seja feita a Tua vontade". Jairo ordena! Afinal de contas, os lderes foram 
feitos para dar ordens, para comandar, para mostrar o caminho. Os lderes no se submetem, no seguem, no suplicam. Mas, no relacionamento com Jesus, as coisas 
so diferentes: no se  o maior quando se comanda, mas cresce-se quando se  comandado. 

Veja Jairo, de joelhos, a querer comandar Jesus! Podem os homens     ! ajoelhar-se e estar, inconscientemente, a querer dizer a Deus como  que     as coisas devem 
ser feitas? Jesus no discutiu com Jairo. Foi com ele. Mas demorou-se. E quando Jesus demora  porque tem para ns algo melhor. A filha de Jairo morreu e este foi 
o incio da experincia que realmente contou na sua vida. A sua filha morreu, e ele renasceu.

Depois da morte da filha, Jairo no comanda mais,  comandado. No dirige mais,  dirigido. No  ele quem leva Jesus pelo brao. Jairo pe a mo no brao poderoso 
de Jesus e  levado por Ele. A filha estava morta, mas Jesus entrou e a filha ressuscitou, porque Ele  a vida.

Que grande dia para o lder! De manh procurou Jesus, buscando uma
cura. Jesus demorou-se, mas, ao anoitecer ofereceu-lhe uma ressurreio.

Comandar ou ser comandado? No reino de Deus, as coisas so diferentes.

 quando o gro morre que renasce transformado em muitos gros; 
 fazendo-se pequeno que se cresce;  morrendo que se vive.


14 de Agosto - Quarta-feira

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Um Novo Sorriso

E, no ltimo dia, o grande dia da festa, Jesus ps-se em p, e clamou, Dizendo: Se algum tem sede, venha a Mim e beba. " Joo 7:37

Estava descontrolada. Cada palavra sua era um dardo envenenado. Tentava ser ferina e mostrar-se superior. Como se essa atitude pudesse tir-la da confuso em que 
parecia mergulhada. "Deus? Para que preciso de Deus? Ele  produto de mentes espertas que criaram a muleta de que precisam os espritos covardes, incapazes de ver 
e usar todo o seu potencial", dizia.

Eu conhecia bem aquela jovem. Noutros tempos, ela tinha um brilho maravilhoso no olhar; sorria com um sorriso que reflectia paz interior. Mas o tempo passou e ela 
foi para a universidade. Tornou-se profissional e adulta. Um dia, olhou para os pais e viu-os crdulos demais para o seu gosto; eram ingnuos demais, seguindo aquilo 
que chamavam cristianismo; simples demais, acreditando que o mundo fora criado por Deus e que Ele  um Pai de amor, que cuida dos Seus filhos.

Tinha lido e aprendido muito, descobrindo que o mundo no era apenas aquele pequeno grupo de cristos com quem se reunia ao sbado, desde criana. Descobrira amigos 
que tinham outros sonhos, outros planos, gente que vive a vida "sem limites", gente que no tem medo de "ir at ao fundo".

Ento, alguma coisa bonita desapareceu dentro dela. Quase sem perceber, sentiu-se como uma guia a voar por espaos infinitos, enquanto em baixo, uns poucos ainda 
continuavam a acreditar que tudo o que faziam tinha que depender de Deus.

"Deus? Para que preciso de Deus? Deus est dentro de mim, dentro de si", afirmou. "Deus  a fora vital que trazemos connosco, a energia interior que a cultura nos 
ajudou a desenvolver, em benefcio dos menos privilegiados." E, de certa forma, era verdade. Ela tinha crescido, tinha-se desenvolvido, e a sua vida estava ao servio 
de gente necessitada. S que o brilho de felicidade que os seus olhos reflectiam quando era mais jovem tinha desaparecido. O sorriso j no existia.

No disse nada. Olhei simplesmente para ela. "No acredita em mim?", perguntou. " verdade tudo o que estou a dizer: no preciso de Deus. Sei do que sou capaz por 
mim mesma. No fao mal a ningum, pelo contrrio, fao mais bem aos meus semelhantes do que muita gente que se diz crist." Mas as lgrimas estavam ali, querendo 
rolar, incomodando, doendo. Quem  feliz no precisa de fazer tudo para que os outros creiam. Simplesmente  feliz, e a paz interior reflecte-se no olhar e no sorriso 
espontneo. Alguma coisa estava mal dentro desta jovem morena de cabelos compridos. As lgrimas que lutavam para no sair pareciam dizer: "Ajude-me, por favor, escute-me, 
no se v embora." Porqu olhar fundo dentro de ns, se s se acha um vazio estranho, que nem sequer se consegue identificar? Que mrito h em querer tirar Deus 
da vida, se depois temos que procurar um sentido para a existncia?

Mateus 2


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 15 de Agosto - Quinta--Feira

O Ano da Ressurreio

"E, tendo dito isto, clamou com grande voz: Lzaro, sai para fora "

Joo :43

Lzaro estava doente e as suas irms, Marta e Maria, enviaram mensageiros a Jesus, dizendo.- "Lzaro, aquele que Tu amas, est enfermo.  " Jesus demorou vrios dias 
para o ir visitar e Lzaro morreu. Perante isto, eu pergunto: Podem aqueles a quem Jesus ama ficar doentes e morrer? Aqueles dias de demora foram dias de agonia, 
no s para Lzaro, mas tambm para as suas irms e os seus amigos. Vale a pena ter un Deus, se, no momento em que ns mais precisamos, Ele no est presente? Vale 
a pena pedir e orar, se a resposta no vem de nenhum lado? De que serve acreditar num Deus que parece que tem tempo para todos, menos para ns?

Com tristeza e desespero, Marta e Maria viram o seu querido irmo morrer. Viram o seu corpo ser depositado no sepulcro. Viram os seus sonhos acabar e os seus planos 
carem em pedaos.

Foi ento - quando, humanamente, estava tudo acabado, quando j no havia esperana alguma - que Jesus apareceu.

"Tirai a pedra", disse Jesus, e Marta explicou que j h quatro dias que o irmo estava morto, que j cheirava mal, e que j no havia nada a fazer. "Tirai a pedra", 
disse Jesus e, depois que os homens fizeram a sua parte, o Deus da vida chamou.- "Lzaro, sai para fora". Lzaro ressuscitou. Alguma vez j pensou porque razo Jesus 
no escolheu um morto que tivesse morrido naquele instante? Por que escolheu algum j em estado de decomposio? Que hbito aquele de gostar das coisas impossveis! 
Por trs de todo acto divino existe sempre um propsito, e o que Jesus estava a querer dizer  que, quando para o ser humano tudo est perdido, acabado, quando j 
no h esperanas, quando os sonhos se desfazem, ainda resta a Sua vez. Ele  especialista em coisas impossveis. Ele d-nos o direito, mas tem poder suficiente 
para mostrar que s duvida quem quer. Porque no pedir que o Jesus das coisas impossveis assuma o controlo da embarcao? Ele est disposto a ressuscitar os sonhos, 
o futuro, os valores, os princpios e at a dignidade que pode parecer morta. Ele est disposto a tirar qualquer um da priso das drogas, da mediocridade, do orgulho, 
dos temores ou dos preconceitos, mesmo que a pessoa esteja enterrada pela vida.

O que  preciso fazer para que o milagre acontea? Tirar a pedra. Mas o Jesus que teve poder para ressuscitar no tem poder para tirar a pedra? Claro que tem. Mas 
Ele tambm nos deu o direito de escolha. Tirar a pedra  decidir,  aceitar,  dizer "sim". E isso  a nica coisa que Deus no pode fazer por ns. Ele no entra 
na vida de ningum pela fora. Respeita a liberdade. D-nos o direito de duvidar, de rejeitar e at de gozar.

Que grande dia aquele para Marta e Maria! Elas esperavam apenas uma cura, Jesus demorou, mas quando chegou trouxe consigo a ressurreio. A demora de Jesus no foi 
por acaso. Tem sempre algo mais importante do     que esperamos.
16 de _Agosto - Sexta-feira

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Cristianismo  Vida

no cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: no vim para tbrogar, mas cumprir." Mateus 5:17

Depois de estudar a doutrina crist, Mahatma Gandhi, o carismtico lder hindu, disse algo que feriu o amor prprio do mundo cristo: "Eu tornar-me-ia cristo se 
no fossem os cristos."

O que foi queaconteceu ao longo do caminho?  o cristianismo uma religio falida?  o sonho moralista de um louco revolucionrio?  uma teoria impossvel de se tornar 
realidade?  puro idealismo?

Jesus, o fundador do cristianismo, no foi, como muitos pensam, um idealista, foi um homem prtico.

Jesus nunca proferiu um discurso sobre a santidade da maternidade; alimentou-Se ao peito da Sua me e santificou assim, para sempre, a maternidade.

No argumentou sobre o desenvolvimento da vida e do carcter; "cresceu em estatura e sabedoria, diante de Deus e dos homens."

No discutiu sobre o mistrio da tentao humana. Enfrentou-a e depois de 40 dias, no deserto, voltou vitorioso "no poder do Esprito".

No encontrar um discurso Seu, acerca da dignidade do trabalho, mas se for  Bblia, encontrar que Ele trabalhou na oficina do carpinteiro, consagrando assim, 
para sempre, a dignidade do trabalho.

Leia toda a Sua biografia nos quatro evangelhos e pense: Tentou Ele, alguma vez, provar a existncia de Deus? No. Ele trouxe o Pai consigo. Ele viveu em comunho 
e dependncia do Seu Pai. Ele ensinou com o Seu exemplo que o maior argumento em favor do cristianismo somos ns, os prprios cristos.

Jesus no argumentou, como Scrates, sobre a imortalidade da alma. Saiu da teoria: ressuscitou os mortos. No discutiu nem fez discursos inflamados sobre os direitos 
das crianas: colocou-as no Seu colo e abenoou-as.

No escreveu volumes sobre a resposta de Deus s oraes humanas: passou algumas vezes a noite inteira em orao e, na manh seguinte, o poder do Seu Pai foi capaz 
de devolver a vida aos mortos.

V-mO-lo a descrever, de maneira admirvel, as belezas da amizade e a necessidade de simpatia que os homens devem ter uns com os outros? No, claro que no, mas 
vai encontr-lo- a chorar na sepultura do Seu amigo Lzaro.

Nenhum discurso feminista saiu dos Seus lbios, mas Ele tratou as mulheres com respeito infinito, e ao ressuscitar, foi a elas a quem primeiro Se apresentou.

No ensinou lies de humildade numa sala de aula; cingiu-Se com uma toalha e lavou os ps dos Seus discpulos.

 deste praticar que o cristianismo est a precisar. Cristianismo no  simplesmente teologia ou filosofia,  prtica,  vida,  viver uma experincia de amor com 
Cristo comunicando esse amor s pessoas atravs do seu testemunho, dos seus actos e da sua vida. Este tipo de cristianismo nunca pode ser o pio dos povos. Este 
tipo de cristianismo  a nica sada de que o nosso conturbado mundo precisa.

17 de agosto, Sbado?
Quem Tem Medo da Morte?

"Assim falou; e depois disse-lhes: Lzaro, o nosso amigo, dorme  vou despert-lo do sono. " Joo 11:11 
O voo prosseguia normalmente, como todos os dias. Os comissrios d bordo serviam rotineiramente o jantar quando, de repente, o avio coneara  a enfrentar uma turbulncia 
fora do comum. Todos ficaram nervosos e a maioria rezava ou fazia o sinal da cruz. Quando a turbulncia acabou as pessoas ficaram mais calmas, o meu companheiro 
acidental na viagem olhou para mim e disse: "Eu observei-o muito tranquilo, no tem medo de morrer?" "Se me perguntasse", respondi, "se eu quero morrer, a minha 
resposta seria no. Eu gosto de viver, mas ter medo da morte  outra histria.  Eu tenho esperana na ressurreio."

A Bblia regista uma histria que  muito conhecida. Na cidade de Betnia morava Lzaro e as suas irms, uma famlia que Jesus amava. Um dia Lzaro ficou doente 
e morreu. Dois dias depois Jesus disse aos Seus discpulos: "O nosso amigo Lzaro est a dormir, mas vou acord-lo."

"Senhor, se ele est a dormir, quer dizer que vai ficar bom", disseram eles. Porm, Jesus queria dizer que Lzaro estava morto. Joo 11:11,12. Compreendeu? Para 
Jesus a morte  comparada ao sono, com a nica diferena de que o corao no bate.

Para compreender melhor esse assunto, precisamos de recordar a Criao. "Ento do p da terra, o Deus eterno formou o ser humano. Ele soprou no seu nariz o flego 
de vida, e assim este ser se tornou num ser vivo."Gnesis
2:7. Biblicamente, s existe um ser vivo, quando a matria (p) se junta ao sopro da vida. O p, isolado do sopro de vida no tem a capacidade de sentir, pensar 
ou agir. O sopro de vida, separado do p tambm no sente, no pensa, nem faz coisa alguma. A conscincia s existe no ser humano e este s vive enquanto o p e 
o sopro de vida estiverem juntos." Eclesiastes 12: 7.
O que  que acontece quando o homem morre? "Ento o nosso corpo voltar ao p da terra de onde veio, e o nosso esprito [sopro de vida] voltar para Deus que o deu." 
Eclesiastes 12:7. E acrescenta: "Os mortos no sabem nada. Eles no vo receber mais nada e esto completamente esquecidos. Os seus amores, os seus dios, as suas 
paixes, tudo isto morreu com eles. Nunca mais tomaro parte naquilo que acontece neste mundo... no mundo dos mortos no se faz nada, ali no existe pensamento, 
conhecimento, nem sabedoria". Eclesiastes 9:5, 6, 10.  Quem tem medo da morte? Morrer todos morrem, mas ningum quer     morrer, sabe porqu? Porque o ser humano 
foi criado com vocao para a       , vida. Ele no foi criado para morrer. A morte  um intruso na experincia humana. Mas, a morte que  realmente morte, no  
esta que poderemos sofrer amanh. Isto  apenas um sono,  o repouso inconsciente at Jesus  regressar. Ento, sim, teremos que nos defrontar com o facto inevitvel 
de que s existem dois caminhos futuros.- a vida eterna e a morte eterna.         i E o nosso destino l, depender da nossa deciso aqui e agora.

18 de agosto, domingo
amigos Gostam de Conversar
 tu, quando orares, entra no teu aposento, e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que est em oculto; e teu Pai, que v secretamente, te recompensar." Mateus 6:6

A carta terminava assim: "Afinal de contas, parece mesmo que o meu caso no tem soluo. Sei que a orao me ajudaria a resolver o problema, mas no tenho vontade 
de orar. O pior de tudo  que, quando oro, digo tudo o que tinha para dizer em dois minutos. D a impresso de que a minha orao no passa do tecto."

J alguma vez sentiu algo parecido? A verdade  que, em todos estes anos a trabalhar com jovens, descobri que o problema do jovem no  o acto de no saber que precisa 
de orar. Todos sabem que  necessrio orar, e que a orao  o alimento da nova natureza. Todos sabem que o poder vem atravs da orao. A angstia do jovem est 
expressa na carta. Lida. que registamos acima: "Pastor, no tenho vontade de orar."

 preciso compreender, em primeiro lugar, em que consiste a orao. "Orar", disse Ellen White, " o acto de abrir o corao a Deus como a um amigo." Segundo esta 
declarao, orar no  mais do que conversar com um amigo. E os amigos gostam de conversar.  o que eles mais fazem. Se algum no tem vontade de conversar com o 
seu amigo, alguma coisa est mal. Alguma barreira foi criada. A amizade est abalada e a soluo no consiste em ler livros ou ouvir sermes que mostrem o dever 
de conversar com um amigo.  preciso que lhe ensinem como resolver o problema com o amigo. Ele precisa de ajuda para que a amizade torne a ser como antes. Uma vez 
que o problema tenha sido resolvido, o dilogo com o amigo vir espontaneamente.

Em segundo lugar,  necessrio saber que uma conversao, entre amigos, deve estar baseada na sinceridade. Num relacionamento de amigos verdadeiros no h lugar 
para fingimento ou hipocrisia. Cristo ama-nos e o que Ele espera no nosso relacionamento , acima de tudo, sinceridade. Foi isso que Ele disse no Sermo do Monte. 
"Quando orarem, no sejam como os fingidos... no fiquem recitando sempre a mesma orao."
."

Temos quase de cor uma orao para as manhs e outra para as noites. Sempre o mesmo assunto. Podemos estar sem a mnima vontade de orar, mas ajoelhamo-nos por disciplina 
e repetimos a orao do costume, que geralmente no dura mais de dois minutos. E, ao deitar, experimentamos a estranha sensao de que a nossa orao no passou 
do tecto.

Porque no encarar a orao como a maravilhosa experincia de conversar com Jesus Cristo, em lugar de a considerar como o dever de cada dia?

O dia em que descobrirmos a alegria de falar assim com Deus, teremos descoberto o segredo de uma vida poderosa. Isto  andar com Deus.

  19 de Agosto - Segunda-feira-

Existe Destino?

"Os olhos do Senhor esto em todo o lugar, contemplando os maus e os bons." Provrbios 15:3

Joaquim Gomes da Silva tomou a estrada de So Paulo para Curitiba depois de concluir todas as suas actividades. Mais ou menos em Itapecerica da Serra olhou para 
o relgio. Eram exactamente 20h02. Conduzindo com prudncia, na velocidade que a lei determina, deveria chegar a Curitiba por volta das duas da madrugada, mas como 
Joaquim tinha compromissos marcados para de manh cedo, desafiou-se a si mesmo: estaria em casa por volta da meia noite. Tinha um carro potente para conseguir o 
seu objectivo. Acelerou a fundo e comeou a deixar todos para trs. s vezes, tinha dificuldades para ultrapassar, por causa da longa fila de camies que ia  frente, 
mas, com um "pouquinho" de risco e muita coragem e habilidade ia devorando os quilmetros que o separavam da famlia.

Num posto de gasolina,  entrada de Jacupranga, Joaquim parou para ir  casa de banho. Uma pausa de 5 minutos. Quando estava para entrar no carro, lembrou-se de 
comprar rebuados. Voltou ao restaurante e demorou mais dois minutos. Olhou para o relgio: eram 22h25. Estava dentro do tempo previsto. Respirou fundo e entrou 
novamente na estrada.

Exactamente s 22h38,22 quilmetros mais adiante, aconteceu a tragdia. O Joaquim estava a forar uma ultrapassagem numa zona proibida, quando, de repente, viu diante 
de si um enorme camio. Tentou sair para a berma e o motorista do camio teve a mesma ideia. Tudo foi to rpido e to violento que Joaquim no viveu para contar 
a histria. A histria nasceu na minha cabea, mas  a cpia fiel da realidade nas vrias estradas do Brasil.

Agora algumas perguntas: O que teria acontecido se o Joaquim no tivesse parado no posto de Jacupiranga? Teria acontecido o acidente, se ele no tivesse perdido 
os dois minutos a comprar rebuados? E se o motorista do camio no tivesse entrado naquela curva, exactamente s 22h38? Existe destino ou decises erradas? Coincidncia 
ou fatalidade?

Como seria se, em lugar de pensar nos dois minutos perdidos na compra dos rebuados, pensssemos na imprudncia de andar a mais de 100 km por hora e fazer ultrapassagens 
perigosas? O Joaquim morreu porque estava escrito nos astros que teria que morrer, ou porque fez a deciso errada no momento e no lugar errado?  o ser humano um 
brinquedo na mo do destino ou um ser livre capaz de decidir o que est certo e o que no est? 

Se o nosso destino estivesse determinado pela posio dos astros, qual seria a participao humana no decorrer da vida? Ningum pode fugir nesta vida  sua responsabilidade. 
Deus fez o dia com 24 horas para todos os seres humanos. Ningum tem o dia com 25 horas. Ningum se pode esconder atrs do destino para explicar a falta de coragem 
ou a irresponsabilidade. No existe fatalismo. Existem oportunidades aproveitadas ou desperdiadas, existe liberdade. Nisto consiste a nossa semelhana com o Criador. 
20de agosto, tera-feira

239

A Tragdia Humana  Oportunidade Para Deus

"E os Seus discpulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?" Joo 9:2

Jesus e os Seus discpulos encontraram um cego no seu caminho. Era um homem condenado a uma vida de escurido e trevas. Naqueles tempos, o nico futuro para um cego 
era a vida de pedinte na rua, dependendo sempre da boa vontade das pessoas para poder viver. Hoje, a cincia evoluiu e nascer cego torna-se mais um desafio do que 
um problema. Existem advogados, msicos e catedrticos cegos. O sistema de leitura braille revolucionou o mundo escuro dos cegos, permitindo-lhes integrar-se quase 
que por completo na sociedade e na cultura. Mas nos dias de Jesus, a situao era completamente diferente. Um cego era um homem sem muitas perspectivas futuras, 
sem muita esperana, nem sonhos, nem planos de vida. Aquele pobre homem estava condenado apenas a sobreviver.

Enquanto Jesus via um homem a sofrer e enquanto o Seu corao era movido pela compaixo, os discpulos, por sua vez, observavam apenas um problema teolgico. "Quem 
pecou, este ou os seus pais, para que nascesse cego?". Aqui retrata-se pateticamente a diferena de atitude entre Cristo e o ser humano. Enquanto Jesus v no sofrimento 
humano uma oportunidade de servir, o homem v um assunto de discusso e anlise. Jesus est preocupado com o ser humano, enquanto o homem est mais preocupado com 
a filosofia da situao.

A resposta que Jesus deu aos Seus discpulos tem criado mal-estar a muita gente. "Nem ele pecou, nem os seus pais, mas foi para que nele se manifestem as obras de 
Deus." Quer dizer que Deus permitiu que uma pobre criana nascesse cega e vivesse condenada a um triste futuro s para ter a oportunidade de demonstrar o Seu poder?

Pensar assim seria atentar contra o carcter justo e misericordioso de Deus. Qual , ento, a explicao?

A palavra grega hina, que no versculo  traduzida por para que, indicando o propsito, pode tambm ser traduzida como a causa de. Existem outros versos, como Lucas 
9:45 e Galatas 5:17, onde isto acontece. Sendo assim, o que Jesus est a dizer aos Seus discpulos : "Nem este pecou, nem os seus pais, mas j que esta situao 
existe, as obras de Deus realizar-se-o." Compreendeu? Deus no  originador de nada mau neste mundo. Tudo o que  mau provm do inimigo de Deus. A dor, o sofrimento 
e a morte vm do pai da mentira, mas Deus pode tomar o nosso ferimento e transform-lo em alegria. Aquilo que o diabo acha que poder ser o fim do homem, Deus pelo 
Seu poder pode transformar num espectculo de bno para o Universo inteiro.

Faamos deste dia um dia de companheirismo maravilhoso com Jesus, sabendo que s poderemos v-lo no momento da dificuldade, se aprendermos a conviver com Ele nos 
tempos de paz.

21 de agosto -quarta-feira
J Deixmos Babilnia?
241   
 e ouvi outra voz do cu, que dizia: Sai dela, povo Meu, para no seres
participante dos seus pecados, e para que no incorras nas suas pragas. "Apocalipse 18:4

No captulo 18 de Apocalipse encontramos o quarto anjo, simbolizando o novo poder que o Esprito Santo dar  Sua igreja na chuva serdia, para terminar a Misso 
que Deus incumbiu ao Seu povo.

Nos versculos 2 e 3 est descrito o triste destino de Babilnia, que simboliza o poder religioso que contaminou com o seu vinho (doutrina) a todos os reis da Terra. 
A ordem divina do verso 4  "sai dela povo Meu". Ns acreditamos que o povo adventista nasceu profeticamente a partir do desapontamento de 1844, para dar a ltima 
advertncia ao mundo e preparar os homens para o encontro com Jesus. Cremos firmemente que, como igreja, devemos sair da confuso doutrinal de Babilnia e que devemos 
ter muito cuidado para no nos contaminarmos com o seu "vinho", A pergunta para meditao  a seguinte: Ser possvel que algum saia de Babilnia e venha reunir-se 
ao povo de Deus trazendo um pouco do vinho contaminador daquela grande cidade?

Dentre as muitas coisas que faziam de Babilnia um povo pago, estava a sua confiana exagerada no seu poderio militar. Eles no temiam, porque confiavam nas suas 
foras. O versculo 7 descreve o orgulho desta cidade. "Estou sentada como rainha, e no sou viva, e de modo algum verei o pranto." O principal elemento do vinho 
de Babilnia era a sua confiana prpria. A adorao aos seus deuses no era para expressar dependncia deles, mas apenas para "sentir-se bem". Tanto assim que misturavam 
os seus cultos com festanas e orgias de diferentes tipos.

Sair de Babilnia hoje, no significa apenas sair do grupo religioso que biblicamente bebe sem medida o seu prprio vinho. Qualquer cristo que hoje no vive uma 
vida de comunho diria com Jesus, qualquer cristo que no corre para Ele para apoiar o seu brao fraco no poderoso brao do Senhor, est a dizer com a sua atitude 
que confia nas suas    | prprias foras para viver uma vida de obedincia aos requisitos divinos,      Isto  continuar a beber e a manter no corao o vinho de 
Babilnia.

No se trata do que eu acredito, mas do que eu vivo. Teoricamente a     | minha doutrina pode ser autenticamente bblica e, na vida prtica, as minhas aces podem 
estar completamente encharcadas do vinho de Babilnia. Na mensagem a Laodiceia, o Senhor descreve o perigo que corre o Seu povo.- "Sou rico e no preciso de coisa 
alguma." O perigo  depositar a confiana na vontade prpria, esquecendo que ela s  confivel quando est santificada, e isto s pode acontecer quando existe uma 
vida de comunho diria com Jesus.

22 de agosto, quinta-feira
Como Vencer a Inveja

"Ningum busque o proveito prprio, antes, cada um o que  de outrem. "

I Corntios 10:24

Ao chegar da escola, a pequenita entrou a correr na cozinha, agitando uma folha de papel na mo. "Olha esta borboleta,  a mais linda do mundo e  para ti." Enquanto 
a me terminava o almoo, a garota no parava de falar um minuto e queria que a me visse a borboleta. A senhora enxugou as mos num pano e baixou-se para observar 
o desenho: "Est linda", admitiu, mais para satisfazer a filhinha do que para expressar realmente o que sentia. "Onde aprendeste a desenhar assim?"

"No fui eu, me, foi a minha colega. Ela  a melhor desenhadora do mundo. Pedi-lhe para fazer uma borboleta para ti." Tendo dito isso, a menina saiu para o ptio 
para brincar, deixando a me sem saber o que dizer nem como reagir.

Alguma vez j pensou na razo por que Jesus disse que se no formos como crianas no entraremos no reino dos Cus? As crianas so puras na sua maneira de agir. 
Seramos ns capazes de nos alegrarmos com o sucesso dos outros? A minha pergunta : "Como deveramos reagir diante do sucesso dos outros?" Todos sabemos perfeitamente 
qual deveria ser a resposta correcta. Todos sabemos o que Jesus ensinou. Todos sabemos como  que o cristo deve agir. Mas a pergunta  se devido ao que conheo 
na teoria, sou capaz de me alegrar com o sucesso das outras pessoas.

A inveja, popularmente chamada "dor de cotovelo", tem a propriedade de deformar a realidade, o poder de envenenar a alma. O ser humano, levado pelo cime, passa 
a ver coisas que no existem e, paulatinamente, comea a acreditar naquilo que imagina. L no fundo do ser, sabe que esse sentimento est errado. Ento, para justificar 
o sentimento que no consegue tirar do corao, geralmente passa a acusar.

Tem Deus o remdio para este tipo de mal? Claro que tem, e a resposta : Cristo.  medida que O contemplarmos diariamente,  medida que meditarmos nos traos maravilhosos 
do Seu carcter e convivermos com Ele, permitindo que o Seu Esprito habite em ns, controlando voluntariamente as nossas decises e santificando a nossa vontade 
pecaminosa, veremos, de maneira quase imperceptvel, cada dia o Seu carcter reproduzir-se na nossa vida.

Comearemos a sentir como Ele, a pensar e tambm a agir como Jesus agiria diante das diferentes circunstncias da vida.

Faamos deste dia, um dia de comunho com Jesus. Partamos para as lutas da vida com a certeza de que Jesus no ficou em casa, mas  uma presena real e pessoal ao 
longo de todas as circunstncias que este dia nos possa apresentar.


23 de Agosto - Sexta-feira

Est a Chegar o "ltimo Tempo"

"Que, mediante a f, estais guardados, na virtude de Deus, para a salvao, j prestes para se revelar no ltimo tempo. " I Pedro 1:5

Feliz Natal! Esse era o ttulo de uma histria triste para crianas que ouvi h muito tempo atrs. A histria relata a expectativa de um rapaz de
6 anos. Sonhava ter um pnei. Fechava os olhos e imaginava-se a cavalgar no seu cavalinho. Quando chegou a poca do Natal, ele colocou papeizinhos com o seu desejo 
escrito, por todos os cantos da casa, a fim de que os seus pais conhecessem o seu pedido. Na sua imaginao j tinha o lugar onde o cavalinho iria dormir e at a 
relva que iria comer. Finalmente, chegou o dia 24 de Dezembro. Naquela noite o pequenito quase no dormiu. Nos anos anteriores o seu pedido tinha sido sempre atendido. 
Tinha a certeza de que desta vez ele teria o seu querido e desejado pnei. Quando acordou na manh do Natal, ele e a sua irm procuraram os seus presentes. Havia 
uma linda boneca para ela, mas para ele no havia nada. Olhou para todos os lados: nada! Ficou triste, depois frustrado e mais tarde zangado. Depois do pequeno almoo, 
que quase nem tomou, sentou-se na escada com o rosto entre as mos e com a vista perdida no horizonte. Tinha esperado tanto, para qu? Dias e dias de sonho para, 
de repente, descobrir que tudo no passara de uma iluso.

Enquanto ficava ali, perdido entre os seus pensamentos, viu a andar pela rua um homem grande a cavalgar um pnei. Parecia grande demais para aquele cavalinho porque 
os ps do homem quase tocavam o cho. Para sua surpresa, o homem parou em frente  casa dele e perguntou: " aqui que mora o Joo?" Esse era o seu nome, ele era 
o Joo e o homem contou que tinha tido dificuldades para chegar a tempo e que aquele pnei era para Joo. O rapaz quase no podia acreditar. Agora as lgrimas de 
tristeza transformaram-se em lgrimas de alegria. Mas o que ele no viu foi as lgrimas do pai. Durante o tempo em que o filho sofreu sentindo-se frustrado, o pai 
olhava pela janela, porque ele sabia que o pnei chegaria.

J se passaram quase vinte sculos desde que Cristo disse.- "Voltarei." As profecias bblicas apontam para os nossos dias como o tempo do aparecimento de Jesus em 
glria e majestade. Olhamos para a figueira e notamos que as folhas j esto a nascer. Est na hora de Cristo aparecer, mas, aparentemente, no acontece nada. Ser, 
porventura, que algum se sente triste, frustrado e cansado de esperar? Poderamos, alguma vez, ter a ideia de que Jesus Se esqueceu de ns? Se assim for, olhemos 
com os olhos da f e ento, perto de ns, veremos as lgrimas do Pai, dizendo; "Filho, Eu no Me esqueci de ti, espera um pouco mais." !

Uma vida de permanente comunho com Cristo  o nico meio de aguardar: a volta de Cristo sem desesperar, porque, enquanto Ele no aparece visivelmente, e no podemos 
v-lo face a face atravs da comunho diria, podemos sentiro Seu companheirismo e a Sua constante proteco na nossa vida. Que Deus o abenoe neste novo dia de 
espera pela volta de Jesus. 

24de Agosto - Sbado

243

12

Mais Valioso do que o Ouro

'para que a prova da vossa  f, muito mais preciosa do que o ouro, que nerece e  provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glria, na revelao de Jesus 
Cristo." I Pedro l: 7

A sndrome do verme  algo terrvel, que destri muita gente. Existem na Bblia alguns versos, como o Salmo 22:6: "Eu sou verme e no homem", elsaas 41:14: "No 
temas,  vermezinho de Jac", que algumas pessoas usam para provar que o homem no vale nada e para justificar a auto imagem cqmpletamente negativa que carregam 
na vida.

 verdade que, quando o ser humano se separou de Deus e caiu no pecado, tornou-se egosta e dominado pela natureza pecaminosa.  tambm verdade que, enquanto o ser 
humano no compreender que com essa natureza pecaminosa  impossvel amar Deus, nunca reconhecer a necessidade de um Salvador. O Esprito de Profecia diz: "O verdadeiro 
amor por Jesus jamais habitar no corao daquele que abriga a justia prpria. Enquanto no virmos as nossas prprias falhas, no veremos a beleza do carcter de 
Jesus. Quando nos tomarmos conscientes da nossa prpria pecaminosidade, s ento apreciaremos o Mestre. Quanto mais humilde for a opinio que tivermos de ns mesmos, 
mais claramente veremos o carcter imaculado de Jesus... Se no virmos o agudo contraste que existe entre Cristo e ns mesmos,  porque no nos conhecemos. Aquele 
que no se aborrece a si mesmo, no pode compreender o significado da redeno." Review and Herald,
25 de Setembro, 1900. Como cristos devemos ter o conceito equilibrado do nosso valor, que somente Jesus  capaz de colocar no fundo do nosso ser. No existe nenhum 
bem em ns. Somos criaturas dependentes de Deus, a nossa natureza pecaminosa  egosta e m e s procura os seus prprios interesses, mas assim mesmo, somos o objecto 
de maior valor que Deus tem neste mundo. Se assim no fosse no teria enviado o Seu Filho Unignito para dar a Sua vida e morrer como um marginal na cruz do Calvrio. 
O versculo de hoje apresenta um contraste entre os valores humanos e os valores divinos. Para o homem no existe neste mundo nada que seja mais valioso do que o 
ouro. Os homens so capazes de tudo para conseguir um pouco de ouro, mas Deus diz, atravs de Pedro, que a f dos Seus filhos  mais preciosa do que o ouro. No 
existe nada mais valioso para Deus do que o ser humano. Quando este, reconhecendo que no tem valor em si cai arrependido aos ps de Cristo e, pela comunho diria 
com Cristo, aprende a depositar n'Ele toda a sua confiana, essa f  motivo de orgulho santo do Pai diante do Universo.

Quando, por algum motivo desta vida, se sentir tentado a pensar que no vale nada e no merece nada, por favor, levante os olhos para a cruz de Cristo e responda 
ao inimigo dizendo: "Pode ser que sozinho eu no seja nada, mas Jesus morreu por mim. Eu acredito no Seu amor e agora sou um prncipe e herdeiro do trono."

25 de agosto, domingo
"Quem deu crdito  nossa pregao? E a quem se manifestou o brao do Senhor?" Isaas 53: i

Na noite de 29 de Maro, Floro Vasquez, que vivia na zona de Josefina rea rural de Cuenca, Equador, ouviu um rudo infernal e viu que as guas subiam com uma rapidez 
violenta. A sua esposa no estava em casa,

Floro Vasquez viu, desesperado, a sua casa ser absorvida pelas guas. Retirou dois dos seus cinco filhos que dormiam e subiu a uma rvore. "Dali, observei impotente 
como a minha casa era totalmente coberta pela torrente. Pensava nos meus outros filhos, mas no podia fazer nada. No meio de desespero e tristeza resisti numa posio 
muito incmoda at de madrugada. Depois, no consegui suportar mais e perdi os sentidos. Quando acordei, os meus filhos j no estavam comigo; tinham desaparecido 
das minhas mos para sempre."

Na manh seguinte Floro foi apanhado pelos bombeiros e percebeu toda a dimenso da sua tragdia. Estava s. Todos os seus filhos tinham morrido entre as centenas 
de pessoas levadas pelas guas que arrasavam o morro "Tamuga" e que se tornou na maior tragdia que o Equador viveu nesse ano. O interessante  que os moradores, 
depois da tragdia e ao iniciarem os trabalhos de reconstruo colocaram,  beira da estrada, um enorme cartaz com um versculo bblico.- "Quando passares pelas 
guas, Eu serei contigo, quando pelos rios, eles no te submergiro; quando passares pelo fogo, no te queimars, nem a chama arder em ti." Isaas 43:2.  comovente 
ver este povo a trabalhar para sair do nada. Perderam tudo. Salvaram apenas o mais precioso que o ser humano possui: a vida. As guas enlouquecidas, trazendo lodo 
e pedra, levaram casas, mulheres, crianas e ancios e eles tm a f suficiente para crer que "quando passares pelas guas, Eu serei contigo e pelos rios eles no 
te submergiro"!

Um jornalista perguntou a um dos moradores porque colocaram este verso, se j tudo estava submerso. Ele respondeu, com simplicidade, que as guas no tinham levado 
as esperanas, nem os sonhos, nem o futuro. A minha visita ao Equador foi proveitosa porque fui testemunha de tudo o que estou a descrever. A f herica daquele 
povo emocionou-me. A promessa de Deus, para eles, no tinha valor somente antes da tragdia. Tinham vivido o maior pesadelo das suas vidas e a promessa divina continuava 
de p para eles.

Alguma vez confiou em Deus e teve a impresso de que Deus falhou? O que foi que aconteceu ento? Continuou a confiar ou pensou que tudo no passava de demagogia 
divina? As promessas de Deus nunca falham, elas podem demorar, podem at dar a impresso de que no se cumpriram mas esto sempre de p e so vlidas para os que 
so capazes de ver alm do visvel. 

26 deagosto - Segunda-feira

245

No Tenha Medo

no amor no h temor; antes, o perfeito amor lana fora o temor, porque o temor tem consigo a pena, e o que teme no  perfeito em amor."i Joo 4:18

O Dr. Dubois, mdico francs que ajudou o exrcito do seu pas durante aguerra, relata a experincia de um prisioneiro condenado  morte. Vendaramlhe os olhos e 
disseram-lhe que a artria do brao lhe seria cortada e um grupo de mdicos observaria quanto tempo ele levaria para morrer.

Fizeram um torniquete no brao do soldado, passaram-lhe uma navalha pela pele tendo o cuidado de no o ferir e com uma mangueira diminuta, deixaram escorrer gua 
devagar, gota a gota num balde colocado em baixo.

Entretanto, os mdicos comentavam, em voz alta, acerca dos sintomas que "observavam". Falavam sobre a fraqueza do pulso e sobre a palidez do rosto.

O Dr. Dubois relata que o prisioneiro acreditou tanto no que os mdicos diziam, que o seu sistema nervoso foi afectado a ponto de lhe paralisar o corao. A ansiedade 
e o medo conseguiram mat-lo.

Este pode ser um caso extremo do que o medo pode fazer na vida de uma pessoa, mas existem milhares de mortos vivos por causa do medo, andando pelas ruas. So pessoas 
que no conseguem construir nada, paralisadas pelo medo, pelo temor e a ansiedade. No crescem, no se desenvolvem, no sonham, no constrem, simplesmente vegetam.

Quando o medo e a ansiedade tomam conta de uma vida, tornam-na improdutiva.

O Senhor Jesus relatou, certa vez, uma parbola que tem a ver com a produtividade.  a parbola dos talentos. Nela um dos homens respondeu ao seu mestre: "Tive medo, 
e escondi o teu talento na terra."

O fim desta triste vida, foi um buraco na terra. Existe muita gente neste mundo que no faz outra coisa seno "buracos na terra". Porque no constrem alguma coisa? 
O medo e a ansiedade paralisam-nos e tornam-nos improdutivos.

O que fazer se temores ocultos e ansiedades ntimas perturbam a sua vida? Primeiro deixe aflorar os seus medos; no fuja deles; encare-os, reconhea-os e aceite-os.

Depois de ter conscincia deles, coloque os seus olhos em Deus e pergunte a si mesmo: "Se o pior que pode ter acontecido com Jesus (morte na cruz), se transformou 
em algo to maravilhoso como a minha salvao, porque no posso tambm, transformar o medo e a ansiedade em algo cheio de significado como o desejo de lutar e vencer?"

Viva hoje. Segure o brao poderoso do Pai e caminhe sem temor. O medo e a ansiedade podem perturbar algum que no descobriu o amor maravilhoso de Jesus, nunca aqueles 
que confiam no Deus todo poderoso.

246

27 de agosto, tera-feira
No Orar, Pode Ser Pecado?

247 a quele, pois, que sabe fazer o bem, e o no faz, comete pecado."

Tiago 4:17

Alguma vez passou pela sua mente o facto de que no orar pode ser um acto pecaminoso? o texto de hoje confronta-nos com uma realidade que no podemos negar. Se passarmos 
pela vida apenas preocupados em no fazer coisas erradas, e no permitimos que o Esprito de Deus nos leve a praticar as coisas certas, estamos a correr um perigo 
terrvel na vida espiritual.

J me perguntei que poder tinha Pedro para dizer,  porta do templo, ao paraltico: "Levanta-te e anda". Onde est o poder prometido por Jesus  Sua igreja? Porque 
continuamos ainda a falar do poder como de algo que vir no futuro? Onde est o nosso grande problema?

Uma vida crist,sem orao, estar sempre destituda de poder. A nossa vida sem orao  talvez o grande pecado que impede que o mundo conhea Jesus. A humanidade 
espera muito dos chamados cristos e ns no temos nada para lhe oferecer, a no ser reunies sem vida, montonas e que no esto a responder aos anseios do corao 
humano.

O que fazer para ter uma vida de orao? Temos que separar tempo para faz-lo. Este assunto de tempo para orar  como o dzimo. Se esperar que odinheiro sobeje para 
devolver o santo dzimo a Deus, certamente nunca o far. E se estiver  espera que sobeje tempo para orar, ento, nunca ser um homem de orao.

O primeiro passo para sermos homens de orao  determinar uma hora para faz-lo. Escolha a hora que for melhor dentro do seu programa de trabalho, mas anote-a na 
sua agenda. Essa hora  para o seu encontro com Deus, o Rei dos reis, Criador do Universo. Se se esforar para cumprir os seus compromissos com seres humanos, no 
permita que nada se interponha no seu compromisso com Deus. }

Talvez possa estar a pensar.-Pastor, o senhor no conhece o meu intens programa de vida. Eu sou um homem muito ocupado. Bom, Martinho Lutero costumava dizer quando 
o seu dia de trabalho estava muito sobrecarregado: "Estou to ocupado hoje, que preciso de passar trs horas em orao. porque no tenta? Ver que d certo. Se aconteceu 
na vida de Jesus, de Moiss, de Enoque e de tantos outros vitoriosos, porque no na sua? No adie o plano para amanh. Sabe que "amanh"  a palavra predilecta do 
inimigo? O amanh est sempre a impedir que oremos hoje. O inimigo tem razo._No podemos conden-lo por isso. Afinal, ele sabe que se todos os cristos se ajoelhassem 
e conversassem com Deus uma hora por    ,  dia, ele estaria perdido. Portanto, o seu trabalho  fazer com que o cristo    ;  continue sempre a adiar os seus planos 
de orao. ; 

Que Deus nos ajude a compreender hoje que, uma vida sem orao        uma vida de pecado e nos d foras para ir a Ele. ! ''

29 de agosto, quinta-feira
A Espera Silenciosa

" minha alma, espera somente em Deus, porque d'Ele vem a minha esperana." Salmo 62:5

O texto desta manh fala-nos da "espera silenciosa". Num mundo agitado como o nosso, aprendemos, desde crianas, a correr e correr sem ter tempo para ficar a ss 
e muito menos para ficar a ss com Deus.

A comunho com Cristo no consiste apenas em orar, estudar a Bblia e testificar.  preciso "esperar silenciosamente em Deus". Porque no ficar alguns minutos em 
silncio, meditando no amor de Deus, na Sua grandeza e misericrdia e a louvar o Seu nome, sem palavras?

Na prxima vez que separar tempo para comunho com Deus (pode ser hoje) pratique a meditao. Enquanto permanecer na presena de Deus sentir que o Esprito Santo 
comea a operar suavemente no seu corao. Ele dar-lhe- a certeza de estar na presena do Deus todo poderoso, embora no esteja a sentir nada. Ele o encher com 
uma sensao de paz, fora e poder. O amor de Deus aquecer o seu corao afastando a tristeza, o desnimo e as preocupaes por alguma provao que possa ter diante 
de si.

Ento, o seu corao ficar cheio de louvor e alegria, e sentir vontade de cantar e agradecer as bnos que os seus olhos ainda no viram, mas que o seu corao 
j tem a certeza de ter recebido. Nenhuma ordem bblica se repete to frequentemente, na Bblia, como a de louvar o nome de Deus, mas no existe louvor sem meditao. 
 na meditao, no silncio, que a alma se encontra com Deus e se deleita nas verdades eternas.

Com frequncia fazemos da orao um discurso a Deus. Existe pouco dilogo. Algum disse que, para cada corao que diz: "Fala, Senhor que o Teu servo ouve", h dez 
dizendo: "Ouve, Senhor, que o Teu servo fala". J percebeu que temos tantas coisas importantes que dizer a Deus, que raramente sobeja tempo para tentar ouvir a Sua 
voz?

Vivemos num mundo engarrafado pela comunicao. Todos querem ser ouvidos e poucas vezes se presta ateno ao que os outros esto a dizer. O facto de Deus nos ter 
dado dois ouvidos e uma lngua, no querer dizer de alguma forma que devemos ouvir o dobro do que falamos?

Como  que posso ouvir Deus? Devo sentir a Sua voz no meio do quarto? Provavelmente no. Mas se depois de ler a Bblia e orar, separamos  tempo para meditar em silncio, 
o Esprito Santo despertar convices  profundas no nosso corao. Ele despertar os nossos pensamentos, far  com que as verdades que passaram despercebidas na 
leitura da Bblia,
  adquiram, de repente, vida e significado para as circunstncias que estamos a enfrentar.

Ouvir interiormente  um dom dado por Deus a todos os Seus filhos e como todo o dom, precisa de ser desenvolvido e requer experincia. Precisamos de comear hoje, 
dizendo por exemplo: "Senhor, o que tens para me dizer hoje?" Ento fique quieto, em silncio. Ele sabe que o nosso corao est receptivo. Com certeza voc ficar 
maravilhado com as coisas que o Pai tem reservadas para si.


248

30 de agosto, sexta-feira

Mais do Que Sabedoria Humana

"Para que a vossa f no se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus. " I Corntios 2:5

A nossa misso no consiste apenas em apresentar diante dos homens Deus como ideia de alguma filosofia, ou o grande arquitecto ou o grande mestre de qualquer cdigo 
de tica ou de moral; a nossa misso  apresentar o "Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo", Aquele que estava "em Cristo reconciliando consigo o mundo".

Se pararmos para meditar um pouco, veremos que se limitamos o evangelho apenas a "crenas" e opinies humanas, e tentarmos explicar filosoficamente o porqu da rebeldia 
e da tragdia do homem, cairemos num desconcertante relativismo intelectual, porque a verdade, desligada de Deus como experincia ntima e pessoal  sempre engano, 
iluso e falsidade. O que  a verdade? Deus  a verdade e fora d'Ele, nada existe que seja real e concreto.

 por isto que a f, como simples assentimento intelectual, como simples "entender as coisas", como simples satisfao da razo,  uma f incompleta. Pode ser til 
na experincia como o ponto inicial do companheirismo com Deus, mas tem que avanar do conhecido ao desconhecido, do que compreende e aceita intelectualmente para 
o que no entende, mas aceita porque confia na pessoa que inspira essa confiana, a saber, Jesus, o Autor e Consumador da nossa f.

Est a aceitar Jesus? No tente entender tudo, no perca tempo era pontos e vrgulas, no desperdice energia em querer compreender "porque Deus criou o ser humano 
quando na Sua prescincia sabia que o homem ia pecar"; no crie barreiras ao pensar que Deus  injusto porque nascem crianas deformadas e existe fome na Terra.

De repente, as mltiplas perguntas que povoam a sua mente e criam confuso no so outra coisa seno o grito do corao a clamar por segurana, paz e perdo. J 
pensou na possibilidade de que o seu grande problema no seja compreender, mas ser compreendido, no seja aceitar, mas ser aceite por Jesus?

Conheci, ao longo do meu ministrio, pessoas intelectuais que faziam perguntas e  mais perguntas. Enquanto eu tentava satisfazer as suas inquietaes intelectuais 
as perguntas pareciam que nunca acabavam. Um dia, descobri que devia levar as pessoas a apoiarem a sua f "no na sabedoria de homens, mas no poder de Deus"; e as 
perguntas acabaram, e as pessoas encontraram e aceitaram Jesus.

No posso esquecer o caso daquele europeu que acompanhou a sua esposa a uma das grandes campanhas de evangelismo. Ficou ali, atento, entre as pessoas. Ao voltar 
para casa, disse para a sua esposa: "No volto mais, esse homem no sabe nada,  muito superficial, s fala de Jesus." Mas na noite seguinte voltou, e voltou tambm 
na outra e finalmente conheci-o, no ano de 1992, j baptizado na igreja.

Ele compreendeu que no era de uma maravilhosa exposio teolgica, que estava a precisar. Descobriu Jesus e hoje  feliz.

30 de Agosto - Sexta-feira

249

Temos um Deus Impaciente?

"Ofim de toda carne  vindo perante a minhaface; porque a Terra est cheia de violncia; e eis que os desfarei com a Terra." Gnesis 6:13

O Brasil ficou chocado com a notcia do assassinato da actriz Daniella perez. Violncia, sangue, sadismo, hipocrisia, falsidade e cinismo. Uma verdadeira mistura 
de sentimentos e manifestaes prprias da perverso humana.

 muito fcil para ns que no estamos envolvidos na situao, colocarmo-nos confortavelmente diante do noticirio da TV e condenar vtimas ou assassinos. Deus na 
Sua infinita misericrdia, porm, olha com amor para todas estas pessoas e o Seu corao sangra, porque no foi para isto que o ser humano foi criado.

"Escolhe pois a vida, para que vivas tu e a tua descendncia." "No quero a morte do mpio", repete o Senhor muitas vezes. A morte  um elemento estranho na experincia 
humana; o homem no foi criado para morrer.

Mas quando hoje assistimos a alguns noticirios ou lemos os jornais especializados em violncia, perguntamo-nos; at quando e at onde ir a loucura do homem?

O versculo de hoje regista um incidente triste na histria humana. O homem tinha-se afastado muito de Deus, tinha tirado da sua experincia tudo o que tivesse que 
ver com valores espirituais, vivia em funo dos seus sentidos e satisfazendo os apetites da carne, e o "seu pensamento era contnuo para o mal". Deus ento disse: 
"O fim de toda carne  vindo perante a minha face; porque a Terra est cheia de violncia; e eis que os desfarei com a Terra.".

Aparentemente, o verso de hoje mostra um Deus cansado de esperar, um Deus cuja pacincia se esgotou e est disposto a castigar e acabar com a raa humana. Mas o 
amor de Deus nunca se esgota, a Sua misericrdia  infinita, Ele espera sempre com os braos abertos a volta do homem. Porqu, ento, a violncia d a impresso 
de O irritar a ponto de pr fim a tudo?

Quando o homem perde de vista Deus na sua vida, quando se afasta da fonte da vida e perde-se no mundo da violncia e perversidade, a pobre criatura corre o perigo 
de chegar a um ponto sem retorno. No  Deus que Se cansa de esperar,  o homem que chega sozinho ao ponto de onde no pode voltar.

O que resta ao homem que tirou Deus da sua vida para sempre? O que aconteceu com a actriz Daniella Perez ou a violncia com que as mulheres muulmanas, magras e 
famintas, so violadas pelos soldados srvios, no  nada, comparado com a situao  qual o homem pode chegar sem Deus. Nestas circunstncias  melhor para a criatura 
que, ao separar-se do Criador, j no tenha vida, deixe de existir para o seu prprio bem.

No podemos pensar em Deus como um pai nervoso que perde a pacincia e sai para matar. Gosto de v-lo como o meu Pai amante, pronto a perdoar, a olhar sempre para 
mim com amor, dizendo: "Filho, vem a Mim enquanto podes, pois Eu amo-te." Que Deus o ajude a decidir sabiamente, porque hoje  um dia de boa nova, hoje  ainda um 
dia da salvao.



31 de Agosto - sbado

O Senhor  a Nossa Confiana

"Bem aventurado o homem que pe no Senhor a sua confiana, e no respeita os soberbos nem os que se desviam para a mentira, " Salmo 40.-4

O Emlio era um cristo sincero e muito missionrio. Nunca participava publicamente de uma actividade. No sabia cantar, nem falar em pblico, mas sabia ser amigo 
e procurar os pecadores para os trazer aos ps de Jesus. Era um homem querido porque estava sempre pronto a auxiliar as pessoas. Podia pedir-lhe um favor a qualquer 
hora do dia e, com certeza, ele estaria pronto a faz-lo. Sentia-me feliz por ser o pastor do Emlio. Ele no dava problemas. Ao contrrio, ajudava-me a resolver 
os problemas dos outros.

O tempo separou-nos. Eu deixei de ser o pastor daquela igreja e passei anos sem v-lo. Um dia, encontrei um membro daquela igreja e, com alegria, perguntei por um 
e por outro. Ao mencionar o nome de Emlio, a alegria desapareceu do rosto do irmo.

- Ele est fora da igreja - disse triste. - Ele j no est connosco.

- Deve ser engano, eu conheo o Emlio, ele no deixaria a igreja por nada-repliquei.

- Ah, pastor - disse o irmo - ns no conhecemos ningum nesta vida. O Emlio no s est fora, como , hoje, um inimigo desta igreja. Ataca, critica e tenta levar 
outros irmos com ele.

Um dia o Emlio deixou de confiar em Jesus. Comeou a olhar para os homens. Apareceu por ali um grupo de homens que pensava que a igreja devia tornar-se numa igreja 
nacional, que devamos expulsar todos os pastores estrangeiros. Vieram e trouxeram fel nos lbios, as suas lnguas eram picantes como a lngua das serpentes e o 
bom irmo Emlio cometeu a asneira de atentar para os soberbos e deixou-se levar pelos "que se desviam para a mentira".

Quando, meses depois, pude visitar o Emlio, ele no era, nem sequer, um cristo. Tinha voltado para a sua antiga vida e conforme o escrito bblico, estava "sete 
vezes pior".

A nica segurana que os seres humanos tm est em Cristo! O verso de hoje diz.- "Bem aventurado o homem que pe no Senhor a sua confiana."

Homens "soberbos e que se desviam para a mentira", no faltaro nunca no caminho. Pessoas que vivem com o dedo em riste a apontar os erros. Gente incapaz deveras 
coisas boas e que s tm olhos para os defeitos. Gente que vai semeando com astcia as suas prprias ideias, doutrinas     novas e fascinantes, datas para tal evento 
escatolgico e quase sempre a tentar tir-lo da comunho dos filhos de Deus para formar parte de "um     ! novo remanescente".

"Bem aventurado aquele que faz do Senhor a sua confiana", diz o
salmista. Mas como confiar em Deus nos dias turbulentos, se no apren- demos a confiar n'Ele quando as guas esto calmas? 

Faa deste, mais um dia de companheirismo com Jesus! !
       

1 de Setembro - Domingo

251

No Temas, Nem Desanimes

"Naquele dia se dir a Jerusalm: No temas,  Sio, no se enfraqueam as tuas mos. O Senhor, teu Deus, est no meio de ti, poderoso para te salvar; ele se deleitar 
em ti, com alegria; calar-se- por seu amor, regozijar-se- em ti, com jbilo." Sofonias 3:16 e 17

Parecia difcil encontrar as palavras necessrias para reanimar aquele amigo. A queda tinha sido dura. Estava ferido e tinha a sensao de que a salvao estava 
cada vez mais distante dele. Alguma vez j se sentiu assim? Ento medite no versculo de hoje: "No temas,  Sio, no se enfraqueam as tuas mos", e no versculo 
17o profeta tenta descrever a festa musical l nos Cus quando, finalmente, a luta chegar ao fim. "Ele Se deleitar em ti com alegria, regozijar-se- em ti com jbilo."

Ellen White teve tambm uma viso desse quadro maravilhoso. "Ento vi Jesus a conduzir a hoste de remidos para o portal da cidade. Tocou no portal, f-lo girar sobre 
os seus reluzentes gonzos e ordenou s naes que tinham observado a verdade, que entrassem. Na cidade havia de tudo para deleitar a vista. Em toda a parte contemplavam 
abundante glria. Jesus olhou para os Seus santos redimidos [imagine-se entre eles]; os seus semblantes estavam radiantes de glria; fixou neles o olhar amorvel, 
disse com voz melodiosa e musical: contemplo o trabalho da Minha alma e estou satisfeito. Esta opulenta glria  vossa para a gozarem eternamente. As vossas aflies 
terminariam.... Vi a hoste redimida curvar-se e lanar as suas brilhantes coroas aos ps de Jesus e, quando a Sua graciosa mo se ergueu, tocaram as harpas de ouro 
e encheram todo o Cu com a esplndida msica, e com cnticos ao Cordeiro.

"Ao surgir a cena diante de mim, fico absorta em estupefaco; arrebatada com o insupervel esplendor e a excelente glria, deponho a pena e exclamo: Oh, que amor! 
Que maravilhoso amor! A mais exaltada linguagem no pode descrever a glria do Cu, nem as incomparveis profundezas do amor de um Salvador." Spiritual Gifts, vol. 
1, pgs. 209-211

Embora muitas vezes sejamos atingidos pelo dardo do inimigo, no estamos derrotados nem rejeitados. Podemos estender a fraca mo e segurar o brao poderoso do Pai.

Historicamente, Sio estava acabada. O inimigo tinha dominado completamente a situao, mas a promessa divina : "No temas,  Sio, nem desanimes."

Se, por algum motivo, se sente desanimado, pensando que no merece a salvao, por favor, deixe de olhar para si e fixe os olhos em Cristo. A Sua promessa esta manh 
: "Filho, participars daquela grande reunio. Eu Me regozijarei em ti com jbilo, no por causa dos teus mritos, mas porque te amo. O que precisas de fazer hoje 
 vir aos Meus braos de amor e ficar comigo."

252
 2 de Setembro - Segunda-feira

Avanar Pela F

"Assim fala o Senhor dos Exrcitos: Este povo diz: No veio ainda o tempo, o tempo em que a casa do Senhor deve ser edificada." Ageu i -2

Participei de uma reunio na qual se discutia se a igreja devia permitir que um grupo sasse para estabelecer a obra num lugar novo. Algum achava que no e o argumento 
era que no havia dinheiro para construir uma nova capela. "Os irmos podero reunir-se hoje e amanh numa casa. E depois?" Este irmo at citou as palavras de Cristo, 
quando disse que um construtor, antes de construir, primeiro senta-se e faz os clculos: "A igreja est a correr um srio perigo quando avana e avana sem ter dinheiro 
para construir. Temos que avanar de acordo com as nossas possibilidades ou ento teremos que sofrer pela nossa ousadia", disse para terminar a sua argumentao.

Aquela pessoa estava correcta, do ponto de vista humano. Planta por planta, oramento por oramento, no era lgico permitir que um grupo de irmos partisse para 
abrir uma nova congregao sem um oramento pronto para a construo de um novo templo. Mas, quando  que chega o momento de avanar?

O versculo de hoje traz um desabafo divino: "Este povo diz: No veio ainda o tempo, o tempo em que a casa do Senhor deve ser edificada."

Para sermos fiis  interpretao do texto,  bom saber que o Senhor est a dizer isto no tempo do profeta Ageu, porque o povo, sob a desculpa de que ainda no se 
tinha cumprido a profecia dos 70 anos de Jeremias, pensava que no tinha chegado o tempo para edificar o templo.

A profecia dos 70 anos do cativeiro, que teve incio com a destruio do templo em 586, terminaria em 518 e o povo argumentava que as dificuldades que tinham encontrado, 
repetidas vezes na reedificao do templo, eram uma reprovao de Deus pela sua precipitao.

Nada que valha a pena, nesta vida, se faz sem enfrentar dificuldades. O povo, no tempo de Ageu,  uma amostra de como se pode usar, at uma profecia, para mostrar 
que devemos avanar s se houver oramentos que consolidem a nossa marcha!

Diz o Esprito de Profecia: "Os israelitas no tinham uma verdadeira desculpa para abandonar o seu trabalho no templo. Quando surgiram as dificuldades mais srias 
 que deviam ter perseverado. Foram movidos pelo desejo egosta de evitar o perigo despertando a oposio dos seus inimigos. No tinham f. Vacilaram sem se atreverem 
a avanar pela f nas providncias com que Deus lhes abriria o caminho, porque no podiam ver o fim desde o princpio. Quando surgiram as dificuldades, facilmente 
, abandonaram a Obra.

"A histria repetir-se-. Haver fracassos religiosos porque os homens 
no tm f. Quando olham as coisas que se vem, aparecem impossibildades... a Sua obra avanar s quando os Seus servos avanarem pela f." Comentrio Bblico Adventis 
ta, vol. 4, pg. 1,197

Que o Esprito de Deus ilumine o nosso entendimento para aplicar 
esta mensagem a todos os aspectos da nossa vida. 

3 de Setembro-Tera-feira

253

Roupas Sujas Versus Roupas Brancas

"Orajosu, vestido de vestidos sujos, estava diante do anjo. Ento,falando, ordenou aos que estavam diante dele, dizendo: Tirai-lhe estes vestidos sujos. E a ele 
lhe disse: Eis que tenho feito com que passe de ti a tua iniquidade, e te vestirei de vestidos novos. " Zacarias 3:3 e 4

O diabo  um inimigo astuto, traioeiro e covarde. Ele faz tudo para enganar o ser humano, usando de todas as artimanhas feitas e por fazer. Finalmente, quando o 
homem tira os seus olhos de Cristo, fica indefeso e o inimigo derruba-o. Podia ficar satisfeito. Acaso no conseguiu o que queria? Mas ele nunca fica contente; tenta 
levar o homem ao desespero,  loucura e, se possvel, ao suicdio, como no caso de Judas.

No versculo de hoje, Josu est diante de Deus e o inimigo corre para o acusar. "Olha para a vida dele", reclama. "Ele no merece a tua ateno." O texto diz que 
Josu estava diante do anjo vestindo trajes sujos. Todos ns, de alguma forma, estamos com trajes sujos. "No h justo, nem sequer um", diz a Bblia. "Todos pecaram 
e esto destitudos da glria de Deus." Pelas nossas prprias obras s merecemos a morte. A boa conduta e o bom comportamento que possamos observar, separados de 
Jesus, so para Ele, como trapos de imundcia.

Quer dizer que as roupas sujas que Josu vestia, podem ser smbolos de uma vida completamente devassa ou podem tambm ser smbolos de uma vida moralmente correcta, 
porm destituda de Cristo.

Ento, aparece a maravilhosa presena de Jesus. Ele  o nosso grande Advogado defensor. "Cristo  o nosso Sumo Sacerdote. Satans est diante d'Ele, noite e dia, 
como acusador dos irmos. Com o seu poder magistral apresenta cada aspecto negativo do carcter como razo suficiente para que se retire o poder protector de Cristo, 
desanimando assim e destruindo aqueles que ele fez pecar. Mas Cristo fez expiao por cada pecador." Comentrio Bblico Adventista, vol. 4, pg. 1,199

Quantas pessoas erraram alguma vez na vida e depois, atormentadas pelo inimigo, no conseguem mais levantar a cabea, vem tudo escuro, sentem-se condenadas e perdidas 
para sempre. Essas pessoas devem meditar na mensagem do texto de hoje.  verdade que somos indignos, que nada merecemos.  verdade que nos podemos terafundado nalgum 
pecado, por nos termos afastado da fonte de poder.  tambm verdade que por tudo isto, merecemos a morte. Mas, acima de tudo,  verdade que Cristo morreu para nos 
tirar do beco sem sada.

Quando em algum momento o inimigo lhe mostrar as suas vestes sujas, olhe para as vestes brancas do Cordeiro, caia de joelhos e diga: "Senhor, sou um pecador. Preciso 
que operes um milagre em mim." E instantaneamente as vestes sujas so tiradas, pois Jesus diz: "Tirei o teu pecado." "A iniquidade  transferida ao inocente, ao 
puro, ao santo Filho de Deus; e o homem, indigno, est diante do Senhor limpo de toda a injustia e vestido da vestidura de Cristo."Ibidem, vol. 4, pg.  200



 4 de Setembro - Quarta-feira

No Por Fora, Mas Pelo Meu Esprito

"E respondeu- mealou, dizendo: Esta  a palavra do Senhor a Zorobabel, dizendo: No por fora, nem por violncia, mas pelo meu Esprito, diz o Senhor dos Exrcitos. 
" Zacarias 4:6

Zorobabel tinha diante de si a difcil tarefa de construir um templo para Deus. Nenhum empreendimento de valor se realiza sem esforo. Todo o sonho tem um preo 
e ningum tem o direito de sonhar se no estiver disposto a pagar o preo do seu sonho.

Zorobabel encontrou terrveis dificuldades externas, por parte dos inimigos que no queriam a edificao do templo e obstculos internos de gente que criticava, 
porque achava que o trabalho podia ser feito de outra forma, mas no fazia nada para ajudar. Foi nestas circunstncias que veio a mensagem de Deus para Zorobabel, 
dizendo.- "No por fora, nem por violncia, mas pelo Meu Esprito, diz o Senhor dos Exrcitos."

A mensagem deste texto tem que ver directamente com os que participam da obra de Deus na Terra. "As mesmas dificuldades que foram criadas para estorvar a restaurao 
e o desenvolvimento da obra de Deus, as grandes montanhas de dificuldades que surgiram no caminho de Zorobabel, sero enfrentadas por todos os que hoje so leais 
a Deus e  Sua obra. Usam-se muitas invenes humanas para levar a cabo planos segundo o parecer e a vontade dos homens, com os quais Deus no trabalha. Os que se 
opem  obra do Senhor, podem serum estorvo por um tempo, mas o mesmo Esprito que sempre tem guiado a obra do Senhor, a guiar hoje." Comentrio Bblico Adventista, 
vol. 4, pg.  200

Deus d hoje, ao Seu povo, a certeza de que a obra iniciada chegar ao seu glorioso fim, apesar das dificuldades que possam aparecer.

Isto pode tambm ser transferido para a obra de redeno na vida particular de cada pessoa. Muitas vezes podemos sentir-nos desanimados e estafados no nosso processo 
de desenvolvimento por causa de inimigos e dificuldades externas ou internas. Podem ser crticas, gente que s v os nossos defeitos, mas no tem olhos para o nosso 
crescimento espiritual. Podem ser tentaes e armadilhas que o inimigo est sempre a colocar no nosso caminho para destruir o que Deus iniciou. Pode ser o que exigimos 
de ns mesmos, a intolerncia prpria, a pressa por ver resultados que no aparecem.

Mas o Senhor diz a todos os Seus filhos: "No por fora, nem por violncia, mas pelo Meu Esprito."

O que fazer, ento, para que o plano de Deus se cumpra na nossa vida? Permitir que o Esprito de Deus habite no nosso ser. Como? Indo cada dia a Ele, buscando-O 
com ansiedade, fazendo d'Ele o centro da nossa ateno, passando tempo com Ele e permitindo que Ele participe de cada minuto da nossa vida.

O Esprito Santo santificar a nossa vontade e nos levar de vitria em vitria at  vitria final.

5 de_Setembro - Quinta-feira

255

 a Conscincia um Guia Seguro?

"Tens tu f? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que no se condena naquilo que aprova. " Romanos 14:22

Ao encerrar uma mesa redonda sobre o tema "O Jovem Cristo e o Cinema", um rapaz aproximou-se de mim e disse: "Eu no sei porque vocs criam tanto problema por um 
assunto to simples. Eu vou ao cinema e no me sinto mal. A minha conscincia est tranquila."

 a conscincia um guia seguro para sermos conduzidos nesta vida? Ou pode-se condicion-la segundo o ambiente em que vivemos?

Quando Jesus esteve na Terra, permitia que os Seus discpulos colhessem trigo no sbado e a conscincia no Lhe doa; comia, sem o ritual do lavar das mos e no 
Se sentia mal; andava com marginais, prostitutas e leprosos e a Sua conscincia no Lhe dizia que estava errado.

No entanto, rejeitava o facto de ver pessoas deixarem os seus pais na misria e tentando justificar tal atitude. No aceitava que pessoas dizimassem a hortel e 
o coentro e se esquecessem de ajudar o prximo.

O que estava certo para Jesus, no estava certo para os fariseus e o que os fariseus aprovavam, Jesus rejeitava como hipocrisia.

Quando eu era um jovem pastor vivia muito preocupado com a forma exterior do cristianismo. Reunia-me muitas vezes com a juventude da minha igreja, tentando mostrar-lhes 
como se deviam vestir e comportar. Passava horas e horas, criando um mal-estar constante que no ajudava no crescimento espiritual da minha igreja. Naquele tempo 
a minha conscincia diziame que as coisas deviam ser assim. Fazia assim porque achava este procedimento correcto.

Mas os anos passaram-se. Os meus prprios fracassos e confuses espirituais levaram-me a encontrar Jesus, no s como uma doutrina, mas como uma Pessoa. Aprendi 
a compreender que o cristianismo  muito mais do que vestir-se correctamente. Hoje, continuo a achar que o comportamento exterior da nossa juventude deveria ser 
uma inspirao para os que no conhecem Jesus. Continuo a pensar que Jesus voltar para buscar uma igreja pura, irrepreensvel e sem mcula, mas hoje preocupo-me 
muito mais com a raiz do problema. Sei que as coisas ms da vida exterior, so fruto de algo errado no corao e tento levar as pessoas a descobrirem Jesus como 
um Salvador pessoal e a fazer d'Ele o centro da sua experincia. A minha conscincia diz-me hoje que esse  o procedimento correcto.

Pergunto:  a conscincia um guia seguro para a conduta? Aconscincia  uma voz interior que diz: "Faa o que  correcto." Mas ela no define o que  correcto. Quem 
define o que  certo ou errado no  a conscincia. E Jesus, atravs da Sua revelao escrita. Por tal motivo, uma pessoa que no est a viver em comunho permanente 
com Jesus no pode fazer ou deixar de fazer algo s porque a sua conscincia no a incomoda. "H caminho, que ao homem parece direito, mas o seu fim  a morte." 
E "bemaventurado aquele que no se condena naquilo que faz".


~ v*v .j^icmuio - oexta-fejra ! O Deus a Quem Perteno
6  de setembro, sexta-feira
"Porque, esta mesma noite, o anjo de Deus, de quem eu sou, e a quem sirvo, estevecomigo, dizendo: Paulo, no temas;  preciso que sejas apresentado a Csar, e eis 
que Deus te deu todos quantos navegam contigo." Actos 27: 23 e 24

Duzentos e setenta e cinco homens estavam  beira do colapso em alto mar. Durante dias a embarcao foi levada como uma simples folha de um lado para outro. Humanamente 
no havia mais esperana de salvao. At a prpria armao do navio tinha sido atirada ao mar, para o impedir de se afundar.

Foi nestas circunstncias de extrema necessidade humana que Paulo, o prisioneiro que estava a ser conduzido para Roma, se colocou num lugar estratgico para ser 
ouvido por todos e disse: "Esta mesma noite, o anjo de Deus, de quem eu sou, e a quem sirvo, esteve comigo, dizendo: Paulo, no temas;  preciso que sejas apresentado 
a Csar, e eis que Deus te deu todos quantos navegam contigo."

A certeza com que o apstolo Paulo falou, no admitia argumentao, Ele no disse: "Ouvi dizer que Deus pode salvar nestas circunstncias." Ele no disse: "Tenho 
estudado sobre o poder que Deus tem para proteger os Seus filhos." Paulo disse: "O anjo de Deus, de quem eu sou e a quem sirvo." O apstolo est a falar aqui de 
experincia e no de simples teoria. Ele no pertencia a si prprio, pertencia a Deus. A sua vida era o desenvolvimento da vontade divina. O seu tempo pertencia 
a Deus e ele demonstrava-o ao devolver ao Senhor o santo sbado. Os seus talentos pertenciam a Deus e ele demonstrava-o ao devolv-los para o louvor de Deus e para 
o crescimento da Sua igreja, no dia reservado por Deus. O seu corpo pertencia a Deus e ele provava-o, no colocando no seu corpo coisas nocivas  sade. Finalmente, 
as suas posses pertenciam a Deus e ele demonstrava-o ao usar, para Deus, os seus recursos financeiros.

Na hora da dificuldade, era essencial ter conscincia de pertencer a Deus,
porque se Deus  dono de tudo, ento  Ele quem deve resolver o problema.

"Eu sirvo-O", disse tambm Paulo. O grego d a entender que esta palavra
poderia ser traduzida tambm como: "Eu adoro-O, vivo com Ele, conheo--
o, passo todos os dias tempo a ss com Ele e ao longo do dia permito que
Ele participe de todas as minhas actividades. Esse Deus a quem perteno
e a quem sirvo, enviou o Seu anjo e disse-me que no h nada a temer. Todos
chegaremos bem a Roma, porque  preciso que eu me apresente diante de
Csar."

Sabe a quem pertence? Sabe a quem serve? Pode, nos problemas da vida, levantar-se sem medo e ouvir a voz do anjo do Senhor, dizendo: "No temas, eu estou contigo!"?

Ningum poder confiar em Deus na escurido, se no aprendeu a confiar n'Ele quando tudo estava calmo. Por isso  vital que os que desejam ser cada dia mais semelhantes 
a Jesus, O busquem e faam d'Ele o Seu companheiro, Salvador e Amigo de cada minuto.

7 de Setembro - Sbado

257

Asas Protectoras

porque no dia da adversidade me esconder no seu pavilho: no oculto do seu tabernculo me esconder: pr-me- sobre uma rocha. "Salmo 2 7:5

Segundo o Esprito de Profecia, David escreveu este Salmo enquanto fugia e "tinha que buscar refgio nas rochas e nas covas do deserto". Educao, pg. 159

O que  interessante destacar  o facto de que a palavra hebraica sok, usada neste versculo para tabernculo,  usada comummente para se referir a "cova" ou "esconderijo" 
para se proteger de um leo. Portanto, sok  o smbolo de um lugar onde proteger-se do inimigo.
No versculo de hoje David expressa o seu desejo de no dia da adversidade, se esconder no recndito do tabernculo de Deus. Onde vo os filhos de Deus quando tudo 
parece escuro, quando o inimigo, que pode ser a doena, uma situao financeira difcil, ou dificuldades familiares, parece implacvel e contundente? Eles correm 
para o sok de Deus.  l que eles encontram aconchego, que eles entram em comunho com os outros crentes e so alimentados pela Palavra de Deus.

Em Apocalipse 3:10, encontramos o povo de Deus perseguido nos ltimos tempos e tambm a promessa divina: "Eu te guardarei na hora da tentao," Como  que Deus cumpre 
a Sua promessa, como  que guarda os Seus filhos da provao? "e aquele que est assentado sobre o trono os cobrir com a sua sombra." (Ape. 7:15)

Compreende o que Deus quer dizer-nos hoje? A tempestade pode vir para os filhos de Deus. Os ventos das dificuldades podem soprar. H momentos em que parece que tudo 
vai afundar-se, mas os filhos de Deus podem descansar confiantes, porque "Ele estender o Seu tabernculo".

"Depois destas coisas olhei, e eis que estava uma porta aberta no Cu" (Ape. 4:1).  por esta porta que os que aprendem a depender diariamente, de Deus entram no 
Seu tabernculo. Eles escondem-se no Cu.  l que eles habitam e descansam confiantes!

E como se escondem no Cu se Cristo ainda no voltou? Como entram no santurio, se o santurio celeste ainda est nos Cus? Quer saber como? Veja o que diz Joo: 
"E ouvi uma grande voz do cu, que dizia: Eis aqui o tabernculo de Deus com os homens, pois com eles habitar, e eles sero o Seu povo, e o mesmo Deus estar com 
eles, e ser o seu Deus." (Ape. 21:3)

Percebe agora como  que os filhos de Deus se escondem no tabernculo? Quem  o tabernculo? Jesus,  claro, e Ele est sempre com os braos abertos e, debaixo das 
Suas asas estaremos seguros.  em Cristo que temos que aprender a viver diariamente, porque n'Ele, mesmo nas dificuldades, estaremos seguros. Os ventos e as ondas 
podem soprar, mas os que esto em Cristo, esto no Seu santurio, esto no Seu esconderijo, nos montes mais altos e jamais sero atingidos.

Onde est depositada a sua confiana? J viu a porta aberta? J correu ao Santurio do Deus vivo? J fez d'Ele o seu Salvador? Hoje  o dia da boa nova. Hoje ainda 
 o dia da salvao.

258

8 de Setembro, domingo

A Melhor Vingana

"Se o que te aborrece tiver fome, d-lhe po para comer; e se tiver sede d-lhe gua para beber; porque, assim, brasas lhe amontoars sobre  cabea; e o Senhor 
te pagar. " Provrbios 25:21 e 22

O Francisco e a sua famlia sofriam muito por causa de um vizinho que, sem razo, decidira tornar-se o seu inimigo. Quando a famlia do Francisco se reunia para 
cantar no culto matinal, o vizinho colocava o rdio muito alto, s para aborrecer. Infernizava-lhe a vida por qualquer motivo, e um dia disse-lhe: "Eu odeio-os, 
no suporto a vossa presena; se um dia a vossa vida dependesse de mim, no moveria um dedo e deixava-vos morrer."

Mas um dia, o tempo encarregou-se de tornar realidade o quadro imaginado pelo vizinho, s que ao contrrio. A botija de gs explodiu e em poucos minutos a casa do 
vizinho ficou completamente queimada. O fogo espalhou-se para as casas vizinhas da esquerda, mas a casa da direita, onde o Francisco morava, ficou, milagrosamente, 
protegida.

O bom Francisco e a sua esposa lutavam com todas as suas foras, para ajudar a apagar o fogo. Mas quando os bombeiros chegaram e realizaram o seu trabalho, havia 
j vrias famlias sem abrigo e sem saber para onde ir. O Francisco aproximou-se do vizinho inimigo e bondosamente ofereceu-lhe a casa. O homem no aceitou. Com 
os olhos cheios de lgrimas contemplava os destroos feitos pelo fogo. O Francisco e a sua esposa insistiram e finalmente o vizinho aceitou. Foi tratado com amor. 
Durante algumas semanas ficou ele e a sua famlia a morar na casa do homem que tanto atacara na vida, e compreendeu que no tinha motivo para acalentar no seu corao 
aquele dio gratuito. Hoje, Fulgncio Vega e a sua famlia, tambm esto na igreja!

O versculo de hoje  uma metfora que tem sido mal-interpretada por muitos cristos. J ouvi muitas vezes dizer que a melhor vingana do cristo  tratar bem o 
inimigo porque assim "amontoar brasas sobre a sua cabea". Por outras palavras, o inimigo sentir-se- envergonhado, humilhado e no cristo ficar aquele "sabor 
gostoso de vitria".

Mas que tipo de cristianismo  este? No afirmou o Senhor que a vingana  d'Ele (Hebreus 10:30)? No nos mandou que amemos os nossos inimigos e soframos tudo o 
que nos fizerem (Mateus 5:44; Tiago 5:6-8)? Que significam, ento, as "brasas sobre a cabea do inimigo"? No acha que a bondade com que o inimigo for tratado ou 
o ir a ele para pedir perdo, quando deveria ser ele que deveria vir a ns, pode fazer com que as brasas do Esprito Santo, as brasas do arrependimento e a dor pelo 
pecado, consumam na mente do inimigo todos estes sentimentos negativos e nos tornem amigos e irmos em Cristo?

Se os nossos actos de bondade servem apenas para humilhar e fazer o inimigo passar vergonha, ento, qual  a vantagem do cristianismo? Quando Jesus, na cruz do Calvrio, 
pediu perdo para os inimigos foi para os humilhar? Ou porque os amava e queria v-los salvos e felizes no Seu reino?

Leve este pensamento consigo e medite nele ao longo do dia! 

9 de Setembro - Segunda-feira

259

Assim Comeou Tudo

"Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltar, semdvida, comalegria, trazendo consigo os seus molhos. "Salmo 126:6

No dia 18 de Julho de 1894, partiu de Nova Iorque rumo  Amrica do Sul, o Pastor Francisco Westphal, com a esposa e os filhos Carlos e Helena. Chegou a La Plata, 
Argentina, no dia 18 de Agosto, depois de uma longa viagem. O corajoso missionrio deixou a sua famlia em Buenos Aires e comeou a sua primeira viagem missionria 
por Entre Rios, onde havia alguns observadores do Sbado.

Um deles era Jorge Riffel, que devia esper-lo em Diamante, mas por algum erro de comunicao as coisas no deram certo.

Na noite de 26 de Agosto, o Pastor Westphal hospedou-se num hotel e no dia seguinte encontrou na rua um russo alemo que o levou a Puiggari.

Estava muito frio e o pastor tinha gripe. S conseguiu como hospedagem a cozinha de uma casa que servia ao mesmo tempo como galinheiro e refgio nocturno dos patos. 
Como cobertor deram-lhe um sobretudo de pele de ovelha cheio de pulgas e como colcho o cho.

No dia seguinte agradeceu a hospedagem e contratou um carro que o levou onde viviam os Riffel, em Crespo. Os irmos receberam-no com alegria e muita gente veio desejosa 
de ouvir a Palavra de Deus.

O Pastor Westphal estava com gripe, mas, naquela noite, pregou quatro sermes, at  uma da manh, porque as pessoas no queriam ir embora.

As reunies prosseguiram durante vrias semanas e muitos se converteram. Apesar de estar doente, o Pastor Westphal pregava trs ou quatro sermes por dia e, no tempo 
restante, visitava as famlias e estudava a Bblia com elas.

Depois de algumas semanas, no dia 9 de Setembro de 1894, organizou-se a primeira Igreja Adventista do Stimo Dia da Amrica do Sul, com
36 membros na cidade de Crespo, Argentina.

Foi assim o comeo da Obra Adventista neste continente que completou 100 anos da inaugurao desta primeira igreja. Sem dvida, um motivo de gratido e louvor a 
Deus pela providncia divina e o sacrifcio dos pioneiros que trouxeram a mensagem  Amrica do Sul.

260

10 de setembro, tera-feira
Que Proveito Tem?

"Que vantagem tem o homem, de todo o seu trabalho que elefaz debaixo do sol ? Uma gerao vai e outra gerao vem; mas a terra para SP", pr permanece. " Eclesiasfpc 
1 .

um Para sem-

Havia muita gente naquela tarde no cemitrio. Era s olhar para as pessoas ali presentes e perceber que se tratava de uma famlia de muita influncia ou de muito 
dinheiro. Morrera um homem que, vindo do nada, conseguira fazer fortuna. Conheceu Jesus quando jovem, mas a louca corrida desta vida, os compromissos que cada dia 
eram maiores, deixaram lhe pouco tempo para pensar em Deus. Por "coerncia e honestidade", opinio dele, abandonou a igreja, viveu. bem longe de Deus e do Seu povo, 
mas envelheceu e apagou-se como todas as vidas. Graas a Deus, teve tempo para pensar enquanto estava doente, teve tempo de abrir o corao a Jesus novamente e dizer-lhe 
que O amava e, finalmente, descansou na bendita esperana da volta de Cristo.

Agora estava ali, num caixo da melhor qualidade. Era apenas um corpo sem vida. Seria enterrado e, com o tempo, s restariam ossos e p. Olhei para aquele cemitrio 
cheio de tmulos e percebi que, na morte, todos somos iguais. Ali no existe posio social, nem raa, nem nacionalidade, nem cultura, nem dinheiro. Ali, todos somos 
nivelados, por baixo. Num desejo extremo de manter as diferenas, os que ficam vivos ainda, podem colocar em cima de ns prata ou ouro, ou at diamantes, mas por 
baixo de todo o brilho, s resta o que somos: p e ossos.

E, o que se fez durante a vida? E tudo o que se conseguiu com tanta luta, e o conhecimento que se acumulou com tanto estudo, para onde vai? Que proveito tem?

O versculo de hoje lembra-nos a insensatez de correr atrs de valores terrenos, esquecendo-se do nico valor eterno que  Jesus. "Uma gerao vai e outra gerao 
vem e a terra permanece." Levamos o qu? Fica o qu? Resta o qu?

Ser que Deus est a dizer-nos que devemos passar a vida de braos cruzados, na mediocridade da espera improdutiva, contemplando preguiosamente a histria a passar? 
De modo nenhum! O que o escritor bblico est a tentar expressar  que tudo na vida tem sentido, unicamente quando Jesus est em primeiro lugar. Com Ele, a cultura 
tem sentido, porque o dinheiro torna-se um meio e no um fim, o trabalho  uma oportunidade de servir e no a busca inconsciente de um sentido para a vida

Num momento da sua vida, Salomo foi atrado pelas luzes, acumulou dinheiro, cultura, poder, fama e prazeres. Experimentou de tudo e ento descobriu que, longe de 
Deus, nada satisfaz. O ser humano corre, vive a correr, continua a correr e nunca encontra o que busca. Salomo teve tempo de voltar para Deus. Teve tempo de reconhecer 
que, sem Jesus, no tem nenhum proveito o que o trabalho e a fadiga do homem so capazes de conseguir.

Est a dar Jesus o lugar que Lhe corresponde? Tem tempo, diariamente, para Ele? Ou s leu esta meditao porque est na cama de um hospital?

11 de_Setembro - quarta-feira

261

Levantemo-nos de Manh

"levantemo-nos de manh para ir s vinhas; vejamos se florescem as vides, se se abre a flor, seja brotam as romeiras; ali te darei o meu grande amor. " Cantares 
7:12

O Cntico dos Cnticos de Salomo  a histria de um amor bonito, entre um jovem prncipe, que deixa as cortes reais e sai para o campo para encontrar uma jovem, 
simples, formosa, morena de cabelos longos, porm, humilde camponesa, por quem se apaixona e com o seu amor transforma-a e torna-a rainha da corte.

Simbolicamente, o Cntico dos Cnticos de Salomo  a histria de amor entre Cristo, o Prncipe dos prncipes, que um dia deixou os Seus palcios reais nos Cus, 
tornou-Se homem e veio a este mundo para encontrar e redimir o ser humano condenado a um triste futuro de pecado e destruio.

Jesus um dia encontra-nos deformados, desesperados, culpados, nus, fracassados e, no Seu amor torna-nos novamente herdeiros das manses eternas.

Depois de todo este quadro, talvez seja possvel compreender melhor o versculo de hoje: "Levantemo-nos de manh para ir s vinhas; vejamos se florescem as vides, 
se se abre a flor e se brotam as romeiras; ali te darei o meu grande amor."

De maneira romntica, o Senhor Jesus convida-nos a procur-lo diariamente, de manh. O sbio Salomo est a resumir a vida crist e o processo da santificao. Afinal, 
o que  o cristianismo seno a maravilhosa experincia de andar cada dia com o Senhor do cristianismo?

O versculo de hoje acaba tambm com a nossa ansiedade por ver os frutos da vida crist na nossa prpria experincia.

"Pelos seus frutos os conhecereis", disse Jesus. Como saber o mundo que somos cristos, se o Esprito de Deus no produzir os frutos na nossa vida? Conheo pessoas 
que vivem desesperadas porque no vem os frutos do Esprito nas suas vidas. "Pastor", dizem, "porque no consigo mudar o meu temperamento? Porque continuo a irar-me 
com facilidade? Porque no consigo perdoar? Porque no consigo vencer este ou aquele hbito? Onde esto os to desejados frutos da vida crist?"

"Levantemo-nos de manh",  o convite de Jesus, "para ir s vinhas, vejamos se florescem as vides, se j esto abertas as suas flores."

O cristo que no separa tempo cada dia para ficar a ss com Jesus e que no aprende a conservar a presena de Jesus nos afazeres quotidianos, nunca poder ver os 
frutos autnticos do Esprito na sua vida. Poder falsific-los com as suas prprias mos, poder tentar imit-los com o seu esforo humano e falso moralismo. Mas, 
os frutos autnticos s aparecem na vida da pessoa que aprende a "levantar-se de manh para ir s vides".

Santificao  aprender a conviver diariamente com Jesus, permitindo que o Seu Esprito santifique a nossa vontade pecaminosa, a fim de que possamos ser vitoriosos 
sobre o pecado.  uma experincia gratificante!

12 de setembro, quinta-feira
uando vos disserem: Consultai os
 que tm espritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram entre dentes; - no consultar um povo ao seu Deus?Afavor dos vivos interrogar-se-o os mortos?"

Isaas 8:19

Flix era um homem sincero que estava a atravessar um momento difcil na sua vida. A esposa estava doente e a cincia mdica no sabia explicar o que acontecia com 
ela porque, aparentemente, tudo parecia bem. S que ela sofria dores horrveis que no a deixavam viver em paz. Flix, prspero comerciante, ia gastando lentamente 
tudo o que possua para poder ver a sua esposa recuperada, mas nada de resultados positivos. Um dia encontrei-me com o Flix e fiquei assustado com o que aquele 
homem, que conhecia muito bem a Bblia, me disse.-

- Pastor, tenho levado a minha esposa a uma bruxa e ela est a melhorar. Disseram-me que algum fez um "trabalho" contra ela e as obras do diabo s podem ser desfeitas 
com o poder do diabo,- ele conhece melhor do que ningum os seus feitos.

A declarao do Flix preocupou-me, porque o conhecia muito bem. Era um cristo slido na sua f. Conhecia, aparentemente, bem o Deus em quem cria. Se ele fosse 
um cristo inexperiente, talvez fosse fcil entender uma atitude semelhante. Contudo, tentei compreend-lo e ao pensar em todos os anos de sofrimento, vendo a esposa 
gemer dia e noite, tive que reconhecer que nalgum momento, a sua confiana em Jesus fraquejou e agora tentava justificar o facto da sua esposa consultar um mdium.

O espiritismo, em todas as suas formas, desde as mais sofisticadas at s mais populares como a macumba e outras feitiarias,  uma das armas que Satans usar para 
enganar "se possvel for, at os escolhidos".

A Bblia, porm,  contundente em condenar qualquer forma de espiritismo. "No consultar um povo ao seu Deus?",  a pergunta. "Acaso, a favor dos vivos, interrogar-se-o 
os mortos?"

Existe um arsenal pronto l fora, para ser usado contra os que desejam seguir Jesus. So filmes, revistas, livros, msica, cursos, seminrios. Tudo a revelar que 
a soluo para os problemas humanos est no prprio homem ou ento no ocultismo. "O teu destino est escrito nos astros", declaram, mas o ensinamento bblico  claro 
no sentido de que no devemos consultar "aos que tm espritos familiares nem aos feiticeiros".

Por incrvel que parea, a esposa de Flix sarou e, algum tempo depois, abandonou a igreja. Flix, voltou a ser um comerciante de sucesso e no quis mais nada com 
Jesus nem com a Sua igreja. Hoje, acha que est melhor que muitos cristos, porque d muito dinheiro para obras de assistncia social. Ele pertence a uma sociedade 
esprita e acredita que os espritos dos mortos so capazes de encarnar e falar com os homens.

A nossa nica segurana contra os enganos do inimigo est em Cristo. Temos que O procurar diariamente, e fazer d'Ele o centro da nossa vida.

13 de Setembro - Sexta-feira

263

Jesus, a Nossa Luz

"O povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e aos que habitavam na regio da sombra de morte resplandeceu a luz." Isaas 9:2

O versculo de hoje apresenta uma promessa-profecia de esperana para o povo de Israel. Desde o cativeiro das dez tribos em 723/722 a.C., a Galileia ficou literalmente 
nas trevas, escrava do poder dominante, sem o ministrio dos sacerdotes nem profetas, e completamente mergulhada na escurido espiritual.

Agora surge Isaas com a promessa divina: A Galileia veria, repentinamente, uma grande luz. Essa profecia teve o seu cumprimento com a primeira vinda do Messias 
 Terra (Joo 1:4-9).

Transferindo o texto para a experincia espiritual, podemos concluir que uma vida sem Cristo  como a Galileia sem luz. A escurido traz consigo os perigos e os 
riscos prprios da noite. Na escurido os ladres saem  procura das suas vtimas e os homens do rdeas soltas aos seus mais baixos instintos.

O povo da Galileia, que conhecia todo o poder e o amor do Deus Criador, mergulhou nas trevas a ponto de prostituir as suas mulheres e sacrificar os seus filhos nos 
cultos a deuses pagos. Que esperana resta para um povo que, a pensar estar a adorar o Deus verdadeiro, no faz outra coisa seno ofend-lo com fogo e costumes 
estranhos que incrementam o seu culto? Para onde vo os princpios morais quando o ser humano tira o Deus verdadeiro da sua existncia?

Mas a promessa estava ali. O povo que andava nas trevas veria a grande Luz e sobre os que habitavam na terra de profunda escurido resplandeceria a luz.

Louvo o nome de Deus porque um dia apareceu Jesus na minha vida, tirando-me da mediocridade da religio formal. Louvo o Seu nome porque um dia compreendi que, ser 
cristo, era muito mais do que simplesmente guardar mandamentos. Quando Jesus chega a uma vida, certamente ilumina cada canto da mesma. O ser humano comea a compreender 
muita coisa que no compreendia, comea a perceber uma dimenso maior do evangelho.

Nas muitas campanhas evangelsticas em que Deus me usou, tenho visto milhares de vidas que, antes de conhecerem Jesus, viviam na mais densa escurido. Depois de 
aceitarem a luz, perguntam-se a si mesmos: "Como fui capaz de viver assim?" Esta  a maior prova a favor do evangelho. No existe argumento mais poderoso para provar 
que Cristo salva, do que uma ex-prostituta que louva a Deus com dignidade ou um homossexual transformado por Deus ou um marido que tinha abandonado a familia'e volta 
ao lar.

J experimentou Jesus na sua vida? J sentiu a luz a entrar no seu corao .e iluminar os seus sentimentos adormecidos pelas trevas?

Breve, muito breve, finalmente vamos v-lo iluminar toda a Terra com a Sua glria, quando com milhares e milhes de anjos, Jesus vira pela segunda vez  Terra.

Sbado, 14 de setembro
"Porque o Senhor  o nosso Juiz; o Senhor  o nosso Legislador,  o Senhor  o nosso Rei: Ele nos salvar. " Isaas 33:22

Na escravido e no meio das trevas morais e espirituais que envolvem o povo de Deus, o profeta apresenta um vislumbre do que ser a Terra quando Jesus aparecer.

"Olha para Sio", diz o profeta. "O Senhor estar ali convosco em majestade." (versculos 20 e 21).

Qualquer vida, pormais baixo que tenha cado, por mais longe que tenha ido, tem um futuro glorioso quando permite que o Senhor reine na sua vida como majestade.

Ningum que olhasse para os escombros espirituais de Israel poderia pensar que houvesse remdio para ele, mas Jesus apresenta-Se como o Libertador e Restaurador, 
capaz de fazer coisas "impossveis" segundo a opinio humana. O versculo de hoje apresenta a experincia de uma pessoa que vive em comunho diria com o Deus soberano. 
"O Senhor  o nosso juiz", disse. Um juiz  uma pessoa comprovadamente madura e equilibrada. Um juiz deve saber tomar decises no s para ele, mas para as outras 
pessoas. s vezes, na vida, passamos por situaes nas quais no sabemos como agir, no sabemos que deciso tomar, sentimo-nos numa encruzilhada. Nesses momentos, 
 reconfortante saber que o Senhor  o nosso Juiz e se o Senhor habita em ns pela presena do Seu Santo Esprito, ento ser fcil compreender por que razo Ele 
disse que "ouviremos atrs de ns a palavra que dir: Este  o caminho, andai por ele" (Isaas 30:21).

Outras vezes na vida, precisamos de compreender e respeitar os princpios divinos, porque eles foram estabelecidos para nossa proteco. Temos medo da letra, pensando 
que esta pode estar em desacordo com a essncia do evangelho, mas nesse momento, o Senhor  o nosso Legislador. Ele quer que a Sua lei no esteja s escrita nas 
tbuas de pedra, mas deseja escrever os Seus mandamentos no nosso corao. A letra diz simplesmente "no matars", mas o Seu Esprito fala dentro de ns.- "Se te 
irares contra o teu irmo, j mataste." A letra diz apenas: "No adulterars." Mas quando Cristo habita em ns, adverte: "Se olhares para uma mulher para cobi-la, 
j adulteraste com ela no teu corao."

Quem quiser fugir da letra, cair necessariamente no esprito. Jesus no nos liberta dos Seus princpios, Ele liberta-nos do pecado para andarmos na Sua luz.

Finalmente, Jesus  o nosso rei. Governa no corao do Seu povo. No pela fora, no pelo medo. "Levou-me para a casa do banquete e o Seu estandarte sobre mim foi 
o amor." Cantares 2:4.

A salvao  Cristo trazendo  experincia humana, o equilbrio e a maTuridade, e a rectido e a justia do senhor a realeza e o brilho majestosode um rei.   

Gostaria voc de abrir o seu corao a Jesus hoje e dizer: "Senhor,       reina na minha vida"?

15de Setembro - Domingo

265

Pelo Caminho Que Veio... Voltar

"Pelo caminho por onde vier, por esse voltar; mas nesta cidade no entrar, diz o Senhor." Isaas 37:34

O povo de Deus estava a ser ameaado. O rei Senaqueribe aproximava-se com os seus exrcitos prontos para destruir. O rei da Assria ainda se deu ao luxo de enviar 
uma carta ameaadora a Ezequias, dizendo: "No te engane o teu Deus, em quem confias, dizendo: Jerusalm no ser entregue na mo do rei da Assria. Eis que j tens 
ouvido o que fizeram os reis da Assria a todas as terras, destruindo-as totalmente; e escaparias tu?" (Versculos 10 e 11).

O que fazer quando tudo parece perdido? Quando d a impresso de que no existe sada? O que fazem os filhos de Deus nestas circunstncias?

Ezequias caiu de joelhos e clamou ao Deus eterno: "Agora, pois,  Senhor, nosso Deus, livra-nos da sua mo, para que todos os reinos da terra saibam que s Tu s 
o Senhor". (Versculo 20).

Aqui existe algo que precisa de ser compreendido. Quando o povo de Deus  humilhado, derrotado e massacrado; quando os filhos de Deus sofrem o vergonha e vivem na 
misria, no so eles os nicos atingidos, mas  o nome de Deus que est em jogo. A vida vitoriosa de um cristo  um grande argumento para que "todos os reinos 
da Terra saibam que s Tu s o Senhor."

A orao de Ezequias devia levar-nos a compreender, esta manh, que embora na vida possamos enfrentar dificuldades e muitas vezes sintamos que no existem condies 
humanas para vencer, temos um Deus que nunca falha e em quem podemos confiar. Como filhos Seus precisamos de aprender a confiar cada dia menos nas nossas foras 
e mais no Senhor Jesus. Precisamos de ficar mais tempo de joelhos e colocar aos Seus ps todas as nossas ansiedades.

Qual  a circunstncia que, aparentemente, no tem sada? O que estamos a viver neste momento que parece no ter soluo? Est a sentir que Senaqueribe, com todos 
os seus exrcitos se aproxima da sua vida? Est temeroso porque outros j foram arrasados e talvez voc no consiga resistir?

Aqui h uma grande promessa que os empresrios adventistas devem ter em conta quando o Senaqueribe da recesso vai devorando tudo o que encontra no seu caminho. 
Aqui tambm h uma promessa para os jovens que completaram o curso secundrio, quando o Senaqueribe da Universidade vai ferindo os sonhos de muitos jovens e fazendo-os 
sentir que no conseguiro entrar.

O versculo de hoje traz a promessa divina: "Pelo caminho por onde veio, por esse voltar; mas nesta cidade no entrar, diz o Senhor."

Quem poder derrotar o cristo que vive cada dia uma vida de companheirismo permanente com Jesus? Porque temer, ento? Saia, esta manh, preparado para as grandes 
vitrias que Deus lhe tem reservado.

16 de setembro, segunda-feira

"Levantai ao alto os vossos olhos, e vede quem criou estas coisas quem produz por conta o seu exrcito, quem a todos chama pelos seus nomes,- por causa da grandeza 
das suas foras, e pelafortaleza do seu poder, nenhumafaltar. " Isaas 40:26

Trabalhei ao lado dos jovens durante 18 anos. Convivi com eles nos acampamentos, nas semanas de orao, nos congressos e nos programas evangelsticos. De todas estas 
actividades, sem dvida nenhuma, ficaram marcadas na minha memria as longas caminhadas  luz da Lua ou numa noite estrelada, cumprindo algum requisito das classes 
J.A.

O amor de Deus est escrito de maneira admirvel nas estrelas e nos astros. Ele conhece cada estrela, por mais pequena que parea na imensido do Universo. "Ele 
chama-as todas pelos seus nomes", diz o versculo de hoje. Este pensamento  reconfortante, porque se Deus conhece at o nome de uma estrela, que por mais bela que 
seja, no tem vida, como no ter cuidado de ns? Ele conhece tambm o nosso nome, sabe a rua em que moramos, interessa-Se pelos detalhes da nossa vida e deseja 
que O deixemos participar dos nossos sonhos e alegrias.

Infelizmente, o homem anda distrado com tanta coisa que no tem tempo de parar e contemplar as maravilhas da criao.

O Esprito de Profecia diz.- "Satans procurar distrair os homens para que no pensem em Deus. O mundo, cheio de divertimentos e de amor ao prazer, est sempre 
sedento de alguma novidade. E quo pouco tempo e ateno so dados ao Criador dos cus e da Terra! Deus exorta as Suas criaturas para que afastem a sua ateno da 
confuso e da perplexidade que as rodeiam e admirem a Sua obra. Os corpos celestes merecem ser contemplados. Deus f-los para benefcio do homem e, enquanto estudamos 
as Suas obras, os anjos de Deus estaro ao nosso lado para iluminar a nossa mente e guard-la do engano satnico." ComentrioBblico Adventista, vol.
4, pg.  167

Foi numa noite estrelada que Abrao recebeu a promessa maravilhosa de que os seus filhos seriam uma multido como as estrelas dos cus. Foi numa noite estrelada, 
no campo, que os pastores de Belm, ouviram o cntico dos anjos a anunciar o nascimento de Cristo. Alguma vez j ficou sozinho a contemplar as estrelas?  uma experincia 
que recolhe o esprito e o eleva ao trono da graa de Deus.

"Levantai ao alto os vossos olhos e vede",  o conselho de Isaas. Quando os problemas desta vida obscurecem a sua viso ao ponto de duvidar do amor de Deus,- quando 
as luzes deste mundo o distraem ao ponto de sonhar s com as coisas terrenas e passageiras, levante os seus olhos e veja que h outros mundos, outras dimenses, 
um Universo sem fim  sua espera.

17 de Setembro - Tera-feira

267

Nada me Afastar do Seu Amor

"Sim, por amor de ti, somos mortos todo o dia: somos reputados como ovelhas para o matadouro." Salmo 44:22

No Salmo 44o salmista tenta mostrar que a perseguio e os sofrimentos do povo de Deus no se devem ao violar do pacto mas, simplesmente, ao facto de ser o povo 
de Deus.

Ser um cristo genuno j , em si, uma afronta aos que desprezam Deus e os Seus caminhos. O cristo , muitas vezes, chamado fantico, extremista e antiquado, porque 
no condescende com a transgresso dos princpios divinos.

Como  visto o jovem cristo na universidade, onde todos fumam, bebem e saem com garotas aos fins de semana? Como  visto o cristo que no aceita suborno? Como 
 considerado o filho de Deus que, por causa de duas horas na sexta-feira  noite, perde um emprego com um ptimo salrio?

O mundo em que vivemos no foi programado para os filhos de Deus. Os cristos andam ao contrrio da sociedade actual. Por amor de Jesus, somos entregues  morte 
cada dia. Morte dos sonhos, morte de uma carreira profissional, de um curso, de um bom negcio, de um amor, de um plano muito interessante, enfim, "somos considerados 
como ovelhas para o matadouro".

O apstolo Paulo cita o versculo de hoje no captulo 8 da epstola aos Romanos, ao falar das tribulaes dos filhos de Deus. Paulo pergunta: "Quem nos separar 
do amor de Cristo? A tribulao, ou a angstia, ou a perseguio, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, 
por Aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem 
a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poder separar do amor de Deus, que est em Cristo Jesus nosso Senhor."(Romanos 8:35,37-39)

O Gilberto foi expulso de casa quando aceitou Jesus. Tinha 20 anos na altura. Mais do que o facto de estar fora do lar, sofria pela incompreenso dos pais e dos 
irmos, pois ele tinha levado uma vida leviana, desregrada e cheia de vcios, quando no conhecia Jesus como seu Salvador. Quando o Gilberto foi baptizado, a me 
disse-lhe: "Preferia que fosses um viciado em drogas do que um crente." A partir daqui, o Gilberto no s perdeu o lar paterno, mas foi perseguido implacavelmente 
pela famlia.

Conheci o Gilberto num acampamento para jovens. Ele contou-me que, por causa do sbado, tinha dificuldades para arranjar emprego.

- Est arrependido de ter aceite Jesus? - perguntei-lhe.

- No, Pastor, Jesus foi o melhor que aconteceu na minha vida. Eu segui-lo
-ei, nada me afastar do Seu amor, no importa os sofrimentos, as dificuldades. Irei com Ele at ao fim - disse o Gilberto, meneando a cabea.

Na vida dos que aprenderam a andar diariamente com Jesus, no existe mais do que um caminho: Segui-lo at ao fim.

 
18 de Setembro - Quarta-feira

Aprendendo a Confiar N'Ele

"Lana o teu cuidado sobre o Senhor, e ele te suster: nunca permitir que o justo seja abalado. " Salmo 55:22

Podem os cristos, s vezes, ficar deprimidos? A depresso no cristo no  indicao de que ele no confia em Deus?  pecaminoso o sentimento depressivo?

Antes de considerar este assunto, vejamos algumas declaraes de David: "Porque ests abatida,  minha alma?" (Salmo 42:5). "dentro de mim a minha alma est abatida"(Salmo 
42:6). "E porque te perturbas em mim?" (Salmo 42:5). Agora vejamos a declarao de outros homens bblicos. Elias disse: " Senhor; toma agora a minha vida" (I Reis 
19:4); e Jonas: "Melhor me  morrer do que viver" (Jonas 4:3). Quer ir um pouco mais adiante? Veja o que Jesus disse: "A Minha alma est cheia de tristeza at  
morte." (Mateus 26:38).

Geralmente, quando uma pessoa est deprimida, fica com o rosto triste, o semblante descado, chora, perde o apetite e sente como se a sua situao no tivesse sada. 
Por fim, a pessoa sente-se culpada porque acha que o cristo no pode ficar deprimido e ento o problema complica-se mais.

O que fazer quando na vida surgirem momentos difceis que nos levam ao desnimo? O conselho do salmista : "Lana o teu cuidado sobre o Senhor, e Ele te suster."

O que significa isto? Primeiro: aceite-se como . No tenha medo das situaes adversas. Deus criou-nos com temperamentos diferentes. Uns, so mais duros e dificilmente 
tremem,- outros, por sua vez, so mais sensveis e sujeitos a sentirem-se fracos diante da adversidade. Aceite-se a si mesmo tal como . Isto no quer dizer que 
a personalidade distorcida que podemos trazer, antes da converso, deve dominar a nossa vida. Mas, deixe que o Esprito Santo complete em si a obra que iniciou. 
Ento no desespere. Reconhea a sua realidade e aceite-a.

Em segundo lugar, louve o nome de Deus mesmo que no sinta que o deve louvar. Louve-O porque o amor de Deus, a Sua misericrdia e as bnos que Ele est disposto 
a derramar sobre si, no dependem de como se sente, mas de quanto significa para Ele. Voc  a coisa mais importante para Deus, ao ponto de enviar o Seu Filho Unignito 
para o salvar.

A palavra cuidado usada no versculo de hoje, na Septuaginta  mrinma, que significa "cuidado", "ansiedade", "preocupao" pelo que ainda no aconteceu. O original 
hebraico para a mesma palavra ,yehab, que significa "carga pesada".

O conselho divino para ns : "Filho, Eu amo-te. No tens que andar preocupado com os problemas que ainda no apareceram. Confia em     Mim, lana sobre Mim o teu 
cuidado. Eu te ajudarei a chegar descansado ao porto seguro."

O dia de hoje est diante de si. Ao seu lado, embora no possa v-lo, est Jesus, pronto a carregar o fardo que o oprime. Aceite o convite e parta para a luta da 
vida na companhia maravilhosa d'Aquele que nunca falha.
19 de setembro - Quinta-feira

269

Porque Ter Medo da Noite?

"Ele te cobrir com as suas penas, e debaixo das suas asas estars seguro: e a  sua verdade  escudo e broquel. No temers espanto nocturno, nem seta que voe de 
dia. " Salmo 91:4 e 5

Todos os que um dia chegmos a conhecer Jesus, temos algum motivo para agradecer. Viemos at Ele com o peso da culpa, trazendo, muitas vezes, uma personalidade distorcida 
pelo pecado, carregando traumas e complexos que no nos permitem ser felizes, abrigando temores e medos que nos atormentam e, em Jesus, somos libertos de tudo aquilo 
que perturba a nossa paz.

O drama de Glria, uma senhora de classe mdia alta, era o seu profundo temor da escurido. Era um medo inconsciente que carregava na sua vida desde criana. Adulta, 
tentou compreender as causas deste medo incontrolvel e foi ao psiclogo mas sem resultados positivos. Dormia com as luzes do quarto acesas. De outra forma era impossvel 
conciliar o sono.

Mas um dia conheceu o evangelho e entre as muitas promessas bblicas, encontrou o versculo de hoje: No temers os horrores da noite. Porque Ele te cobre com as 
Suas penas e debaixo das Suas asas encontrars refgio; a Sua verdade  escudo e broquel.

Existem, no original hebraico, duas palavras que se traduzem por escudo. A primeira  magen, que  o escudo que ns conhecemos e que o soldado leva numa mo enquanto 
empunha a lana com a outra. A segunda palavra  tsinnah, que se refere a uma espcie de couraa que protege todo o corpo. No versculo de hoje Deus no promete 
ser o nosso magen mas o nosso tsinnah No existe possibilidade de sermos atingidos. O inimigo pode atacar por onde quiser, mas no pode tocar na nossa vida porque 
o Senhor protege o nosso corpo inteiro.

Qual , ento, o motivo para vivermos com medo dos horrores da noite ou dos perigos que ameaam de dia?

Aqui h uma mensagem de conforto para pessoas que, por fora das circunstncias, tm que trabalhar  noite como motoristas ou guardas. Aqui tambm h uma mensagem 
de esperana e libertao para os que, como Glria, tm medo da escurido sem saber porqu!

O Salmo 91 tem palavras de nimo para todos os que passam por momentos de tribulao, especialmente para "o povo de Deus que observa os mandamentos divinos", para 
os que experimentaro o "tempo de angstia" e os perigos dos ltimos dias.

O pregador ingls Charles Spurgeon dizia: "Demos a Deus as manhs dos nossos dias e as manhs da nossa vida. A orao deveria ser a chave que abre o dia e o ferrolho 
da noite. A devoo deveria ser o astro matinal e o luzeiro da tarde. Se comearmos bem o dia, durante as suas horas teremos maior conscincia da presena de Deus. 
Tambm teremos maior certeza de chegar ao leito,  noite, com o corao cheio de paz e confiana."  vivendo este tipo de vida que os temores desaparecem e os medos 
perdem sentido e deixam de incomodar. Tornamo-nos cada dia, mais semelhantes a Jesus.


270
 20 de Setembro - Sexta-feira

Um Deus Que No Dorme Nem Dormita

"Eis que no tosquenejar nem dormir o guarda de Israel. " Salmo 121 $

Numa das principais praas de Tquio existe uma enorme esttua de Buda, com os braos cruzados e os olhos fechados. Todo o mundo sabe que aquele deus no est a 
dormir, est apenas a meditar, mas seja como for, est com os olhos fechados. O versculo de hoje, porm, fala-nos de um Deus que est sempre vigilante, sempre com 
os olhos abertos. "Eis que no tosquenejar nem dormir o guarda de Israel."

Os peregrinos que anualmente se dirigiam a Jerusalm para participar
das festas, cantavam este Salmo, enquanto iam andando pelo caminho.

Hoje ele  conhecido como o Salmo dos Viajantes. O Salmo todo fala do
que o salmista espera do seu Deus ao longo da viagem, mas o versculo 4
expressa o porqu da confiana.
Ns temos um Deus que Se preocupa com cada um dos Seus filhos. Conhece a nossa entrada e a nossa sada. Ser a nossa sombra  nossa direita. No deixar vacilar 
o nosso p, o sol no nos incomodar de dia, nem a Lua de noite, porque o nosso Deus est acima de todos os deuses. No  simplesmente um nome, no  apenas um grande 
homem que passou pela Histria, no  simplesmente uma filosofia de vida ou uma esttua de mrmore.  um Deus pessoal, que Se interessa pelos detalhes da minha vida, 
olha para as minhas lgrimas, regozija-Se com as minhas alegrias e entristece-Se com as minhas tristezas. Sofre quando tento tir-lo
 da minha experincia, porque me ama e o que mais deseja  que vivamos uma vida diria de comunho pessoal.

Talvez neste momento apaream, no seu corao, perguntas como: "Se Deus est sempre vigilante, porque  que o meu pai morreu naquele acidente de trnsito? Porque 
no cuidou do meu filho? Onde estava Ele quando tudo aconteceu?"

Deus fez-Se Homem para poder compreender melhor a nossa humanidade e responder s nossas inquietaes. No precisaria faz-lo, porque era Deus,      mas alm de 
salvar-nos era preciso tirar as dvidas da nossa cabea. Fezse Homem e morreu na cruz e, nas dores da agonia, tambm clamou: "Deus Meu, porque Me abandonaste?" .'

Onde estava o Pai quando toda a tragdia aconteceu, naquela tarde de sexta-feira? Se Ele nunca dorme nem dormita, porque no interveio para poupar a vida do Seu 
prprio Filho?

No estou a tentar que "tape o sol com a peneira", nem que "enterre a cabea como a avestruz", no. Estou simplesmente a mostrar que por trs de todo o sofrimento 
humano, existe um propsito redentor ou educativo que s o tempo se encarregar de nos revelar.

Confie em Deus, embora as lgrimas o impeam de v-lo.

21 de_ setembro - Sbado

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Estou S  Espera

"As minhas lgrimas servem-me de mantimento de dia e de noite, porquanto me dizem constantemente: Onde est o teu Deus?" Salmo 42:3

Ruben, o nosso segundo filho, tinha 5 anos e estava perdido no centro de uma cidade enorme, como Belo Horizonte. A minha mulher e eu samos  sua procura. Foi a 
minha mulher que o achou, na estao da Rodoviria. Estava sentado, calmo, como se nada de extraordinrio tivesse acontecido. J no aconchego do lar, perguntei-lhe:

- No tiveste medo?

- No. - foi a resposta.

- Mas as crianas ficam com medo quando esto perdidas - disse eu.

- Mas eu no estava perdido, estava s  espera. Eu sabia que me iriam procurar - respondeu ele, admirado.

Alguma vez na vida j se sentiu perdido nas enormes ruas desta vida? Alguma vez j se sentiu a rodar solitrio, como um pio? Algum j lhe perguntou sarcasticamente, 
como perguntaram a David: "Onde est o teu Deus?"

Est perdido? Ou est "s  espera, porque sabe que Ele vir procur-lo"?

No versculo de hoje o salmista expressa a dor que sente porque s vezes nada parece estar bem e os escarnecedores aparecem para dizer: "Como  possvel que sofras 
se s um filho de Deus? Onde est o teu Deus?" "Onde esto as bnos que te foram prometidas?"

No pode existir momento mais doloroso do que confiar em algum e esse algum parece no sair em nossa defesa. Como reagiria diante de um pai que v um grupo de 
jovens a bater no seu filho e no reage? O que acharia de um pai que  considerado um heri pelo filho, mas que permite, na sua presena, que outros o ofendam e 
vituperem?

Talvez consiga compreender o porqu das lgrimas do salmista. Perseguido, humilhado, trado e ainda gozado por confiar num Deus que parece no reagir.

Ruben contou-nos naquela noite que muita gente lhe perguntava: "Ests perdido?" E ele respondia que no, que estava s  espera dos seus pais.

E voc? Est perdido? Sente-se abandonado? Ou j O conhece o suficiente para saber que Ele nunca o esqueceu e que se demora, deve esper-lo porque Ele certamente 
vir e no tardar?

 medida que nos aproximarmos do fim, aparecero cada dia mais escarnecedores, zombadores, burladores, difamando o nome de Deus. Deve estar preparado para continuar 
a acreditar n'Ele, embora no possa v-lo. Mas para poder v-lo, mesmo sem O ver  preciso conviver comEle num companheirismo dirio numa vida de comunho atravs 
da orao, do estudo da Bblia e do testemunho. Neste convvio maravilhoso, Ele tornar-se- real para si a ponto de saber que nunca est s, no est perdido, est 
"s  espera".

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22 de setembro, domingo

"O Senhor o sustentar no leito da enfermidade; tu renovas a sua cama na doena. " Salmo 41:3

O salmista escreveu o Salmo 41 num momento em que estava gravemente doente. Enquanto estivermos neste mundo, muitas vezes a enfermidade tocar o nosso corpo. Job, 
um homem ntegro como nenhum outro, ficou prostrado no leito de dor e agora David, vivendo uma vida de inteira dependncia divina, sofre tambm as inclemncias da 
doena.

Muitas vezes Deus permite que a doena bata  porta da nossa vida, para que em ns "se manifestem as obras de Deus". Louvemos o Seu nome com lgrimas, Ele for glorificado. 
Outras vezes Deus permite que a doena chegue por algum motivo, redentivo-educativo que "ao presente no  motivo de gozo", mas que o tempo se encarregar de nos 
mostrar que Deus tinha razo. Ser que, atravs da doena, o Senhor no pode acordar-nos da letargia espiritual ou que a dor que vivemos no presente no est a ser 
um testemunho da misericrdia divina e da maldade do diabo diante das criaturas do Universo?

Enfim, o que realmente importa no  conhecer as causas, mas saber que na hora da doena podemos contar com o conforto divino. "O Senhor o sustentar no leito da 
enfermidade",  a promessa do verso de hoje, mas o Salmista continua: "Tu renovas a sua cama."

A palavra hebraica hafak, traduzida muitas vezes como "afofas", quer dizer literalmente "virar", "trocar". A ideia sugerida aqui pelo original  o conforto que o 
doente experimenta quando lhe  mudada a cama.

Dizem que um dos aspectos que melhor revela a capacidade de uma enfermeira  quando ela  perfeitamente capaz de mudar a roupa da cama com o doente deitado sem que 
este sofra qualquer desconforto. Pode perceber o que Deus est a tentar dizer? Ele transformar o leito do sofrimento. Ele no promete curar sempre, mas promete 
proporcionar alvio e conforto ao doente e aos seus familiares.

"No veio sobre vs tentao (provao) seno humana; mas, fiel  Deus, que no vos deixar tentar (provar) acima do que podeis, antes, com a tentao dar tambm 
o escape, para que a possais suportar." (I Cprntios 10:13)

s vezes, quando visito algum a passar pelo vale do sofrimento, gostaria de lhe ler as promessas de cura e restaurao, mas a realidade  que Deus no promete curar 
sempre. s vezes, Deus diz: "A Minha graa te basta". Tal como Paulo, temos que carregar o aguilho na carne at ao fim dos nossos dias.

 ali que brilha a promessa do versculo de hoje. As mos divinas que abriram os olhos do cego, podem tambm vir para renovar o leito e confortar o corao aflito 
do doente e dos familiares.

Oro, enquanto escrevo esta mensagem. Oro e penso nos amigos queridos que passam pelo vale da dor e da doena. Oro, para que possam experimentar a mo curadora ou 
a mo confortadora de Jesus, segundo a Sua boa vontade.
23 de  Setembro - Segunda-feira

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Glorie-se na Tribulao

"E no somente isto, mas tambm nos gloriamos nas tribulaes, sabendo que a tribulao produz a pacincia. " Romanos 5:3

Aceitar Jesus significou para Francisco a renncia de muitas coisas. Os seus amigos abandonaram-no. Os seus familiares no quiseram saber dele e declararam-no pessoa 
indesejvel. O seu negcio comeou a falir, porque as melhores vendas eram realizadas no sbado e, depois de aceitar o evangelho no abriu mais a loja no dia de 
repouso.

Poucos meses depois, perdeu o filho mais velho num acidente de trnsito e toda a gente andava a dizer que as tribulaes tinham vindo porque ele tinha quebrado um 
voto de fidelidade que fizera  Nossa Senhora da Aparecida.

Quando conversei com ele, tentei anim-lo e mostrar-lhe que no entendemos os caminhos de Deus, mas que eles so sempre os melhores para ns. "No se preocupe, pastor", 
disse Francisco e mencionou o verso de hoje: "Gloriemo-nos nas tribulaes, sabendo que a tribulao produz perseverana".

 na dor do exerccio dirio que os msculos se fazem fortes.  no sangrar das bolhas que as mos se tornam duras.  no calor do fogo que o ouro se faz cada vez 
mais puro e  na lapidao que o diamante bruto adquire as formas delicadas que deixam transparecer toda a sua beleza.

Naturalmente, o ser humano no foi criado para sofrer e portanto, rejeita tudo o que  doloroso. Foge do que provoca lgrimas, prefere o conforto de uma cama macia 
do que a dureza do asfalto numa noite fria.

Nunca se sinta mal por no gostar do sofrimento.  natural que assim seja, mas no desespere quando as tribulaes vierem, porque elas produzem a perseverana.

Na vida crist nada  to importante, depois de Cristo, como a perseverana. "O que perseverar at o fim, ser salvo", encontramos muitas vezes registrado. No deserto 
desta vida, j ficaram muitos corpos que esmoreceram e abandonaram a luta. Foram almas que no conseguiram passar pelo vale das tribulaes. Acharam que Deus as 
tinha abandonado. Julgaram-se injustiadas e esquecidas, no se gloriaram nas tribulaes, no agradeceram pelas lgrimas, no louvaram o nome de Deus pela adversidade. 
Resultado: nunca tiveram o carcter desenvolvido a toda a prova, caram nas areias quentes do deserto, abandonaram o caminho e perderam de vista a Terra Prometida.

Pode ser para mim muito fcil escrever isto, porque ao faz-lo nenhuma tormenta envolve a minha vida, mas peo a Deus que, quando o Inverno chegar e os ventos gelados 
castigarem o meu rosto, Ele me d foras para segurar o Seu brao poderoso e aceitar com resignao as inclemncias da vida, "sabendo que a tribulao produz a perseverana" 
e os que perseveram at ao fim, sero salvos.

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24 de setembro, tera-feira
"No estejais inquietos por coisa alguma, antes, as vossas peties sejam em tudo conhecidas, diante de Deus, pela orao e splicas, com aco de graas." Filipenses 
4:6

Hope Mac Donald, no seu livro "Ensina-nos a Orar", conta que uma noite, quando os seus filhos Toms e Daniel eram pequenos, ela ouviu-os a orar com o pai. Os trs 
estavam ajoelhados perto da cama. Tom fazia a ltima orao e devia ter gasto pelo menos cinco minutos a agradecer a Jesus por todas as coisas. Citou toda a famlia 
e os familiares prximos e distantes. Agradeceu ao Senhor por todos os amigos que tinha na escola, nome por nome; agradeceu por todas as flores e rvores, pelo Sol, 
chuva, Lua, estrelas e tudo o mais que existe na Natureza. Depois de agradecer a Deus por todas as pessoas do mundo ele parou, virou-se para o pai e disse: "Que 
mais devo dizer, pap?" E antes que este pudesse responder, o seu irmo disse num momento de inspirao: "Que tal se disseres Amn?"

Sem dvida, est a sorrir. Mas o quadro apresenta a sinceridade com que as crianas falam com Jesus. Toda a orao foi empregue s para agradecer! Quantas vezes 
j fizemos isto na nossa devoo pessoal?

Porque estarmos gratos se ainda no apresentmos o nosso pedido e, muito menos, recebemos a resposta? Isto vai depender muito do seu conceito de orao. Se j compreendeu 
que todas as peties foram respondidas por Deus, antes de sarem dos nossos lbios e que tudo o que precisamos fazer  abrir a porta do nosso corao a Jesus, que 
vem com todas as Suas bnos, ento a orao de gratido tem sentido. Mas se continuar a pensar que tem que orar para mudar a posio de Deus a respeito da sua 
pessoa, ento, naturalmente, no h motivo para ser grato.

Se parar um pouco e comear a enumerar todas as bnos que j recebeu na vida, ver que nem o tempo nem a memria as alcanam para as enumerar. Deus  um Deus de 
salvao e  tambm um Deus de bnos. No somos ns os que desejamos ser abenoados,  Ele que est desejoso para nos abenoar. Temos que louvar o Seu nome porque 
Ele  grande. Temos que agradecer o Seu amor porque muito tempo antes de que supliquemos alguma coisa, o Seu Esprito j trabalhou na nossa vida criando em ns o 
desejo de O procurar, fazendo-nos sentir a necessidade das Suas bnos. Hoje, antes de sair para o trabalho, derrame a sua vida aos ps de Jesus. Agradea-Lhe as 
bnos que os seus olhos ainda no viram, mas que Ele j preparou para si. Cante um hino de louvor e mantenha esse cntico no corao ao longo do dia. No saia 
ansioso. No tem motivos para isso. O seu Deus  o mesmo Deus de Moiss, Abrao, Daniel e Paulo. Ele pode fechar a boca dos lees, livr-lo da priso ou abrir o 
Mar Vermelho. Acredite!

25de_ Setembro - quarta-feira

275

Escudo Protector

"Como purificar o mancebo o seu caminho? observando-o, conforme a tua palavra." Salmo 119:9

O velho professor surpreendeu os alunos quando faziam circular uma revista pornogrfica na aula. Agarrou a revista em silncio, fez correr as folhas ligeiramente, 
dirigiu-se  frente e disse: "Durante oito anos trabalhei numa editora que publicava este tipo de revistas. Traziam sempre a ltima pgina em branco. Nunca ningum 
se atreveu a publicar a foto que devia vir na ltima pgina. Tomara que no seja um de vocs que o faa."

Os alunos estavam inquietos. Havia uma pergunta no ar, que ningum se atrevia a fazer. De repente um jovem loiro, com borbulhas no rosto, no conseguiu ficar calado 
e perguntou: "O que havia nessa ltima pgina e porque  que no se imprimia a ltima foto?"

A resposta do velho professor sacudiu a classe: "A ltima foto no pode ser impressa numa revista como esta. A vida se encarregar de a tornar realidade. So as 
mentes perturbadas, conscincias distorcidas, sonhos desfeitos, vidas acabadas, personalidades extraviadas nos labirintos da loucura."

"Como poder o jovem guardar puro o seu caminho?",  a pergunta do verso de hoje. E a resposta vem a seguir: "Seguindo a Tua palavra". Quando a mente do cristo 
aprende a deleitar-se nas verdades eternas, j no existe lugar para tantas ideias e pensamentos medocres que o inimigo inventa para arruinar a vida dos filhos 
de Deus.

Somos o que pensamos e pensamos o que lemos ou vemos. Mentes alimentadas de lixo s podem fabricar lixo e continuar a fornecer lixo para os outros.

Existem pessoas escravizadas, incapazes de se livrar dos laos da pornografia. So revistas, discos e cassetes de vdeo que enchem as prateleiras, as bancas. Muito 
dinheiro  canalizado para alimentar a indstria da pornografia e uns poucos vo ficando ricos  custa da mente doente e escravizada de muitos.

Existe remdio para um problema semelhante? Existe sada para uma mente que s consegue ver a vida e o mundo por este prisma?

A Palavra de Deus  o escudo protector. Por mais dura que parea ser no incio, a experincia de estudar a Bblia diariamente  a nica sada para a libertao em 
Cristo, porque  atravs dela que a alma desvalida comunica com a fonte do poder.  verdade que, uma mente que durante anos se alimentou de lixo e cujo paladar intelectual 
est distorcido, no encontra deleite nenhum em estudar a Bblia. Mas este no  um assunto de opo,  a nica sada. Quando tem uma prova de Fsica na escola e 
a sua nica sada  ser aprovado na matria, no concentra toda a sua energia e fora de vontade para a estudar? Transfira agora o assunto para a vida espiritual. 
No acha que o estudo da Bblia, por mais inspido que parea no incio, merece o mesmo tratamento que a matria de Fsica?

 
26 de Setembro - Quinta--Feira

Com Esta Natureza No

"Tem compaixo de mim, Senhor, porque sou fraco; sara-me, Senhor porque os meus ossos esto perturbados. " Salmo 6:2

A orao de David  o clamor de um homem que conheceu a dor, o peso e a angstia da culpa. O pecado no compensa. Um minuto de alegria tem atrs de si horas e horas 
de desespero e solido. Ado e Eva foram atrados por uma experincia nova e fascinante, mas com tristeza tiveram que abandonar o Jardim e ver, mais tarde, um filho 
tirar a vida ao outro. Esa no pensou duas vezes para comer o prato de lentilhas e depois teve que chorar desesperado: "Pai no tens outra bno para mim?" David, 
olhou para a mulher do vizinho, deixou-se arrastar pelas paixes humanas, viveu o seu momento de aventura e, quando o prazer da novidade acabou, confrontou-se com 
a triste realidade de uma conscincia perturbada.

Justamente por ter conhecido o outro lado do pecado, o salmista disse: "Tem compaixo de mim, Senhor, porque sou fraco. Sara-me, Senhor, porque os meus ossos esto 
perturbados."

"Sou fraco." Esta  a triste realidade humana desde a queda dos nossos primeiros pais. Hoje, a raa humana carrega sobre si a natureza pecaminosa "Em pecado me concebeu 
minha me", diz David na orao de arrependimento do Salmo 51.

Com esta natureza, nascemos separados de Deus e o que mais gostamos  de viver longe de Deus. Sem Deus, passamos a ser pobres escravos das nossas paixes e apetites. 
Magoamo-nos ao nos deixarmos levar por eles, mas nem por isso emendamos o rumo. Podemos tentar uma vez e outra. Podemos fazer promessa aps promessa, deciso aps 
deciso, mas voltamos sempre ao ponto de partida at compreendermos que em ns no existe bem nenhum.

"Tem compaixo de mim, que sou fraco", clamamos e ao fazermos assim damos a Deus a oportunidade de operar o milagre da transformao, o transplante de corao. Ele 
implanta em ns a natureza divina (IlPedro 1:4) e, pela primeira vez, aparecem os frutos espirituais de maneira natural na nossa vida.

David foi conhecido nos ltimos anos da sua vida como o varo conforme o corao de Deus. Quer dizer que existe esperana para o homem que um dia caiu nas profundezas 
do abismo. Quer dizer que, nem tudo est perdido. Quer dizer que embora nossas as promessas nunca tenham sido cumpridas, existe sada para a alma na encruzilhada 
da morte.  s clamar: "Tem compaixo de mim, que sou fraco."  s reconhecer que Ele  tudo em ns e ao reconhecer este facto, busc-lo cada dia e viver com Ele 
uma vida de comunho ininterrupta, permitindo que o Seu Esprito santifique a nossa vontade enfraquecida e nos guie s obras maravilhosas da vitria.

27 de Setembro - Sexta-feira

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No Passamos de Meros Homens

"pe-os em medo, Senhor, para que saibam as naes que so constitudas por meros homens. " Salmo 9:20

Desde o Jardim do den, o homem sempre teve a preocupao de ser igual a Deus. O inimigo usou esta arma para derrubar os primeiros pais. "Sereis iguais a Deus", 
disse a Eva e ela comeu do fruto proibido. O diabo traz no fundo do seu ser esta ambio. Tentou sempre tirar Deus do trono e colocar-se como o soberano. No conseguiu 
faz-lo no Universo, mas hoje tenta derrubar Deus do trono do nosso corao e ocupar o centro da nossa ateno e das nossas afeies.

Ao longo da Histria Deus tem tentado mostrar ao ser humano que ele  a criatura e que precisa do Criador. A vida do homem  uma vida dependente, ele precisa de 
"olhar e viver". No momento em que o homem tira Deus da sua existncia, morre espiritualmente e, com o tempo vai morrendo, psicolgica, social e fisicamente.

Para que o homem compreendesse que precisa de Deus para poder viver, muitas vezes o Criador, na Sua misericrdia infinita, teve que usar mtodos que nunca estiveram 
nos Seus planos. Deus  amor. N'Ele no existe violncia, mas para um povo que nasceu e viveu num mundo de violncia, para uma raa que s ouve a linguagem do grito 
e do medo, que  a linguagem que o diabo gosta de usar e  qual o homem se habituou, Deus, muitas vezes, tem que falar na nica linguagem que o homem entende. Aqui 
est a declarao de David: "Senhor, infunde-lhes temor!" Eles s entendem essa linguagem, fala-lhes pela forma que os faz prestar ateno, e "que se lembrem que 
no passam de meros homens."

O sofrimento que aoita a vida no tem origem divina. Todo o sofrimento, lgrimas e dor nascem na mente inimiga de Satans. Deus tem poder suficiente para impedir 
que o sofrimento provocado pela mente diablica atinja os seres humanos, mas s vezes permite que a criatura seja alcanada para que o homem se lembre de que "no 
passa de mero homem".

O inimigo hoje diz, atravs das vrias disciplinas e filosofias da Nova Era: "Tem poder, existe uma energia csmica em si; procure Deus dentro de Si, concentre-se 
e descubra os seus valores internos". Mas Deus continua a falar: "Filho, no s ningum sem Mim, precisas de compreender que a tua vida  uma vida dependente. No 
te deixes enganar pela mente inimiga que quer levar-te a tirar-Me da tua existncia. Eu amo-te! Estou sempre com os braos abertos e pronto a ajudar-te. Se para 
te lembrares de que no passas de um mero homem,  preciso que atravesses o vale das lgrimas, Eu o permitirei, porque te amo."

O plano maravilhoso de Deus no inclui o temor. Ele quer conquistar o nosso corao e levar-nos a obedecer por amor. Ele espera um sinal voluntrio, embora muitas 
vezes Se veja forado a falar na nica linguagem que o homem  capaz de compreender.

No gostaria de abrir o seu corao a Deus esta manh e dizer: "Senhor, ajuda-me a servir-Te por amor?"

278

28 de Setembro Sbado

Princpios Condutores

"Na verdade que j os fundamentos se transtornam; que pode fazer o justo?" Salmo 11:3

Somos cristos porque guardamos os mandamentos ou guardamos os mandamentos porque somos cristos? Esta pergunta precisa de ser respondida com toda a clareza, por 
aqueles que desejam ser, cada dia, mais semelhantes a Jesus. Se a salvao est em Cristo e se "no existe outro nome fora d'Ele, em quem possamos ser salvos", para 
que precisamos de normas?

O versculo de hoje traz a pergunta de David, um homem que, num momento de sua vida conheceu a tragdia de viver afastado de Deus, mas depois, arrependido, aprendeu 
a ser justo vivendo uma vida de comunho diria com o Rei. A pergunta do salmista : "Quando os fundamentos so destrudos, que pode fazer o justo?"

Analisando o texto cuidadosamente, chegamos  concluso de que o justo no precisa de fundamentos para ser justo. Ele j  justo. Mas a pergunta expressa a necessidade 
que o justo tem de fundamentos, porque sem eles o justo no saber para onde ir, nem o que fazer.

Embora o Salmo 11 esteja a falar do refgio e da defesa que Deus  para o justo, e embora literalmente os "fundamentos" mencionados no verso de hoje, sejam "lugares 
seguros" onde colocar o p, no podemos deixar de ver o significado espiritual do versculo.

Os princpios estabelecidos por Deus na Sua Palavra e adaptados em forma de normas, leis e mandamentos para a Sua igreja, so os "lugares seguros" onde o cristo 
pode colocar o p ao andar neste mundo cheio de violncia e destruio.

No Salmo 11, David comea por perguntar: "Como me dizeis: Foge para o monte como um pssaro?" Depois, ele fala dos perigos que o inimigo usa para atirar, aos rectos 
de corao. Aqui, vemos um inimigo insatisfeito, porque os homens fugiram das suas mos e correram aos braos de Jesus. Agora, ele tentar com enganos, ocultamente, 
levar os justos  perdio.

O que faz Deus para proteger os Seus justos perseguidos e tentados, neste mundo cheio de imoralidade e de tantas filosofias, que s visam destru-los? Ele estabelece 
lugares seguros, fundamentos, princpios condutores, normas que tm como nico objectivo mostrar o caminho.

Tendo diante de si esses fundamentos, o cristo sabe onde ir e o que fazer, porque "como saberemos que matar  pecado se a lei no dissesse: No matars"? Cristo 
no nos libertou apenas para sermos livres e voar sem direco; libertou-nos, mas mostrou-nos o caminho. Deixou-nos o roteiro. Fez-nos justos para viver em justia, 
porque "o Senhor  justo. Ele ama a justia e os que andam na justificao vero o Seu rosto". (Versculo 7).

Porque ter medo das normas? No as encaremos como frases escritas para dificultar a nossa liberdade; olhemo-las como lugares seguros onde colocar o p num mundo 
que est a cair aos pedaos, sem Deus e sem esperana.

29 de Setembro - Domingo

279

Como Reagir Diante dos Inimigos

"Guia-me na Tua verdade e ensina-me, pois Tu s o Deus da minha salvao, por ti estou esperando todo o dia. " Salmo 25:5

Ao escrever o Salmo 25 encontramos David perseguido e acusado de algo que no cometera: apoderar-se ilicitamente do trono de Saul. Mas David nunca se revelou to 
generoso, humilde e perdoador, como nos momentos de tribulao e perseguio.

O salmista tinha um filho rebelde, tentando arrebatar-lhe o trono. Gente como Ziba, o criado de Mefibosete, a tentar engan-lo (II Samuel
16) e Simei, a atirar pedras e amaldioando o rei sem motivo. Alguma vez j se sentiu perseguido, acusado de algo que no fez, e massacrado por gente emocionalmente 
desequilibrada? Como reagem os discpulos de Jesus nestas circunstncias?

A orao de David : "Guia-me na Tua verdade e ensina-me, pois Tu s o Deus da minha salvao, em quem eu espero todo o dia."

Precisamos de suplicar a Deus que nos ensine como reagir diante de inimigos gratuitos. E no versculo de hoje o salmista diz-nos que a nica maneira de reagir diante 
da perseguio gratuita  ser guiado na verdade. O que  a verdade? "Eu sou a verdade", disse Jesus. O que significa ento, andar na verdade? Percebe que tudo na 
Bblia acaba em Jesus? No existe maneira de sair ileso dos perigos, da perseguio edas ofensas se no vivermos uma vida de comunho diria com Jesus.  d'Ele que 
vem a nossa salvao,  por Ele que temos que esperar todo o dia.

Quando David e os seus homens estavam a chegar perto do Jordo, ao
! passarem por uma pequena cidade chamada Baurim, apareceu Simei, um descendente de Saul, um homem que tinha abrigado no seu corao o veneno da amargura. A amargura 
tornou-se dio e o dio levou-o  esquizofrenia. Quando viu David, comeou a apedrej-lo e a gritar: "Sai, sai, homem  de sangue e homem de Belial! O Senhor te deu 
agora a paga de todo o [ sangue da casa de Saul, em cujo lugar tens reinado." II Samuel 16:7 e 8. !      O rei, que aprendera com lgrimas a depender diariamente 
de Deus, olhou com amor para aquele pobre homem. O desequilbrio emocional  levava o coitado a pensar que estava a defender Deus, atirando improprios  sobre David. 
Abisai, um dos homens do rei no conseguia suportar mais ,  esta situao e disse: "Porque este co morto amaldioar o meu Senhor?  Deixa-me passar e tirar-lhe 
a cabea." Mas David vivia com a Pessoa-Verdade. i  O dia todo, ele buscava Deus e dependia d'Ele e o carcter do Pai era
   reproduzido cada dia mais e mais na sua vida. "Deixa-o", foi a sua resposta.
 "que amaldioe."

Como vai a sua comunho diria com Jesus? J experimentou na sua vida a paz que o corao sente quando os improprios do inimigo j no magoam? J aprendeu na escola 
de Cristo a responder a uma carta ofensiva com amor? J aprendeu a olhar, carinhosamente,para as pessoas que o perseguem sem, ao menos, saber porqu?

Que Deus Se torne neste dia mais uma vez, o centro dos nossos pensamentos e sentimentos mais ntimos.

280
 30 de Setembro - Segunda-feira

O Pacto da Sua Paz

"Porque isto ser para mim como as guas de No; pois jurei que as guas de No no inundariam mais a terra: assim jurei que no me irarei mais contra ti, nem te 
repreenderei. Porque as montanhas se desviaro, e os outeiros tremero; mas a minha benignidade no se desviar de ti, e o concerto da minha paz no mudar, diz 
o Senhor, que se compadece de ti. " Isaas 54:9 e 10

No captulo 4 de Apocalipse encontramos uma viso do trono de Deus. Joo v Algum sentado no trono e a Sua aparncia era semelhante a uma pedra de jaspe e sardnia 
e "havia ao redor do trono um arco-ris semelhante, na aparncia, a esmeralda". (Versculo 3).

Lembra-se de quando foi a primeira vez que apareceu um arco-ris? Foi depois do dilvio. O sol brilhava l no fundo e uma chuva fina despedia-se da terra vencida 
pela fora de um novo dia. A Natureza criou as condies propcias para o fenmeno do prisma e pintou um quadro de impressionante beleza. Deus estava a anunciar 
ao mundo que este nunca mais seria destrudo com gua.

No versculo de hoje, Deus chama ao arco-ris "pacto da Minha paz" e promete que no Se irar mais contra Jud.

 reconfortante saber que na viso do trono de Deus, o arco-ris, que  o pacto da Sua paz, est presente e com muito destaque. O Seu carcter, a Sua santidade, 
a obedincia fiel aos princpios da Sua lei eterna, simbolizados no sol da Sua justia, brilham com fora e poder. Mas a chuva fina das Suas lgrimas, que simbolizam 
o Seu amor, a Sua misericrdia e a infinita pacincia com que aguarda o ser humano, juntam-se ao primeiro, de maneira to harmoniosa que do origem, no s a um, 
mas a dois dos espectculos naturais mais belos do Universo. Porm, a mensagem mais maravilhosa  a de que Deus ama a raa humana e far tudo para a salvar. Quando 
era pequeno diziam-me que nunca devia apontar um arco-ris com o dedo, porque este poderia apodrecer e cair. Mas, cresci, e a tradio prpria de um povo simples, 
transformou-se  luz da Palavra de Deus, na mais bela esperana de perdo e salvao em Cristo.

Quando vejo um arco-ris, emociono-me. Fico a contemplar a beleza daquele fenmeno natural, mas aprendi a ler nas entrelinhas a histria mais linda de amor por uma 
raa cada, condenada  morte eterna, e um Deus maravilhoso que enviou o Seu Filho para morrer e para salvar, eternamente.

Quando o inimigo lhe trouxer  mente os seus erros passados, quando ele tentar atorment-lo com o peso da culpa, mostre-lhe o arco-ris sobre      , o trono de Deus. 
Diga-lhe que, na verdade no passa de um pobre pecador,       mas que no est perdido, porque Jesus morreu por si e  no Seu sacrifcio e na Sua vida de obedincia 
que confia.  nos Seus braos que voc se esconde;  na Sua graa que encontra paz e poder para continuar a longa        caminhada da vida crist.

1 de Outubro - Tera-feira

281

Quando Deus Fala, Ele Espera

"Ento saiu fogo de diante do Senhor e os consumiu; e morreram perante o Senhor." Levtico 10:2

Nadabe e Abi so dois tristes exemplos de homens que tinham perdido a noo do que era santo e de como funcionam as coisas no reino de Deus.

Quando Deus determina algo que na Sua infinita sabedoria sempre tem uma razo de ser, Ele no aceita a interferncia do homem. O ser humano tem o direito de aceitar 
ou rejeitar o que Deus determinou como certo ou errado, mas no tem o direito de escolher o errado e tentar que Deus e o mundo aceitem a sua escolha como algo certo.

No servio do Santurio, Deus era o encarregado de providenciar o fogo. Mas Nadabe e Abi achavam que o melhor seria levar o seu prprio fogo. "Afinal", pensavam 
eles, "o que realmente importa  que haja fogo, a origem no  problema. Deus no estar preocupado com detalhes." Essa foi a tragdia de ambos. Confundiram as coisas. 
No so os detalhes que salvam, mas os detalhes tm o seu lugar e Deus no os menospreza.

Na atitude dos filhos de Aro estava envolvido algo mais profundo, que  muito evidente ao longo da Bblia.

"Trazei um cordeiro", disse Deus a Caim e Abel, e Caim pensou que o fruto da terra era a mesma coisa.

"No toqueis na arca", disse ao povo de Israel, mas Uz pensou que o fim justificava os meios.

"Confiai em Mim, no mais castigarei o mundo com gua", disse Deus depois do dilvio, mas os homens puseram-se a construir uma torre.

"O Sbado  o Meu dia santo", disse na Escritura, mas milhes acham que o Domingo pode ser igual.

"Aquele que permanece em Mim, produz muito fruto", est escrito claramente, mas muitos tentam viver uma vida de obedincia aos mandamentos, sem dar a devida importncia 
 vida de comunho com Cristo, pensando que se somos cristos, a comunho j  bvia.

Talvez hoje Deus no consuma os homens com fogo at porque o fogo de uma conscincia intranquila e uma vida sem paz j seja tormento suficiente para aqueles que 
no prestam obedincia aos conselhos divinos.

O resumo do pensamento de hoje  que, quando Deus fala, Ele espera que o ser humano siga o plano divino, porque todo o plano nascido d'Ele,  nascido no amor e na 
misericrdia, cujo nico objectivo  a felicidade do homem.

Est disposto a aceitar o programa divino para a sua vida, segurar com fora no brao Poderoso e esperar os frutos abundantes do Esprito Santo?

282

2 de Outubro quarta-feira

Olhar e Viver

"E disse o Senhor a Moiss: Faze uma serpente ardente, e pe-na sobre uma haste,- e ser que viver todo o mordido que olhar para ela. " Nmeros 21 -.s

A rebeldia do povo tinha trazido, mais uma vez, consequncias fatais para o povo de Israel. Cobras ardentes e venenosas estavam a causar a morte de muita gente. 
Ento o povo procurou Moiss, dizendo: "Ns pecamos contra o Senhor e contra ti. Pede a Deus que tire estas cobras de ns."

Simples, no  verdade? Pecamos, pedimos perdo e pronto. Est tudo resolvido. Mas o perdo divino  muito mais profundo, muito mais amplo, e as suas solues so 
muito mais srias e concretas.

O Senhor mandou Moiss fazer uma cobra de bronze, levant-la sobre uma estaca comprida e depois disse: "Todo aquele que for mordido e olhar para ela, viver."

A soluo no era to simples como parecia. Pecou, pediu perdo e est tudo resolvido, no! Se existiu pecado, tinha que existir morte, porque o salrio do pecado 
 a morte (Romanos 6:23). O homem no queria morrer apesar de ter pecado? Tudo bem, Deus ama o ser humano e no quer que ele morra, mas o que fazer com o pecado 
do homem? Era necessrio que algum pagasse, morresse, derramasse o seu sangue para a remisso dos pecados.

"E como Moiss levantou a serpente no deserto,  necessrio que o Filho do homem seja levantado, para que todo aquele que n'Ele cr, tenha vida", disse Jesus a Nicodemos.

Feche os olhos e veja l na montanha do Calvrio, o Deus Homem, morrendo para o salvar. "Olhai e vivei"  a ordem. A morte de Cristo no tem valor nenhum se no 
olhar. V a Ele, tal como est. Ele ama-o. Nunca deixou de o amar e de esperar por si.

Se os homens tivessem discutido naquela ocasio a ordem divina; se tivessem tentado compreender o porqu das coisas; se tivessem querido raciocinar em torno da soluo 
que Deus apresentava, estariam condenados a morrer contaminados pelo veneno cruel das serpentes do deserto. Mas eles s deviam acreditar. Olhar significava vida. 
Deixar de olhar, era sinnimo de morte.

Nem todos viveram no deserto. Houve muita gente que morreu. Na agonia clamaram por uma razo lgica de que olhar para a serpente resolveria o problema. Mas a salvao 
no tem lgica, est alm da capacidade da compreenso humana.

O nico caminho  confiar. "Olhai e vivei"  a ordem, e  um assunto dirio, de cada minuto, de cada instante.

A salvao vem da cruz onde Jesus sofreu e morreu por todo o veneno da misria humana.

3 de Outubro - Quinta-feira

283

Para Quem  a Glria?

"E Moiss e Aro reuniram a congregao diante da rocha, e disseramlhes: Ouvi agora, rebeldes, porventura tiraremos gua desta rocha para vs?" Nmeros 20:10

Como lderes humanos, somos geralmente lderes de barro. Carregamos dentro de ns a natureza pecaminosa que gosta de aparecer, de projectarse e de atrair a ateno 
das pessoas sobre si.  algo quase inconsciente que requer vigilncia permanente.

A experincia de Moiss no deserto,  uma grande lio para os seres humanos em geral e para os lderes em particular.

A ordem que Deus deu a Moiss era para falar com a rocha e esperar que Deus fizesse o grande milagre diante da multido (versculo 8), mas Moiss bateu na rocha 
e disse: "Eu farei sair gua desta rocha."

 primeira vista, poderia parecer que o erro do profeta estivesse no facto de bater na rocha, que era smbolo de Cristo, em lugar de apenas falar, como tinha sido 
a ordem. Mas a raiz do problema  mais profunda. Moiss estava a atrair a glria do facto para si, em lugar de atribuir os louros a Deus.

 Quem  o autor dos actos vitoriosos da nossa vida? Quem  que pro| duz os frutos? De onde vem a nossa fora? Um momento, no responda! Sabe que deve dizer que tudo 
vem de Deus, mas a pergunta no  para Si testar o que sabe.  para ajud-lo a meditar naquilo que vive.

Se eu saio cada dia para o trabalho, lendo,  pressa, esta meditao, se no separo tempo para passar a ss com Jesus e, apesar disso me "porto bem" durante o dia, 
esse meu bom comportamento no  para a glria de Deus:  o fruto da minha fora, da minha justia, e a minha justia  para Deus como um trapo de imundcie.

As vitrias da minha vida s so para louvor de Deus  se eu viver cada minuto em permanente dependncia do Seu poder salvador e sustentador.

J compreendeu que, quando Jesus esteve na Terra, a grande maioria dos que o  procuravam era gente aparentemente fracassada? Ali estavam os leprosos, cegos, paralticos, 
ladres, prostitutas. Essa gente simples e desprezada, que talvez nunca cumprira as promessas que fizera. Era gente que comprovadamente no conseguia viver uma vida 
moralmente correcta pelas suas prprias foras. E era isso, justamente, o que levava esse povo a procurar Jesus. Aqueles que, de alguma forma, com um pouco de domnio 
prprio e moralismo humano, podem viver uma vida exterior correcta, no sentem necessidade de Jesus. Vivem contentes com os seus prprios frutos e levam todos os 
louros para si.

Que tipo de justia  a nossa? Quem  que leva a glria dos frutos que aparecem na nossa vida?

Ano Bblico: Malaquias - Juvenis: Lucas 9

284

I      "Se o Senhor Se agradar de ns, ento nos por nessa terra, e no-la dar: terra quemana leite e mel." Nmeros 14:8

A medida da bno  proporcional ao tamanho da confiana que depositamos na promessa divina. Esta  uma lio que encontramos repetidas vezes ao longo das Escrituras.

No versculo de hoje existe uma declarao de f sada dos lbios de Josu e Calebe, depois de ouvir as covardes e pessimistas perspectivas apresentadas pelos outros 
dez espias.

 "A terra  boa", tinham dito os outros, "mas  impossvel conquist-

la.  terra que traga os seus habitantes. E os que nela habitam so to grandes que, diante deles, somos como gafanhotos."

Mentira! A falta de confiana nas promessas divinas faz-nos sempre ver fantasmas onde no existem. Como  que eles viram habitantes enormes se a terra tragava os 
seus moradores? Que tragdia! A falta de confiana em Deus faz-nos sempre ter uma imagem insignificante de ns mesmos. Como pode algum ser do tamanho de um gafanhoto 
diante de outra pessoa?

Os doze espies eram iguais em fora, em inteligncia, em oportunidades e em religio. Os doze adoravam o mesmo Deus, tinham os mesmos mandamentos e a mesma doutrina, 
mas Josu e Calebe saam da mediocridade de uma vida rotineira de ser simplesmente bons membros de igreja e viviam uma experincia de comunho diria e permanente 
com Deus. A diferena aparece sempre no momento de crise. "Se o Senhor Se agradar de ns, Ele nos levar a essa terra e a entregar a ns", disseram, com a certeza 
que s podem ter os amigos de Jesus.

 possvel que hoje esteja diante de grandes conquistas na sua vida profissional, espiritual, familiar ou pessoal. H gigantes pela frente? No tema. No minimize 
o inimigo nem as dificuldades, mas "se o Senhor Se agradar, Ele o levar  terra e a entregar a si."

Quando eu era pequeno gostava de brincar numa pradaria verde, que parecia no ter limites. O problema era que, para chegar l, precisava de atravessar uma ponte 
perigosa, quase a cair aos pedaos.

Muitas vezes ficava a olhar a relva verde e os campos sem fim do outro lado, sem ter a coragem de atravessar a ponte. Mas quando o meu pai chegava e me tomava a 
mo, o medo desaparecia. Nada mudava. O rio estava igual, a ponte velha continuava ali. A nica diferena era que eu no estava sozinho.

Compreendeu a mensagem? Ento v l. A terra  sua porque j no est sozinho!

5 de Outubro - Sbado

285

A Terra Ser Frutfera

"Se andardes nos Meus estatutos, e guardardes os Meus mandamentos, e afizerdes, ento Eu vos darei as vossas chuvas a seu tempo; e a terra dar a sua novidade, e 
a rvore do campo dar o seu fruto." Levtico 26:3 e 4

O versculo de hoje no apresenta simplesmente uma promessa e a condio para ser merecedor da promessa. Quando uma pessoa chega a desenvolver uma experincia diria 
de amor com Jesus, este verso passa a ser a descrio de uma experincia frutfera, porque a pessoa  possuidora da fonte da vida e do poder.

Se  agricultor e parece que as condies climatricas no permitem prever para este ano uma grande colheita, espere um pouco! No desista! Esconda-se nas promessas 
maravilhosas d'Aquele que tem poder para fazer chover e para fazer parar de chover.

Viva cada dia uma vida de dependncia de Jesus. Levante-se de manh cedo e antes de empunhar o arado, passe tempo a ss com o Dono da vida e da Natureza. Depois, 
parta para o trabalho sem medo. No se atemorize pelas previses climticas. No olhe com angstia para o cu. "Eu darei a vossa chuva no tempo certo e a terra frutificar", 
 a promessa. Confie nela.

Mas o ensinamento de hoje pode tambm ser transferido para a vida espiritual. Sente-se improdutivo? J tentou muitas vezes ver na sua vida os frutos do Esprito 
Santo e no conseguiu nada? No  possvel abandonar certos hbitos que destroem a vida espiritual? Um momento! No desespere. "Se andares nos Meus estatutos",  
a condio. No pense em primeiro lugar naquilo que deve ou no deve fazer. Pense no plano que Deus tem para tornar uma vida produtiva.

Passe tempo com Ele, v a Ele, permanea n'Ele e deixe que o Esprito Santo o leve s grandes obras de vitria.

Porque no pensar em estatutos e mandamentos, no s como normas ou proibies, mas como o plano que Deus tem para levar o Seu povo a uma vida de obedincia?

Quando Deus chegou naquela tarde trgica ao den e o homem se escondeu da Sua presena, a tristeza divina foi motivada por um fruto comido ou por um relacionamento 
de amor e confiana interrompido?

A grande preocupao de Deus era que o homem no comesse o fruto ou que vivesse sempre uma vida de comunho permanente com Ele e, como consequncia, seguisse o conselho 
de no comer do fruto?

Podemos ir esta manh a Jesus e dizer: "Senhor, habita em mim, frutifica o deserto da minha vida e leva-me a ver na minha experincia os frutos maravilhosos do Esprito 
Santo"?

286
6  de outubro,domingo 
A Unidade: Fruto de Amadurecimento e de Equilbrio

"Antes, seguindo a verdade em amor, cresamos, em tudo, n'Aquele que  a cabea, Cristo. " Efsios 4:15

O captulo 4 da epstola aos Efsios fala da unidade que deve existir na igreja. Unidade no quer dizer uniformidade. Cada membro tem o direito de pensar de um modo 
diferente, mas os que so controlados pelo Esprito sabem quanto a maneira individual de encarar um assunto  atentria contra a unidade da igreja. Geralmente, aquele 
que ao expor as suas ideias comea a perdera pacincia, deixa de defender ideias e passa a defender-se a si prprio. O versculo de hoje encontra-se quase no resumo 
final do tema da unidade. O verso fala do nosso crescimento em Cristo, "Aquele que  a cabea". No pode existir unidade na igreja, sem existirem membros maduros 
e equilibrados. Maturidade e equilbrio so caractersticas prprias daqueles que, pela sua comunho com Cristo, so cada dia mais semelhantes a Ele.

"Como a flor se volta para o Sol, para que os seus brilhantes raios a ajudem a desenvolver a beleza e simetria, assim devemos voltar-nos para o Sol da Justia, a 
fim de que a luz do Cu incida sobre ns e o nosso carcter seja desenvolvido  semelhana de Cristo.... Foi assim que os primeiros discpulos alcanaram a semelhana 
com o amado Salvador. Quando ouviram as Palavras de Jesus, sentiram a necessidade que tinham d'Ele. Buscaram-no, acharam-no, seguiram-no. Estavam com Ele em casa, 
 mesa, no aposento particular, no campo.... Os discpulos eram homens sujeitos s mesmas paixes que ns. Tinham que travar contra o pecado a mesma luta que ns. 
Necessitavam da mesma graa para viver uma vida santa." Caminho a Cristo, pgs. 68, 72 e 73

Se os discpulos o conseguiram, a promessa pode cumprir-se tambm em ns, no acha?

Os discpulos eram vtimas do egosmo e do orgulho. Enquanto estavam ao lado de Jesus, o carcter do Mestre reflectia-se na vida deles. Mas, quando se afastavam 
da nica fonte de poder, eram possudos por um sentimento de desunio e lutas pelos cargos que eles consideravam importantes. Por isso, o facto de saber que eles 
"eram homens sujeitos s mesmaspaixesquens", porm, tornaram-se vitoriosos em Jesus; inspirador e d-nos a certeza de que  medida que vivermos uma vida de comunho 
permanente com Cristo, veremos tambm o carcter maravilhoso do Mestre reflectido na nossa vida.
7  de utubro - Segunda-feira

287

A Responsabilidade Paterna

"E sucedeu que, fazendo ele meno da arca de Deus, Eli caiu da cadeira para trs, da banda da porta, e quebrou-se-lhe o pescoo, e morreu; porquanto o homem era 
velho e pesado; e tinha ele julgado a Israel quarenta anos." I Samuel 4:18

Que triste fim para um homem que Deus tinha escolhido para ser uma fonte de inspirao para o Seu povo! Eli estava velho e cansado. "Era da idade de noventa e oito 
anos e os seus olhos tinham-se escurecido." Os seus filhos tinham crescido mas eram vazios por dentro. No tinham vida espiritual, nem respeito pelas coisas divinas.

 verdade que um pai pode ter educado com amor, firmeza e dedicao os seus filhos e estes, ao crescerem, no quererem saber de Deus e da Sua igreja, fazendo mau 
uso da liberdade que Deus lhes deu. Mas no caso de Eli era diferente. O Esprito de Profecia menciona a responsabilidade que Eli tinha na educao errada dos filhos. 
Tolerncia nunca pode ser confundida com pacincia, nem amor com permissividade, nem "mente aberta" com liberalismo.

A educao dos filhos requer paisque busquem diariamente sabedoria, fora e graa nos braos do Pai.  preciso estarem firmes nos princpios educativos da Palavra 
de Deus para no serem confundidos pelas teorias modernas que podem criar uma gerao de valores fundamentados apenas nas circunstncias e nos sentimentos.

"A maior necessidade do mundo  de homens - homens que no se comprem nem se vendam; homens que, no ntimo da alma, sejam verdadeiros e honestos; homens que no 
temam chamar o pecado pelo seu nome exacto; homens, cuja conscincia seja to fiel ao dever como a bssola o  ao plo; homens que permaneam firmes pelo que  recto, 
ainda que caiam os cus." Educao, pg. 57

Este tipo de homens no  fruto do moralismo de princpios sem vida; estes homens so a obra de arte que o Esprito Santo est pronto a fazer na vida dos que vo 
a Jesus cada momento. E ns, pais, temos uma participao importante ao ensinarmos aos nossos filhos a necessidade diria de Cristo.

Como lderes de igreja e como pais, estamos simplesmente preocupados com que os nossos jovens se portem bem e no saiam da igreja ou procuramos lev-los a uma experincia 
de vida com Cristo?

Lembre-se:  possvel estar na igreja cumprindo aparentemente tudo, sem ter experincia com Jesus, mas  impossvel viver uma vida de comunho com Cristo e no permanecer 
na igreja.

Qual deve ser ento a motivao do nosso trabalho em favor dos nossos filhos e dos jovens?

A resposta  sua!

288
8  de outubro, tera-feira

"E disse o Senhor a Gedeo: Muito  o povo que est contigo, para EU dar aos midianitas em sua mo; afim de que Israel se no glorie contra Mim, dizendo: A minha 
mo me livrou. " Juizes 7:2

A natureza humana  egosta e orgulhosa e, enquanto a carregarmos no nosso corpo ela estar sempre a tentar interferir nas nossas decises e actos.

Deus conhece bem a nossa natureza. Sabe que, embora convertidos, ela est ali presente, a incomodar a vida do cristo e interferindo muitas vezes na compreenso 
da obra redentora de Jesus.

O ser humano, controlado pela natureza pecaminosa, gosta de dar nas vistas. Assim foi com Pedro, Joo e tantos outros homens da Bblia, antes de aprenderem definitivamente 
a viver uma vida de comunho permanente com Cristo.

No versculo de hoje encontramos um pedao da histria vitoriosa de

Gedeo. Este juiz de Israel tinha recebido de Deus a promessa da vitria,

Deus estaria no comando da batalha. Nada pode derrotar-nos se temos a

certeza de que Deus est no comando da situao. Mas Deus sabia que o

Seu povo corria um grande perigo naquela ocasio. Eram 32 mil homens
prontos para a batalha. Era muita gente. O perigo que o povo corria era o
de pensar que a vitria pudesse ser resultado de um grande nmero de
soldados. Deus levou apenas Gedeo e mais trezentos. Eles no lutaram,
s partiram as vasilhas de barro e deixaram brilhar todas as tochas; os
inimigos ficaram confusos e comearam a matar-se uns aos outros.

Ao longo de toda a Bblia, Deus est sempre a dizer.- Filho, olha para Mim, depende de Mim, confia em Mim, vive uma vida de comunho comigo, Eu sou a nica fortaleza, 
a tua garantia de vitria. Permite-Me que controle a tua vida, santificando a tua vontade com o Meu Esprito e deixa-Me levar-te s grandes obras de vitria sobre 
o pecado.

A maior lio que temos que aprender na vida crist  a lio da dependncia de Deus. Muitos de ns s aprendemos atravs das lgrimas, dor e sofrimento. s vezes, 
Deus deixa-nos avanar pelos nossos prprios caminhos, para nos ensinar que os mtodos humanos, por mais brilhantes e extraordinrios que paream ser, s nos podem 
levar  ao sofrimento, frustrao e morte.

" demais o povo que est contigo", disse a Gedeo.  preciso compreender que a vitria nunca pode ser o resultado do nosso esforo isolado de Cristo, mas da Obra 
do Seu Santo Esprito, santificando a nossa vontade e inspirando, em ns, tanto o querer como o fazer.

9 de Outubro - Quarta-feira

289

Estar Vestido Com a Justia

"Desperta, desperta, veste-te da tua fortaleza,  Sio: veste-te dos teus vestidos formosos,  Jerusalm, cidade santa; porque nunca mais entrar em ti nem incircunciso 
nem imundo." Isaas 52:1

A justia de Cristo  simbolizada muitas vezes na Bblia como um manto ou uma vestimenta. O versculo de hoje diz: "Veste-te dos teus vestidos formosos,  Jerusalm..." 
O propsito das vestes  cobrir a nudez do corpo. Ado e Eva, depois do pecado, perderam as vestes de luz e tentaram esconder a sua nudez com miserveis folhas de 
figueira. O Senhor Deus teve que sacrificar um cordeiro e preparar com a sua pele vestes para os angustiados pais da raa humana, mostrando assim que a soluo, 
para o problema do pecado, no est nas mos do homem, mas nas mos do Cordeiro.

Seguindo esta linha de pensamento  possvel que algum corra o risco de pensar que as vestes da justia divina sirvam, de algum modo, para encobrir os pecados humanos 
e, em consequncia, acomodar-se a uma vida de permissividade, "descansando" na promessa da justia que cobre uma multido de pecados.

Mas o texto de hoje  enftico ao declarar: "Acorda, acorda, veste-te de poder, oh, Sio!" A obra redentora de Cristo no envolve, simplesmente, o perdo dos pecados 
passados, significa tambm o poder para uma vida de vitria. Aveste da justia divina, no  apenas formosa,  tambm poderosa.

Ser perdoado para continuar fracassado e ser escravo do pecado no teria muito sentido. O objectivo final da salvao  fazer com que a criatura reflicta na sua 
vida o carcter do Criador. A veste formosa da justificao  necessria para que o homem seja liberto dos seus medos, temores e complexo de culpa. Ele precisa de 
ser tambm vestido da veste poderosa da santificao, para ser liberto do poder que o pecado exerce na sua vida.

A veste  a mesma, e o doador  Cristo. No recebemos primeiro uma veste e depois a outra. A veste  formosa e poderosa ao mesmo tempo. O ser humano precisa de ser 
justificado e santificado diria e permanentemente.

Antes de sair hoje para as actividades do dia,  preciso ter a certeza de que seremos vestidos da justia formosa do perdo, que nos d segurana, mas tambm da 
veste poderosa, que nos garante a presena do Esprito, que santifica a nossa vontade e nos leva  vitria sobre o pecado.

290

10 de Outubro -quinta-feira 

Nunca Agir Sem Pensar

"Assim, tambm, ficar a alma sem conhecimento no  bom, e o que se apressa com seus ps peca. " Provrbios 19:2

O versculo de hoje  uma figura da literatura hebraica chamada paralelismo. No paralelismo bblico, a primeira frase d a declarao e a segunda complementa o pensamento 
da primeira. A Bblia na Linguagem de Hoje apresenta o verso da seguinte maneira: "Agir sem pensar no  bom; quem se apressa, erra o caminho."

Muitos problemas e dificuldades poderiam ser evitados se aprendssemos a "agir depois de pensar", mas geralmente os actos e palavras que nos trazem complicaes 
so fruto de reaces quase instintivas e impensadas. O famoso "pavio curto" tem deixado no caminho muitos coraes feridos, sonhos frustrados e amizades desfeitas.

Como controlar essas reaces instintivas, ao viver em comunho com Cristo?  simples. O cristo que, depois de ter os seus momentos devocionais com Cristo, parte 
para a luta da vida com Jesus, fazendo da sua vida diria um permanente "estar ligado a Cristo", contar simplesmente a Jesus o que est a sentir na hora da tentao, 
e Jesus far desaparecer o sentimento negativo de maneira natural.

"Pastor, o senhor est a ser muito utpico. Ningum pensa em Jesus na hora em que as batatas se queimaram", poder pensar. E talvez tenha razo e a esteja todo 
o nosso problema. Na hora da dificuldade estamos sem Cristo, e sem Cristo, que  a salvao, j estamos perdidos, mesmo que no digamos uma palavra feia ou faamos 
algo contra algum.

Manter-se ligado a Jesus cada segundo  a grande luta do cristo.  isto que  a vida crist: comunho permanente com Cristo. As outras coisas boas que chegamos 
a fazer, sero sempre o resultado natural do companheirismo com Cristo.

Conheci um rapaz que era um espectculo, mas quando entrava no recinto desportivo, agredia todos e fazia um escndalo por qualquer coisa. Anos depois vi-o, completamente 
transformado. Continuava a praticar desporto, mas agora era um cavalheiro. A sua vida diria de comunho com Cristo foi o segredo da sua vitria. Podia ter abandonado 
o desporto para no criar dificuldades ou poderia levar Jesus para o campo de desporto. Fez o segundo plano e deu resultado.

Quer dizer que, quem est em comunho permanente com Cristo, nunca tem reaces instintivas prprias da natureza humana? Tem, sim, mas ningum ser julgado por isso.

O carcter de uma pessoa no se julga por um ou outro acto bom ou mau, mas pela tendncia da vida.

A presena permanente de Cristo far que esses "actos instintivos" sejam cada vez menos frequentes, dando lugar ao carcter maravilhoso de Jesus.

11 de Outubro - Sexta feira

291

Jesus Cristo - Homem Para Sempre

"Porquanto h um s Deus, e um s Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem." I Timteo 2:5

Muitos anos antes da sua morte, o milionrio Robert Garret, teve uma doena cerebral que lhe produzia a alucinao de ser o Prncipe de Gales. Diante do assombro 
de todos, a esposa atendia a todas as expectativas do marido e, para que tudo parecesse real, gastava muito dinheiro. A casa em que moravam transformou-se numa pequena 
corte da Inglaterra. Contratou todo um elenco de actores para que representassem os papis de funcionrios da Corte e embaixadores de outros pases e, de Londres, 
mandou trazer um perito para certificar-se de que todos os detalhes dos disfarces fossem fiis.

Procurou-se para Robert Garret, cpias de todas as condecoraes que tinha o Prncipe de Gales, e tambm os uniformes dos principais regimentos de diversos pases, 
para ele poder apresentar-se correctamente vestido diante de cada um dos embaixadores visitantes. Todos os dias, a sua esposa aparecia perante ele como a Princesa 
de Gales, representando durante horas inteiras a trgica farsa para que o seu marido pudesse manter a iluso.

Os amigos muitas vezes recriminavam-na: "O seu marido est louco, porque no o deixa num hospcio, onde possam tomar conta dele?"

"O meu marido", respondia ela, "foi sempre um homem maravilhoso. Agora est doente e aproxima-se lentamente da morte. Quero fazer com que os seus ltimos dias sejam 
felizes."

Um dia, meus amigos, o Senhor Jesus viu-nos perdidos e a encaminharmo-nos, lentamente, para a morte. No tnhamos sada, e, por amor, fez-Se homem. No Se disfarou 
apenas, no representou uma pea teatral cara. No fingiu. Ele fez-Se homem de verdade e para sempre. Hoje, permanece l nos Cus, Jesus Cristo Homem, por toda a 
eternidade. Por isso a raa humana ser sempre, no Universo, a raa mais prxima do corao de Deus.

Conheci, certa ocasio, a menina Adriana, que doara um rim para que a sua irm pudesse viver. Tinha 3 irmos mas, segundo ela, a mais querida era Jessica, porque 
levava dentro de si, um pedao dela. Talvez no futuro, at pudesse ter problemas com um s rim, mas o que importava isso, diante da alegria de ver a irm viva?

Quando o Senhor Jesus adoptou o corpo humano, no perdeu nenhum dos Seus atributos, porque Deus no pode perder nada, mas no fez uso da Sua omnipresena, pelo facto 
de que no tomou apenas emprestada a forma humana. Ele tornou-Se homem, plenamente homem, e  justamente a que est descrita a profundidade do Seu amor e a seriedade 
com que Ele considerou a nossa salvao.


292

12 de Outubro -Sbado


Onde Ficam os Detalhes?

"Porque, em Cristo Jesus, nem a circunciso nem a incircunciso tm virtude alguma; mas, sim, a f  que opera por amor." Galatas 5:6

Na vida crist no existe pior tragdia do que perder de vista a essncia das coisas e entreter-se com detalhes. O que o apstolo Paulo est a querer dizer no versculo 
de hoje no  que a circunciso no tem nenhum valor. No Velho Testamento, entre as muitas cerimnias e ritos religiosos que apontavam para o Messias, sem dvida, 
a circunciso teve o seu lugar apropriado. Ainda hoje pode ter algum valor sanitrio. Mas o apstolo est a querer abrir os olhos dos cristos para o facto de que 
nenhum detalhe deve obscurecer a viso da essncia do cristianismo, "em Cristo Jesus, nem a circunciso nem a incircunciso tm virtude alguma; mas, sim a f que 
opera por amor."

A vida crist envolve um nmero imenso de pequenos detalhes em relao ao comportamento, vestir, alimentao, liturgia e muitos outros aspectos. Esses detalhes tm 
o seu lugar apropriado e a ausncia deles pode at anular a beleza do quadro como um todo. O amor e a comunho com Cristo no atiram no lixo os detalhes, mas quando 
a vida crist se concentra apenas em simples detalhes, alguma coisa est mal.

"A f que opera por amor"  o que d sentido ao cristianismo e, se nos lembrarmos que f  confiana, que ningum pode confiar em algum que no conhece e que no 
se pode conhecer uma pessoa se no se convive com ela, chegaremos necessariamente  concluso de que o que realmente d sentido  experincia crist  o companheirismo 
permanente com Cristo, o Autor e Consumador da nossa f.

Ao vivermos esta experincia maravilhosa de comunho com Jesus, todos os detalhes da vida crist tero sentido. Eles no nos incomodaro, no os rejeitaremos, mas 
encaxar-se-o de maneira natural na vida do cristo e, de certo modo, sero um meio de expressar o nosso-amor por Cristo, porque quando algum ama uma pessoa, a 
coisa que mais deseja  ver feliz a pessoa amada.

 a sua vida crist uma massacrante carga de detalhes ou uma experincia agradvel de convivncia com a pessoa amada?  bom pensar nisto antes de sair para as actividades 
que este dia apresenta.

Leve Jesus consigo e permanea ligado a Ele ao longo do dia.

13 de Outubro - Domingo

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Com Todo o Nosso Corao, Alma e Corpo

"Amars, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu corao, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder. " Deuteronmio 6:5

Recentes descobertas arqueolgicas na costa norte do Peru, mostram pinturas de um sacerdote da cultura mochica, com uma faca na mo direita e uma cabea humana na 
esquerda.

Os arquelogos apressaram-se a falar dos possveis sacrifcios humanos que os pr-incas talvez praticassem. Um outro entendido no assunto, o Dr. Carlos Velaochaga, 
porm, apareceu com outra possibilidade, lembrando imagens tibetanas semelhantes que servem como base para as meditaes budistas.

Como pode uma cena to feroz, servir de base para os tibetanos apoiarem as suas teorias de meditao transcendental?

Para eles a conscincia no reside no crebro, mas no corao, pois o crebro, com o seu incessante fluxo de pensamentos, pode dificultar a percepo do mundo espiritual. 
Por tal motivo as imagens tibetanas apresentam sempre um ser poderoso, que corta a cabea do homem, para que, sem o "computador" da cabea, ele consiga compreender 
os mistrios da religio.

Querer entender Deus com a cabea  como tentar colocar a gua do mar num copo, diria Santo Agostinho.

Os seres humanos parece que no conseguem fazer combinar a cabea com o corao. Existem os racionalistas, que acham que tudo o que vem do corao  falso, passageiro 
e suspeito; por outro lado, existem os transcendentais, como os tibetanos, que acham que a cabea dificulta a percepo do mundo espiritual.

O verso de hoje, porm, lembra-nos que o ser humano  uma unidade de faculdades fsicas, mentais e emocionais. No se pode separar. Entre os pregadores existem aqueles 
que acham que devemos trabalhar s com a razo das pessoas, mas esquecem-se de que o homem no  um computador,  um ser humano com corao e sentimentos.

 preciso atingir o ser humano na sua unidade completa. Primeiro o seu raciocnio, depois os seus sentimentos e, finalmente, o corpo todo.  preciso tambm servir 
Deus na nossa unidade completa.

Num mundo cada vez mais materialista e prtico, onde o homem se sente muitas vezes como uma simples mquina de produo, que s vale alguma coisa enquanto  capaz 
de produzir,  animador saber que Deus Se interessa pelos nossos sentimentos.

Ele no quer que O sirvamos s com a cabea ou com o corpo, mas tambm com o corao.

Ele quer saber como nos estamos a sentir e est sempre disposto a vir ao nosso encontro, a confortar-nos na nossa tristeza e a alegrar-Se com as nossas alegrias.

No  maravilhoso?


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14 de outubro,  segunda-feira
"Mas  grande ganho a piedade com contentamento. " I Timteo 6:6

No captulo 6 da primeira epstola a Timteo, o apstolo Paulo fala da insensatez humana em acreditar que o dinheiro  capaz de dar sentido a tudo.

No versculo 6, ele apresenta o lucro real que o evangelho produz na vida dos amigos de Jesus. "Mas  grande ganho a piedade com contentamento."

Viver satisfeito  um dos frutos que o Esprito de Deus produz na vida dos cristos. "Viver satisfeito" no no sentido de mediocridade ou incapacidade de olhar e 
sonhar alto, ou de tentar subir cada dia novas montanhas, mas satisfao no sentido de aceitar a vontade de Deus para a nossa vida sem desesperar.

Ao longo do dia descobriremos muitas vezes que o "estar satisfeito" ser provado duramente.  muito fcil "estar satisfeito" quando toda a famlia goza de boa sade, 
temos um bom emprego, uma boa conta bancria e quando os nossos planos vo saindo conforme as nossas expectativas, mas estar satisfeitos quando sopram ventos contrrios 
e a nossa embarcao parece que vai afundar,  outra histria.

De onde nasce a "satisfao" dos amigos de Jesus? Do seu companheirismo com Ele, da sua comunho diria com o Salvador. Eles conhecem-no e, porisso,sabemquepodemconfiarn'Ele,queEle
nofalhar,emboraparea que a tormenta vai destruir tudo.

Visitei um dia um fiel servo de Deus, cuja vida  uma inspirao. A sua atitude diante da doena, confirmou a verdade do texto de hoje. "Conheo o meu Deus", disse 
ele, "e estou satisfeito e confiante nas Suas mos." Ele, apesar da dor usufrua do verdadeiro "lucro do evangelho": a paz que s podem experimentar os que aprenderam 
a viver satisfeitos nas mos de Deus.

Uma vez, encontrei na parede de um consultrio uma orao que copiei num pedao de papel e que condiz com a mensagem de hoje.-

"Trago-te agora Senhor, o fardo de um dia que terminou. Trago o embrulhado nos meus pensamentos, amarrado aos meus actos, armazenado entre os propsitos pelos quais 
vivo. Enquanto a tarde morre e eu procuro o Teu rosto em orao, d-me o gozo dos bons amigos, o poder curativo das novas expectativas e a paz de um corao tranquilo. 
D-me luz, agora que as trevas chegam. Luz para ver os erros e acertos do trabalho feito. Concede-me, Senhor, o saber estar satisfeito com o que me deste e d-me 
uma vez mais o poder curativo do sono. Amn."

15 de Outubro - Tera-feira

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A Medida do Nosso Amor

"Porque nada trouxemos para o mundo, e manifesto  que nada podemos levar dele."  Timteo 6:7

Os habitantes da Silcia, um pequeno territrio alemo, ofereciam dura resistncia  invaso de Napoleo e s suas foras. Era o ano de
1813. Todos os silicianos contribuam com o que tinhampara poder equipar o exrcito defensor.

Foi ento que se destacou a figura de uma jovem siliciana que no tinha dinheiro, mas que ofereceu os seus longos cabelos para contribuir para o seu pas.

O cabeleireiro no podia compreender a razo por que aquela jovem queria desfazer-se de cabelo to bonito, mas depois a menina explicou o seu propsito e o cabeleireiro 
aceitou a oferta, mas no quis pagar mais do que dois pesos de ouro.

 homem, porm, ficou to comovido por aquele exemplo de sacrifcio, que no fez uma peruca, mas muitas braceletes. O pas ficou a saber o que a jovem siliciana 
tinha feito pelo seu pas; os artigos preparados com os seus cabelos foram to procurados, que proporcionaram ao cabeleireiro um grande lucro, metade do qual ele 
deu para os gastos da guerra.

Histrias como esta, so muito conhecidas. Na realidade, quando uma pessoa chega a entender o valor do que defende, no olha a sacrifcios.

Um dia estvamos perdidos e Cristo encontrou-nos. Pagou o preo, no com ouro ou prata. Derramou a Sua vida gota a gota, imolou-Se no Calvrio e comprou a nossa 
liberdade.

Qualquer coisa que possamos oferecer a Jesus no  uma retribuio, porque nunca poderemos retribuir o Seu grande sacrifcio, mas  o reconhecimento de que Ele  
importante na nossa vida e O aceitamos como o soberano Criador, Redentor e Sustentador.

A medida do nosso amor ser sempre proporcional, no a quanto damos, mas a quanto nos sacrificamos.

Enquanto fazia uma semana de orao, fui procurado por uma me aflita, pedindo que falasse com a sua filha, porque estava  beira de um casamento que, com certeza, 
seria a runa da sua vida espiritual. O rapaz no amava Jesus nem queria saber nada da igreja, por considerar tudo isso ridculo. A jovem disse que amava muito o 
seu noivo e que nada a faria desistir daquele casamento, mas no fim da semana procurou-me a chorar e mostrou-me a mo sem a aliana.

- Porque desistiu? - perguntei. - Deixou de o amar?

- No, pastor - foi a sua resposta - continuo a am-lo muito, s que esta semana compreendi o quanto Jesus me ama e, embora esteja a sofrer, no tenho coragem para 
magoar o corao de Jesus.

Ela deixou de ser apenas adventista e passou a ser crist.

16 de outubro, quarta-feira

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A Descoberta

"E quando cumprires estes tornar-te-s a deitar sobre o teu lado direito, e levars a maldade da casa de Jud." Ezequiel 4:6

Foi em 1818 que Guilherme Miller chegou  concluso de que a profecia dos 2.300 dias profticos terminaria por volta do ano de 1843.

Guilherme Miller era um ex-capito do exrcito americano. Chegou a ser desta, ou seja, acreditava que Deus apenas dava corda ao relgio do mundo e depois abandonava-o 
ao seu prprio destino.

Mas o velho capito era muito estudioso e um dia decidiu estudar a Bblia com a ajuda de uma concordncia. Comeou pelo livro de Gnesis, comparando versculo por 
versculo at chegar  profecia de Daniel 8:14.

Esta profecia impressionou-o poderosamente. Em esprito de orao continuou a estudar e cada vez ficava mais assustado com a sua descoberta. Chegou  concluso de 
que estes dois mil e trezentos dias eram 2.300 anos literais e que comeavam no ano 457 a.C.. Finalmente, em 1818, ficou abismado. Cristo viria dentro de 25 anos, 
porque para ele a Terra era o Santurio que seria purificado com a volta de Cristo.

Contudo, ficou em silncio durante 13 anos temendo estar enganado, mas a impresso de que devia contar isto ao mundo ia crescendo diariamente no seu corao. Sentia 
dentro de si uma voz que lhe dizia.- "Vai e conta aos outros."

Olhava para a sua Bblia, batia na mesa, sentava-se, levantava-se e dizia aos gritos: "Senhor, no sei pregar, no posso, no posso!"

Numa meditao passada j contmos as circunstncias em que, finalmente, Guilherme Miller aceitou o convite de apresentar a mensagem que tinha descoberto.

O fogo da "verdade" descoberta queimou as entranhas do capito Miller. No ficou em paz enquanto no contou ao mundo a mensagem da volta de Jesus. Sem ele perceber, 
estava a preparar todo o marco histrico para o surgimento da Igreja Remanescente de Deus, que teria como misso anunciar ao mundo a mensagem da obra intercessria 
de Cristo e a proximidade da volta de Cristo.

Sente a esperana da volta de Cristo a arder no seu corao? No temos hoje uma data para a Sua vinda, mas sabemos que est prxima. Est pronto para contar esta 
verdade?

17 de Outubro - Quinta-feira

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A Mensagem s Grandes Cidades

"E disse-lhes: Ide por todo o mundo,  pregai o evangelho a toda a criattura." Marcos 16:15

Em 1839, Guilherme Miller estava a pregar em Exeter, uma cidade do Estado de Nova Hampshire, quando foi abordado pelo jovem e brilhante ministro, Josu V. Himes, 
que se tornou mais tarde no seu companheiro inseparvel e que o convidou para pregar na sua igreja, em Boston. Este foi o primeiro convite que recebeu para pregar 
numa igreja de uma grande cidade.

A afluncia de pblico foi to grande, que uma noite aps a reunio, Himes perguntou a Miller:

- O senhor cr realmente naquilo que prega? Miller respondeu com convico:

- Meu caro irmo Himes, eu creio em tudo o que Deus permitiu que eu compreendesse!

- Ento - replicou Himes com veemncia - o que  que o senhor est a fazer? O que est a fazer para contar ao mundo?

Miller olhou desconsolado para seu o interlocutor e respondeu: -Estou a fazer tudo o que posso. Tenho mais convites do que me  possvel atender e, enquanto as minhas 
foras e energias me permitem, estou a pregar em todas as cidades pequenas que me convidam.

- Em todas as cidades pequenas? - disse Himes espantado! - E Nova Iorque, Baltimore e Filadlfia? Devem ficar sem aviso?

Apesar das desculpas e das dificuldades que Miller apresentou, Himes desafiou-o a penetrar nos grandes centros urbanos e a partir da tornouse numa espcie de promotor 
das campanhas de Miller. Avanando com a Igreja de Deus, pg. 6

todos os seres humanos tm uma misso na Terra. Ningum veio a este mundo por acaso. No existem acidentes no Universo de Deus. Tudo tem uma causa e um propsito. 
A felicidade e a realizao humana vo depender muito do facto de cumprir a misso na sua excelncia. No  pregar nas "cidades pequenas", No  fazer "o que podemos", 
 fazer o melhor. Porque nos contentarmos com menos?

Se olhar somente as "cidades pequenas"  ali que chegar com certeza, enquanto Nova Iorque, Boston e Baltimore ficaro para os que no se contentaram com pouco.

Falando agora da misso que Deus nos deixou como igreja, o que estamos a fazer para anunciar aos milhes de pessoas que moram nas grandes cidades, que Jesus est 
prestes a voltar?

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18 de Outubro - Sexta-feiraa

O Movimento Cresce

"E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes. " Marcos 16:20

A ajuda de Josu Himes foi fundamental para que a mensagem do advento de Cristo comeasse a espalhar-se como fogo. Dezenas e dezenas de igrejas evanglicas aceitavam 
a pregao de Miller, Em cidades como Portsmouth os sinos repicavam duas vezes por dia. Os cafs e os bares fechavam para dar lugar s reunies religiosas e, na 
cidade e a todas as horas realizavam-se reunies de orao.

Muitos poderiam pensar que toda aquela movimentao era apenas  volta de uma "data assustadora"; mas era mais do que isso; havia um esprito de reavivamento que 
tomava conta das pessoas. Milhares procuravam as igrejas evanglicas e pediam o baptismo. Em 1844, s na IgrejaMetodista foram baptizadas cerca de 40 mil pessoas 
e na Baptista, 45 mil. Avanando com a Igreja de Deus, pg. 7.

No existia uma Igreja Adventista. Existia um movimento adventista. As pessoas continuavam nas suas respectivas igrejas e nelas se preparavam para aguardar Jesus. 
Assim, existiam vrios tipos de adventistas: metodistas, baptistas, congregacionais e outros.

O nmero de ministros que pregavam esta mensagem chegou a ser de uns 1.500 a 2.000. Miller no era o nico lder do Movimento; existiam outros ministros com maior 
cultura teolgica, que se uniram e tomaram a iniciativa de prepararum povo com uma mensagem centralizada em Cristo, para a Segunda Vinda.

Em cinco anos, calcula-se que o total de publicaes com esta mensagem atingiu os oito milhes!

De tempos a tempos, convocava-se uma reunio campal dos adventistas. Estas reunies congregavam milhares de pessoas que se hospedavam em barracas e se reuniam em 
grandes tendas levantadas para tal fim. As pessoas cantavam, oravam, faziam reunies de viglia e estudavam as profecias.

Tudo isto os deixava cada vez mais convictos de que a volta de Cristo estava cada vez mais prxima. Quando as reunies campais chegavam ao fim, cada um regressava 
 sua prpria igreja. Estas no criavam nenhum tipo de dificuldades aos que se uniam ao movimento adventsta.

Era deste modo que Deus ia preparando o momento preciso para o nascimento da Igreja com a ltima mensagem para este mundo.

19 de Outubro-Sbado

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Nada Acontece Por Acaso

"E tomei o livrinho, da mo do anjo, e comi-o; e na minha boca era doce como mel; e, havendo-o comido, o meu ventre ficou amargo. "

Apocalipse 10:10

Quando em 1818 Guilherme Miller chegou  concluso de que a profecia dos 2.300 dias apontava para a volta de Cristo, os seus primeiros clculos levaram no "ao ano 
1843", mas, na primeira parte deste ano, ele publicou, num jornal de Nova Iorque, uma carta aberta a Josu Himes, dizendo que a data podia ser entre 21 de Maro 
de 43 e 21 de Maro de 44.

Foram anos de expectativa. Havia muita gente que cria, mas tambm havia muita gente que gozava. Um legislador chegou a fazer uma proposta na Assembleia para que 
se adiasse a volta de Cristo para 1860! Outros, por piada, anunciavam vender por 200 dlares um lugar num balo para os que quisessem escapar do juzo iminente!

Em 1833, deu-se o fenmeno da queda das estrelas e muita gente ficou assustada. Avanando com a Igreja de Deus, pg. 11

Finalmente, terminou a Primavera de 1844 e Cristo no voltou.

At essa altura eles no tinham uma data especfica para a volta de Cristo. Portanto, o desapontamento no foi to grande como seria a posterior frustrao do dia 
22 de Outubro desse mesmo ano.

Por que razo esse grupo de homens e mulheres sinceros no conseguiram perceber algo claro e contundente que a Bblia indicava de que ningum podia saber o dia nem 
a hora da vinda de Cristo? Porqu esse empenho todo em determinar uma data para a volta de Jesus?

Foi o desapontamento e depois a frustrao que levaram aquele grupo de homens e mulheres a estudar com maior esprito de orao e humildade a Palavra de Deus. Deveria 
haver alguma explicao e, ao procurar com diligncia essa explicao, descobriram a verdade escondida da obra intercessora de Cristo no Santurio Celestial.

Quando Deus no Seu infinito amor permite que pelos nossos erros passemos pelo vale das lgrimas, do sofrimento e at do escrnio,  porque Ele tem preparado algo 
melhor e maior para ns.

A profecia apontava: "Tomei o livrinho da mo do anjo e o devorei, e na minha boca era doce como o mel; quando, porm, o comi, o meu estmago ficou amargo." Nada 
acontece por acaso no calendrio divino. Tudo tem sentido, nada vem sem motivo. Assim acontece tambm na nossa vida.


300

20_de outubro_Domingo

Como se Fixou a Data

301

"Mas,  meia noite, ouviu-se um clamor: A vem o esposo, sa-lhe encontro." Mateus 25:6

Passada a Primavera de 1844 e devido ao "erro" da profecia de Miller, muitas igrejas expressaram a sua desaprovao ao movimento desligando das suas fileiras os 
adventistas. Isto deixou-os confusos, mas no desanimaram e continuaram a estudar as Escrituras.

Em Agosto de 1844, aconteceu algo extraordinrio e de muita importncia. Foi em Exeter, na mesma cidade onde Josu Himes se encontrara com Guilherme Miller cinco 
anos antes e o convidara para pregar em Boston. Na ocasio estava a falar Jos Bates, a explicar que era preciso confiar e encarar serenamente a "demora" de Cristo.

De repente, chegou um cavalheiro que, sentando-se no banco de trs, comeou a falar baixinho com os que estavam perto dele. Era Samuel Snow. Este homem, a convite 
de Bates, subiu  plataforma e comeou a explicar onde, na sua opinio, estava o erro. Ele fez uma exposio completa do seu ponto de vista; diante do assombro e 
entusiasmo das pessoas ali reunidas, que aceitavam ponto por ponto a construo do pensamento de Snow, indicava o dia 22 de Outubro, desse ano, como o dia da volta 
de Cristo. Ele terminou a sua exposio fazendo o seguinte apelo:

"Irmos, pensem nisto! Estamos na segunda semana de Agosto e daqui a menos de trs meses o Senhor vir para o Seu templo, a fim de purificar os filhos de Levi.

"Daqui a menos de trs meses a obra de Deus aqui na Terra terminar! No teremos de passar outro Inverno neste mundo frio! Daqui a menos de trs meses, o noivo estar 
aqui para buscar a noiva que tanto O espera!" Avanando com a Igreja de Deus, pg. 13

Amigos, estas palavras incendiaram o corao da multido e, embora no saibamos o dia nem a hora, no deveria tambm, esta esperana, fazer explodir o nosso corao?

Depois de amanh, 22 de Outubro, completar-se- mais um ano daquela data. Um sculo e meio passou! O que foi que aconteceu ao sentido de urgncia que est na origem 
desta Igreja? Porque  que, s vezes, temos a impresso de que tudo est to longe, to distante, to no futuro, que ainda temos muito tempo?

Que Deus no permita que a vinda do Senhor nos surpreenda e venhamos a perder-nos.

21 de outubro, segunda-feira
Os ltimos Preparativos

"Porque, assim como o relmpago sai do oriente e se mostra at no ocidente, assim ser a vinda do Filho do homem. " Mateus 24:27

Segundo os historiadores da nossa Igreja, o tempo que se seguiu  exposio de Samuel Snow, foram dias de intenso estudo da Bblia. As concluses de Exeter espalharam-se 
rapidamente entre os milleritas. At Guilherme Miller, que depois da Primavera de 1844 se tinha retirado para estudar mais o motivo do primeiro "erro", escreveu 
a Himes: "Vejo no stimo ms (assim passou a ser chamada a mensagem do dia 22 de Outubro) uma glria que nunca vi antes. Estou quase em casa, glria! glria!" (The 
Midnight Cry, citado em Avanando com a Igreja de Deus).

Os dias passaram-se rapidamente. Chegou o dia 22 de Outubro de
1844. Nos dias anteriores todos os que acreditavam na mensagem da volta de Cristo tomaram as suas providncias para o grande dia. Negociantes fechavam as suas lojas, 
mecnicos fechavam as suas oficinas e empregados deixavam os seus trabalhos. Nas reunies campais muitos confessavam os seus pecados e pediam oraes em seu favor. 
Davam-se grandes somas de dinheiro aos pobres, a fim de que pudessem saldar as suas dvidas e aos impressores, para que pudessem publicar mais literatura. Muitos 
ficaram tristes porque o seu dinheiro no foi recebido, pois j no era necessrio.

Nos campos, os agricultores abandonavam as colheitas. Nas cidades, homens e mulheres abandonavam os seus cargos, magistrados, professores e oficiais de justia deixavam 
os seus trabalhos e houve um alfaiate que colocou um cartaz na sua porta fechada: "Em honra ao Rei dos reis, que vir em 22 de Outubro". Avanando com a Igreja de 
Deus, pg. 14.

Estou a apresentar parte da histria, porque, de alguma maneira, o esprito de "aguardar vigilantes a vinda do Senhor" deveria ressurgir entre ns.

Poderia imaginar-se entre o grupo dos que esperavam Jesus naquela data?

Est a dar, para a causa de Deus, tudo o que pode dar do seu tempo, recursos e talentos? Est o seu corao na misso que Deus deixou  Sua igreja? Tem Cristo chegado 
a ser, na sua experincia, a formosa realidade que no se pode guardar em segredo?

Sente-se em paz com Deus e com os homens? Porque aprendeu a viver no dependendo de uma data, mas de uma pessoa maravilhosa que  o centro da sua experincia?

Vivamos este dia a trabalhar como se Cristo no fosse voltar, mas preparados como se a volta de Cristo fosse acontecer ainda hoje.

302

22 de Outubro - Tera-feira

O Grande e Triste Dia

"Mas aquele que perseverar at ao fim ser salvo." Mateus 24:13

O Pastor Mervyn Maxwell, historiador adventistano seu livro Avanando com a Igreja de Deus que j foi citado vrias vezes, conta que no dia 19 de Outubro, as impressoras 
pararam de funcionar e os milleritas dobraram pela ltima vez a grande tenda que tinham construdo. Os pregadores voltaram para as suas casas e Himes foi encontrar-se 
com Miller.

Naquela ocasio, uma jovem, chamada Ellen Harmon, escreveu: "Este ano foi o mais feliz da minha vida. O meu corao enchia-se de uma alegre expectativa." Testimonies, 
vol. l, pg. 54.

Os no adventistas, atemorizados com a volta de Cristo, corriam s igrejas solicitando o baptismo.

No dia 22 de Outubro, os milleritas reuniram-se em grupos, em tabernculos, igrejas e em residncias particulares cantando, orando e olhando para os cus, porque 
a qualquer momento o Senhor Jesus apareceria entre as nuvens.

Mas acontece que o sol nasceu e Cristo no veio. O meio dia chegou e Cristo tambm no veio. As sombras da noite apareceram e Cristo no Se manifestava. Os relgios 
deram as doze badaladas da meia noite e nada.

O dia 22 de Outubro de 1844 tinha acabado e Jesus no tinha voltado... No voltou.

Historicamente, este dia tem sido chamado o "dia do desapontamento", mas na realidade foi o nascimento proftico da Igreja Adventista do Stimo Dia.

Deus nunca desaponta os Seus filhos. Se achar que Ele no est a responder s suas oraes, o erro pode estar consigo, nunca com Deus. Ele  sempre um pai amante, 
interessado na felicidade dos Seus filhos.

Em 1990 tive a alegria de visitar, com a minha mulher, a fazenda de Miller. Abrindo espao entre o mato que cresceu atrs da histrica capela, chegmos at aquela 
pedra enorme onde mais ou menos 40 pessoas se reuniram na noite do dia 21 de Outubro, pensando que no dia seguinte, em lugar de sair o sol, apareceria Jesus.

O corao bateu forte dentro de mim. Tentei dizer algo  minha mulher, mas tambm a vi emocionada. Estvamos ss naquele campo solitrio. A uns 70 metros dali, um 
grupo de homens trabalhavam na reconstruo da casa de Miller. Tentmos esconder as lgrimas, mas a orao brotou dos lbios: "Ora vem, Senhor Jesus".
 23 de Outubro - quarta-feira

303 the day After

"Porque necessitais de pacincia, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcanar a promessa. Porque, ainda um poucochinho de tempo, e o que 
h-de vir vir, e no tardar." Hebreus 10:36 e 37

| O famoso "Day After" (o dia seguinte) na experincia dos primeiros adventistas foi o 23 de Outubro de 1844. Encontravam-se completamente desolados e sem compreenderem 
o que estava a acontecer. Foram escarnecidos e humilhados. O que lhes restava? Tinham vendido todos os seus pertences para esperar Jesus. No tinham para onde ir, 
no tinham casas nem empregos. Eram alvo de gozo e vexame. Muitos no conseguiram resistir e renunciaram  f no Salvador. Os fiis, porm, tomaram o livro de Deus 
e comearam a estud-lo com mais afinco e esprito de orao. Acharam esperana e conforto no verso de hoje e continuaram a pesquisar as Escrituras. "Frequentemente", 
diz a Sra. White, "permanecamos reunidos at altas horas da noite e, s vezes, passvamos a noite inteira a orar por mais luz

"e a estudar a Palavra." EGW, Mensageira da Igreja Remanescente, pg. 61 O resultado deste esprito de orao e estudo da Bblia foi a descoberta de algo que estava 
bem claro ao longo das Sagradas Escrituras e, especialmente, do ritual do Santurio.

O dia 22 de Outubro no era mais um dia na histria da humanidade. No era o dia em que um grupo de "fanticos" venderam tudo para esperar Jesus. No! Neste dia 
algo extraordinrio estava a acontecer l nos Cus, no Santurio. Jesus estava a comear o juzo investigativo, ao passar do lugar Santo para o lugar Santssimo 
do Templo.

"Se tardar, espera-O" -era o conselho divino.-"Ele vir e no tardar". J se passaram 150 anos. Sem dvida nenhuma, hoje a vinda de Jesus est mais prxima do que 
ento. No deveria ser este o motivo que nos deveria levar a viver uma vida de comunho com Cristo? , com toda a certeza, o que lhe d o brilho maravilhoso da expectativa-, 
a f que recebemos dos nossos pais atravs da Palavra de Deus. Faamos deste dia um dia de companheirismo com Cristo e anunciemos esta esperana
a outros.

304

24 de Outubro - Quinta-feira

Porque Cristo No Veio?

"Ora, a suma do que temos dito , que temos um sumo sacerdote tal, que est assentado nos Cus,  dextra do trono da Majestade, Ministro do santurio e do verdadeiro 
tabernculo, o qual o SenhorJundou e no o homem." Hebreus 8:1 e 2

O versculo de hoje fala de um Sumo Sacerdote nos Cus e de um Santurio, tabernculo verdadeiro que o Senhor levantou e no o homem.

 evidente, claro e bblico o facto de que existe um santurio no Cu. Portanto, a profecia dos 2.300 anos no tinha que ver com a purificao de nenhum santurio 
na Terra, porque este j no existia! O ponto crucial era outro. Tinha que ver com o santurio celestial. Hebreus 9:24 diz: "Porque Cristo no entrou num Santurio 
feito por mos, figura do verdadeiro, porm no mesmo Cu, para comparecer agora, por ns, diante de Deus."

Estava claro. Assim como na Terra os pecados acumulados no santurio eram purificados uma vez por ano, no dia da expiao, era tambm necessrio que Jesus entrasse 
no santurio celeste para purificar os pecados confessados e acumulados de todos os tempos e para vindicar o carcter justo de Deus diante do Universo.

Foi a esta concluso que chegaram os primeiros adventistas depois do desapontamento de 22 de Outubro. Entre eles estavam Hira Edson, O. L. Crosier e outros.

Lemos em Vida e Ensinos, pg. 55: "Aqueles que tinham esperado a vinda do Senhor no estavam sem consolao. Tinham obtido um conhecimento valioso da pesquisa da 
Palavra. O plano da salvao estava mais claro na sua compreenso. Cada dia descobriam novas belezas nas pginas sagradas e uma maravilhosa harmonia atravs delas 
todas. Um texto explicava outro e no havendo nenhuma palavra empregue em vo."

Hoje, sem dvida, vivemos num tempo em que mais do que nunca deveramos procurar Jesus permanentemente!

25 de Outubro - Sexta-feira

305

A Verdade do Santurio

"Porque Cristo no entrou num Santurio feito por mos,figura do verdadeiro, porm no mesmo Cu, para comparecer agora, por ns, diante de Deus. "Hebreus 9:24

A verdade do santurio , sem dvida, a verdade distintiva da Igreja Adventista do Stimo Dia. Na declarao de Crenas Fundamentais adaptada pelo Congresso da Associao 
Geral, em Dallas, em Abril de
1980, foi reafirmada a nossa convico da segui'nte maneira:

"H um Santurio no Cu, o verdadeiro tabernculo que o Senhor erigiu, no o homem. Nele, Cristo ministra em nosso favor, tornando acessveis aos crentes os benefcios 
do Seu sacrifcio expiatrio oferecido uma vez por todas, na cruz. Ele foi empossado como nosso grande Sumo Sacerdote e comeou o Seu ministrio intercessrio por 
ocasio da Sua ascenso. Em 1844, no fim do perodo proftico dos 2.300 dias, Ele iniciou a segunda e ltima etapa do Seu ministrio expiatrio.  uma obra de juzo 
investigativo, a qual faz parte da eliminao final de todo o pecado, prefigurada pela purificao do antigo santurio hebraico, no Dia da Expiao. Neste servio 
tpico, o santurio era purificado com o sangue de sacrifcios de animais, mas as coisas celestiais so purificadas com o perfeito sacrifcio do sangue de Jesus. 
O juzo investigative revela aos seres celestiais quem, dentre os mortos, dorme em Cristo, sendo, portanto, n'Ele, considerado digno de ter parte na primeira ressurreio. 
Tambm torna manifesto quem, dentre os vivos, permanece em Cristo, guarda os mandamentos de Deus e a f de Jesus, estando, portanto, n'Ele, preparado para a trasladao 
para o Seu reino eterno. Este julgamento vindica a justia de Deus em salvar os que crem em Jesus. Declara que os que permaneceram leais a Deus recebero o reino. 
O fim do ministrio de Cristo assinalar o fim do tempo da graa para os seres humanos, antes do Segundo Advento."Nisto Cremos, pg. 407

Na mensagem proftica resumida na Trplice Mensagem Anglica de Apocalipse 14:6-12, destacam-se nitidamente os pontos altos do evangelho eterno: a hora do juzo, 
a verdadeira adorao ao Deus Criador, resgatando a verdade do sbado como homenagem da criao e a advertncia para preparar um povo para o encontro com Jesus.

Esta, com certeza, tem sido a mensagem que a Igreja Adventista tem apresentado ao mundo desde o seu incio histrico.

306

26 de Outubro Sbado

Descobrem-se Novas Verdades

"E eu lancei-me aos seus ps para o adorar; mas ele disse-me.- Olha, no faas tal: sou teu conservo, e dos teus irmos, que tm o testemunho de Jesus: adora a Deus; 
porque o testemunho de Jesus  o esprito de profecia. "Apocalipse 19:10

O estudo minucioso da Bblia, para compreender a verdade do Santurio, levou os primeiros adventistas a descobrirem outra verdade maravilhosa que tinha sido enterrada 
atravs dos tempos: o sbado, como parte dos Dez Mandamentos e como dia especial de comunho com Cristo e memorial da criao e da redeno.

Foi esta verdade que deu origem  Igreja Adventista do Stimo Dia. Apocalipse 12:17 apresenta as caractersticas da verdadeira igreja.-guardam os mandamentos de 
Deus e tm o testemunho de Jesus. Apocalipse 19:19 explica melhor o que  o testemunho de Jesus, dizendo que  o "esprito de profecia".

A Igreja Adventista no seu incio recebeu a bno do Esprito de Profecia manifestado na obra e no ministrio de uma jovem chamada Ellen Harmon e que ao casar-se 
mais tarde com Tiago White passou a ser conhecida por Ellen White.

 bom perceber que desde 1844, alm da grande verdade imensamente alentadora da Obra de Cristo no santurio celestial, Deus ajudou tambm a Sua igreja a redescobrir 
a verdade do sbado e abenoou-a com o Esprito de Profecia.

Aqueles que amam Jesus estaro sempre dispostos a aceitar novas verdades.

No tero medo de ouvir a voz do Senhor, mesmo que algumas verdades venham de encontro a convices anteriores que se tenham tornado tradies e preconceitos.

O amor por Cristo ajudar-nos- a renunciar e aceitar, com alegria, a nova luz que possamos encontrar na Sua Palavra.

Na ltima vez que renovei a minha carta de conduo no passei no exame oftalmolgico. O mdico disse que eu devia usar culos. Eu pensava que no precisava disso. 
Na minha opinio eu via bem. Conseguia ler as placas na rua, ver as coisas a curta e longa distncia, enfim, estava satisfeito com o que via, mas, na opinio do 
mdico, devia usar culos se quisesse ter novamente a carta de conduo. Uma das maiores surpresas que tive na vida foi o que senti quando experimentei os culos. 
Era o mesmo mundo, as mesmas coisas, as mesmas pessoas, s que havia detalhes que eu no via sem culos. As "verdades" estavam ali e eu no as via.

Os primeiros adventistas aceitaram as velhas verdades que o Esprito Santo os ajudou a redescobrir. Fizeram-no com humildade e despojando-se de qualquer preconceito 
pessoal.

Est pronto a fazer o mesmo?

27 de Outubro - Domingo

307

A Nossa nica Segurana

"E, graas a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de ns manifesta, em todo o lugar, o cheiro do Seu conhecimento." II Corntios 2:14

" ali", disse o Pastor Marcos Rivas, apontando com o dedo a velha casa de madeira na cidade de South Portland, Maine, E.U.A. 0 meu corao bateu fortemente. Era 
exactamente ali que a jovem Ellen Harmon (depois de casada, Ellen White) tivera a sua primeira viso.

Estava reunida com um grupo de amigos no lar da famlia Haines. Era Dezembro de 1844. o povo de Deus ainda estava triste por causa do desapontamento de 22 de Outubro. 
De repente, a jovem Ellen teve uma viso. Ela relata assim a sua experincia:

"Enquanto eu estava a orar junto ao altar da famlia, o Esprito Santo tomou-me, e pareceu-me estar subir mais e mais alto da escura Terra. Volteime para ver o 
povo do advento no mundo, mas no o consegui encontrar, quando uma voz me disse: Olha novamente, e olha um pouco mais para cima. Com isto olhei mais para o alto 
e vi um caminho recto e estreito, levantado num lugar elevado do mundo. O povo do advento ficava nesse caminho, a viajar para a cidade que estava na sua extremidade 
mais afastada. Tinham uma luz brilhante colocada por trs deles no comeo do caminho, a qual um anjo me disse ser o 'clamor da meia noite'. Esta luz brilhava em 
toda a extenso do caminho e proporcionava claridade para os seus ps para que no tropeassem. Se conservavam o olhar fixo em Jesus, que Se encontrava precisamente 
diante deles, guiando-os para a cidade, estavam seguros." Primeiros Escritos, pg. 14

A segurana do povo de Deus no est nos seus lderes, nem nas suas instituies mdicas ou educativas, nem nos seus prdios, nem na cultura teolgica dos seus pastores. 
A nossa nica segurana est n'Aquele que vai  frente: Jesus.

Jesus e a Sua mensagem (o clamor da meia noite) so a nossa nica garantia de vitria. Chegaremos l, na medida em que Cristo ocupar o centro da nossa experincia 
crist, primeiro como indivduos e depois como igreja.

"Graas a Deus", diz Paulo, no verso de hoje "que nos faz triunfar em Cristo." As vitrias de Cristo nem sempre encaixam nos padres humanos. Como pode um povo perseguido, 
no tempo do fim, ser um povo vitorioso?

Como pode, gente que tem dificuldades para encontrar um emprego ou passar nos exames por causa do sbado, ser um povo vitorioso?

"Ele nos faz triunfar em Cristo", diz o apstolo. E esta no  uma promessa.  a descrio de um facto. Quer que lhe explique? No posso. Ningum pode. Voc tem 
que viver uma experincia diria de comunho com Cristo para saber o que significa ser vitorioso n'Ele.

308

28 de outubro,  segunda-feira
Orientao e Conselhos Que Conduzem  Unidade

"No desprezeis as profecias. " l Tessalonicenses 5:20

Nenhuma das 27 Doutrinas da Igreja Adventista do Stimo Dia foi estabelecida tendo como base os escritos de Ellen White. Se ela nunca tivesse existido, a Igreja 
teria as mesmas doutrinas que tem hoje. Qual  ento a vantagem do Esprito de Profecia, que reconhecemos no ministrio e nos escritos da serva do Senhor?

Mediante o Esprito de Profecia Deus no s mostrou  Sua igreja alguns eventos futuros, mas preservou-a e aconselhou-a, conduzindo-a em unidade.

Um exemplo de como o Esprito de Profecia ajudou a preservar a unidade da Igreja  uma experincia do fim do sculo passado. O movimento adventista enfrentava uma 
grande crise quando um obreiro preeminente da rea mdica divulgou a falsa doutrina do pantesmo, que anulava a ideia de um Deus pessoal. Mas a Sra. White desmascarou 
essas ideias pela inspirao divina.

O Pastor Artur Daniells, que era nessa poca presidente da Associao Geral, escreveu uma expresso de gratido e confiana no Esprito de Profecia: "S a mente 
divina pode ter previsto a nossa condio e necessidades, e enviou-nos justamente a ajuda que necessitvamos no momento oportuno"

O Pastor Daniells, tinha dirigido em 1903 o Conclio Outonal, no qual se discutira este assunto e, numa carta escrita no dia 20 de Outubro desse ano, disse que as 
mensagens "vieram no tempo exacto. O conflito era severo e no sabamos como ficariam as coisas. Mas a Sua mensagem clara, definida e bela resolveu o problema". 
La Orientation Proftica, pg. 93

Os escritos do Esprito de Profecia esto ainda nos nossos dias  disposio da igreja, trazendo advertncias e conselhos oportunos.

Mas por favor, no confunda as coisas. Os escritos do Esprito de Profecia no so um substituto da Palavra de Deus, nem vm para corrigir ou mudar algo que foi 
estabelecido na Bblia. Deus sabia que o povo remanescente, saindo de um momento histrico difcil, precisava de conforto e orientao e deu-nos o Esprito de Profecia 
na obra de Ellen White.

O amor de Deus  maravilhoso. Voc pode estar num momento da vida, desorientado acerca de algum assunto ou deciso pessoal que deve tomar, mas Ele, no tempo oportuno 
traz a luz e o conselho de que precisa.

Confiando neste Deus nunca pode ter medo de errar o caminho.

29 de outubro _ tera-feira

309

Deus Abre Sempre as Portas

"Quem  aquele que diz, e assim acontece, quando o Senhor o no mande? "

Lamentaes 3:37

O versculo de hoje foi o verso que A.}. N. Loughborough, pioneiro da Igreja Adventista, usou para encerrar o seu testemunho de que aceitava Ellen White como a mensageira 
do Senhor.

Loughborough comea o seu testemunho a falar da sua resistncia para se dedicar  pregao do evangelho, com medo de que a sua famlia passasse fome. Um sbado de 
manh, a serva do Senhor, na cidade de Rochester, Nova Iorque, teve uma viso. Ao cont-la, ela disse: "O irmo Loughborough est com medo diante do dever de pregar 
o evangelho, mas Deus abrir o caminho para suster a sua famlia".

"Fui para casa depois da reunio", conta o pioneiro, "e disse ao Senhor: Irei e confiarei que abrirs o caminho para o meu mantimento.' Ao fazer esta promessa tinha 
somente 3 centavos e no sabia de onde viria o dinheiro, mas sentia-me feliz.

"Na segunda-feira a minha mulher disse: No temos fsforos e tambm preciso de linha!' Tirei a moeda de trs centavos do meu bolso e disse-lhe: Maria, este  todo 
o dinheiro que tenho. Compra um centavo de fsforos e linha e traz um centavo de troco. Ela ficou preocupada, mas eu disse que sairia para pregar e Deus abriria 
o caminho como prometera na viso.

"A minha mulher foi ao seu quarto chorar e depois foi fazer as compras. Nisto chegou um cavalheiro fazendo um pedido de 60 dlares de fechaduras. Este era o meu 
negcio, que no avanava. O homem pagou-me  vista. Comprei as fechaduras com 30 dlares e o resto ficou para mim.

"Quando a minha mulher chegou e lhe contei a histria, foi novamente chorar para o seu quarto, s que agora por um motivo diferente.

"Foi assim que comecei a acreditar no ministrio de Ellen White. De
1853 a 1868 viajei com o casal White. Tive o privilgio de v-la 40 vezes em viso. Contei mais de 100 predies que ela fez e que se cumpriram. Por isso, acredito 
nela." Orientation Proftica, pg. 3

150 anos depois do grande evento que deu origem  nossa Igreja, ser proveitoso confirmar a nossa confiana na maneira maravilhosa como Deus guia o Seu povo e vale 
tambm a pena lembrar que Deus nunca nos apresenta um desafio sem apresentar-nos tambm a promessa.

Qual  o desafio que tem hoje diante de si? No tema. Saia confiante, sabendo que o Deus que desafia, tambm sustenta e d foras para alcanar as alturas.

30 de outubro - Quarta-feiraa

311

A Verdade: Uma Pessoa

"Disse-lhes Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ningum vem ao Pai seno por Mim. " Joo 14:6

Frequentemente ouvir algumas pessoas dizerem que a mensagem da Igreja Adventista  a "verdade". A primeira revista que os Adventi|tas publicaram chamava se "A Verdade 
Presente".

Os anos passaram e hoje os Adventistas continuam a chamar ao adventismo a "verdade".

Quando Martinho Lutero estava vivo, por exemplo, a verdade de que tinha comeado o juzo investigative no era uma "verdade presente", porque naquele tempo Cristo 
ainda no tinha iniciado a Sua obra de purificao do Santurio. Hoje sim, e as implicaes desta verdade so definitivas na vida dos que seguem Jesus.

Segundo o verso de hoje, a verdade, porm,  mais do que simplesmente uma mensagem,  uma pessoa: Cristo. E Cristo, na Sua orao intercessra, disse que a Palavra 
de Deus tambm  a verdade. Portanto, a verdade  Cristo, a Sua Palavra e, em consequncia, as doutrinas e ensinamentos tirados da Sua Palavra.

"Assim, na Sua vida, as palavras de Cristo tiveram perfeita ilustrao e apoio. E mais do que isto: Ele era aquilo que ensinava. As Suas palavras eram a expresso, 
no somente da experincia da Sua prpria vida, mas do Seu prprio carcter. No somente Ele ensinava a verdade, mas era a verdade. Era isto que Lhe dava poder aos 
ensinos." Educao, pg. 79 Deste modo, ningum que deseje unir-se  Igreja Adventista deve renunciar s verdades fundamentadas na Palavra de Deus, que j conhecia; 
deve simplesmente aceitar as novas verdades, porque ao faz-lo aceitar Jesus de modo mais amplo.

31 de outubro, quinta-feira

Aprender a Depender

"E santificareis o ano quinquagsimo, e apregoareis liberdade na terra a todos os seus moradores; ano de jubileu vos ser, e tornareis, cada um  sua possesso, 
e tornareis, cada um  sua  famlia."

Levtico25:10

Por algum motivo especial Deus separou algum tempo para ensinar o Seu povo a no depender do seu trabalho, nem das suas foras mas a contemplar as obras maravilhosas 
da Sua criao e a confiar no poder do Seu Criador.

Foi assim no Jardim do den, com o sbado, que, alm de ter sido separado, foi tambm abenoado e santificado.

O versculo de hoje apresenta o ano do jubileu que no tem a santidade eterna do sbado, mas que era parte das leis cerimoniais para Israel.

Cada cinquenta anos, celebrava-se o ano do jubileu. Havia duas coisas importantes neste ano: toda a propriedade era restituda ao seu proprietrio original e a todo 
o escravo era restituda a liberdade.

Neste ano, o povo de Israel no precisava de plantar nem colher. Quarenta e nove anos lutava, trabalhava a terra para poder viver, mas no ano cinquenta Deus queria 
ensinar ao Seu povo que, embora durante quarenta e nove anos trabalhasse, sempre e permanentemente, dependia do poder de Deus. A sua sobrevivncia no dependia do 
seu trabalho, dependia de Deus. Para que esta lio ficasse bem gravada na memria, durante um ano, o povo devia aprender a depender de Deus.

Esta tem sido a mais dura lio a ser aprendida pelo ser humano. Desde o Jardim do den, o homem teve sempre a tentao de tirar os olhos de Deus e coloc-los em 
si prprio. Esta foi a causa da queda dos nossos primeiros pais. Portanto, a obra da redeno teria que estar estreitamente relacionada com a dependncia do poder 
do Pai.

O ser humano teria que aprender de muitas formas a nica lio que precisava de aprender: no existem nele foras para viver uma vida de obedincia; ele precisa 
de olhar para Deus, de confiar e fazer da sua vida diria uma permanente busca da nica Pessoa capaz de o suster firme nas tormentas da vida: JESUS.

312

A Salvao  de Graa

1 de novembro, sexta-feira
" vs, todos os que tendes sede, vinde s guas, e os que no tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preo, vinho e leite. 
" Isaas 55:1

O auditrio estava completamente cheio naquela noite. Entre as centenas de pessoas presentes destacava-se a figura elegante de um cavalheiro bem vestido que ouvia 
a mensagem sem pestanejar. Quando prego, estou sempre atento s reaces do pblico e no podia deixar de notar a torrente de sentimentos e pensamentos que estava 
a perturbar aquele homem. Parecia ter esquecido que estava junto a outras pessoas, ficava absorto, as lgrimas lutavam para sair. Quando fiz o apelo, no se levantou, 
mas procurou-me no dia seguinte, no escritrio em Moema, e com voz bem educada, sempre tentando conservar a sua postura de dignidade, disse: "Parece mentira, pastor, 
a salvao no pode ser assim to fcil."

No versculo de hoje o profeta Isaas apresenta a sede como smbolo do desejo interior de Deus, que todo o ser humano carrega dentro de si e que s encontrar satisfao 
permanente na comunho com Ele. De maneira potica e numa construo literria cheia de beleza, o profeta apresenta a salvao simbolizada pela gua como um dom 
acessvel a todos os homens. No existe base bblica para pensar que uns foram criados para salvao e outros para perdio. Se fosse assim, Deus seria injusto. 
Deus deu ao ser humano liberdade de escolha e Ele respeitar sempre essa liberdade. "Todos os que tendes sede, vinde s guas",  o convite do Senhor Jesus. A gua, 
vinho, leite e po, mencionados no versculo a seguir, so smbolos das outras bnos que a salvao traz  vida dos que aceitam Jesus. Quando uma pessoa aceita 
Cristo e pra de fumar, ela no s recebe o dom gratuito da salvao, mas reduz o risco de contrair um cancro pulmonar. Quando uma pessoa conhece Jesus e abandona 
a sua vida promscua, no s experimenta a sensao de paz que a salvao oferece, mas passa a ter uma vida familiar slida e desfruta do amor e da admirao da 
esposa e dos filhos.

"Vinde, comprai, sem dinheiro"  a outra parte do convite. Talvez mais importante que o convite de beber da gua que satisfaz  saber que ela  gratuita. Quando 
no se tem dinheiro, experimenta-se no corao a sensao de que no se tem direito. Pode olhar uma montra, pode ver outras pessoas felizes a comprar, mas se voc 
no tiver dinheiro, nem se atreve a sonhar. Com a salvao no  assim. Voc no merece, no existe nada de bom em si, no tem dinheiro, sente-se um pecador, pensa 
que "no pode ser assim to fcil". Mas o Senhor Jesus olha para si e diz: "Filho, podes vir, Eu j paguei o preo por ti. A salvao sou Eu, e estou com os braos 
abertos  tua espera." No  maravilhoso? - 

2 de Novembro - Sbado

313

O Seu Carcter Pode Ser Mudado!

"Tambm lhes darei, na Minha casa e dentro dos Meus muros, um lugar e um nome, melhor do que o de filhos e filhas: um nome eterno darei, a cada um deles, que nunca 
se apagar. " Isaas 56:5

A promessa do versculo de hoje foi feita aos eunucos, que no tinham a possibilidade de ter filhos, e portanto, carregavam dentro de si o medo de que ao morrerem 
perdessem o seu nome e as suas propriedades. Quer dizer, a vida no teria significado muita coisa. Viram a histria acontecer, mas no participaram. A morte seria 
o triste fim de tudo e no ficaria ningum para perpetuar o seu nome.

Em Israel, isto era uma tragdia de grandes dimenses. Segundo a tradio hebraica, na sua essncia, a felicidade terrena do homem dependia do facto de ter um ou 
mais filhos, que pudessem preservar o seu nome e a herana da famlia. Esse era o drama terrvel do pobre eunuco. Um defeito fsico, natural ou provocado, incapacitava-o 
para ter filhos.

Ento, aparece a promessa para essas pessoas de que se fossem fiis, Deus dar-lhes-ia um nome melhor do que aquele que os filhos poderiam perpetuar. Deus est a 
falar aqui do novo nome prometido em Apocalipse
2:17. Mais ainda, o homem pode ter a certeza de que o seu nome ser inscrito no livro da vida (Apocalipse 3:5).

O nome  o smbolo do carcter de uma pessoa e no verso de hoje, encontramos mais do que uma simples promessa de trocar Joo por Francisco ou Aparecida por Maria. 
A promessa  de um novo carcter que no depende de ns, mas de Deus.  o que Ele faz em ns. O que precisamos de fazer  dizer-Lhe que somos fracos, que no temos 
foras e que por isso vamos a Ele.

Como faz-lo? Buscando-O cada dia ao separar tempo para ficar a ss com Ele, atravs da orao, da meditao, do estudo da Palavra e depois, ao longo do dia, falando 
a outros do amor de Jesus e mantendo assim a sensao da presena permanente de Jesus em todas as nossas actividades.

Deus no quer s perdoar os nossos pecados passados. Deseja reproduzir o Seu carcter em ns, deseja dar-nos o Seu nome e para isso convida-nos a ir a "Sua casa, 
para dentro dos Seus muros", levando os nossos defeitos, que podem ser fsicos, como no caso do eunuco, ou espirituais ou morais como no nosso caso.

Est disposto a aceitar o convite divino? Acredita que Ele seja capaz de transformar o seu carcter? Como poder saber se no O experimentar na sua vida? V a Ele 
sem temor. No conheo uma pessoa que tenha ido a Jesus, ficado com Ele e voltado frustrada. Hoje  o dia da grande boa nova. Hoje ainda  o dia da salvao. Gostaria 
de ficar de joelhos a onde est e aceitar o convite?


314

3 de Novembro - Domingo





O Seu Brao Trouxe-nos Salvao

"E viu que ningum havia, e maravilhou-Se de que no houvesse un, intercessor; pelo que, o Seu prprio brao lhe trouxe a salvao e a Sua prpriajustia o susteve." 
Isaas 59:16 '

Nos tempos do profeta Isaas, Jud estava mergulhado por completo em trevas espirituais e morais. O grande problema do povo era o seu afastamento do Deus verdadeiro. 
 outro, era simplesmente o resultado natural de viver longe da nica fonte autntica de poder e salvao

Voc pode imaginar um povo com um destino glorioso, nascido para ser "cabea e no cauda", estabelecido para ser luz para as naes  viver agora no meio da opresso 
e sem esperana nenhuma de tornar a ser o povo que um dia fora?

Na crise presente que Jud vivia, o Senhor "viu que ningum havia e maravilhou-Se de que no houvesse um intercessor". Geralmente quan do existe alguma possvel 
soluo humana, o ser humano no volta os olhos para Deus. O homem esgota todos os seus recursos, procura as suas prprias solues, fabrica as suas prprias sadas 
e Deus permite s vezes que cheguemos ao fundo do poo para que possamos entender que o socorro vem dele.
Olhe para Israel diante do Mar Vermelho. No tinha para onde ir Dos dois lados havia montanhas impossveis de subir, atrs o inimigo implacvel e diante de si as 
guas profundas e agitadas do mar. No havia intercessor", "ningum que pudesse fazer nada". S ento o povo se lembrou de que existe um Deus todo poderoso e levantou 
os seus olhos para o alto, pois  do alto que vem o socorro.

No verso de hoje no encontramos somente a promessa de proteco e soluo divina na hora da dificuldade. Embutida nela h uma aplicao espiritual bsica para entender 
o porqu dos repetidos fracassos da nossa vida. Pelo que, o Seu prprio brao lhe trouxe a salvao, e a Sua propria justia o susteve", diz Isaas. v v

Deus torna a mostrar aqui algo que tenta dizer desde o Jardim do den quando tirou a Ado e Eva as miserveis folhas de figueira (justia humana i para cobri-los 
com a pele do Cordeiro (justia de Jesus). Quando como homens, tentamos cumprir os mandamentos e ser bons sem viver uma vida diria de comunho com Jesus, com toda 
a certeza a nossa vida ser uma sucesso de fracassos, ou na melhor das hipteses, uma sucesso de vitorias de areia, uma falsificao, uma vida oca, que pode satisfazer 
a expectativa dos outros, mas que incomoda por dentro.

Deus permite no Seu infinito amor, muitas vezes, que desamos ao fundo do poo na vida espiritual, para que entendamos uma lio muito simples: o Seu prprio brao 
mostra a salvao, a Sua justia  que nos sustm "

Porque lutar sozinho? Porque no fazer do companheirismo de Cristo o centro de todo o nosso esforo e ateno?


4 de Novembro - Segunda-feira

315

Adlteros, Sem Adulterar?

"Se um homem despedir sua mulher, e ela se ausentar dele, e se ajuntar a outro homem, porventura tornar a ela mais? No se poluiria de todo aquela terra? Ora, tu 
te maculaste com muitos amantes; mas, ainda assim, torna para mim, diz o Senhor." Jeremias 3:1

Um grupo de mulheres reivindicava justia, em frente ao frum de Belo Horizonte. "Quem ama, no mata", gritavam, exigindo uma severa punio para o empresrio mineiro 
que assassinara a sua esposa "em legtima defesa da honra", segundo os seus advogados. No seria a primeira vez que a justia humana daria um veredicto de liberdade 
a um marido que assassinara a esposa infiel.

No versculo de hoje encontramos o quadro de uma esposa infiel. A lei dizia que um homem que repudiasse uma mulher, nunca mais poderia tomala de volta (Deuteronmio 
24:1 4), mas Deus olha para o Seu povo e diz: "Tu te maculaste com muitos amantes; mas ainda assim, torna para Mim."

Quando pensamos no povo adltero que abandona o seu Deus e corre atrs de outros amantes, geralmente pensamos que esses "outros amantes" so as formas do pecado 
em diferentes tipos de prazeres. A nossa mente, imediatamente, pensa em cinema, roubo, vcios, promiscuidade, perverses ou coisas parecidas. Para ns, um adltero 
espiritual  aquele que est completamente fora da igreja, vivendo uma vida desregrada no tobog dos apetites carnais.

Mas o versculo 2 d-nos a entender que o problema de Jud tinha profundas implicaes espirituais. Menciona os altos montes onde Jud se prostitua com cultos a 
deuses pagos, e menciona tambm os rabes, cujo culto  Natureza tinha como centro de adorao o prprio homem.

O problema de Jud no era a transgresso do sbado, nem a infidelidade nos dzimos, pois dizimavam "at a menta e o coentro". O problema desse povo no era que 
deixassem de se congregar na igreja, porque os seus sacerdotes continuavam muito ocupados com todo o cerimonial. Talvez, se fosse assim, a figura que Deus usaria 
seria a da mulher que abandona o marido e fica perdida no mundo da solido. Mas Deus fala de uma mulher adltera. Ela tem outro marido, outro deus, outro sustentador. 
Ela concentra a sua confiana noutro brao. "Houve alguma nao que trocasse os seus deuses, posto no serem deuses?", pergunta o profeta, "Todavia, o Meu povo trocou 
a sua glria pelo que  de nenhum proveito." Jeremias 2:11.

"Ah, pastor", pode pensar, "Deus est a falar da idolatria." Tudo bem. Mas, existe maior idolatria que confiar nas prprias foras para viver a vida crist? O que 
est a fazer o homem que pretende ser um bom adventista, mas que no passa tempo a ss com Deus? No brao de quem est a confiar? A quem est a servir?

Cristianismo  muito mais do que guardar o Sbado e os outros mandamentos.  fazer tudo isso como resultado da comunho diria com o Pai.

Graas a Deus que Ele est sempre disposto a receber-nos de volta!

316
5 de novembro, tera-feira

A Mensagem ou o Deus da Mensagem?

"Mas ide, agora, ao Meu lugar, que estava em Silo, onde, ao princpio, fiz habitar o Meu nome, e vede o que lhe fiz, por causa da maldade do Meu povo de Israel. 
"Jeremias 7:12

Entre os anos de 1926 e 1932, um grupo de arquelogos dinamarqueses escavou as runas de Silo, e chegou  concluso de que ela foi destruda pelo fogo, aproximadamente 
por volta do ano 1100 a.C.. Depois disso foi abandonada talvez por um perodo de 90 anos. Estes descobrimentos harmonizam-se com os dados bblicos.

Encontramos em I Samuel 4:1-11, a derrota dos israelitas diante do filisteus em Ebenzer e Afeque, quando a arca foi capturada. Possivelmente, nesta ocasio a cidade 
foi incendiada.

Silo, aparentemente foi uma cidade bonita. Ficava no territrio de Efraim e foi escolhida, talvez pela sua localizao central, para ser o lugar do santurio e da 
arca. A arca simbolizava a presena pessoal de Deus com o Seu povo. Nas grandes batalhas de Israel, a arca estava sempre presente, porque uma batalha sem a presena 
de Deus, estaria perdida.

Mas o tempo foi passando e Israel caiu na tragdia de desviar os olhos de Deus e coloc-los no simples objecto. Carregavam a arca para  todo lado, mas viviam como 
se Deus no existisse. Eli no deu importncia  conduta errada dos filhos. O povo dependia da arca e no do verdadeiro Deus.

Qualquer coisa, por melhor que seja, quando  colocada acima do Deus verdadeiro, perde o seu sentido e passa a ser um estorvo na experincia espiritual.

Jeremias, no versculo de hoje, tenta dirigir a ateno do povo para Silo: "Ide agora ao Meu lugar, que estava em Silo, onde no princpio, fiz habitar o Meu nome, 
e vede o que lhe fiz, por causa da maldade do Meu povo."

As Coisas nunca garantiram a segurana do povo de Deus. Os escombros e cinzas de Silo levantaram-se como um monumento  insensatez humana, quando passa a confiar 
em coisas, e tira os olhos do Deus pessoal que Ele deseja ser para o homem.

Podemos hoje cair no perigo de depositar a nossa confiana no culto formal? Seria possvel depositar a nossa confiana na igreja, na doutrina, ou na mensagem?

Um jovem procurou-me um dia, desesperado, e disse: "Pastor, eu conheo a mensagem da justificao pela f. Compro todos os livros que falam deste tema, leio-os, 
sublinho-os, tenho todas as suas cassetes e os seus livros. Sei que tenho que confiar s em Jesus para ser salvo, mas nada d certo, sou um fracasso." Perguntei-lhe, 
ento, quanto tempo passava diariamente com Jesus e ele baixou os olhos.

Tinha cado no mesmo problema de Israel. Pensava que a mensagem da justificao pela f ia salv-lo. Depositou a sua confiana na mensagem, mas no conhecia o Deus 
da mensagem, no passava tempo com Ele. Que tragdia!

 6_de Novembro - quarta-feira

317

Preparao Para os Tempos Difceis

"Se te fatigas, correndo com homens que vo a p, como poders competir com cavalos? Se to somente numa terra de paz no ests confiado, quefars na enchente do 
Jordo?" Jeremias 12:5

O rapaz sentia-se injustiado pela vida. "Porque  que outros tm oportunidades e eu no?", perguntava-se, querendo, inconscientemente, justificar a sua indolncia. 
Algum lhe arranjou um emprego como paquete. Durou uma semana e depois largou o servio porque "era muito trabalho para ganhar o salrio mnimo". Ofereceram-lhe 
uma vaga como escriturrio, mas no sabia escrever  mquina. Os pais, ento, pagaramlhe um curso de computadores, que em poucos dias abandonou porque "no justifica 
aprender se o salrio no  grande coisa".

Conhece algum parecido? Ento medite na pergunta que apresenta o verso de hoje. "Se te fatigas correndo com os homens que vo a p, ento como poders competir 
com cavalos?" O Senhor est a falar-nos aqui da administrao correcta das pequenas responsabilidades, como preparo para as responsabilidades maiores. Se sucumbimos 
diante de pequenas tarefas, se no somos capazes de realizar o trabalho de um paquete, como sonhamos ser gerentes?

Na segunda parte do texto, Jeremias diz: "Se to somente numa terra de paz no ests confiado, que fars na enchente do Jordo?"

Os comentaristas dizem que na beira do rio Jordo, junto com enormes rvores havia matas habitadas por lees e outros animais selvagens. Podemos inferir aqui a lio 
espiritual de que se nos tempos de paz no conseguimos permanecer fiis aos princpios divinos, no o seremos quando vierem os tempos difceis.

Geralmente, quando se fala em conservao da juventude na igreja, pensa-se de imediato em actividades recreativas. Temos que programar algo para o sbado  noite, 
porque seno a nossa juventude ir fazer coisas erradas, pensamos. Quanto erro por trs de uma boa inteno! Temos que ter actividades recreativas para os jovens 
aos sbados  noite, sim, no por medo de perd-los, mas porque eles merecem ter um companheirismo agradvel, num ambiente onde se sintam confortveis por causa 
dos seus princpios. Actividades recreativas nunca podem ser o escape que damos  criana para que no faa coisas erradas. Temos que ensinar  nossa juventude que 
a fidelidade a Deus no depende de actividades recreativas.

As vezes pergunto-me, se a juventude, hoje em tempos de liberdade, faz coisas erradas aos sbados  noite, "porque a igreja no tem nada". O que ser quando vierem 
os tempos difceis e no pudermos nem ter cultos nas igrejas? "Se to somente numa terra de paz no ests confiado, que fars na enchente do Jordo?" Que Deus nos 
ajude a entender que Jesus  o nico capaz de conservar a nossa juventude firme at ao fim.

318

7  de novembro, quinta-feira
Um Vaso Novo

"No poderei Eu fazer de vs como fez este oleiro,  casa de Israel ? diz o Senhor; eis que, como o barro na mo do oleiro, assim sois vs na Minha mo,  casa de 
Israel. "Jeremias 18:6

"O que foi que fiz com a minha vida?", gritava a jovem, enquanto segurava entre as suas mos o resultado positivo do teste de gravidez. Tinha apenas 16 anos. Nunca, 
nada voltaria a ser igual. Apresentava-se diante dela uma luta imensa, a comear pelo anncio da notcia aos pais.

O versculo de hoje foi escrito para uma nao que, por se ter afastado de Deus, tambm tinha arruinado o futuro glorioso para o qual fora estabelecida.. O que pode 
fazer o homem sozinho? Para que servem as suas foras, o seu domnio prprio ou os princpios morais que possa conhecer? "Maldito o varo que confia no homem, e 
faz da carne o seu brao" (Jeremias 17:5), disse o Senhor e "bendito o varo que confia no Senhor e cuja esperana  o Senhor" (Jeremias 17:7).

Deus no est a amaldioar o ser humano. Ele apenas est a descrever o triste futuro que espera aquele que, tirando os olhos de Deus comea a confiar nas suas prprias 
foras. Pense um pouco: o que est a fazer o homem que no separa tempo cada dia para Jesus? Em quem est a confiar?

O resultado do afastamento de Deus levou Israel a uma triste situao de imoralidade, pecaminosidade, formalismo, escravido, desespero e morte.

O que foi que Israel fez com a sua vida? Que futuro o esperava? Qual o destino de um vaso feito em pedaos, a no ser o lixo?

Mas Deus nunca perde as esperanas. O homem pode ter arruinado tudo de belo que tinha, mas Deus v sempre possibilidades futuras. Ele no nos olha como somos, mas 
como podemos chegar a ser pela Sua graa transformadora. "No poderei fazer de vs, como fez este oleiro,  casa de Israel?", diz o Senhor. "Eis que como o barro 
na mo do oleiro, assim sois vs na Minha mo,  casa de Israel."

Uma jovem vida de 16 anos, arruinada por brincar com o pecado, no  um vaso perdido para Deus. Um homem maduro, que arruinou a sua vida e a vida da sua famlia 
por condescender com o mal, no  um caso sem sada, para Deus. Uma pessoa que desceu ao poro dos vcios e da promiscuidade, tambm no  um caso sem esperana 
para Deus. "No poderei Eu fazer de vs?",  a pergunta do Pai. Se Ele foi capaz de criar, pode tambm ser capaz de recriar. Se ressuscitou Lzaro, pode ressuscitar 
tambm um cadver espiritual.

O trabalho do oleiro pode ser doloroso para o barro, mas o resultado final  excelente. Se colocar o barro da sua vida nas mos do Oleiro divino, isso pode ser um 
tanto doloroso, mas o Universo todo render louvores a Deus pela sua transformao.

         8_de Novembro - Sexta feira

319

Seguros no Tempo de Angstia

"Ah! porque aquele dia  to grande, que no houve outro semelhante! e  tempo de angstia para Jacob: ele, porm, ser livrado dela." Jeremias 30:7

O profeta Jeremias est a descrever a angstia que muito em breve trariam sobre Jerusalm e Judeia, os babilnios sob o comando do grande Nabucodonosor. Fazendo 
aplicaes espirituais para o nosso tempo, "aquele dia", refere-se ao dia do Senhor e aos acontecimentos finais na Terra.

No versculo 6, o profeta diz: "Perguntai, pois, e vede, se um homem tem dores de parto. Por que, pois, vejo a cada homem com as mos sobre os lombos como a que 
est dando  luz? e por que se tm tornado macilentos todos os rostos?"

O tempo de angstia que se aproxima no  "grande e terrvel", para o povo de Deus por causa do sofrimento fsico, das perseguies ou das privaes que sofrer. 
O sofrimento tem um fundo espiritual. O inimigo tentar por todos os meios fazer pensar aos filhos de Deus, que eles esto perdidos. Para isto, far-lhes- lembrar 
todas as coisas erradas do passado. "Ele, porm, ser livre dela."

Um pastor contou uma vez, um incidente de quando a filha era bem pequena. Enquanto lia o jornal na sala, ouviu o barulho de um vaso quebrado, correu para a cozinha 
e viu a sua filha e a sua sobrinha com o terror estampado no rosto.

- Que aconteceu? Quem fez isso? - perguntou o pai.

As meninas apontaram o dedinho uma para a outra. Nesse momento o pai disse:

- Ningum vai ser castigado. Estou certo de que o vaso se quebrou por acidente, mas quero saber o que foi que aconteceu para evitar que acontea outra vez, no futuro.

Os olhos da sua filha encheram-se de lgrimas.

- Desculpa... pai. Fui eu. -A aflio da menina era evidente, mas ela libertou-se do peso da culpa porque entendeu o perdo do pai.

 por isso que precisamos de conhecer muito bem o Senhor Jesus.  por isso que precisamos de passar muito tempo com Ele, conviver com Ele cada minuto da vida, pois 
essa  a nica maneira de conhecer e entender a amplido da Sua misericrdia.

Quando o dia terrvel chegar e o inimigo das almas tentar atormentarnos por causa do passado, quando as portas da graa j estiverem fechadas, ento a nica coisa 
que nos sustentar ser a confiana que adquirimos no convvio dirio com Jesus.

Os amigos de Jesus, aqueles que vivem com Ele e permitem que o Seu carcter seja reproduzido cada vez mais na sua vida, no tm nada a

 temer com relao ao futuro. Podero cair mil ao seu lado e dez mil  sua direita, mas eles no sero atingidos.

320

9 de novembro, SBADO
Instrumento de Paz

"E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardar os vossos coraes e os vossos sentimentos, em Cristo Jesus." Filipenses 4:7

O Pastor Arthur S. Maxwell relata na edio de 21 de Dezembro de
1953, da revista Signs of the Times, a sua assistncia como observador, numa grande reunio evanglica. Estava a realizar-se um servio de comunho e pouco antes 
de partir o po, realizou-se o que eles chamaram a "transmisso da paz".

"Pondo ambas as mos na mo direita do seu assistente, o ministro disse.- "A paz de Deus seja contigo!" Os dois homens ento aproximaramse dos diconos que serviam, 
e tomando a mo direita deles repetiram: "A paz de Deus seja convosco."

"Os diconos agora moviam-se vagarosamente, descendo os corredores e levando a paz a todos os membros. Em cada banco, os diconos paravam e tomando a mo direita 
do membro mais prximo, sussurravam: "A paz de Deus seja contigo." Este membro por sua vez tomava a mo da pessoa que estava mais prxima de si e passava adiante 
aquela mesma mensagem. Da galeria, eu contemplava a comovente cena. A essncia de tudo isso era algo maravilhoso. No se houvia nenhum som na igreja, a no ser o 
murmrio ocasional das simpticas palavras: 'A paz de Deus seja contigo. Notei que os diconos j estavam em cima. Senti um sussurro no banco em que eu estava sentado. 
Olhei  minha esquerda e havia uma mo estendida, a mo de algum completamente estranho,  espera da minha para a amigvel saudao. Um momento depois ouvi as simpticas 
palavras: 'A paz de Deus seja contigo. Foi um momento tocante. No sabia o que dizer. Acho que disse: Obrigado, Deus o abenoe. Ento despertou-se em mim a sensao 
de que agora era a minha vez de transmitir a paz para mais algum; mas eu era a ltima pessoa no banco. Olhei ao redor, mas no havia ningum a quem eu pudesse pass-la. 
A cerimnia tinha terminado comigo ou no? Poderia uma coisa to bonita, ter fim? No era o dever de cada participante continuar a transmitir a paz de Deus, pelo 
resto da vida?" "A minha paz vos dou", disse Jesus e ao faz-lo confiou-nos a misso de sermos a paz para o mundo. O cristo vive num mundo de aflies. H gente 
desesperada por todo o lado; as famlias esto a cair aos pedaos, os jovens esto a arruinar as suas vidas com as drogas, as naes esto a matarem-se sem quase 
se entender porqu!  no meio dessa tormenta toda queo Senhor Jesus deseja que o Seu povo seja o instrumento da Sua paz.  por isso que precisamos diariamente de 
beber na fonte da Paz, de nos banharmos nela, e de sair para o mundo com a paz no olhar e na vida.
 10 de Novembro -Domingo

321

[ Ouro Escurecido ou Ouro Brilhante?

"Os preciosos filhos de Sio, comparveis a ouro puro, como so agora reputados por vasos de barro, obra das mos do oleiro!" Lamentaes 4:2

O ser humano foi criado com um destino glorioso. Todos somos predestinados para a salvao. Isto no significa que seremos salvos contra a nossa vontade, mas que 
o ideal de Deus, o propsito final de Deus para todo o homem  v-lo salvo. Naturalmente, o exerccio do livre-arbtrio para aceitar ou rejeitar o plano divino, 
determinar o nosso destino final.

O verso de hoje apresenta "os nobres filhos de Sio comparveis a ouro puro", considerados como o barro. O que foi que aconteceu? Segundo o versculo anterior o 
ouro "escureceu", "esto espalhadas as pedras do santurio ao canto de todas as ruas".

O p do pecado, de repente, comeou a empanar o brilho do ouro, e qualquer vida tocada pelo vrus do pecado perde o seu brilho. O prncipe passa a escravo, o herdeiro 
acaba por apascentar porcos e com o tempo no passa de uma pedra qualquer da rua.

Tem Deus um plano para levantar o homem do seu estado de pecaminosidade e recriar nele a imagem perdida? Um dia seremos pedras preciosas nas esquinas do santurio 
de Deus, um dia o Seu povo reflectir o carcter de Cristo, e quando isto acontecer, Ele vir para reclam-lo como Seu. Qual  esse plano? Como  que Deus deseja 
tornar-nos cada dia mais semelhantes a Jesus?

Vejamos este conselho do Esprito de Profecia: "Um raio da glria divina, um vislumbre da pureza de Cristo que nos penetre na alma, tornar dolorosamente visvel 
toda a mancha do pecado, pondo a descoberto a deformidade e defeitos do carcter humano. Torna patentes os desejos profanos, a infidelidade do corao, a impureza 
dos lbios. Os actos de deslealdade do pecador, invalidando a lei de Deus, expem-se-lhe  vista e o seu esprito abate-se e aflige-se sob a influncia perscrutadora 
do Esprito de Deus. Aborrece-se a si mesmo ao contemplar o puro e imaculado carcter de Cristo." Caminho a Cristo, pg. 29.

E depois, o que acontece? O plano do evangelho  simplesmente criar em ns desespero por causa da nossa situao? No! "Ao verem a enormidade do pecado, ao verem-se 
a vs mesmos tais como so, no se entreguem ao desespero. Foi para salvar pecadores que Cristo veio. No somos ns que devemos reconciliar Deus connosco, mas - 
 maravilhoso amor! Deus em Cristo est reconciliando consigo o mundo. Est a procurar atrair, pelo Seu terno amor, o corao dos Seus filhos erradios. Nenhum pai 
terrestre poderia ser to paciente com as faltas e erros dos seus filhos como o  Deus com os que busca salvar." Caminho a Cristo, pg. 35

Quando o homem entender este plano divino, a pedra empoeirada tornarse- novamente ouro fino. O mundo olha-nos e v em ns o carcter de Jesus. Louvado seja Deus 
por isso!

322

11 de novembro, segunda-feira
Condenado Por No Fazer Nada

"Porm ele lhe disse: Mau servo, pela tua boca te julgarei; sabias que eu sou homem rigoroso, que tomo o que no pus, e sego o que no semeei."

Lucas 19:22

Uma idosa senhora tinha aguardado a vida toda a oportunidade de viajar de comboio. Queria contemplar o mximo possvel, devorar cada paisagem com os olhos e desfrutar 
tudo quanto pudesse dos quilmetros percorridos. Entrou muito decidida e quando o comboio partiu, comeou a acomodar os pacotes e cestos que trazia, sentou-se confortavelmente 
no seu lugar, acomodou as cortinas e, de repente, quando j estava pronta a comear a contemplao da paisagem, o condutor citou o nome da estao  qual ela se 
dirigia. "Que pena", disse ela, "se eu soubesse que chegaramos to depressa no teria perdido o meu tempo com ninharias".

Pode sorrir enquanto l esta anedota, mas na melhor das hipteses a nossa viagem pela vida  relativamente curta. No podemos desperdiar o tempo com ninharias, 
mas ser diligentes e responsveis na administrao das quatro reas da vida: o tempo, os tesouros, os talentos e o corpo que Deus nos deu.

O versculo de hoje foi encontrado sublinhado na Bblia de Dwight L. Moody, e ao lado do verso, uma nota manuscrita por ele mesmo: "Condenado por no fazer nada".

A vida de Moody foi justamente uma vida de aco. Criticado por outros por causa do pssimo ingls que falava, nunca se amedrontou e em certa ocasio, quando algum 
lhe disse que ele cometia muitos erros gramaticais, Moody respondeu: "Eu sei que cometo muitos erros, e tenho falta de muitas coisas, mas estou a fazer o melhor 
que posso com o que tenho." Ento fixou o olhar no homem e acrescentou.- "Olhe aqui amigo, o senhor  grande conhecedor de gramtica. O que est a fazer com ela 
para o Mestre?"

Se a vida no dura mais do que 80 ou na melhor das hipteses 90 anos, porque ficar de braos cruzados, desculpando a nossa inactividade no facto de que no nos apoiam 
ou nos criticam? A nica maneira de no ser criticado  no fazer nada, mas mesmo assim, voc perder-se- por no ter feito nada.

Viver a vida  aceit-la com os seus riscos e desafios,  colocar cada gota de sangue e cada grama de energia para construir um sonho,  procurar o nosso lugar no 
mundo,  criar oportunidades e no permanecer sentados, sentindo compaixo de ns mesmos e achando que somos os coitados da vida.

Pergunte-se esta manh, o que foi que voc j construiu na vida? Quais so os seus sonhos? Para onde vai? Como pensa alcanar os seus objectivos?

Os que cada dia permanecem aos ps de Jesus, recebero poder d'Ele e no ficaro satisfeitos com o pouco que conseguiram. E isto aplica-se a ns como Igreja.

Quanto avanmos?  tudo o que podemos fazer? Estamos contentes com to pouco? 

12 de Novembro - Tera-feira

323

Qual  o Sinal?

"E disse-lhe o Senhor: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalm, e marca com um sinal as testas dos homens que suspiram e gemem por causa de todas as abominaes 
que se cometem no meio dela." Ezequiel 9:4

A viso de Ezequiel refere-se em primeiro lugar  destruio de Jerusalm, ordenada por Nabucodonosor, mas, como toda a profecia escatolgica, ter outro cumprimento 
no tempo do fim, antes da volta de Cristo.

O selamento do povo de Deus  um assunto que precisa de ser bem entendido, pois tem que ver com a nossa salvao. O selo divino  o sinal de aprovao que Deus coloca 
na fronte daqueles que, ao procurarem Jesus diariamente, permitiram que o Esprito Santo reproduzisse neles o carcter de Cristo. No  um sinal visvel aos olhos 
humanos, embora na viso, o sinal fosse a letra hebraica tan, que tinha a forma do x.

Na viso era um sinal literal, mas o seu significado tem que ver com o carcter "dos homens que suspiram e gemem por causa de todas as abominaes que se cometem".

Estes homens so pessoas que pela sua vida diria de comunho com Jesus criaram repulsa pelo pecado. No aceitam conviver com a maldade sob nenhuma das suas formas. 
O carcter de Cristo j foi fielmente reproduzido na vida destes filhos e Deus d a Sua aprovao simbolizada no sinal.

Existe, porm, o sinal externo e visvel de que a aprovao divina j foi dada a estes filhos. Esse sinal externo  a observncia do Sbado bblico.

Isto acontecer da seguinte maneira: "O dia de Sbado tem sido sempre o dia designado por Deus para o descanso do homem. Estabelecido na criao (Gnesis 2:13), 
devia ser uma obrigao perptua. A ordem da sua observncia foi colocada no corao da lei moral (xodo 20:8 11). Nem Cristo, nem os Seus apstolos ab-rogaram o 
Sbado. A grande apostasia que se seguiu  morte dos apstolos pretendeu deixar o Sbado de lado para colocar em seu lugar outro dia de repouso, o primeiro dia da 
semana. Mas a Palavra de Deus prediz que uma grande obra de reforma, com respeito ao Sbado, preceder a segunda vinda de Cristo (Isaas 56:1 e 2, 6 8; Apocalipse 
14:6 12). Tambm prediz que, ao mesmo tempo, Satans levantar o seu prprio falso sistema de religio, que ostenta um falso dia de repouso, o domingo como dia de 
culto (Apocalipse 13; 14:9 12; Daniel 7:25). Como resultado disto, o mundo se dividir em dois grandes grupos: os que so fiis a Deus e guardam o Sbado e os que 
se unem ao falso movimento religioso e guardam o falso dia de repouso." Comentrio Bblico Adventista, vol. IV, pg. 636

Mas o que precisamos de entender  que no  a observncia do Sbado que salvar algum. No  o Sbado que identificar o povo de Deus. O sinal  o carcter de 
Jesus e os que tm o carcter de Cristo sero fiis na observncia do Sbado at ao fim. Os outros guardaro o Sbado at chegarem os tempos difceis e depois, abandonaro 
a igreja de Deus e tornar-se-o os piores inimigos do Seu povo
324
13 de novembro, quarta-feira
Voc Decide!

"Que tendes vs, vs que dizeis esta parbola acerca da terra de Israel, dizendo: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram?" Ezequiel 18:2

Os israelitas repetiam constantemente este provrbio, dando a entender que Deus era injusto porque os estava a castigar por causa dos pecados cometidos pelos seus 
pais. Mas Ezequiel levanta-se e diz que no  assim, e que Deus no  injusto e por isso no vai castig-los por algo que no cometeram.

Como entender a declarao de Ezequiel  luz do que o prprio Deus disse no segundo mandamento, referindo-se  maldade que alcanaria at  terceira e quarta gerao? 

O que precisamos de entender  a diferena que existe entre "consequncias" do pecado e "castigo" pelo pecado. " inevitvel que os filhos sofram as consequncias 
da maldade dos seus pais, mas no so castigados pelas culpas dos pais, a no ser que participem dos pecados destes." Patriarcas e Profetas, pg. 313

Por exemplo,  inevitvel que um pai alcolico transmita aos seus filhos alguns problemas prprios de um homem viciado, ou que a me grvida, que fuma, obrigue o 
seu filho a nascer com alguns problemas congnitos. A criana nascer com dificuldades, que talvez a acompanharo a vida toda, mas isso no  castigo de Deus;  
simplesmente a consequncia de a me ter desrespeitado algumas leis fsicas da vida.

Na Bblia no encontramos base para pensar que a vida boa ou m dos pais tenha que ver com a salvao ou a perdio dos filhos, mas encontramos sim, o pensamento 
de que a salvao ou a perdio  um assunto de deciso pessoal, na qual nem Deus pode intervir. O homem, e unicamente o homem, tem o direito e a responsabilidade 
de aceitar ou rejeitar a salvao. Quando Jesus esteve na Terra, os Seus discpulos viram um homem cego e perguntaram: "Quem pecou, este ou os seus pais?" Essa era 
a ideia distorcida que eles tinham: tudo o que acontece de mau a uma pessoa  resultado do pecado, ou dos pais ou da prpria pessoa. Mas isto no  verdade. Existem 
muitas coisas erradas como consequncias do mundo deformado, no qual vivemos. Uma pessoa pode contrair um cancro pulmonar, sem nunca ter fumado ou sem ter herdado 
algum problema dos pais, mas simplesmente por trabalhar perto de pessoas que fumam.

O versculo de hoje tenta tirar da mente das pessoas a ideia diablica de que Deus  um Deus cruel, que Se regozija em ver sofrer os Seus filhos. Muitas vezes, Ele 
v com tristeza nascer uma criana que carrega na sua inocente vida a consequncia natural das transgresses de leis fsicas cometidas pelos seus pais; mas isso 
no  castigo. No existem implicaes espirituais nesse sofrimento. Ela no se salvar ou se perder por isso. A criana, ao crescer, ter que ser a condutora das 
suas prprias decises.
   
14 de Novembro - Quinta feira

325

Quando Deixamos Deus de Lado...

"Porque o que Me achar achar a vida, e alcanar  fav or do Senhor. Mas o que pecar contra Mim violentar a sua prpria alma: todos os que Me aborrecerem amam a 
morte." Provrbios 8:35 e 36

Depois de atormentar a sua jovem esposa durante cinco anos, Domingos abandonou-a com trs filhos pequenos. Entregou-se a uma vida de promiscuidade e delinquncia. 
Ficou preso nas redes dos vcios, desceu ao fundo do poo. Perdeu tudo o que tinha conseguido na vida, e o diploma universitrio que possua, no lhe serviu para 
nada. Sem dignidade, nem respeito prprio e sem mais vontade de continuar a viver, encontrou-se com Jesus. Noutras circunstncias, talvez no aceitasse "essa histria 
de crentes". Mas quando se perde tudo na vida e j no se tem mais para onde ir, o que custa tentar? E que maravilha  o amor de Deus, que no nos rejeita, que no 
nos diz: "Ah, agora que tudo falhou na tua vida, lembras-te de Mim." Com quanta pacincia Ele aceita o ser humano arrependido! Com quanto amor Ele enxuga as lgrimas, 
cura as feridas, tira ao homem os trapos imundos e pestilentos da sua vida passada e faz dele uma nova criatura.

Ao conhecer Jesus, o Domingos entendeu que nem tudo estava perdido. Viu uma luz a brilhar l no fundo do tnel, agarrou-se a Jesus com as ltimas foras que lhe 
restavam e o Senhor operou o grande milagre. O Domingos foi transformado.

Alguns meses depois, j baptizado e trabalhando numa empresa de projeco, o Domingos procurou a esposa, encontrou a famlia numa triste situao, pediu perdo, 
falou  esposa de Jesus e da sua nova vida, e hoje a famlia toda regozija-se na esperana da volta de Cristo.  maravilhoso v-los entrar com os filhos na igreja, 
todos os sbados de manh;  comovedor ver o brilho de felicidade daquela esposa;  emocionante ver o que Deus  capaz de fazer pelas pessoas.

"Porque o que Me achar, achar a vida", diz o verso de hoje. Como pode chamar-se vida quilo que o Domingos vivia quando no conhecia Jesus? Como pode chamar-se 
vida ao inferno de agresses e conflitos, angstias e culpa em que o ser humano vive quando est longe de Deus?

"Todos os que Me odeiam amam a morte", continua a dizer o nosso verso, porque a vida sem Cristo  morte, e talvez pior. H pessoas que prefeririam morrer do que 
viver a vida que esto a viver.

A experincia de Domingos pode ser a experincia de qualquer um de ns. O Senhor deseja dar-nos vida e vida abundante. Por isso est sempre com os braos abertos, 
 espera que o homem aceite o convite de viver com Ele a mais linda experincia de amor. Para isso,  preciso apenas procur-lo- diariamente em orao e atravs 
do estudo da Bblia; depois, contar aos outros a paz e felicidade que Ele traz  nossa vida. E ao viver esta experincia, o carcter de Cristo  cada dia reproduzido 
mais e mais no nosso carcter.


326

15 de Novembro - Sextafeira

A Tragdia de Ficar em Silncio

"Se Eu disser ao mpio:  mpio, certamente morrers; e tu no falares, para desviar o mpio do seu caminho, morrer esse mpio na sua iniquidade, mas o seu sangue 
Eu o demandarei da tua mo." Ezequiel 33:8

O Pastor Joo Wolff, presidente da Diviso Sul Americana da IASD, distribuiu, sozinho, quase trs milhes de folhetos, contendo a mensagem da volta de Cristo.  
admirvel v-lo nas rodovirias, aeroportos, postos de gasolina, nas ruas e supermercados, sempre a distribuir folhetos como "Folhas de Outono".

Certa ocasio tive que o entrevistar para preparar um artigo para uma revista americana da nossa igreja. Perguntei-lhe se ele fazia isso para dar um exemplo  igreja 
e poder depois falar do plano de distribuio de folhetos com a "autoridade moral" do lder que no somente fala, mas vai em frente. Respondeu-me que no, que ele 
fazia isso como parte da sua "misso pessoal", porque tinha a certeza de que um dia teria que prestar contas a Deus pela verdade maravilhosa que conheceu.

Apresento este caso, como apresentaria centenas de mtodos e maneiras pelas quais os cristos tentam anunciar ao mundo a bendita esperana que acalentam no corao. 
 gente que entendeu a mensagem de Ezequiel 33, onde Deus coloca o ser humano como atalaia do mundo e o ministro como atalaia da igreja.

O que  um atalaia? Naqueles tempos era o vigia que se colocava na parte mais alta dos muros da cidade e dali observava se algum perigo se aproximava. O atalaia 
era o primeiro e ltimo a ver o sol. Se o vigia dormisse, ou deixasse de anunciar o perigo para a cidade, a vida de todo o povo estava condenada  destruio e o 
vigia seria o nico responsvel por essa tragdia.

Agora, vamos trazer o verso de hoje ao nosso pensamento e transferi-lo para o nosso tempo. "Se Eu disser ao mpio:  mpio, certamente morrers; e tu no falares, 
para desviar o mpio do seu caminho, morrer esse mpio na sua iniquidade, mas o seu sangue Eu o demandarei da tua mo."

H gente vazia e desesperada pelo mundo fora. Gente que vive na promiscuidade e que cada dia no sabe que novo prazer inventar para satisfazer o vazio do corao. 
 gente que est perdida e angustiada por isso, mas nem sequer sabe que est perdida. Outros compreendem a sua triste situao, mas no conhecem o caminho, a sada, 
a soluo.

Deus colocou-nos neste mundo como atalaias.  luz da Sua Palavra, podemos saber que a noite do mundo est a chegar. Temos conscincia de que o fim est prximo e 
temos nas nossas mos a nica sada para a raa humana, que  Cristo. Permaneceremos em silncio, enquanto milhares e milhes de pessoas morrem sem ao menos ter 
ouvido falar de Jesus?

O que faremos hoje para que algum saiba que Jesus o ama?

16 de Novembro - Sbado

327

A Reunio dos Filhos Espalhados

"Como o pastor busca o seu rebanho, no dia em que est no meio das suas ovelhas dispersas, assim buscarei as Minhas ovelhas; e as farei voltar de todos os lugares 
por onde andam espalhadas, no dia da nuvem e da escurido." Ezequiel 34:12

Os meios de comunicao transformaram completamente o nosso mundo. Hoje, quando a saudade bate no corao, escrevemos uma carta  pessoa amada ou pegamos no telefone 
e ouvimos a sua voz e at a respirao. Em breve teremos j o telefone com imagem e se esperarmos um pouco, no poderemos sequer imaginar o que a cincia ser capaz 
de inventar.

Mas nos tempos em que o verso de hoje foi escrito no existia nada disso. O exrcito inimigo levara cativo o povo de Deus e espalhara-o pelos quatro cantos do seu 
territrio. Os amigos efamiliares morriam de saudade, mas no tinham a mnima esperana de tornar a ver-se. Foi nessas circunstncias que Deus prometeu ao Seu povo: 
"Como o pastor busca o seu rebanho, no dia em que est no meio das suas ovelhas dispersas, assim buscarei as Minhas ovelhas; e as farei voltar de todos os lugares 
por onde andam espalhadas, no dia da nuvem e da escurido."

Esta promessa teve um cumprimento parcial quando Israel voltou do exlio, mas nunca se cumpriu como Deus teria desejado que se cumprisse, pois, como todas as promessas 
divinas, era uma profecia condicional e Israel no cumpriu a condio. "Aos Seus veio e os Seus no O receberam", diz Joo. E ento, quando os judeus rejeitaram 
abertamente o Messias, o reino poltico e terreno da nao de Israel no seria mais o centro do reino espiritual de Deus.

Se a promessa da "grande reunio" no teve um cumprimento completo em Israel, ela continua em p e nos nossos dias est a ter um cumprimento parcial, quando o Senhor 
Jesus tenta reunir os Seus filhos sinceros espalhados pelos quatro cantos da Terra na Sua igreja. O instrumento que Ele usa para esta grande reunio  a mensagem 
de Apocalipse 14:6-12, o evangelho eterno que apresenta a salvao pela f em Cristo, a eternidade da Sua lei, incluindo o sbado e a advertncia aos homens para 
sair da Babilnia espiritual e juntar-se  igreja do Cordeiro.

Finalmente, quando Cristo voltar, a promessa ter o seu cumprimento final e completo. Seremos um s povo, trazidos de todos os pases, de todas as raas e lnguas, 
unidos e resgatados por Jesus.

Deus est a convoc-lo a si para esta grande reunio. A convocao  "no dia da nuvem e da escurido".  nos nossos dias. As trevas morais esto a cobrir o mundo. 
As trevas espirituais reinam quase absolutas. A luz parece cada vez mais opaca.

E hoje que Jesus est a estender o convite.  hoje a sua grande oportunidade. No a rejeite!
328

17 de Novembro - Domingo

Unidos, na Sua Mo

"Tu lhes dirs: Assim diz o Senhor Jeov: Eis que eu tomarei a vara de Jos, que esteve na mo de Efraim, e as das tribos de Israel, suas companheiras, e as ajuntarei 
 vara de Jud, e farei delas uma s vara, e elas se faro uma s, na Minha mo. " Ezequiel 37:19

Enquanto pastor distrital, deparei-me um dia com uma igreja completamente desunida. Existiam dois blocos que se opunham entre si, e alguns irmos que olhavam de 
um lado para outro sem saber que posio tomar.

Os pastores que chegavam para pastorear o distrito eram visitados imediatamente pelos lderes de um e do outro grupo. Se o pastor desse a mnima impresso de que 
apoiava um, o outro grupo declarava-se inimigo e fazia tudo para derrub-lo e muitos pastores j tinham sofrido por causa disto.

O que fazer para ajudar uma igreja nestas circunstncias? O versculo de hoje foi uma inspirao para mim. O reino de Israel estava dividido. Efraim e as tribos 
de Israel, suas companheiras, de um lado, Jud do outro. O reino tinha-se dividido depois da morte de Salomo (I Reis 11:33 38). Essa diviso, embora trgica, serviu 
para proteger de alguma maneira o reino de Jud, da idolatria que arrasou o reino do Norte: Israel.

Naquela diviso, aparentemente, Jud estava certo e Israel estava errado, mas o tempo provou que Jud tambm estava errado, tambm caiu na completa apostasia que 
trouxe como consequncia o exlio.

Uma casa dividida no pode sobreviver. No  plano de Deus que os Seus filhos andem em grupos. Ele tem s um corpo e quer que todos os membros do Seu corpo avancem 
em harmonia. Por isso, nos tempos do profeta Ezequiel, o Senhor d o segredo para que a unidade volte ao seio da igreja. "Eu farei delas uma s vara, e elas se faro 
uma s na Minha mo".

"Na Minha mo". A estava o segredo. No nos meus argumentos, no nos meus mtodos, mas na "Minha mo".

Como pastor daquela igreja, ca aos ps de Jesus, Ele era capaz de unir a minha igreja. S Ele poderia operar o milagre de derreter aqueles coraes orgulhosos que 
tinham cado no perigo de cometer o pecado contra o Esprito Santo, ao permitir que a situao se prolongasse durante tanto tempo.

Esta gente era sincera. Eu queria acreditar que eles amavam Deus. Ou estariam a desperdiar o seu tempo na igreja, sabendo que finalmente se perderiam?

Fiz uma semana de orao. Preguei todas as noites sobre Cristo. Levantei Jesus na cruz do Calvrio, mostrei-O com os olhos cheios de lgrimas e a morrer por um povo 
rebelde e orgulhoso. Numa das noites fiz um apelo e o milagre aconteceu. Uma aps outra, as pessoas foram  frente. Abraavamse umas s outras. Pediram perdo uns 
aos outros. Do plpito podia ver as duas varas, feitas numa s, nas mos de Jesus.

Poder acontecer o mesmo milagre no seio da nossa famlia? Na escola onde trabalhamos? No escritrio, talvez? Vivamos hoje um dia de companheirismo nas mos de Jesus!

18 de Novembro - Segunda-feira

329

Sabendo Viver

"Falou Daniel e disse: Seja bendito o nome de Deus, para todo o sempre, porque d'Ele  a sabedoria e a fora. " Daniel 2:20

Por alguma razo, quando penso no companheirismo que um ser humano pode chegar a ter com Deus, penso em Jos, Enoque e Daniel. Desde pequeno ouvi as histrias de 
Daniel. Aquela serenidade na cova dos lees. Aquela coragem de orar com as janelas abertas, trs vezes ao dia, aquela integridade de no se contaminar com a comida 
do rei. Cresci a pensar que Daniel era um grande homem, porque tinha fora de vontade para enfrentar a tentao e o perigo e sair sempre vitorioso. 

Mas o tempo passou e quando comecei a analisara vida de Daniel descobri que o grande segredo da sua vida, no foi a sua fora de vontade, nem a sua coragem, nem 
a sua confiana, nem a sua sabedoria. Tudo isto era resultado do verdadeiro segredo. Daniel era um amigo pessoal e ntimo de Jesus. Ali estava o segredo, no s 
das qualidades hericas da sua vida, mas tambm da sua prosperidade.

"Se tivesse sido escrita toda a histria de Daniel, abrir-se-iam diante de ns, captulos que nos mostrariam as tentaes que ele teve que enfrentar: tentaes de 
ridculo, inveja e dio; mas ele aprendeu a dominar as dificuldades. No confiou na sua prpria fora. Ps diante do seu Pai celestial toda a sua alma e todas as 
suas dificuldades, e acreditava que Deus o ouvia. Foi consolado e abenoado e superou o ridculo. Daniel adquiriu um estado mental sereno e alegre, porque acreditava 
que Deus era seu amigo e ajudador. Os pesados deveres que tinha de cumprir tornavam-se leves porque punha neles a luz e o amor de Deus." Comentrio Bblico Adventista, 
vol. IV, pg. 1.189.

Daniel deve ter sido levado para o exlio quando tinha aproximadamente
16 anos. Era praticamente um adolescente, mas tinha no seu corao no s princpios. Tinha uma experincia de amor dirio com Deus. Como Enoque, andava com Deus. 
Permitia que Deus participasse dos seus sonhos, planos e projectos de vida.

Sozinho, no exlio, apegou-se mais do que nunca  mo poderosa do Pai; e aos frutos da vida crist: a coragem, a sabedoria, o equilbrio, a confiana, e tudo o mais 
foram aparecendo de maneira natural na sua vida.

Quando salientamos a coragem de Daniel, sem explicar que essa coragem eralfruto de uma amizade bonita que ele mantinha diariamente com Deus, estamos a colocar diante 
das nossas crianas, mais um super homem. A vida de Daniel  uma inspirao para os jovens de hoje, no s porque resistiu  tentao, mas pela forma como o fez.

Quer ser semelhante a Jesus? Faa de Jesus o centro da sua vida. Procure-
o diariamente atravs da orao e do estudo da Bblia. Aprenda a andar com Ele e admirar-se- das coisas que Jesus poder fazer em si e atravs de si.

19 de novembro, segunda-feira
Quando No se Conhece Deus

"No querem ordenar as suas aces afim de voltarem para o seu Deus, porque o esprito de prostituio est no meio deles, e no conhecem ao Senhor." Oseias 5:4

Alguma vez j se perguntou se houve um tempo em que a imoralidade e a licenciosidade imperassem como nos nossos dias? Bom, meditemos hoje na poca em que o profeta 
Oseias viveu. Naquele tempo a adorao da criatura tinha despojado a adorao do Criador e quando isto acontece, quando o ser humano e o que ele pode fazer se tornam 
o centro da ateno, ento d-se lugar a uma religio de exterioridades. Nos dias de Oseias, j ningum obedecia ao Deus verdadeiro. Prevaleciam a falta de honestidade 
e a falsidade diante de Deus e dos homens. Eram dias de prosperidade material, mas de pobreza espiritual. Pervertia-se a justia, oprimiam-se os pobres e adulterava-se 
em nome de Deus, pois tinha-se misturado o culto pago com a adorao ao verdadeiro Deus.

 diante desse quadro que Oseias diz, no versculo de hoje, que tudo isso  porque "no conhecem ao Senhor".

Se no conheciam Deus, como pretendiam servi-lo? Se no O conheciam, como Lhe rendiam culto?  possvel "servir a Deus e prestar-Lhe culto" sem O conhecer? Bom, 
a histria do povo de Israel nos dias de Oseias prova-nos que sim.

Qualquer culto, qualquer igreja, qualquer mensagem que desvia do Deus verdadeiro os olhos do povo e de alguma forma tenta levar a ateno dos homens  criatura, 
ao ser humano, ao seu comportamento e s suas consecues, d evidncia de que o conhecimento de Deus est obscurecido, limitado ou nulo e mais cedo ou mais tarde, 
esse tipo de religio d lugar a um cristianismo oco e de fachada.

Quer dizer que no devemos ensinar ao povo como vestir-se, como alimentar-se e como comportar-se? No. O que estou a dizer  que devemos ensinar ao povo como vestir-se, 
como alimentar-se e como comportar-se, vivendo uma vida de comunho diria com Cristo.

Ensinar normas de conduta  apenas tico. Mas o cristianismo que Jesus veio ensinar  mais do que um cdigo moral de tica. Ele veio transformar vidas, criar novas 
criaturas, que depois de transformadas, sentissem alegria em viver os princpios eternos da Sua Santa Lei.

No captulo 6, versculo 8, Oseias chama ao reino do Norte "bolo no virado". E aqui Deus usa mais uma vez o profeta para combater a capa da religiosidade. Um bolo 
no virado s fica cozido de um lado e por dentro  massa crua. Deus no aceita isso. Ele quer o bolo cozido por dentro e, naturalmente, dourado por fora. Deus deleita-Se 
no bom comportamento da Sua igreja. As boas obras so sempre para louvor do Seu nome. So uma oferta cheirosa para Ele, mas s quando resultam de uma vida interior 
de comunho diria com Cristo.

O Esprito Santo est pronto a reproduzir em ns o carcter de Cristo, mas precisamos de permitir que Ele habite em ns cada minuto da vida.       
20 de Novembro - Quarta-feira

331

A Chuva Serdia... Quando?

"E h-de ser que, depois, derramarei o Meu Esprito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizaro, os vossos velhos tero sonhos, e vossos mancebos 
tero vises." Joel 2:28

J ouviu falar da chuva serdia do Esprito Santo? O que entende por isso? Essa chuva  o trabalho do Esprito Santo. A chuva tmpora  o primeiro trabalho que Ele 
realiza na vida e a chuva serdia  o trabalho final na vida do cristo e na vida da Igreja.

Historicamente a chuva tmpora j veio na poca do Pentecostes (Actos 2) e a chuva serdia vir nos nossos dias. "Se esta profecia teve o cumprimento parcial nos 
dias dos apstolos, estamos a viver num tempo em que se manifestar ainda mais e evidentemente ao povo de Deus. Ele derramar de tal maneira o Seu Esprito sobre 
o Seu povo, que este se converter numa luz no meio da escurido moral, e se reflectir uma grande luz em todas as partes do mundo". Comentrio Bblico Adventista, 
vol. IV, pg. 1.196

Mas temos que estar prevenidos contra o perigo de confundir a histria da igreja com a nossa prpria experincia. Na histria da igreja vemos as coisas acontecerem. 
Na experincia crist, voc participa.

Na histria da igreja a chuva tmpora veio e a serdia vir. Na minha experincia, devo aceitar a chuva tmpora para estar pronto a receber a chuva serdia.

A chuva tmpora  o primeiro trabalho que o Esprito Santo realiza na minha vida. Joo descreve-o assim: "E, quando Ele vier, convencer o mundo do pecado, e da 
justia e do juzo." (Joo 16:8)

Quem convencer o cristo de que as coisas no esto certas na sua vida? O pastor? O pai? O conselho da igreja?

Os prodgios da chuva serdia s acontecero depois da chuva tmpora realizar o seu trabalho e depois do cristo ter permitido que esse trabalho seja feito, porque 
na vida espiritual nada funciona por decreto ou voto.

"E h-de ser qu'e, depois, derramarei..." Depois de qu? Veja o versculo 26: "E comereis abundantemente e ficareis satisfeitos, e louvareis o nome do Senhor. "A 
seguir vem o texto de hoje: "E h-de ser que, depois..."

Est a ficar claro na sua mente? No esperemos a chuva serdia na nossa prpria experincia, se no estamos a passar diariamente tempo com Jesus, "comendo abundantemente" 
o po da vida, orando e louvando o nome de Deus. Perceba que o louvor  uma espcie de condio para receber a chuva serdia. Talvez porque o louvor no  mais do 
que a expresso de jbilo por ter experimentado a salvao em Cristo.

No espere que a chuva serdia caia sobre a igreja. Pea-a para si. Clame a Deus por si. Permita que Ele faa a Sua obra em si. No pergunte quando  que a Igreja 
receber a chuva serdia, at porque a igreja  voc.

332
21 de Novembro - Quinta-feira

333

O Criador ou a Criao?

"Procurai o que faz o Sete estrelo, e o Orion, e torna a sobra da noite em manh, e escurece o dia como a noite; o que chama as guas do mar, e as derrama sobre 
a terra: o Senhor  o Seu nome. " Amos 5:8

Olhe para o relgio que tem a no brao. O que acharia se eu lhe dissesse que esse relgio apareceu ao longo do tempo, sozinho, e que no houve necessidade de um 
relojoeiro? Bom, talvez j tenha ouvido muitas vezes esta ilustrao, mas trago-a novamente porque no existe nada mais simples e mais profundo para ilustrar a falta 
de senso do que pensar que o Universo todo possa ter aparecido sozinho, no decorrer dos sculos.

"Procurai o que faz o Sete estrelo, e o Orion, e toma a sobra da noite em manh, e escurece o dia como a noite; o que chama as guas do mar, e as derrama sobre a 
terra: o Senhor  o Seu nome", diz Amos no verso de hoje.

O relato da criao que apresenta um Deus maravilhoso compartilhando a Sua existncia com a criatura, d propsito, significado e valor  nossa existncia. Gosto 
da ideia de que a minha existncia no  fruto da casualidade, mas que sou o fruto de um propsito especial.

A minha criao  imagem e semelhana de Deus reveste-me de dignidade e responsabilidade e quando olho para o cu estrelado e contemplo a grandiosidade do Criador, 
tenho a certeza de que devo ser algo especial, para Ele Se ter dado ao trabalho de modelar com as Suas prprias mos a figura do homem.

Quando era mido, lia sempre uma poesia em que um macaco ficava intrigado com a discusso dos seres humanos sobre a sua origem. Uns diziam que o homem vinha do macaco, 
outros que vinha de outras formas inferiores de vida, e outros que vinha das mos de Deus. E o macaco da poesia, pensava: "Porqu tanta discusso? O que realmente 
importa  que o macaco no vem do homem."

Pode parecer muito simplista a mensagem do criacionismo. Muitos podem pensar que acreditar que Deus criou tudo  tentar "tapar o sol com a peneira", mas o versculo 
de hoje pinta o quadro mais belo da esfera celeste e a pergunta : No  preciso ser mais simplista para acreditar que tudo isso  fruto do acaso?

Os homens correm atrs da criao, tentando entender cada detalhe dela. No seria melhor correr atrs do Criador? O Senhor  o Seu nome! O captulo da criao, Gnesis 
l, na realidade no  o relato da criao, mas o captulo do Criador. Na verso inglesa, a Palavra Deus aparece 32 vezes nos 31 versculos que o captulo tem. Isto 
 uma advertncia  perversa curiosidade humana, que mostra maior interesse pelo conhecimento da Natureza do que pelo conhecimento do Criador da Natureza.

Porque no fazer desse Criador maravilhoso, o nosso companheiro de cada dia, de cada instante da nossa vida? Porque no permitir que Ele participe dos detalhes da 
nossa existncia e porque no descansar confiados nos Seus braos de amor?

23 de novembro, sexta-feira
A Insensatez da Soberba

"Se te elevares como guia, e puseres o teu ninho entre as estrelas, dali te derribarei, diz o Senhor. " Obadias l :4

Todo o mundo o admirava desde pequeno. Era muito inteligente e fazia questo de demonstrar que estava acima dos outros colegas.  medida que foi crescendo, revelou 
uma personalidade de comando. Estava sempre na frente, era o lder.

Na vida de algum que acha que pode tudo, geralmente no sobra espao para Deus e quando ele foi para a Universidade, atirou fora os ltimos conceitos de vida crist 
que ainda lhe restavam.

Foi uma estrela fugaz. Cresceu. Em poucos anos prosperou financeiramente como poucos o fazem; abandonou a igreja, casou-se e teve filhos que nunca valorizaram o 
dinheiro que tinham, talvez porque nunca lhes faltou nada.

Mas a tragdia aconteceu, um sbado  noite, quando voltava para casa em companhia da esposa. Depois de um compromisso social, o seu carro bateu contra um camio 
que no obedeceu  luz vermelha.

A esposa morreu instantaneamente e ele ficou tetraplgico, depois de passar dias de agonia nos Cuidados Intensivos de um hospital.

Os filhos, embora adultos, no estavam preparados para enfrentar a vida nem dirigir a empresa, e foram facilmente ludibriados por gente esperta que trabalhava na 
firma. De um momento para outro, o castelo comeou a desabar como se fosse de areia. Condenado a movimentar-se auxiliado por outros, o protagonista da nossa histria 
via, impotente, que tudo o que tinha construdo na vida ia por gua abaixo. Nem a dor, nem a adversidade, foram capazes de fazer amadurecer os filhos, os quais continuaram 
a viver como se nada tivesse acontecido, at ficarem na misria.

fse te elevares como guia, e puseres o teu ninho entre as estrelas, dali te derribarei diz o Senhor."

Castigo divino? Talvez "castigo" seja a melhor palavra que ns, os seres humanos possamos usar (incluindo o escrito bblico), embora o sentimento divino no seja 
nem de longe o que ns imaginamos.

Hoje, ele voltou para Jesus, e algum lhe l a Bblia todos os dias. Fecha os olhos, conversa com Jesus e as lgrimas rolam. "A soberba do teu corao te enganou, 
como o que habita nas fendas das rochas, na tua alta morada, que diz no seu corao: Quem me derribar em terra?" (Versculo 3).

No gostaria de escrever o que estou a escrever. Pessoalmente rejeito tudo o que possa levar o homem a servir Deus por medo, mas no posso ignorar qu estes versos 
esto na Bblia e so uma realidade. Saram dos lbios de Deus e Deus no mente.

Louvado seja o Seu nome porque podemos clamar por Ele de onde estivermos e Ele sempre nos ouvir, nos responder e nos aceitar. Se no em tempo de paz, em tempo 
de guerra. Se no entre risos de alegria, entre lgrimas de dor, mas receber-nos-.


334

23 de Novembro - Sbado

Aborrecido com a Salvao?

"E orou ao Senhor, e disse: Ah! Senhor! no foi isso o que eu disse, es tan do ainda na m i nh terra? Por isso me preveni,fugindo para Trsis, pois sabia que s 
Deus piedoso e misericordioso, longnimo e grande em benignidade, e que Te arrependes do mal. " Jonas 4:2

O ser humano nunca poder entender a imensido do amor de Deus. Jonas tinha fugido para Trsis, quando Deus lhe confiara a misso de ir a Nnive e avisar aqueles 
homens de que seriam destrudos num determinado prazo, se no se arrependessem.

A misso do profeta ou do lder religioso no pode ser nunca a de apresentar simplesmente a mensagem de condenao, mas a esperana e o caminho da restaurao. Jonas 
era um homem que tinha crescido com o conceito de retribuio bem arraigado na sua mente. Quem peca, sofre as consequncias do seu pecado. "Olho por olho, dente 
por dente." A vida de Jonas era uma vida destituda de graa. No existia lugar para a misericrdia nem para o perdo no seu ministrio.

Depois da sua fuga fracassada, Jonas vai finalmente a Nnive e prega.  um sermo fora dos padres comuns. Ele no est preocupado com os resultados da sua pregao 
na vida dos seus ouvintes; ele somente cumpre o seu trabalho e pronto. No apela aos coraes, no clama pelo povo entre o prtico e o altar, no insiste, no ora 
a Deus para que o Esprito Santo toque os coraes. Ele s est preocupado que aquele bando de idlatras seja destrudo.

Mas voc conhece a histria. Deus v o arrependimento do povo e perdoa-lhe, e agora Jonas fica zangado com Deus. "Por isso  que me preveni, fugindo para Trsis", 
reclama, "pois sabia que s Deus piedoso e misericordioso, longnimo e grande em benignidade, e que Te arrependes do mal."

Que tragdia! O homem colocado por Deus para salvar almas, est mais preocupado com o seu prestgio de profeta do que com a salvao das pessoas. "O que diro agora? 
Que sou um profeta falso? Eu sabia que a profecia da destruio no se ia cumprir, porque eu conheo-Te e sabia que Tu lhes perdoarias. E agora? Como fica a minha 
reputao?"

Mas graas a Deus porque Ele  longnimo. Nada h no mundo que possa impedir a nossa salvao, a no ser ns mesmos. O homem pode ter ido longe de Deus, pode ter 
cado fundo no pecado, mas se dali clama arrependido, o Senhor est pronto a ouvir, perdoar e restaurar.

Embora para ns, alguns homens s meream a morte, embora na nossa opinio haja gente que no tem mais remdio, embora no nosso conceito humano de justia, algumas 
pessoas no tenham mais o direito de ser aceitas por Deus, o Senhor as alcanar porque Jesus no morreu s por si e por mim, mas "sendo ns ainda inimigos", diz 
Paulo.  pelos seus inimigos, arrependidos, que Jesus morreu e no ser o nosso conceito humano de justia que determinar a salvao ou a perdio de algum.

Louvado seja Deus por isso!

24 de Novembro - Domingo

335

O Que te Fiz Para Estares Com Essa Cara?

"Oh! povo Meu! que te tenho feito? e em que te enfadei ? testifica contraMim." Miquias 6:3

Existem cristos sinceros que tm medo de ser felizes. Acham que a alegria no combina com o cristianismo. A vida crist para eles  a difcil tarefa de andar a 
pisar em ovos com a estrita obrigao de no os quebrar. No sabem o que  regozijar-se em Cristo. Tentam tornar a sua vida o 
mais difcil possvel porque na opinio deles, quanto mais dura e sofrida for a vida, mais agradvel ser aos olhos de Deus. Afinal de contas,  no foi Jesus que 
comparou a vida crist a "um caminho estreito"?

Como  trgico quando os cristos do a impresso de que andar com Jesus em obedincia  uma experincia traumatizante e destituda de alegria. No versculo de hoje, 
Miquias regista a pergunta que Deus dirige ao Seu povo: " povo Meu, que te tenho feito? Em que te enfadei?" Porque ficas com a cara comprida, sem brilho, sem alegria, 
a perguntar-se: "Com que me apresentarei diante do Senhor, e me inclinarei ante o Deus altssimo? virei perante Ele com holocaustos? Com bezerros de um ano?... Darei 
o meu primognito pela minha transgresso, o fruto do meu ventre  pelo pecado da minha alma?"

     A mensagem que Deus deseja que os cristos transmitam ao mundo 
a de que o caminho da obedincia  um caminho de felicidade. E isto tem
que ser anunciado no tanto pelas palavras, mas pela vida. Temos que
mostrar aos homens que a vida de transgresso dos princpios divinos 
uma vida de amargura e de tristeza, mas se como cristos vivemos uma
vida de amargura e de tristeza, qual ser ento a vantagem de ser cristo?

O cristianismo nunca pode seruma experincia massacrante de "faz isto"
e "no faz aquilo". O cristianismo tem que ser a experincia agradvel de
andar com uma pessoa que se ama.

Quando dois noivos se amam, eles no se esforam para ficar juntos. No esto a olhar o relgio para ver se j est na hora de ir embora. "Que chato, tenho que me 
encontrar com 
ela." a vida  cor-de-rosa. Pode haver dificuldades, pode haver desemprego, muitas vezes eles podem ser aoitados pelas provaes da vida, mas amam-se, e pelo amor 
que um tem pelo outro, tentam viver de tal modo que a pessoa amada se sinta feliz.

Quem  Jesus para si? O que significa a vida crist para si? Obedecer aos mandamentos para alcanar a salvao e aplacar a clera divina ou estar apaixonado por 
Jesus e permitir que Ele habite no seu corao pelo Seu Santo Esprito e o leve a uma vida de obedincia?

336

25 de Novembro - Segunda feira

Rene Bem as Tuas Foras

"O destruidor est j diante de ti: guarda tua fortaleza, observa o caminho, esfora os lombos, fortalece muito o teu poder. " Naum 2:1

"Pastor, devo esforar-me na vida crist?"  a pergunta de muitos. "No  Jesus que faz tudo por mim?" "Quem  que se esfora: eu com a ajuda de Jesus ou Jesus em 
mim?"

O assunto  delicado e muita gente vive fracassada na vida espiritual, simplesmente porque no entendeu este aspecto vital da experincia crist.

"O destruidor est j diante de ti", diz o verso de hoje, "guarda tu a fortaleza, observa o caminho, esfora os lombos, fortalece muito o teu poder."

Na vida crist o esforo supremo do homem deve cooperar com a graa de Deus: devemos "vigiar o caminho", "esforar os lombos". Como  que o ser humano consegue isto? 
"As plantas e flores no crescem em virtude do seu prprio cuidado, ansiedade ou esforo, mas pelo recebimento daquilo que Deus forneceu para lhes servir na vida. 
A criana no pode, por qualquer ansiedade ou poder prprio, aumentar a sua estatura. Do mesmo modo no podeis vs, por vossa prpria ansiedade ou esforo, conseguir 
crescimento espiritual. A planta e a criana crescem recebendo do seu ambiente aquilo que lhes serve na vida - ar, luz solar e alimento. O que esses dons da Natureza 
so para o animal e a planta,  Cristo para os que n'Ele confiam.... Sois justamente to dependentes de Cristo, para viver uma vida santa, como a vara  dependente 
do tronco para crescer e dar fruto." Caminho a Cristo, pgs. 68 e 69

O ser humano precisa de procurar diariamente o poder na nica fonte de poder que  Cristo. Mas procurar Jesus a toda hora e a cada momento no  fcil, porque carregamos 
a natureza pecaminosa dentro de ns e o que ela mais gosta  de viver afastada de Deus. Aqui  que temos de concentrar toda a nossa ateno: "esforar os lombos 
e fortalecer muito o teu poder".

Ao vivermos uma vida de permanente comunho com Cristo, Ele habita em ns atravs do Seu Santo Esprito, e este santifica a nossa vontade pecaminosa, e leva-nos 
 vitria.

 preciso entender que o homem pode ter dois tipos de vontade: a vontade pecaminosa, quando est sem Cristo, e a vontade santificada, quando est com Cristo. Esforar-nos 
para vencer o pecado, atravs da vontade pecaminosa,  dar um murro na ponta de uma faca,  tentar derrubar o Po de Acar, empurrando. Esforar-nos para vencer 
o pecado atravs da vontade santificada  outra coisa, porque ela  invencvel. Mas ns s temos vontade santificada enquanto estamos em comunho com Cristo e permitimos 
que o Esprito Santo habite em ns. No momento em que nos separamos de Jesus a nossa vontade passa a ser pecaminosa e incapaz de vencera tentao.

Devo ento esforar-me? Claro, mas s com vontade santificada. Deus no anula a vontade humana, Ele santifica-a, e o homem usa essa vontade santificada para ir de 
vitria em vitria.  assim que Deus quer reproduzir no homem, o carcter de Jesus.

26 de Novembro - Tera-feira

337

A Minoria Diferente

"E a vida eterna ? esta: que Te conheam, a Ti s, nico Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste." Joo 17:3

 fcil ser honesto, num mundo programado para a desonestidade?  fcil manter-se puro, num mundo poludo pela imoralidade e arrasado por filosofias existencialistas, 
que pregam e ensinam que tudo o que conta na vida  o "aqui e agora"?

A revista Vogue aumentou consideravelmente o nmero dos seus leitores depois de uma grande campanha publicitria que declarava: "Vogue  lida pela esmagadora minoria." 
A mensagem transmitia a ideia de que o importante no era o nmero de leitores, mas a qualidade destes. Ser minoria no  problema se a minoria se tornar esmagadora.

O que Jesus estava a querer dizer na Sua orao intercessria,  justamente que o Seu povo seria sempre a minoria, mas devia ser uma minoria esmagadora, capaz de 
revolucionar o mundo. Uma minoria que no fosse contaminada, mas que "contaminasse", que no fosse influenciada, mas que influenciasse.

Repetidas vezes Ele afirmou essa mensagem ao usar as figuras do sal, que sendo minoria no meio dos elementos que formam uma comida,  capaz de mudar completamente 
o sabor dela. Outra vez usou a figura da luz, que sendo apenas um raio insignificante, pode romper o poder das trevas que reinam num quarto escuro.

A esmagadora minoria!

No Te peo que os tires do mundo, mas que os mantenhas sempre "esmagadora minoria", capaz de reflectir o Meu carcter para os homens.

Todos conhecem a orao do grande pregador Carlos Spurgeon: "Dme doze homens, homens importunos, amantes de almas, que no temam coisa alguma seno o pecado, e 
no amem coisa alguma seno a Deus, e

abalarei Londres de extremo a extremo."

Aesmagadora minoria de Gideo foi capaz de derrotar o inimigo. A mesma-

esmagadora minoria dos cristos primitivos foi capaz de levar o evangelho para todos os cantos do mundo conhecido daquele tempo.

No tenha medo de formar parte da minoria, mas tenha a certeza de que ela  "esmagadora". No tenha medo de que todos os seus colegas na faculdade saibam que voc 
no fuma, no bebe e no usa drogas porque ama Jesus. No tenha vergonha de que todos os seus colegas de trabalho saibam que voc no pode ter "aventuras" imorais 
porque ama Jesus. No sinta vergonha de ser honesto, de defender a virtude, de valorizar princpios, mesmo vivendo num mundo que o faz sentir-se na contramo da 
vida.

Faa de Jesus o centro da sua vida e permita que Ele viva em si as grandes virtudes do evangelho, sem falso moralismo, mas de maneira natural e autntica.

338

27 de novembro, quarta-feira
Costumes Mudam, Princpios No

"E disse-lhes: Quando vos mandei sem bolsa, alforge, ou alparcas, faltouvos, porventura, alguma coisa? Eles responderam: Nada. Disse-lhes, pois.- Mas, agora, aquele 
que tiver bolsa, tome-a, como tambm, alforge; e o que no tem espada, venda o seu vestido e compre-a." Lucas 22:35 e 36

Pode parecer exagero, mas em 1996 ainda existe gente que pensa que as mulheres no podem pregar porque Paulo disse que "as mulheres permaneam em silncio". (I Timteo 
2:12). Porque  que Paulo disse isso? Aquela ordem  vlida para os nossos dias?

O versculo de hoje apresenta uma aparente contradio de Jesus, que esclarece o assunto. Primeiro d uma ordem e poucos meses depois modifica-a. Quando  que Ele 
estava certo, na primeira ou na segunda ordem? Quando Jesus enviou os setenta, as condies na terra da Galileia eram tranquilas. O povo estava disposto a abrir 
as suas casas e hospedar os mensageiros do evangelho. Nada lhes faltou e ao voltar eles deram entusiasmados um relatrio positivo. "Senhor, pelo Teu nome, at os 
demnios se nos sujeitam." Mas os meses passaram-se. O versculo de hoje transporta-nos ao dia da ltima ceia. Em breve Cristo no estaria mais com eles, e os discpulos 
teriam que partir com as novas do evangelho para os quatro cantos de um mundo hostil. Por isso Jesus disselhes: "Quando vos mandei sem bolsa, alforge, ou alparcas, 
faltou-vos, porventura, alguma coisa? Eles responderam: Nada. Disse-lhes, pois: Mas, agora, aquele que tiver bolsa, tome-a, como tambm, alforge; e o que no tem 
espada, venda o seu vestido e compre-a."

Quando Jesus aconselhou os Seus discpulos, na primeira ocasio, que no fizessem nenhuma proviso para sair no cumprimento da misso, as condies e a cultura do 
povo galileu, entre os quais a misso seria cumprida, eram peculiares. Mas quando Jesus, meses depois, lhes ordenou que fizessem proviso, as circunstncias eram 
diferentes e a cultura dos povos nos quais a misso seria cumprida, tambm era distinta da cultura galileia. Jesus mudou a ordem porque ela no envolvia nenhum princpio.

Quando Paulo disse que as mulheres no deviam falar em pblico, as circunstncias e a cultura eram diferentes e no h nenhum princpio eterno implicado no facto 
de uma mulher pregar. Mas quando Paulo disse que os maridos devem amar as suas mulheres como aos seus prprios corpos, est a falar de um princpio eterno que ter 
que sobreviver a qualquer cultura e a qualquer tempo.

O ser humano correr o perigo de cair em discusses mesquinhas, quando, por no ter uma vida de comunho diria com Jesus, comear a fundamentar a sua f em pequenos 
assuntos bblicos que no tm nada que ver com a eternidade do Evangelho.

Que Deus nos ajude a fazer deste dia, mais um dia de companheirismo com a fonte do nosso poder, da nossa segurana e da nossa salvao: JESUS.

27 de Novembro - Quarta-feira   

339

Porque O Seguimos?

"E ns espervamos que fosse Ele o que redimisse Israel; mas agora, sobre tudo isso,  j hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram. "

Lucas 24:21

O terceiro dia tinha chegado e enquanto Maria e as outras mulheres se regozijavam na gloriosa ressurreio de Jesus, dois discpulos caminhavam acabrunhados sob 
o peso da tristeza e do desapontamento. Tinham investido tudo n'Ele. Deixaram tudo para segui-lo. Acreditaram nas Suas palavras. Mesmo depois de O verem morrer pendurado 
numa cruz como um criminoso, mantinham a esperana da ressurreio, mas j se tinham passado trs dias e nada parecia acontecer. Embora as mulheres tivessem dito 
que o sepulcro estava vazio, eles precisavam de mais provas para acreditar.

"Pensvamos que Ele seria o salvador de Israel", diziam. Foi nesses momentos de extrema confuso que o Senhor Jesus apareceu. Ele nunca permitir que os Seus filhos 
sinceros sejam confundidos.

Est voc a viver uma etapa de confuso na sua vida? Confiou em algo que de repente parece desabar sob os seus ps? Ao conhecer a Bblia e estudla, sente uma dor 
estranha por ter passado tanto tempo na escurido? Comea a acreditar na nova luz que est a receber, mas "j se passaram trs dias e nada aconteceu"?

Espere um pouco. O Senhor no o deixar perdido na penumbra dos seus pensamentos. L, no caminho de Emas, Jesus foi explicando aos Seus discpulos, ponto por ponto, 
todas as profecias e o Seu maravilhoso cumprimento. E esse mesmo Jesus vive hoje e vir para trazer certeza e paz ao seu corao.

No versculo de hoje, existe outro pensamento que precisa de ser destacado. Trata-se das motivaes que nos levam a seguir a Jesus.

Quando era criana, tnhamos uns vizinhos que no queriam saber nada de Jesus e muitas vezes at troavam da nossa f. Um dia o filho mais velho caiu de uma rvore 
e ficou entre a vida e a morte durante vrios dias. A famlia toda procurou Jesus. Pediram que a igreja orasse pela recuperao do filho e o filho saiu da fase do 
perigo. Estava condenado a uma cadeira de rodas para o resto da vida, mas a famlia acreditava, que se Deus foi poderoso para o tirar do perigo de vida, seria tambm 
poderoso para o tirar da cadeira de rodas. Assim, eles comearam a frequentar a Igreja. Passaram-se meses. Estavam j a pensar no baptismo, quando o filho, repentinamente 
teve que voltar ao hospital. Teve complicaes srias e finalmente morreu.

Isto motivou a revolta de toda a famlia. Saram todos da igreja e nunca mais quiseram saber nada de Jesus. Para qu, se "passaram j trs dias e nada aconteceu"?

Quem  Jesus na nossa vida? O que significa Ele para ns? Porque decidimos segui-lo? O que esperamos receber em troca? Ou estamos a segui-lo
 simplesmente porque Ele nos amou primeiro e o nosso corao foi tocado e enternecido por esse amor?

340

Fogo Estranho, No!
29  de novembro, quinta-feira
"Quem h entre vs que tema a Jeov, e oua a voz do Seu Servo? Quando andar em trevas, e no tiver luz nenhuma, confie no nome do Senhor, e firme-se sobre o seu 
Deus." Isaas 50:10

O ministrio  uma escola, como a vida, onde voc nunca deixa de aprender. Deparamo-nos com tantas circunstncias, com tantas atitudes, que quando j pensvamos 
que tnhamos visto tudo, descobrimos queainda no vimos nada.

Como entender a atitude de um homem que pregou a verdade bblica e que foi usado por Deus para levar muitas pessoas ao conhecimento de Jesus, de repente publicar 
um livro contradizendo a vida, o evangelho e os princpios eternos de Deus estabelecidos para a proteco humana? O que acontece com um corao que se endurece a 
ponto de negar a existncia de Deus e que gasta tempo e dinheiro para semear a sua "nova luz" na mente das pessoas?

O Esprito de Profecia, falando deste tipo de pessoas diz: "As evidncias que Deus tem dado no os convencem, porque cegaram os seus prprios olhos ao escolher as 
trevas em vez da luz. Depois, eles prprios, do origem a algo a que chamam luz e que o Senhor chama ties, que eles mesmos acenderam e pelas quais dirigem os seus 
passos!" Comentrio Bblico Adventista, vol. IV, pg. 1.169

O versculo de hoje apresenta a advertncia de Deus: "Quem h entre vs

que tema a Jeov, e oua a voz do Seu Servo? Quando andar em trevas, e no

tiver luz nenhuma, confie no nome do Senhor, e firme-se sobre o seu Deus."

Mas no versculo seguinte, encontramos os homens a criar a sua prpria

luz, acendendo o seu prprio fogo, seguindo os seus prprios caminhos.

Quando Jesus esteve neste mundo, Ele foi muito claro ao dizer que

veio a este mundo para juzo, para que os que no vem, vejam, e os que

vem, fiquem cegos. "Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo

aquele que cr em Mim no permanea nas trevas.... Quem Me rejeitar a

Mim, e no receber as Minhas palavras, j tem quem o julgue; a palavra

que tenho pregado, essa o h-de julgar no ltimo dia". Joo 12:46 48.

"As palavras que o Senhor envia sero rejeitadas por muitos; mas as
palavras que o homem possa falar sero recebidas como luz e verdade."
Comentrio Bblico Adventista, vol. IV, pg. 1.169.

Qual  a nossa nica segurana? Quando Joo, no captulo 12 de Apocalipse viu a igreja de Deus simbolizada por uma mulher pura, viu-a tendo a Lua debaixo dos seus 
ps. A Lua reflecte sempre o brilho do Sol. Onde est hoje reflectida a glria de Jesus, onde encontramos os Seus ensinamentos e os Seus princpios? A verdadeira 
igreja ter que fundamentar sempre as suas mensagens e doutrinas no firme fundamento que  a Bblia.

Embora os homens estejam sempre  procura de coisas novas, a nossa nica segurana est nos velhos e eternos princpios do amor de Deus, contidos na Sua Palavra.a 
 30 de Novembro - Sbado

341

Porque  Que Maria Era Especial?

"EJesus, tendo ressuscitado na manh do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demnios." Marcos 16:9

Maria Madalena era uma mulher especial aos olhos de Jesus. Ela foi to especial como voc e eu podemos chegar a ser. Talvez voc consiga entender melhor ao pensar 
num pai que esteve a ponto de perder um filho, que milagrosamente recuperou a vida. Esse filho passa a ser especial para os pais, no porque os outros signifiquem 
menos, mas porque este, nalgum momento parecia perdido. A vida deste ltimo  uma vida de graa.

Maria era especial porque um dia tinha estado destruda pelo pecado, mas foi recuperada pelo amor do Pai. No foi fcil para ela entender que Jesus lhe perdoara 
depois de ter vivido muito tempo na promiscuidade. Mas o Redentor levou-a a confiar no Seu amor perdoador.

"Maria fora considerada grande pecadora, mas Cristo sabia as circunstncias que lhe tinham moldado a vida. Poderia ter-lhe extinguido na alma toda a centelha de 
esperana, mas no o fez. Fora Ele que a erguera do desespero e da runa. Sete vezes tinha ouvido a Sua repreenso aos demnios que lhe dominavam o corao e a mente. 
Tinha ouvido o Seu forte clamor ao Pai em benefcio dela. Sabia quo ofensivo  o pecado  Sua imaculada pureza, e na Sua fora, vencera.

"Quando, aos olhos humanos, o seu caso parecia desesperado, Cristo viu em Maria aptides para o bem. Viu os melhores traos do seu carcter. O plano da redeno 
dotou a humanidade de grandes possibilidades, e em Maria se deviam as mesmas realizar. Mediante a Sua graa, tornou-se participante da natureza divina." O Desejado 
de Todas as Naes, pg. 541

Podemos ver aqui o poder que o amor tem para transformar uma vida. Muitas vezes ela tornou a trair o seu mestre e abandonou-O, mas Jesus infundiu-lhe a esperana 
de perdo e nova aceitao. De repente, ela comeou a ver-se como Jesus a via: algum puro, nobre e cheio de possibilidades futuras. S ento ela estava em condies 
de vencer.

Uma alma atormentada pelo peso da culpa no pode servitoriosa. Quando a nossa mente acha que "somos um fracasso e no merecemos perdo", tendemos a tornar-nos aquilo 
que achamos que somos. Se porm, comeamos a pensar que somos pecadores perdoados e resgatados pelo sangue de Jesus, para viver as Suas grandes obras de vitria, 
passamos a viver como pessoas vitoriosas.

Maria venceu. Depois de um fracasso e outro, ela acreditou no poder transformador de Jesus e foi transformada.

E voc? J prometeu muitas vezes e tudo tornou a ser como era? Sente-se sem coragem para continuar a tentar? Talvez o esteja a fazer sozinho? Tentar s, acabar 
sempre na derrota. Tente com Jesus, mas para isto, tem que procur-lo diariamente e no se afastar d'Ele em nenhum momento do dia. Ele tem que ocupar o centro da 
sua vida.

342

1 de Dezembro - Domingo

No H Desculpas Para o Pecado

"E sucedeu que, vendo Acab a Elias, disse-lhe Acab: s tu o perturbador de Israel? Ento disse ele: Eu no tenho perturbado a Israel, mas tu e a casa do teu pai, 
porque deixastes os mandamentos do Senhor, e seguistes aos Baalim. " I Reis 18:17 e 18

O rei Acabe andava perturbado. Passava noites sem dormir. No tinha paz no corao e, quando teve a oportunidade de encontrar-se com o profeta Elias, acusou-o: "s 
tu o perturbador de Israel?" A resposta de Elias foi que ele no tinha nada a ver com os problemas de insnia do rei. Acabe estava a colher os frutos de uma conscincia 
culpada, mas no aceitava que a culpa estivesse nele. Acreditava que era Elias o responsvel por todos os seus problemas.

Este incidente mostra-nos uma maneira muito comum das pessoas lidarem com o problema da culpa. Podemos muitas vezes subestim-la, convencendo-nos de que, na realidade, 
no somos to culpados. Alguns chamam a isto "racionalizao". Acontece, pelo menos, de trs maneiras diferentes: 1. "Em comparao com o que outros fazem, este 
acto no  nada", ou "em comparao com o fulano, sou um santo". 2. "As minhas aces no so ms, os padres  que so muito antiquados." 3. "A culpa no  minha 
mas dos outros."

Ao longo da histria humana, o homem tem tentado enfrentar o problema da culpa usando artifcios. Depois que os nossos primeiros pais pecaram no den, Ado culpou 
Eva e esta culpou a serpente. Ningum quis assumir a culpa.  muito doloroso aceitar que somos culpados. To doloroso, que faremos o possvel e o impossvel para 
evitar o confronto com o nosso erro. Ado e Eva, no podendo culpar nenhum outro ser humano, no tendo infncia para culpar os pais e no tendo dificuldades financeiras 
para culpar a falta de dinheiro ou o desemprego, culparam a serpente e, indirectamente, estavam a culpar Deus.

Existem pessoas que condescendem com perverses sexuais e culpam Deus por terem "nascido assim".

 verdade que a maneira como fomos criados ou alguma circunstncia desfavorvel, pode propiciar "tendncias", mas o acto pecaminoso, necessariamente,  um acto voluntrio. 
Pecamos porque queremos. Ningum nos pode obrigar a faz-lo, se no quisermos. O diabo pode apresentar a tentao que quiser. Pode apelar ao nosso passado, presente 
e futuro. Pode usar todas as artimanhas que desejar mas, a nica coisa que no pode fazer  obrigar-nos a pecar.

Quando chegarmos a entender o amor do Pai e o Seu desejo de nos aceitar e perdoar, e quando nos sentirmos amados como somos, ento, de maneira natural brotar dos 
nossos lbios a confisso que  o fruto de algo maravilhoso que Jesus j fez no nosso corao.
 2 de Dezembro - Segunda-feira

343

A Tua F te Salvou

"E Ele lhe disse: Filha, a tua  f te salvou; vai em paz, e s curada deste teu mal." Marcos 5:34

No conhecemos o seu nome, talvez porque assim podia ser um smbolo mais adequado do ser humano em geral. Era uma mulher maltratada pelas circunstncias. H doze 
anos que carregava no seu corpo um terrvel mal. Perdia sangue, dia aps dia. O sangue  o smbolo da vida, ou seja, esta mulher estava a perder a vida lentamente. 
Os seus sonhos, o seu futuro, os seus planos, tudo se lhe escapava como areia por entre os dedos.

Naqueles tempos uma mulher com hemorragia no podia entrar no templo de Deus. Quer dizer que a mulher da nossa histria h pelo menos doze anos que estava separada 
da comunho com os filhos de Deus. Pode haver um quadro mais pattico para ilustrar a situao do pobre pecador, que vive afastado da igreja, porque o complexo de 
culpa o faz sentir-se indigno de ir ao templo e louvar o nome de Deus?

Doze anos  muito tempo. Qualquer hbito, qualquer vcio, qualquer trao errado de personalidade aprofunda as suas razes em doze anos. O pecado  algo srio. So 
quase seis mil anos de existncia, ou sessenta sculos a atormentar a humanidade, a deformar a imagem de Deus na vida dos homens, mas Jesus veio  Terra, justamente 
para arrancar o pecado pela raiz. Jesus no quer curar s as coisas externas. Ele sabe que o grande problema humano  o corao e est disposto a curar o pecado 
na raiz. Hoje Ele olha-nos e diz: "Filho, vem a Mim e traz a tua vida como est e no te preocupes se ests assim h dois, cinco ou vinte anos. Eu vim a este mundo 
para te curar e f-lo-ei."

Aquela pobre mulher chegou a Jesus abrindo caminho no meio da multido e com f tocou-Lhe o manto. No se sentia sequer digna de chamar a ateno do Mestre. No 
se sentia ningum. "Se to somente tocar no Seu manto, serei curada", pensava, e o milagre aconteceu. Foi ento que ouviu a voz maravilhosa de Jesus. "Quem Me tocou?" 
Jesus levantou os olhos para procurar algum. Na multido e por mais que ela prpria se considerasse indigna, Jesus valorizou-a, devolveu-lhe o senso da dignidade, 
o amor-prprio. Jesus parou porque a mulher era importante. Embora desprezada e rejeitada pelo seu povo, era para Jesus de um valor incalculvel.

Esse maravilhoso Jesus no mudou, continua a ser o mesmo. Continua a procurar pessoas que se sentem indignas, para fazer delas herdeiras do reino.

"Vai em paz, e s curada deste teu mal", disse Jesus. Mas embora ainda no tivesse falado com Cristo, ela j se sentia curada, j acreditava que a sua orao fora 
respondida. A dor, o sofrimento e a vergonha tinham chegado ao fim. Ela era uma nova mulher. E tudo aconteceu num segundo. Deus no precisa de mais tempo para operar 
um milagre.

Ele  Criador e  tambm restaurador. Conhec-lo e conviver com Ele, diariamente, deve ser o maior desejo do nosso corao.


3 de Dezembro - Tera-feira

Quem Ama a Sua Vida Perd-la-

"Ora havia alguns gregos, entre os que tinham subido a adorar no dia da festa. Estes, pois, dirigiram-se a Filipe, que era deBetsaidadaGalileia, e rogaram-lhe dizendo: 
Senhor, queramos ver Jesus. " Joo 12:20 e 21

Era dia de festa em Jerusalm e Jesus fazia a Sua entrada triunfal na cidade dando apenas um vislumbre do Seu aspecto glorioso de Rei e Soberano. Entre os milhares 
que vieram para a grande festa, estava um pequeno grupo de gregos, cansados da sua religio oca e sem sentido. Os gregos racionalizavam tudo. Nas suas vidas no 
havia lugar para a f. Deus tinha que ser levado para o laboratrio e analisado sob a lente de um microscpio para poder ser aceite. Por isso, os deuses gregos tinham 
forma humana e atribuam-se-lhes paixes humanas. De outra forma, no acreditariam.

Deuses humanos no salvam, nem so capazes de preencher o vazio do corao. Aqueles gregos estavam cansados dos cultos pagos oferecidos a deuses de barro. L no 
fundo do seu ser precisavam de algo superior e quando ouviram falar de Jesus, deixaram tudo e dirigiram-se a Jerusalm.

O texto bblico diz que procuraram Filipe e lhe disseram: "Queramos ver Jesus". Este clamor dos gregos  mais srio do que imaginamos. Eles queriam ver Jesus e 
tanto naquele tempo como hoje, quando as pessoas desejam ver Jesus, procuram os Seus discpulos. Ns, cristos, somos o maior argumento que Jesus tem para provar 
aos seres humanos que o evangelho funciona ao transformar vidas. As pessoas que ainda no aceitaram Jesus esto de olho na nossa vida para ver se h coerncia entre 
o que pregamos e o que vivemos.

Filipe e Andr levaram os gregos a Jesus e Jesus mostrou, aos aspirantes ao reino, o difcil caminho cristo. Jesus fala de morte, de sofrimento, de rejeio, de 
burlas. "Quem ama a sua vida, perd-la-, e, quem neste mundo, aborrece a sua vida, guard-la- para a vida eterna", (versculo 25).

Est desejoso de seguir Jesus? Quer conhec-lo e segui-lo porque, longe d'Ele nada compensa? J experimentou na sua vida a busca incessante do corao e, finalmente, 
encontrou Jesus no seu caminho e est disposto a deixar o seu destino com Ele? Parabns! Mas, lembre-se. Seguir Jesus significa muitas vezes ser desprezado pelos 
amigos de outros tempos. Outras vezes, significa rejeio por parte dos familiares. Ser chamado "louco", "fantico", "retrgada". Muitas portas se fecharo. O barco, 
em algum momento, dar a impresso de que se vai afundar. Mas no se esquea, no ser nem a primeira, nem a ltima pessoa a passar por tudo isso. Muitos decidiram. 
Muitos sofreram e hoje so vitoriosos em Cristo e desfrutam da paz que s Jesus pode oferecer aos que correm aos Seus braos e vivem com Ele uma vida de comunho 
diria.

4 de Dezembro - quarta-feira

345

Crer em Jesus  Crer na Sua Palavra

"Na verdade, na verdade vos digo que, quem ouve a minha palavra, e cr naquele que me enviou, tem a vida eterna, e no entrar em condenao, mas passou da morte 
para a vida." Joo 5:24

J ouviu alguma vez a frase: "Todos os caminhos vo dar a Roma"? Esta frase surgiu na poca em que Roma dominava o mundo e todos os caminhos, de uma ou outra forma, 
se dirigiam  majestosa cidade que controlava o destino das outras cidades com o poder imperial simbolizado nas pernas de ferro.

Foi naquela poca que Jesus Cristo Se levantou para pronunciar algo que contradizia o poder romano, mas enchia os coraes de f e de esperana: "Eu sou o caminho, 
a verdade e a vida." (Joo 14:6)

Talvez todos os caminhos daqueles dias conduzissem a Roma, mas com toda a certeza, nem todos os caminhos hoje, conduzem a Deus. O ser humano pode inventar, no seu 
desesperado desejo de encontrar a soluo para os seus problemas, o tipo de religio ou filosofia de vida que desejar, mas nada que seja de criao humana nos conduzir 
a Deus. S Jesus Cristo  o caminho que nos leva ao Cu; no existe outro nome debaixo do Cu, em quem possamos ser salvos.

Os caminhos que o homem cria para chegar a Deus levam  morte, por melhores que sejam as intenes humanas. A vida eterna no se alcana com boas intenes. "Quem 
ouve a Minha Palavra, e cr n'Aquele que Me enviou, tem a vida eterna, e no entrar em condenao, mas passou da morte para a vida", diz o versculo de hoje.

Crer na Palavra de Deus e em Jesus  algo que no se pode separar. Jesus e a Palavra de Deus so uma s coisa, embora a Palavra criadora e redentora tenha sido escrita 
e registada para ns nas Sagradas Escrituras.

No basta crer em Jesus Cristo, nem louvar o Seu nome.  preciso tambm crer na Sua Palavra. Ou melhor:  impossvel crer em Jesus Cristo sem crer tambm na Sua 
Palavra.  na Palavra de Deus que o cristo fundamenta a sua f em Cristo.

Quando fazia uma semana de evangelismo na cidade de Vitria, conheci um homem que, doze anos antes, tinha encontrado Jesus Cristo e O tinha aceite como seu Salvador. 
Numa viagem que fizemos juntos para a cidade de Cachoeira, vi a luta que havia dentro dele ao descobrir verdades que no conhecia, na Palavra escrita de Deus. "Quer 
dizer que durante todo este tempo estive errado?", foi a pergunta sincera do seu corao. "No", respondilhe, "Conhecia uma verdade parcial, mas hoje est a descobrir 
uma verdade maior." A estava ele, entre Cristo e a Sua Palavra. Aceitar um e rejeitar a outra seria aceitar um Cristo amputado. No havia coerncia numa atitude 
semelhante. Cristo e a Sua Palavra so uma coisa s. E todos ns, nalgum momento da vida, temos que fazer, sem dvida, a grande deciso que nos levar para a vida 
ou para a morte.

346

5 de Dezembro - quinta-feira

A Beleza de Jesus Torna Horrvel o Pecado

"Dando graas ao Pai, que nos fez idneos para participar da herana dos santos na luz; O qual tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho 
do seu amor. " Colossenses l: 12 e 13

Certo jovem encontrou um amigo que tinha as paredes do seu quarto cheias de quadros obscenos. Como agir numa situao semelhante? Podia repreender o amigo e chamar 
a ateno dele para o facto de ser mais cuidadoso com as coisas que contemplava?  isto, mais ou menos, o que fazem aqueles que so religiosos, mas no so cristos. 
A atitude do rapaz da nossa ilustrao foi diferente. Em lugar de repreender o amigo, deu-lhe de presente um quadro muito bonito de Jesus para que o pendurasse na 
parede. O amigo colocou o quadro no meio dos quadros obscenos, mas percebeu quase instantaneamente que ambos no combinavam. Ento, foi tirando um a um os outros 
quadros at ficar s o quadro de Cristo.

"O qual tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu^amor." diz o versculo de hoje. Como  que o Senhor nos tira das trevas?  
pela fora do Seu amor. Primeiro, procura-nos. Para faz-lo, deixou a Sua glria e tornou-Se homem na pessoa do Seu filho. Depois encontra-nos, perdidos nos labirintos 
do pecado, deformados e arruinados. No existe mais a imagem do Criador na nossa vida. Somos pobres caricaturas de Ado, mas Ele aceita-nos, conquista-nos com a 
grandeza do Seu amor, cativa-nos ao pagar o preo da nossa dvida, com a Sua morte na cruz. Ento, abre os braos em forma de cruz e diz: "Vinde a Mim, todos".

Agora, nos Seus braos de amor, Ele deseja reproduzir no homem o Seu carcter. Quando vamos a Ele, diariamente, reconhecendo a nossa necessidade e dependncia d'Ele, 
recebemos a presena do Seu Esprito que nos guia em toda verdade, que nos mostra o caminho, que nos diz: "No  por aqui,  por ali".

Este Esprito maravilhoso santifica a nossa pobre e fraca vontade pecaminosa e, uma vez santificada, podemos us-la para conseguir os to desejados frutos de vitria 
que nunca conseguimos.

Enquanto vivermos ao lado de Jesus no haver lugar para o pecado. Todos os outros quadros perdem o atractivo diante do quadro de Cristo. Ele reina absoluto, se 
o permitirmos, e assim, Ele ocupa o trono do nosso corao. "No vivo mais eu,  Cristo que vive em mim", diz Paulo;  atravs desta convivncia que nos vamos tornando 
cada dia mais semelhantes a Jesus.

Se procurou muitas vezes na sua vida os frutos do Esprito Santo e ainda no os viu, talvez seja porque no descobriu o que significa viver uma vida diria de comunho 
com Ele. No , simplesmente, realizar o culto devocional pessoal de cada dia, mas aprender a andar com Ele e ter conscincia permanente da presena de Jesus ao 
nosso lado, em todos os actos da vida.

Convide-O hoje para sair consigo, leve-O para onde for. Segure o Seu brao poderoso e sinta a Sua presena constante consigo. Ver, ento, a transformao que se 
operar na sua vida.

6 de Dezembro - Sexta-feira

347

Em Cristo No Existe Passado

"Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abrao. "

Mateus 1:1

Se ler os primeiros 17 versculos do captulo 1 de Mateus ver que no existe nenhuma mensagem de inspirao, alm de nomes, alguns conhecidos e, a maioria, desconhecidos.

Lendo com um pouco mais de cuidado, poder notar que na genealogia existe algo que  incomum entre os judeus. Este quadro genealgico traz o nome de quatro mulheres. 
Trs delas pecadoras conhecidas, como Raabe, Tamar, Bate-Seba, e uma estrangeira, Rute.

Tamar esteve envolvida num escndalo pblico com o seu sogro e, conscientemente, sob a desculpa de que queria justia, cometeu um pecado abominvel aos olhos de 
Deus. (Gnesis 38:13-26).

Raabe a conhecida prostituta que vendia o seu corpo por algum dinheiro aos visitantes de Jeric, mas que compreendeu o poder de Deus, foi conquistada pelo Seu amor, 
mudou de vida e uniu-se ao povo de Israel.

Bate-Seba teve o seu nome associado ao pecado. Cometeu adultrio com David visto ser a esposa de Urias.

Finalmente Rute, uma mulher estrangeira, sem direitos de cidadania,  resgatada por Boas e passa a fazer parte da rvore genealgica de Jesus.

Em qualquer tradicional quadro genealgico judeu, nunca se inclua mulheres. Porque ento, no quadro genealgico do mais ilustre judeu de todos os tempos, so mencionadas 
quatro mulheres que no tm muita coisa no seu passado da qual se pudessem orgulhar?

Qualquer historiador teria tirado estas mulheres com um passado nada recomendvel do quadro genealgico de Jesus, com medo de comprometer a figura imaculada de Cristo. 
Para qu correr o risco de ser mal interpretado por algum?

Mateus, porm, coloca estas mulheres na raiz humana de Jesus e assim est a apresentar-nos a essncia do evangelho. Est a dizer que, em Cristo, no h homem nem 
mulher, nem judeu, nem gentio. N'Ele no h lugar para qualquer tipo de preconceito.

E mais, Jesus est a dizer-nos que n'Ele, o ser humano no tem passado. Podemos ter lutado toda a vida para esquecer a misria que vivemos quando no conhecamos 
Cristo, sem ter conseguido resultados positivos mas, aos ps de Jesus, podemos depor todas as nossas cargas e ansiedades. E se aceitamos, arrependidos, a Sua oferta 
de perdo e o trabalho da Sua graa, somos considerados como se nunca tivssemos pecado.

O facto destas mulheres estarem no quadro genealgico de cristo no compromete, em nada, a santidade da Sua origem. Porque desde o momento em que elas aceitaram 
o poder transformador de Deus so consideradas justas, santas e perfeitas diante dos Seus olhos

Porqu, ento, viver angustiados por algum erro do passado? Podemos ir hoje a Jesus, cair aos Seus ps e depor ali tudo o que nos agonia. Nele, encontraremos descanso 
para as nossas almas.


348

7 de Dezembro - Sbado

Buscai as Coisas de Cima

"Portanto, seja ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que so de cima, onde Cristo est assentado  dextra de Deus." Colossenses 3:1

No captulo trs da epstola aos Colossenses, os actos pecaminosos so classificados em trs grupos distintos. No versculo 5 -nos ordenado a exterminar da nossa 
vida, cinco coisas: prostituio, impureza, paixo, concupiscncia e avareza. Estes cinco actos pecaminosos referem-se aos apetites fsicos. Muitas pessoas so derrotadas 
nesta primeira trincheira e so vtimas dos pecados da carne.

Se sairmos vitoriosos neste terreno, o inimigo leva-nos a tentaes mais altas, subtis e refinadas. Este segundo grupo est descrito no versculo 8. So os pecados 
ntimos e que se disfaram facilmente. "Despojaivos tambm de tudo", disse Paulo ao mencionar a ira, a clera, a malcia, a maledicncia e as palavras torpes.

Muitos, que fugiriam apavorados de cair nos pecados da carne, no lutam para se libertarem e tornam-se vtimas deste segundo grupo de pecados. Os primeiros, so 
geralmente para os pobres concupiscentes que no tm fora de vontade nem princpios morais (pelo menos  o que se pensa). Os segundos, com frequncia, so pecados 
de pessoas religiosas, porque a ira e a malcia podem facilmente ser cobertas com vestimentas de zelo pelos "princpios religiosos".

Muitos caem nesta segunda trincheira. Rejeitam com todas as suas foras os pecados sexuais, mas so vtimas passivas do mau gnio, da incapacidade de perdoar ou 
da maledicncia.

Mas o apstolo Paulo no fica por aqui. Vai mais longe e apresenta-nos outro grupo de pecados que poderamos chamar os pecados sociais. "Onde no h grego nem judeu 
(distino racial), circunciso nem incircunciso (distino religiosa), brbaro nem cita (distino cultural), servo nem livre (distino econmica), homem nem 
mulher (distino sexual)."

Estes pecados sociais so perigosos. Muitos que saem vitoriosos no primeiro e no segundo grupo, sucumbem diante do exclusivismo racial, o preconceito religioso, 
o orgulho cultural, as diferenas econmicas ou as superioridades sexuais.

O verso ureo refere-se a um estilo diferente de vida, vivido pelos que morreram e ressuscitaram em Cristo. A resposta crist ao problema da vitria sobre o pecado 
no  expor o homem a uma luta de unhas e dentes contra o inimigo, mas ensinar-lhe que se renda a Deus. No  uma luta,  uma entrega. Quando o homem chega a compreender 
que sozinho est perdido e que precisa de uma fora exterior que vem de cima, ento o amor enche toda a sua vida e "busca as coisas que so de cima". Simplesmente 
j no se deseja os velhos pecados. Parecem espantosos e horrveis diante da pureza de Jesus que habita em ns.

Est pronto para sair hoje, para as suas actividades, na certeza de que Jesus vai consigo?


8 de Dezembro - Domingo

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O Amor na Prtica

"Portanto, tudo o que vs quereis que os homens vos faam, fazei-lho tambm vs, porque esta  a lei e os profetas. " Mateus 7:12

Jos Lus Briones, que faz parte da equipa evangelstica de Billy Graham, relata que o seu amigo, o Pastor Mximo lvares, levou para casa, durante os dias mais 
frios do Inverno, um bbado que no tinha onde morar. Acolheu-o durante vrios meses no seu lar e deu-lhe comida, roupa e a oportunidade de conhecer Jesus Cristo. 
Embora na cidade ningum aceitasse o coitado do bbado, este pastor considerava seu dever ajudar aquele homem, porque o amor cristo deve traduzir-se na prtica.

 interessante como ns, seres humanos, falamos acerca do amor. Gostamos de teorizar sobre as coisas e deleitamo-nos em discutir acerca dos conceitos filosficos 
e teolgicos do amor, sem, no entanto, deixar a teoria e correr atrs de pessoas que precisam, na prtica, do amor maravilhoso que conhecemos, melhor do que ningum, 
na teoria.

s vezes, quando encontro na rua pessoas marginalizadas pela vida, apercebo-me, de repente, que sou indiferente s necessidades alheias. Tento muitas vezes justificar 
a minha atitude, dizendo a mim mesmo que nunca poderei resolver o problema de todas as pessoas. Mas, embora argumente de muitas maneiras, fica l dentro do meu corao 
o amargo sabor de perceber que o meu conceito de amor ainda continua mergulhado no sofisticado mundo da teologia e da filosofia.

O amor de Jesus no conhecia limites. Ia alm dos preconceitos, ultrapassava a barreira das posies sociais e feria os tericos do amor. Este foi um dos motivos 
por que O mataram!

Hoje, olho para Jesus e sei, aqui no fundo do peito, que a nossa nica soluo  busc-lo diariamente. Passar tempo com Ele. Deixar que Ele faa parte do nosso dia 
a dia. Permitir que a presena do Seu Santo Esprito tome posse completa da nossa vida e produza, de maneira natural, os maravilhosos frutos que nos levaro a aceitar 
as pessoas como so e a aproveitar cada oportunidade para aliviar o sofrimento humano.

Existem multides de cegos. No tm futuro, nem horizontes, nem esperana. Vivem mergulhados na misria fsica, moral e espiritual. Seriamos capazes de levar um 
bbado para casa e tomar conta dele? 
Ou argumentaramos, para justificar de mil maneiras que no e preciso fazer isso para provar o nosso amor?

350

9 de Dezembro - Segunda-feira

Salvos Para Servir

"E Jesus, entrando em casa de Pedro, viu a sogra deste, jazendo com febre. E tocou-lhe na mo, e a febre a deixou: e levantou-se, e serviu-os."

Mateus 8:14 e 15

Qual  o propsito da salvao? Somos salvos porqu? No reino de Deus nada acontece por acaso. Tudo tem um sentido.

A experincia que Jesus teve na casa de Pedro mostra, claramente, o sentido da salvao. A sogra de Pedro estava doente, mas Jesus entrou naquela casa e onde entra 
Jesus, entra a vida, porque Ele  a vida. O toque maravilhoso de Jesus levantou aquela senhora e o texto bblico diz: "E tocou-lhe na mo, e a febre a deixou: e 
levantou-se, e serviu-os". Aquela mulher estava "de cama e com febre". Era uma vida improdutiva, sofrida e cansada. Mas a presena de Jesus marcou a diferena. Levantouse 
e servia-O. Foi salva para servir. Foi curada para produzir. No era o sentido do dever que a levava ao servio, era o amor que sentia por ter experimentado na sua 
prpria vida a misericrdia divina.

Aqui est a resposta de Deus para uma vida improdutiva. Podemos passar toda a vida "de cama e com febre", lamentando-nos e queixandonos de dor. Mas quando Jesus 
chega, traz no s a cura, mas o propsito sublime da vida, que  o servio.

No se pode esperar um servio de um doente, deitado na cama.  preciso, primeiro, lev-lo  fonte da vida e da sade que  Jesus. Nenhuma igreja poder levar os 
seus membros ao cumprimento da misso se primeiro os no levar a compreender a beleza do evangelho. O servio  um resultado natural da salvao. Levar uma pessoa, 
que no experimentou a salvao na sua prpria vida, ao servio,  atorment-la com o fardo pesado da obrigao. Mas quando a pessoa se lavou no sangue do Cordeiro 
e foi vestida com as vestes brancas da justia de Cristo, o servio deixa de ser uma obrigao e torna-se um privilgio.

A sogra de Pedro levantou-se e serviu-O. Conheo centenas e centenas de pessoas que andavam perdidas no mundo de confuso e desespero quando no conheciam Jesus. 
Um dia, encontraram-se com o Salvador. Experimentaram o perdo de um passado cheio de amarguras. Experimentaram a transformao que s Jesus  capaz de operar nas 
vidas. Acreditaram. Sentiram na sua prpria vida o toque divino. Levantaramse e hoje servem Jesus com alegria.

Nas grandes concentraes onde se renem milhares de pessoas para ouvir falar do poder transformador de Cristo, estas pessoas procuram-me e apresentam-me outras 
pessoas, dizendo: "Pastor, obrigado porque um dia conheci Jesus e agora est aqui um amigo que trago aos ps de Cristo".  como uma bola de neve. Os seguidores de 
Jesus aumentam cada vez mais. Um a um vo buscando outras pessoas para lhes contar as coisas maravilhosas que Jesus fez nas suas vidas. E voc?

10 de Dezembro - Tera-feira

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Salvo, Mas Aleijado

"E eis que lhe trouxeram um paraltico, deitado numa cama. E Jesus, vendo a f deles, disse ao paraltico: Filho, tem bom nimo, perdoados te so os teus pecados. 
" Mateus 9: 1 e 2

Jernimo era um bom marido e pai exemplar, mas no aceitava Jesus. A esposa, Joana, dizia que a nica coisa que faltava para que o lar fosse realmente feliz, era 
que Jernimo decidisse entregar a sua vida a Cristo. Mas os anos passavam e Jernimo no tomava a deciso. Era um homem correcto, um cidado cumpridor dos seus deveres, 
assistia de vez em quando aos cultos da igreja, mas nunca respondera a um apelo para aceitar Jesus e unir-se ao povo de Deus.

Um domingo de manh, enquanto se preparavam para um passeio, foi surpreendido por uma dor horrvel na cabea. Levaram-no ao hospital e o diagnstico foi: derrame 
cerebral.

Quando saiu do hospital estava todo deformado, no conseguia andar por si s e teve que usar uma cadeira de rodas para ser transportado de um lado para o outro. 
Foi nestas circunstncias que ele aceitou Jesus e pediu o baptismo.

Numa tarde de sbado, tive a alegria de o baptizar. Dois diconos carregaram-no para entrar nas guas do baptismo. Podia ter vindo pelos seus prprios meios, mas 
adiou a deciso e, quando a tomou, foi preciso ser levado ao tanque pelos amigos.

No versculo de hoje encontramos uma situao parecida. "E eis que lhe trouxeram um paraltico, deitado numa cama". O Esprito de Profecia comenta a vida de pecado 
que este homem tinha vivido. No era esta a primeira vez que sentira o convite de Cristo. Quando ainda estava fisicamente bem, ouvira muitas vezes a voz do Esprito 
Santo a trabalhar no seu corao. Mas estava completamente amarrado a hbitos e vcios. Era uma situao que o envolvia por todos os lados. Alguma coisa, l dentro, 
lhe dizia que no podia brincar com o pecado, que a vida que estava a viver no o levaria a nenhum lugar bom, que estava a cavar a sua prpria sepultura. Mas quem 
entra na roda do pecado j no sai, a menos que, voluntariamente, permita que Cristo opere um milagre.

O resultado da vida pecaminosa deste homem comeou a manifestarse por sintomas fsicos. A paralisia comeou a tomar conta do corpo e ficou prostrado no leito do 
sofrimento. Na dor e no desespero de se sentir intil, era atormentado, incessantemente, pela culpa. Foi a que acordou para as coisas espirituais e manifestou a 
deciso de aceitar Jesus. S que j no podia ir a Jesus pelas suas prprias foras, foi preciso que outras pessoas o levassem. Mas foi. E o milagre aconteceu. Jesus 
perdoou os seus pecados e ele voltou para casa a andar.

Vir hoje a Jesus a andar com os prprios ps ou esperar que chegue o dia em que sejam outros que o tragam? A deciso  sua e tem que ser agora! 

11 de dezembro - quarta-feira


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O Maior Homem da Terra

"Em verdade vos digo que, entre os que de mulher tm nascido, noapareceu algum maior do que Joo Baptista; mas, aquele que  menor no reino dos cus  maior do 
que ele. " Mateus 11:11

Ao longo de vrios anos a ateno das multides tinha-se concentrado na mensagem que Joo pregava. Ele chamava as pessoas ao arrependimento. Fazia-o com a fora 
e o poder que s tm os que vivem uma vida de comunho diria com Deus. No temia apresentar a mensagem de maneira clara e simples diante de quem quer que fosse, 
mesmo que isso significasse o risco de perder a prpria vida.

Joo aprendeu que  impossvel separar a mensagem do mensageiro. Morava no deserto, vestia-se humildemente, comia tentando no chamar a ateno, mas as pessoas procuravam-no 
e, como no caso de Jesus, no o deixavam s.

 fcil acostumar-se com a fama e a glria humana.  fcil comear a pensar que os homens vm por causa do mensageiro e no da mensagem. Mas, no caso de Joo, ele 
no se deixou arruinar pelos aplausos porque, nos momentos solitrios com Deus, no deserto,  que tirava a fora de que precisava para continuar com a viso clara 
que estava simplesmente a preparar o caminho para "Aquele que vir".

Um dia apareceu outro pregador. As multides comearam a correr atrs dele e a encher os auditrios onde ele pregava. As pessoas abandonaram Joo com a mesma rapidez 
com que o procuraram. Como  que Joo deveria sentir-se agora? Frustrado? Esquecido? Caiu de joelhos e entendeu que a sua misso estava no fim. O que ele nunca pensou 
era que o seu fim seria mais trgico do que se pode imaginar. Herodes mandou-o prender. L na priso, s, abandonado, esquecido, teve dvidas e temores. Tambm os 
homens de Deus, enquanto carregam a natureza pecaminosa na Terra, podem, muitas vezes, ser assaltados pela dvida

Joo mandou perguntar a Jesus: "s Tu Aquele que estava para vir ou esperamos um outro?" Se era Jesus, o Messias aguardado, se Ele era o libertador do Seu povo, 
porque permitia que Joo apodrecesse numa priso imunda? Aquele que curava leprosos, fazia andar paralticos e ressuscitava mortos, no tinha poder para libert-lo?

A resposta nunca chegou. Foram outros que vieram e tentaram "ajudlo". Ele faz coisas nunca vistas e as multides seguem-no. Foi ento que se levantou a figura maravilhosa 
deste servo de Deus. "Convm que Ele cresa e que eu diminua". E Jesus disse: "Entre os que de mulher tm nascido, no apareceu algum maior do que Joo Baptista".

Podemos permitir que o nosso nome desaparea, enquanto, para glria de Deus, outros apaream?
 do deserto e dos momentos de companheirismo com Cristo, que vir a resposta!

12 de Dezembro, quinta-feira
A Responsabilidade do Conhecimento

"Por isso eu vos digo que haver menos rigor para Tiro e Sdon, no dia do juzo, do que para vs." Mateus 11:22

Quando era criana admirava muito aquele homem. Era o pastor do nosso distrito e, quando visitava, uma vez por ano, o pequeno grupo onde nos reunamos, o fim de 
semana transformava-se numa festa espiritual, cujos efeitos podamos sentir por muito tempo.

Anos depois, quando estava na Faculdade de Teologia pensei que poderia ter a oportunidade de trabalhar ao lado daquele homem, que sempre foi uma inspirao para 
mim. Um dia aconteceu a tragdia: Ele abandonou o ministrio e tambm a igreja. Organizou um pequeno grupo de pessoas e comeou a trabalhar contra a igreja que durante 
anos defendera. O ministrio deste homem tinha sido muito abenoado. Deus usara-o, [ com poder, muitas vezes. Ouvi-o pregar certa vez para jovens pastores e fiquei 
empolgado. O que poderia ter acontecido no corao de um homem que fora tantas e tantas vezes abenoado por Deus? Onde foi parar toda a luz que ele tinha? Para que 
servia todo o conhecimento bblico que acumulara? No versculo de hoje Jesus expressa a Sua tristeza por trs cidades impenitentes: Corazim, Betsaida e Cafarnaum. 
Estas cidades foram testemunhas de grandes milagres. Jesus, em pessoa, andou pelas ruas. As mul| tides que habitavam nelas, viram pessoalmente os grandes actos 
de amor ! de Jesus Cristo, mas endureceram o corao e no aceitaram a mensagem. Reclamaram mais evidncias e deixaram passar a oportunidade. Agora Jesus olha com 
tristeza para estas cidades e diz: "Eu vos digo que haver menos rigor para Tiro e Sdon, no dia do juzo, do que para vs".

Tem Deus muitas formas de medir as pessoas no dia do juzo? O que  que o Senhor Jesus est a dizer?

Tiro e Sdon tinham recebido menos oportunidades que Corazim, Betsaida e Cafarnaum. E no dia do juzo cada um ter que dar conta da luz que recebeu. No seremos 
condenados pelas verdades bblicas que no conhecermos. Mas tambm no seremos inocentes pelas verdades bblicas que deixmos de aceitar, seja qual for o motivo 
que usarmos como desculpa. Estudar e conhecer a Bblia  um privilgio e tambm uma grande responsabilidade. O que fazer quando descobrimos uma verdade bblica que 
no conhecamos antes? Est escrito: "Branco". Muito bem. O que fazer agora se toda a vida eu pensei que fosse amarelo? O que fazer se os meus pais, a minha igreja, 
a minha tradio e a minha histria me gritam que  amarelo, quando na Palavra de Deus est escrito "branco"?

Aqueles que, pela comunho diria com Jesus, sentem que o seu carcter  transformado  semelhana do Redentor, cairo de joelhos e diro: "Senhor, ajuda-me a fazer 
a Tua vontade".
354

13 de Dezembro - Sexta-feira

Fazer e No Prometer

"Qualdos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. DisselhesJesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes   entram adiante de vs 
no reino de Deus." Mateus 21:31

A parbola dos dois filhos apresenta dois tipos de pessoas, atitudes e posicionamento diante da salvao.

O primeiro filho disse que iria, mas no foi. O segundo disse no, mas foi.

Na histria do povo de Deus houve uma ocasio em que os princpios eternos da lei de Deus foram apresentados escritos em tbuas de pedra diante do povo e este, sem 
relutncia, exclamou: "Tudo o que o Senhor mandou, faremos." No passou muito tempo e o povo estava escravo das suas promessas no cumpridas, vtima das suas decises 
de barro.

Como trabalhar na vinha do Pai? Como cumprir os elevados princpios da Sua lei com os nossos pobres esforos humanos? Como prometer e cumprir com a nossa pobre vontade 
pecaminosa, vtima passiva da natureza maligna que carregamos dentro de ns?

"Devemos compreender a nossa relao com Cristo. Ele deve habitar no nosso corao para que possamos manter diante de ns princpios puros, motivaes elevadas e 
rectido moral. A nossa obra no consiste apenas em prometer, mas em cumprir." Comentrio Bblico Adventis ta, vol. V, pg. l .072

Nenhum filho de Deus tem que tremer diante do desafio de viver uma vida de integridade. Alis, esse  o plano de Deus para a nossa vida. Devemos olhar alto, aspirar 
 excelncia do carcter, mas em nenhum momento podemos depositar confiana na nossa fora de vontade ou domnio prprio.

No  um assunto de palavras.  um assunto de factos. Pode dizer o que quiser acerca da sua confiana em Deus e no poder que d'Ele vem para uma vida vitoriosa, mas, 
se no passar diariamente tempo a ss com Jesus e se no aprender a relacionar tudo o que fizer ao longo do dia com Jesus, ento est a confiar nas suas prprias 
foras. Est a dizer: "Farei", "Irei", "Cumprirei". Estas promessas todas, sem uma vida de comunho com Cristo so promessas de areia que a gua do mar apaga em 
poucos minutos.

O Senhor Jesus, no versculo de hoje, menciona os publicanos e as meretrizes como aqueles que receberam mais facilmente o plano da salvao. Sabe porqu? Porque 
eram pessoas cansadas de cair e voltar a cair. Ningum acreditava neles. Todos os rejeitavam. Eles no tinham confiana nas suas prprias foras nem na sua conduta 
moral correcta, porque no as tinham. Por isso, quando Jesus disse: "Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos", eles correram. Esta era a nica chance 
de salvao que eles tinham e no a desperdiaram!

Sente que precisa de Jesus? Sente-se cansado de prometer e voltar a prometer? Ande com Ele hoje e seja vitorioso.

14 de Dezembro - Sbado

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O Resumo de Tudo  o Amor

"E Jesus disse-lhe: Amars o Senhor, teu Deus, de todo o teu corao, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este  o primeiro e grande mandamento. E 
o segundo, semelhante a este, : Amars o teu prximo como a ti mesmo." Mateus 22:37-39

Frequentemente encontro pessoas sinceras, temerosas a Deus e desejosas de fazer a vontade do Pai, que perguntam: "Pastor, porque temos que guardar os Dez Mandamentos, 
se ns no somos o povo de Israel?" Muitos deles citam os versculos da nossa meditao de hoje para provar que o prprio Cristo disse que s existem dois grandes 
mandamentos para os cristos: amar a Deus e amar ao prximo.

Na realidade, o amor  mais do que um princpio. O amor  Deus. (I Joo
4:8). A essncia de Deus  o amor e todo aquele que permite que Deus habite nele, pela presena do Seu Santo Esprito, est a deixar o amor habitar no seu corao. 
Uma pessoa que viver esta maravilhosa experincia de comunho com Deus, que permitir ao amor habitar e controlar a sua vida, santificando a sua vontade, de maneira 
natural, viver os princpios da Santa Lei de Deus. No precisar de mandamentos escritos, porque ter os princpios destes mandamentos inscritos no corao, e guardar 
a letra ser algo natural nele.

Mas, o que dizer de algum que pensa que vive em comunho com Jesus e atira para o lixo os Dez Mandamentos? Como pode algum, que vive em comunho com a Pessoa-amor, 
desobedecer a uma lei de amor?

Os Dez Mandamentos foram escritos para ajudar e orientar um povo que, durante quatro geraes de escravido, tinha perdido de vista os elevados princpios do Deus-amor. 
Mais tarde, quando o povo perdeu de vista o esprito dos princpios e comeou a dar ateno exagerada  letra, Jesus comentou estes princpios no sermo da Montanha 
e ampliou-os. "Ouvistes o que foi dito: No cometers adultrio. Eu, porm, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiar, j no seu corao cometeu 
adultrio com ela".

Jesus no nos liberta dos princpios da Sua lei. Poiscreve-os quando  preciso e amplia-os quando necessrio. Mas o Seu desejo  que estes princpios fiquem gravados 
de maneira indelvel no corao humano.

Os primeiros quatro mandamentos da lei resumem o amor a Deus e os ltimos seis o amor ao prximo. O amor resume tudo.

Em Deus no existe contradio. Tudo tem sentido, mas para entend-
lo, o ser humano precisa de viver em comunho diria e permanente com a Pessoa-amor que  Cristo.


15 de Dezembro - Domingo

Esperar Vigiando

"Vigiai, pois, porque no sabeis a que hora h-de vir o vosso Senhor."

Mateus 24:42

Alguma vez pensou porque  que o Senhor Jesus no deixou estabelecido o dia e a hora da Sua vinda?

No sculo passado, um grupo de homens e mulheres descobriu uma profecia que apontava o dia 22 de Outubro como um dia especial. Pesquisando as Escrituras, eles descobriram 
que nesse dia a Terra seria purificada e chegaram  concluso de que a nica maneira como a Terra podia ser purificada era pela presena de Jesus. Foi assim que 
estes homens comearam a pregar o dia 22 de Outubro de 1844 como o dia da volta de Jesus.

A histria diz que, perto de dois milhes de pessoas venderam tudo e prepararam-se para encontrar Jesus. Mas a histria tambm regista o facto de que, como Jesus 
no veio na data esperada, s permaneceu um pequeno grupo de pessoas que deu incio ao que  hoje a Igreja Adventista do Stimo Dia.

Para onde foi a maioria destas pessoas que esperavam Jesus para o dia
22 de Outubro? Voltaram  sua vida normal, renegaram a f, tornaram-se incrdulos e nunca mais quiseram saber do evangelho.

Na dolorosa experincia de 22 de Outubro est a resposta do motivo por que Deus no deixou estabelecida na Escritura, a data da vinda do Seu Filho  Terra.

Interesseiro e egosta como  o ser humano, at com as coisas espirituais, sem dvida alguma viveria pelos seus instintos e, quando faltasse pouco tempo para a volta 
de Cristo, acertaria as contas e tentaria enganarDeus, estando "pronto" para o encontro com Jesus.

 por esse motivo que toda a tentativa de levar a igreja ao reavivamento, ao revelar a "proximidade" da volta de Cristo, todo o intento alarmista para mostrar  
igreja que a perseguio e o decreto dominical esto s portas, nunca conseguiro levar a igreja a um autntico esprito de reavivamento e reforma espiritual.

Preparo-me porque Cristo est para voltar. Muito bem! E o que acontece se Ele no voltar? A vida do cristo no  um jogo de xadrez, em que tem que se estar alerta 
para dar o xeque-mate final e ganhar a salvao. A vida crist  uma experincia de amor com a Pessoa-salvao. O ser humano, j na Terra, aprende a desfrutar o 
companheirismo dirio e permanente com Jesus e prepara-se para continuar esta experincia por toda a eternidade, quando Jesus voltar.

A volta de Cristo  uma realidade. Tudo na profecia indica que Cristo est s portas. Mas no  isto que deve motivar o nosso amor e o nosso servio a Deus. Por 
isso Jesus disse: "Vigiai, pois, porque no sabeis em que dia vem o vosso Senhor".

16 de Dezembro - Segunda-feira

357

Estar Salvo  Ser Mais do que um Bom Membro de Igreja

"E as loucas disseram s prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lmpadas se apagam. Mas as prudentes responderam, dizendo: No seja caso que nos falte 
a ns e a vs, ide, antes, aos que o vendem, e comprai-o para vs. " Mateus 25:8 e 9

A parbola das dez virgens ensina-nos a grande lio de que, na vida espiritual, ningum pode emprestar a sua experincia a outro. A salvao  um assunto completamente 
pessoal.

Os dois grupos de virgens eram parte da mesma igreja. Cantavam e cumpriam os seus deveres de bons membros da igreja. Aparentemente as dez eram iguais por fora. Davam 
bom testemunho da sua f. Vestiam-se correctamente e alimentavam-se respeitando os princpios de sade. Tudo parecia perfeito em tempo de paz. Na crise, a diferena 
saltou  vista.

O esposo aproximava-se. Era hora de sair ao encontro do amado. Era ele o motivo da grande esperana. Mas o que foi para um grupo motivo de alegria e regozijo, tornou-se 
para o outro causa de desespero e medo. As virgens loucas tinham vivido toda a vida em funo do evento. As prudentes tinham vivido em funo do noivo. Os que vivem 
em funo do acontecimento s se preparam na proximidade dos factos. Os que vivem em funo do noivo vivem permanentemente preparados.

"Ajudem-nos, por favor!" gritaram as virgens loucas. E as prudentes com tristeza exclamaram: "No, pois de certo modo no chegaria para ns e para vs. Ide antes 
aos que o vendem, e comprai-o para vs."

Tarde demais. O tempo tinha passado. Aquelas virgens nunca compreenderam que a essncia do cristianismo  uma vida de permanente comunho e dependncia de Cristo. 
Correram a procurar a soluo para o problema, bateram s portas, choraram, tentaram resolver o problema com as suas prprias mos, mas chegaram tarde. As portas 
estavam fechadas.

"Abram-nos, por favor!" gritaram. Do outro lado ouviram a voz do noivo: "Em verdade vos digo, no vos conheo".

"No nos conhece? Como, se o nosso nome est no livro da igreja? Se tnhamos cargos na igreja, guardvamos o sbado, devolvamos o dzimo e cantvamos no coro da 
igreja?!"

" possvel, filho", dir Jesus, " possvel que seja assim, mas no convivias comigo. Vivias preocupado em conhecer a igreja, vivias para a igreja, eras um bom 
membro da igreja. Na opinio da igrej_a tens uma boa nota! Mas tu no passavas nenhum tempo comigo. Tu no Me buscavas cada dia, no andavas comigo. Eu no te conheo".

A pergunta desta manh : "Elas perderam-se porque eram bons membros de igreja?" No. No h nada de mal em viver preocupado em ser bom membro da igreja. O problema 
 pensar que isto  o suficiente para ser salvo e esquecer o que  realmente importante.

358

17 de Dezembro - Tera-feira

Nasceu Para Morrer

"E, indo um pouco mais para diante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu pai, se  possvel, passe de mim este clix; todavia, no seja como eu quero, 
mas como tu queres. " Mateus 26:39

A noite do Getesmane foi a mais terrvel que um ser humano pde viver. Jesus devia morrer no dia seguinte. Ao vir  Terra, Ele tinha aceite voluntariamente ser 
o substituto da raa humana e morrer para pagar o preo do pecado do homem. Mas Jesus veio  Terra como homem. Era plenamente Deus e plenamente homem. Ele no Se 
disfarou de homem. Ele assumiu a nossa natureza humana e, como homem, Ele tinha instinto de conservao. No queria morrer. Detestava a dor e o sofrimento e faria 
tudo para evitar ser ferido e sangrar at morrer.

A luta no Jardim do Getesmane foi a luta da salvao humana. Jesus sentia-Se s e abandonado. Sentia sobre Si o pecado de toda a humanidade e sabia que o Seu Pai 
no podia suportar o pecado. Portanto, sentia-Se longe do Pai.

Por outro lado, tinha medo de morrer. Tinha tanto medo que disse ao Seu Pai: "Meu pai, se  possvel, passe de mim este clix; todavia, no seja como eu quero, mas 
como tu queres."

O Esprito de Profecia diz que houve um momento em que nas mos de Jesus esteve a nossa vida ou a nossa morte eterna. Jesus tremeu. "Anatureza humana teria morrido 
sob o horror da presso do pecado, se um Anjo do Cu no tivesse fortalecido Jesus para suportar a agonia." Comentrio Bblico Adventista, vol. V, pg. 1.118

Jesus podia ter largado tudo naquela noite e voltado para o Cu, mas se o tivesse feito a raa humana teria ficado perdida para sempre. Foi o amor pelo homem que 
levou Jesus a suportar a terrvel provao e beber o clice da morte.

 por isso que nenhum ser humano tem o direito de pensar que no vale nada ou que no significa muita coisa. Se no significasse nada, Jesus no teria derramado 
a Sua vida na cruz do Calvrio por si. Ele ama-o sem Se importar com a sua posio social, raa, ou status. Apenas porque  a coisa mais importante que Deus tem 
neste mundo.

Na manh seguinte, o Senhor Jesus estava pronto para enfrentar a morte. Carregou uma cruz alheia porque, para Ele, ningum preparou uma cruz, porque Ele no a merecia. 
Subiu a montanha do Calvrio. Foi, ali, pendurado entre dois ladres. Afinal de contas, Ele morreu como viveu: entre pecadores. Foi por causa dos pecadores que Ele 
veio a este mundo.

Quando olho para a cruz do Calvrio, baixo os olhos e agradeo-Lhe pelo Seu amor. O que seria de mim se Ele no me amasse? Como posso hoje, deixar de Lhe dar o meu 
corao e de colocar a minha mo na Sua mo, se foi para conquistar o meu corao que Ele veio e morreu na cruz?

18 de Dezembro - quarta-feira

359

Eu Era Cego e Agora Vejo

"Respondeu ele, pois, e disse: Se  pecador, no sei; uma coisa sei, e  que, havendo eu sido cego, agora vejo." Joo 9:25

Era um pobre homem condenado a uma vida de trevas. Pelo menos hoje o cego pode aprender a ler e a escrever em braille, tern acesso  cultura e ao conhecimento do 
nosso tempo. Existem hoje cegos ilustres, eruditos, artistas, advogados, professores. Mas naquele tempo, um cego estava condenado a uma vida miservel, pedindo esmola 
na rua e dependendo da caridade das pessoas para poder viver.

Na opinio dos judeus, ele pagava o preo dos seus prprios pecados ou dos pecados dos seus pais. Existia entre os judeus a tradio de que o homem pagava pelo que 
fazia, justamente nas circunstncias em que ele ofendia Deus. Assim, segundo eles, Sanso viveu para satisfazer os seus olhos e os filisteus queimaram-lhe os olhos. 
Absalo, viveu para o seu cabelo e o seu cabelo foi a causa da sua morte. Ou seja, na vida deste pobre cego no bastava a vida de sofrimento e misria; tinha que 
carregar tambm o estigma dos seus pecados ou dos seus pais.

Os seres humanos so assim por natureza. Deus nos livre de cair nas ciladas do inimigo, mas se um dia cairmos, que Deus nos livre de cair no julgamento dos homens, 
porque a raa humana  implacvel consigo mesma.

O versculo de hoje coloca-nos diante de uma vida sem futuro, sem sonhos e sem perspectivas. Mas Jesus passou por aquela cidade, e glria a Deus por isso. Louvado 
seja o Seu nome porque um dia Jesus veio a este mundo e encontrou uma raa sem futuro, sem sonhos e sem perspectivas. Jesus era a luz e tambm a viso e, diante 
de Jesus, no existem trevas capazes de resistir. A escurido acabou para aquele homem. A cegueira terminou. Os seus olhos abriram-se para contemplar as cores nunca 
vistas, para olhar o azul infinito e contemplar a noite e a beleza do cu estrelado. Os seus olhos abriram-se para louvar o nome de Deus, porque no existe salvao 
sem louvor, no existe evangelho sem msica, nem libertao sem cnticos.

O milagre tinha acontecido, mas aos homens no bastam os milagres. Uma vida miservel condenada  escurido, transformada agora pelo poder divino, nunca  suficiente 
para levar os incrdulos a crerem. Um marginal que abandona a sua vida errada e se torna til  sociedade e  famlia, no  argumento suficiente para acabar com 
as dvidas. Os homens pedem mais provas. Querem levar tudo ao laboratrio, querem analisar tudo no microscpio. Discutem, argumentam, questionam e racionalizam.

O cego, porm, responde: "Se  pecador, no sei; uma coisa sei, e  que, havendo eu sido cego, agora vejo."

No existe na histria maior filosofia prtica. O mundo_pode ver ou no ver. Argumentar e racionalizar o quanto quiser. Eu no preciso de dizer nada. Eu s sei que 
era cego e agora vejo. O cego tinha encontrado Jesus e isso bastava-lhe.

360

19 de Dezembro - Quinta feira

Uma Cano Mais Bela

"E, na verdade, tenho tambm por perda todas as coisas, pela excelncia do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, 
e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo" Filipenses 3:8

Os antigos gregos ilustraram na sua mitologia, talvez sem perceber, a maneira maravilhosa como os cristos podem servitoriosos sobre o pecado. A mitologia grega 
dizia que as sereias atraam os marinheiros com as suas canes e, quando estes se aproximavam das praias para ouvir melhor a enfeitiante msica, o barco batia 
contra as rochas e morriam. Muitos tentaram passar por aquele lugar encantado apelando a incontveis recursos. Uns tapavam os ouvidos com cera para no ouvir a msica 
das sereias; outros, amarravam-se ao mastro para no direccionar o barco rumo  praia. Mas, houve um marinheiro que levou a bordo Orfeu, o divino msico, que cantou 
e tocou harpa to maravilhosamente que as vozes sedutoras das sereias foram superadas por uma cano mais bela.

Existem trs maneiras de resistir  tentao. A primeira  "tapar os ouvidos com cera", enfrentar a tentao contando at 100, fechando os olhos ou marcando trs 
minutos no relgio. (Dizem que a tentao chega ao clmax da sua intensidade em trs minutos e depois diminui).

A outra maneira  amarrar-se ao mastro dos princpios, com promessas e decises que quase nunca se cumprem. Quando chega o momento da tentao, no h nada que nos 
detenha e partimos para a terra da solido e do desespero.

A nica sada, o nico mtodo que realmente vale,  levar "uma cano mais bela" a bordo. Temos que levar a bordo da vida algo to divinamente doce, que as notas 
do pecado paream sem harmonia nem beleza. Noutras palavras, temos que nos apaixonar por Algum to formoso, que o pecado, diante dEle, no passe de lixo repugnante.

Na vida de uma pessoa que nunca foi convertida, s existem as vozes das sereias, mas na vida de algum que conheceu Jesus, existe a msica dos anjos. Ns seguimos 
Jesus, no s porque no queremos continuar no pecado, mas tambm porque Ele  o nico. Diante d'Ele, tudo o mais  nada. O pecado perde o seu atractivo, no significa 
nada.

"Pastor", voc pode estar a pensar, "o senhor no est a ser um pouco terico?  possvel perder nesta vida o gosto pelo pecado?" Bom, quero que saiba que Jesus 
veio precisamente para isso. Ele no veio s para nos perdoar e salvar das consequncias do pecado, mas para nos livrar do poder que o pecado exerce em ns. Paulo 
diz: "Por causa de quem considero tudo como lixo." Podemos ainda carregar a natureza pecaminosa dentro de ns, mas o pecado no mais tem domnio sobre os filhos 
de Deus.

Mas para que isto seja uma realidade na sua experincia, tem que fazer de Jesus o centro da sua vida quotidiana.

20 de Dezembro - Sexta-feira

361

Novas Motivaes Para Velhos Instintos

"EEle, assentando-Se, chamou os doze e disse-lhes: Se algum quiser ser o primeiro, ser o derradeiro de todos e o servo de todos." Marcos 9:35

Anula o cristianismo os traos da personalidade humana? Faz do intrpido Pedro, um covarde e do corajoso Joo um medroso discpulo do amor?

Entendemos mal o evangelho quando pensamos que as faculdades humanas so substitudas pelo controlo divino, e que, a partir da converso, passamos a ser marionetas 
nas mos de Deus. No, Ele no anula a nossa vontade, mas redirecciona-a para coisas positivas, santificada pelo Seu Esprito. Os instintos naturais continuam, s 
que agora so orientados pela vontade santificada para fins mais elevados. No versculo de hoje, Jesus diz: "Se algum quiser ser o primeiro, ser o derradeiro". 
H lugar para os homens ambiciosos no reino de Deus. Jesus no tirou do homem o desejo de sergrande; simplesmente mostrou-lhe um caminho diferente para alcanar 
o seu objectivo: estar disposto a ser servo de todos.

Deus no quer filhos conformistas, fracassados, e que andem sempre nos ltimos lugares. Ele deseja filhos que sejam "grandes" e "primeiros", mas para os que desejam 
ser semelhantes a Jesus, Ele tem um caminho diferente. "O Filho do homem no veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate de muitos".

Notamos ento que Jesus no veio para acabar com a ambio humana, mas para tirar dela o egosmo e colocar no seu lugar o desejo de uma grande entrega para o servio.

Paulo diz: "Assim tambm vs, j que estais desejosos de dons espirituais, procurai abundar neles para a edificao da Igreja". I Corntios 14:12

Segundo o apstolo, o esprito de querer ter mais e de destacar-se dos cristos autnticos, j no traz nele o vrus da destruio, mas o desejo de edificao. O 
impulso continua latente, mas o seu poder egosta e nocivo j no existe.

Assim pode acontecer com todos os outros instintos. H pessoas que antes de conhecerem Cristo concentram toda a sua energia em organizar sindicatos, promover greves 
e armar piquetes. Usam todos os recursos, inclusive a violncia, para conseguir o que desejam. Tm isso arraigado na sua personalidade. O que acontece quando essa 
pessoa conhece o evangelho, de maneira real, autntica e no apenas de maneira superficial? O que acontece quando chega a conhecer Jesus e no simplesmente a doutrina? 
Aprende a viver com Jesus. E o viver com Jesus significa permitir que o Esprito Santo santifique a sua vontade, apetites e instintos. Agora, com a vontade santificada, 
ele orienta todas as suas foras para as coisas que edificam e constrem. Os seus velhos preconceitos desaparecem e vivendo em Cristo descobre que agora aprecia 
todos como pessoas por quem "Cristo morreu". J experimentou as novas motivaes que Cristo oferece? Ou est simplesmente a lutar para acabar com tudo aquilo que 
hoje considera errado, mas que sob o controlo do Esprito Santo poderia ser usado para coisas positivas?

21 de Dezembro - Sbado

Mais do Que Pertencer a Uma Igreja

"E no presumais de vs mesmos, dizendo: Temos por pai a Abrao, porque Eu vos digo que, mesmo destas pedras, Deus pode suscitar filhos a Abrao."

Mateus 3:9

Outro dia assisti a uma discusso entre duas crianas na escola. Uma delas, apontava o dedinho, acusadoramente e dizia ao seu colega: "No te vais salvar porque 
no s adventista." Fiquei, depois, a pensar por muito tempo naquela frase. Se a criana disse aquilo foi por dois motivos: ou ela ouviu algum adulto dizer isto, 
ou os adultos fazem algo que, de alguma maneira, do a entender isto. Aquilo no pode ter sado espontaneamente da cabea de uma criana de sete anos.

A Igreja Adventista do Stimo Dia  a igreja que, segundo a profecia e as caractersticas bblicas,  a igreja de Deus na Terra. No podemos deixar de pregar que 
em 1844, Deus chamou a si, segundo a profecia, um povo para proclamar a mensagem de Apocalipse 14:6-12, que apresenta Cristo como o nico Salvador, o Sbado como 
monumento da criao e da redeno e o incio do juzo divino. Mas, se como adultos estamos a deixar na mente de uma criana a impresso de que o importante para 
alcanar a salvao  ser adventista, ento temos que reconsiderar a nossa maneira de encarar o evangelho.

O versculo de hoje lembra-nos o caso de um povo que perdeu de vista a essncia das coisas e depositou a sua confiana de salvao no facto de ser do sangue de Abrao, 
sem apresentar os frutos de vidas arrependidas e centralizadas em Cristo.

Existem coisas correctas em tese e erradas na essncia. Explico.  absolutamente correcto guardar o Sbado como o dia do Senhor. Mas  completamente errado guardar 
o Sbado para se alcanar a salvao. Os que so salvos em Cristo deleitam-se em guardar o Sbado. Mas ningum  salvo por guardar o Sbado.  absolutamente correcto 
acreditar que a Igreja Adventista  a igreja de Deus na Terra (Apocalipse 12:17), mas  completamente falso pensar que o requisito principal para se ser salvo  
tornarse adventista. Os salvos em Cristo deleitar-se-o em pertencer  Igreja de Deus, mas no basta pertencer a uma igreja para se ser salvo.

A confiana da minha salvao nunca pode estar depositada em coisas, mesmo que essa coisa seja algo to nobre como a igreja. A minha f tem que estar fundamentada 
em Cristo.  d'Ele que provm a salvao.

O perigo de pensar que basta pertencer  Igreja de Deus para se ser salvo  to perigoso quanto o pensar que preciso apenas de Jesus e no tenho razo para me preocupar 
em ser membro da Igreja de Deus.

O inimigo sabe usar estes dois extremos com muita habilidade. Ele no quer ningum no ponto de equilbrio. As pessoas que so levadas a qualquer um dos extremos 
j esto no terreno do inimigo. Ele j fica satisfeito com isso. No importa se  um ou o outro.

A cruz de Cristo levanta-se no meio e chama os homens a uma vida de equilbrio, a depositar a confiana da sua salvao em Cristo e a participar da vida e da misso 
da Igreja de Cristo na Terra.
22De dezembro - Domingo

363

Os Princpios no Corao

"Ouvistes quefoi dito aos antigos: No cometers adultrio. Eu, porm, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher, para a cobiar, j em seu corao cometeu 
adultrio com ela." Mateus 5:27 e 28

Quando Deus criou Ado e Eva no precisou de escrever mandamentos, porque os princpios da Sua Santa Lei estavam escritos no corao do primeiro casal. Ao entrar 
o pecado, estes maravilhosos princpios comearam a perder a beleza e a nitidez que uma vez tiveram para os nossos primeiros pais. Com o correr do tempo a tendncia 
era esquecer. Durante o cativeiro do Egipto, os filhos de Deus no viveram no nvel de vida espiritual para o qual tinham sido criados. Foi, portanto, necessrio 
que Deus escrevesse os eternos princpios da Sua lei com letras de fogo, em tbuas de pedra.

A lei escrita foi entregue a Israel entre fogo, fumo e troves. Agora o povo de Deus tinha os mandamentos escritos, para que ningum pudesse alegar ignorncia.

Mas o tempo continuou a passar e o ser humano comeou a perder a clareza da lei escrita. O homem perdeu o sentido espiritual da mesma e passou a preocupar-se apenas 
com a observncia exterior das palavras. Foi ento necessrio que Jesus, em pessoa, comentasse a Santa Lei. "Ouvistes que foi dito aos antigos: No cometers adultrio", 
disse Jesus. Aquele povo, perdendo a viso espiritual deste princpio, no praticava o adultrio em si. Era at minucioso cumpridor da letra. Mas tinha a mente completamente 
poluda pelo adultrio. S que a letra escrita nada dizia acerca dos pensamentos. Era preciso, ento, que Jesus comentasse e explicasse este princpio. "Eu, porm, 
vos digo, que qualquer que atentar numa mulher, para a cobiar, j em seu corao cometeu adultrio com ela."

Percebeu a histria da lei ao longo do tempo? No incio no havia lei escrita, porque os princpios estavam escritos no corao do homem.

Depois, foi necessrio escrever esses princpios em tbuas de pedra e, mais tarde, isto j no foi suficiente: foi preciso comentar estes princpios. Tudo por causa 
da rebeldia e do endurecimento do corao humano. Mas o ideal de Deus, o que Ele realmente quer,  tornar a escrever estes princpios no corao.

Os verdadeiros filhos de Deus, aqueles que aprenderam a viver uma vida de permanente comunho com Cristo obedecem, no porque existe uma lei escrita em tbuas de 
pedra. No procuram a letra para ver qual  o mnimo que podem fazer ou deixar de fazer. Eles tm os princpios escritos no corao e deleitam-se em fazer a vontade 
de Deus.

O evangelho no liberta ningum da obedincia, ao contrrio, compromete-o pelo amor a viver uma vida de obedincia, natural e autntica, nascida de um corao transformado.

Podemos ir hoje a Jesus e pedir que escreva os Seus princpios no nosso corao?


364

23 de Dezembro - Segunda feira

Banho de Rao

"Santifica-os na verdade; a Tua palavra  a verdade. " Joo 17:17

Enquanto viajava pelo interior de Minas Gerais, ouvi a histria de dois agricultores vizinhos. O Senhor Chico tinha uma quinta bonita, cheia de cavalos gordos e 
de plo brilhante, enquanto que o Senhor Jos tinha os cavalos magros e doentes. Um dia o Jos perguntou ao seu vizinho:

- Diga-me, compadre, se ambos temos a mesma terra, o mesmo sol e a mesma chuva, porque  que os seus cavalos so mais bonitos do que os meus?

-  por causa do banho de rao, compadre-foi a resposta de Francisco.

- Banho de rao? - perguntou o vizinho intrigado. - Eu nunca ouvi falar disso, compadre.

Ento o Senhor Chico explicou, pacientemente, em que consistia o banho de rao:

- Voc prepara rao abundante e deixa os cavalos comerem  vontade. Quando eles estiverem fartos, ento, com o que sobrou, d-lhes um banho e ver como em pouco 
tempo os seus cavalos estaro bonitos.

O Jos agradeceu o segredo e foi p-lo em prtica. Deu a comida aos cavalos e em poucos minutos correu a procurar o vizinho.

- No sobrou rao, compadre - disse todo aflito.

- Ponha mais - foi a resposta do Chico. Meia hora depois, o Jos voltou.

- No sobrou nada, compadre.

- Ponha mais - continuou a responder o Senhor Chico. - O banho de rao tem que ser com a rao que sobrar.

Entendeu a mensagem? O segredo no era o banho de rao. O problema do Jos era a pouca rao que dava diariamente aos seus cavalos. Quando, s vezes, o cristo 
se sente frustrado, magro e derrotado, quando se cansa de lutar sem conseguir viver  altura dos princpios que conhece, o que est a faltar talvez seja um pouco 
de "banho de rao". E embora esta ilustrao tirada do povo brasileiro parea muito forte, acho que explica claramente a razo por que alguns cristos so fortes, 
felizes e vitoriosos, enquanto outros vivem uma vida de constante insucesso.

A nica fonte de poder  Cristo. Temos que separar diariamente tempo para passar com Ele. A orao e o estudo da Bblia no tm poder em si. O poder vem de Cristo. 
A Bblia e a orao so os meios atravs dos quais mantemos comunho com o Poder que  Cristo, mas  na Sua Palavra que somos santificados. "Ningum viveu como Jesus 
viveu, porque ningum orou como Jesus orou." Ele veio para nos ensinar o segredo do Seu poder. Viveu vitoriosamente neste mundo porque vivia em permanente comunho 
com o Seu Pai e mostrou que todos ns podemos viver com Ele, porque todos ns temos o mesmo Pai.

Ao sair para as actividades deste dia, porque no levar uma cano no corao e, atravs dela, manter sempre viva a presena de Jesus consigo?

24 de Dezembro - Tera-feira

365

A Beleza do Jejum

"E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome."

Mateus 4:2

Enquanto realizvamos um acampamento, vi que certo jovem conversava animadamente com os outros durante o almoo, mas no comia.

- J almoaste? - perguntei.

- No, pastor, hoje no vou almoar porque estou de jejum - foi a sua resposta. Depois explicou-me que embora estivesse com fome, tinha prometido a Deus que esse 
dia ele jejuaria para que Deus o ajudasse a resolver um problema.

E o jejum o acto de no comer? Ou deixamos de comer porque no jejum existe algo muito mais sublime entre Deus e ns? Vejamos o que diz o Esprito de Profecia, comentando 
o jejum de Cristo:

"Cristo jejuou enquanto estava no deserto. Em constante orao diante do Pai, a fim de preparar-Se para resistir ao adversrio, no sentiu as angstias da fome. 
Passou o tempo orando fervorosamente, sozinho com Deus. Era como se estivesse na presena do Pai. Procurava fora para enfrentar o inimigo e para ter a certeza de 
que receberia graa para realizar o que tinha empreendido em favor da humanidade. O pensamento da luta que tinha diante de Si fez com que Se esquecesse de todo o 
restante e a Sua alma foi alimentada com o po da vida, assim como sero alimentadas hoje as almas que vo a Ele em busca de ajuda... Viu-Se a Si mesmo curando os 
doentes, consolando os desesperados, reanimando os tristes e pregando o evangelho aos pobres e no sentiu nenhum aperto da fome at que terminaram os quarenta dias 
do Seu jejum. Quando a viso terminou, ento, a natureza humana de Cristo pediu alimento." Comentrio Bblico Adventista, vol. V, pg. 1.056

Em nenhum momento do Seu jejum, Cristo lutou contra a fome. Deus no responderia  Sua orao porque estava a passar fome. O Pai no Se alegrava com a fome do Filho, 
mas com a Sua companhia. A companhia do Pai para Jesus significava tanto que o alimento passava para um segundo plano.

Os que, por viverem uma vida de comunho diria com Jesus, so cada dia mais semelhantes a Ele, nunca perdero de vista a essncia das coisas para se concentrarem 
em exterioridades. Quando num dia de jejum, que deve ser um dia especial de comunho com Jesus, o facto de deixar de comer se torna mais importante que o companheirismo 
divino, alguma coisa est mal e deve ser corrigida urgentemente. No verdadeiro jejum cristo, Deus deve ocupar o centro de todos os nossos pensamentos e sentimentos. 
O estudo da Sua Palavra e a meditao devem absorver-nos de tal modo que "no devamos sentir as angstias da fome".

Na companhia de Jesus entramos numa atmosfera to sublime, que as coisas materiais e as necessidades fsicas ficam em segundo plano. A fome s aparece "depois".

Podemos sentir a presena de Jesus como a coisa mais importante que pode acontecer na nossa vida?

366

25 de Dezembro - Quarta-feira

Consegue V-lo?

"Eforam apressadamente, e acharam Maria, e Jos, e o menino deitado na manjedoura. " Lucas 2:16

Andou pelas ruas de Belm, batendo de porta em porta, sem encontrar abrigo. No tinha ainda despertado para a vida terrena, mas j sabia o que era a rejeio. Ningum 
Lhe abriu as portas. Ningum Lhe disse "bem-vindo". Toda a gente tinha algo para fazer, e estava com pressa. Havia festa em Belm, luzes e cores. Quem podia perder 
tempo, dando hospedagem a dois peregrinos? O que ningum podia prever era que estavam a rejeitar o Prncipe da Paz e a privar-se da oportunidade de receber o Hspede 
mais ilustre que passou pelo mundo.

Se Jesus tivesse chegado vestido com as Suas roupas reais e ostentando o Seu ttulo celeste, com certeza os homens teriam preparado a maior das recepes, com muita 
msica, pompa e fogos de artifcio. Teriam oferecido um banquete sumptuoso e distribudo convites s grandes personalidades do mundo social, poltico e religioso.

Mas as coisas com Jesus so diferentes, imprevisveis e inesperadas. Veio no ventre de uma mulher pobre, a quem as pessoas olhavam com suspeita, porque a histria 
da sua gravidez "estava mal contada". Veio em forma de uma simples criana. Veio como s vezes vm as coisas que realmente tm valor: sem brilho. E ningum O recebeu! 
Pudera! Numa poca de tanta correria, tanta coisa para fazer, tantos presentes para comprar, tantos cartes para enviar, quem podia ter tempo para dar ateno a 
uma simples criana?

As coisas no mudaram em 1996. Por incrvel que parea, tudo continua igual. Vejo-O batendo de porta em porta, vejo-O andando pelas ruas das grandes cidades, entrando 
nos centros comerciais, vejo-O com olhos suplicantes a perguntar: "Filho, tens um lugar para Mim na tua vida? Posso fazer algo por ti?" E as pessoas nem percebem 
que Ele existe, pois esto demasiado ocupadas para prestar ateno ao Seu convite.

Se Ele anunciasse a Sua chegada a uma capital, num avio, voo directo do Cu para Portugal, com certeza todos deixariam as compras, os cartes e as rvores de Natal 
para outro dia. Certamente, todos correriam ao aeroporto, com a mquina fotogrfica e a de filmar na mo. Com certeza, os jornalistas lutariam por uma declarao 
exclusiva; sem dvida que as maiores personalidades disputariam uma foto ao Seu lado.

Mas as coisas com Jesus so diferentes, imprevisveis e inesperadas. Ele est a, perto de si a falar ao seu corao: "Filho, est na hora de parares um pouco e 
Me dares ateno; est na hora de pensares em Mim."

Entre luzes, fogos de artifcio e grinaldas, j parou para pensar n'Ele, para conversar com Ele, para abrir o seu corao e deixar que Ele entre e revolucione tudo? 
Ser capaz de O ver?

26 de Dezembro - quinta-feira

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A Ss Com Deus

"Incendeu-se dentro de mim o meu corao; enquanto eu meditava se acendeu um fogo: ento falei com a minha lngua." Salmo 39:3

Na vida de todos os grandes homens da Bblia, existem marcados momentos de solido. Os heris bblicos eram de certo modo homens solitrios. No se tratava daquela 
solido que destri e enlouquece, mas dos momentos em que longe do barulho desta vida o ser humano se encontra com Deus.

Foi nos momentos de solido, ao ar livre, olhando as estrelas do cu infinito, que Abro recebeu a promessa de que a sua descendncia seria em nmero abundante. 
Foi nas horas de meditao, longe de todos, que Moiss viu a sara a arder e recebeu a ordem de libertar o povo de Deus. Foi nas horas silenciosas, a ss com Deus, 
que David recebeu do Senhor os mais formosos poemas que embelezam a literatura bblica.

No versculo de hoje, o Salmista diz que "enquanto eu meditava, se acendeu um fogo". Como saber o que  sentir o fogo divino ardendo no corao se no se passa tempo 
a ss com Jesus?

Quando o Mestre esteve neste mundo, tentou muitas vezes ensinarnos esta lio. Os evangelhos relatam que Ele "Se afastava da multido". Muitas vezes ia no barquinho 
para o outro lado do mar para ficar a ss com o Seu Pai. Depois de realizado o Seu trabalho, raramente O encontravam. Ia agradecer a Deus pelas maravilhas que Ele 
tinha operado na vida do povo sofredor. Ia para receber mais poder, porque toda a Sua fora vinha de cima. Passava horas na silenciosa companhia do Seu Pai, enquanto 
os outros dormiam.

Se hoje os seres humanos aprendessem a deixar de correr e ficassem em silncio, na companhia de Jesus, poupariam muitas frustraes na vida espiritual. Como  que 
o Esprito Santo toma posse da nossa vida?  enquanto meditamos que se "acende um fogo", e ficamos prontos para falar do amor de Deus.  no silncio da meditao 
que o fogo do Esprito se acende no nosso corao para consumir os sentimentos, pensamentos e maus hbitos da nossa vida.  no silncio da meditao que o fogo do 
Esprito Santo se acende para iluminar a nossa experincia e para iluminar as intenes mais ntimas do corao.

Uma pessoa que passa pela vida a correr atrs das coisas que, embora importantes, no envolvem a vida eterna, nunca tem tempo, nem energia, para ficar a ss com 
Deus, e nunca saber o que , na realidade, a vida crist autntica. Porque o verdadeiro cristianismo extrapola as fronteiras da igreja. No se limita  vida num 
templo e na companhia de outros cristos. O verdadeiro cristianismo  uma experincia que se vive a ss com Cristo, e  deste companheirismo que vm as foras para 
andar neste mundo moralmente deteriorado.  deste companheirismo que brota o cristianismo-amor que no condena, mas que no aceita o pecado, que no magoa as pessoas, 
mas que as anima a abandonar a vida errada pela transformao que vem de Cristo.

Quanto tempo passamos com Jesus? E Ele o nosso amigo de verdade? Ser que O conhecemos para confiar n'Ele mesmo nas dificuldades?

368

27 de Dezembro - Sexta--feira

Os Cus Abertos

"E aconteceu, no trigsimo ano, no quarto ms, no quinto dia do ms, que, estando eu no meio dos cativos, junto ao rio Quebar, se abriram os Cus, e eu vi vises 
de Deus. " Ezequiel 1: 1

Ezequiel era um jovem de apenas vinte e quatro anos de idade, quando viu que os Cus se abriram diante dele,  beira do rio Quebar. O que  que um jovem desta idade 
fazia junto ao rio? Ezequiel estava s. Desfrutava as horas maravilhosas da comunho com Deus. Ele tinha aprendido a ficar a ss com o seu Pai.  nas horas de recolhimento, 
de meditao, orao e contemplao do carcter de Jesus que os Cus se abriro sempre diante de ns.

O versculo 3 diz que "ali esteve sobre ele a mo do Senhor". Como pode fracassar um homem sobre quem est a mo do Senhor? De quem vem a sua fora? Em quem descansa 
a sua confiana?

Ao abrirem-se os Cus diante de si, Ezequiel teve uma viso maravilhosa que nunca tinha imaginado. Esta  a recompensa para os que aprendem a passar tempo na companhia 
de Jesus. De repente, os olhos abrem-se para as novas dimenses da vida, nunca dantes sonhadas.

Quando Ezequiel teve a viso, estava entre os cativos. Todos estavam presos. No existia liberdade, ningum podia ir onde queria. Os povos eram vigiados e controlados. 
Mas nenhuma priso foi capaz de impedir que Ezequiel ficasse a ss com Deus e tivesse a viso.

Os homens podem prender o nosso corpo, mas no podem aprisionar o nosso corao. Os homens podem impedir-nos de ir e vir, mas no podem tirar-nos o direito de sonhar.

Mesmo num mundo prisioneiro do pecado, podemos procurar o nosso rio Quebar e ficar a ss com Deus. As correntes da mediocridade, da religiosidade exterior, da hipocrisia 
e do falso moralismo, dos vcios, a promiscuidade e a descrena, podem aprisionar todos  nossa volta, mas no existe nada que seja capaz de impedir-nos de ficar 
a ss com Jesus e ver o Cu aberto. Aberto para qu?

Abrirei as janelas dos Cus e derramarei sobre vs, bno (Mal. 3:10),  a promessa divina. Pode existir maior bno do que a paz que inunda o corao de algum 
que aprendeu a andar com Jesus?

 para esta maravilhosa experincia de amor que Deus est a convidar os Seus filhos. Ele quer que o ser humano aprenda a desfrutar deste companheirismo divino e 
que, como resultado disto, viva uma vida de obedincia autntica aos princpios eternos da Sua Santa lei.

Onde fica o seu rio Quebar? Na sua sala? No seu escritrio? No seu quarto? No local onde ora? Sob uma rvore no quintal da sua casa? O lugar no importa, o que importa 
 que tenha o seu rio Quebar de onde possa ver os Cus abertos, diariamente.

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28 de Dezembro, Sbado
Porqu Perdoar?

"E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, at que pagasse tudo o que devia. " Mateus 18:34

Existem pessoas que seriam incapazes de matar, roubar ou adulterar, mas tambm so incapazes de perdoar. "Pastor", perguntam-me, "que devo fazer para poder perdoar? 
Eu quero, mas no posso."

O versculo de hoje est dentro da parbola dos dois devedores. Havia um rei que tinha dois servos. Um deles devia-lhe o equivalente a um milho e duzentos mil dlares. 
Era uma quantia incalculvel, mas o servo suplica: "D-me um pouco de tempo e te pagarei." Como poderia um pobre trabalhador juntar essa quantia de dinheiro? Jesus 
exagerou a soma de propsito, para mostrar ao ser humano que a dvida com Deus no pode ser paga com os esforos do homem. A nossa nica sada  confiar em Algum 
que pagou a dvida por ns.

A parbola mostra um servo perdoado que no cria no perdo recebido. O rei tinha dito: "Ests livre", mas ele continuava a pensar que devia pagar a dvida. Por isso 
saiu  procura das pessoas que lhe deviam algum dinheiro. Encontrou um servo seu, a quem tinha emprestado 200 dlares e comeou a afligi-lo e mandou aprision-lo 
at que lhe pagasse. Este servo perdoado no era um homem feliz. Vivia angustiado e desesperado. No tinha paz, porque pensava que devia pagar o que devia.

O resultado de toda a confuso interior era que vivia a atormentar os outros, possua uma personalidade desagradvel. Pensava que ningum o queria, vivia atormentado 
pelo complexo de inferioridade e no era feliz.

A parbola termina com o versculo de hoje: "o seu senhor o entregou aos atormentadores, at que pagasse tudo o que devia." Os verdugos aqui so smbolos dos prprios 
sentimentos de rancor, dio e ressentimentos que atormentam o corao do homem que no aprendeu a perdoar.

Conheci uma pessoa que tinha sido disciplinada pela igreja, mas na sua opinio, tinha sido vtima de uma injustia, porque no era "culpada de nada". Para vingar-se 
dos seus disciplinadores, esta jovem abandonou a igreja e entregou-se a uma vida de promiscuidade. No quis saber mais da igreja, nem de Jesus, nem de ningum. Desceu 
at ao mais profundo, no pecado, mas no era feliz.

Angustiava-se por dentro; o complexo de culpa atormentava-a dia e noite, at que um dia tivemos a oportunidade de conversar: "Porque fazes isso, se no s feliz?", 
perguntei-lhe. "Eles disciplinaram-me injustamente e agora quero dar-lhes motivos, de verdade, para que a disciplina seja justa", respondeu-me.

No era feliz. As pessoas culpadas j nem se recordavam dela e ela era a nica que sofria, que sangrava e estava a morrer pouco a pouco.

Naquela manh compreendeu que no perdoava porque nunca tinha entendido o perdo de Deus para com ela. Correu a Jesus, sentiu a paz que s Jesus pode oferecer, levantou-se 
e procurou os seus ofensores para lhes dizer que os amava. O milagre tinha acontecido. O tormento tinha chegado ao fim.

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29 de Dezembro - Domingo

A Sua Grande Oportunidade

"Eis que assim ser abenoado o homem que teme ao Senhor. "Salmo 128:4

Em 1981, Gladis Silva foi coroada Miss Peru e dois meses depois foi classificada entre as dez mulheres mais bonitas do mundo, no concurso de Miss Universo que se 
realizou em Nova Iorque. Sem dvida, as luzes, os aplausos, a fama e as glrias deste mundo no eram capazes de preencher o vazio interior que a acompanhava quase 
inconscientemente. Em 1988, Gladis enfrentava um grave problema na sua vida e no sabia onde encontrar a soluo. Foi nestas circunstncias que se encontrou com 
uma amiga adventista que lhe disse: "Gladis, tu vives angustiada neste momento e desesperas porque no conheces Jesus. Se tu O conhecesses, saberias que poderias 
contar com Ele agora e sempre."

Quando a amiga se retirou, Gladis ficou sozinha no seu quarto a pensar: Quem era Jesus? Onde estava? Como poderia conhec-lo? Comeou a estudar a Bblia com afinco 
e descobriu Jesus como seu amigo, Salvador e companheiro de todas as horas. Abriu o seu corao a Jesus e hoje deleita-se na bendita esperana da volta de Cristo.

Quando a conheci e me contou a sua histria, vi lgrimas nos seus olhos. "No so lgrimas de tristeza, Pastor", disse, "so lgrimas de alegria. Encontrei finalmente 
o que me faltava na vida. Sou feliz. Encontro diariamente foras em Jesus, e os aplausos, luzes e glrias desta vida j no tm valor para mim."

Este ano praticamente terminou.  tempo de tomar novas decises. Talvez no ano que est a terminar tenhamos corrido atrs de valores que, apesar de necessrios, 
no foram os que deram sentido  nossa vida.  possvel que estejamos feridos e frustrados.  tambm possvel que estejamos quase sen foras para nos podermos levantar 
mas, o que h de maravilhoso no evangelho  que Jesus deseja salvar-nos. Desde o jardim do den Deus tem perguntado: "Onde ests tu?" A Sua voz tem ultrapassado 
o tempo e a histria. O seu  clamor tem tocado milhares e milhares de vidas ao longo dos sculos. Os homens tm-no rejeitado. Outros aceitaram-no e outros, simplesmente, 
ficam indiferentes, sofrendo por dentro, sabendo que a nica sada  seguir Jesus, mas ficam como que paralisados, amarrados aos seus preconceitos, s suas dvidas 
e temores, sem poderem dizer sim.

Gladis Silva decidiu dizer sim. Abriu o seu corao a Jesus. Fez d'Ele o seu amigo, Salvador e centro da sua vida. Continuar a brilhar, no pela sua beleza extraordinria, 
mas pela paz que reflecte o seu rosto, pela simplicidade com que fala de Jesus, o grande amor da sua vida.

Se voc, por algum motivo, deixou passar as oportunidades at agora, aproveite os ltimos dias deste ano para meditar e chegar  concluso de que Jesus  a nica 
sada. Pode correr para Ele como est, levando tudo o que . Aos Seus ps encontrar a paz e nos Seus braos se sentir amado e compreender que a vida merece ser 
vivida.

30 de Dezembro - Segunda-feira

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Em Nome do Senhor

"E, quanto fizerdes, por palavra ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por Ele graas a Deus Pai. " Colossenses 3:17

ele Est s portas. Cheio de expectativas e oportunidades. Com as asas brancas da esperana. Pronto para descolar no vale dos sonhos, rumo ao infinito das realizaes. 
 mais um ano que chega, aberto, limpo e promissor. Entre nele, em nome de Jesus.

No meio das expectativas de um novo horizonte, convido-o a olhar para trs. Como? No dizem todos que devemos deixar de olhar para o passado e ver apenas o futuro? 
Mas o meu convite : olhe para trs!

Sabia que ns tiramos foras do passado, apesar da nossa vertiginosa projeco para o futuro? Ento olhe para trs, olhe especialmente para as coisas que no deram 
certo, as que saram mal. Olhe para as frustraes e as derrotas.

Todos dizem que devemos esquecer as derrotas e fracassos e estarmos sempre prontos para novas tentativas. Bem, tentar de novo, sim; mas deixar de olhar as nossas 
derrotas e fracassos, nunca. Porque na batalha da vida ganha quem sabe perder, quem sabe capitalizar a derrota, quem no vive a lamentar-se porque algo no correu 
bem, mas, ao contrrio, olha para a derrota sem rancor, sem mgoa, analisando e perguntando porque no correu bem.

O novo ano est a. Cheio de expectativas e oportunidades.  todo seu. Limpo. Aberto. E promissor. Chega com as asas brancas da esperana. Pronto para descolar do 
vale dos seus sonhos rumo ao infinito das suas realizaes. Olhe-o sem medo, como a guia olha o brilho do sol. Embora as suas pupilas fiquem ofuscadas pela luminosidade 
do astro, ela sente fervilhar o sangue nas veias, abre as asas e parte, rompendo o azul do cu  procura de novos horizontes.

Se o ano que passou foi bom ou mau, pouca diferena faz. O ano novo agora  seu. Isto  o que conta. No lamente os erros do passado. No fuja deles. Encare-os. 
Afinal, perder todos perdem. Uns mais cedo, outros mais tarde. Perder nunca foi problema. Mas tem que saber tirar proveito da derrota, porque na batalha da vida 
ganha sempre quem sabe perder.

Comece ento o novo ano sem medo, em nome de Jesus.

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31 de Dezembro - Tera-feira

O Ano Est a Terminar

"Quanto ao mais, irmos, tudo o que  verdadeiro, tudo o que  honesto, tudo o que  justo, tudo o que  puro, tudo o que  amvel, tudo o que  de boa fama, se 
h alguma virtude, e se h algum louvor, nisso pensai."

Filipenses 4:8

Foi bom conversarmos diariamente ao longo de 1996. Enquanto escrevia as meditaes deste ano, aprendi muita coisa. Ficava emocionado, s vezes. Quando chegava ao 
fim da meditao de um dia, sentia que tudo era para mim e tentei fazer de Jesus o grande Amigo e Salvador de cada minuto.

Em Miami, em Janeiro de 93, fui assaltado e os assaltantes levaram, com todas as minhas coisas, quase 90 meditaes escritas. Era muita coisa. Senti-me triste, frustrado 
e incompreendido. Tinha gasto quase todas as minhas frias a escrev-las. Tinha-me levantado cedo e deitado tarde; sacrificado horas de lazer ao lado da minha famlia, 
para qu? Para que, num segundo, tudo fosse pelos ares.

Recomecei tudo de novo e senti o brao poderoso de Jesus a ajudar-me e a orientar-me. Hoje, chego ao fim deste trabalho. Tive a oportunidade de me dirigir a si ao 
longo de todo um ano;  motivo muito grande para agradecer a Deus este privilgio.

Escolhi o texto de hoje para a ltima meditao deste ano porque gostaria que olhasse com optimismo para o futuro. Queira Deus que as meditaes deste ano lhe tenham 
mostrado, de alguma forma, que no basta ser um bom membro da igreja.  preciso ser cristo, e uma pessoa crist  aquela que descobriu Jesus como a pessoa mais 
querida, como o Salvador, o Sustentador e Amigo de todas as circunstncias.

Mais um ano est para comear. Muitas vezes o inimigo far aparecer miragens no deserto desta vida. No seja enganado pelas luzes deste mundo. Fixe os seus olhos 
em Jesus, concentre-se n'Ele, faa d'Ele o centro da sua vida. Pense n'Ele e em todas as virtudes maravilhosas que provm d'Ele. No permita que as enganosas luzes 
desta vida ofusquem a sua viso a ponto de perder de vista a maravilhosa pessoa de Jesus.

Sem dvida, voc cresceu em 1996. Aprendeu, adquiriu experincia. Para tal, pagou o preo com dinheiro, com tempo, ou com sofrimento, mas cresceu. J no  a mesma 
pessoa que comeou o ano.

Se as coisas correram bem, louve o nome de Jesus; se as coisas foram adversas, e se a tragdia bateu  porta do seu corao, tambm louve o nome de Jesus.

Que Deus continue a abeno-lo em 1997. Caia de joelhos no entardecer de mais um ano. Segure o brao poderoso de Jesus, faa planos para separar diariamente tempo 
para ficar a ss com Ele neste novo ano.

Eu e minha famlia faremos o mesmo e, entre os nossos planos, estar o de o ver e abraar pessoalmente na gloriosa manh da ressurreio. Naquele dia, com certeza, 
o mais esperado sonho do corao humano ser realizado. Ns vamos v-lo face a face e viveremos com Jesus eternamente.
